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domingo, junho 3

César Campaniço e Carlos Vieira vencem Taça de Portugal

Carlos Vieira e César Campaniço sagraram-se vencedores da Taça de Portugal de Circuitos ao conquistarem a segunda vitória no Algarve, aproveitando uma avaria no Mercedes de José Pedro Fontes e Miguel Barbosa


O início da corrida foi muito disputado entre os cinco primeiros classificados, mas o Mercedes SLS da Sports & You e o Audi R8 da Novadriver cedo se afirmaram como favoritos à vitória. A batalha pelo terceiro lugar, entre o Ferrari 430 da Ray Racing Team e o Lamborghini Gallardo da Goodsense tornou-se demasiado acesa, resultando no abandono do primeiro e numa penalização drive through aplicada ao segundo.

Após a troca de pilotos, Fontes liderava com alguma vantagem sobre Campaniço, mas o fundo plano do Mercedes soltou-se, obrigando-o a perder cada vez mais tempo e permitindo a aproximação do Audi, que passou para o comando a pouco mais de cinco minutos do fim. Com o duplo triunfo, Campaniço e Vieira garantiram a conquista da Taça de Portugal. Patrick Cunha conseguiu recuperar até ao terceiro posto.

Fazendo a prova sozinho no Ferrari da Oasis, Luís Reis conseguiu superiorizar-se aos irmãos Cabral no Porsche, sendo que todos acabaram a Taça empatados na classificação final. Na categoria GT4, Miguel Ferreira e Francisco Carvalho conseguiram passar o Aston Martin de Mauro Marques e Fábio Mota em cima da linha de chegada, batendo-os por 18 milésimos, mas o triunfo na Taça foi mesmo para Marques e Mota.

publicado em Autosport

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sábado, junho 2

Novadriver vence primeira corrida da Taça de Portugal

César Campaniço e Carlos Vieira deram o primeiro passo para a conquista do título da Taça de Portugal de Circuitos com uma suada vitória na primeira corrida no Circuito de Algarve.

A primeira parte da corrida foi dominada por José Pedro Fontes no Mercedes SLS da Vodafone BP Ultimate, com Patrick Cunha (no Lamborghini da Goodsense) a manter uma vantagem sobre César Campaniço (no Audi da Novadriver) nas voltas iniciais. Após a troca de pneus, as posições mantiveram-se mas José Ramos e Carlos Vieira envolveram-se numa acesa batalha pelo segundo lugar ao mesmo tempo que se aproximavam do Mercedes, agora pilotado por Miguel Barbosa.

Vieira e Ramos ainda se tocaram algumas vezes, até que o piloto da Novadriver conseguiu passar para o segundo lugar, com ambos a relegarem Barbosa para a terceira posição pouco depois. Ramos não desarmou e continuou a atacar o comando, mas fez uma incursão pela gravilha, garantindo assim a vitória do Audi R8.

"O início foi algo confuso e optámos por não arriscar. Fomos travados pelo Lamborghini na primeira parte da prova, optámos por isso para fazer a troca de pilotos mais cedo. Depois, o andamento estava bastante bom e deixámo-nos ir atrás. Conseguimos passar o Lamborghini e depois Mercedes. Correu bem mas estávamos a ser pressionados. É um bom início mas para a conquista da Taça o que realmente vai valer é o resultado da corrida de amanhã", disseram César Campaniço e Carlos Vieira.

"No arranque levantámos o pé para evitar a confusão. O início foi feito ao ataque mas também a defender. Tivemos alguns problemas de travões e tentámos gerir o melhor possível. Discutimos até ao final o primeiro lugar. Já perto do final tivemos uma ligeira saída e não deu para fazer mais nada", explicaram os pilotos do Lamborghini Gallardo, que terminou no segundo posto.

João Figueiredo e Hugo Godinho recuperaram até quarto depois de um toque do Mercedes na primeira volta, que danificou o para-choques traseiro do Ferrari da Ray Racing Team. José e António Cabral venceram a categoria GT Cup no Porsche 911 da First Driver, enquanto Fábio Mota e Manuel Marques levaram o Aston Martin ao triunfo dos GT4, mas apenas após o abandono de Francisco Carvalho e Miguel Ferreira, que parou de repente a poucas voltas do fim.

1 GT3 Campanico/Vieira Audi R8 LMS 27 voltas em 50:26.277
2 GT3 Cunha/Ramos Lamborghini Gallardo +1.865
3 GT3 Fontes/Barbosa Mercedes SLS AMG GT3 +12.904
4 GT2 Figueiredo/Godinho Ferrari 430 +1:02.778
5 GT3 Nogueira/Coimbra Porsche 997 GT3 Cup +1:32.379
6 CUP Cabral/Cabral Porsche 997 GT3 Cup +2 LAPS
7 CUP Reis Ferrari F430 Challenge Cup +2 LAPS
8 CUP Moreno/Moleiro Porsche 997 GT3 Cup +2 LAPS
9 GT4 Mota/Marques Aston Martin Vantage V8 +2 LAPS
10 GT4 Batista/Alonso Ginetta G50 +3 LAPS
11 GT4 Carvalho/Ferreira Aston Martin Vantage V8 +6 LAPS

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domingo, janeiro 22

Estreia mundial do Audi Quattro - Algarve 1980

O final da edição semanal da revista Autosport, levou à escolha dos momentos mais marcantes da publicação de desporto motorizado nacional. Inevitavelmente, a estreia do Audi Quattro no Rali do Algarve de 1980 mereceu destaque.



Antes do mais o melhor é recordar a crónica da prova de 1980
RALLY URBIBEL ALGARVE, por José Correia, publicada no fórum Ralis a Sul:


Em 1980 o Rali do Algarve foi disputado em 3 etapas, como era hábito, tendo uma extensão total de 1427 kms de percurso, com 30 Provas Especiais de Classificação, que totalizavam cerca de 487 kms. A prova teve a designação de Rallye Urbibel Algarve, pois a empresa imobiliária Urbibel era o principal patrocinador da prova.
Estavam inscritas 98 equipas, partiram 73 e acabaram 36.
À partida para a prova algarvia, o título europeu de ralis estava em disputa entre o espanhol António Zanini e o francês Bernard Beguin, dois pilotos que tripularam durante toda a época dois Porsche 911 SC, o do Espanhol preparado pelos irmãos Almeras e o do Francês por Meznarie. E ainda antes da partida dá-se o primeiro golpe de teatro, que se veio a revelar decisivo na atribuição do título.
É que António Zanini abdica da participação com o Porsche 911 e passa para o volante do Ford Escort RS 1800 do Team Diabolique, carro habitualmente tripulado pelo José Gonçalves. Por considerar que o Porsche seria um carro demasiado frágil para a dureza dos pisos de terra algarvios, Zanini preferiu não arriscar e jogar pelo seguro, através da fiabilidade e resistência comprovada dos Escorts da Diabolique. Como os regulamentos ( julgo que ainda hoje é assim ) só permitiam a mudança de um dos elementos da equipa, foi o Dr.Miguel de Oliveira ( dono da Diabolique ) que se sentou no lado direito, ficando o habitual navegador de Zanini, Jordi Sabater a seguir a prova como espectador.
No Nacional, o título estava ao alcance de 3 pilotos, Mário Silva ( sim, esse que ainda hoje corre na velocidade e nos clássicos ), que tripulava um Escort RS 1800 de Grupo 4, Carlos Torres ( piloto já falecido e que foi outro dos nomes grandes dos Ralis nacionais das décadas de 70 e 80 ), em carro idêntico e Santinho Mendes, sempre fiel aos Datsun, nesta altura tripulava um 160 J de Grupo 2. Santinho era o piloto em piores condições para conquistar o título, dada a desvantagem pontual que tinha para os outros dois pilotos.
Como se fosse a cereja em cima do bolo, este Rali teve ainda como mestre de cerimónias Hannu Mikkola e o seu navegador Arne Hertz, ao volante do Audi Quattro, que por não estar ainda homologado, participou na prova como carro 0, partindo 15 minutos antes dos concorrentes.
E vamos então começar pelo carro 0. Na época causou sensação o aparato de assistência e um certo “ secretismo “ que a Audi Sport fez questão que acontecesse. O director desportivo era Walter Treser, ainda hoje um conceituado preparador de Audis, e a marca de pneus que equipava o Audi Quattro era a Kléber.
A superioridade do Audi foi tal que, após as 30 PEC, tinha uma vantagem de mais de 29 minutos sobre o vencedor da prova!
Das 30 classificativas, o Audi foi o carro mais rápido em 25 delas e não registou problemas de maior, dado que cumpriu sempre o percurso e o horário do Rali, o que equivale a dizer que, caso estivesse em prova, tinha sido o claro vencedor.

Mas vamos passar à parte competitiva do Rali, não sem antes dizer aos nossos amigos madeirenses que também visitam este Fórum que as duplas Madeirenses Emanuel Pereira / António Castro ( Escort RS de Grupo 1 ), António Rodrigues / Capelo ( Datsun 1600 SSS ) e o Vice Rei do Machico Abel Spínola / M. Câmara ( Honda Civic ) foram 3 dos 23 que estavam inscritos e não compareceram às verificações técnicas.
Na primeira etapa, que entre as 5 classificativas percorridas duas vezes cada, tinha como principal palco duas passagens pelo mítico Santa Catarina, serviu para Beguin mostrar que afinal o Porsche não só era resistente como rápido nos pisos de terra, e convém recordar que esta era a primeira época do piloto francês em ralis de terra, tendo apenas disputado dois até ao Algarve… Beguin dominou claramente Zanini, vencendo 9 dos 10 troços e chegando ao final da 1ª etapa com uma vantagem de 2 minutos e 27 segundos sobre o espanhol.
No que diz respeito aos portugueses, Mário Silva era 3º a 7.53, Santinho Mendes era 4º a 10.54 e em 5º aparecia o melhor algarvio, José Inverno Amaral, que com o Escort RS 2000 do Team Fundador estavam já a 15.31.
Entre as incidências desta 1ª etapa, destaque para a desistência do piloto do Mónaco " Ray ", que capotou o seu Escort RS 1800, o atraso de Carlos Torres, que com problemas eléctricos perdeu cerca de 25 minutos, que o arredavam da luta pelo título nacional e a constante perda de tempo devida ao pó que Inverno sofreu, por partir atrás do Vauxhall Chevette de Rui Lages ( sim, também é esse mesmo que estão a pensar, que agora é autarca em Braga ).
Entre os algarvios, a desistência da dupla Carlos Fontaínhas / Rogério Seromenho devido a um semi eixo partido e os inúmeros problemas de caixa de velocidades do Pedro Cabeçadas, que nesta prova era acompanhado pelo António Pereira.
Na segunda etapa, mais 10 troços, 5 repetidos duas vezes, que foram integralmente dominados pelo Bernard Beguin, que os venceu TODOS! Parecia pois que o francês se encaminhava para uma vitória na prova. Esta segunda etapa incluía o famoso Salir, com 22.6 kms.
Entre os nacionais, a reviravolta aconteceu, pois Mário Silva capotou o seu Escort, perdendo mais de 4 minutos e passando para trás de Santinho, já que o carro ficou algo maltratado no acidente.
Inverno Amaral continuava a manter a sua 5ª posição, mas ganhava um avanço mais substancial para o seu mais directo adversário, Francisco Romaozinho, que tripulava o Citroen Visa que viria a ser anos mais tarde e mais evoluído, o carro do Inverno Amaral… Começava também a subir na classificação outra dupla algarvio, o Dr. Orlando Reis, navegado pelo José Manuel Conde ( na actualidade relações com os concorrentes do CRRS ). Esta equipa, com um Ford Escort RS 2000 de grupo 1, daqueles com a frente inclinada de quatro faróis e tudo, chegaram a comandar o Grupo 1 durante esta etapa.
Mas chegamos à 3ª etapa ainda com tudo em aberto, tanto no Europeu como no Nacional. E esta etapa tinha mais 10 troços, incluindo duas passagens pelo troço de Monchique, com 50,1 kms de extensão, que normalmente deixava marcas na caravana., ainda por cima porque o troço seguinte era Aljezur, com mais 26 kms…
A 1ª passagem por Monchique seria marcada pela vitória no troço de Santinho, notável para quem tripulava um carro de Grupo 2, claramente menos potente que os seus adversários, mas Beguin continuava imperturbável a ganhar segundos a Zanini.
O Dr. Orlando Reis perde a liderança do grupo 1 por ter furado duas vezes, fazendo mais de 12 kms em cima da jante.
Em Aljezur acabava a boa prova de Inverno Amaral, que capotou o Escort e foi obrigado a desistir, pois o FS-51-40 ficou completamente destruído, tendo mesmo sido interrompido o troço para averiguar o estado do piloto e do navegador Joaquim Neto.
As segundas passagens por Monchique e Aljezur não trazem nada de novo, mas é no 28º que tudo fica decidido em relação ao Europeu. Béguin desiste com a correia do alternador partida e daí até ao final a prova foi um passeio para Zanini, que assim recebeu de bandeja a vitória no Rali e no Campeonato Europeu.
Quanto ao Nacional, o ataque de Santinho Mendes também veio a dar frutos, garantindo o Título Nacional de 1980.
Com a desistência de Inverno, o Orlando Reis passou a ser o melhor piloto algarvio e segundo classificado no grupo 1.

A classificação final do Rali ficou assim ordenada:
1º António Zanini / Miguel de Oliveira - Ford Escort RS 1800- 7h02m54s
2º Santinho Mendes / Filipe Lopes- Datsun 160 J- a 7m35s
3º Mário Silva / Pedro de Almeida- Ford Escort RS 1800 - a 13m40s
4º Francisco Romãozinho / Luís Alegria- Citroen Visa Super X- a 20m06s
5º Holger Helle / Ole Hansen - Opel Ascona 2000- a 32m06s
6º Werner Schweizer / Dartsch- Opel Kadett GTE- a 37m04s
7º Jorge Parente / Alfredo Lavrador- Ford Escort RS 2000- a39m49s
8º Orlando Reis / José Manuel Conde- Ford Escort RS 2000- a43m29s
9º Fernando Simões / Campos- Opel kadett GTE- a53m54s
10º Rui Lages / Abel Santos- Vauxhall Chevette 2300 HS- a1h01m58s
19º Pedro Cabeçadas / António Pereira- Ford Escort RS 2000 - a1h30m14s
25º José Moreno / Luís Calafate- Datsun 1200- a2h06m57s
33º Carlos Simões / Jorge Cirne - Citroen Dyane 6- a2h59m15s
35º Alberto Urbano / Ramirez- Datsun 1200 GX- a3h26m50s

CRONICAS E FOTOS DA PROVA

REPORTAGEM AUTOSPORT - JANEIRO 2012 (errata_ 29 minutos e não segundos !!!)


Festival de Goodwood 2008:

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sexta-feira, setembro 16

CPC - AIA: Outros favoritos também confiantes

O Audi Team NovaDrive parte na frente para a corrida do Algarve mas a concorrência é forte, tem objectivos bem definidos e está bem munida de material.


Esta prova marca também o regresso ao activo do Goodsense Racing Team, depois de umas retemperadoras férias, fundamentais para ajudar a elevar ainda mais a moral e a determinação desta formação, que se apresenta na máxima força em Portimão. Com o Lamborghini Gallardo LP600+ de Patrick Cunha e José Ramos na linha da frente para lutar pela vitória à geral, bem como na Categoria 3, as perspectivas da Goodsense para esta prova são muito animadoras. “Vamos para Portimão com a ambição de vencer. Esperamos que tudo corra bem e que possamos festejar no final de ambas as corridas. Temos ainda boas hipóteses de vencer o troféu ibérico, onde ocupamos actualmente a terceira posição e por isso um bom resultado nesta pista pode fazer toda a diferença“, diz José Ramos.

Terminando a primeira fase da temporada na liderança das classificações em disputa, os pilotos do Mercedes SLS AMG GT3 do Vodafone BP Ultimate Team encaram a prova algarvia com o optimismo habitual e com a ambição de entrar, mais uma vez, na luta pelas vitórias. Numa altura em que tudo está em aberto no que diz respeito aos títulos, José Pedro Fontes e Miguel Barbosa vêem no Circuito do Algarve mais uma importante etapa para a sua definição. Segundo José Pedro Fontes “partimos para o Algarve determinados em defender a primeira posição do Iberian Supercars Trophy, por forma a assegurar aquele que é o nosso principal objectivo da temporada. A primeira passagem pelo Algarve saldou-se com uma dupla vitória, o que nos deixa confiantes para a segunda visita do ano. As provas já disputadas permitem-nos fazer um balanço muito positivo, sabendo de antemão que teremos que continuar a trabalhar e procurar fazer ainda melhor para nos mantermos na liderança.”

A Sports & You tem inscrito para esta prova o seu segundo Mercedes SLS GT3, para António Coimbra e Luís Silva, e o seu sempre espectacular Aston Martin DBRS9 GT3 para Paulo Pinheiro, administrador da Parkalgar, e para o jornalista inglês Roger Green.

António Nogueira poderia ter uma palavra a dizer mas este fim-de-semana o piloto nortenho não vai ter mãos a medir no Circuito do Algarve 2. Literalmente, ao volante de três carros diferentes, vai participar em três provas, de três campeonatos diferentes. Objectivo: lutar pelo melhor lugar – se possível, pela vitória. António Nogueira vai participar no International GT Open com o Marcos LM600; no Campeonato de Portugal de GT, com o Porsche 996 GT2; e no Campeonato de Portugal de Clássicos de Circuitos, com o Ford Capri RS 3100.

Inscritos na classe GT3, mesmo sem serem realmente carros GT3, aos dois Porsche 911 GT3 Cup da First Driver/Sigg cabe-lhes o papel secundário, sempre à espreita de uma falha dos favoritos para melhor se posicionarem à geral.

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domingo, junho 12

24h Le Mans: Audi vence batalha infernal e Lamy no pódio

Marcel Fässler, André Lotterer e Benoit Treluyer, no Audi R1 venceram a 79ª edição das 24 horas de Le Mans, uma das corridas mais disputadas da história da clássica francesa de resistência. Pedro Lamy foi "excluído" da corrida, mas terminou na segunda posição, a melhor classificação de sempre de um piloto português. E João Barbosa também regressou a casa com motivos para celebrar.

O início da corrida ficou marcado pelo domínio dos carros de Ingolstadt e pelos dois aparatosos acidentes em que estiveram envolvidos. Primeiro Alan Mcnish, ao tentar ultrapassar um dos Ferrari 458 da Luxury Racing, protagonizou um espectacular acidente nos "S" Dunlop que felizmente teve como única "vítima" o R18 TDi. Depois, já quando as luzes tinham invadido o circuito de La Sarthe, Mike Rockenfeller, também ele ao tentar ultrapassar um Ferrari mais lento, acabou por colidir violentamente contra as barreiras de protecção, obrigando o piloto alemão a passar o resto da noite no hospital do circuito por precaução.

Perante a fragilidade das tropas comandadas pelo Dr. Wolfgang Ullrich esperava-se um contra-ataque da Peugeot. E se nas primeiras horas da noite os Pugs não assustaram ninguém, graças a um menor consumo, quando o céu já estava escuro e apenas se viam os rastos deixados pelos faróis das furiosas viaturas, os carros franceses conseguiram reduzir a desvantagem inicial e lançaram uma séria ofensiva sobre Audi sobrevivente, liderada pelo carro onde estava Lamy, Sebastien Bourdais e Simon Pagenaud. Nas primeiras horas da manhã houve constantes trocas de líderes, com os três primeiros a rodaram separados por nunca mais de 20 segundos e com lutas taco-a-taco a fazer uma qualquer corrida de "sprint". Mesmo em inferioridade númerica o Audi "vencedor" acabou por levar a melhor sobre os Peugeot que a quatro horas do término viram Alex Wurz despistar-se em Indianapolis e, com isso, perder o comboio da frente da corrida.

Após o ataque da Peugeot, o Audi líder encontrou na chuva, que apareceu a três horas do fim da corrida, o inimigo seguinte. Contudo, o piso molhado acabou por ser favorável ao carro alemão que, tal como tinha acontecido nas primeiras horas da corrida, distanciou-se sobre os Peugeot perseguidores. Mas a vantagem do carro cinza nunca foi confortável, ainda para mais porque os 908 "mais lentos" nunca se deixaram dobrar com facilidade, e chegada a derradeira hora de corrida, os dois primeiros estavam separados por meros 10 segundos. Porém, e depois da última ronda de pit-stops, o R18 TDI foi ganhando terreno sobre o melhor 908 para terminar com um curto de avanço de 14 segundos ao fim de 86,400 segundos de corrida.
E pela primeira vez em muitos anos a última volta não teve os comissários de pista a mostrarem as bandeiras ao(s) vencedor(es).

Se a Audi fez a festa no final da corrida, para a Peugeot fica o sabor amargo da derrota pelo segundo ano consecutivo, a contrastar com o facto positivo de ter colocado quatro carros nas cinco primeiras posições da geral. Os 908 venceram ligeiramente no consumo, parando menos nas boxes, mas perderam claramente em velocidade. Lamy e seus pares subiram ao pódio, tal como o trio Stéphane Sarrazin/Franck Montagny/Nicolas Minassian, carro que se atrasaria a meio da contenda com problemas técnicos menores e depois por ter errado na escolha de pneus quando a chuva apareceu. No terceiro 908 de fábrica, Anthony Davidson/Marc Gené/Alex Wurz foram quarto classificados, enquanto o Peugeot 908 HDi FAP do Team Oreca-Matmut completou o "Top-5".

No que respeita aos outros LMP1, aqueles não-motorizados a Diesel e entregues a equipas privadas, deu-se a hecatombe, onde se destacam os abandonos causados por acidentes do Pescarolo Judd da regressada Pescarolo Sport, assim como o Lola B10/60 Coupé Toyota guiado por Jean Christophe Boullion. Reduzida a um Lola B10/60 Coupé Toyota só, a Rebellion Racing levou para a Suíça o "troféu" ficticio, com Nicolas Prost, Neel Jani e Jeroen Bleekemolen a terminarem na sexta posição da geral. O Lola Aston Martin da Kronos Racing seguiu-se na classificação de uma prova em que os dois Aston Martin AMR-One LMP1 oficiais estiveram só e apenas dez minutos em prova, naquela que terá sido talvez a mais frustrante corrida da história do construtor inglês.

Na classe LMP2 assistiu-se, como se esperava, à superioridade dos prototipos motorizados pela Nissan. E quando o HPD da Strakka Racing, equipa vencedora da classe em 2010, abandonou o caminho ficou livre aos "powered by Nissan". Ao volante do Zytek Nissan, o trio da Greaves Motorsport composto por Karim Ojjeh, Tom Kimber-Smith e Olivier Lombard, surpreenderam meio mundo e venceram a classe mais baixa dos protótipos com uma confortável vantagem para o favorito Oreca 03 Nissan da Signatech Nissan e para o Lola Coupé HPD da Level 5 Motorsports.

Limitado pelo restritor que estrangula a potência dos motores Honda, João Barbosa, Scott Tucker e Christophe Bouchut apostaram numa táctica cautelosa que viria a dar frutos ao fim de um dia de intensa corrida. O Lola Coupé HPD terminou apenas a seis voltas do LMP2 ganhador e Barbosa tornou-se o primeiro piloto português a subir ao pódio da categoria em Le Mans.

Mas nem todos os pilotos portugueses levam histórias felizes para casa. Na classe GTE-Am, vencida pelo Chevrolet Corvette C6 ZR1 da Larbre Competition, Manuel Rodrigues teve o pódio nas mãos, mas a embraiagem do Ferrari F430 GT2 da JMB Racing iria estragar a festa ao português nas últimas horas. O piloto luso radicado em França, Jean Marc Menahem e Nicolas Marroc, que fizeram uma prova muito regular e sem sobressaltos, ficaram-se apenas pelo quarto lugar da classe e o vigésimo sétimo e penúltimo da geral.

Igualmente infelizes, Miguel Pais do Amaral e o Quifel ASM Team viram esfumar-se o sonho de terminarem a corrida entre os primeiros logo ao fim de quatro horas de prova, quando rodavam na 10ª posição. Sem que nada o fizesse prever, o motor do ZyteK 09SC cedeu e o piloto português, que se encontrava ao volante nesse momento, teve mesmo de abandonar.

O OAK Pescarolo Judd LMP1 de Tiago Monteiro não resistiu à dura noite das 24 horas de Le Mans e o piloto português foi forçado a abandonar durante as primeiras horas de domingo. O carro líder da equipa francesa com n°15, também conduzido por Pierre Ragues e Guillaume Moreau, acabou por ser forçado com problemas da direcção assistida. A corrida não foi fácil pois cedo o protótipo de construção francesa sofreu de inúmeros problemas de direcção assistida, tendo rondando mesmo na última posição da categoria rainha.

Rui Águas fez o que lhe competia, manter o Ferrari 458 Italia da AF Corse, subsidiado pelos sócios da NASCAR Robert Kauffman e Michael Waltrip, em posições decentes. Sempre mais rápido em média dez segundos que os seus dois companheiros de equipa, o piloto algarvio viu Kauffman envolvido no acidente com o Audi de Rockenfeller, apesar de não ter existido contacto entre as duas viaturas. O "Cavallino Rampante" haveria de sucumbir após 178 voltas com um problema de transmissão.

A história da 79ª edição das 24 horas de Le Mans não ficaria completa sem uma referência à categoria GTE-Pro que colocou frente-a-frente Ferrari, Chevrolet, BMW, Porsche e Lotus. Com Gianmaria Bruni e Giancarlo Fisichella no seu melhor, o 458 Italia da AF Corse fez uma espectacular recuperação até à primeira posição, após um azar de Tony Vilander, mas a vitória acabou por sorrir ao Chevrolet Corvette C6 ZR1 de Olivier Beretta/Tommy Milner/Antonio Garcia. A BMW colocou o seu carro sobrevivente na terceira posição numa corrida em que não conseguiu equiparar em corrida as "performances" da qualificação.

Le Mans assistiu a uma das mais interessantes corridas da sua história, o que nos leva a acreditar que 2012 promete mais e melhor...


Resultado Final:
1. Audi - Audi Sport Team Joest (LMP1) 355 voltas
2. Peugeot - Team Peugeot Total (LMP1) + 13s854
3. Peugeot - Peugeot Sport Total (LMP1) + 2 v
4. Peugeot - Peugeot Sport Total (LMP1) + 4 v
5. Peugeot - Team Oreca-Matmut (LMP1) + 16 v
6. Lola - Rebellion Racing (LMP1) + 17 v
7. Lola - Kronos Racing (LMP1) + 27 v
8. Zytek - Greaves Motorsport (LMP2) + 29 v
9. Oreca - Signatech Nissan (LMP2) + 35 v
10. Lola - Level 5 Motorsports (LMP2) + 36 v
11. Corvette - Corvette Racing (GTEP) + 41 v
12. HPD - RML (LMP2) + 41 v
13. Ferrari - AF Corse (GTEP) + 41 v
14. OAK Pescarolo - OAK Racing (LMP2) + 42 v
15. BMW - BMW Motorsport (GTEP) + 42 v
16. Porsche - Team Felbermayr-Proton (GTEP) + 43 v
17. Porsche - IMSA Performance Matmut (GTEP) + 44 v
18. Porsche - Flying Lizard Motorsports (GTEP) + 45 v
19. Oreca - Race Performance (LMP2) + 51 v
20. Corvette - Larbre Competition (GTEA) + 53 v
21. Porsche - Larbre Competition (GTEA) + 54 v
22. Lotus - Lotus Jetalliance (GTEP) + 60 v
23. Porsche - Prospeed Competition (GTEP) + 62 v
24. Ferrari - JMW Motorsport (GTEP) + 65 v
25. OAK Pescarolo - OAK Racing (LMP2) + 67 v
26. Ford - Robertson Racing (GTEA) + 70 v
27. Ferrari - JMB Racing (GTEA) + 83 v
28. Norma - Extreme Limite (LMP2) + 108 v

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sexta-feira, junho 10

Primeira linha da grelha para a Audi, Lamy em terceiro

Todos dizem que não interessa muito, o que importa é a corrida, mas a verdade é que a derradeira sessão de qualificação para as 24 horas de Le Mans deste ano foi disputada ao ponto de existirem nada mais nada menos que seis carros separados apenas por 0.534s.


A pole ficou na posse da Audi que reservou para si a primeira linha da grelha de partida. O melhor tempo foi realizado pelos homens do Audi R18 TDI Nº 2 de Fassler/Lotterer/Treluyer, com um registo de 3m25.738s, na frente dos seus colegas de equipa Bernhard/Dumas/Rockenfeller, que ficaram apenas a 61 milésimos. Terceiro posto para o melhor dos Peugeot, o de Pedro Lamy (Lamy/Bourdais/Pagenaud), 0.272 mais lentos que o autor da pole.

A Oak Racing de Tiago Monteiro/Moreau/Ragues colocou o Pescarolo-Judd na 11ª posição, duas posições acima da Quifel ASM Team, com Miguel Amaral/Pla/Hughes a levarem o Zytek ao 13º posto, com pretensões de o colocarem entre os dez primeiros na corrida.

Os melhores da LMP2 foram os homens da Signatech ORECA-Nissan,
Mailleux/Ordonez/Ayaricom o 14º posto, enquanto nesta categoria as coisas voltaram a não correr nada bem à Level 5 de João Barbosa que se quedou com a última posição na categoria, muito longe dos lugares da frente.

Grande corrida que se espera nos GTE Pro, entre os dois BMW e o Ferrari da AF Corse, sendo que pouco mais atrás estarão os Corvette e Porsche. A pole sobrou para o BMW M3 de Farfus/Muller/Werner, enquanto o Ferrari de Fisichella/Bruni/Vilander qualificou-se logo a seguir, a menos de meio segundo. Terceiro posto para o segundo BMW M3, de Priaulx/Muller/Hand. Por fim, 15ª posição na categoria para Kauffman/Waltrip e o português Rui Águas no Ferrari da AF Corse.

Quando Lamy esteve em pista,conseguiu melhorar ligeiramente o tempo, mas esteve a maior parte do tempo em configuração de corrida, com o depósito de combustível cheio e turnos longos. Tiago Monteiro chegou a ter o seu carro no topo da tabela dos carros a gasolina, mas o seu carro revelou ser menos competitivo que o Pescarolo 'oficial' e que os Lola-Toyota da Rebellion.

A Quifel ASM Team conseguiu cumprir o objetivo de fazer um tempo inferior a 3m38s, mas o carro vai sempre continuar mais lento que a concorrência direta. João Barbosa, que não conseguiu fazer nenhuma volta à tarde devido à paragem do Lola da Level 5 Motorsports com falta de combustível (por erro de cálculo da equipa), só andou à noite, mas acabou por ser o seu colega Christophe Bouchut a fazer um tempo abaixo dos 3m50s. O piloto do Porto afirmou que existem alguns problemas de entrosamento entre os membros americanos da equipa e os ajudantes ingleses contratados para a prova.

Pos. Categoria Equipa Carro Tempo
1 LM P1 AUDI SPORT TEAM JOEST Audi R18 TDI 3m25.961
2 LM P1 PEUGEOT SPORT TOTAL Peugeot 908 3m26.156
3 LM P1 PEUGEOT SPORT TOTAL Peugeot 908 3m26.272
4 LM P1 AUDI SPORT NORTH AMERICA Audi R18 TDI 3m27.602
5 LM P1 AUDI SPORT TEAM JOEST Audi R18 TDI 3m27.697
6 LM P1 TEAM PEUGEOT TOTAL Peugeot 908 3m28.739
7 LM P1 TEAM ORECA MATMUT Peugeot 908 HDi FAP 3m30.828
8 LM P1 PESCAROLO TEAM Pescarolo-Judd 3m33.066
9 LM P1 REBELLION RACING Lola B10/60-Toyota 3m33.982
10 LM P1 REBELLION RACING Lola B10/60-Toyota 3m34.892
11 LM P1 OAK RACING OAK Pescarolo-Judd 3m34.933
12 LM P1 KRONOS RACING Lola-Aston Martin 3m36.551
13 LM P1 QUIFEL ASM TEAM Zytek 09SC 3m37.393
14 LM P2 SIGNATECH-NISSAN Oreca 03-Nissan 3m41.458
15 LM P2 OAK RACING OAK Pescarolo-Judd 3m41.908
16 LM P2 TEAM ORECA MATMUT Oreca 03-Nissan 3m43.098
17 LM P2 PECOM RACING Lola B11/40-Judd BMW 3m43.223
18 LM P2 STRAKKA RACING HPD ARX-01d 3m45.041
19 LM P2 OAK RACING OAK Pescarolo-BMW 3m45.297
20 LM P2 GREAVES MOTORSPORT Zytek-Nissan 3m45.982
21 LM P1 ASTON MARTIN RACING Aston Martin AMR-One 3m46.450
22 LM P1 ASTON MARTIN RACING Aston Martin AMR-One 3m48.355
23 LM P2 EXTREME LIMITE AMPARIS Norma M200P-Judd BMW 3m48.420
24 LM P2 RACE PERFORMANCE Oreca 03-Judd BMW 3m48.603
25 LM P2 OAK RACING OAK Pescarolo-Judd BMW 3m48.665
26 LM P2 RML HPD ARX-01d 3m48.765
27 LM P1 HOPE RACING Oreca Swiss Hy Tech-Hybrid 3m50.495
28 LM P2 LEVEL 5 MOTORSPORT Lola Coupé-HPD 3m57.072
29 GTE PRO AF CORSE Ferrari 458 Italia 3m58.040
30 GTE PRO BMW MOTORSPORT BMW M3 GT 3m59.426
31 GTE PRO HANKOOK TEAM FARNBACHER Ferrari 458 Italia 3m59.519
32 GTE PRO TEAM FELBERMAYR PROTON Porsche 997 GT3 RSR 3m59.662
33 GTE PRO CORVETTE RACING Corvette C6 ZR1 4m00.087
34 GTE PRO JMW MOTORSPORT Ferrari 458 Italia 4m00.890
35 GTE PRO JOTA Aston Martin V8 Vantage 4m00.921
36 GTE PRO LUXURY RACING Ferrari 458 Italia 4m01.015
37 GTE PRO LUXURY RACING Ferrari 458 Italia 4m01.176
38 GTE PRO BMW MOTORSPORT BMW M3 GT 4m01.190
39 GTE PRO CORVETTE RACING Corvette C6 ZR1 4m01.626
40 GTE PRO AF CORSE Ferrari 458 Italia 4m02.216
41 GTE AM AF CORSE SRL Ferrari F430 4m02.539
42 GTE PRO FLYING LIZARD MOTORSPORT Porsche 997 GT3 RSR 4m03.128
43 GTE PRO PROSPEED COMPETITION Porsche 997 GT3 RSR 4m03.521
44 GTE AM PROTON COMPETITION Porsche 997 GT3 RSR 4m03.532
45 GTE PRO TEAM FELBERMAYR PROTON Porsche 997 GT3 RSR 4m03.613
46 GTE AM FLYING LIZARD MOTORSPORT Porsche 997 GT3 RSR 4m05.440
47 GTE AM GULF AMR MIDDLE EAST Aston Martin V8 Vantage 4m05.522
48 GTE PRO IMSA PERFORMANCE MATMUT Porsche 997 GT3 RSR 4m06.438
49 GTE AM JMB RACING Ferrari F430 4m06.513
50 GTE AM CRS RACING Ferrari F430 4m07.236
51 GTE AM LARBRE COMPETITION Porsche 997 GT3 RSR 4m07.261
52 GTE AM ROBERTSON RACING LLC Ford GT Doran 4m08.208
53 GTE AM KROHN RACING Ferrari F430 4m08.388
54 GTE PRO LOTUS JETALLIANCE Lotus Evora 4m12.569
55 GTE AM LARBRE COMPETITION Corvette C6 ZR1 4m26.036
56 GTE PRO LOTUS JETALLIANCE Lotus Evora Pas de chrono

publicado em Autosport

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