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quinta-feira, abril 23

A Estatística dos Regionais

Os dados estatísticos das competições VSH realizadas na zona sul do país estão disponíveis no Ralis a Sul. Os dados contemplam as provas do Campeonato Regional do Sul (CRRS) e do Challenge Regional de Ralis (CRDR) e englobam um número elevado de parâmetros, como as vitórias, vitórias por especial de classificação, médias cronometradas, penalizações, abandonos, extensão das provas, número de participantes, entre outros.
Ficheiro do Campeonato Regional de Ralis do Sul:
O vencedor do campeonato regional foi Luís Mota, com o Mitsubishi Lancer EVO IV, no entanto não foi o concorrente que venceu mais provas - essa honra cabe a João Monteiro que venceu Vila do Bispo e o Casinos do Algarve. Entre as viaturas de 2 rodas motrizes Gil Antunes arrecadou 3 vitórias, enquanto na classe I Vasco Tintim foi o melhor 4 vezes.
João Monteiro também foi o concorrente que somou mais vitórias em especiais de classificação, sete no total, seguido de Luís Mota e Pedro Peres com 4 (neste caso todas no Rali de Loulé). Na classe II Gil Antunes somou 12 vitórias, destacando-se da demais concorrência.
A melhor média do ano ficou na posse de João Monteiro (aproximadamente 94,4Km/h) na especial de Raposeira em Vila do Bispo. Filipe Baiona e Pedro Inácio lideram o ranking de penalizações graças a um percalço em Castro Marim, no que diz respeito aos abandonos – Nuno Pinto, Rui Coimbra e José Carlos Paté somaram 4 (em 5 provas).
Rui Coimbra teve 3 navegadores diferentes – Paulo Primaz, João Lelo e Rui Santos, enquanto que Rui Santos e José Martins navegaram 2 pilotos. Renato Leria foi o “campeão” das trocas usando 3 viaturas no regional. Dos 35 totalistas nas 5 provas, apenas 4 elementos lograram finalizar todos os ralis – 2 equipas Luís Mota / Ricardo Domingos e Gil Antunes / Daniel Amaral, curiosamente (ou não) campeão e vice-campeão.
A maior prova foi Loulé com 68,8 km, seguida por Castro Marim com 66,48km cronometrados. A mais concorrida foi a de Loulé, provavelmente porque também contava para o Open (45 carros à partida).
Ficheiro do Challenge Regional de Ralis:
A equipa José Neves e José Jesus venceram o Challenge Regional de Ralis, e os números não metem – 2 vitórias em 2 ralis cruciais, e ainda soma mais uma vitória nos 4x4 em Portimão. Pedro Leone e Eduardo Valente foram os vencedores das outras provas. As restantes categorias existe mais competitividade – 4 vencedores diferentes em 4 provas. Nas vitórias por especiais José Neves também leva vantagem com 6 vitórias, enquanto nas duas rodas motrizes Luís Nascimento, Eduardo Valente e Augusto Páscoa distribuíram vitórias (6, 5 e 4). Na Divisão I – Tracção traseira Calos Gomes dominou, embora a concorrência fosse escassa.
104,4 km/h foi a média de José Neves no troço d aSra. Do Verde, no rapidíssimo troço do Rali de Portimão, em asfalto. Em terra o melhor registo ficou com Ricardo Teodósio, com 98,8Km, navegado pela Marcela Filhó no Subaru Legacy.
O regresso do Manuel Grade fica marcado pela “histórica” penalização de 40 minutos em Beja... um percalço após a super-especial, ao entrar directamente no Parque Fechado, sem parar na Assistência (45m). Pedro Charneca foi o mais azarado, com 3 abandonos em 4 provas – sempre com o Ford Sierra Cosworth. O CRDR serviu para muitas “trocas” – Ricardo Teodósio experimentou 3 viaturas diferentes e 3 navegadores (embora em Ourique tivesse feito de piloto e navegador). Jaime Falcão também teve ao seu dispor 3 navegadores diferente no pequeno Rover 114. Por outro lado, foram 5 os navegadores que trocaram de pilotos no CRDR. Finalmente, também Pedro Charneca e André Inácio trocaram de viaturas – o primeiro deixou o Sierra para o Escort MKII, enquanto o segundo experimentou o Golf e depois um AX. Apenas 11 pilotos e 9 navegadores efectuaram a totalidade dos ralis.
A prova mais extensa foi o Rali Cidade de Portimão, com 5 especiais e 44,1 km cronometrados. O Rali de Monchique foi o mais concorrido, com 37 concorrentes à partida. Apesar da classe dos quatro rodas motrizes registar bons números, a divisão 2 foi a mais numerosa, embora tenham existido um decréscimo com o avançar do campeonato.
Fica uma curiosidade: dos 5 concorrentes fizeram a totalidade dos troços do CRDR – totalizando todos os troços António Lampreia vencia, seguido de Vítor Santos e José Correia.

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segunda-feira, janeiro 5

Rescaldo de 2008

É altura de efectuar uma retrospectiva sobre a minha temporada de ralis de 2008. No início do ano surgiu o convite do Zé Correia para efectuar algumas provas dos regionais a sul, com o BMW 325 IX. Três anos após a minha última experiência e agora numa viatura de tracção total, existia algum receio de falhar na navegação.
O regresso deu-se em Martinlongo, com as difíceis condições climatéricas a serem preponderantes no resultado final. Fomos sétimos da geral, e alcançamos ambos a nossa melhor classificação em provas dos regionais. Foi um começo com o pé direito, de uma parceria que se manteve até o final da época, e das poucas que fez as 9 provas do CRRS e CRDR.
Foi um ano de evolução e plena aprendizagem. Essa aprendizagem mútua que permitiu melhorar, tanto no ritmo competitivo como na navegação: no sistema de notas, como na entoação ou na gestão de tarefas, e mesmo a mudar rodas e capacetes.
Os números falam por si: mais 5 horas em 36 especiais cronometradas, totalizando 363, 86 quilómetros. Dos 9 ralis que fizemos, acabamos 7, dos quais 5 dentro dos 10 primeiros, e um em 11º da geral. Efectuamos troços com elevada extensão, como o troço de Odeleite com 18,21 Km’s e o Corchas com 22,68 km, e curiosamente foi na terra e nos troços maiores que obtínhamos melhores resultados. Felizmente, este ano não tivemos qualquer penalização, embora muitos percalços – todos no Rali de Loulé, quase contribuíam para que tal acontecesse.
A grande “nódoa” foi mesmo o Rali de Loulé. Apesar de ter os melhores troços, foi um verdadeiro calvário, embora a satisfação de terminar essa prova foi superior a alguns bons resultados. Tudo nos aconteceu: desde um triângulo traseiro torto, a problemas com a caixa de velocidades (foi normal no final da temporada), à viatura não querer pegar no início do segundo dia do rali, a quase chocar na ligação noutro concorrente, sem esquecer um furo num troço, a quebra de comunicação num capacete, a falta de gasolina… enfim foi mesmo tudo.
Foram dois abandonos, ambas em provas do regional e que condicionaram o nosso resultado final. Em Vila do Bispo, após uma primeira ronda muito positiva onde surpreendemos pelo ritmo competitivo, o radiador saltou embatendo contra a ventoinha ficando irremediavelmente danificado. Já em Castro Marim, e depois de um brilhante 5ª lugar no primeiro troço, a “Ritinha” decidiu atirar-se para fora de estrada. A chuva, os pisos enlameados, e a posição em que ficou impedia o regresso à estrada. Talvez fosse uma questão de tempo, pois o triângulo traseiro já estava danificado, e quem sabe não foi melhor ser naquele barranco, que noutro mais elevado ou perigoso.
É difícil escolher o melhor Rali, pois para quem partilha um gosto enorme pela modalidade até os troços menos interessantes, e teoricamente mais difíceis, parecem espectaculares.
Foi excelente a cooperação com o Zé Correia – não só na aprendizagem, mas também no companheirismo. Agradeço pela oportunidade, e peço desculpa por alguns erros, ou mesmo por aquelas vezes que tive de “berrar” para acalmar os ânimos nas ligações, ou mesmo pelo silêncio do outro lado do comunicador, quando as coisas pareciam correr pior.
Para a história e para as classificações da FPAK ficam um 12º lugar no Campeonato Regional e um 6º no Challenge Regional.

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domingo, janeiro 4

Fim de época em Ourique

A época de 2008 acabou em Ourique, com a última prova do CRDR. Surpreendentemente à entrada da última prova, eu e o Zé estávamos na disputa pelo título à geral. Apesar de ser puramente matemático, o facto não deixava de ser muito interessante, pois no início do ano estava longe de imaginar que chegava à última prova nos lugares cimeiros.
A estratégia para o rali era simples. Nas parcas probabilidades de melhorar a nossa classificação geral (6º lugar), restava defender a posição, que passava por acabar o rali, se possível somando pontos na frente dos rivais directos Paulo Anselmo, Florival Neto e Augusto Páscoa.
Os reconhecimentos podiam ser feitos com calma. Não só porque era troço único, mas também porque era muito perto da Vila de Ourique, e consequentemente do Parque de Assistências. A primeira impressão não foi favorável, com muitas rectas, apesar da estrada estreita, e algumas partes com piso algo degradado. Aproveitando o tempo entre passagens íamos fazer as verificações… e aconteceu o primeiro percalço. À saída o reboque, o carro trabalhava a 4 cilindros. Se o normal é 6, e a 5 já aumenta a dificuldade, a 4 nem pensar. Foi na tenda do Team Laureate (Miguel Costa e Coimbra) que verificaram as velas, e foi efectuada a verificação.
Outro episódio fulcral passou-se na noite. Depois do jantar com a companhia do Pedro Lança, encontramos o director de prova Xico Afonso, que pediu para efectuar uma passagem pela Vila, com o intuito de animar o público que esperava por Perícias Automóveis (foi um desentendimento entre a câmara e o Clube). O Zé prontificou a ajudar… mas a “Ritinha” não deu sinais de vida. Pior que de tarde, nem a 5, nem 4, nem 3, nem cilindro nenhum. A preocupação aumentava, e as ordens eram para que o Quim Almeida viesse com rapidez, na manhã da prova para verificar as velas.
Depois das preocupação nocturnas, pois ainda estava em aberto a participação. O Quim Almeida, resolveu a situação. Trocou de velas, pôs o carro a trabalhar, efectuou a combustão da gasolina em excesso no motor…e prontos para o desafio.
1ª especial – Talvez motivado por ostentar um número baixo de porta, e com possibilidades de chegar ao título, o Zé entrou com vontade de campeão. Uns quantos atravessanços, algum exagero e brutidade até que… após um salto a viatura andou fora de estrada, à entrada de duas esquerdas, uma 4 e uma 3, perdeu-se o controle do carro, quase ficamos virados ao contrário… e com uma árvore muito perto da porta do “navegas”. Foi remédio santo… acalmaram-se “os cavalos”. Mesmo assim, o tempo não foi mau e foi o suficiente para estar na 12ª posição da geral. Afinal, o troço era muito mais engraçada que pensávamos, apesar de rápido e com muitos saltos (eram uns 5 ou 6 que parecia a Finlândia), existia alguma condução e muito gozo.
Com uma paragem pelo meio, e com noção dos tempos, todos os elementos estavam na contenda. O Paulo Anselmo fez uma boa especial, e estava na nossa frente. O João Monteiro tinha abandonado e era um dos potenciais candidatos a nos ultrapassar nas contas do CRDR. Os elementos que vieram de Alenquer também entravam na contenda, e baalhavam os resultados. No entanto, tudo jogava a nosso favor.
Especial 2: Mais adaptados à especial, e com uma condução mais agarrada à caixa, o tempo foi melhorado em 9 segundos. A diversão manteve-se, e mesmo sem percalços de maior, existia a noção que estava a correr bem. O 12º lugar da geral manteve, mas existiam dúvidas sobre os problemas de Pedro Leone, que tinha quebrado a transmissão traseira. Isto aconteceu sempre com alguns problemas na caixa de velocidades, principalmente com a 1ª, que teimava a não entrar quando existiam paragens.
Peripécia da prova: O cheiro a queimado na ligação para o Parque de Assistência deixou-nos apreensivo. Pensando tratar-se da embraiagem, afinal era o travão de mão que ficou activo desde o STOP da especial até à entrada do PA. O nervoso miudinho nem nos deixou perceber a “azelhice”.
Especial 3: Ainda mais rápido, aliamos a adaptação à especial a algum exagero. A imagem do nosso rali é reflectida por um grupo de espectadores, que deitou a mão à cabeça numa passagem mais atrevida a poucos km do fim. O Zé atravessou a “Ritinha” numa Direita 3… quase ficava espetado numa vedação (escondia uma pedra grande), e quase dava uma traseirada numa árvore. A expressão dos espectadores deu conta do nosso exagero… pena não existirem imagens. Melhoramos mais 9 segundos, e sabíamos que tínhamos acabado o ano em beleza.
O Paulo Anselmo teve problemas de potência no Opel Corsa, e o ultrapassamos no final. Foi inglório para ele, pois merecia um resultado melhor, principalmente tendo em conta a viatura, e a exibição. O Augusto Páscoa foi 4ª da geral, vencendo as 2 rodas motrizes, mas teve pontuação insuficiente para nos ultrapassar. Resultado: ficamos em 11º lugar da geral (à porta do top ten) e mantivemos o 6º lugar no CRDR.

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sábado, janeiro 3

Foto de Família

Curiosa esta foto, tirada pelo Paulo Homem (MondegoSport), que reúne quase todos os candidatos aos título do Challenge Regional de Ralis VSH 2008.
Começando no topo com os pilotos: Pedro Leone, José Correia, Vítor Santos, José Neves, Pedro Charneca (como intruso), António Lampreia, Eduardo Valente e Paulo Anselmo.
Em baixo, os navegadores: Bruno Ramos, o navegas do Zé (e autor destas palavras), Frederico Carvalho (que substituiu o irmão Filipe), José Jesus, Pedro Macedo, João Lelo e José Gago (que nesta prova substituiu Florival Neto).
Se os candidatos a pilotos estão todos na imagem, faltavam 3 navegadores para completar a imagem: Filipe Carvalho e Florival Neto estiveram ausentes, e Licínio Santos que graças aos resultados com Paulo Jesus e Jorge Baptista chegava à última prova com aspirações ao título de navegadores.
Como no meio está a virtude, os vencedores do Challenge foram José Neves e José Jesus.

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