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segunda-feira, abril 9

Rally de Portugal - 5 Coisas a Reter.

A edição do Vodafone Rally de Portugal de 2012 foi uma das provas mais dramáticas e inesquecíveis na história recente do Campeonato do Mundo de Ralis .Fique a par de cinco factos que marcaram a ronda portuguesa.

1: Sebastien Loeb é Humano
Sim, o octacampeão mundial fez um erro. Mais precisamente, teve um equívoco na interpretação. O ponto de travagem foi correto, a velocidade era ideal e a nota estava certa. A curva, no entanto, era para a direita...

2: Jari-Matti Latvala está muito vulnerável
O finlandês não considera o deslize em Portugal como um acidente, mas existem dois factos inegáveis - ele estava a liderar a prova e o carro acabou onde não devia: fora de estrada.

3: A História pode ser escrita quando menos se espera
Quem diria, antes do rali começar, que Mads Ostberg se iria tornar o primeiro piloto privado a vencer um rali do campeonato do Mundo desde 1993, quando Gianfranco Cunico venceu o Rally de Sanremo.

4: O MINI está mais rápido
A surpreendente vitória de Dani Sordo na Power Stage, a que se juntam outros cinco melhores registos em especiais, é a prova que as últimas evoluções do Mini o tornam mais competitivo, e que a Prodrive está no bom caminho.

5: Os ralis podem ser muito injustos
Yazeed Al Rajhi liderava confortavelmente o SWRC, com mais de 10 minutos de vantagem, quando abandonou no último dia com problemas de suspensão no Fiesta RRC.

traduzido de WRC

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domingo, abril 8

Citroen pode ser alvo de mais penalizações

Na sequência da desclassificação de Mikko Hirvonen do Voafone Rali de Portugal, e posterior retirada do apelo por parte da Citroen Racing, a equipa francesa arrisca uma posterior penalização já que a FIA, depois de encerrar o assunto face à questão da embraiagem, pode ainda ser castigada devido à ilegalidade no turbo.


Foi detetada uma medida ilegal no diâmetro da turbina, e apesar da equipa e do fabricante já terem vindo a público dizer que isso se deveu a deformação do material devido ao calor, fonte da Ford revelou que apesar de haver um fornecedor comum, a Garrett, existem dúvidas quanto às peças fornecidas.

O Departamento Técnico da FIA vai analisar a questão, e daí podem surgir mais penalizações, dependendo do que eventualmente possa ter acontecido com a peça. A única coisa que é um facto, de momento, é que esta não tem as medidas da ficha de homologação, agora se algo foi feito para as alterar ou isso se deveu somente a sobreaquecimento ou outras razões explicáveis, só mais tarde se saberá.

Publicado em Autosport

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sexta-feira, abril 6

Marco Ferreira estreou-se no Rally de Portugal

Uma semana depois do arranque do Regional Sul de Ralis, Marco Ferreira marcou presença no Rally de Portugal, uma prova do Campeonato Mundial de Ralis e que serviu para que o piloto de Santiago do Cacém continuasse a preparar da melhor forma as restantes provas do Campeonato.


"Apesar de tudo considero que o objectivo foi cumprido, pois conseguimos terminar e fizemos mais quilómetros com o carro. Entrámos para Almodôvar com um ritmo cauteloso, onde procurámos não cometer erros, e concluímos a primeira especial com o 16º tempo à geral, o que é muito bom para o pequeno Citroën Saxo.
Contávamos que nas especiais seguintes as coisas corressem da mesma forma, mas não foi isso que aconteceu. Após a passagem pela primeira ribeira do Vascão, o motor começou a falhar tivemos que parar um ou dois minutos. Retomámos o troço, mas fomos obrigados a parar poucos quilómetros depois devido a problemas eléctricos. O carro arrancava, mas parava logo de seguida, situação que se repetiu várias vezes. Não nos demos por vencidos, e depois de quase quinze minutos parados a tentar resolver o problema - o interruptor da ignição avariado - conseguimos voltar à estrada e terminámos o troço. Depois, arrancámos para Loulé algo frustrados, e adoptámos uma toada ainda mais calma, pois pretendíamos terminar a prova, e sabíamos que este último troço era muito duro. Podíamos estar mais contentes, mas cumprimos o objectivo principal
", começou por dizer Marco Ferreira, que nesta prova teve Bruno Portugal como seu navegador.

Sobre os ensinamentos que o Rally de Portugal lhe deu, Marco Ferreira admite que "os troços são claramente diferentes dos que compõem o Regional, principalmente em termos de extensão, e estes quilómetros serviram para perceber melhor o carro e ganhar mais experiência. Este rali foi um desafio enorme para mim, pois era muito técnico, o que aumentou o grau de dificuldade em termos caracterização do terreno para tirar notas e, obviamente, também em termos de condução. De facto, esta prova deu-me mais estofo para conseguir andar um pouco mais rápido nos próximos ralis. Penso que este Rally de Portugal foi um grande ensinamento a vários níveis e uma excelente montra para a divulgação do nome dos meus patrocinadores".

Marco Ferreira vai regressar à competição dentro de um mês, precisamente nos dias 19 e 20 de Maio, aquando da realização do Rali organizado pelo Aeroclube de Beja, segunda prova do Campeonato Regional de Ralis Sul.

press SportsMultimédia

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quinta-feira, abril 5

Rali de Portugal deve sair de Tavira

Carlos Barbosa, presidente do ACP revelou que o Vodafone Rali de Portugal deverá abandonar a zona de Tavira no próximo ano. Ausente da prova portuguesa do Mundial desde 2007, as especiais da zona de Tavira foram as que mais sofreram este ano com a intempérie que se abateu sobre o Sul de país na passada semana, já que as estradas montanhosas da zona são atravessadas por imensas ribeiras, que com a subida das águas tornaram a vida muito complicada aos concorrentes e à organização.

Um morador local confessou-nos que depois de ter estado tanto tempo sem chover, quando chove no Algarve, é a sério, e as ribeiras tendem a encher com rapidez. De modo, para evitar este problema o ACP já terá decidido sair de Tavira, e estradas no Baixo Alentejo é coisa que não falta, basta olhar para troços como o Malhão/Felizes, que este ano não se realizou. É também certo que o ACP tem desde há muito, um levantamento muito grande de todas as hipóteses de troços que podem ser realizados no Baixo Alentejo e Algarve. E são muitos. Portanto, isso será tudo menos um problema.
Carlos Barbosa negou ainda os rumores que referiam a possibilidade do rali voltar ao norte, referindo que o ACP provavelmente reeditará o Fafe Rali Sprint, que foi um êxito, contentando dessa forma os adeptos do norte.

Publicado em Autosport

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quarta-feira, abril 4

Qual o segredo do sucesso no Rali de Portugal?

Qual terá sido o segredo do sucesso no Rali de Portugal? Calma? Consistência? Mads Ostberg, Evgeniy Novikov e Mikko Hirvonen, completaram o rali sem obterem uma única vitória em especiais, uma situação estranha que também sucedeu a Latvala quando venceu o Rali da Nova Zelândia em 2010. Mas mais estranho que isso é o facto da Citroen não ter obtido uma única vitória em especiais durante todo o rali.



Já se viu Sébastien Loeb sair violentamente de estrada noutros ralis, mas isso suceder a três dos quatro carros oficiais (ou cinco de seis, se incluirmos a WRC Team MINI Portugal), ainda menos usual é. Latvala bem tentou recuperar, depois de regressar em Rally 2, e Petter Solberg subiu na classificação, terminando em terceiro. Foi sorte? É verdade que o facto de terem sido anuladas três especiais na sexta feira permitiu-lhe ver a sua penalização drasticamente reduzida, mas a verdade é que só Loeb terminou numa posição mais elevada um rali, depois de ter desistido no primeiro dia, no Rali de Monte Carlo 2006, quando foi segundo atrás de Marcus Gronholm. Mas mesmo assim, o francês só perdeu uma especial enquanto Petter Solberg perdeu duas.

Notável MINI

Provavelmente, a mais extraordinária história deste Rali de Portugal foi escrita por Dani Sordo e pela MINI. Um ano depois do começo da carreira do Mini John Cooper Works WRC vimos Dani Sordo somar seis vitórias em especiais, as mesmas que Petter Solberg. Nas três especiais do segundo dia, beneficiando da sua posição na estrada é certo, deixou a concorrência a 57.2s, 48.2s ou 21.8s, diferenças muito pouco vistas, hoje em dia, num troço do WRC. Domínios destes só em ocasiões muito especiais, ou então os dominantes Audi Quattro do início dos anos 80. Terá sido simplesmente a posição na estrada, ou um pouco de duas coisas, talento e melhores condições na estrada?

De acordo com Sordo o MINI JCW WRC está longe da perfeição: “O novo MINI 01B está bom mas precisa de mais tração. Nas especiais mais lentas, perdemos demasiado tempo, pois as rodas patinam muito. Perdemos também quando utilizamos pneus duros, mas na verdade estou contente com o carro”, referiu.

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Citroen retira apelo relativo à exclusão no Rali de Portugal

Na sequência da exclusão de Mikko Hirvonen dos resultados finais do Rali de Portugal, a Citroën Racing, depois de inicialmente ter apelado contra a decisão, decidiu hoje retirar esse apelo junto do Tribunal da FIA, revelando que depois de ter consultado peritos na matéria, concluiu não haver bases para se opor às conclusões dos Comissários Técnicos.

Segundo Yves Matton, Diretor da Citroën Racing: “relativamente à embraiagem, o nosso fornecedor já nos remeteu uma carta de desculpas, reconhecendo a existência dum conjunto de peças diferentes das constantes na ficha de homologação. Esta carta confirma que nunca foi nossa intenção fazer batota. Ao mesmo tempo, esta situação força-nos a rever os nossos procedimentos, uma vez que estas peças não foram verificadas por nós. Relativamente ao segundo ponto referido, o fornecedor único de turbos, aprovado pela FIA, confirmou que existe uma expansão do plástico da roda da turbina, e análises posteriores, certamente confirmarão que tudo se deveu a desgaste do material. Aceitamos a pesada penalização, mas aprendemos a lição, e garantimos que seremos ainda melhor no futuro. Continuamos a liderar ambos os campeonatos embora as margens tenham diminuído.”, referiu Matton.

Quanto a Mikko Hirvonen, está “na boa”: “Obviamente estou desapontado, mas é tudo, porque estas coisas acontecem. Há que aceitar, aprender as lições e seguir em frente. Vamos continuar unidos como equipa, pois ganhamos juntos e perdemos juntos. Este incidente vai tornar-me ainda mais determinado e já estou ansioso por começar a próxima prova.”, referiu.

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terça-feira, abril 3

Furo Impede vitória de Luís Mota no Rally de Portugal OPEN

Já terminou mais uma edição do Vodafone Rally de Portugal 2012, que na presente edição foi fruto de surpresas que acabaram por dar mais algum colorido à prova em pisos de terra.

Para a equipa da Competisport, que alinhou no Rally de Portugal Open, o rescaldo da prova poderia ter sido em pleno, mas um furo veio a comprometer e a marcar a prova da dupla Luís Mota e Alexandre que alinharam com o competitivo Mitsubishi EVO IV.

Mostrando sempre um grande à vontade nos pisos de terra, o piloto do Cartaxo mostrou a razão de já ter alcançado inúmeros títulos, entrando com um ritmo forte que lhe garantiu o segundo tempo da geral logo na primeira especial.

Na passagem pelo troço de Vascão venceram a especial e com isto passam para a liderança do Rali, com 17,2 segundos de vantagem para o segundo classificado.

Apostado em garantir a vitória no Rali, a dupla entrou ainda mais motivada e concentrada para esta ultima especial, mas um furo veio a deitar tudo a perder, com a equipa a atrasar-se mais de cinco minutos e consequentemente entregar de bandeja a vitória no rali ao seu mais directo adversário.

Com o tempo perdido Luís Mota e Alexandre Ramos desceram par a 10a posição da geral, lugar onde terminaram esta segunda edição do Rally de Portugal Open.

Esta participação da Competisport não deixa contudo de ser positiva, pois foi um bom teste para as próximas provas de Terra do open de Ralis, onde a equipa irá utilizar este EVO IV e onde serão certamente uns dos sérios candidatos à vitória.

A dupla prossegue com o Rallye Vidreiro, prova pontuável para o Campeonato Open de Ralis e Campeonato Regional Ralis Centro, no próximo dia 14 de Abril na Marinha Grande.

Nuno Pimenta press

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segunda-feira, abril 2

Rali de Portugal: Armindo com prova apagada


Apesar do discurso oficial, o rali de Armindo Araújo revelou-se uma pálida prestação quando comparada com a que rubricou na estreia do Mini em 2011.


As prestações do piloto português têm-se revelado abaixo das expectativas, mas existia a esperança que em Portugal Armindo voltasse a mostrar a vivacidade que evidenciou em 2011 quando correu com a versão S2000 1.6T do carro britânico.

Infelizmente as coisas não começaram bem com um erro assumido pelo piloto logo na noite de 5ª feira. Na 6ª feira, perante condições adversas Armindo conseguiu mostrar um andamento muito consistente. Foi um dia em que ninguém tinha um carro adaptado às condições de piso encontradas, e aí o português conseguiu "mostrar serviço" e dar cartas.

No Sábado, com a ausência da chuva e os pisos a secar, Armindo regressou à prestação apagada sem vivacidade. Os tempos não aparecem, as passagens do piloto são notoriamente mais lentas que as dos adversários, e para isso muito contribuirá um carro que aparenta ser ele menos desenvolto do que, por exemplo, o Mini de Patrik Sandell, carro que supostamente seria igual aquele conduzido pelo português.

O abandono de Sábado, devido à quebra da suspensão, obrigou o piloto a "usar umas suspensões diferentes e o carro ficou com menos tração." Por isso o dia de Domingo foi mais uma vez apagado com tempos lentos. O piloto justificou-se com o facto de "realisticamente ter a noção que não conseguiríamos subir lugares na geral e não fazia sentido arriscar. Mesmo assim ainda furamos na penúltima classificativa. Foi um rali difícil e incaracterístico mas temos ainda muitas provas pela frente e vamos lutar por regressar aos bons resultados”.

Olhando para os tempos, Armindo perde muito tempo para os adversários que fazem parte do lote onde ele se deveria incluir. No entanto, o discurso do piloto português no final dos troços não tem sido o mais adequado às suas prestações, pois a falta de performance é notória e o piloto não apresenta razões para ela.

De um modo geral os adeptos acreditam que o nosso melhor piloto de ralis tem potencial para andar mais, e começam a levantar-se muitas duvidas das razões que justifiquem esta falta de performance. O discurso de evoluir e melhorar nas provas seguintes, tem esbarrado nessa falta de evolução. Apesar dos resultados, a performance não tem sido a desejada, e o carro da Motorsport Itália terá uma dose de culpa.

Esperemos que a chegada da nova evolução do Mini à WRC Team Mini Portugal traga grandes alegrias.

José António Marques publicado em Sportmotores

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Citroen vai apelar da desclassificação de Mikko Hirvonen

Após o Colégio de Comissários da FIA terem decidido anular a vitória de Hirvonen no Rali de Portugal, atribuindo-a a Mads Ostberg, a Citroen resolveu apelar por entender que não houve ganhos ilegais

Depois de ter cruzado a linha de meta como o mais rápido no Vodafone Rally de Portugal 2012, o finlandês Mikko Hirvonen acabou por ser desclassificado pelo Colégio de Comissários depois destes terem encontrado irregularidades na embraiagem do Citroen DS3 de Hirvonen, uma situação que a Citroen já explicou, garantindo que não houve ganhos à margem das leis. Admitindo que o carro de Hirvonen recebeu peças diferentes das homologadas, os responsáveis da Citroen decidiram ainda assim apelar da decisão dos comissários, apenas para deixar claro que as diferenças não permitiram qualquer ganho em termos de performance, até porque, dizem, os novos componentes são mais pesados do que aqueles que estão homologados.

O comunicado do Colégio de Comissários não deixou dúvidas quanto à observação de ilegalidades. Segundo aquele comunicado, Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen foram desclassificados desta edição do Vodafone Rally de Portugal, depois de terem concluído a prova na primeira posição no final das 22 classificativas, tendo a decisão dos Comissários Desportivos surgido na sequência do relatório apresentado pelos Comissários Técnicos que detectaram situações não conformes com a ficha de homologação do Citroen DS 3 WRC.

Em apenas dois pontos, o comunicado dos Comissários Desportivos lia-se da seguinte forma:

"Os comissários após a sua reunião decidiram:
1. Que a embraiagem montada no carro nº 2 não está em conformidade com a Ficha de Homologação A5733 e por isso excluem o carro nº 2 da classificação do evento.
2. Que o turbo (turbina) montado no carro nº 2 parece não estar em conformidade. No entanto, os Comissários suspendem a decisão nesta matéria e pedem ao Delegado Técnico da FIA para proceder a um exame mais detalhado, ficando a aguardar esse relatório para uma futura decisão.
Recorda-se que o concorrente tem direito a apelo."

Com base nesta decisão foi publicada uma nova classificação, na qual Mads Ostberg e Jonas Andersson (Ford Fiesta WRC) foram declarados vencedores, ainda que esta classificação tenha ficado suspensa perante a decisão da marca francesa em apelar da decisão dos Comissários Desportivos. Esta decisão, aliás, foi explicada pelos principais responsáveis da Citroen, nomeadamente Xavier Mestelan-Pinon, director técnico da Citroen Racing, segundo o qual "os comissários identificaram diferenças entre as folhas de homologação do Citroen DS3 e dois dos seus componentes, nomeadamente a embraiagem e o turbocompressor".

"Os mecanismos homologados para o Citroen DS3 WRC para a embraiagem possuem orifícios que aqueles que agora foram utilizados não têm, mas isso porque o nosso fornecedor entregou componentes sem esses orifícios tendo esses componentes sido usados no carro nº3 de Hirvonen. Porém, estas peças não contribuíram em nada para qualquer ganho de performance, até porque são mais pesadas do que as peças que constam dos mapas de homologação", afirmou aquele responsável.

"Sobre o eixo do turbocompressor -- acrescentou Xavier Mestelan-Pinon --, tratando-se de uma peça 'standard' em todos os carros do Mundial de Ralis, verificou-se que as suas dimensões excediam as normas, numa diferença que resulta apenas da dilatação da peça em consequência das elevadas temperaturas a que a mesma está sujeita em condições extremas de competição".

Por seu turno, Yves Matton, o responsável principal pela Citroen Racing Team, acompanhou as palavras do seu director técnico, frisando que "não houve qualquer intenção de fazer batota", tendo a decisão dos comissários sido "exagerada". "Considerando que as diferenças encontradas no nosso carro não nos trouxe qualquer vantagem, decidimos mesmo avançar com o apelo. Para já, o que mais lamento é o resultado desta situação para o Mikko Hirvonen e o Jarmo Lehtinen, que assinaram uma prestação brilhante num rali particularmente difícil e mereciam realmente esta primeira vitória com a Citroen. Pessoalmente, o que posso fazer, em nome de toda a equipa, é apresentar as minhas sinceras desculpas por esta situação ao Mikko e ao Jarmo, a quem desejo que possam voltar ao lugar mais alto do pódio rapidamente”, desejou.

modificado de Lusomotores

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domingo, abril 1

Hirvonen desclassificado, Østberg declarado vencedor

Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen foram desclassificados desta edição do Vodafone Rally de Portugal, depois de terem concluído a prova na primeira posição no final das 22 classificativas.

A decisão dos Comissários Desportivos surgiu na sequência do relatório apresentado pelos Comissários Técnicos que detetaram situações não conformes com a ficha de homologação do Citroen DS 3 WRC. O teor do comunicado dos Comissários Desportivos é o seguinte:

«Os comissários após a sua reunião decidiram:

1. Que a embraiagem montada no carro nº 2 não está em conformidade com a Ficha de Homologação A5733 e por isso excluem o carro nº 2 da classificação do evento.

2. Que o turbo (turbina) montado no carro nº 2 parece não estar em conformidade. No entanto, os Comissários suspendem a decisão nesta matéria e pedem ao Delegado Técnico da FIA para proceder a um exame mais detalhado, ficando a aguardar esse relatório para uma futura decisão.

Recorda-se que o concorrente tem direito a apelo.»


Com base nesta decisão foi publicada uma nova classificação, na qual Mads Ostberg e Jonas Andersson (Ford Fiesta WRC) foram declarados vencedores

publicado em RallydePortugal

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Rali de Portugal: Hirvonen com o triunfo natural

Depois dos acontecimentos da 1ª etapa, com o abandono de Sebastien Loeb e com os excessos dos homens da Ford, a vitória de Mikko Hirvonen surge como uma consequência natural desses acontecimentos.

Mikko Hirvonen viu-se na frente do rali com dois Ford privados atrás de si. Teve a calma suficiente para passar o dia de 6ª feira sem estragos, e depois no Sábado foi uma questão de controlar a sua vantagem frente ao Mads Ostberg e Evgeny Novikov que lá iam tendo alguns precalços. Com este triunfo Hirvonen passou para a liderança do rali, tendo contando com uma máquina perfeita que não lhe deu nenhum problema.

Mads Ostberg soma a sua terceira presença no degrau intermédio do pódio. Ontem conseguiu desembaraçar-se de Evgeny Novikov e depois foi uma questão de gerir a sua posição para lograr atingir o final. Evgeny Novikov não conseguiu acompanhar Ostberg, mas consegue o primeiro pódio numa prova do mundial.

O russo ontem percebeu que não tinha andamento para Ostberg, e numa prova cada vez mais notória de maturidade optou para pensar no 3º lugar. O "professor" Dennis Giraudet que vai no banco do lado direito tem conseguido fazer um excelente trabalho. Hoje na derradeira secção Novikov ainda apanhou um susto quando se partiu o acelerador, mas tudo correu pelo melhor até ao final.

Petter Solberg acaba por salvar um pouco a face da Ford. Ele e Latvala falharam clamorosamente na 6ª feira, quando em vez de se manterem na estrada, acabaram os dois fora dela e deixaram a Citroen com Hirvonen sozinha rumo a um triunfo. Regressaram e recuperaram até onde foi possível, apesar de no Sábado ter sido o carro de ambos a falhar e atrasá-los um pouco. Solberg consegue o 4º lugar, que o coloca bem melhor no campeonato do que Latvala.

Nasser Al-Attiyah teve um rali muito apagado. No penultimo troço sofreu um furo e perdeu o 5º lugar para Martin Prokop, mas na powerstage o piloto do Qatar mostrou garra pela primeira vez e atacou para recuperar a posição com sucesso. Apesar do andamento moderado, o 5º lugar mostra como neste rali a consistência foi importante, sendo este o melhor lugar de Al-Attiyah numa prova do mundial. Prokop pode lamentar-se do motor do seu Ford Fiesta que ao longo de dois dias lhe deu problemas, sonhou que poderia ser 5º mas isso só foi possível durante um troço, porque na powerstage debaixo de chuva não conseguiu defender-se de Al-Attiyah.

E a mostrar o valor da consistência está o 7º posto de Dennis Kuipers que não é propriamente um piloto rápido, mas conseguiu aguentar-se bem nas difíceis condições de 6ª feira. Atrás dele surge Sebastien Ogier que se mostrou muito apagado nas classificativas da noite e nos lamaçais de 6ª feira. Ogier apenas "acordou" no Sábado, mas a sua prestação em condições adversas dá que pensar.

Thierry Neuville acabou por salvar o seu rali com um 9º lugar final, apesar de dois furos no penultimo troço para apenas um pneu suplente. Jari Ketomaa fechou o "top ten" depois de um rali extremamente problemático em que teve um Ford Fiesta muito pouco colaborante.

Fora dos lugares ponjtuáveis, mas ainda assim com pontos ficaram Daniel Sordo e Jari-Matti Latvala. Sordo estreou a nova evolução do Mini, e se não fosse o problema eléctrico de 6ª feira, a história da luta pelo triunfo seria bem diferente. O espanhol ganhou troços e mostrou a grande perfomance do Mini, tendo conseguido triunfar na powerstage e arrecadar 3 pontos, apesar de um furo no penultimo troço que o levou a perder 4 minutos. Latvala tentou os 3 pontos da Powerstage, mas teve de se contentar em ficar atrás de Sordo num rali que esteve longe de correr bem.

Referência final para dois Mini da evolução antiga, mas que parecem bem diferentes: Patrik Sandell e Armindo Araújo. Sandell capotou na etapa de hoje, sendo a segunda saída de estrada do sueco neste rali. Armindo Araújo teve um rali para esquecer, com alguns problemas mas principalmente com um andamento na 2ª e 3ª etapa que deixa um grande amargo de boca nos seus adeptos. O Mini do piloto português simplesmente não anda, e o discurso de Armindo é muito pouco condizente com o seu andamento.

Por ultimo, Hayden Paddon venceu o SWRC, beneficiando do abandono de Yazeed Al-ARajhi na etapa de hoje. Apesar de ter abandonado no início de 6ª feira, o neo-zelandês campeão de PWRC ainda logrou vencer uma categoria que está muito pouco concorrida este ano.

Classificação final:
1º Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen - Citroen DS3 WRC - 4h19m24,3s
2º Mads Ostberg / Jonas Andersson - Ford Fiesta WRC - a 1m51,8s
3º Evgeny Novikov / Dennis Giraudet - Ford Fiesta WRC - a 3m25,0s
4º Petter Solberg / Chris Patterson - Ford Fiesta WRC - a 3m50,1s
5º Nasser Al-Attiyah / Giovanni Bernacchinni - Citroen DS3 WRC - a 7m57,6s
6º Martin Prokop / Maria Andersson - Mini JCW WRC - a 8m01,0s
7º Dennis Kuypers / Robis Buysmans - Ford Fiesta WRC - a 8m39,1s
8º Sebastien Ogier / Julien Ingrassia - Skoda Fabia S2000 - a 9m00,8s
9º Thierry Neuville / Nicolas Gilsoul - Citroen DS3 WRC - a 10m29,7s
10º Jari Ketomaa / Mika Stenberg - Ford Fiesta WRC - a 11m44,6s
11º Peter Van Merkesteijn / Eddie Chevaillier - Citroen DS3 WRC - a 12m02,8s
12º Daniel Sordo / Carlos del Barrio - Mini JCW WRC - a 14m15,5s
13º Daniel Oliveira / Carlos Magalhães - Ford Fiesta WRC - a 16m54,1s
14º Jari-Matti Latvala / Miika Antilla - Ford Fiesta WRC - a 18m54,4s
15º Ott Tanak / Kundar Sikk - Ford Fiesta WRC - a 19m06,9s

publicada em Spormotores

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Dani Sordo venceu a Power Stage

O Vodafone Rally de Portugal terminou em estilo. A última especial da prova foi excitante até ao último momento. A derradeira classificativa era a Powers Stage, troço que garantia pontos extra para os três mais rápidos. E quem melhor conseguiu lidar com as condições do troço, que começou a ficar muito enlameado à medida que a chuva caía, foi Dani Sordo.

Um dos primeiros na estrada, o espanhol do Mini WRC fez o tempo de 3m10,4s no traçado com 5,8 km de extensão e somou os três pontos correspondentes ao primeiro lugar. Depois da sua passagem, a chuva aumentou de intensidade e Sordo ficou com a vitória praticamente garantida naquele momento.

Jari-Matti Latvala, que tinha passado antes, foi quem ficou mais próximo. Mas os 0,3s que demorou a mais impediram-no de vencer. O finlandês ficou com em segundo e garantiu dois pontos. Ott Tanak foi o terceiro mais rápido e arrecadou o ponto que restava. Com a especial a ficar cada vez mais difícil, nenhum dos pilotos que passou a seguir foi capaz de bater o tempo de Sordo.

publicado em RallydePortugal

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Rali de Portugal - CPR: Meireles totalista

Pedro Meireles e Mário Castro conseguiram no Vodafone Rali de Portugal a pontuação máxima para o Campeonato de Portugal de Ralis, repetindo o resultado do ano passado. A prova contava para o CPR apenas até à 2º etapa.

Problemas com a caixa de velocidades na 5ª feira, e problemas com o desgaste excessivo dos pneus na 2ª secção da etapa de hoje, foram as duas preocupações que deixaram a dupla nortenha do Mitsubishi Lancer Evo X com preocupações, mas no final o resultado surgiu.

Miguel Barbosa com o Mitsubishi Lancer Evo IX foi o 2º a cerca de 12 minutos de Meireles, e terminando o rali com uma transmissão partida. O jovem piloto de Famalicão mostrou mais uma vez uma maturidade assinalável recompensada com uma boa pontuação para o CPR.

Ricardo Moura foi o seguinte na classificação, ainda que só hoje tenha conseguido terminar uma etapa. O campeão em título teve um rali problemático com abandono na 5ª e na 6ª feira. Ivo Nogueira e Paulo Neto foram os que se seguiram na classificação, entre os que estão inscritos no CPR. Fora do CPR Paulo Freire e João Fernado Ramos estão entre os que terminaram o dia de hoje.

publicado em Sportmotores

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sábado, março 31

Rali de Portugal - 2ª etapa: Hirvonen tranquilo

Sem chuva e com pisos menos escorregadios, a 2ª etapa do Vodafone Rali de Portugal foi bem menos repleta de incidências, mas ainda assim a secção da tarde trouxe muitas movimentações. Os pisos a secar ficaram duros na segunda passagem e foram alguns os pilotos a sofrer problemas com o desgaste dos pneus.


Para Mikko Hirvonen foi quase um passeio, o homem da Citroen tem nas mãos uma máquina perfeita e uma vantagem confortável. Atrás de si Mads Ostberg e Evgeny Novikov lutaram entre si, mas o norueguês foi melhor lamentando apenas a protecção inferior do Fiesta solta no ultimo troço do dia. Novikov teve o mesmo problema mais cedo, mas também teve alguns problemas de ignição. O russo reconheceu que sem os pisos escorregadios não quis arriscar por a condução não ter tanta importância como ontem.

Apesar de estar a fazer um rali bastante apagado, Nasser Al-Attiyah está no 4º posto, beneficiando do abandono de Patrik Sandell por saída de estrada no primeiro troço da tarde, pelos problemas de falta de potência no carro de Martin Prokop e pelos problemas de direcção assistida de Petter Solberg. O homem da Ford chegou ao 4º posto no penultimo troço do dia, mas no seguinte ficou sem direcção assistida e desceu a 5º.

Dennis Kuypers e Peter Van Merkesteijn mantiveram a sua luta particular pelo 6º lugar, mas Kuypers acabou por se distanciar, acabando Sebastien Ogier por subir na classificação até ficar entre os dois pilotos. Atrás deles surge Jari Ketomaa que teve imensos problemas de travões de tarde que quase o levaram à desistência, mas ao lograr terminar o dia fechou o "top ten".

Nota para Daniel Sordo que viu um amortecedor e o escape partirem-se de tarde, o que o levou a perder muito tempo no primeiro troço da tarde. Armindo Araújo estava a fazer uma prova pouco viva até desistir com um braço de suspensão arrancado. Menos bem que Petter Solberg esteve Jari-Matti Latvala que não foi tão rápido como o norueguês, mas ainda teve problemas com a pressão de gasolina que o atrasaram muito.

No CPR Pedro Meireles foi o melhor e arrecadou a pontuação máxima para o campeonato, já que a prova desta competição termina nesta 2ª etapa. No SWRC Yazeed Al-ARajhi mantém-se como o melhor.

Classificação após a 2ª etapa: 1º Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen - Citroen DS3 WRC - 2h59m33,6s
2º Mads Ostberg / Jonas Andersson - Ford Fiesta WRC - a 1m11,9s
3º Evgeny Novikov / Dennis Giraudet - Ford Fiesta WRC - a 1m41,2s
4º Nasser Al-Attiyah / Giovanni Bernacchinni - Citroen DS3 WRC - a 6m10,1s
5º Petter Solberg / Chris Patterson - Ford Fiesta WRC - a 6m29,2s
6º Martin Prokop / Maria Andersson - Mini JCW WRC - a 6m47,5s
7º Dennis Kuypers / Robis Buysmans - Ford Fiesta WRC - a 7m29,8s
8º Sebastien Ogier / Julien Ingrassia - Skoda Fabia S2000 - a 8m00,2s
9º Peter Van Merkesteijn / Eddie Chevaillier - Citroen DS3 WRC - a 8m38,7s
10º Jari Ketomaa / Mika Stenberg - Ford Fiesta WRC - a 11m36,7s
11º Thierru Neuville / Nicolas Gilsoul - Citroen DS3 WRC - a 11m41,1s
12º Daniel Sordo / Carlos del Barrio - Mini JCW WRC - a 12m30,2s
13º Ott Tanak / Kundar Sikk - Ford Fiesta WRC - a 12m46,4s
14º Daniel Oliveira / Carlos Magalhães - Ford Fiesta WRC - a 13m35,0s
15º Yazeed Al-ARajhi / Michael Orr - Ford Fiesta S2000 - a 16m51,8s

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Rally de Portugal/Open: Vitória de Orlando Bule

Orlando Bule levou a melhor na prova do Open que acompanhou este sábado o Vodafone/Rali de Portugal, cumprindo as classificativas de Almodôvar, Vascão e Loulé.


Foi uma prova bastante animada, pois teve três comandantes, precisamente um em cada especial de classificação do rali. Ricardo Teodósio foi o primeiro, ao ganhar logo cerca de 37 segundos à concorrência, mas a seguir o azar bateu-lhe à porta. O piloto algarvio, que conseguiu o triunfo o ano passado, este ano entrou bem na prova, mas na segunda especial não conseguiu evitar uma saída de estrada onde capotou. Ainda terminou a classificativa, mas o carro não ficou em condições para continuar.

Nesta altura Luis Mota saltou para o comando da prova, mas tinha atrás de si José Merceano a 17,2 segundos e ainda faltavam os 22,57 quilómetros da especial de Loulé. Só que nem um nem outro conseguiram vencer. Mota furou o pneu da frente do lado direito e teve que parar em plena classificativa para mudar a roda, que curiosamente tinha tirado antes de entrar neste troço por apresentar algum desgaste. Já Merceano, problemas com a caixa de velocidades ditaram o abandono. Com tudo isto, Orlando Bule viu abrirem-se as portas para o triunfo, ele que rodou sempre perto dos dois primeiros: "Estava muito duro e escorregadio, mas conseguimos imprimir um bom andamento e estou muito satisfeito com o triunfo", disse no final da prova o piloto de Serpa.

Com estas alterações, Bruno Costa ascendeu ao lugar intermédio do pódio, depois de uma ligeira saída de estrada na zona espetáculo do primeiro troço. Até ao final as coisas já foram mais calmas, com o piloto a controlar quem vinha atrás de si, neste caso, Márcio Marreiros. Este também teve uma saída de estrada logo no início e problemas de embraiagem na segunda especial. Estes problemas agravaram-se a seguir e terminou mesmo sem embraiagem. Mário Almeida posicionou-se no quarto lugar, ele que já não competia há muito tempo, confidenciando no fim estava satisfeito apesar de ter caído a um campo. A fechar a lista dos cinco primeiros ficou António Nunes que adotou uma toada sem exageros, pois queria acima de tudo terminar.

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sexta-feira, março 30

Rali de Portugal: Hirvonen lidera na hecatombe da Ford

Mikko Hirvonen é o líder do Vodafone Rali de Portugal após a disputa das primeiras três especiais de 6ª feira, perante uma hecatombe na Ford que perdeu os seus dois carros em apenas dois troços.


Chuva, nevoeiro e muita lama são as terríveis condições que a caravana da prova encontrou ao final da manhã, e enquanto uns foram muito cautelosos, outros arriscaram e perderam tudo, e outros ainda arriscaram e tiraram frutos disso.

Entre os que perderam estão os homens da Ford. Jari-Matti Latvala saiu de estrada na quinta classificativa, e Petter Solberg seguiu-lhe o exemplo nos quilómetros finais do troço seguinte. Ainda na primeira passagem pelo troço de Tavira, Thierry Neuville viu o seu motor sobreaquecer após uma passagem por um curso de água e foi obrigado a abandonar.

Mas este troço de Tavira ficou parecido com um cemitério de WRC's e S2000's. Ott Tanak saiu de estrada num cruzamento na parte inicial da classificativa. No cruzamento anterior ficou Hayden Paddon, contribuindo para uma redução dramática no "top ten".

O troço seguinte foi um pouco melhor, com os pilotos cada vez mais cautelosos. Mas assistiu-se à saída de estrada de Petter Solberg perto do final da classificativa, esfumando as hipóteses da Ford. Só no terceiro troço do dia não se assistiram a abandonos significativos.

Em termos de tempos Dani Sordo aproveitou o facto de abrir a estrada para rubricar o melhor tempo nos três troços. Armindo Araújo é o segundo na estrada e conseguiu rubircar tempos entre os homens da frente, apesar de uma ligeira saída em Tavira 1. Mikko Hirvonen está atento aos espelhos retrovisores, porque Evgeni Novikov e Mads Ostberg aproximam-se do finlandês, ainda que Ostberg tenha furado na primeira passagem por S. Brás de Alportel.

Entre os nomes que perderam muito tempo estão Jari Ketomaa (problema no acelerador) e Nasser Al-Attiyah (não quer arriscar no que diz ser o rali mais dificil que já viu). Apesar de muito atrasado, Martin Prokop também tem efectuado muito bons tempos. Os pilotos que partem à frente têm tido vantagem, mas o uso de pneus mais macios também tem ajudado alguns dos pilotos.

A segunda ronda pelos troços desta 6ª feira acabou de ser dada como anulada pela organização. Desta forma a prova fica reduzida em 67km de percurso.

A chuva, nevoeiro e lama tornaram a primeira passagem pelos três troços do dia uma verdadeiro inferno. A primeira passagem por S. Brás teve mesmo de ser anulada para mais de metade da caravana, porque o Ford Fiesta S2000 de Al-Rajhi ficou atolado na passagem de um riacho que entretanto se transformou num rio. O Fiesta não passou, mas os carros restantes dificilmente passariam.

Inicialmente a organização optou por anular apenas a segunda passagem por S. Brás de Alportel, mas os pisos enlameados que os últimos concorrentes já encontraram na primeira passagem, deixariam antever problemas na segunda ronda, tendo o ACP optado por anular.

Com esta anulação a Ford vê reduzido o tempo de penalização para o regresso em Superally.

Amanhã a partida será feita por ordem inversa à classificação no que respeita aos 15 primeiros. Ou seja o líder Mikko Hirvonen irá partir muito recudado, o que será penalizador em caso de pisos muito enlameados.

Classificação após a 7ª PE:
1º Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen - Citroen DS3 WRC - 1h20m01,7s
2º Evgeny Novikov / Dennis Giraudet - Ford Fiesta WRC - a 36,3s
3º Mads Ostberg / Jonas Andersson - Ford Fiesta WRC - a 41,8s
4º Patrik Sandell / Maria Anderssen - Mini JCW WRC - a 3m07,2s
5º Martin Prokop / Maria Andersson - Mini JCW WRC - a 3m25,8s
6º Nasser Al-Attiyah / Giovanni Bernacchinni - Citroen DS3 WRC - a 3m47,9s
7º Peter Van Merkesteijn / Eddie Chevaillier - Citroen DS3 WRC - a 3m50,8s
8º Dennis Kuypers / Robis Buysmans - Ford Fiesta WRC - a 4m41,8s
9º Sebastien Ogier / Julien Ingrassia - Skoda Fabia S2000 - a 5m45,1s
10º Jari Ketomaa / Mika Stenberg - Ford Fiesta WRC - a 5m52,3s
11º Armindo Araújo / Miguel Ramalho - Mini JCW WRC - a 5m58,9s

compilado de Sportmotores

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Luís Mota no Rally Portugal Open

A Região Sul de Portugal vai ser palco da quarta ronda do WRC, onde de 5ª feira a Domingo se espera muita animação nos duros troços de terra do Algarve.

Inserido no Rally de Portugal Open estará a Competisport com a dupla Luís Mota e Alexandre Ramos, que apostam no competitivo Mitsubishi EVO IV para garantir o melhor resultado possível.

A dupla vem de uma vitória no Rali Coração de Ouro, sendo o Rally de Portugal o primeiro teste com o Mitsubishi nos pisos de terra, até porque será este mesmo carro que fará todas as provas em pisos de terra até ao final da temporada, já que no Rally Vidreiro a equipa do Cartaxo irá estrear o melhorado EVO VII.

Nestas últimas semanas a estrutura fez uma profunda revisão ao EVO, pois como nos referiu o piloto “ o nosso principal objectivo é mesmo terminar. O ano anterior tivemos azar a acabamos por desistir, o Rali é muito duro e como não temos assistência pelo meio é necessário fazer uma boa gestão da nossa prova”.

Em termos de resultados, Luís Mota e Alexandre Ramos tem como principal objectivo alcançar o pódio final, mas sendo a prova em pisos de terra, são também por natureza um sérios candidatos aos lugares da frente.

A prova para o Open disputa-se apenas no sábado com os concorrentes a fazer uma única passagem pelos troços de Almodôvar, Vascão e Loulé, totalizando 74 km em troços cronometrados, dos 227 totais da prova.

prees-release Nuno Pimenta

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quinta-feira, março 29

RP - Dia 1: Ford lidera no meio de uma caixa de surpresas

O aperitivo deste Vodafone Rali de Portugal, que era composto pela super-especial mais os três troços nocturnos, revelou-se uma verdadeira caixinha de surpresas. A animação em três dezenas de quilómetros foi superior àquela que assistimos em três dias de prova em algumas das jornadas do mundial.

A nota mais significativa é o abandono de Sebastien Loeb por saída de estrada e de Daniel Sordo por problemas eléctricos no novo Mini. No final de toda esta emoção, os Ford estão na frente com uma vantagem marginal sobre Mikko Hirvonen. Na guerra das tácticas da ordem de partida, a da Citroen parece ter funcionado melhor que a da Ford.

Os Ford foram os mais rápidos na 2ª PE, sendo este o troço onde os carros da M-Sport melhor andaram. Mas se Solberg estava feliz por manter a liderança conseguida na super-especial, outros comprometiam aqui a sua prova. Armindo Araújo saiu de estrada devido a um erro de notas e perdeu 5 minutos. Daniel Sordo viu um problema eléctrico cortar-lhe os faróis 100 metros apos o arranque e já não entrou no troço seguinte. Martin Prokop começava aqui um calvário com um problema de motor que o fez arrastar-se nos três troços nocturnos.

Na 3ª PE Sebastien Leob saiu de estrada devido a um erro de notas. A saída deixou o roll-bar do DS3 WRC danificado do lado do navegador, não tendo possibilidades de retomar a prova em superally. Os Ford voltam a revelar-se os mais rápidos com Jari-Matti Latvala a tomar a liderança a Petter Solberg, mas a sua vantagem para Hirvonen não foi grande.

No derradeiro troço da noite a chuva apareceu logo que os primeiros terminaram a classificativa, dando vantagem a estes e limitando a perfomance dos seguintes. E nos seguintes estavam os dois Ford que perderam quase toda a vantagem que tinham para Mikko Hirvonen, mas mantendo-se ainda assim na frente do rali.

Ott Tanak venceu este troço e está junto aos homens da frente no 4º lugar. Thierry Neuville teve uma passagem muito regular pelos troços nocturnos e é premiado com o 5º lugar, tal como Mads Ostberg que é 6º apesar de um furo na 3ª PE. Evgeny Novikov estava a ser também ele regular, mas perdeu tempo neste derradeiro troço e desceu a 7º na frente de Jari Ketomaa que só se pode queixar de um mau primeiro troço nocturno.

Hayden Paddon está a fazer um rali fantástico, liderando o SWRC com o 9º lugar final. Dennis Kuypers fecha o "top-ten". Patrik Sandell afirma ter um carro perfeito mas queixa-se de não encontrar o ritmo, o que justifica o 11º lugar. A justificação de Nasser Al-Attiyah para o 12º posto é a de que não consegue ver as curvas... Muita gente a revelar muitas dificuldades nos troços de terra nocturnos.

O melhor português é Pedro Meireles, que apesar de problemas de caixa de velocidades ocupa o 19º lugar da geral. Armindo Araújo está mais atrás e João Silva está a revelar muitas dificuldades no pelotão do WRC Academy.

Classificação após a 4ª PE:
1º Jari-Matti Latvala / Miikka Antilla - Ford Fiesta WRC - 25m04,6s
2º Petter Solberg / Chris Patterson - Ford Fiesta WRC - a 2,6s
3º Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen - Citroen DS3 WRC - a 5,0s
4º Ott Tanak / Kundar Sikk - Ford Fiesta WRC - a 15,7s
5º Thierry Neuville / Nicolas Gilsoul - Citroen DS3 WRC - a 34,0s
6º Mads Ostberg / Jonas Andersson - Ford Fiesta WRC - a 53,3s
7º Evgeny Novikov / Dennis Giraudet - Ford Fiesta WRC - a 1m02,9s
8º Jari Ketomaa / Mika Stenberg - Ford Fiesta WRC - a 1m15,0s
9º Hayden Paddon / John Kennard - Skoda Fabia S2000 - a 1m39,6s
10º Dennis Kuypers / Robis Buysmans - Ford Fiesta WRC - a 1m47,1s
11º Patrik Sandell / Maria Anderssen - Mini JCW WRC - a 1m54,2s
12º Nasser Al-Attiyah / Giovanni Bernacchinni - Citroen DS3 WRC - a 1m57,0s
13º Craig Breen / Gareth Roberts - Ford Fiesta S2000 - a 2m04,2s
14º Sebastien Ogier / Julien Ingrassia - Skoda Fabia S2000 - a 2m09,7s
15º Peter Van Merkesteijn / Eddie Chevaillier - Citroen DS3 WRC - a 2m31,6s

publicado por José António Marques em Sportmotores
Foto Fernando Britto - Facebook

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Petter Solberg foi o mais rápido na superespecial de Lisboa

O espetáculo do Mundial de Ralis voltou a abrilhantar as ruas junto ao Mosteiro dos Jerónimos. Diante de uma imensa mole de espectadores, o melhor tempo foi alcançado por Petter Solberg, aos comandos de um Ford Fiesta WRC, com um tempo de 2.57,1s. Logo atrás, no segundo posto, ficou o Citroën DS3 WRC de Sébastien Loeb, ficando este a apenas 0,1s do norueguês.

O Ford de Solberg apresentava ligeiras marcas de pneus no para-choques dianteiro, algo que não levantou problemas de maior, como explicou na breve entrevista à World Rally Radio após o troço: “Dei um toque numa barreira de pneus numa chicane. Temos que ter cuidado com os pneus, porque estão frios e não podemos abusar”, referiu.

Jari-Matti Latvala foi o terceiro mais veloz desta especial em Lisboa, perdendo 0,7s com o seu Ford e fazendo o mesmo tempo que Mikko Hirvonen (Citroën), este na quarta posição. O quinto posto ficou para Ott Tanak (Ford), já a 2,8 segundos da frente, tendo atrás de si o MINI de Dani Sordo, este a 3,8 segundos.

Logo atrás ficou o português Armindo Araújo, que também esteve muito bem neste troço, ao ficar com o sétimo lugar, fazendo mais 4,3 segundos do que o melhor: “Correu tudo bem. Os pneus de terra não são os ideais para o asfalto para as condições são iguais para todos. Estivemos bem, sem cometer erros. Apenas algum ou outro excesso a andar de lado nalguns locais, mas tudo ok”, referiu o piloto luso à emissão da RTP.

A completar o top 10 ficaram Thierry Neuville (Citroën), Nasser Al-Attiyah (Citroën) e Dennis Kuipers (Ford).

Também em boa forma esteve o atual campeão nacional Ricardo Moura, com o piloto açoriano a fazer o 17º tempo e a destacar aos microfones da RTP que “não pudemos encarar esta superespecial apenas para o espetáculo, porque não nos podemos esquecer que a prova começa mais logo, com os troços noturnos, que serão muito duros. Mas é importante estar aqui e representar os Açores no meio desta imensa multidão”. Moura foi, durante algum tempo, o mais rápido, acabando depois por ser naturalmente batido pelos pilotos com ‘máquinas’ mais eficazes.

João Silva, da WRC Academy, fez o sexto melhor tempo da sua categoria naquela que é a sua estreia oficial na Academia.


1. P. SOLBERG 2:57.1
2. S. LOEB +0.1
3. J. LATVALA +0.7
4. M. HIRVONEN +0.7
5. O. TÄNAK +2.8
6. D. SORDO +3.8
7. A. ARAÚJO +4.3
8. T. NEUVILLE +4.4
9. N. AL ATTIYAH +5.5
10. D. KUIPERS +6.4
11. M. PROKOP +7.6
12. M. ØSTBERG +7.7
13. E. NOVIKOV +8.3
14. S. OGIER +8.7
15. P. VAN MERKSTEIJN (JR) +8.7
16. J. KETOMAA +8.7
17. R. MOURA +9.2
18. P. SANDELL +9.3
19. D. OLIVEIRA +9.4
20. P. FREIRE +12.5

Publicado em Autosport

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Rally de Portugal - Mini WRC

Não podia deixar de efetuar uma referência à armada Mini que estará presente no Rali de Portugal. Daniel Sordo e Patrik Sandell pela Prodrive, e o Armindo Araújo a defender isolado as cores do Team Mini Portugal, depois do despiste do Paulo "Palmeirinha" Nobre no Qualifying Stage.


DANIEL SORDO
Os adeptos estarão de olho no espanhol. Não só porque é um dos concorrentes que melhor conhece os troços do sul do país, como também irá estrear a nova evolução do Mini JCW WRC, sem esquecer as inevitáveis comparações com Armindo Araújo.
Andando um pouco atrás no tempo, Dani Sordo deu nas vistas em 2005, quando conquistou o título mundial junior num Citroën C2 S1600. No ano seguinte passou para o WRC com um Citroën Xsara WRC, e deu nas vistas nas provas de asfalto onde obteve um 2º lugar na Catalunha, um 3º em França e repetiu a 2ª posição na Alemanha. Estas exibições valeram uma chamada à equipa principal, Kronos Racing, relegando Xavi Pons para 2º plano. Consolidou a sua posição na equipa, aquando da lesão de Sebastien Loeb no final de época.
Entre 2007 e 2010 esteve ao serviço da Citroen, com o C4 WRC, desempenhando o papel de numero dois de forma quase exemplar, principalmente nas provas de asfalto que secundava um quase "inalcançável" Loeb. O tempo passou e teve que lidar com o facto de ser não conseguir chegar às vitórias, para além do aparecimento de Sebastien Oigier. No final de 2010 sai da Citroën e abraça o projeto da Mini, para desenvolver o John Cooper Works do WRC.
Em 2011, participa em algumas provas do mundial e surpreendeu na França, quando obteve um excelente segundo lugar, deixando fugir a vitória por 6,3 segundos. Ficava demonstrado que o Mini é competitivo em asfalto, deixando os rivais sobre aviso.
Este ano foi surpreendido com a decisão da "casa mãe" retirar o estatuto oficial à Prodrive, e assim não fará o mundial todo, embora continue a desenvolver a viatura. Aliás, será em Portugal que estreia a segunda evolução do Mini. Começou o ano em grande, com um 2º lugar no Monte Carlo, mas na Suécia abandonou com problemas de motor.
Sordo conhece bem o Rali de Portugal. Esteve na primeira edição de 2005, com o Citroën C2 S1600, dominando as duas rodas motrizes, regressou em 2006 com um Xsara da Piedrafita fazendo de carro 0, e nas três edições em que foi piloto oficial Citroën (C4) acabou no terceiro lugar.

PATRIK SANDELL
É outro nórdico que já tem um título Junior no currículo. Em 2006 Patrik Sandell participou no mundial com um Clio S1600, e fazendo da regularidade arma, pois acabou todas as provas, conseguiu somar o título JWRC, apenas com uma vitória - no Rali de Itália/Sardenha. Em 2007, manteve-se fiel à Renault, mas estreou a versão Clio R3, fazendo o périplo, onde incluiu uma passagem pelo Rali de Portugal. Em 2008 aproveitou a indefinição da atribuição das regras do agrupamento de produção, e participou com um Peugeot 207 S2000 no mundial de produção, e ao mesmo tempo no Junior (ora com o Clio S1600 ou com o R3). Apesar de ser forte candidato ao PWRC, somou vários abandonos que impediram a consagração. Então em 2009, mantém a aposta no PWRC, mas passou para o competitivo Skoda Fabia S2000. Começou o ano com duas vitórias, na Noruega e no Chipre. O volte face aconteceu em Portugal quando um acidente, marcou a fase "negra", e no final foi batido por um tal de... Armindo Araújo. Em 2010, disputou o novo campeonato SWRC com o Skoda Fabia, vencendo as rondas francesa e alemã, acabando como vice-campeão. No ano seguinte decidiu apostar no IRC, mas sendo um campeonato competitivo não teve argumentos para lutar com as equipas Skoda e Peugeot, apenas alcançando um bom resultado no Chipre (3º). Este ano, agarrou a vaga na Prodrive para algumas provas, e começou na Suécia com um oitavo posto.

ARMINDO ARAÚJO
Para falar do campeão português, seriam necessários vários parágrafos com a descrição de toda uma caminhada de sucesso. O piloto de Santo Tirso venceu todas as categorias que participou. Muito resumidamente recordando: foi campeão de Promoção em 2000, venceu o Troféu Saxo em 2001, vencedor da Formula 3 (Turismo até 1600cc) em 2002, 2003 e 2004, campeão de Produção em 2006, campeão nacional de Ralis entre 2003 e 2006 e campeão do Mundo de Produção (PWRC) em 2009 e 2010. Agora abraça o projeto Mini. Uma aposta arriscada em 2011 que começou com a odisseia do Mini 1.6 T S2000 no Rali de Portugal, e evoluiu posteriormente para o WRC. Alguns problemas de juventude, de adaptação e poucos testes condicionaram os resultados, sendo o melhor um 8º na Alemanha. Este ano, voltou a apostar na Mini... e a Mini apostou nele, mais ou menos. O diferendo Prodrive/BMW abriu portas a que Armindo Aráujo e o Team Mini Portugal ficassem a ostentar o titulo de pilotos oficiais Mini, "ganhando" o bilhete para época no WRC.
Obviamente que os adeptos depositam esperança num bom resultado do português "jogando em casa". Como justificação as inumeras presenças na prova nacional. Desde que veio para o sul, participou em todas, chegando inclusivamente a ganhar a edição de 2006, na frente de pilotos como Daniel Carlsson, Markko Martin, Patrik Flodin ou Janne Tuohino. Teve outras exibições inesquecíveis como a vitória no PWRC em 2009, acabando na frente de Martin Prokop e Eyvind Brynildsen, sendo ovacionado de pé no Estádio do Algarve. Por outro lado, a participação com o Mitsubishi Lancer WRC em 2007 não deixa saudades - a começar no acidente do shakedown até ao abandono na última especial de estrada, e ao facto de andar no último pelotão de WRC's. Em 2011 estreou o Mini em Portugal dando réplica aos "WRCistas" como Federico Villagra, Kimmi Raikkonen, Denis Kuipers ou mesmo Bernardo Sousa, até ao abandono com problemas de motor. Em todas as edições Armindo Araújo deixou a sua marca.

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