quinta-feira, janeiro 31

Trocas entre as equipas da Ford

Há algum tempo circulavam na net algumas notícias sobre a possibilidade de existirem novidades na equipa Munchi’s. Primeiro foi com a possibilidade de Manfred Stohl entrar na corrida por uma das viaturas “argentinas”, e mais recentemente o nome de Henning Solberg foi avançado, tendo em conta a entrada de Gigi Galli na Stobart.

A Fia divulgou a lista de pilotos que pontuam pelas equipas no Rali do México, e a novidade reside na entrada de Henning Solberg para a equipa Munchi’s. O piloto irá substituir o chefe de equipa, Luis Perez Companc, que oficialmente, devido a motivos profissionais não marcará presença em algumas provas.

No entanto, a Stobart nomeou Gigi Galli e… Matthew Wilson. O piloto inglês volta ao estatuto de oficial, após um ano como “acompanhante”, pois a última prova como piloto oficial foi no Rali de Gales de 2006. Por enquanto não existem notícias sobre o futuro de François Duval, que não estará nas próximas provas e tem um futuro incerto no WRC.

Henning Solberg encontra-se inscrito na Suécia como pontuável pela equipa Stobart, pelo que a troca não representará grande diferença, pois ambas as equipas são Satélites da Ford M-Sport.

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Suzuki S2000 a bom ritmo

A equipa Suzuki aposta no desenvolvimento do SX4 nas duas vertentes, tanto no WRC como no S2000. Se no caso do WRC, as melhorias foram notados no Monte Carlos, o caso do S2000 ainda não existem dados concretos. No entanto segundo, Nobuhiro Tajima, o projecto encontra-se a bom ritmo, pelo que deverá estar pronto em Junho, de modo a que em Agosto ou Setembro seja apresentando a potenciais clientes. O optimismo é tal que refere a possibilidade de estrear a viatura no Rali da Finlândia ou Nova Zelândia, com o objectivo de desenvolver em condições de prova, para apostar também no IRC em 2009.

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Cai neve na … Suécia

Das duas uma: ou José Cid deu um concerto na Suécia, ou São Pedro estava atento aos jornais “terrestres”. Depois do alerta dado no princípio da semana, um valente nevão caiu nas especiais de Karlstad, e felizmente a prova não está em risco.

Para evitar mais alarmismos o director da prova sueca tirou algumas fotos em Karlstad, e mostro-as ao público. “Tragam as botas de neve. Espera-se 10 a 20 cm de neve” – foi a expressão usada.

O cancelamento da prova não seria de todo inédito, uma vez que na temporada de 90 a falta de neve já havia criado o mesmo problema, com anulação da prova.

Portanto motivos de interesse não falta – desde o regresso dos PWRC, com Armindo Araújo, à estreia de Bernardo Sousa na comptição, e mesmo qual a réplica dos Ford a Sebastien Loeb.

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À conquista dos S2000

Se dúvidas houvessem sobre a qualidade das viaturas S2000, elas dissiparam-se na última temporada. Em qualquer um dos campeonato envolvidos, com maior ou menor dificuldade, as viaturas desta nova categoria demonstraram qualidade e superioridade, principalmente quando em comparação com viaturas de produção, como os Mitsubishi Lancer ou os Subaru Impreza.
Portugalfoi dos países onde mais se notou essa diferença, se bem que é necessário realçar o valor dos elementos que tripulavam essas viaturas.
Ficou claro que quem quiser um projecto vencedor terá que enveredar por uma viatura dessas… e a procura desses carros hoje em dia é maior que a oferta, mesmo tendo em conta o elevado custo que acarreta.
Bruno Magalhães mantém-se como piloto oficial da Peugeot portuguesa, e depois de uma época brilhante justifica o favoritismo no campeonato nacional. A outra equipa assídua foi a Fiat Vodafone, com o Grande Punto entregue a José Pedro Fontes, que ficou sempre um pouco aquém das expectativas, mas mesmo assim finalizou com o vice-campeonato no bolso.
Para o nacional, está confirmada a presença de Nuno Barroso Pereira com o Fiat Grande Punto S2000, assisitido pela Opção 04, que estreou no Rali Casinos do Algarve. Vítor Pascoal também confirmou a presença campeonato português com um Peugeot 207 S2000, que está a ser montado nas instalações da Peugeot Portugal. Este piloto rubricou exibições muito interessantes no campeonato de 2007, que lhe valeram a passagem pela liderança do nacional, e manifesta optimismo inclusivé afirmando-se disposto a luta pelo título.
Noutra “margem”, Miguel Campos que reafirmou a sua intenção de voltar ao nacional com um S2000, com preferência óbvia por um Peugeot, usando uma estrutura própria, como aconteceu nas suas últimas participações no nacional. Tal como os restantes, dependerá do apoio financeiro, mas não descarta a hipótese de correr com uma viatura menos evoluída, ou mesmo… ficar parado.
Há ainda que referir a presença destas viaturas nas ilhas. Vitor Sá volta a contar com um S2000, embora tenha trocado o Fiat Punto pelo Peugeot 207, sempre com assistência da Barroso Sport. Este ano contará com um adversário à altura, uma vez que Alexandre Camacho, também participará no regional com um Peugeot 207 preparado pela Peugeot portuguesa.
Dos Açores, as notícias são mais escassas, embora Luís Pimentel, na sua última participação no nacional (Casinos do Algarve) revelou a vontade de vender o Subaru Impreza, para arranjar um S2000.
Existem outros projectos, que embrionários, ainda permanecem na intensão… que para passar à prática vão muitos milhares de euros.
Até agora, Peugeot e Fiat levam vantagem, mas a presença de outras marcas podem aparecer, e o auge acontecerá no Rally de Portugal, ou mesmo no Rally Vinho Madeira. Prevejo duas dezenas… mas quem sabe poderão ser mais.
PS: Ainda se lembram dos Toyota S2000?

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domingo, janeiro 27

Suécia sem neve... e sem prova

Armindo Araújo e Bernardo Sousa, os dois representantes portugueses, poderão ver adiada a sua participação na 2ª prova do Mundial de Ralis, o Rali da Suécia a disputar de 8 a 10 de Fevereiro e primeira como participantes no PWRC.
A falta de neve é razão mais que suficiente para que seja inviabilizada a realização da prova.
A actualidade marca, efectivamente tudo e todos. Depois das ameaças terroristas terem levado à anulação do Dakar; a instabilidade política, nomeadamente um país em guerra cívil, inviabilizar o Safari como prova pontuável para o IRC, desta vez é o aquecimento global a colocar em cheque a realização de um evento desportivo.

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Loeb bate mais um record

Se à partida da prova monegasca, Sebastien Loeb partia com claro favoritismo, no final os mais de dois minutos e meio de vantagem sobre o segundo demonstra o ritmo imposto na prova, “dizimando” os demais, e batendo mais um recorde. Desta vez tornou-se no único piloto que ostenta cinco vitórias em Monte Carlo, deixando para trás Sandro Munari, Walter Rohrl e Tommi Makinen, todos com quatro. E este recorde só não é mais extenso, por causa de uma penalização em 2002, e por um despiste em 2006, mas em ambos os anos quedou-se na segunda posição. Curiosamente também é o único que conseguiu terminar no pódio num regime Super Rally (2006), algo que parecia impossível.
Na primeira prova como “líder de equipa”, Mikko Hirvonen desempenhou bem o papel que lhe competia. Foi sistematicamente o mais rápido dos não Citroën, e após o abandono de Sordo na segunda etapa, subiu à segunda posição, e praticamente rodou isolado no resto da prova. Não incomodou Loeb, mas também não permitiu aproximações dos rivais.
A luta mais interessante de acompanhar e mais intensa, foi a da terceira posição. Chris Atkinson com o “velhinho” Subaru Impreza WRC voltou a mostrar que se dá bem com os ares de Monte Carlo, e travou um despique muito interessante com François Duval, na sua primeira prova com um Ford Focus WRC da Stobart. Numa guerra do ora ganhas tu, ora ganho eu, o australiano viu Duval chegar-se perigosamente, e tal qual sensação de “deja vú”, à entrada da especial de circuito de Monte Carlo, apenas 1,1 segundos separavam-nos. Atkinson e Duval venceram a expecial ex-aqueo, ficando a vantagem do lado de Atkinson, que fechou o pódio. Atkinson já nos habituou a estes duelos de Monte Carlo, pois no ano passado segurou a quarta posição, no Circuito do Mónaco, batendo Mikko Hirvonen por 0,2 segundos.
Petter Solberg voltou a queixar-se de problemas com o Impreza, que não lhe permitiram acompanhar os andamentos dos demais, no entanto a quinta posição final permitiu que a Subaru subisse à liderança do mundial de marcas.
Apostando na regularidade, Gigi Galli terminou na sexta posição. Longe de mostrar o andamento diabólico que nos habitou, o italiano começa cauteloso, mas promete melhorar para as próximas provas.
Uma das surpresas da prova veio da parte de Jean Marie Cuoq, que com um Peugeot 307 WRC andou constantemente como melhor piloto privado, acabando a prova na sétima posição, somando dois pontos no mundial de pilotos.
Per-Gunnar Andersson fechou o lote dos lugares pontuáveis, e deu o primeiro ponto à Subaru, na prova em que estreou o SX4. Mas o resultado acabou por ser melhor que a exibição, pois basicamente aproveitou-se dos azares dos principais adversários, para pouco a pouco subir na classificação. Seu colega de equipa, Toni Gardemeister, foi constantemente superior, e chegou mesmo a efectuar alguns tempos de registo, bastante interessantes, mas os problemas de fiabilidade na viatura japonesa mantém-se, e desta feita foi o motor que cedeu no final do terceiro dia.
Henning Solberg e Matthew Wilson fecharam o lote dos dez primeiros. Os dois pilotos que correm com as cores da Stobart, já perceberam que a qualidade do plantel aumentou, e a sua exibição menos conseguida praticamente passou despercebida.
Quanto aos azarados da prova monegasca, Daniel Sordo bem pode queixar do seu Citroën. O primeiro líder da prova queria mostrar serviço, e a espaços “incomodou” Sebastien Loeb, e poderia até ser o único com argumentos para enfrentar a hegemonia do francês. Quando já tinha um segundo lugar sólido, e uma “dobradinha” quase certa, problemas com o motor do C4 fizeram-no abandonar a meio do Dia 3. Regressou para o último dia de prova, e acabou na 11ª posição a mais de 20 minutos de Loeb.
A primeira vítima dos pneus “sem mousse” foi Jari-Matti Latvala, que na primeira especial da prova ficou arredado da luta pelos lugares cimeiros, quando um furo o fez perder mais de 4 minutos com a mudança do pneu. O finlandês caiu para a 33ª posição, e durante os dois primeiros dias de prova encetou uma recuperação até ao décimo posto.Mas na 12ª especial de classificação – Labatie D’Andaure 1 foi obrigado a desistir quando a suspensão do Focus WRC cedeu. Ainda regressou ao regime do Super Rally, mas a desvantagem já era muito elevada, acabando na 12º posição.
Quanto a Rautenbach pouco há a dizer, senão que ... “miserável”. Com um Xsara vermelho sem ostentar qualquer patrocinador, o piloto do Zimbabwe fez uma prova muito pobre, andando no meios dos N4 e A7, fazendo tempos a mais de dois minutos de diferença para os mais rápidos. Depois de um despiste durante o primeiro dia, conseguiu a proeza de abandonar na última especial da prova, após outro despiste no Circuito do Mónaco com o Xsara "espetado" num muro.
Quanto à estreia do Subaru Impreza WRX com Olivier Burri, correu de forma positiva, pois enquanto o motor da viatura não deu problemas de juventude, liderou de forma convincente o agrupamento de produção. Com o desenrolar da prova, os problemas apareceram e acabou na terceira posição da produção, a quase dois minutos do vencedor, Patrick Artru num Mitsubishi Lancer EVO IX.

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sexta-feira, janeiro 25

MCoutinho "abandona" ralis

A MCoutinho decidiu efectuar uma pausa nos ralis. A decisão foi tomada no início da semana, mas foi primeiramente comunicada a MEX Machado dos Santos, e só posterormente divulgada.
Ainda não foram apontadas razões para tal decisão, nem sequer qual o rumo a tomar. Talvez para MEX não tenha sido uma decisão tão inesperada, uma vez que já no início do ano, o piloto havia confirmado que procurava uma alternativa. A alternativa passava por um GT, testando inclusivé o Porsche 911 GT3 de Sergio Vallejo (mas esta hipótese deverá ser remota, uma vez que o espanhol dara continuidade ao seu projecto). Assim MEX está à procura de uma alternativa viável, que muito provavelmente só deverá ser posta em prática em provas de asfalto.
Infelizmente a saída da MCoutinho acontece numa altura crítica, com o campeonato quase à porta, e quase incompreensível uma vez que nunca esteve tão próxima dos lugares da frente, e com tanto mediatismo.
Ficará uma vazio entre os elementos do nacional de ralis, que esperemos seja provisório.

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quinta-feira, janeiro 24

IRC: Istambul, Monte Carlo e muito mais....

A semana é muito produtivo em notícias referentes ao Intercontinental Rally Challenge.
O Rally de Istambul (Turquia) foi a prova escolhida para substituir o Safari, que deixou de ser pontuável para o IRC, devido ao clima de insegurança que se vive no Quénia, nomeadamente na região de Nairobi. Assim, a Turquia volta a recebe o IRC e abre a competição, que desenrolar-se-à de 4 a 6 de Abril. O Rally de Portugal mantém-se como segunda prova do campeonato (9-10 de Maio).
Tendo em conta o regime de rotatividade das provas do mundial, os organizadores do Rally de Monte Carlo já firmaram um acordo com a Eurosport Events para que seja englobado o IRC nos anos em que é preterida no mundial. O acordo prevê a entrada de Monte Carlo já em 2009.
A aposta nos S2000 por parte das equipas oficiais é cada vez mais evidente. Desta vez, a Suzuki já confirmou a existência de um projecto para um S2000, baseado no SX4 WRC. Aliás, os responsáveis pelo desenvolvimento do WRC, já o fizeram a pensar nas evoluções tanto para S2000, como para os futuros WRC baseados nos actuais S2000.
Para além da Suzuki, também a Skoda já tem o seu Fabia S2000 pronto, e mantém as intenções de obter a homologação a meio da temporada e participar em campeonatos nacionais e IRC.
Por outro lado, a Ford está mais longe do IRC. A equipa Pirtek Rally Team,que tem sido responsável pelo desenvolvimento do Ford Fiesta S2000,anunciou que abandona o Campeonato Australiano de Ralis,no qual conseguiu bons resultados em 2007.Esta equipa que funcionava como um satélite de ensaios da Ford,poderá sinalizar um desinteresse desta marca pelo IRC ou por este modelo. Os dois Ford Fiesta estão para venda e,segundo a (ex)equipa,interessados não faltam.
O sucesso do Focus WRC contrasta com alguns projectos menos conseguidos como é o caso do Fiesta S1600, e aparentemente o Fiesta S2000.

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Falta 1 dia...

Já só falta um dia para o arranque de mais um campeonato mundial de ralis. Tal como nas últimas temporadas, o Rally de Monte Carlo abre as hostilidades do mundial, e acaba o período de transição, em que os fãs ficam "sedentos de competição".
A primeira prova do ano servirá para verificar as mudanças implementadas, principalmente a nível dos pneus. A passagem dos BF Goodrich/Michelin para a Pirelli foi contestada e os críticos apontam a marca italiana como menos desenvolvida, ainda para mais incumbida de aplicar a nova regulamentação, com a supressão da mousse anti-furo. Se é verdade que o Monte Carlo não será a prova ideal para verificar a ausência da mousse, também é no asfalto onde a Pirelli manifestava menos à vontade.
Quanto aos competidores, foram poucas mexidas, numa mercado de transferências muito pacífico, sem grandes alaridos.
Sebastien Loeb entra com total favoritismo, para mais que seu principal rival, Marcus Gronholm, retirou-se da competição (pelo menos a nível oficial). Assim, à Citroën também seria importante um Dani Sordo mais coeso e competitivo, pois no ano transacto, a ausência de um número dois forte e regular foi decisivo no título de marcas.
A Ford entra em força, e apostando na juventude de Mikko Hirvonen e Jari-Matti Latvala para contrariar o favoritismo de Sebastien Loeb. O jogo de equipa será decisivo no resultado final, e caso se mantenha a fiabilidade destes concorrentes poderã existir uma surpresa final.
Desesperados devem andar os homens da Subaru. O patrão David Richards já disse que este ano têm que mostrar resultados, senão o projecto será questionado. O novo Impreza WRC ainda não está pronto, e o N12 não é eficaz perante os adversários. Petter Solberg e Chris Atkinson voltam a defender a marca japonesa, mas tendo em conta a época anterior, devem orar dia a noite para que o N14 venha rapidamente.
As maiores novidades ficam entregues à Stobart, com Gigi Galli e François Duval a tripularem o novo Focus 07. Duas jogas de mestre por parte da M-Sport: primeiro levam uma figura caristmática com uma grande legião de fãs, mesmo afirmando que "só tem passeado com a mãe" não deixará de mostrar serviço. Por outro lado, François Duval mostrou no final do ano passado estar particularmente à vontade no asfalto, e se pode "roubar pontos", mais vale que seja à Citroën. A marca inglesa dá continuidade aos projectos com pilotos promissores, afastando-os dos principais rivais.
A estreia da equipa oficial Suzuki, com o SX4 entregues a Toni Gardemeister e Per-Gunnar Andersson será interessante de seguir. Depois das más exibições na Córsega e Grã-Bretanha surgem dúvidas sobre o projecto, e a grande incógnita será sobre quais os rivais: WRC's privados, ou no pior dos casos, os melhores elementos da produção.
A prova também ficará marcada pela estreia oficial em competição do novo Subaru Impreza do Agrupamento de Produção tripulado pelo suiço Olivier Burri.
A prova começa esta quinta-feira (24 de Janeiro), com a realização das duas especiais nocturnas do Rali de Monte Carlo.

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terça-feira, janeiro 22

Armindo confirma PWRC

Finalmente chegou uma confirmação por parte de Armindo Araújo, de que ele, conjuntamente com Miguel Ramalho, estarão na contenda do mundial de produção em 2008.
Depois da espera, a boa notícia surgiu avançada pelo próprio Armindo, que escusando-se a afirmar quais os parceiros que viabilizaram o projecto, deixando para mais tarde os contornos sobre os acordos alcançados.
Muito importante o facto de vançar com espírito optimista, e sem “papas na língua” afirma que quer ganhar o título mundial de produção.
Depois da experiência adquirida na temporada de 2007, onde um conjunto de factores impediu de obter uma melhor classificação, Armindo Araújo inicia a participação representando a Mitsubishi Ralliart Italia no Rali da Suécia. As outrs provas escolhidas são Grécia, Turquia, Japão, Nova Zelândia e Grã-Bretanha. Apenas a prova turca é inédita, que substitui o Rali da Irlanda, numa campeonato onde à excepção da primeira prova, os pisos de terra dominam.
Armindo Araújo junta-se a Bernardo Sousa na representação portuguesa no PWRC.

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Ralimix: Ralis para todos

O Clube Automóvel do Algarve decidiu avançar com uma nova competição, a que deu o nome Ralimix, usando o slogan “Ralis para todos”.
Resumidamente, o nome diz tudo: rali à mistura. Consiste em criar uma competição paralela ao Campeonato Regional de Ralis do Sul, em que participem diferentes tipos e veículos, desde carros de rali, Grupo A e N e VSH, passando também pelo Todo-Terreno (T1,T2 e T8), e mesmo com provas a solo, sem esquecer as motos, onde se incluem os quads.
O Ralimix decorrerá nas provas exclusivamente regionais, ou seja, Martinlongo, Vila do Bispo e Castro Marim. O traçado será ligeiramente diferente do regional, embora não tenha sido avançada em que aspectos. Primeiramente foi referido que seria disputado em troços diferentes, depois o CAA avançou com a ideia de usar o mesmo troço, mas com diferenças a nível da quilometragem, partidas e chegadas e com implementação de chicanes.
O Ralimix é uma jogada forte, com intuito de cativar mais concorrentes, e atrair mais público. Uma das principais vantagens consiste em permitir o teste de viaturas em estrada fechada, numa situação controlada, o que será do agrado de elementos dos ralis e todo-o-terreno. Também permitirá ao público entrar em contacto com um vasto leque de viaturas, de diferentes ramos, todos a competirem entre si.
A entrada desta nova competição é aguardada com alguma expectativa por parte dos diversos elementos ligados ao desporto autómovel, principalmente a sul, tanto mais que permitirá encarar as corridas de outra maneira. Uma das últimas medidas aplicadas prende-se com o facto das inscrições dos automóveis terem o mesmo valor que das provas do regional, para evitar que concorrentes com VSH passem do regional para o ralimix.
Outra novidade prende-se com o facto das viaturas sairem apenas com cinco minutos de diferença para o último elemento do regional. Esta medida já gera alguma controvérsia, uma vez que quer em termos regulamentares, quer em termos logísticos, levantam algumas dúvidas da sua aplicabilidade.
A primeira prova do RaliMix, disputa-se em Martinlongo nos dias 24 e 25 de Fevereiro.

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domingo, janeiro 20

GT's mais pertos de Portugal

Ganha consistência a possibilidade de Portugal também receber no seu território viaturas GT's.
O presidente da FPAK, Luís Pinto de Freitas, referiu "que a abertura dos ralis a GTs é uma possibilidade no futuro. Estamos a aguardar uma clarificação da FIA para saber se nas provas do campeonato e Taça da Europa estas viaturas poderão competir, isto a pensar nos ralis Sata, Vinho da Madeira e Centro de Portugal." O que demonstra interesse na entrada do agrupamento nos campeonatos nacionais.
Apesar de permanecer no "segredo dos deuses", o site Sportmotores avançou na sua página a notícia que existe um piloto interessado em efectuar alguns ralis num Aston Martin Rally GT. A primeira abordagem para adquirir a viatura já está feita, e a probabilidade é real.
Relembro que no início da temporada, MEX deu a conhecer a possibilidade de participar em provas de asfalto num Porsche 911 GT3, caso falhem as conversações para a temporada completa numa viatura competitiva. Para reforçar a ideia de um GT, o português testou a viatura que Sergio Vallejo usou no campeonato espanhol em 2007.
Se confirmar, será uma mais valia para os ralis portugueses, e um atractivo para o público que poderá ver em acção estes "devoradores de asfalto".

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sexta-feira, janeiro 18

S2000 mudam de classe

Finalmente a FPAK demonstrou alguma sensatez no caso da atribuição de classe às viaturas S2000.
O organismo português decidiu mudar as viaturas S2000 da classe N4 para a classe A8 (usada pelas viaturas com especificação mundial - WRC), mas apenas para os campeonato nacionais, e muito provavelmente para o Campeonato Madeirense.
É uma boa notícia para todos os elementos que participam no Grupo N nacional, que voltam a ter argumentos para discutir o campeonato de Produção. Esta classe sofreu uma verdadeira revolução com a entrada das viaturas S2000. Os designados "produção convencionais", nomeadamente concorrentes com Mitsubishi e Subaru, vêem reconhecidas pela FPAK a anormal concorrência dos S2000.
Mas nas provas integradas nos Campeonatos ou Taças FIA (ou inscritas no Calendário Internacional FIA), as viaturas homologadas S2000 terão de oficialmente continuar a integrar a classe N4, fazendo-se posteriormente a respectiva extrapolação para a elaboração das classificações do campeonato português.
Uma medida justa que visa aumentar a competitividade e o interesse desportivo nesta classe, que só é possível graças à proibição da viaturas da classe A8 (vulgo WRC's) nos campeonatos nacionais.
Quanto apareceram os S2000 não se enquadravam numa das classe estabelecidas, ficando entre os A7 e A8, numa especíe de A 7,5. Na altura falavam-se na criação da classe R4, mas que tarda em "legalizar". Incompreensivelmente decidiram colocá-las nas N4 (4x4 Turbo).

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O que muda em 2008 no WRC

A alteração mais significativa das regras do Mundial de Ralis para 2008 é claramente a proibição dos pneus com “mousse”. Neste contexto, o factor “sorte” irá jogar uma cartada decisiva nas contas do Mundial deste ano, que verá ainda mais algumas regras alteradas:
- O calendário passa a comportar apenas 15 provas em vez das habituais 16. O Rali da Jordânia e da Turquia rendem assim os ralis disputados na Noruega, Portugal e Irlanda. O Rali do México mantém-se depois de negociar com a FIA por troca com o anunciado regresso do Rali da Austrália.
- O Mundial de Produção será disputado em oito provas e o Mundial Júnior em sete, sendo que os pilotos terão sempre que nomear as seis provas que se inscreverem antecipadamente. (O Rali de Monte Carlo não conta para nenhuma das duas categoria e o da Finlândia) conta para as duas.
- A expressão “Etapa” é substituída por dia “Dia” no glossário do Mundial de Ralis.
- A ordem de partida para cada dia volta a ser baseada na classificação, sendo abandonada o processo de partida por ordem inversa da classificação no segundo e terceiro dia.
- Passa a existir um Parque de Assistência de 10 minutos imediatamente antes do final da prova para evitar que os Parques de Assistência comecem a ser desmantelados quando o evento ainda decorre.
- As regras do “Superally” deixam de permitir que um concorrente apareça na classificação final se desistir no terceiro dia.
- As “mousses” anti-furo dos pneus são interditas. Todos os carros de quatro rodas motrizes terão que usar pneus da marca Pirelli ficando sujeitos ao dispositivo de controlo por parte da marca italiana. Os rasgos são serão permitidos em situações “especiais”.
- Os carros de Grupo R passam a ser oficialmente admitidos e a sua classificação passa a ser fundida nas classes já existentes.
- O número de motores usados por cada equipa ao longo de toda a temporada passa a ser de cinco em vez de seis.
retirado de Autosport

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quarta-feira, janeiro 16

PWRC muito concorrido

A FIA divulgou a lista de inscritos no Campeonato Mundial de Produção no qual contabiliza 27 equipas, na disputa do desejado troféu, naquele que deverá ser um dos campeonatos mais interessantes e competitivos de sempre.
Apesar de apenas aparecerem o nome das equipas na lista, já são conhecidos alguns dos protagonistas para 2008.
Andreas Aigner e Bernardo Sousa fazem dupla pela Red Bull Team e ostentam os números 41 e 42 de porta. Por outro lado, a ausência da Mitsubishi Portugal é notada, em oposição aparece a Mitsubishi Ralliart Itália, que todos esperamos conte nas suas fileiras com Armindo Araújo. Para a primeira prova, o piloto português defenderá a equipa italiana, no entanto para as restantes provas tudo dependerá das respostas dos patrocinadores.
De entre o vasto lote de concorrentes, o "alvo a abater" será o campeão Toshi Arai, que muito provavelmente estreará o novo Subaru Impreza Sti N14 no Rali da Suécia. Há que contar também com o italiano Mircco Baldaci, o jovem russo Evgeny Novikov, o espectacular Eyvind Brynildsen e Gianluca Linari.
Por seu lado o checo Martin Prokop estará em duas frentes, PWRC e JWRC totalizando presença em 12 provas do mundial.
Outras concorrentes provaveis serão Nasser Al Attyah (QMMF), o bi-campeão americano Travis Pastrana (Subaru SRT USA) e Fumio Nutahara (Advan PIAA). Nomes como Patrik Flodin, Juho Hanninen e Manfred Stohl também deverão aparecer ligadas a uma estrutura do PWRC.
Para além da estreia do novo Subaru Impreza N14, também existem equipas que já trabalham no novo Mitsubishi Lancer EVO X, existindo alguma expectativa quanto aos desempenhos destas viaturas.
Uma das grandes novidades prende-se com o ingresso de Patrik Sandell no PWRC, com um Peugeot 207 S2000 da Peugeot Sport Sweden, aproveitando o facto da viatura estar homologada na classe N4 (produção). Este será o primeiro grande embate entre S2000 e Grupo N no mundial.
Ao mesmo tempo também foi dado a conhecer a lista do JWRC, que contará apenas com 16 equipas concorrentes. Contrariamente ao que a FIA havia afirmado sobre a presença exclusiva de viaturas R2 e R3, esta temporada também participam os S1600.
Para além de Martin Prokop, também estão entre outros Jaan Molder, Andrea Cortinovis, Aaron Nicolai Burkart, Michal Kosciusko e Vilius Rozoukas, no que parece uma continuidade do campeonato do ano passado, mas sem os Suzuki oficiais.

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