Um dos momentos do Rali de Beja foi protagonizado por Jorge Baptista e Edgar Gonçalves. Logo nos metros iniciais da primeira especial tem uma forte saída de estrada que deixou o Mitsubishi muito mal tratado.
A edição 2011 do Rali de Beja não deixará saudades ao Jorge Baptista e ao Edgar Gonçalves. Um misto de optimismo, com alguma exuberância, fez com que ao fim de cinco curvas, e segundo dados da telemetria da equipa - a 127Km/h, colocassem um ponto final na odisseia alentejana. Um ligeiro atravessanço, que culminou com um toque numa àrvore, catapultou o Mitsubishi para uma vala, deixando-o com danos elevados.
Felizmente a equipa saiu ilesa, ficando apenas o susto, de um acidente digno de um Colin McRae. Valha o espírito positivo do Jorge Baptista e o enorme "fair play" com que encarou este azar, e cedeu ainda as imagens do "onboard".
Um forte abraço à equipa, e os votos de um regresso rápido à competição.
No próximo sábado, sai para a estrada mais uma edição do Rali de Beja. Organizado pela sétima vez pelo Aero Clube de Beja, é pelo terceiro ano pontuável para o regional sul, mas nem sempre foi assim.
Em 2005, o Aero Clube de Beja, decidiu levar a cabo o Rali Cidade de Beja, uma proposta que visava levar a competição ao Alentejo, e servir de alternativa ao regional sul, apenas como prova extra. No dia 15 de Maio dezassete concorrentes fizeram-se à estrada para disputar a prova, que tinha dois troços. José Neves e José Jesus, foram os mais rápidos, superiorizando-se a Nuno Pinto, que nessa prova foi navegado por José Teixeira, por 22 segundos. A fechar o pódio ficaram António Lampreia e Hermes Banza, num top 3 constituído por Ford Escort Cosworth. Paulo Nascimento e Délio Nascimento, em Mitsubishi Lancer EVO III foram os quarto classificado, na frente do espetacular alemão Alex Hack, navegado por Nuno Lorena, no Ford Escort RS, que era o melhor das duas rodas motrizes. Apenas três concorrentes não finalizaram o rali.
Em 2006, deu-se uma pequena evolução, com a prova alentejana a entrar para o Campeonato Nacional de Terra. Jogando em casa, Pedro Charneca, navegado por João Penedo foi o vencedor, a bordo do Ford Sierra Cosworth. Luís Mota e Ricardo Domingos ficaram pelo segundo posto com o EVO4, um bom resultado tendo em conta os objectivos para o nacional de terra. A fechar o pódio, novamente António Lampreia, mas que teve a seu lado Pedro Macedo, no Escort Cosworth. O melhor representante das duas rodas motrizes foi Rui Chaparro, navegado por Pedro Conde em Renault Clio 16V. A prova ficou também marcada pelo despiste de António Baião, que deixou o Clio 1.8 mal tratado.
Em 2007, com a criação do Challenge VSH de Ralis, do AeroClube de Beja, Clube Automóvel de Portimão e Clube Automóvel de Loulé, a prova alentejana consegue ter à partida 30 concorrentes. Luís Mota e Ricardo Domingos vingaram-se, e inverteram posição com Pedro Charneca, desta feita navegado por Luís Assunção. Para não variar, António Lampreia, pela terceira vez consegue o terceiro posto. Luís Nascimento e Carlos Caliço, acabam no 5º lugar, e são os melhores das duas rodas motrizes.
Em 2008, voltam a ser pontuáveis para o Challenge VSH Sul, mas adoptam o formato Rallysprint. Aproveitando as características da sua viatura, Pedro Leone e Bruno Ramos somam a sua primeira vitória com o Ford Sierra Cosworth "WRC". António Lampreia obtém a sua melhor classificação, com o segundo lugar, e a fechar os top 3, Ricardo Teodósio, navegado por Marcela Filhó, esteve em grande com o Subaru Legacy RS, dando muito show, apesar de alguns problemas com a caixa de velocidade. Gil Antunes e Daniel Amaral levaram o Opel Astra ao 4º posto, e foram os melhores da Divisão I. Carlos Gomes e José Pereira em Escort MKII, foram os surpreendentes sétimos classificados, e melhores entre os tração traseira. Nota ainda para o abandono de José Neves na segunda especial, com o EVO 4 quando era líder.
As imposições da FPAK para a criação de um campeonato regional a sul em 2009, levaram à entrada da prova alentejana no CRRS, um dos objetivos da comissão organizadora. Voltando a apostar no formato rallysprint, Nuno Pinto e João Silva foram os vencedores. Apesar de não terem ganho nenhuma especial aproveitaram os azares dos adversários (e problemas com os tempos após um acidente na tomada de tempos) para averbar a segunda vitória da temporada e arrancar para o titulo. José Neves e José Jesus , em Mitsbishi EVO 4 foram os segundos classificados, e João Monteiro com José Teixeira no Ford Sierra Cosworth foram os terceiros no Ford Sierra. Augusto Páscoa e Leonel Fernandes foram os melhores da Divisão I com o Renault 11 Williams.
No ano passado, a edição de 2010, e pontuável para o regional, teve a inevitável vitória de Ricardo Teodósio e João Luz com o Mitsubishi Lancer EVO IV. Revelando uma apetência por provas alentejana, Carlos Martins e Anibal Martins no Ford Escort Cosworth foram os segundos com o Ford Escort Cosworth, e João Correia com Pedro Conde no Carisma GT fecharam o pódio.Augusto Páscoa e Leonel Fernandes voltaram a ser os melhores das duas rodas motrizes, com o 11 Williams.
A edição de 2006 da prova louletana foi ganha pela dupla Luís Mota / Ricardo Domingos em Mitsubishi Lancer EVO IV. Rui Chaparro e Pedro Conde ficaram no segundo lugar, com o Renault Clio, na frente de um surpreendente Rui Coimbra, com José Dieguez, em Opel Corsa.
Finalmente os regionais bateram os concorrentes do Open. Ricardo Teodósio, quem mais, superiorizou-se e fica na memória aquela ultrapassagem a Daniel Ribeiro na Cortelha. Daniel Nunes fez uma grande prova e ficou em segundo e Manuel Coutinho sagrou-se campeão do Open.
VIDEO DE PROVA
CRÓNICA DA PROVA:
"A tendência vitoriosa de Ricardo Teodósio em 2010 manteve-se na prova do Open. Mesmo com um percalço na super-especial o algarvio atacou e construiu uma liderança que foi incontestável. No entanto, quase foi surpreendido na última especial.
O Rali de Loulé-Casino de Vilamoura, adivinhava-se como sendo a prova de fogo para Teodósio. Depois das vitórias em Lagos e Serpa, com uma ida a Cheganças, tinha pela frente o difícil pelotão do Open encabeçado por Manuel Coutinho e Fernando Peres. Os 11 segundos perdidos na super especial de abertura ainda aumentava o grau de dificuldade, no entanto, Ricardo Teodósio, navegado por João Luz, respondeu prontamente com 5 vitórias nas especiais das serras de Loulé e São Brás. Ascendeu ao comando na terceira especial e à entrada da última classificativa já detinha uma confortável vantagem de 45 segundos. No entanto, quase perdia a prova, quando apanhou um concorrente furado na especial da Cortelha, perdendo 42 segundos, e ficando apenas com uma diferença de 5 segundos sobre o segundo classificado. Foi a primeira vitória no Open de Teodósio, e aumentou a liderança do regional sul.
Se entrou com o pé direito na super especial de Loulé, quase acabava melhor o Rali Casino de Vilamoura. Falo de Daniel Nunes, que efectuou uma prova muito consistente, entrando numa luta interessante com Manuel Coutinho. Depois de ter aproveitado o abandono de Fernando Peres, na última especial ultrapassou Coutinho, e ficou a 5,7 segundos de Teodósio. Somou ainda duas vitórias em provas especiais.
À chegada a Vilamoura, o concorrente mais satisfeito era Manuel Coutinho, que apesar de ter perdido o segundo posto na última especial, conseguiu somar pontos suficientes para se sagrar vencedor do campeonato Open, sucedendo a Pedro Peres.
No quarto posto ficavam Luís Mota e Alexandre Ramos, com o Mitsubishi Lancer EVO IV. A dupla da Competisport, efectuou uma prova sólida e isolada, rodando constantemente na frente do pelotão do regional sul. Curiosamente, e graças à pré-inscrição é o segundo melhor concorrente do CRRS.
Desta vez contando com a navegação de Pedro Conde, João Correia voltou às boas exibições, e rubricou um excelente quinto posto. Esteve envolvido numa pequena luta com Pedro Leone, mas acabou após a quarta especial, com o abandono do concorrente do Ford Escort Cosworth. Ficou no terceiro posto entre os regionais, apesar de ser o segundo entre os que disputam o campeonato com regularidade.
A primeira equipa nas duas rodas motrizes foi Gil Antunes e Daniel Amaral, no Opel Astra GSI – sextos da geral. A equipa sintrense, esteve sempre em bom plano, rodando muito à frente da concorrência e intrometendo-se no vasto pelotão de viaturas de quatro rodas motrizes. Venceu também as duas rodas entre os concorrentes do regional, com uma vantagem de aproximadamente quatro minutos.
António Lampreia e António Morais rubricaram o sétimo posto, com o Ford Escort Cosworth voltando aos bons resultados, e exibições convincentes. Acabaram na frente da equipa da Roady Compétition, Márcio Marreiros/Paulo Costa, em Mitsubishi Lancer EVO VI.
O regresso de António Rodrigues e Jorge Carvalho às especiais onde brilharam em 2006, não podia ter corrido melhor. Dominaram entre os concorrentes com os Peugeot 206 e venceram o Troféu Modelstand. Finalmente, André Mota conseguiu efectuar uma prova sem percalços e acabou no segundo posto, enquanto que Manuel Martins foi terceiro classificado. Apesar de ter furado por quatro vezes, Daniel Ribeiro e Hugo Magalhães levaram o Peugeot até final e reconquistaram o Troféu Modelstand.
A fechar o top 10, Carlos Martins e Aníbal Martins em Ford Escort Cosworth não conseguiram rubricar a exibição de Serpa, no entanto deixaram bons indicadores para o futuro.
Na 13ª posição finalizou Augusto Páscoa e Leonel Fernandes no Renault 11 Williams. A equipa da Roady Compétition também efectuou uma prova isolada, e conseguiu o segundo lugar entre os concorrentes VSH com duas rodas motrizes.
Um dos azarados do rali foi Bruno Andrade. O piloto que ocupava o segundo posto entre os concorrentes do regional foi prejudicado pela posição na estrada, apanhando constantemente o piloto que antecedia, chegando mesmo a ultrapassar num troço. Apesar disso, à entrada da última especial estava num “tranquilo” sexto lugar, e mais importante quarto do CRRS. No entanto, um percalço na última especial custou-lhe oito minutos e a consequente descida para a 17ª posição.
A vitória nesta prova, entre os concorrentes do Troféu Fastbravo foi para Orlando Duarte, seguido de Hugo Queirós e Jorge Pinto.
A classe I regional foi ganha por Manuel Ribeiro e Francisco Gonçalves, em Citroën AX que finalizaram no 36º posto, e foram os únicos que acabaram o rali.
Como é normal em Loulé, a prova fica marcada por inúmero abandonos. O mais significativo é o do Fernando Peres, navegado por Filipe Fernandes, que chegou a passar pela liderança do rali na segunda especial, mas depois ocupava o segundo posto quando uma transmissão do Ford Escort Cosworth levou à desistência na especial 6.
Pedro Leone e Bruno Ramos abandonaram com uma avaria no Ford Escort Cosworth, quando ocupavam o sexto posto, e estavam numa interessante luta com Luís Mota e João Correia. O segundo abandono da época compromete as esperanças de um bom resultado no regional sul.
O campeão regional, Nuno Pinto novamente não teve sorte do seu lado, abandonando na especial 6 – São Brás 2, com uma avaria no Mitsubishi Lancer EVO VI. Entre as restantes desistências contam-se Rui Coimbra, Marco Gonçalves, José Coelho e Renato Leria.
O regional sul regressa no final de Outubro com o Rali Cidade de Beja."
Pedro Peres volta a vencer o Rali, mas desta vez a bordo do Mitsubishi Carisma GT. Pedro Leone e Bruno Ramos fazem uma prova excepcional com o Sierra e ficam em segundo, com Pedro Silva a fechar o pódio. Foi uma razia entre os concorrentes do regional.
VIDEO DA PROVA
CRÓNICA REGIONAL:
"Para além do Open, o Rali de Loulé também pontuava para o Campeonato Regional do Sul. Graças à pré-inscrição, os elementos outsiders não entram nas contas do campeonato, e assim não roubam pontos aos “regionais”.
Contando com uma máquina bem preparada, e muito fiável, Pedro Leone e Bruno Ramos foram superiores à demais concorrência. Entraram ao ataque na primeira especial de Domingo, e assumiram a liderança para não mais a largar. Foi uma caminhada isolada, entrometendo-se entre os elementos que disputam o Open. Para além da vitória na contenda regional, também somaram um ecelente segundo posto final, justificando pela exibiação, e pelos meios uma passagem para vôos mais altos, quem sabe uma participação no Open em 2010.
As aspirações da equipa líder do campeonato, Nuno Pinto/João Silva, em obter mais um vitória ficaram comprometidas quando o turbo do Mitsubishi Lancer 3, deixou de colaborar na 2ªespecial. Apesar da magnitude do problema, o piloto de Albufeira não se fez rogado, e “espremeu” a viatura para alcançar um inesperado segundo posto, e somar mais 19 pontos na conta pessoal.
A luta pelo terceiro posto do regional esteve animada. António Lampreia, em Ford Escort e Bruno Andrade no Subaru Legacy discutiam taco-a-taco cada troço, e à partida para a última especial apenas 1,3segundos separavam-nos. No entanto, na última especial, a grande arma da viatura nipónica falhou. Tradicionalmente resistente, um problema mecânico no Subaru, levou ao abandono de Bruno Andrade. António Lampreia, que estava em duas frentes nesta prova, acabou no terceiro lugar do CRRS, ascendendo também ao terceiro posto do campeonato. A somar a este resultado também venceu entre os concorrentes do Troféu Selénia.
A quase dez minutos do vencedor, estavam os quartos classificados, Filipe Baiona / José Duarte em Opel Corsa 1.6. Efectuando uma prova isolada, esta equipa logrou finalizar a prova, e venceram entre os elementos das duas rodas motrizes e a classe 1. A fechar o lote de concorrentes do regional, e ultimo classificado do rali, João Luís Palma, em Nissan 100 NX, que consegue assim ascender ao 3º posto (igualdade pontual com António Lampreia) do campeonato regional.
À semelhança de anos anteriores, o Rali de Loulé possui características como a extensão, duração, dureza e competitivadade, que aumentam o grau de dificuldade para as equipas regionais. Não será apenas uma prova de rapidez, mas também e essencialmente de resistência, talvez por isso apenas 5 concorrentes efectuaram a totalidade do rali. Entre os desistentes estão Pedro Charneca, José Carlos Paté, João Monteiro, António Lamúria, e todos os elementos da classe 2 – Rui Coimbra, Luís Nascimento, Augusto Páscoa, Jorge Baptista e Carlos Martins."
Desta vez Pedro Peres não deixou fugir a vitória em Loulé. Ricardo Teodósio que tudo fez para vencer quedou-se pelo segundo posto. Por seu lado Luís Mota fechou o pódio, mas somou importantes pontos para o regional.
No passado fim-de-semana disputou-se o Rali de Loulé, que para além do Campeonato Open, também contava para o Campeonato Regional do Sul. Tratando-se de uma excelente oportunidade para comparar andamentos, e discutir os lugares cimeiros, essa realidade esteve longe de acontecer.
A vitória sorriu a Pedro Peres, secundado por Ricardo Teodósio, mas apesar de pontuarem, estes concorrentes não disputam o regional. Disputando os dois campeonatos, Luís Mota compareceu com o Mitsubishi Lancer EVO IV com o qual normalmente disputa as provas do Open, e acabou a prova na 3ª posição. Aproveitando os abandonos dos principais adversários, Mota fica a um passo de renovar o título, bastando acabar o Rali Casinos do Algarve, dentro dos 15 primeiros, para repetir o título de 2006.
A prova ficou marcada por uma hecatombe de abandonos, e o protagonismo passou para elementos que normalmente não fazem parte destas contas. Na 12ª posição ficou Diogo Salvi, da CompetiSport em Mitsubishi Lancer EVO IV, seguido pelo concorrente de Coimbra, Alexandre Ferreira num Peugeot 309 GTi, que venceu entre os duas rodas motrizes. É preciso chegar ao 14º posto da geral para encontrar outro concorrente do CRRS. Fruto de uma prova bem gerida, Paulo Anselmo e Florival Neto alcançam o melhor resultado da temporada, efectuando um 7º posto entre VSH com o Opel Corsa 2.0.
A vitória na Classe I sorriu a Vasco Tintim e Pedro Silva num Peugeot 205 GTi. Mesmo com alguns percalços pelo meio, e uma penalização no último controlo nunca viram essa posição em risco.
Na 16ª posição, Gil Antunes e Daniel Amaral finalmente carimbaram o título da Divisão I. A prova não correu de feição à equipa de Aruil, pois foram vítimas de problemas de direcção, que afectou a sua prestação. A persistência foi recompensada no final, pois somaram pontos suficientes para acalentar uma esperança no título regional. Apesar da probabilidade escassa, pois tinham que vencer o Rali Casinos do Algarve e esperar que Luís Mota abandonasse, nada é impossível e todos se lembram do desfecho do ano transacto.
Carlos Marreiros e Paulo Costa optaram por participar com o Opel Corsa 1.6 na prova, e me boa hora o fizeram. Venceram a Promoção e assumiram a liderança do Troféu, com seis pontos de vantagem sobre Paulo Sampaio em Opel Corsa GSi.
Na 19ª posição acabaram Gonçalo Cruz e Luís Bento, numa das melhores prestações com o VW Golf 1.8 GTi. Seguiram-se na tabela classificativa Renato Leria e Filipe Baiona, que discutiram entre si a 22ª posição geral (14º dos VSH). Classificaram-se 23 concorrentes com viaturas VSH, dos quais apenas 13 pertenciam ao Regional Sul.
A prova foi “madrasta” para as viaturas de tracção total, pois 10 (das 12 à partida) dos concorrentes ficaram pelo caminho. Destaque para o primeiro abandono de Pedro Leone a Sul com um avaria no Ford Sierra Cosworth na 6ª especial do Rali. António Lampreia e Pedro Macedo abandonaram após a 3ª especial com a Caixa de Velocidades do Escort Cosworth partida. A R2 Rally Team também esteve azarada, com Bruno Andrade a abandonar com problemas de caixa no Subaru Legacy, enquanto Nuno Pinto viu o colector de escape do Mitsubishi Lancer EVO 3 partir após a especial S.Brás2. Entre os concorrentes inscritos com Sierra Cosworth, Pedro Charneca abandonou com braço de suspensão partido, Paulo Jesus com a caixa de velocidades partida, enquanto Nuno Fontaínhas viu uma transmissão ceder na passagem de asfalto da Cova da Muda na especial 3. Uma nota final para José Carlos Paté que apresentou nesta prova com um BMW 325 IX e efectuou uma prova de raiva com alguns bons tempos, até abandonar na última especial vítima de despiste.
A fase de terra finalizou em Loulé, faltando apenas o Rali Casinos do Algarve para encerrar a temporada 2008 do Campeonato Regional do Sul.
Em 2003, João Fontaínhas repete o triunfo, mas desta feita com o Ford Sierra Cosworth. A 6,6 segundos ficam Nelson Ramos e Paulo Primaz, e a fechar o top 3 José Coelho e António Morais no Mitsubishi Lancer III. O melhor duas rodas motrizes foi João Pinto, navegado por Inês Ponte no Renault 11 Turbo.
Pela primeira vez Loulé recebia o Open. Pedro Peres dominou a prova até um problema mecânico levar ao abandono. Luís Mota e Ricardo Domingos venciam o rali, mas foi Pedro Duarte em Peugeot 205 quem concentrou as atenções.
VIDEO DA PROVA
CRÓNICA DO RALI:
"O Rali de Loulé, prova pontuável para o Campeonato Open e CRRS, foi disputado nos passados dias 15 e 16 de Setembro, e teve a dupla Luís Mota / Ricardo Domingos, em Mitsubishi Lancer EVO IV, saboreado o gosto da vitória na principais frentes.
A segunda prova do Campeonato Open em pisos de terra (a primeira foi Góis) era constituída por seis especiais de classificação, com dupla passagem pelos troços de Loulé, São Brás e Cortelha, esta última utilizava um traçado diferente da época passada.
Com as atenções viradas para o Open, Pedro Peres e Tiago Ferreira entraram com o pé direito na prova, e colocaram o Ford Escort Cosworth na liderança do rali, embora tivessem os homens da Mitsubishi muito próximo. Na primeira passagem pela Cortelha, José Merceano viu as suas pretensões à vitória esfumarem-se, quando o Mitsubishi Lancer EVO IV teve problemas eléctricos que ditaram o abandono.
Com alguma surpresa, Pedro Peres imprimia uma andamento muito vivo, e somava vitórias nas especiais de classificação, ampliando a vantagem que detinha para Luís Mota para mais de 30 segundos à entrada da derradeira especial. Quando tudo se conjugava para mais uma vitória, um furo no radiador fez com que o motor do Ford Escort Cosworth deixasse de colaborar, e a quatro quilómetros do final, no gancho de asfalto da Cortelha, Pedro Peres “desse” a vitória a Luís Mota.
Com uma prova rápida, e muito consistente, Luís Mota e Ricardo Domingos “herdaram” a vitória que parecia inalcançável. Com esta pontuação, aliado aos abandonos dos principais rivais no Open e CRRS, relançou os dois campeonatos.
Na segunda posição, o Fiat Stilo Multijet da dupla João Ruivo / Alberto Silva, que venceram entre os 2 rodas motrizes, e protagonizaram uma surpresa para uns e confirmação para outros.
A fechar o pódio a dupla Pedro Duarte / João Bento, em Peugeot 205 GTi, protagonizaram uma agradável surpresa. O abandono de vários 4x4, aliado aos problemas dos principais adversários da classe em nada beliscam a prestação dos homens do “leão”.
Na quarta posição, Bruno Andrade e Ricardo Barreto no Subaru Legacy 4WD, protagonizaram uma disputa muito interessante com Isaac Portela / Saul Campanário num Peugeot 206 GTi. A dupla leiriense tudo fez para “roubar” o lugar a Andrade, mas na última especial o homem da Subaru fez um bom crono, e somou importantes segundos para segurar a 4ª posição. Mesmo assim, Isaac Portela leva “no bolso” a vitória no Campeonato Junior, e a vitória na classe de 1.600.
Numa lista maioritariamente de concorrentes regionais (vide artigo posterior), é necessário chegar à 12ª posição para encontrar outro concorrente do Junior. A dupla Rui Coimbra / José Dieguez que participou nas duas primeiras provas do Open, aproveitou a passagem por terras algarvias para voltar a disputar o campeonato na júnior. A especial 2 – São Brás, foi madrasta, pois problemas eléctricos no VW Golf GTi fizeram-no perder mais de 6 minutos, que estragaram a prova. Os excelentes cronos nas restantes especiais são mostra do valor desta dupla, que apesar de azarada, ocupou a segunda posição da Junior.
Renato Pita e Marco Macedo levaram o Nissan Micra à 18º posição da geral, numa prova marcada principalmente pela regularidade.
Nuno Mateus e Miguel Paião, tiveram uma prova marcada por muito problemas com o Fiat Punto HGT. Apesar do andamento modesto nas outras especiais de classificação, na passagem pela Cortelha 2, um pequeno despiste o fez afundar na classificação, ocupando a 21ª posição final.
A fechar o pelotão a dupla João Marcelino / Rui Pinto num Toyota Yaris, foi constantemente um dos pilotos com resultados piores. Ainda antes da prova, a posição de partida desta equipa (n.º10) foi muito contestada, sendo a organização alertada para o facto do concorrente posterior poder alcançar o pequeno Yaris. Durante as primeiras especiais, alguns problemas com os concorrentes que partiam atrás não promoveu nenhuma ocorrência, no entanto a partir da 3ª especial, o concorrente foi alcançado e prejudicou alguns concorrentes que partiam atrás. Felizmente foi das poucas situações desagradáveis da prova.
Octávio Nogueira e Luís Pinto voltaram a não finalizar uma prova do Open. Uma saída de estrada na terceira especial – Cortelha 1, deixou a traseira do Citroën Saxo Kit Car, com nova decoração, muito danificada.
A dupla Nuno Ganchinho e Ricardo Baptista foram das mais azaradas do rali. Após as verificações, o Fiat Punto HGT decidiu não colaborar. Primeiro foi o disco de embraiagem e depois a caixa de volocidades decidiram não colaborar, e arredaram a equipa da prova. A estreia da dupla fica adiada - Nuno Ganchinho faria a sua segunda prova de competição, enquanto Ricardo Baptista regressava à competição após os sucessos obtidos com Pedro Lança em 2005.
A equipa António Pimenta / Pedro Gabriel estreava o Ford Escort Cosworth (ex-Ricardo Costa) teve uma prova para esquecer. Nas verificações foram descobertas irregularidades com o turbo da viatura – não estando selada, verificaram que o diametro regulamentar da entrada de ar era superior ao autorizado, e seria necessário repôr os valores regulamentares. Para além disto, a matricula da viatura levantou algumas suspeitas – VD0 , com documentação suiça. Apesar de tudo estar resolvido à partida do rali, a “odisseia” ficou-se pela segunda especial, quando a caixa de velocidades do Escort Cosworth partiu e promoveu o abandono.
Luís Dias / Diogo Lima em Citroën Saxo engrossaram o extenso rol de abandonos. Os representantes açoreanos abandonaram com uma suspensão do Saxo partida, após um despiste.
Pedro Batista e Armando Carvalho também tiveram uma prova azarada. Partindo para a prova com o intuito de disputar o “Troféu Celica”, com o seu tio Jorge, viram uma sequência de ocorrências comprometer o resultado. Na segunda especial viram o capot da viatura abrir em andamento, partindo o pára-brisas e condicionando a visão – tiveram que parar para prender o capot. Depois na terceira especial, foram problemas mecânicos que condicionaram a prestação do Celica 4WD. Curioso o facto que após terem entregue a carta de controlo, uma grupo de transeuntes conseguiram diagnosticar o problemar e pôr a viatura operacional. A rápida entrega da carta não permitiu continuar em prova.
Antes da prova começar, de entre os inscritos, já existia um grande rol de ausentes – Pedro Lança (Citroën Saxo), Paulo Jesus (Ford Sierra Cosworth), Carlos Valentim (Ford Sierra Cosworth), Augusto Páscoa (Renault 5 GT Turbo) eJoão Martins (Opel Ascona).
CRÓNICA REGIONAL:
"Para além do Open de Ralis, o Rali de Loulé também contava para o Regonal Sul. A dupla campeã Luís Mota / Ricardo Domingos alcançou a primeira vitória da temporada, somando preciosos pontos e aliado ao abandono de José Merceano, aproximou-se da liderança do regional.
No entanto, e excepcionalmente nesta prova, o piloto do Cartaxo teve adversários de peso, Pedro Peres e Tiago Ferreira dominaram de forma concludente até que a quatro quilómetros do fim o Escort Cosworth da Peres Competições decidiu não colaborar, e passou os 20 pontos da vitória para Mota.
De forma inesperada, os novos líderes do regional são Pedro Duarte e Luís Bento com o pequeno Peugeot 205 GTi. Começaram a prova com um andamento cauteloso, e gradualmente foram aproveitando os azares dos directos adversários para atacar decisivamente nas passagens pelos troços de São Brás e Cortelha. Chegaram ao fim no segundo lugar entre os regionais e passaram para a liderança com 46 pontos, mais seis que José Merceano e nove que Luís Mota. Colocam-se em posição previligiada para a conquista o título, uma vez que ainda falta disputar o Casinos do Algarve, prova onde a dupla se sente particularmente à vontade.
Na terceira posição aparecem Bruno Andrade e Ricardo Barreto em Subaru Legacy 4WD que obtiveram o melhor resultado da temporada (e da carreira). A dupla do Team Ralis a Sul fez uma prova isenta de erros, aliou a fiabilidade da viatura à sua rapidez para atacar os lugares do pódio e, conter atrás de si pilotos mais experientes e melhor equipados. Ficou demonstrado, pelo segundo ano consecutivo, que o Rali de Loulé é prova talismã para a equipa.
Na quarta posição, por escassos 1,5 segundos, ficou Paulo Nascimento em Ford Escort Cosworth. O vice-campeão regional, que nesta prova foi acompanhado por Osvaldo Maio, perdeu muito tempo nas passagens da primeira ronda pelos troços serranos. O "forcing" final permitiu subir da oitava para a quarta posição.
Na quinta posição ficaram António Lampreia / Pedro Macedo em Ford Escort Cosworth, na frente da dupla João Monteiro / José Teixeira em Seat Ibiza GTi. A equipa da viatura espanhola, viu a sua prova estragada aquando, numa ligação, os tirantes da caixa saltaram. A demora na sua reposição levou a uma penalização de um minuto à entrada da segunda especial. Numa prova em recuperação aproveitaram os problemas dos adversários para acabar em segundo entre os duas rodas motrizes.
Viana Martins e Paulo Costa, em Opel Kadett GSi foram sétimos, na frente dos vencedores da Classe I, Vasco Tintim / Pedro Silva em Peugeot 205 GTi. Esta equipa viu a vitória "cair nos braços" na última especial, quando os rivais Marco Gonçalves e Pedro Arroja deram um toque no seu Peugeot , danificando a suspensão e perdendo muito tempo até final, caindo para a 11ª posição.
Na nona posição ficaram José Correia e Nuno Lorena, num BMW 325 IX pouco colaborante, mas que mesmo assim permitiu-os alcançar o melhor resultado da temporada.
Na décima posição ficaram Rui Coimbra e José Dieguez em VW Golf Gti. O jovem piloto da Pangaio Motorsport foi novamente um dos azarado nas provas do regional. Perdeu seis minutos na PE2, com problemas eléctricos, que condicionaram a restante prova. De resto, a rapidez foi comprovada pela presença constante entre os cinco mais rápidos nas restantes especiais.
Em estreia nas provas do Regional Sul, Alexandre Ramos e Carlos Ramos num Citroën AX GTi, finalizaram na 12ª posição e venceram a Promoção regional. Apesar do desconhecimento dos troços, a dupla do centro efectuou uma prova interessante e herdou a liderança da promoção na quinta especial, após o abandono dos dominadores Pedro Correia e Vítor Graça. Após o Rali de Loulé, a liderança da competição passou para a equipa Filipe Baiona / Pedro Inácio, que acabaram o rali na 17ª posição, segundos entre a Promoção.
Referência para a estreia absoluta da dupla alentejana António Lamúria / Rui Orelhas, que finalizaram na 14ª posição, ou seja entre os lugares pontuáveis com o Peugeot 205 Gti.
A prova ficou marcada por ínumeros abandonos, entre os quais o do até então líder do regional José Merceano, na PE 3 com problemas eléctricos no Mitsubishi Lancer IV, quando ocupava a terceira posição. Os regressados Nuno Fontaínhas e Márcio Pereira viram novamente o Turbo do Ford Sierra Cosworth promover mais uma desistência, enquanto que José Neves e José Jesus somaram o segundo abandono consecutivo no regional, com uma avaria no Ford Escort Cosworth.
A engrossar o rol de abandonos, Nuno Pinto e João Luz viram o motor do Mitsubishi Lancer EVO III "calar-se" na especial Cortelha 1, enquanto José Carlos Paté e José Gago, que ostentavam nova decoração no BMW 325 IX, viram o motor partido.Esta foi uma verdadeira razia entre os 4x4, pois dos 16 concorrentes à partida com estas viaturas, apenas seis finalizaram a prova.
A contar ainda com os abandonos de José Coelho e Nuno Afonso, na ligação para o parque fechado, com uma avaria no Visa GT; dos regressados José Charata / Ricardo Oliveira em Seat Marbella, com problemas de aquecimento e, dos estreantes Nuno Carreira e Márcio Silva em Opel Kadett GSi com uma transmissão partida em São Brás 1.
A próxima prova do regional sul é o Rali de Castro Marim, com data marcada para 14 de Outubro."
Em 2002 foi João Fontainhas, navegado por Hélder Rodrigues, no Ford Sierra 4x4 quem levou a melhor. A apenas 10,7 segundos ficaram José Coelho e António Morais em Ford Sierra Cosworth, e a fechar o pódio Jorge Brito e João Silva no Lancia Delta. Jorge Gonçalves e Emiliano Guerreiro, em Fiat Ritmo, foram os melhores nas duas rodas.
Na edição de 2001, foi Augusto Páscoa navegado por Leonel Fernandes quem saiu vitorioso da prova louletana. João Pinto e Luís Assunção, em R11 Turbo foram segundos da geral e melhores duas rodas motrizes, e os irmãos Paulo e Délio Nascimento, em Ford Sierra fecharam o pódio.
A segunda edição do Rali de Loulé, em 1999, foi prova de abertura do regional sul. Rui Lousado e Duarte Gouveia em VW Golf G60 foram os vencedores, seguidos de Jorge Brito e Alberto Diogo e Ventura Amaro/Gastão Franco, ambos em Lancia. O melhor duas rodas motrizes foi José Coelho no Citroën Visa.
Video do Ralis a Sul do Rali de Serpa 2011, prova do regional sul, com imagem de Joaquim Macedo, Pedro Correia e Márcio Charata. Edição de Nuno Fontaínhas.
O Canal de Videos do Ralis a Sul nos presentei com a edição do Rali do Algarve 1996. Destaque para as participações de Carlos Fontainhas /Rogerio Seromenho, João Silva/João Luz, Pedro Duarte / J. Bento, Filipe Silva
O regional rumava a Serpa pela primeira vez sob a alçada do Aero Clube de Beja. Ricardo Teodósio dominou a prova e somou mais uma vitória, na frente de um surpreendente Carlos Martins e de Bruno Andrade no Mitsubishi. Recorde o rali, e o vídeo da prova.
"Num ano 100% vitorioso, Ricardo Teodósio não deixou os créditos em mãos alheias e somou novo triunfo, desta vez em Serpa. Jogando em casa, Carlos Martins esteve em grande, alcançando o segundo lugar. Bruno Andrade fechou os lugares do pódio.
A dupla Ricardo Teodósio/João Luz saíu vitoriosa do Rali Cidade Flor do Alentejo - Cidade de Serpa, confirmando o favoritismo atribuido. Depois de entrarem com o pé direito na Super Especial, onde deixaram o segundo classificado a mais de oito segundos, voltaram a impor a lei do mais forte nos rápidos troços que compunham o rali alentejano. Somaram três vitórias confortáveis nas especiais do segundo dia do rali, apenas levantando o pé na última classificativa, quando o triunfo estava assegurado. O piloto soma a segunda vitória da temporada, e fica bem posicionado para alcançar o título no regional sul.
Se a vitória assentou bem a Teodósio, que fez uma prova à parte, o homem do rali foi Carlos Martins. Jogando em casa, contava com uma nova unidade, leia-se Ford Escort Cosworth, com nova motorização, que aliado ao conhecimento do terreno foi fulcral na obtenção do segundo posto, sendo o seu primeiro pódio no regional. O piloto, que foi navegado pelo seu pai, Aníbal Martins, também logrou vencer a última especial do rali, e pela primeira vez na presente época, quebrar a soberania em troços de Ricardo Teodósio.
A fechar o pódio, a equipa Roady Compétition, com Bruno Andrade e Ricardo Barreto aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO 6. Autor de uma prova sólida, Bruno Andrade esteve em luta com Nuno Pinto na ronda da manhã. No entanto aproveitou os problemas na quarta especial do rival para subir ao pódio. Conseguiu ainda responder a João Correia que se aproximou na penúltima especial. Como vem sendo hábito no piloto de Albufeira, alia a rapidez à regularida e com este resultado ascende à vice-liderança do CRRS.
Mais adaptado à viatura, principalmente depois da participação em Cheganças, João Correia foi melhorando gradualmente a presentação nos troços, chegando a incomodar Bruno Andrade. O piloto algarvio, que foi navegado por Nelson Ramos acabou na 4ª posição a 15,5 segundos do concorrente que antecedia.
Proveniente do Regional de Alenquer, Carlos Valentim obteve um honroso quinto lugar. É uma boa classificação, mas que poderia ter sido melhor se não tivesse apanhado o concorrente que o antecedia nas duas passagens pelo troço de Flor do Alentejo – 10,2 kms. Efectivamente, teve que parar por duas vezes, devido à falta de visibilidade por causa do pó e perdeu algum tempo. O forcing final no último troço permitiu alcançar o quinto posto por meros 0,6 segundos.
Estreando nova carroçaria, do M3, no BMW 325 IX, José Carlos Paté novamente esteve em bom nível. Viu o quinto posto fugir na última especial, no entanto continua a rivalizar com concorrentes melhor equipados, deixando bons indicadores.
Algo afastados dos lugares cimeiros, e jogando próximo de casa, António Lampreia e Pedro Charneca envolveram-se numa animada luta. Se o concorrente do Ford Sierra Cosworth dominou a ronda matinal, Lampreia conseguiu uma segunda ronda eficaz, e superiorizou-se na última especial por 1,1 segundos.
Outra luta interessante foi protagonizada entre Luís Nunes e Márcio Marreiros. Dispondo de viaturas idênticas – Mitsubishi Lancer EVO VI, e tal como no caso anterior, foi uma prova com duas partes. Primeiro foi Márcio Marreiros quem esteve na frente, depois foi Luís Nunes quem se superiorizou, acabando na nona posição.
Augusto Páscoa e Leonel Fernandes, em Renaut 11 Williams foram os melhores nas duas rodas motrizes, acabando na 11ª posição da geral. Ainda entre os 2WD, Jorge Baptista foi segundo classificado, e João Luís num Nissan 100 NX, foi terceiro, vencendo a classe I.
Azarado esteve Nuno Pinto, que na estreia no regional com o Mitsubishi EVO 6, e navegado pelo José Teixeira, viu um furo na quarta especial lhe estragar a prova. O concorrente que na altura se encontrava na terceira posição, perdeu mais de cinco minutos e consequentemente as aspirações de um bom resultado. Acabaram o rali na 15ª posição.
Entre os abandonos, destaque para Pedro Leone/Bruno Ramos que abandonaram antes da 2ªespecial, com problemas eléctricos no Ford Escort Cosworth. Pior sorte teve Rui Coimbra, que viu a correia de distribuição do VW Golf ceder, ainda antes da super especial de abertura do rali.
Também abandonaram Alexandre Ramos com uma avaria no Peugeot 106, Luis Reis com o motor partido, Eduardo Silva com problemas no BMW E36 e Marco Gonçalves com problemas de motor.
A próxima prova do CRRS é o Rali Casino de Vilamoura, dias 2 e 3 de Outubro, organizado pelo CAAL, que também é pontuável para o Campeonato Open."
Luís Mota e Alexandre Ramos voltaram às vitórias no Open, desta vez em Gondomar, e voltam a entrar na luta pelo título. O representante algarvio, Diogo Gago, foi quarto entre os pequenos Marbella (e 3º na Júnior).
CRÓNICA DO RALISONLINE
O segundo dia do Rali de Gondomar começou com Nuno Cardoso a tentar atcar a liderança de Luís Mota, mas rapidamente o piloto do Cartaxo respondeu e a partir daí foi só gerir e obter a terceira vitória à geral em Gondomar, vencendo no Open e no Regional Norte.
Nuno Cardoso também rapidamente se apercebeu que o segundo lugar estava seguro, tanto mais que Diogo Salvi pouco arriscou para atacar essa posição e por sua vez também Renato Pita, com o quatro lugar, conseguia manter os seus objectivos intactos e assegurar o segundo lugar no Open e, agora, até mais próximo do comando.
Atrás desde quarteto de "Evo´s", o Rali de Gondomar teve luta intensa, que foi simultaneamente a luta pela liderança no Desafio Modelstand. João Ruivo acabou por levar a melhor, onde o ataque foi a melhor defesa, pois Daniel Ribeiro nunca baixou os braços e pressionou bastante até final. Gil Antunes também estava nesta luta, mas um tubo da gasolina solto no 206 Gti fez o piloto perder mais de um minuto, mas mesmo assim num renunciou à luta.
Arturo Cota com uma prova de recuperação e acabou por subir a um bom 7º lugar, na frente de Carlos Fernandes, que terminou em 3º no Modelstand tendo feito um excelente resultado nesta competição.
Quando lutava pelos lugares primeiros lugares António Dias foi obrigado a desistir com problemas mecânicos no Mitsubishi.
Mais azar teve Manuel Inácio, que desiste na derradeira especial, quando era 3º no Modelstand, com problemas de caixa de velocidades no 206, perdendo dessa forma a liderança nesta competição.
No Nacional Júnior mais uma vitória para Ivan Carquejo, seguido de Rui Garcia e Diogo Gago.
Embora com menos emoção do que no primeiro dia, o Troféu FastBravo teve como vencedor Paulo Barros. Rui Garcia e Cristiano Queiroga lutaram até final na luta pelo segundo lugar, com vantagem para Garcia, ficando Diogo Gago em quarto lugar e António Costa em quinto.
Uma vez mais um vídeo com história - Rali do Algarve de 1997, disputada entre Faro e Montegordo em asfalto. Em plena ascenção dos kit car 2.0, Adruzilo Lopes, no Peugeot 306 Maxi foi o vencedor. José Carlos Macedo e Pedro Azeredo, da Renault Gest Galp, nos Mégane Maxi completaram o pódio.
Neste vídeo, disponibilizado pelo Canal do Ralis a Sul, também destaco a presença de Miguel Campos, dos madeirenses Vitor Sá e Américo Campos e das duplas algarvias Luís Silva / João Luz, Pedro Duarte / Jacinto Manuel, Carlos Fontaínhas / Rogério Seromenho e Filipe Silva / João Bento.
O Canal de Videos do Ralis a Sul no Youtube, voltou a presenciar com mais uma preciosidade. Desta vez o Rali do Algarve de 1994, ainda em terra e com centro nevrálgico em Vilamoura. Fernando Peres e Ricardo Caldeira foram os vencedores, no ano que conquistaram o 1º titulo nacional.
Também estão presentes entre outros: José Miguel (navegado por Carlos Magalhães), Jorge Bica, Paulo Meireles, José Carlos Macedo, Inverno Amaral (no regresso após 4 anos de ausência com o Fernando Prata), Ricardo Couto, Horácio Franco (com o Fifé) e Gaby Goudezeune.