sábado, abril 13

Dia2: Oigier domina numa dobradinha VW

Os troços muito demolidores do segundo dia, começou a fazer estragos em muitos concorrentes, ficando o dia marcado pelo domínio da Volkswagen e de várias desistências.

Apesar de ainda estar a recuperar de uma gripe, Sébastien Ogier não baixou os braços e até foi o piloto mais rápido do dia, vencendo 4 dos 6 troços disputados e aumentou a vantagem para os seus adversários mais diretos.

Dani Sordo queria vencer mas, parou no primeiro troço do dia com a suspensão posterior direita partida após uma saída de estrada, deixando Jari-Matti Latvala na segunda posição a proteger bem o seu colega de equipa.

Mikko Hirvonen não foi capaz de se aproximar dos dois Volkswagen e acabou por se conformar com a terceira posição que vai tentar manter amanhã e tentar obter pontos extra na Power Stage.

Tal como Sordo, Thierry Neuville também bateu numa pedra e partiu suspensão dianteira direita, logo no troço inaugural da etapa. Este erro do belga, permitiu que Evgeny Novikov e Nasser Al-Attiyah passassem a ser os melhores representantes da M-Sport na quarta e quinta posição da geral.

Com mais 1 minuto do que os dois Ford, encontra-se Andreas Mikkelsen na sexta posição, após uma boa recuperação no segundo dia do evento português.

Martin Prokop (10º) e Michal Kosciuszko (14º) tiveram problemas nos seus carros durante a derradeira secção do dia. O checo ficou só com tração dianteira e o polaco sentiu problemas elétricos no Mini e ainda teve uma ligeira saída de estrada.

Com estes azares, Dennis Kuipers subiu para a sétima posição, tendo agora atrás de si, o jovem finlandês Esapekka Lappi que está dominar a WRC-2 desde o inicio sem qualquer oposição pois, Elfyn Evans abandonou com problemas na transmissão no primeiro troço.

Ricardo Moura e Pedro Meireles abandonaram neste segundo dia, deixando Miguel Barbosa como melhor português mas, Bruno Magalhães já se encontra perto e disse que vai atacar amanhã para ser o melhor a nível nacional.

Keith Cronin saiu de estrada e Alastair Fisher esteve parado durante 20 minutos e acabou por abandonar perto do final do dia. Assim, Bryan Bouffier passou para liderança do WRC-3 de forma confortável pois, Sébastien Chardonet já se encontra a quase 8 minutos de distância.

Pontus Tidemand venceu com facilidade a primeira ronda do JWRC, ficando o espanhol José António Suarez na segunda posição.

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Fernando Peres mais forte no Open

Fernando Peres não deixou os seus créditos por mãos alheias e levou de vencida a competição reservada ao Open que, tal como sucedeu nos ano anterior, acompanhou o Vodafone/Rally de Portugal, como extra campeonato.

O campeão nacional do Open começou a prova com alguns problemas, como apanhar o pó do concorrente que seguia à sua frente no primeiro troço, e depois uma falha de gasolina, no segundo. Para a segunda passagem pelos troços de Vascão e Loulé, o piloto do Porto atacou forte e mais foi rápido em ambos, suplanto Carlos Martins que terminou a primeira parte da prova na frente da classificação geral: “Tivemos sempre que penalizar um minuto nos três troços finais porque no primeiro apanhámos muito pó dele. No segundo troço o carro começou a falhar um pouco nas curvas para a direita, pois tenho montando um depósito de gasolina de origem”, começou por explicar Fernando Peres, prosseguindo. “No último troço ainda começamos com dia e depois começou a anoitecer, mas deu para vencer com um carro que se comportou muito bem”.

Depois de um início forte, pois no final da segunda classificativa estava no comando, Carlos Martins desceu a segundo, posição em que terminou o rali, mas com algumas razões de queixa no final: “Arriscámos muito na parte final, pois andámos sempre no pó de concorrentes que seguiam à nossa frente”, lamentava o piloto que lidera o Campeonato Open de Ralis: “O piloto que seguia à nossa frente furou e nós fizemos o terceiro troço sempre atrás dele, perdendo cerca de um minuto. Na derradeira especial também ele deve ter tido algum problema pois terminámos quase colados. Tenho muita pena, mas não consegui andar. Acho que mostrámos que temos andamento, mas fica para a próxima”.

Vencedor da edição do ano passado, Orlando Bule, teve que se contentar, desta vez, o derradeiro lugar do pódio, mas também trouxe algo que contar: “Os troços estavam muito duros, mas perdi a proteção do cárter logo no início e assim tive que andar devagar, mas conseguir terminar”, esclarecia.

Luis Mota, que ainda fez alguns tempos de registo, terminou na quarta posição, relativamente perto do pódio, mas com boa margem para o quinto classificado que foi Márcio Marreiros.

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Miguel Barbosa venceu prova no CPR

O segundo dia de Rally de Portugal foi bastante duro para os portugueses, apenas com Bruno Magalhães a passar incólume aos mesmos, revelando mesmo um andamento mais vivo neste segundo dia de competição, sendo notório o maior ritmo competitivo após a primeira etapa.

Apesar de queixar que o Lancer Evo IX se ia “desmachando” ao longo dos troços e mesmo com um furo na primeira especial, Ricardo Moura e António Costa continuavam a ser os melhores portugueses no Rally de Portugal, mas a dupla bi-campeã Nacional viria a ficar pelo caminho na segunda secção da etapa, depois da quebra dos pontos de ancoragem da suspensão.

Ainda no que a desistências diz respeito, o jovem Diogo Gago foi o primeiro a ficar pelo caminho, depois de uma saída em Santana da Serra, enquanto na especial seguinte ficava Francisco Teixeira com o Mitsubishi Lancer Evo X, para na segunda passagem por Santana da Serra ser a vez de Pedro Meireles e Mário Castro terem que ceder na luta pelo melhor português, depois da quebra de um braço de suspensão ter parado a prova da dupla do Skoda Fabia S2000.

Com todas estas incidências, a regularidade de Miguel Barbosa e Alberto Silva acabou por sair premiada, com a dupla do Mitsubishi Lancer Evo Ix a terminar a etapa como a melhor equipa portuguesa, tendo uma vantagem de quarenta e oito segundos para Bruno Magalhães, que agora com outro ritmo competitivo, foi a grande figura entre os portugueses, prometendo para o último dia o ataque ao primeiro posto.

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Miguel J. Barbosa venceu entre os concorrentes do CPR, naquela que é a sua primeira vitória, alcançada apenas no 14º rali da sua ainda curta carreira. Por isso, o piloto de Famalicão estava bastante contente com este resultado: “É uma vitória fantástica, ainda por cima no Rali de Portugal. Foi muito difícil, os pisos estão muito duros, mas a verdade é que antes de mais, é preciso terminar, e tivemos sorte por um lado mas o mérito de aqui chegar. É um resultadão, e a verdade é que para a história fico como melhor português no Rali de Portugal entre os concorrentes do CPR”, referiu. Ricardo Moura e Pedro Meireles abandonaram, já perto do final da prova reservada aos concorrentes do CPR, que termina hoje, sábado.

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sexta-feira, abril 12

Ogier impõe o ritmo que lhe interessa

Foi hoje para a estrada, mais uma edição do Rally de Portugal. A chuva das últimas semanas, tornaram os troços muito demolidores mas, a luta pela vitória e o espétaculo foi algo que não faltou no primeiro dia.


Mads Ostberg chegou à liderança no segundo troço mas, no seguinte, o norueguês cometeu um excesso ao capotar com o Ford, deixando Sébastien Ogier na frente do rally, depois deste ter sido o primeiro líder.

Dani Sordo recuperou da quinta posição inicial, para um excelente segundo lugar a pressionar Ogier, depois de ter vencido dois troços hoje. O espanhol vai tentar certamente, obter a sua primeira vitória no WRC.

Jari-Matti Latvala não começou muito confiante mas, nos derradeiros troços do dia, o finlandês melhorou o ritmo, ocupando a terceira posição a 7s de Sordo e a 11,4s de Ogier

Tal como Latvala, Mikko Hirvonen também ainda não se entendeu com o carro mas, de qualquer forma, continua entre os melhores e na luta pela vitória, tendo mesmo sido o mais rápido na super-especial em Lisboa.

Thierry Neuville é o melhor piloto da M-Sport em prova, após o erro de Ostberg. O jovem belga não está muito longe de Hirvonen mas, já começa a distanciar-se de Evgeny Novikov, pois o russo já perdeu mais de 40 segundos para Neuville.

Em fase de aprendizagem, Andreas Mikkelsen estava a subir na classificação de forma gradual mas, um problema na direção assistida, atirou o norueguês para fora dos 10 primeiros.

Nasser Al-Attiyah subiu para sétimo com o erro de Ostberg e o azar de Mikkelsen e tem Martin Prokop muito perto atrás, depois de ter ultrapassado Michal Kosciuszko na super especial (rodou quase sempre com o capot aberto), sendo mesmo a melhor prestação do polaco este ano.

Esapekka Lappi lidera o WRC-2 desde o inicio, com uma vantagem de 30s para Elfyn Evans pois, o polaco Robert Kubica que era segundo classificado, abandonou com dois pneus furados, após a quarta especial.

Ricardo Moura é o melhor português e melhor entre os carros de produção, no seu Mitsubishi, estando a ocupar um brilhante 15º lugar da classificação geral.

Bruno Magalhães estava a ter uma boa luta com Moura mas, tal como Kubica, acabaria por ficar na ligação após a quarta especial, com problemas no alternador do Peugeot, deixando a segunda posição entre os portuguêses, para Pedro Meireles.

Keith Cronin lidera entre os carros das duas rodas motrizes (WRC-3) no 22º lugar, com um Citroën DS3 R3T e Pontus Tidemand é o melhor entre os Ford Fiesta R2 da JWRC.

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Pontus Tidemand na frente do JWRC

Pontus Tidemand, habituado a voos mais altos no WRC, lidera o JWRC, antiga Academia do WRC, com uma vantagem de 27 segundos exatos para o espanhol Jose Suarez.

O sueco só não liderou na primeira especial, entrando com cautela em prova, mas em Ourique 1 passou para a frente do rali e dali não voltou a sair. A luta pelo segundo lugar está equilibrada, já que Marius Aasen dista somente 5.8s de Suarez, mas a partir daí as distâncias cifram-se todas em mais de dois minutos para o líder da competição reservada aos pequenos Ford Fiesta R2.

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Esapekka Lappi com vida mais fácil no WRC2

A desistência de Robert Kubica na ligação para Lisboa e o toque de Sepp Wiegand na Superespecial da Praça do Império deixaram o jovem Esapekka Lappi mais à vontade na classificação do WRC2, onde o finlandês do Skoda Fabia S2000 tem 30,1s de vantagem sobre o Ford Fiesta RRC de Elfyn Evans.

Lappi terminou o dia com o melhor registo da classe na Superespecial, fazendo o pleno nas cinco especiais do dia.

O promissor piloto nórdico, campeão finlandês em 2012, tinha 23,5s de vantagem sobre Kubica quando este desistiu com um furo em plena autoestrada A2, quando fazia a ligação para Lisboa. O alemão Wiegand, também num Skoda oficial, tinha subido a terceiro com a desistência de Kubica mas deu um toque logo no início da Superespecial, sendo atualmente o sexto classificado

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Sordo escolheu sair de 'último'

Depois da Qualificação ter ditado que Dani Sordo seria o primeiro piloto a escolher em que posição queria arrancar amanhã, no Dia 1 do Vodafone Rally de Portugal, o espanhol optou por sair do 13º lugar, a última posição entre os World Rally Cars presentes.

O piloto da Citroën explicou que "as previsões dão pouca chuva ou nenhuma para amanhã pelo que penso que a melhor posição para sair é o mais atrás possível".

O pensamento de Sordo foi também o mesmo dos homens da Volkswagen com Sébastien Ogier a escolher a 12ª posição e Jari-Matti Latvala no 11º lugar, imediatamente antes de Mads Ostberg.

A abrir a estrada estará Dennis Kuipers, que ficou com o pior registo no Qualifying Stage. O piloto holandês do Ford Fiesta WRC que veio substituir Juho Hänninen, referiu que "atentendo ao estado dos troços não seria muito prejudicado por ser o primeiro carro na estrada e, por isso, vou tentar fazer o melhor possível, apesar de ter consciência que nunca serei muito beneficiado".

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Dani Sordo bateu os Volkswagen na Qualifying Stage

Dani Sordo parece determinado a dar sequência à vitória no WRC Fafe Rally Sprint, depois do espanhol da Citroën ter estabelecido o melhor tempo na Qualifying Stage de hoje, disputada no troço de Vale do Judeu.

Sordo completou os 4,98 km da especial em 3m01,618s, batendo os Volkswagen de Sébastien Ogier por 0,700s e de Jari-Matti Latvala por 0,855s.

Sordo vai assim ser o primeiro a escolher, hoje à tarde, a ordem de partida para a etapa de amanhã, uma decisão que poderá ser importante para o desenrolar dos acontecimentos no dia de abertura do Rali de Portugal. O Ford de Mads Ostberg ficou no quarto lugar, a 0,901s de Sordo, na frente de Mikko Hirvonen, que para já não conseguiu acompanhar o ritmo dos mais rápidos (ficou a 1,3s). Os troços no Algarve apresentam-se praticamente secos, com a chuva do início da semana a não ser suficiente para evitar o pó na especial de Vale do Judeu. Com as previsões a apontarem para a manutenção do tempo seco, a decisão da ordem de partida de Sordo e dos principais favoritos será interessante de seguir.

Qualifying Stage - Rali de Portugal:

1º Dani Sordo Citroën DS3 WRC 3m01,6s; 2º Sébastien Ogier Volkswagen Polo WRC a 0,7s; 3º Jari-Matti Latvala Volkswagen Polo WRC a 0,8s; 4º Mads Ostberg Ford Fiesta WRC a 0,9s; 5º Mikko Hirvonen Citroën DS3 WRC a 1,3s; 6º Evgeny Novikov Ford Fiesta WRC a 1,6s; 7º Thierry Neuville Ford Fiesta WRC a 2s; 8º Andreas Mikkelsen Volkswagen Polo WRC a 6s; 9º Khalid Al Qassimi Citroën DS3 WRC a 6,6s; 10º Nasser Al-Attiyah Ford Fiesta WRC a 6,6s; 11º Martin Prokop Ford Fiesta WRC a 7,8s; 12º Michal Kosciuszko Mini John Cooper Works WRC a 10,4s; 13º Dennis Kuipers Ford Fiesta WRC a 12,2s.

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Mads Ostberg foi o mais rápido no shakedown

Mads Ostberg, vencedor do Vodafone Rali de Portugal no ano passado, foi o mais rápido durante os treinos que antecedem a qualificação, no troço de Vale de Judeu.

O piloto norueguês, em Ford Fiesta WRC, precisou de 3m04,0s para cumprir os 4,98km, enquanto Jari Matti-Latvala, em Volkswagen Polo, ficou na posição imediata, a dois segundos de Ostberg.

O terceiro nesta sessão de treinos foi o líder do Campeonato do Mundo, Sébastien Ogier, que perdeu um segundo para o seu companheiro de equipa e três para o mais rápido. O vencedor do Fafe Rally Sprint, Dani Sordo, colocou o seu Citroën DS3 WRC no quarto posto mas ficou a apenas 0,1s do francês.

O público na estrada esteve um pouco aquém de edições anteriores, notando-se no entando maciça presença de espanhóis na estrada.

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quarta-feira, abril 10

Diogo Gago no Rally de Portugal

Depois da estreia internacional no passado fim-de-semana, Diogo Gago e Jorge Carvalho já estão na zona sul do país, onde marcarão presença no Rally de Portugal, naquela que é igualmente a estreia do jovem piloto algarvio na prova rainha dos ralis em Portugal

Não sendo esta uma prova pontuável para o Campeonato de Duas Rodas motrizes, o Rally de Portugal representa mais uma etapa na aprendizagem do jovem piloto algarvio, tanto mais que a dupla vai encontrar pela frente quase quatrocentos quilómetros em especiais cronometradas, divididos por três exigentes dias de competição.

Sobre os seus objectivos para o Rally de Portugal, o jovem piloto algarvio que conta com os apoios de Berci, Axa Seguros, QF-lda, Pirelli, Britefil, Pedro Pinto Automóveis, Ray Just Energy Drink e Chaveca & Janeira contou que “a prova vai ser complicada, pois é bastante extensa, com muitos quilómetros de especiais e igualmente bastante dura, pelo que o nosso objectivo passa por terminar e continuar a ganhar experiência, uma vez que nunca realizei uma prova com esta extensão, o que também me vai ajudar a perceber como se gere uma prova do Mundial de ralis”

Uma das características do Rally de Portugal é a dureza dos pisos, mas também o seu desenho que é bastante exigente, conforme destacou Diogo Gago.

Os troços são bastante técnicos e exigentes, intercalando zonas muito rápidas com outras bem mais técnicas e ainda os famosos ‘topos cegos’, que levam a que os reconhecimentos tenham que ser feitos com atenção redobrada, para as notas saírem o mais precisas possível A exigência dos troços vai ser muito importante para continuar a minha evolução como piloto”, continuou Diogo Gago, que salientou ainda a importância desta prova, “para os patrocinadores do nosso projecto, pois este é o principal evento desportivo que acontece no nosso país e que não só conta com algumas centenas de milhares de espectadores nas especiais, como é alvo de uma grande cobertura jornalística, em especial por vários canais de televisão”.

Os reconhecimentos para o Rally de Portugal decorrem até esta quarta-feira, com o verdadeiro começo da prova a ter lugar na próxima sexta-feira, com uma etapa que incluí uma especial em frente ao Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.

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Duelo entre RRC e S2000 no WRC2

O jovem Esapekka Lappi, num Skoda Fabia S2000, promete dar luta aos RRC de Al-Kuwari e Robert Kubica, e a PG andersson, que corre de Peugeot S2000, numa classe bem concorrida

A verdadeira segunda divisão do Mundial (até na nomenclatura) combina os veículos de quatro rodas motrizes abaixo dos WRC. Na prática, a classe WRC2 engloba os S2000 1.6 turbo, designados de RRC, os mais antigos S2000 2.0 litros atmosféricos, os Mitsubishi e Subaru de Grupo N, as respetivas versões R4 com menor peso e melhor suspensão, e, quando surgirem, os novos R5 da Ford e Peugeot, entre outras.

A nova competição também já teve três provas até ao momento, com o alemão Sepp Wiegand (líder do campeonato) a vencer na estreia em Monte Carlo, com o Skoda Fabia S2000, e os Fiesta RRC a triunfarem na Suécia e no México, respetivamente pelo saudita Yazeed Al-Rajhi e pelo qatari Abdulaziz Al-Kuwari. Só que tanto o germânico, protegido da Volkwagen, como o piloto árabe (Yazeed Al-Rajhi teve um grave acidente e não estará em Portugal) terá uma tarefa mais difícil em Portugal, fruto da presença do promissor Esapekka Lappi, jovem finlandês que já está sob a égide da Skoda Motorsport, onde substituiu o compatriota Juho Hänninen e também de P.G. Andersson, que corre em Rali de Portugal aos comandos de um Ford Fiesta S2000, substituindo o ucraniano Oleksii Tamarazov.

Lappi, de 22 anos, venceu o Rali da Polónia no ano passado e apesar de ter desistido em Monte Carlo no início da época, é visto como uma das maiores promessas dos ralis mundiais. Apesar do ter menos provas do que Al-Kuwari, Lappi terá agora oportunidade de mostrar se um S2000 guiado no limite (ou próximo disso) consegue bater os favoritos RRC. Entre estes contam-se também o DS3 de Robert Kubica ou o Fiesta de Elfyn Evans, mais dois talentos que prometem animar a competição em Portugal. O Peugeot de Bruno Magalhães e o Skoda de Pedro Meireles também poderão medir-se com os pilotos habituais do Mundial, com Ricardo Moura a poder fazer o mesmo com os Grupo N do ucraniano Protasov (2º do WRC2) ou do peruano Fuchs.

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Bruno Magalhães quer ser melhor português

Depois do anúncio da participação de Bruno Magalhães no Rally de Portugal e SATA Rallye Açores, o piloto português e o seu navegador, o experiente Nuno Rodrigues da Silva já se encontram no Algarve a preparar a edição 2013 do Rally de Portugal, prova pontuável para o Campeonato do Mundo de Ralis.

Bruno Magalhães, Tricampeão Nacional de Ralis (2007, 2008 e 2009) conseguiu garantir para já, a participação em duas das provas pontuáveis para a Taça de Ouro de Ralis, estando ainda a tentar viabilizar o terceiro evento, o Rali da Madeira, prova que venceu o ano passado.

Ao volante de um Peugeot 207 S2000 preparado pela Delta Rally, Magalhães está focado em conseguir ser o melhor português em prova. E para isso esteve em Itália no final de Março com toda a estrutura a preparar este regresso.

"Foram testes importantes não só para ganhar ritmo competitivo na terra mas também para escolhermos as afinações base para o Rali de Portugal. Acho que esse trabalho foi bem conseguido", começou por explicar Bruno Magalhães.

"Tenho como meta para esta prova ser o melhor português em prova. Penso ter reunidas as condições para isso. E só com bons resultados posso ambicionar vencer a Taça de Ouro de Ralis, que é o meu objetivo principal", continuou.

Bruno Magalhães não quis porém deixar de agradecer aos patrocinadores que viabilizaram para já, este regresso: "De tudo tenho feito para conseguir competir e fazer aquilo que mais gosto. Felizmente tenho podido contar com o apoio de patrocinadores de longa data que sempre acreditaram no meu profissionalismo e apoiaram a minha carreira. O meu muito obrigado à Peugeot, Meo, Total, Era e Healthcar", rematou o piloto tricampeão Nacional.

O Rali de Portugal arranca efetivamente na sexta-feira, 12 de Abril. Hoje e amanhã, 9 e 10 de Abril, têm lugar os reconhecimentos e quinta-feira, 11 de Abril, o Shakedown.

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terça-feira, abril 9

WRC3 também é 'troféu' Citroën

Foi modesto o arranque do WRC3, categoria onde a FIA pretendia agrupar os carros de duas motrizes mas onde apenas Sébastien Chardonet chegou ao final em Monte Carlo.

Entretanto, a categoria ganhou fôlego com a decisão de permitir que os pilotos do novo Citroën Top Driver possam também disputar o título do WRC3 ao volante dos DS3 R3T, o que torna esta classe uma espécie de troféu para os carros franceses. Um total de nove pilotos inscreveram os seus DS3 R3T no Rali de Portugal, com destaque para Bryan Bouffier, bem habituado a carros mais potentes, ou os ex-pilotos da WRC Academy, Alistair Fisher e Christian Riedmann, além do já referido Chardonnet. Com estes nomes, a animação está garantida.

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Quarta prova do Campeonato do Mundo, a 47ª edição do Rali de Portugal marcará, igualmente, o arranque do Citroën Top Driver. Iniciativa da marca do « double chevron », este desafio contará com nove equipas neste primeiro encontro da temporada no Algarve, todos ao volante de unidades DS3 R3, com um objectivo em mente: a conquista do ceptro e o correspondente lugar a bordo de um DS3 R5 em seis ralis do WRC 2014, na categoria WRC2. Um prémio que faz antever uma temporada muito animada.

À imagem do campeonato principal, os pilotos vão competir num calendário misto de provas, com a terra a ter a parte de leão em jornadas específicas. Quer isto dizer que os pilotos irão encontrar-se nos saltos finlandeses, competir na zona das vinhas alsacianas ou até mesmo nas enlameadas especiais inglesas, locais com as suas características e as suas dificuldades próprias. Terrenos de alto nível onde os protagonistas poderão expressar o seu talento competitivo. Todos irão competir ao volante de um modelo que provou a sua validade em ralis nacionais e internacionais e que constitui a referência de sua categoria, o DS3 R3.

A primeira ronda totaliza 387 km cronometrados, num percurso rápido e técnico, especialmente se as condições meteorológicas de mostrarem adversas, como tantas vezes os pilotos encontram em Portugal. Na Sexta-Feira, depois de duas passagens pelos troços de Mú e Ourique, os DS3 R3 rumarão a Lisboa e à sua Super Especial: um trajecto total de 665 km sem assistência, pelo que a escolha de pneus será fundamental. As etapas de Sábado e Domingo serão mais tradicionais, mas os 52 km do troço de Almodôvar, percorrido por duas vezes no último dia, será sem dúvida, o juiz de paz do evento.

Em qualquer dos casos, será difícil definir um favorito em face do plantel inscrito no Citroën Top Driver, cada um dos pilotos com hipóteses de surgir à cabeça da competição. São detentores de um belo palmarés (como Bryan Bouffier) ou experientes (como Francesco Parli), vencedores das séries nacionais do Citroën Racing Trophy (como Keith Cronin ou Quentin Gilbert) ou ainda jovens pilotos promissores com alguma experiência (como Simone Campedelli, Sébastien Chardonnet, Federico de La Casa e Alastair Fisher), todos eles detentores de trunfos para conseguirem defender um lugar no pódio. Do lado do Campeonato de Equipas, a Delta Rally, a Saintéloc Racing e a Top Teams competem entre si para garantir a exploração do programa do vencedor para 2014.

« A iniciativa Citroën Top Driver antecipa-se como um verdadeiro sucesso e conseguimos reunir um plantel de excepção em Portugal, » refere entusiasmado Marek Nawarecki, responsável da área de Competição Cliente da Citroën Racing. « Temos um duplo objectivo: valorizar os talentos do amanhã numa competição à escala global, oferecendo-lhes o melhor suporte possível, através de um produto fiável e competitivo como o Citroën DS3 R3, uma referência no campeonato WRC3. O desafio é enorme mas as equipas inscritas contam com as qualidades e os recursos necessários para o alcançar! »

OS INSCRITOS
Bryan Bouffier
Idade: 34 anos; Nacionalidade: Francesa; Co-Piloto: Xavier Panseri; Equipa: Delta Rally Team
Palmarés: Triplo-Campeão de Ralis da Polónia (2007, 2008 e 2009), Campeão de Ralis de França (2010), Vencedor do Rali de Monte-Carlo (IRC 2011)

Simone Campedelli
Idade: 25 anos; Nacionalidade: Italiano; Co-Piloto: Matteo Chiarcossi; Equipa: Saintéloc Racing
Palmarés: Campeão de Ralis de Itália - Sub-23 (2009), Campeão de Ralis de Itália - Júnior (2011), Vencedor da Copa de 2 Rodas Motrizes - Itália (2011 e 2012 com um DS3 R3)

Sébastien Chardonnet
Idade: 24 anos; Nacionalidade: Francesa; Co-Piloto: Thibault de la Haye; Equipa: Top Teams
Palmarés: Karting, monolugares e GT3 (1999-2009), 2º no Citroën Racing Trophy (2010), 1º do Grupo R no Rali de Monte-Carlo 2013, actual líder da classe WRC3 no WRC 2013

Keith Cronin
Idade: 26 anos; Nacionalidade: Irlandês; Co-Piloto: Clark Marshall; Equipa: Charles Hurst Citroën Belfast
Palmarés: Triplo-Campeão de Ralis de Inglaterra (2009, 2010 e 2012 com um DS3 R3), Vencedor do Citroën Racing Trophy UK (2012)

Federico Della Casa
Idade: 21 anos; Nacionalidade: Suíço; Co-Piloto: Marco Menchini; Equipa: Delta Rally Team
Palmarés: Participante no Citroën Racing Trophy - Suíça (2010 e 2011)

Alastair Fisher
Idade: 24 anos; Nacionalidade: Irlandês; Co-Piloto: Gordon Noble; Equipa: Saintéloc Racing
Palmarés: Campeonato de Inglaterra (2010), 3º na WRC Academy em 2011, 1º no Rali de Portugal e 2º no Rali da Grécia na WRC Academy 2012

Quentin Gilbert
Idade: 23 anos; Nacionalidade: Francês; Co-Piloto: Isabelle Galmiche; Equipa: Top Teams
Palmarés: Vencedor da operação Rallye Jeunes (2009), Vencedor do Citroën Racing Trophy - França (2012)

Francesco Parli
Idade: 41 anos; Nacionalidade: Suíço; Co-Piloto: Tania Canton; Equipa: BP Racing
Palmarés: 2º no Campeonato da Europa, categoria 2 Rodas Motrizes, com um DS3 R3 (2012)

Christian Riedemann
Idade: 25 anos; Nacionalidade: Alemão; Co-Piloto: Lara Vanneste; Equipa: Team Riedemann
Palmarés: 2º no Campeonato de Ralis da Alemanha com um DS3 R3 (2012)



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Junior WRC substitui Academia

Já foi Pirelli Star Driver, depois WRC Academy e agora é Junior WRC. O troféu para jovens pilotos do Mundial de Ralis continua este ano com os Ford Fiesta R2 preparados e assistidos pela M-Sport, mas terá desta vez pneus da coreana Hankook, que substitui a Pirelli.

Campeão em título, o jovem galês Elfyn Evans tem agora a sua carreira gerida pela estrutura de Malcolm Wilson e ascendeu à classe acima com o Fiesta RRC. Isto deixa o pelotão do JWRC liderado por repetentes como o sueco Pontus Tidemand, que já deu nas vistas com um WRC, ou os espanhóis José Suárez e Yeray Lemes. No grupo de 10 pilotos presentes em Portugal também estão os rookies Marius Aasen (Noruega), Andreas Amberg (Finlândia), Murat Bostanci (Turquia), Michel Burri (Suíça), Martin Koci (Eslováquia), Niko-Pekka Nieminen (Finlândia) e Sander Pärn (Estónia). João Silva, recorde-se, foi o único português que alinhou na competição, com um programa parcial em 2012. O carácter formativo continua bem presente neste troféu, onde pilotos e navegadores frequentam aulas e briefings em todas as provas, com o prémio final a ser aliciante: cinco provas no WRC2 em 2014 com um Fiesta RRC.

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Qualificação pode decidir muita coisa

Já não é novidade, mas é sempre um dos momentos mais aguardados antes do Vodafone Rali de Portugal e de qualquer prova do Campeonato do Mundo de ralis de terra, a disputa do Qualifying Stage.

Trata-se da prova especial de classificação que irá definir uma primeira ordem de rapidez dos Pilotos Prioritários 1 e 2 para que, por essa ordem, os pilotos possam escolher a sua ordem de partida no primeiro dia de prova.

Criada para ‘abafar’ as táticas estratégicas das equipas Citroën e Ford no passado que chegavam a mandar abrandar os seus pilotos no final da etapa para não terem que abrir a estrada no dia seguinte, a Qualifying Stage tem-se revelado uma boa solução para não deixar artificializar os resultados. Este ano, já por duas vezes foi usada, na Suécia e no México, e, no primeiro caso, revelou-se mesmo decisiva para apurar a identidade do vencedor. Por essa altura, Loeb não fez melhor que o sétimo tempo, enquanto Ogier foi o primeiro a escolher, optando pela 17ª e última posição para abrir a estrada, enquanto o piloto da Citroën era obrigado a ‘limpar a estrada’ sete carros antes.

Ora, com neve isso revelou-se decisivo e Ogier cavou mesmo um fosso no Dia 1 que Loeb nunca mais conseguiu diluir. Como será em Portugal? Dependerá sempre das previsões dos ‘engenheiros da meteorologia’ das equipas possam ter na sua posse. Por norma, se os pisos estiverem secos é sempre melhor partir o mais atrás possível, mas se tiverem molhados a escolha da posição acertada será sempre mais complicada. Se as previsões para o Dia 1 forem de muita chuva e de troços muito escorregadios, então a ordem de passagem ideal será entre o segundo e o quinto carro, enquanto se a chuva for pouca, quanto mais atrás passar um piloto, mais vantagem terá pois o piso molhado tenderá a dar lugar a um solo mais compactado e duro, logo mais ‘rápido’.

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