quinta-feira, março 13

Camacha também com Open

A par do Campeonato da Madeira de Ralis, também arranca o Campeonato Open da Madeira. Sendo uma alternativa que importam menos custos, e com a possibilidade da presença de carros homologados, foi sem surpresas que alguns concorrentes optassem por esta categoria. Estão inscritos 23 concorrentes nas mais diversas viaturas – desde clássicos, VSH e homologados. Graças a eles, a prova totalizará quase uma centena de concorrentes, pelo que certamente aumentará o interesse dos espectadores.

Foram muitas as mudanças relativamente à época passada, com natural destaque para o campeão em título, Emanuel Caldeira que irá estrear e despedir-se do VW Golf Kit Car III (ex-Paulo Rebolo). Emanuel Caldeira encontra-se a preparar um Ford Escort MKII e um Ford Sierra Cosworth para disputar o campeonato Open, mas nenhuma das viaturas se encontra finalizada pelo que a opção passou pelo VW. Depois da prova essa viatura será encaminhada para Espanha, pois um piloto já manifestou interesse na compra da mesma.

Mário Oliveira também apresenta nova máquina, desta feita um espectacular Ford Sierra Cosworth RWD, com cores oficiais, adquirido em Itália. O popular “Choka” que contará com a navegação de Marco Sousa espera evoluir durante a presente temporada, não só para alcançar resultados, mas para presentear o público com algum espectáculo.

De ingresso no Open está Filipe Pires. Depois de falhadas as conversações para a aquisição de um Renault Clio R3, a Pires Competições virou-se para os clássicos. A aposta recaiu sobre um Renault 5 Turbo “Cevennes” de 1980, recentemente adquirida no norte do país. A passagem para uma veículo clássico de tracção traseira requere alguma adaptação, segundo palavras do piloto, pelo que não será de esperar grandes resultados de início.

Destaque para o regresso de Rui Nunes, com o Ford Escort MKII, após dois anos parados (apesar de efecutar algumas provas como carro de segurança), e para Francisco Tavares que tem evoluido com o Toyota Corolla 1.6.

Há que contar também com a jovem equipa Team Herbie Car. Miguel Andrade abandonou o Mini Cooper e adquiriu o Renault 5 GT Turbo de Luís Sousa. Da equipa também fazem parte Duarte Pereira em Escort MKI e Vitor Freitas num 5 GT Turbo.

Samir Sousa deixa o Nissan Sunny “na garagem” e aposta no 206 RC, enquanto que Paulo Caires em Peugeot 106 Maxi; Paulo Abreu e Ricardo Andrade ambos em Saxo; Emanuel Martins num Corsa; Lino Silva em Toyota Yaris e Nélio Velosa num Toyota Starlet transitaram dos consagrados.

Interessante será a luta de Cinquecentos que contará na primeira prova com 3 concorrentes: Gonçalo Félix, José Gouveia e Rui Rodrigues.

Leia Mais

quarta-feira, março 12

Skoda aposta forte no S2000

O preparador francês Oreca está colaborando com a Skoda no desenvolvimento do Fabia S2000. A Oreca ficou encarregada de desenvolver o motor e a aerodinâmica da viatura, contando como à cabeça com Mario Fornaris, antigo responsável pela equipa mundial da Mitsubishi.
A Oreca é conhecida internacionalmente pelas suas presença em provas de velocidades, que conta entre outras as 24 Horas de Le Mans.
De Espanha chegam informações que dão conta da colaboração de Carlos Sainz no desenvolvimento do modelo checo. Não será de todo infundamentadas tendo em conta a ligação do espanhol ao grupo VW, e também ao facto de já ter usado um Skoda Fabia WRC de Kopecky no Rally de Shalymar (Madrid). Actualmente, o piloto de testes é Sebastien Lindholm, mas em competição deverá estar reservado para Jan Kopecky, que esta temporada adquire experiência com S2000, disputando algumas provas do WRC e IRC, com os modelos da Fiat e Peugeot.
Os espanhóis falam já na hipótese de Carlos Sainz voltar a participar no Rali Shalymar - que se disputa nos arredores de Madrid e que este ano subiu ao Nacional - novamente ao volante de um Skoda Fabia, mas agora no novíssimo S2000.

Leia Mais

Recordando o Slalom de 2004

A primeira prova do Troféu de Slalons do Sul decorreu no passado fim-de-semana em Vila do Bispo e foi ganha por Rui Coimbra no Opel Corsa 1.6. Apesar de contar com um leque interessante de concorrentes, a competição já viveu melhores dias.
Fui ao meu "baú das recordações" e encontrei um filme do primeiro slalom algarvio dos tempos modernos. Organizado no evento Expodesporto de Portimão contou com muitos concorrentes num variado leque de viaturas e com muito público. A prova serviu principalmente para o espectáculo, com muitas atravessadelas, slides, piões, enfim tudo o que os espectadores gostam. Entre eles contavam nomes conhecidos dos regionais a sul, como são o caso de Luís Nascimento, Augusto Páscoa, Artur Cruz, Ledesma dos Santos, Paulo Nascimento, Márcio Charata, José Jesus, João Monteiro, Jorge Brito, Bruno Alambre... e uma equipa Yuri e Yara.
Pço desculpa pelo facto das imagens não terem qualidade, mas já têm 4 anos, e na altura foram gravadas pelos Windows Movie Maker a partir de um cartão de 16Mb da handycam. Como se não bastasse ainda tive que compactar. Infelizmente não sei onde pára a cassete destas filmagens. Na mesma:Expodesporto - Slalom de Portimão 2004.

Leia Mais

terça-feira, março 11

Primeiro Round S2000 na Camacha

O Campeonato da Madeira de Ralis tem o arranque marcado para este fim-de-semana, com a disputa de mais uma edição do Rali da Camacha. Acompanhando a tendência nacional, a lista de inscritos regional sofreu um decréscimo acentuado em relação às últimas temporadas. Apenas 27 concorrentes inscreveram-se na primeira prova do regional, diminuindo a quantidade mas mantendo a qualidade competitiva a que o regional nos habituou.

O grande destaque vai para a luta entre os S2000, de Vitor Sá e Alexandre Camacho. O campeão madeirense parte em vantagem, pois já havia usado um S2000 na temporada passada, mas mudou de marca. Vitor Sá optou pelo Peugeot 207 S2000, mantendo a assistência da Barroso Sport, e contando com as notas do regressado Ornelas Camacho. Por outro lado, Alexandre Camacho conseguiu os patrocínios suficientes para tripular um Peugeot 207 S2000, contando desta vez com a navegação de Pedro Calado.

Será o reatar da luta de 2006, quando ambos tinham os S1600 competitivos (Renault e Peugeot) e muitos relataram ser o final do dominío Sá. Desta feita os argumentos são muito equitativos – viatura semelhantes, duas estruturas competentes (Peugeot Sport e Barroso Sport), dois pilotos rápidos e com conhecimento de terreno, sendo que o factor desiquilibrante reside na disponibilidade financeira.

A passagem de Alexandre Camacho para um S2000 deixou a classe S1600 mais pobre, mas não menos competitiva. O favoritismo recaiu sobre Filipe Freitas com o Renault Clio S1600, que enquanto espera pela oportunidade de um S2000 mantém a aposta na classe A6. Por outro lado, os irmãos Nunes (António e Miguel, ambos em Peugeot 206) entram motivados na nova temporada depois do pódio alcançado no Rali do Faial. As estreias ficam reservadas para José Carlos Magalhães com um Fiat Punto S1600, e para Miguel Ferreira que adquiriu o Peugeot 206 S1600 ex-Alexandre Camacho.

A passagem das viaturas S2000 para o agrupamento de Turismo, deixa a porta aberta aos Grupo N convencionais para um campeonato competitivo. Isto apesar de João Magalhães ter conquistado o título de 2007 com Mitsubishi EVO IX, e ser dos principais candidatos a revalidá-lo. Como rivais terá os decanos da classe - os "Rui's". Rui Fernandes mantém a aposta no Mitsubishi, enquanto que Rui Pinto depois de um ano menos conseguido resolveu deixar de parte o Subaru Impreza, e adquirir o Mitsubishi Lancer EVO IX à Top Run, utilizado por Renato Travaglia no R.V.M. Será uma luta muito interessante de "nove's".

Nota final para a estreia do Renault Clio R3 da ARC Sport por Alexandre Jesus / Victor Calado, que infelizmente, é a única viatura da classe A7 em prova.

A prova é constituída por 8 especiais de classificação, totalizando 89,78 quilómetros cronometrados e disputada integralmente no Sábado, dia 15 de Março.

Leia Mais

segunda-feira, março 10

Larry Cols sofreu um acidente grave

Durante uma sessão de testes de preparação para a temporada 2008 com a sua nova equipa, o belga Larry Cols sofreu um aparatoso acidente com o Polo S2000. Do acidente resultou a morte de Hans Goudezeune, filho do piloto Gaby Goudezeune e engenheiro da equipa de René Georges. Cols sobreviveu ao acidente mas encontra-se internado no hospital em estado crítico. Ao que tudo indica, quando numa das sessões de testes navegado por Hans Goudezeune, Cols perdeu o controlo da viatura embatendo com violência contra uma árvore.


Às vezes as más notícias viajam aos pares, e se é certo que não passa de uma crença injustificada, também é verdade que após o acidente de Aghini no Rally del Ciocco perdeu-se outra vida.

Larry Cols é conhecido do publico madeirense, pois já participou em duas edições do Rali Vinho Madeira. Em 1997 incluído na Copa Cinquecento, e em 2001 com Dany Colebunders com o Peugeot 206 WRC da Bastos, acabando na 13º posição. No Rali de Portugal apenas participou em 1999 com um Mitsubishi Carisma GT de Agrupamento de Produção.

Leia Mais

Convidados para o Rally de Portugal

Durante a semana passada, na apresentação do Rally de Portugal foram divulgados os nomes de alguns dos pilotos que constam da lista de convidados da organização da prova.
Como cabeça-de-cartaz o francês Didier Auriol disputará a prova com um Fiat Punto S2000. Não deixa de ser surpreendente este wildcard, pois há umas semanas a Grifone garantia a presença em algumas provas do IRC com o Corolla/Auris S2000 com Auriol, sendo Portugal uma das escolhidas. Ou existiu um recuou da Grifone, ou então uma alteração de viatura, uma vez que a Grifone também possui nas suas fileiras o Punto S2000, viatura que o francês também já testou. Quase a chegar aos 50 anos, Auriol tem um currículo invejável do qual sobressai o título mundial em 1994 com o Toyota Celica. Seu maior sucesso na prova portuguesa foi em 2002, já com o rali fora do mundial, com um Corolla WRC. De resto conta com 4 pódios (3 segundos e 1 terceiro lugar). A sua última participação ocorreu em 2005 como piloto convidado para tripular um Subaru Impreza WRX, acabando a prova após uma saída de estrada. Não apresentando os níveis competitivos para lutar pela viória, certamente o seu carisma ou mediatismo devem ter pesado na escolha pelos elementos da prova.

Também em Fiat Punto S2000 aparece o François Duval. Depois de uma presença no mundial como piloto oficial pela equipa Stobart, onde obtive a quarta posição com um Ford Focus WRC, o belga encontrasse afastado da competição. A sua participação com um Punto S2000 não é inédita. No ano passado, tripulou um Fiat da AutoMeca no Rally de Condroz e venceu. Piloto rápido e exuberante, sente-se particularmente à vontade em pisos de asfalto, embora a única vitória que detenha no mundial de ralis foi no Rally da Australia de 2005, quando tripulava um Citroën Xsara oficial. É dos pilotos que conseguem surpreender tudo e todos pelos bons e pelos maus motivos – o mesmo será dizer pelo andamento demonstrado, como pelos erros infantis que às vezes comete.

Da Finlândia chega Juho Hanninen. Um dos principais adversários de Armindo Araújo e Bernardo Sousa no Campeonato Mundial de Produção é um piloto rapidíssimo, com uma condução extraordinária e exuberante que no último ano lhe valeu alguns amargos de boca, nomeadamente despistes aparatosos. A sua exibição no Rally da Suécia deste ano foi assombrosa, lutando taco-a-taco com o Peugeot 207 S2000 de Patrik Sandell. Mesmo depois de assumir a liderança com uma vantagem considerável (fruto de um erro de Sandell) não baixou os braços, e vingou a desclassificação da temporada passada. Esta rapidez já lhe valeu a participação em três provas do mundial com um Mitsubishi Lancer WRC, das quais destaco o 8º lugar na Sardenha, que lhe deu o único ponto no WRC. Será interessante a forma como abordará à prova, agora que “joga no terreno do adversário”.

Finalmente, e mais importante, a presença de Armindo Araújo e Miguel Ramalho com o Mitsubishi Lancer EVO IX. A dupla portuguesa do PWRC volta a jogar em casa, e com “armas semelhantes ao inimigo”. Depois da prestação menos conseguida do ano passado com o WRC, Armindo Araújo volta com o EVO IX e concerteza quer mostrar serviço. Sem pressão dos pontos, nem nenhuma competição directa, terá carta branca para atacar a vitória. Esta será a prova ideal para se mostrar internacionalmente: com a divulgação da Eurosport, com uma lista de adversários competitiva, e com o conhecimento do terreno (a sua exibição em 2006 foi brilhante) é, a par com Bruno Magalhães, a esperança portuguesa para alcançar a vitória. Mesmo com as diferenças entre S2000 e Grupo N convencionais, Armindo têm uma palavra a dizer.

Falta referir que está já está em marcha o desafio BF Goodrich Drivers Team, com o qual a marca de pneus em parceria com a Kronos e ACP irão escolher um concorrentes para disputar o Rali de Portugal com um Peugeot 207 S2000. Actualmente está em fase de recepção de candidaturas, cujos requesitos consistem em ter licença desportiva FPAK num dos úiltimos três anos, nacionalidade portuguesa e enviar um currículo desportivo. Posteriormente, será feita uma pré-selecção de três candidatos que depois serão escolhidos por um júri constituido por um representante do ACP, um da BF Goodrich e 15 jornalistas. Actualmente são alguns os nomes referenciados como candidatos: António Rodrigues, MEX Machado dos Santos, Jorge Pinto, Ricardo Teodósio e Miguel Campos estão entre eles.

Leia Mais

domingo, março 9

Tragédia no Rally Ciocco

Infelizmente estão de regresso as notícias trágicas ao mundo dos ralis. O Rali de Ciocco, prova inaugural do Campeonato Italiano de Ralis, foi interrompida após a morte duma espectadora, que foi atropelada pelo Subaru Impreza WRX de Andrea Aghini.
Ao que parece, a referida espectadora levou um cão para a especial, e terá sido numa altura em que tentava apanhar o animal, que lhe tinha fugido, que se deu o embate com consequências fatídicas.
As quatro equipas oficiais presentes na prova (Abarth, Mitsubishi, Peugeot e Subaru) apoiaram de imediato a decisão de dar por terminada a prova. Para Aghini, esta foi a segunda vez que esteve envolvido num acidente mortal, já que há uns anos atrás, o seu co-piloto Loris Roggia, faleceu quando ambos se despistaram, aos comandos de um Peugeot 206 S1600, numa das especiais do Rali de Salento.
Na altura em que foi interrompido, Piero Longhi, colega de equipa de Aghini, liderava a prova, 0.3s na frente do Peugeot de Luca Rossetti, que por sua vez estava classificado à frente de Renato Travaglia, em Fiat Punto S2000. Em 30 anos de história, O Rally del Ciocco foi pela primeira vez visitado pela morte…
retirado de AutoSport
Não há necessidade de acrescentar muito mais. Apenas alertar que todos os cuidados são poucos: a segurança do público e dos concorrentes deve vir sempre em primeiro lugar. Um acidente que deu-se de forma trágica e estúpida ensombrando a prova, mas acima de tudo enlutando uma família.

Leia Mais

Bruno Magalhães entrou a ganhar

O campeão nacional Bruno Magalhães averbou mais uma vitória no Campeonato de Portugal de Ralis ao sair vitorioso da primeira prova – Rali Torrié. Contando com um Peugeot 207 S2000 bem afinado e com as notas de Mário Castro, Bruno cedo deu mostras de querer resolver a contenda a seu favor. Venceu as primeiras especiais e foi somando segundos preciosos. Mas a sua liderança não foi tão avassaladora como na temporada passada, pois os rivais directos numa luta impressionante a espaços averbaram algumas vitórias em troços, embora nunca estivessem verdadeiramente questionado a supremacia da dupla da Peugeot Sport.

O interesse desportivo do rali residiu na luta pelo segundo lugar com três concorrentes a protagonizarem um “despique” à décima de segundo. José Pedro Fontes, Bernardo Sousa e Fernando Peres decidiram animar a prova, e imiscuiram-se numa luta espectacular que aqueceu a prova. O primeira a ficar arredado da luta foi Fernando Peres, pois problemas no diferencial dianteiro do Lancer do Mitsubishi Lancer EVO IX afastou-o do pódio. A luta entre Bernardo e José Pedro Fontes foi digna de um “filme de suspense”. Num jogo ora ganho eu, ora ganhas tu, José Pedro Fontes superiorizou-se na estrada, mas tal e qual reviravolta Hollywoodiana no último parque de assistência o Fiat Punto S2000 recusou-se a pegar e penalizando 10 segundos por atraso, perdeu o segundo lugar, caindo para a terceira posição. A preparação intensiva e os testes de pré-época não foram ainda suficientes para contestar a hegemonia da equipa Peugeot, mas a imagem deixada foi positiva.

A grande surpresa desta temporada chama-se Bernardo Sousa. Não pela rapidez, mas pela capacidade de aliar à mesma, a regularidade, e espectacularidade que no final foi compensado com um segundo lugar, e uma vitória no agrupamento de produção. A ida para a equipa mundial da Red Bull, e a entrada de Carlos Magalhães para a navegação com certeza foram determinantes para a maturidade demonstrada pelo jovem madeirense. Em duas provas (WRC e CPR) dois resultado positivos.

A estreia de Vítor Pascoal com o Peugeot 207 S2000 foi ofuscada pela luta que o antecedia na tabela classificativa. Sem demonstrar o à vontade necessário para discutir os lugares do pódio, foi gradualmente subindo de ritmo e na adaptação da viatura, e nas próximas provas certamente discutirá os lugares cimeiros. A quarta posição final é fruto da regularidade, mas também do aproveitamento dos azares alheios.

Com um Subaru Impreza Spec C ultrapassado da ARC Sport, Adruzilo Lopes mostrou que quem sabe nunca esquece, e “esmifrando” ao máximo a máquina japonesa alcançou um muito positivo 5º lugar. Logo atrás ficou o azarado Fernando Peres, que também mostrou que a maturidade é um posto, demonstrando que se encontra numa fase positiva. Certamente o ritmo competitivo que trás também do campeonato açoreano ajudou, mas há que contar com ele na disputa do campeonato de Promoção.

Nuno Barroso Pereira, acompanhado por Nuno Rodrigues da Silva, levou o Fiat Punto S2000 ao sétimo lugar final, naquela que foi a sua estreia com a viatura em provas de terra. Valter Gomes levou o EVO VIII MR ao último lugar pontuável, mas sem a condução exuberante e efusiva das últimas temporadas - no entanto ainda conseguiu uma vitória numa especial (apesar de ex-aequo com Bernardo Sousa e Bruno Magalhães).

Desta feita sem terminar nos pontos, Pedro Leal e Redwam Cassamo dominaram a seu bel-prazer a classe Diesel. Com prestação muito positiva e imiscuindo-se entre os primeiros, apesar dos argumentos diferentes, levou o Fiat Stilo à nona posição final.

A fechar os dez primeiro, Paulo Antunes e Jorge Amorim, que superiorizaram entre os concorrentes do troféu C2 (o único troféu monomarca do campeonato nacional). Dando continuidade à supremacia que trazia da temporada passada, ofuscou os restantes concorrentes da competição, e ainda venceu a classe A6, na frente de Carlos Matos em Renault Clio S1600. Na segunda posição fo Troféu C2 ficou Carlos Costa, que disputou a posição com Rodrigo Ferreia, superiorizando-o por apenas 6,6 segundos.

Entre os concorrentes que não finalizaram a prova, Pedro Meireles foi o mais azarado, cuja saída de estrada com o Subaru Impreza, embora sem consequências não o permitiu continuar a prova. Para além deste, apenas mais quatro concorrentes abandonaram com problemas mecânicos.

Leia Mais

sexta-feira, março 7

A verdade da mentira

… ou a mentira da verdade. Poucas horas depois de noticiada a presença de Vítor Sá com um Fiat Punto S2000, um comunicado oficial da equipa informava que a viatura que irá disputar o Campeonato da Madeira de Ralis é o Peugeot 207 S2000.

De acordo com os novos dados fornecidos, efectivamente, Vítor Sá testou ambos os carros – Fiat e Peugeot, da Barroso Sport em França. Mas a escolha já vinha desde o final da temporada passada, e recaia decisivamente para o Peugeot. A parceria para 8 provas com a Barroso Sport visa revalidar o título de campeão regional madeirense.

Vitor Sá regressa a uma marca que lhe deixou boas recordações com o modelo 306 Maxi. Para além de títulos regionais, venceu a prova raínha do desporto madeirense: o Rali Vinho Madeira de 2004, com o 306 Maxi preto e vermelho.

Imcompreensivelmente alguns orgãos informativos deram como certo Vitor Sá num Fiat Punto S2000. Alguma má interpretação, fontes mal informadas, equívocos, mudança radical de opinião ou outro factor que desconheço alteraram (ou não) o rumo dos acontecimentos.

Nos ralis as contra-informações também andam depressa. Veja-se o caso da saga MCoutinho. Decidiu efectuar uma pausa, prometendo um ano sabático da própria equipa, deixando o seu piloto das últimas temporadas sem projecto para 2008.

MEX já havia referido, por entrelinhas, que os principais patrocinadores saíram para um rival directo, mas não mencionou nomes. Quem esteve atento nos testes de preparação para o Rali Torrié certamente apercebeu-se que Vitor Pascoal ostentava no seu Peugeot 207 S2000 o patrocínio da MCoutinho e da Mobil. Apesar de não participar directamente no nacional, o Grupo MCoutinho decidiu unir esforços dos três concessionários (Nordeste, Douro e Centro) e viabilizar o projecto do S2000 para Vítor Pascoal, que promete ser ganhador.

Tal e qual novela mexicana as reviravoltas sucedem-se nos ralis portugueses.

Leia Mais

quinta-feira, março 6

Vitor Sá de Punto

Depois de notícias que davam como certa a presença de Vítor Sá no Campeonato da Madeira com um Peugeot 207 S2000, heís que a pouco mais que uma semana do início da temporada, o deca-campeão madeirense optou por tripular um Fiat Grande Punto S2000, na primeira prova – Rali da Camacha.

Alguns dias de testes na França com viaturas da Barroso Sport, nomeadamente dois Peugeot 207 e um Fiat Punto, Vitor Sá considerou que o carro francês não estaria do seu agrado. Tendo em conta a habituação ao Fiat Punto (foi numa viatura destas que venceu o regional da época passada) e as novas evoluções para 2008, esta será a melhor opção para defender o título. Esta temporada, Sá contará com a oposição de Alexandre Camacho, que tripulará um Peugeot 207 S2000, que foi montado pela Peugeot Sport de Carlos Barros.

Certamente este campeonato será um teste de fogo, pois nas últimas temporadas o 207 foi considerado superior ao Punto, pelo que a decisão de Vitor Sá embora surpreendente, poderá revelar algum trunfo.

Por outro lado, a opção Punto terá caracter provisório, uma vez que outras opções estão em aberto.

Leia Mais

quarta-feira, março 5

Programa do Rally de Portugal

A organização do Vodafone Rally de Portugal 2008, a cargo do ACP, divulgou o programa da prova, que este ano integra o Intercontinental Rally Challenge.
Com a saída do WRC, dá-se uma diminuição substancial dos troços, apenas contabilizando 13 especiais de classificação em duas etapas, destacando a saída dos troços de Tavira. O Rali começa na quinta-feira, dia 8 de Março, com uma Super Especial em asfalto no Parque de São Francisco em Faro pelas 18:05, antecedida por uma cerimónia de Partida.
Na Sexta-Feira dá-se a continuidade ao rali com duplas passagem pelos troços de Loulé, Vascão e S.Brás. No último dia o rali segue para este, com os troços de Santana da Serra, Ourique e Almôdovar, serem percorridos por duas vezes. A prova acaba com o pódio no Estádio do Algarve, por volta das 18:00.
Num percurso de 807,38 km, cerca de 30,9 % são de Especiais de Classificação (249,74km).
Como é habitual, o shakedown do rali é na quinta-feira, dia 8, no troço de Vale Judeu (Loulé).
Para mais informações consulte o site oficial.

Leia Mais

terça-feira, março 4

Rally Costa Brava Històric

Decorreu no passado dia fim-de-semana mais uma prova de históricos, o Rally Costa Brava Histórico organizado pelo rallyclassics.org.
No evento compareceram mais de 150 concorrentes, alguns deles bem conhecidos dos ralis internacionais. Sandro Munari em Lancia Stros HF, Jean-Pierre Nicolas em Porsche 911 Gr.4, Mia Bardolet com um Alfa Giulia Super, e também participaram alguns portugueses, como Nuno Rodrigues, João Queiroz, Paulo Grosso e João Rodrigues navegado pelo Filipe Fernandes.

Mas o nome que mais impressionou é o de Hans Babler num Autobianhci. Não é nenhuma lenda do automobilismo, mas o destaque é tão somente pelo facto de ter 84 anos, e estar para as curvas como gente jovem.


O espanhol Babler é pai de Jorge Babler que foi campeão espanhol de Velocidade em 1970. Curiosamente o seu filho teve como navegador Antonio Zanini (o mesmo que andou de Porsche e Talbot e também se sagrou campeão de ralis espanhol). Infelizmente Jorge faleceu em 1990 num acidente de viação, com 43 anos. Hans Blaber desde essa altura participa com regularidade em provas de rally classicos, mostrando que “velhos são os trapos”.


Fotos da Prova (Foro Escala 43/MotorSpain)

Leia Mais

segunda-feira, março 3

Loeb soma mais uma vitória no México

A terceira prova do mundial de ralis, o Rali do México, teve como vencedora a dupla Sebastien Loeb / Daniel Elena em Citroën C4 WRC. Depois de um percalço no shakedown, com o motor danificado e uma saga de troca de motores, parecia que o suspense sobre se a fiabilidade do C4 e a confiança de Loeb marcaria a prova, e seria mais um trunfo para os principais rivais.

O primeiro dia de prova foi dominado por Jari-Matti Latvala, que saindo da terceira posição aproveitava a estrada limpa deixada pelos concorrentes que o precediam. Surpreendentemente e motivado pela vitória na Suécia, Latvala parecia ter tomado o gosto pela vitória, e os concorrentes directos têm razões para se preocupar. Mas no segundo dia, virou-se o feitiço contra o feiticeiro, o mesmo é dizer que Latvala saia na frente do rali, e Loeb com alguns ajustes na suspensão deferiu um forte ataque e assumiu a liderança. Latvala não baixou os braços, e mantinha-se sempre muito próximo até que um problema no tubo do turbo provocou falta de potência, arrecandado-o da luta perdendo mais de dois minutos. Loeb apenas teve que manter o ritmo e levar o Citroën até final para arrecadar a 38ª vitória no mundial.

Outra das surpresas da prova foi protonizada por Chris Atkinson. O piloto da Subaru efectou uma prova muito rápida e segura, andando próximo dos dois homens da frente, mas faltava-lhe sempre um “bocadinho assim”. Aproveitou o azar de Latvala, para subir ao segundo lugar, averbando o seu melhor resultado até ao momento no WRC.O último lugar do pódio para Jari-Matti Latvala, há uns meses atrás parecia um excelente resultado, no entanto, e depois da exibição mexicana, sabe a pouco.

Na quarta posição ficou Mikko Hirvonen que abriu os troços no primeiro dia e foi constantemente batido pelo seu colega de equipa. Nunca esteve em posição de lutar pelo pódio e dois furos no segundo dia no mesmo troço fizeram-no perder ainda mais o tempo e disputar com Henning Solberg até à última especial, a quarta posição. No final, Hirvonen satisfeito por conseguir manter a liderança do mundial, manifestava preocupação por não conseguir imprimir o andamento de Loeb e Latvala. Henning Solberg que defendia as cores da Munchi’s acabou na quinta posição, com alguma frustação, pois um problema num amortecedor não permitiu responder a Hirvonen.

Na sexta posição ficou Matthew Wilson, que somou pontos pela Stobart, enquanto que na sétima posição ficou Federico Villagra no segundo Focus da Munchi’s. O piloto somou dois pontos no mundial, contando com o espírito de sacrifico de Jorge Perez Companc, que efectou grande parte da prova com o dedo partido. A fechar os lugares pontuáveis ficou o mexicano Ricardo Trivino em Peugeot 206 WRC.

Petter Solberg é que não deve achar graça nenhuma, pois o seu lugar de chefe de fila está ameaçado, pelas constantes boas exibições de Atkinson. Problemas de travões e embraiagem levaram ao abandono no segundo dia, mas regressou no SuperRally e ainda deu um ponto à Subaru.

Daniel Sordo voltou às boas exibições… no segundo e terceiro dia de prova, pois na primeira especial do rali danificou a suspensão do C4 e abandonou.

A Suzuki teve uma prova para esquecer, pois Toni Gardemeister e Per-Gunnar Andersson abandonaram com problemas de motor no primeiro dia de prova. Gigi Galli também abandonou após um despiste no primeiro dia, e não foi permitido o seu regresso após constatar que o rollbar não estava preservado na totalidade.

No JWRC Sebastien Oigier fez uma prova impressionante na sua estreia no mundial com o Citroën C2 S1600. O piloto que venceu o troféu C2 francês na temporada passada demonstrou uma maturidade considerável, não dando chance aos adversários, e somando uma vantagem confortável que geriu para os dois restantes dias de prova. O pódio ficou completo com o estónio Jaan Molder e o polaco Michal Kosciuszko, ambos em Suzuki Swift S1600.

Leia Mais

domingo, março 2

WRC no México: Pedras, portas e ‘roll bars’

A exemplo do sucedido o ano passado, alguns pilotos voltaram a ter problemas com os espectadores, nomeadamente Matthew Wilson que durante o segundo dia de prova, na PE 13, viu uma pedra acertar em cheio no seu pára-brisas, não ganhando para o susto. A inconsciência do espectador que fez isto é dramática, mas nas provas de estrada, infelizmente, por vezes sucedem destas “brincadeiras” que podem acabar muito mal. Quem não deverá ficar nada contente é a FIA… (mas dá sempre uma segunda, terceira, quarta, quinta oportunidade... ou seja nada de novo na América do Sul. Será que a chuva de pedras também vigorará no pseudo Dakar).
O acidente de Gigi Galli no primeiro dia resultou em danos para o ‘roll bar’ do seu Focus, facto que não passou incólume aos comissários desportivos, que já se sabe, ao ocntrário de alguns espectadores mexicanos não brincam com a segurança. Assim sendo, o simpático italiano teve de ir mais cedo para casa.
Nota final para o heroísmo de Jorge Companc (irmão do piloto Luís Companc) que decidiu permanecer em prova mesmo com um dedo da mão partido…causado pelo fechar inadvertido duma porta, quando a mão do infeliz navegador ainda lá estava.
Alterado de Autosport

Leia Mais

sábado, março 1

Cinco minutos decisivos

O arranque do Rali do México está definitivamente marcado pela polémica que envolveu Sébastien Loeb ou mais concretamente, o motor do Citroen C4 WRC que sofreu danos ao nível do sistema de gasolina durante o “shakedown”. Depois das primeiras informações onde elementos da equipa deixavam a clara indicação que a equipa não iria ser penalizada pela troca de motor antes do arranque da prova, os Comissários Técnicos da prova chegaram mesmo à conclusão que a mudança da unidade propulsora do C4 incorria no incumprimento do regulamento desportivo do WRC, atribuindo então a penalização de cinco minutos ao piloto francês.
Perante este cenário e mesmo com a possibilidade de apelar da decisão, a equipa Citroen preferiu recuar e anunciar que preferia arranjar o motor danificado e partir com ele para a prova do que arrancar com cinco minutos de penalização. Depois de anunciar a decisão aos comissários técnicos, o C4 foi então novamente inspeccionado e acabou mesmo por ser autorizado a partir com “velho e problemático” motor depois do Delegado Técnico da FIA ter dado a garantia que os selagem do mesmo não tinha sofrido qualquer violação.
A temporada que se calculava desinteressante e dominante por parte de Sebastien Loeb sofre revezes, principalmente por causa da fiabilidade mecânica da viatura. Neste momento a prova até corre de feição a Loeb, que depois de uma luta inicial com Latvala já assumiu a liderança a meio do rali, mas os niveis de confiança na viatura certamente não rondaram os 100%.
Alterado de Autosport

Leia Mais