sexta-feira, dezembro 19

Tudo para decidir em Ourique

Depois de um adiamento devido à passagem do Rally PAX no concelho alentejano, a primeira edição do Rali Vila de Ourique marca o final do Challenge Regional de Ralis (CRDR). Disputado integralmente no Domingo, a prova em esquema de rallysprint, consiste na passagem tripla por um troço muito próximo de Ourique com 10,8 quilómetros.
À entrada da última prova do CRDR existem sete concorrentes com hipótese de vencer o troféu. A abrir a estrada, António Lampreia em Ford Escort Cosworth “joga próximo de casa” e conta com o apoio local para levar de vencido o troféu. Logo atrás José Neves e Vítor Santos, ambos com 37 pontos também querem resolver a contenda a seu favor, principalmente o piloto do Mitsubishi Lancer EVO IV que procurar repetir a vitória no Rali do CAP. Qualquer um destes três pilotos depende exclusivamente de si, bastando vencer a prova para alcançar o título.
Moralizado com a vitória no Rali Cidade de Portimão, Eduardo Valente é outro dos candidatos ao título, embora teoricamente parta em desvantagem devido a tripular um carro de duas rodas motrizes, o Renault Clio Williams.

Com o número 5 de porta, Pedro Leone quer regressar aos triunfos, e deixar para trás uma sequência de resultados menos positiva com o Ford Sierra Cosworth. Graças à regularidade e a uma sequência de resultados positivos nas provas do CRDR, José Correia em BMW 325 IX e Paulo Anselmo em Opel Corsa 2.0 também se encontram em posição vantajosa. No entanto, em ambos os casos só uma sequência fortuita de eventos permitiria almejar o primeiro lugar.

Nas contas da geral outros nomes prometem intrometer-se nos lugares cimeiros. João Monteiro, Augusto Páscoa e Jorge Baptista encontram-se numa fase positiva, e querem dar continuidade à senda de resultados.

A afinidade entre as provas do Aero Clube de Beja e os pilotos da região centro volta ao de cima. Nada mais nada menos que uma comitiva 6 concorrentes que disputam prova do Campeonato de Alenquer. O destaque vai para Carlos Valentim, no Ford Escort Cosworth que será um nome a ter em conta para os lugares cimeiros. Também com viaturas de tracção total, Luís Ribeiro, Rodolfo Ribeiro e Jaime Almeida, este último navegador pelo Fifé. Entre os repetentes António Nunes, Carlos Gomes e Manuel Grade, voltam a sul depois da presença no Rali de Beja.

Uma nota final para os esforços da organização da prova em tornar o evento interessante, compacto e apelativo. Para além da competição na estrada, também está planeada animação nocturna para a noite de Sábado, onde se incluem alguns concertos e uma exibição de perícias automóveis.

No Domingo fecham-se as contas do campeonato, e alguém terá um Natal mais feliz.
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terça-feira, dezembro 16

Notas de Portimão 2

- Vítor Santos e José Neves protagonizaram alguns momentos animados nas duas passagens pela especial da Senhora do Verde. Na especial 2, o piloto do Ford Sierra Cosworth perdeu muito tempo com os vidros embaciados e foi apanhado por José Neves. Um engano no percursos fez com que ambos os concorrentes se encontrassem frente-a-frente num cruzamento. Nestas cenas, Vítor Santos deu um toque danificando a suspensão, enquanto José Neves fez um pião perdendo algum tempo que viria a ser crucial no resultado final. Na segunda passagem, os mesmo protagonistas, mas desta feita na zona espectáculo, com Vítor Santos a protagonizar um pião e a ser ultrapassado por José Neves.

- Já que falo de Vítor Santos, há que dar uma palavra especial para Filipe Carvalho. O navegador percorreu mais de 1000 quilómetros (zona do Porto) para participar no Rali Cidade de Portimão.

- A classificação do Challenge Regional de Ralis, e consequente lista de inscritos protagonizou alguns “encazinanços” e ultrapassagens em troço. Para além do caso de Vítor Santos e José Neves, há que referir os casos de José Correia e Luís Nascimento; Filipe Baiona e Augusto Páscoa; Jaime Falcão, Jorge Baptista e João Monteiro.

- Hoje em dia já não é comum encontrar parcerias nos ralis entre casais. Na prova algarvia registaram-se dois casos, ambos na prova extra: Vítor Torres e Bárbara Torres no Ford Escort MKI, e Márcio e Vera Marreiros com o Peugeot 206 GTi.
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segunda-feira, dezembro 15

Notas de Portimão 1

- Eduardo Valente tem em Portimão uma prova talismã. A vitória obtida no Rali Cidade de Portimão apenas vem confirmar uma sequência de resultados muito positivos na prova do Clube Automóvel de Portimão. Em 2006 foi 3ª da geral, e primeiro entre as viaturas VSH, e na época passada. Em 2007 debateu-se com alguns problemas no motor do Renault Clio, mas conseguiu ser 3º VSH.

- Depois de apenas ter efectuado a Super Especial do Rali Casinos do Algarve, Jorge Baptista desta feita levou o Toyota Celica até final. Contando com a navegação de Licínio Santos, foi se adaptado ao piso e às condições climatéricas, acabando num excelente 6ºlugar.

- Com cautelas redobradas para evitar o percalço de 2007, Artur Pericão não teve uma prova fácil. Sem pneus de chuva, ou mesmo intermédios, o piloto do Opel Corsa GT optou por participar com os pneus de seco.

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domingo, dezembro 14

Afinal há regional - CRRS 2009

Afinal o Campeonato Regional do Sul não acabou, pelo menos a fazer fé no Regulamento para o CRRS 2009 que a FPAK publicou.

A maior novidade reside no aumento de provas que passam das 5 para as seis, e para o facto das pontuações finais que passam a incluir os somatórios das Divisões (em princípio beneficia as viaturas de duas rodas motrizes).

A dúvida reside na entidade organizadora. Os responsáveis do Clube Automóvel do Algarve afirmaram que não estar interessados nos regionais, e que seria o último ano da competição, pois a aposta passava pelo Mix Cup (provavelmente denominada Algarve Mix Cup). Por outro lado não existe nenhuma informação sobre o futuro do Challenge Regional de Ralis, organizado pelos clubes de Portimão, Loulé e Beja. Não existem datas, nem provas no regulamento do CRRS de 2009, mas podem surgir dois cenários possíveis: ou o CRRS disputa-se englobado no Algarve Mix Cup, ou os Challenge Regional passa a Campeonato Regional e passam a serem disputadas 14 provas para VSH (6 do Mix Cup + 2 Extras [Loulé e Casinos] + 6 do CRRS).

Brevemente esperam-se desenvolvimentos.
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Estreias e Regressos Adiados

Estavam previstas algumas estreias, e regressos, no Rali Cidade de Portimão.

Das estreias esperadas apenas Sebastien Vinoas compareceu à partida do rali. O jovem piloto fazia a sua estreia com um Peugeot 205 GTi (ex-Jorge Baptista, usado no Casinos do Algarve pelo Ledesma dos Santos). As coisas não correram de feição, pois um erro de percurso no início do rali levou à saída da prova prematuramente. Apenas fez a Super Especial, mas alguns problemas mecânicos na viatura impediram um resultado que permita uma avaliação.

Ainda não foi desta que João Tabaio trouxe o Lancia Delta HF Integrale de volta à competição, pois alguns problemas mecânicos de última hora inviabilizaram a participação. A opção passou por participar com um Ford Escort Cosworth. Infelizmente a participação acabou na 2ª especial quando problemas mecânicos levaram ao abandono.

Também primaram pela ausência André Cabeças com o VW Golf e Armando Barrados com o Renault Clio Williams.
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sábado, dezembro 13

Aspectos a Melhorar

O Rali de asfalto organizado pelo Clube Automóvel de Portimão tem melhorado gradualmente de edição para edição. Seria injusto não destacar os esforços dos seus elementos para criar um rali com maior quilometragem e mais atractivo. A união dos troços da época passada (Senhora do Verde), a Super Especial reutilizada de passadas edições do Casinos, e mesmo o novo troço do AIA são disso prova. Constatou-se um maior cuidado na organização do rali – desde os postos de controlo, aos horários, aos aditamentos e mesmo lista de inscritos.

Mas existem aspectos a melhorar e que merecem maior atenção dos responsáveis, a começar no Director de Prova. O desconhecimento do regulamento da prova, nomeadamente com o horário de reconhecimentos, e consequentemente com a preparação dos troços para o reconhecimento dos concorrentes foi uma das lacunas. Depois o roadbook apresentava alguns erros (alguns graves que induziam as equipas em erro) tanto em ligações como dentro das especiais. Pior só mesmo o facto de não existir uma descrição da especiais 3 e 5 – AIA, que colocaram os navegadores incrédulos.

Existindo duas provas distintas, reservadas aos concorrentes do Challenge e aos Extras, não existia razão nenhuma para misturar classificações. A classificação misturada que atribuía a vitória a Ricardo Teodósio e João Luz retirava protagonismo ao Challenge, e pior aos concorrentes que a disputavam. Muitos dos órgãos de comunicação que cobriam a prova divulgaram a classificação final misturada e não as duas provas que se disputaram.

Finalmente, desta vez sem culpas para a organização, foi lamentável o facto da polícia ter desviado o trânsito junto ao Auditório Municipal, devido a um concerto (salvo erro de Luís Represas), sem que existisse uma informação para os concorrentes que partiam para a Super Especial. Apenas quando chegavam ao local é que existia um elemento da organização a dar indicações sobre o desvio, que muitos concorrentes desconheciam, promovendo algumas situações incómodas (equipas perdidas), principalmente porque existiam horários a cumprir.

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Até que um pinheiro te pare...

Imagens da dupla Luís Nascimento / José Charata em Seat Marbella no troço da Cortelha, durante o Rali de Loulé (prova pontuável para o Open).

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sexta-feira, dezembro 12

Animação Nocturna para o Rali de Ourique

Extra rali, a organização aposta na Noite de Ourique para atrair os elementos da prova alentejana.

No Largo dos Antigos Bombeiros Voluntários decorrerá, a partir das 23:30, exibições com Perícias Automóveis, e música ao vivo com a Banda “Evolution”.

A animação continua no Bar “A Moagem, que a partir das 0:00 conta com o Karaoke, muitos brindes e Bebidas de Oferta. No “Sota Bar” música ao vivo com a Banda “O Gang da Ribeira”.

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Mapa de Prova - Rali Vila de Ourique

O Aero Clube de Beja já disponibilizou o Mapa de Prova do Rali Vila de Ourique, prova que marca o final do Challenge Regional de Ralis, e da época de ralis nacional. O troço será percorrido por três vezes, em sistema de RallySprint com passagens às 9:15, 10:40 e 12:05.



Acessos:

-Saída Ourique sentido Algarve pelo IC1 -virar á esq, no cruzamento para Estrada Municipal 505 sentido A.Fernandes/Almodôvar, passados 1,5kms encontra principio do troço á esquerda.
- Seguindo pela mesma EM 505,passado 1km do inicio troço, a seguir ao Monte virar esq. para terra 600mts encontra ZE1.- EM 505 passados 2,5kms inicio troço encontra placa Doceitas /Grandaços virar esq. para terra 400mts encontra ZE2.
-IC2 em Grandaços seguir placa trânsito local, passados 4kms ,encontra troço.
- Em Ourique. fim do troço junto á Rua Fonte da Alameda.
- Rua de Almodôvar em frente encontra troço em Gancho a descer.
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Abandonos do Rali de Portimão

- Um dos principais candidatos à vitória final, Luís Nascimento no Opel Corsa 2.0, abandonou após a 3ª especial do rali. Verdadeiramente endiabrado, atacou ao melhor nível vencendo o troço, mas após a Tomada de Tempos, uma nota mal tirada promoveu o despiste. Mesmo conseguindo regressar à estrada os danos no radiador, e consequentemente à junta, impediram a continuidade.


- Motivado pelo resultado no Casinos do Algarve, Pedro Charneca e Luís Assunção entraram ao ataque na Super Especial, ficando na segunda posição (melhor tracção total). A odisseia do piloto alentejana acabou no início da 2ª especial do rali, quando se despistou danificando o Ford Sierra Cosworth. Curiosamente ficou na mesma curva que o carro 0.

- Carlos Marreiros e Paulo Costa apostavam num bom resultado no Rali de Portimão. E estavam a conseguir os objectivos, até que um problema eléctrico, seguido de um princípio de incêndio danificou irremediavelmente o habitáculo do Opel Corsa 1.6.

- “Não lhe olhem ao tamanho” era uma expressão ouvida no Parque de Assistência quando se referiam ao Jaime Falcão. Pequeno na estatura, com um pequeno Rover 114, com uma rampa de faróis minúscula, e de idade avançada (acima dos 60) não perde a paixão pelo desporto. Desta vez acompanhado por Pedro Arroja, a prestação ficou-se pela segunda especial, quando problemas mecânicos com o Rover impediram a continuidade.
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quarta-feira, dezembro 10

Uma questão de Zeros

O Rali Cidade de Portimão, prova do Challenge Regional de Ralis contou teve a particularidade de contar com 3 viaturas de segurança, conhecidos como carros zero.

Estas viaturas têm o nome de “zeros”, mas tem um papel importante, que é o de alertar o público para o início da competição, e avisar a organização sobre uma eventual anormalidade dentro de uma Prova Especial. É uma função de muita importância, que deve ser desempenhada por elementos experientes, que contribuam para melhorar o rali.

Pois, a organização do rali não teve isso em conta e optou por atribuir o número 0 (a última viatura em estrada antes do início da competição) a um estreante que iria participar pela primeira vez numa viatura recém-adquirida. Certamente não era uma atitude correcta, e a organização foi alertada para tal facto, mas o rali avançou. Na primeira especial (sem contar com a SE), ao fim da terceira curva (a primeira com um maior grau de dificuldade) qual não é o espanto de ver o Ford Escort Cosworth, com o número zero capotado...

Hilário Jaime participava nesta prova como 00 (Dois Zeros) e estreava um Peugeot 205 GTi. Infelizmente, passados dois quilómetros da mesma especial – Senhora do Verde, um problema mecânico levou a encostar a viatura.

Em poucos quilómetros, a organização viu a segurança reduzida a apenas uma viatura. Joaquim Santos, que foi navegado por José Charata, ficaram encarregues de abrir os restantes troços, com o Opel Corsa 1.6 – 000 (Três Zeros). Felizmente estes dois elementos conseguiram levar a viatura até final, e desempenhar as funções a que foram destinados – abrir a estrada zelando pela segurança do público e concorrentes.
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terça-feira, dezembro 9

Tal como Cesar Baroni

A história descrita abaixo é contada na primeira pessoa, pelo José Correia. Tive o prazer de efectuar mais um rali na "Ritinha", e como é hábito não faltam histórias para contar. Desta feita o início dá-se na semana anterior quando uma queda levou a uma entorse, mas também tem um final interessante.


"Para mim as dificuldades para o Rali Cidade de Portimão começaram no Sábado anterior à prova, onde uma queda aparatosa me mandou para o Hospital de Faro donde saí 6 horas depois com a sentença traçada: Entorse no tornozelo do pé direito, uma semana no mínimo sem colocar o pé no chão, ligadura e meter muito gelo. Ora bem, uma semana depois era o Rali…a coisa não estava fácil.


Feito o teste no Sábado de manhã para avaliar se estava ou não em condições físicas mínimas para correr, o resultado foi positivo, as dores não eram muitas e a decisão foi partir para a prova e logo se vê.


A Super Especial foi feita com muito cuidado pois ao meter o carro no Parque Fechado o cabo do travão de mão tinha-se partido e a roda traseira direita estava travada. Após a SE o nosso incansável Quim (Almeida) lá se jogou para baixo do carro e com a ajuda do Bruno Alambre, do Licínio e do Paulo Jesus lá se resolveu o problema da forma mais simples: anular o travão de mão por completo. Assim como assim nunca uso travão de mão a não ser para estacionar…

Primeira PEC de Domingo, primeira vez que guiava o carro à chuva, com uns pneus 175/14 mais apropriados para um Renault de 800 kgs que para um BMW com quase o dobro do peso e lá fomos nós. Um susto numa das primeira curvas do troço, onde um poste eléctrico se aproximou do carro mais do que o previsto serviu como alerta e tentámos manter um ritmo constante mas seguro. Na Zona Espectáculo ainda deu para divertir a malta e a pouco menos de um quilómetro do final o Joe, como tinha previsto, apanhou-nos no troço, pisca para o lado para ele passar e tentamos seguir o rápido Corsa até final, o que se revelou tarefa impossível.


Segunda PEC, a do AIA. Correu dentro do previsto mas o tempo foi bastante mauzinho quando comparado com o que tínhamos feito na Senhora do Verde. Confesso que ainda não percebi porque razão perdíamos tanto tempo nesta PEC, as trajectórias até nem foram assim tão más e o carro até andou em quarta velocidade a mais de 180!


Segunda passagem pelo troço grande, atacámos um pouco mais, tirámos 5 ou 6 segundos á primeira passagem mas já estava mais a pensar em trazer o carro até final para ver se dava para ir a Ourique. Pelo meio ainda fizemos algumas atravessadelas mais exuberantes, algumas das quais em terceira já bem depressa...


Novamente o troco do AIA e novamente um tempo “miserável” mas a satisfação de ter acabado o 6º rali da temporada em 8 provas disputadas e de estar bem classificado no Challenge, fruto de alguma constância de andamento e regularidade, como o Bruno (mestre dessa mesma táctica) disse.


Ao fim e ao cabo foi o resultado possível para um “coxo” finalmente assumido. As dificuldades nas travagens eram algumas devido à entorse e a política de contenção de despesas não permite arriscar muito.


Estamos (..) na corrida ao título. Agora a sério, o mais importante foi que a prova até deu algum gozo, que a actual classificação no Challenge é engraçada e que iremos ao Rali de Ourique com o mesmo espírito de sempre: Divertirmo-nos um bocado sem arriscar muito. Obviamente que a vitória no Challenge é algo de impossível mas um resultado dentro dos seis ou sete primeiros no final do Troféu já nos deixaria muito felizes.


Falta explicar o título. Em 1993, o francês Pierre-Cesar Baroni chegava à Madeira com uma lesão na perna devido a um acidente em rali (não me recordo se foi em testes ou noutro rali). Queixando-se de dores, reconheceu que a sua deslocação era feita apenas com o intuito de pontuar, o que seria muito difícil. Acabou o rali na 4ª posição, e somou importantes pontos que foram recompensados no final com o título europeu.
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Rally_Portimao

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segunda-feira, dezembro 8

Vitória de Eduardo Valente em Portimão

No passado fim-de-semana disputou-se o Rali Cidade de Portimão, prova pontuável para o Challenge Regional de Ralis. Disputado em condições atmosféricas instáveis, que condicionavam a escolha de pneumáticos por parte dos concorrentes, a incerteza quanto à vitória perdurou até ao último metro do rali.

O rali começou com uma Super Especial nocturna disputada no Parque das Feiras. Aproveitando um traçado usado nos Casinos do Algarve, o Clube Automóvel de Portimão quis aproximar os carros do público e foi bem sucedido. Augusto Páscoa e Leonel Fernandes num Renault 11 “Williams” entrou com o pé direito, averbando o melhor tempo, superiorizando a Pedro Charneca e Eduardo Valente por mais de dois segundos.

Os aguaceiros que caíram na madrugada de Domingo foram suficientes para “baralhar” as escolhas dos concorrentes. Eduardo Valente e João Lelo em Renault Clio Williams venceram a primeira passagem pelo troço de Senhora do Verde (15,85 km) e assumiram a liderança do rali, com um toque pelo meio do troço. Luís Nascimento subiu para a segunda posição a 11,7 segundos. Implementando uma postura ofensiva José Neves, em Mitsubishi Lancer EVO IV, ficavam no terceiro posto, perdendo algum tempo após ter apanhado o concorrente que o antecedia em troço.

A primeira passagem pela especial que era circundante ao Autódromo Internacional do Algarve foi vencida por Luís Nascimento, que se despistou logo após a Tomada de Tempos. Apesar de regressar à estrada, danos no radiador do Opel Corsa impediram a progressão. Eduardo Valente reforçou a liderança somando mais três segundos de vantagem sobre José Neves.

Na quarta especial deu-se a reviravolta nas contas do rali. José Neves atacou decidido e aproveitou os problemas na suspensão do Clio de Valente para ascender à liderança com 2,6 segundos de vantagem. Ficava tudo em aberto para a última especial.

Na segunda passagem pelo AIA, Eduardo Valente contra-atacou e retirou 5,4 segundos à primeira passagem. José Neves não conseguiu efectuar uma prestação semelhante à especial anterior, e viu-se surpreendido no final, com uma diferença de 4,1 segundos. Curiosamente, só à entrada do último Parque de Assistência, e já com os tempos averbados é que os concorrentes (e público) tiveram conhecimento do desfecho do rali.

Se a luta pela liderança do rali foi intensa, o mesmo se pode aplicar ao último lugar do pódio. Augusto Páscoa e João Monteiro foram os intervenientes, com a vantagem a pender para o lado do piloto com viatura de tracção total. João Monteiro e José Texeira no Ford Sierra Cosworth não conseguiram repetir a proeza do Casinos do Algarve, muito por culpa dos pneus que não eram ideais para o piso molhado. Numa prova onde efectuaram uma progressão, após adaptação às condições, “roubaram” o terceiro posto na última especial do rali. Augusto Páscoa acabou o rali na quarta posição, dando continuidade ao bom desempenho obtido no Casinos do Algarve. No entanto, o piloto do Renault 11 Williams voltou a ser batido nas lutas individuais.

Fazendo valer da regularidade, António Lampreia e Pedro Macedo voltaram a acabar nos lugares cimeiros, desta vez na 5ª posição. Graças a este resultado, a equipa do Ford Escort Cosworth assumiu a liderança do Challenge.

No sexto posto acabou Jorge Baptista, que desta vez foi acompanhado por Licinío Santos. O piloto do Toyota Celica 4WD teve uma adaptação positiva à viatura e ao terreno, melhorando as prestações e subindo na classificação. Vítor Santos e Filipe Carvalho não tiveram uma prova fácil, com um conjunto de contrariedades que condicionaram o resultado. Com problemas de embaciamento, um toque que danificou a suspensão, alguns piões tudo contribuiu para que apenas conseguissem um sétimo posto. Luís Reis e Miguel Jorge em Renault 11 Turbo fizeram valer o conhecimento do terreno para acabar na oitava posição, superiorizando-se na última especial a José Correia por apenas 1,4 segundos. A fechar os dez primeiros, a equipa Diamantino Santos e Hélio Rodrigues, que traduzem em resultados o andamento imposto no Ford Escort XR3i.

A prova também registou alguns abandonos, destacando-se o do Pedro Leone com problemas de caixa de velocidades, Luís Nascimento e Pedro Charneca fruto de despistes e Carlos Marreiros com um princípio de incêndio.

Faltando apenas uma prova para acabar o Challenge Regional de Ralis, sete pilotos estão matematicamente habilitados a vitória final: António Lampreia, José Neves, Vítor Santos, Eduardo Valente, Pedro Leone, José Correia e Paulo Anselmo. A competição encerra a 21 de Dezembro, com a disputa do Rali Vila de Ourique.
Foto: Marco Santos
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Teodósio impôs-se nos Extras

Na competição reservada aos Extras do Rali Cidade de Portimão, Ricardo Teodósio e João Luz foram os grandes dominadores. Aliando a rapidez ao espectáculo, a dupla algarvia superiorizou-se sem dificuldades aos comandos do Citroën Saxo Kit Car, efectuando a impressionante média de 102,9 Km/h.

A equipa Pedro Lança e Ricardo Baptista em Citroën Saxo 1.6 acabaram na segunda posição, rodando regularmente nesta posição, e efectuando tempos muito próximos dos mais rápidos dos VSH. Márcio Marreiros e Vera Marreiros estrearam o Peugeot 206 GTi, e dificilmente o resultado poderia ser melhor. Revelando uma postura competitiva interessante, e uma adaptação rápida, acabaram na terceira posição.

Os últimos postos da competição ficaram reservados aos clássicos. António Segurado e Fifé levaram o Lancia Stratos ao 4º posto final, superiorizando-se a Vítor Torres e Bárbara Torres no Ford Escort MKII. O piso escorregadio consistiu uma séria dificuldade que influenciou a prestação destes concorrentes, com viaturas de tracção traseira.
Felizmente não existiram abandonos nesta categoria.

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