segunda-feira, fevereiro 12

Marcus Gronholm triunfa na Suécia

Marcus Gronholm e Timo Rautiainen venceram o Rali da Suécia, segunda prova pontuável para o WRC de 2007, alcançado desta forma a sua quinta vitória na prova e demonstrando que nos paises escandivos os nórdicos ditam as leis. Gronholm assumiu a liderança a meio da primeira etapa. Sem grande vantagem sobre os demais adversários, e com muitas queixas devido à falta de aderência (todos os pilotos queixavam-se) soube manter o ritmo. Desferiu um ataque forte na segunda etapa, que lhe deu uma vantagem tranquila, para abordar o último dia com maior tranquilidade.
Desta feita Sebastien Loeb não celebrou a vitória, mas o segundo lugar na Suécia poderá ser vantajoso. Ainda que tenha sido o único real adversário de Gronholm, faltou argumentos para desalojar o Ford da liderança. No primeiro dia deixou o C4 ir abaixo numa especial, e depois afirmou que o helicóptero, que o acompanhava ,estava demasiado baixo levantando neve e impedindo a visibilidade. Na segunda etapa uma má escolha de pneus acabou com as aspirações do francês.
O pódio ficou completo com Mikko Hirvonen, que no segundo Ford oficial secundou o “chefe de equipa”. Depois de um primeiro dia com problemas na direcção, travou uma luta interessante com os irmãos Solberg. Henning Solberg mostrou-se mais adaptado ao Focus WRC no Rali da Suecia, fazendo uma prova muito regular, não fosse uma saída na segunda etapa, que custou 30 segundos, certamente teria uma palavra a dizer quanto ao pódio.
Como tem sido habitual nos últimos anos, Daniel Carlsson tem uma palavrinha a dizer na Suécia. Desta feita com um Xsara da Kronos demonstrou alguns problemas de adaptação, mas estava bem posicionado na tabela para aproveitar os deslizes dos adversários e fechar a lista dos cinco primeiros.
Toni Gardemeister em Lancer WRC voltou a mostrar que está em grande momento de forma. Venceu a super especial de abertura do rali e lutou taco-a-taco nas primeiras especiais pela liderança. Com uma viatura ultrapassada que lhe deu problemas de transmissão, e impediu de chegar mais à frente, é natural que corram rumores sobre a possível saída do finlandês da Mitsubishi.
Manfred Stohl e Chris Atkinson ficaram nos restantes lugares pontuáveis. Se o resultado do austríaco é melhor que a exibição, o australiano da Subaru, na última etapa, teve o azar de sair de estrada e cair do quinto para oitavo.
Destaque ainda para o desempenho de Mads Ostberg em Impreza WRC, que venceu uma super-especial, e teve uma luta muito interessante com Jan Kopecky (Skoda Fabia WRC) e Patrik Flodin (Impreza WRC).
Gigi Galli entrou na prova “a matar” com o Citroën Xsara WRC da Aimont Racing, venceu uma PE, mas os exageros pagam-se caro, e sem surpresas despistou-se na quarta especial, perdendo quatro minutos e atrasando-se irremediavelmente.
O segundo piloto da Citroën, Daniel Sordo, passou ao lado da prova. A falta de visibilidade na segunda especial levou a um despiste, que o fez perder três minutos. O resto da prova foi um calvário, pois o C4 ficou sem direcção assistida a meio da segunda etapa, e o próprio piloto não se sentia à vontade neste tipo de peso.
Falta falar de Petter Solberg, que foi uma das figuras da prova. Segundo líder do Rali (há muito que um Subaru não passava pela lideraça), a alegria do norueguês logo passou a tristeza. A falta de tracção do Subaru, aliado a problemas de travões fizeram-nos descer para terceiro. Para piorar as coisas, no segundo dia, um despiste o fez perder 13 minutos a tentar colocar a viatura na estrada. A equipa optou por abandonar, para poupar a mecânica do Subaru para o Rali da Noruega.
A equipa argentina Munchi’s também estreou-se no mundial, com Luis Perez Companc e Juan Pablo Raeis. Em estreia neste tipo de pisos, ambos os pilotos andaram no meio da tabela classificativa, em luta com os melhores elementos da Produção. Como se o resultado não fosse negativo, a desclassificação de Juan Pablo Raies no final da prova ainda veio piorar a prestação. Aparentemente, o Raeis descalçou as luvas antes de uma das SE, não conseguindo encontrá-las a tempo, fez a especial com apenas uma luva. Os elementos da organização aperceberam do facto, e a desclassificação foi consumada.
O Rali da Suécia também serviu para a primeira aparição do Peugeot 207 S2000 em competição, entregue ao local Jimmy Joge. Infelizmente não foi possível tirar nenhuma ideia das prestações uma vez que na segunda especial a caixa de velocidades cedeu e prova da equipa acabou.
A caravana muda-se de armas e bagagem para a Noruega, terceira prova do WRC.

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domingo, fevereiro 11

Neve não intimidou Armindo

A primeira participação da equipa da Mitsubishi Portugal, Armindo Araújo / Miguel Ramalho no PWRC foi muito produtiva. Se à partida para o Rali da Suécia existia a noção das dificuldades que os portugueses iriam enfrentar, não só por causa do piso, mas pela extensa lista de adversários com mais experiência e nórdicos, três dias depois é possível esboçar um sorriso e pensar que, teoricamente, a prova mais difícil foi passada, com distinção.
A preparação no Rali do Ártico, foi uma mais valia. Na Suécia e ,sem entrar a “matar”, foi imprimindo o ritmo necessário para se situar a meio da tabela. Conscientemente andou depressa, mas soube não arriscar em demasia. Ao analisar os tempos reais parece que os mais directos adversários andavam mais depressa nas especiais – como os casos de Toshi Arai, Mirco Baldacci e Nasser Al-Attiyah - mas todos eles exageraram e, despistes os atiraram para fora da contenda (ou pelo menos pela luta dos lugares cimeiros).
No segundo dia, os tempos não apareciam, e parecia estar sempre atrás dos rivais que o perseguiam (para não falar no fosso que se ia criando para os homens da frente). A estranheza no resultado foi muita, mas a explicação foi simples: problemas de embraiagem que motivaram um andamento muito mais cauteloso. No final do dia, tiveram que mudar a embraiagem e caixa de velocidades em 47 minutos - digno de uma equipa mundial. Infelizmente, atrasaram a mudança em dois minutos, que equivalia a vinte segundos de penalização. Subitamente tinham na “cola” dois rivais de peso – o campeão russo, Alexandre Dorosinskiy e o vice-campeão mundial Fumio Nutahara.
Problemas resolvidos, foi um Armindo ao melhor nível na última etapa, que segurou o quinto lugar entre os concorrentes do PWRC – Dorosinskiy nem partiu para a última secção (abandonou com problemas no motor) e Nutahara não teve argumentos para o português.
Depois do final da prova deu-se a desclassificação de Juho Hanninen, devido a irregularidades nas bombas de combustível, e Armindo subiu mais uma posição. A equipa obteve um excelente 20.º lugar da geral e 4º entre os PWRC (5º da Produção).
É natural que exista algum desconforto ao reconhecer que um quarto lugar é positivo. Reparemos as diferentes variáveis – pela primeira vez a correr numa prova do mundial, e na neve; adversários de topo na categoria, e acima de tudo muitos nórdicos, com experiência e rapidez reconhecida – Sohlberg, Anton Alen e Oscar Svedlund são “profissionais da neve”. O piloto português teve o mérito de saber levar o carro nos trilhos, e fez do seu aliado a regularidade.
Foi uma prova empolgante, ao melhor nível, com desempenhos fenomenais de Juho Haninnen e Anton Alen, que serão rivais de peso do português.
Uma notinha para os desempenhos nas Super Especiais. Andou sempre entre os mais rápidos do Agrupamento de Produção, e já alcançou um 13.º tempo à geral na última especial.
Já somam os primeiros cincoo pontos. Parabéns a toda a equipa e aos adeptos que o apoiaram.
(Rectificado)

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Pedro Peres vence Rali de Montelongo

A dupla Pedro Peres / Tiago Ferreira venceu a primeira prova do Campeonato Open, o Rali de Montelongo. Apostando num andamento muito forte, a equipa do Ford Escort Cosworth teve a oposição da dupla Alberto Castro / Duarte Gouveia, mas andando sempre no encalaço destes primeiros. A última especial foi decisiva, pois uma forte saída de estrada do Saxo Kit Car de Alberto Castro, entregou a vitória a Peres, que também venceu entre os VSH.
O pódio ficou completo com duas viaturas clássicas. Rui Azevedo em Ford Escort RS 2000 MKI deu o mote da prova, vencendo a primeira especial e demonstrando que “velhos” só na categoria. Sempre muito rápido e ameaçando os lugares cimeiros, foi com naturalidade que no final Rui Azevedo acabou no segundo lugar. A terceira posição ficou na posse de Jorge Areias, num Opel Kadett GTE que protagonizou a surpresa da prova, uma vez que não era nem um nome equacionado no início, nem a viatura parecia ser das mais rápidas (puro engano).
O primeiro concorrente com carros homologados foi Pedro Raimundo, que navegado pelo experiente Nuno Rodrigues da Silva, levou o Renault Clio RS à quarta posição, e venceu entre os concorrentes ao Campeonato Júnior.
A equipa tetra-campeã regional de 2006, Luís Mota / Ricardo Domingos, que estreavam uma nova pintura no Mitsubishi Lancer EVO IV, ficaram na quinta posição (2ºVSH e 2ºquatro rodas motrizes). Tal como no ano transacto a aposta passa pela regularidade, pois o Open é composto por várias provas, e somando lugares cimeiros, e pontos valiosos é o mais importante.
A sexta posição ficou na posse de outro clássico: António Segurado num Ford Escort RS (fechou o pódio dos clássicos), na frente do Campeão de Promoção de Asfalto da época passada Anibal Pereira num Citroën Saxo.
No Campeonato Júnior, Isaac Portela em Peugeot 206 GTi acabou na segunda posição, na frente de Filipe Teixeira em Citroën Saxo. Foram nono e décimo classificados respectivamente.
Nos VSH, a terceira posição ficou entregue a Hélder Ribeiro em Peugeot 205 GTi( 11º da geral), na frente de Ricardo Costa em BMW 320IS por escassos 1,3 segundos.
Uma palavrinha ainda para os representantes do Sul, Rui Coimbra / José Dieguez em VW Golf GTi, que tiveram uma prova pouco produtiva, uma vez que a direcção aberta após um toque condicionou o andamento. Acabaram na 25ªposição registando a quinta posição entre os concorrentes da Juníor.
A lista de desistência que contou com 22 abandonos, sendo a grande maioria provocada por avarias mecânicas. Para além do despiste de Alberto Castro, também há a lamentar as desistências de Octavío Nogueira (despiste), José Veiga (Avaria), António Oliveira (Despiste na Ligação), José Sousa (Junta da Cabeça Queimada) e da Patricia von Doellinger, que navegada por Mário Castro, finalizou a estreia com uma saída de estrada.
Foi muito interessante verificar o onfronto directo entre viaturas de diferentes categorias, e foram muitas as surpresas. Para uma primeira prova “mista” foi, sem sombra de dúvidas, uma “caixinha de surpresas”.
Venham mais.
Foto: sportmotores

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sexta-feira, fevereiro 9

Características do Campeonato Open

Com o intuito de clarificar algumas dúvidas surgidas quanto à regulamentação do campeonato Open decidi transcrever um texto publicado no jornal “Motor” desta semana, que explica as características principais.
“O Open admite todas as viaturas que possuam homologação FIA em vigor (A ou N), mas cuja cilindrada nominal seja igual ou inferior a 2000 cc e não disponham de quatro rodas motrizes. Admite também todos os veículos cuja homologação FIA já caducou, mas que estejam autorizados, em 2007, a participar em ralis nacionais ou internacionais ao abrigo da alínea a) do Art. 21.º do CDI, incluindo, neste caso, os de quatro rodas motrizes. Podem competir igualmente todas as viaturas do Grupo VSH (Viaturas Sem Homologação) com a cilindrada limitada a 3500cc – incluindo já o factor de correcção dos motores equipados com turbo - , que estejam de harmonia com o código de estrada e que nunca tenham tido homologação FIA/FISA, ou que, tendo-a tido, esta tenha perdido a validade. No Open cabem ainda todas s viaturas Clássicas, tais como definidas no Regulamento do Campeonato Nacional FPAK de Clássicos Ralis 2007.
Há ainda três classes em disputa, sendo a 1 para veículos de duas rodas motrizes, a 2 para Clássicos e a 3 para os de Tracção Integral. Em termos de pontuação, o esquema é idêntico aos Regionais, pois em termos gerais, o primeiro classificado recolhe 20 pontos, o segundo 17, o terceiro 15, seguindo-se 14, 13, 12… até 1, para os classificados de 16.º em diante. Há ainda a acrescentar pontos para os carros de duas rodas motrizes (os quatro primeiros), que recebem, respectivamente, 5,4,3 e 2. Para os Clássicos aplica-se também esta regra, enquanto que para os 4x4 apenas o primeiro e segundo recolhem pontos, no caso, 3 e 2. Acresce dizer que nos três casos, a partir dos pontos descritos, os restantes classificados recebem todos 1 ponto.”
Retirado do Jornal Motor de 6 de Fevereiro de 2007.

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Novo Troféu de VSH criado a Sul

Os concorrentes de VSH da região sul têm razões para estarem satisfeitos. Está em marcha o projecto do novo Troféu Challenge de Ralis de VSH, que resulta dos esforços de três clubes organizadores – Aero Clube de Beja, Clube Automóvel de Loulé e Clube Automóvel de Portimão.
São três as provas que compõem este Troféu: Rali Cidade de Beja a 12 de Maio, Rali Loulé Concelho a 28 de Outubro e Rali Cidade de Portimão, dias 8 e 9 de Dezembro. No final serão distribuidos prémios num valor total não inferior a 7500 euros.
Brevemente sairá o regulamento.
Foto: João Pescada

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quarta-feira, fevereiro 7

Nomes para o Rali de Portugal

Faltam pouca mais de dois meses para o Rali de Portugal e são muitos os concorrentes que (aparentemente) participarão na prova, numa lista que só pode ser considerada da luxo:
A nível oficial: Sebastien Loeb e Daniel Sordo com os C4 WRC; Petter Solberg e Chris Atkinson da Subaru WRT; Marcus Gronholm e Mikko Hirvonen representam a BF Ford; Manfred Stohl e Daniel Carlsson com os Xsara WRC da Kronos; Jari-Matti Latvala, Henning Solberg e Matthew Wilson nos Ford da Stobard; Luis Perez Companc e Juan Pablo Raies com os Ford da argentina Munchi’s.
Com outros WRC’s: Toni Gardemeister, Xavi Pons e quem sabe Armindo Araújo com os Lancer WRC da MMSP; Gigi Galli em Xsara WRC; Gareth McHale em Focus WRC; François Duval e Jan Kopecky, ambos em Skoda Fabia WRC; Philippe Roux em Peugeot 307 WRC e Mads Ostberg num Impreza WRC.
Quase a totalidade de inscritos do JWRC: Patrik Sandell, Urmo Aava, Conrad Rautenbach, Joef Beres, Martin Prokop, Jaan Molder, Michal Kosciuszko, Andrea Cortinovis, Stefano Benoni, Manuel Rueda Sanchez, Aigar Pars, Vilius Rozukas, Kalle Pinomaki, Milos Komjenovic, Raphael Augiuer e mais cinco concorrentes de equipas presentes no campeonato por designar.
Grupo N: Anton Alen e Patrik Flodin em Subaru Impreza WRX.
Fiesta Sporting Trophy: Simon Hughes; Mathieu Biasion, Alessandro Bettega, Barry Clark, Lambros Athanassoulas, Kalle Keskinen, Matt Jonsson e Eugeniy Vertunov.
Não referi os nomes dos concorrentes nacionais, uma vez que faltam confirmar alguns projectos, mas segundo as últimas indicações não deveram exceder os 40 inscritos.

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terça-feira, fevereiro 6

Montelongo abre época em Portugal

Os Ralis nacionais estão de volta, com o Rali de Montelongo, prova pontuável para recém-criado campeonato Open, que incorpora quase todo o tipo de viaturas de ralis – excepção aos tracção total homologados, WRC e kit car com caixa sequencial).
Depois da fraca adesão aos campeonatos de Promoção e Junior nas épocas transactas, à extinção de troféus do nacional (como o troféu 206 e Punto HGT), e mesmo à falta de competidores nos regionais, a FPAK optou por reunir numa só competição todas as categorias. Mas salvaguardando as diferanças entre máquinas e competitidores decorrerá em simultâneo os campeonatos Juníor, Clássicos e Regionais. Em todas as provas os resultados nos diferentes campeonatos serão obtidos numa classificação à parte, sendo que nem todas as provas do Open pontuam para o mesmo regional, e existem provas de outras categorias (por exemplo clássicos) que não pontuam para o Open. Confuso, então explico, por exemplo o Rali de Montelongo contará para o Open, Clássicos, Junior e Regional Norte, mas os concorrentes que participem em Loulé apenas pontuaram para o Open, Junior e Regional Sul. Por outro lado, no Casinos do Algarve os Clássicos participarão, mas a prova não conta para o Open.
Em Montelongo estão inscritos 57 concorrentes, o que só por si é um indicador muito positivo. No entanto, poderá não ser regra uma vez que o cepticismo prevalece entre alguns analistas.
Há muito que não via uma lista tão diversificada, onde podemos encontrar viaturas Kit Car, ex-troféus e até Escort’s MK I (talvez em provas extras, como o Casinos de Espinho de 2003, onde existiu uma diversidade semelhante).
Os candidatos às posições cimeiros são muitos, ficando numa incógnita os comparativos entre as diferentes categorias. Se os Saxo Kit Car parecem levar vantagem, pois a prova é em asfalto, existem concorrentes regionais que fazem a rapidez e a regularidade trunfos de peso, sem esquecer os concorrentes que transitam do Troféu.
A ver vamos.
Foto: João Pescada

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segunda-feira, fevereiro 5

Marcus Gronholm venceu Rally de Galway

Com o intuito de preparar o Rali da Irlanda, prova estreante que integra o WRC, a M-Sport decidiu inscrever o vice-campeão mundial no Rally de Gallway, aproveitando também a estreia de Gareth McHale com aquele modelo da Ford.
Num traçado sinouso com muitas curvas, reconhecido pelo asfalto ondulado e escorregadio, Marcus Gronholm levou à sua avante, apesar de ter feito dois piões que o fizeram perder algum tempo (chegando mesmo a ser ultrapassado pelo campeão local Eugene Donnelly). A segunda posição foi ocupada por Gareth McHale, que teve uma prova sóbria, na frente do melhor elemento da produção Mark Higgins em Subaru Impreza.

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quinta-feira, fevereiro 1

David Richards contra IRC

Tudo na vida, desde o trabalho ao desporto passando pelo lazer, envolve dinheiro e consequentemente negócios. Nos automobilismo, mas concretemente os ralis também existe o lado monetário. Quando existe a possibilidade dos alicerces que alimentam uma entidade serem “abalados” logo aparecem os primeiros críticos, os primeiros “lobbies”, enfim o medo da mudança.
O multimilionário David Richards, numa entrevista ao Motorsport News, afirmou que o International Rally Challenge é uma imitação. A competição não é necessária pois irá infraquecer o Campeonato do Mundo de Produção. Segundo palavras do próprio “os S2000 vieram dar hipótese aos contrutores de produzir um carro equivalente ao Grupo N, mas eles custam muito. Para quê dispersar o mercado?”.
A categoria IRC foi criada em 2006 feita a pensar num campeonato que englobasse todo o tipo de viaturas homologadas, excepção feita aos veículos com especificações de WRC, disputadas em provas que não pertencem ao calendário mundial. Para 2007, estão planeadas nove provas, sitas maioritariamente na Europa (entre os quais o Rali Vinho Madeira), mas que também engloba a China, Russia e Quénia. São várias as equipas, representantes de diferentes marcas (oficiais e semi-oficiais) que já demonstraram disponibiilidade para disputarem o evento. Já existem S2000 da Fiat, Toyota, Peugeot e VW, e a Skoda, Ford e Mitsubishi já equiacionam construir viaturas dessa classe.
O Grupo Eurosport, que detém a exclusividade dos direitos, irá efectuar a cobertura do IRC, tendo programadas cerca de 8 horas por prova (70 no total). O tempo de antena de cada prova representa quase o dobro do dispendido no WRC, nesse mesmo canal.
Curioso o facto de David Richards ser presidente do ISC (International Sportworld Comunication) e detentor dos direitos de transmissão do WRC, que neste momento poucos motivos de interesse encerra – apenas três marcas oficiais, sem competitividade, e sempre com os mesmos protagonistas. Serão os primeiros sinais de preocupação deste “gigante”? As declarações terão por trás outras intenções?
Com certeza, muitas jogadas de bastidores se desenrolaram nos próximos tempos, e o braço-de-ferro entre os apologisitas do IRC, e os defensores do WRC poderão colidir.
Uma coisa é certa, ao apontar-se contra o IRC, David Richards deu uma ajudinha à promoção desta categoria. Falem bem ou falem mal, mas falem.

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E viva ao Luxo

Numa época em que a maioria dos concorrentes queixa-se de falta de apoios financeiros, vêem exemplos da Madeira que contrariam de todas as formas e feitos a “fome” de verba que afecta os restantes.
Segundo uma noticia lançada no www.ralismadeira.com, o ena campeão madeirense Vítor sá irá defender o título a bordo de um Fiat Punto S2000. Se só por si já é um luxo que muito poucos podem usufruir, no início desta semana foi dado a conhecer o projecto do piloto para o nacional, que passa por um S2000.... mas da Toyota. Depois de um ano a correr com um Clio S1600 da Opção 04, o piloto madeirense irá incorporar a estrutura recém-criada My Road-Motorsport, que em parceira com António Rodrigues disputaram o nacional com os Toyota Corolla S2000.
Como se nesta história não bastasse dois S2000, Sá ainda é o feliz possuidor de um Clio S1600 que faz frente a qualquer viatura mundial da categoria, e com o qual venceu o regional madeirense na época transacta. Para não falar em todos os bólides que já passaram pelas mãos do madeirense.
Mais uma aquisição de peso para o regional madeirense reside num Citroën C2 S1600 que foi adquirido Aécio Anjo à equipa PH Sport. Esta equipa francesa prepara viaturas para o mundial júnior, e ostenta no seu currículos os títulos de Sebastien Loeb e Dani Solá, em 2001 e 2002.
Enfim... viva o luxo.

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quarta-feira, janeiro 31

Últimas sobre o Vodafone Rali de Portugal 2007

Com o aproximar do evento são dadas a conhecer as novidades acerca da prova. Durante a apresentação da prova foram inúmerados alguns aspectos interessantes. A saber: a organização da prova irá criar muitas zonas espectáculos, uma vez que só é permitida a presença de público nessas zonas. Também serão criadas “Camping Zone”, que são locais preparados para existirem acampamentos, situados dentro dos troços, que só estarão acessíveis até à meia-noite do dia anterior ao que os concorrentes disputem essas classificativas. Existirá uma forte vertente lúdica com: feiras de automóveis, espectáculos musicais, simuladores, pistas de corridas. Enfim, inúmeros meios de diversão.
Também já foram defenidos os preços para assistir às Super-Especiais do Rali de Portugal – 15 euros a uma das passagens (5ª feira ou Domingo) e 25 euros às duas. Este valor irá ser inflacionado em cinco euros se for adquirido após 28 de Fevereiro. Infelizmente não estão disponiveis muitos lugares pagos, pois o melhor será adquirir o bilhete quanto antes. Os acesso também serão vedados às zonas envolventes do Estádio do Algarve, existindo carreiras de autocarro gratuitas disponiveis dos principais centros urbanos.
Num trabalho estatístico interessante foram avançados os primeiros números do Rali de Portugal:
1008,7 Quilómetros de prova
90 Equipas admitidas Participantes (pilotos, navegadores, assistência): 90 concorrentes (x2) + 180 veículos de assistência + 90 veículos rápidos
Helicópteros:12
30.000 Litros de gasolina
50 Veículos (2 pessoas por veículo) de Assistência Médica (INEM)
50 Veículos (2 pessoas por veículo)de Bombeiros
600 Efectivos de segurança (GNR e PSP)
288 Horas de transmissão em televisão
200 Países que recebem transmissão de televisão
900 Profissionais de comunicação social (300 nacionais e 600 estrangeiros)
800 Pessoas da organização
500.000 (20% de estrangeiros) espectadores esperados
Informações retiradas de www.ralis.online.pt

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segunda-feira, janeiro 29

Jantar de Entrega de Troféus Ralisasul 2006

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Nem lembra ao diabo.

Existem os insólitos Yorn (passe a publicidade) e existem dias de azar, mas ao ler uma reportagem no sportmotores dou com uma situação no mínimo caricata.
O piloto Mads Ostberg assegurou a participação em 7 provas do mundial de 2007, entre as quais o Rali de Portugal. E aqui acabou a notícia porque o que não sabia é que este concorrente viu, recentemente, os "amigos do alheio" baterem-lhe à porta, ou melhor no reboque.
Não é que este sueco ficou sem o seu Subaru Impreza WRC, que usou no Rali de Gales do ano passado, roubado em Gotemburgo. Os gatunos aproveitaram uma paragem na área de serviço da assistência para retirarem o reboque da carrinha de assistência e acopolá-lo a outra viatura. Sinceramente não lembra ao diabo.

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sábado, janeiro 27

Armindo Araújo fecha top ten no Rali do Ártico

Com o intuito de preparar a participação no campeonato mundial de produção, a equipa portuguesa da Armindo Araújo/Miguel Ramalho disputou o Rali do Ártico na Finlândia, com o Mitsubishi Lancer EVO IX. Esta prova que se realiza em condições extremas, com baixas temperaturas, e acima de tudo muita neve, ainda mais dificeis que na Suécia, era ideal para testar a aprender a conduzir neste tipo de piso.
Tendo na lista de inscritos muitos adversários finlandeses, habituados a este tipo de piso, Armindo Aráujo obteve um excelente 10.º lugar final, sétimo entre as viaturas de produção e o título de melhor estrangeiro. Os outros três concorrentes tinham viaturas de tracção total do agrupamento de turismo.
Sendo esta a primeira participação em ralis de neve, a prestação só pode ser considerada positiva. Iniciando a prova efectuando tempos entre os vinte melhores, foi gradualmente melhorando o ritmo, e acabou a fazer mais um a dois segundos por quilómetro que os mais rápidos. Surpreendeu mesmo alguns observadores, que “finalmente vão abrindo a pestana”.
Esta prova também serviu para mostrar as novas cores da viatura. Obviamente o que mais salta a vista é o regresso do patrocínio da TMN. Semanas depois de Miguel Campos ter referido que tinha perdido um importante patrocinador que condiciona a sua participação no nacional, heís que aparece o destinatário das verbas. Não querendo fazer uma incursão ao passado, quem não se lembra das acusações que Campos havia “roubado” o patrocínio a Armindo no ano passado.
Voltanto à vertente competitiva, a vitória na prova foi para Kosti Katajamaki em Lancer EVO 9, que bateu Anton Alen em Impreza por escassos 2,6 segundos. Juha Salo (Lancer 9) fechou o pódio, ficando na frente de Jukka Ketomaki (Impreza). Este concorrentes tripulavam viaturas de Produção.
Foto retirada de www.sportmotores.com, disponibilizada por Mitsubishi Portugal

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quinta-feira, janeiro 25

Medidas para pontuar na Madeira

Uma dos maiores problemas das equipas madeirenses que competiam no regional local era a pontuação durante o Rali Vinho Madeira. As condições específicas em que se realizava a prova, com participantes que disputavam o Europeu e Nacional que roubavam pontuações ao Regional era do desagrado de alguns concorrentes. Alguns optavam por não participar na prova, mas os que tinham algumas pretensões em alcançar títulos obrigatoriamente tinham que arriscar para almejar resultados.
Como não era possível impedir a participação de concorrentes forasteiros, ou incluir restrições nos regulamentos, porque iam contra os direitos de igualdade dos cidadãos no espaço europeu, a solução encontrada pela FPAK passa pela inscrição prévia dos concorrentes que queiram pontuar para o Campeonato Regional da Madeira. Assim sendo, os interessados inscrevem-se mediante o pagamento de uma soma, que inicialmente passará pelos 150 euros até o dia 23 de Fevereiro, mas que irá aumentar conforme o avanço do campeonato, para prevenir que "outsiders" façam a inscrição antes da prova rainha regional.
Fica então estipulado que apenas os concorrentes que tenham feito a pré-inscrição pontuem para o CRRM.
Foto da Mondegosport

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