sexta-feira, agosto 6

RVM - Bruno Magalhães bateu e está fora do Rali


Bruno Magalhães abandonou o Rali Vinho Madeira após uma saída de estrada no troço de Terreiros, a terceira especial classificativa da prova.

O piloto português não conseguiu controlar o carro e galgou um muro separador. O Peugeot 207 S2000 só se imobilizou no fim de uma pequena ravina e ficou parcialmente destruído.

Ao que tudo indica, tanto Bruno Magalhães como o seu navegador Carlos Magalhães, escaparam ilesos a este violento despiste.

Luca Rossetti foi o mais rápido nesta especial e passou para o comando da prova, tendo ganho 6.5 segundos a Freddy Loix que foi o mais rápido na especial anterior.

Kris Meeke caiu para o terceiro posto, já que os travões do seu 207 S2000 começaram a falhar a sete quilómetros do fim da especial.


Despiste aparatoso


O despiste sucedeu quando após um pequeno salto o piloto tinha uma reta muito rápida seguida de um gancho fechado à direita. Nessa travagem, o carro derrapa às quatro rodas saindo violentamente para uma pequena ravina do lado esquerdo da estrada, mesmo a meio do gancho, com o carro a capotar violentamente. Felizmente, piloto e navegador saíram do carro aparentemente sem qualquer mazela.




in autosport

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quinta-feira, agosto 5

RVM - Super Especial: Meeke foi o mais rápido

Kris Meeke é o primeiro líder da edição de 2010 do Rali Vinho Madeira. O piloto da Peugeot UK foi o mais rápido nos 2,18 Km’s de extensão da Avenida do Mar com um registo de 1:37.2, três décimos de segundo mais rápido que Bruno Magalhães.

Depois dos problemas no motor arranque da viatura francesa, Meeke respondeu bem a esse mau momento e colocou-se na frente da prova madeirense com uma escassa vantagem. Apostado em ser o primeiro líder, Magalhães forçou o andamento ao longo de toda a Avenida do Mar mas o registo averbado pelo piloto da Peugeot Portugal não foi suficiente para suplantar o inglês. Jan Kopecký foi o terceiro mais rápido, perdendo apenas décimos de segundo (4 para Magalhães e 7 para Meeke) em relação aos seus mais directos opositores. O checo foi o melhor da armada Skoda nesta prova, isto apesar de logo à sua trás ficar um dos seus companheiros, Juho Hanninen. O finlandês perdeu uns escassos 4 décimos para o seu colega de equipa, estando agora a um total de 1,1 segundo do líder da prova. O único Punto S2000 em prova, o de Rossetti, registou o 5º melhor tempo, apesar de ainda ter passado por um pequeno susto na fase inicial da especial. O italiano mostrou-se rápido mas a viatura da Procar parece não estar à altura das outras máquinas presentes. 1,1 segundos foi o tempo perdido para o concorrente que ficou na sua frente. Apesar de ter estado durante algum tempo na liderança, Freddy Loix viu rapidamente o seu tempo ser ultrapassado por algumas das vedetas do IRC, acabando por ficar apenas com o 6º posto. No 7º posto encontra-se o melhor madeirense e 2º classificado do Campeonato Nacional de Ralis, Bernardo Sousa. O piloto do Ford Fiesta S2000 começou da melhor forma a prova rainha do automobilismo madeirense, imprimindo um andamento rápido e pouco espectacular, o necessário caso queira aspirar a um bom resultado nesta prova. Corrado Fontana foi o 8º melhor, depois de ter levado o Peugeot 207 S2000 da Grifone a tocar em quase todas as chicanes que se encontravam colocadas ao longo da super-especial. Esses mesmo toques fizeram o piloto italiano perdeu algum tempo para os mais rápidos, 3,7 segundos mais precisamente. Miguel Campos estreou o Ford Fiesta S2000 com o 9º melhor tempo, 1:42,2, colocando-se no 3º posto em termos de Nacional de Ralis, atrás de Bernardo Sousa que tripula uma viatura idêntica. Fechou o Top 10 Miguel Nunes e Victor Calado, a dupla do Peugeot 207 S2000 é para já a líder do Campeonato de Ralis “Coral” após a disputa da especial da Avenida do Mar. 8 décimos separam para já o piloto da Tomiauto de Vítor Sá que ocupa logo o lugar seguinte, 11º. No que toca à produção, João Magalhães é melhor classificado, seguido de Rui Pinto a 1 décima e de Filipe Freitas a 1,9 segundos. João Silva levou a melhor na guerra das duas rodas motrizes, o piloto do Renault Clio R3 suplantou Samir Sousa e Duarte Miranda em 4,3 segundos. Amanhã disputam-se mais 12 provas de especial, com o arranque a ser dado na Matur para a primeira passagem pela classificativa do Campo de Golfe.

retirado de RalisMadeira

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Shakedown RVM - Magalhães o mais veloz


Terminou há poucos minutos o Shakedown da edição de 2010 do Rali Vinho Madeira, uma prova que serviu de testes para aqueles que ambicionam lutar pelos lugares cimeiros da classificação geral.


Bruno Magalhães e Carlos Magalhães fizeram 8 passagens de teste ao volante do Peugeot 207 S2000 e foi na última que conseguiram averbar o melhor tempo: 1:52,3. O tempo averbado pelos pilotos da Peugeot Portugal foi “apenas”1 décima mais baixo que o de Jan Kopecký e Petr Starý, a dupla do Skoda Fabia S2000 que se estreia em solos madeirenses. Kris Meeke e Paul Nagle levaram o Peugeot 207 S2000 da Team UK ao terceiro lugar a escassas 2 décimas do segundo melhor registo. Juho Hanninen levou um dos outros Skoda oficial ao 4º lugar, mostrando assim um grande à vontade em pisos de asfalto, conta todas as expectativas. Luca Rossetti levou o Fiat Punto S2000 da Procar ao quinto posto, apesar de terem surgido algumas complicações na caixa de velocidades da viatura italiana. Ainda assim o 5º melhor registo acaba por ser positivo para uma viatura que se diz desactualizada mas que à primeira vista parece estar bastante “apetrechada”. No que toca às equipas madeirenses, Miguel Nunes e Victor Calado foram os mais velozes, registando o 9º melhor tempo: 1:56,2. Bernardo Sousa segue o piloto do Peugeot 207 S2000 com mais 2 décimas

retirado de Ralismadeira

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Euroboss e Historic Grupo C correm em Outubro


Depois de terem sido obrigadas a adiar as suas corridas no passado mês de Abril, a Euroboss e Historic Grupo C (Group C Racing Series) vão mesmo ter uma prova no Autódromo Internacional do Algarve este temporada.

O Portimão Superprix terá lugar no fim-de-semana de 30 e 31 de Outubro. Tal como em Abril, os Fórmula 1 e Sport-Protótipos de outros tempos vêm acompanhados por corridas de Turismo, GT e Sport. O EuroBoss, que pela primeira vez se apresenta em Portugal é uma competição que inclui monolugares provenientes da Fórmula 1, “Champ Car” e “Indycar” fabricados após 01.01.1990 ou qualquer versão da F3000 ou World Series By Nissan.

Recorde-se que no seguimento dos distúrbios causados no tráfego aéreo consequência da erupção do vulcão na Islândia para o espaço aéreo europeu e todo o transporte na Europa, Bob Berridge, coordenador do Grupo C Racing e Roger Cowman, coordenador da Euroboss Series, decidiram, em conjunto com Paulo Pinheiro, CEO do Autódromo Internacional do Algarve (AIA) adiar o evento inicialmente programado para o fim-de-semana de 23 e 25 de Abril. Este acordo consensual baseou-se, sobretudo, no exame dos factos disponíveis e na impossibilidade de garantir que os concorrentes e equipas pudessem efectivamente viajar para Portimão e regressar aos seus pontos de origem depois do evento.

Para além do Algarve, a Euroboss este ano cancelou eventos em Anderstorp e Vallelunga, mas por manifesta falta de interesse dos participantes.

retirado de Sportmotores

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MotorExpo Algarve 2010 anima noites da marina de Albufeira



A MotorExpo Algarve 2010 é uma exposição que decorrerá de 11 a 15 de Agosto na Marina de Albufeira, tendo como tema o mundo das duas e quatro rodas.


A exposição decorrerá em paralelo com a IV Mostra de Artesanato da Marina de Albufeira e com o Modalfa Fashion Show, permitindo assim que um público mais abrangente visite a exposição. A entrada é gratuita e o horário de funcionamento será entre as 19 horas e as 01 horas do dia seguinte.

Confirmadas estão já as presenças dos dois maiores grupos empresariais do sector no Algarve, a FIAAL, com a Ford, Volvo, Mazda, Jaguar e Range Rover e a MSCAR, com a Abarth e a Suzuki. Confirmada está também a presença da Lacocar, com a Volkswagen, Audi e Skoda.

Entre outros expositores destacam-se ainda a Olimotor, importador para Portugal da motos Keeway, Benelli, Leonard e quads Aeon, a Fronteira Radical, com os seus buggies, a Península Motorsport, representante dos automóveis Radical, a NRT Tuning, uma das mais representativas empresas do Tuning no Algarve, a Loja Auto, especializada no Comércio de Automóveis em Albufeira e a Thermo Shield Portugal, representantes da Vulcanet.

No plano do Desporto estarão presentes o fabuloso Aston Martin da equipa Vodafone, O BMW X5 e o camião 6x6 de Ricardo Leal dos Santos, o Mitsubishi Lancer do sempre espectacular piloto Algarvio Ricardo Teodósio, a Pick Up de Miguel Farrajota e os carros de competição do Campeão Regional de Ralis 2009, Nuno Pinto, o Lancer da Roady Competition de Bruno Andrade, e os carros de Luís Mota, antigo Campeão Regional de Ralis, entre muitos outros.

Tudo se conjuga para que a Marina de Albufeira seja de 11 a 15 de Agosto a capital das duas e quatro rodas no Algarve.

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quarta-feira, agosto 4

Histórias do Vinho Madeira


O Rali Vinho Madeira tem 50 edições. Terá certamente muito mais de 50 histórias para contar. De todas essas provas, a mais incrível terá acontecido em 1969. Tudo porque nesse ano, apesar de um número razoável de inscritos, apenas um piloto conseguiu terminar o rali: Américo Nunes.


Um continental que nesse rali conduziu um Porsche 911, carro que ficou célebre por deter a alcunha 'bomba verde'.



Anos depois, Américo Nunes explicou o elevado número de desistências pela "dureza da prova". Mais. Apesar de ter sido o único a terminar o rali, venceu a prova por um 'triz'. A vitória foi-lhe atribuída graças ao testemunho do dono de uma quinta que garantiu que Américo Nunes tinha estado no local. Tudo porque um controlo de passagem dos pilotos do rali não tinha sido colocado onde devia.

Até aos nossos dias, Américo Nunes foi o piloto português que mais vezes ganhou o Vinho Madeira: quatro. A saber, em 1968/ 69/ 70 e 77. Conseguiu ainda escrever o nome no pódio por mais três vezes: duas vezes em segundo e outra em terceiro lugar.

Com 50 anos de rali, Nunes apenas foi igualado por um dos nomes mais míticos do rali: Andrea Aghini que também conseguiu quatro vitórias na geral entre a década de 1990 e 2002. A saber: 1992/94/ 98/ 2002.

Só dois madeirenses venceram

Desde a primeira edição que o Rali Vinho Madeira atrai a atenção de alguns dos melhores pilotos de rali de sempre. Por isso, nas últimas duas décadas foram raras as vitórias dos pilotos portugueses. Nos últimos 20 anos, o rali foi vencido por apenas quatro portugueses: Fernando Peres em 1996 ao volante do Ford Escort Cosworth, Adruzilo Lopes em 2001 com um Peugeot 206 WRC, Miguel Campos em 2003 também com um Peugeot 206 WRC e por fim, um madeirense, Vítor Sá, em 2004 ao volante de uma Peugeot 306 Maxi Kit Car.

Com esta vitória, Vítor Sá foi o segundo madeirense de sempre a vencer a maior prova automobilística da Região, depois do saudoso 'Janica' Clemente tê-lo feito em 1975 ao volante do Escort 1600-RS, onde foi pilotado por Miguel de Sousa, presidente da Empresa de Cervejas da Madeira. Alguns anos depois deste feito, 'Janica' Clemente recordou que tinha ficado à frente do Opel 1904-SR, de António Borges que tinha mais de 40 cavalos que o Escort que conduzia.

Quatro Campeões do Mundo

Se dúvidas existissem sobre a qualidade dos pilotos que vêm à Região, seriam dissipadas assim que fosse tido em conta os pilotos que já estiveram na Madeira e foram Campeões do Mundo de Ralis. Contudo, nem todos conseguiram ganhar na Madeira. Foi esse o caso de Carlos Sainz. Veio à Região pelo menos três vezes (1985, 86 e 87), mas nunca sequer conseguir ficar no pódio. Três anos depois sagrava-se Campeão do Mundo de Ralis, feito repetido em 1992. Em ambas as ocasiões conduziu um Lancia Delta. Também Bjorn Waldegard, Campeão do Mundo em 1979, esteve na Região ao volante de um Porsche.

Feitos diferentes conseguiram Ari Vatanen e Massimo Biasion. Ambos foram Campeões do Mundo de Ralis mas conseguiram vencer na Madeira. Vatanen foi Campeão do Mundo de Ralis em 1981 com um Ford Escort RS 1800. Venceu na Madeira em 1978 com um Escort 2000-RS.

Já Massimo Biasion foi Campeão do Mundo em 1988 e 1989, com um Lancia Delta e venceu na Madeira em 1983. Serão meras coincidências?

Um regresso aos anos 80 dos século passado oferece-nos um número bem maior de inscritos. Em três listas em que o DIÁRIO teve acesso graças a um grande apreciador de ralis, é possível ver que em 1985 participaram 96 pilotos, enquanto no ano seguinte a lista atingiu os 122 inscritos. Eram mais de duas horas a ver o rali 'passar' numa só classificativa. Em 1987 inscreveram-se 103 concorrentes.

retirado de Diário de Notícias da Madeira

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Prova decisiva para Vítor Sá e Miguel Nunes


Duas vitórias cada para os principais favoritos Vítor Sá e Miguel Nunes, e até João silva já venceu um rali, mas quem lidera o Campeonato da Madeira "Coral" de Ralis é...João Magalhães.




Apoiando a liderança num misto de rapidez e regularidade, características que podem ser determinantes numa prova com a extensão desta, sobretudo no confronto com os favoritos (mas pouco constantes) Vítor Sá e Miguel Nunes, o piloto do Mitsubishi tem sido muito regular, mas a verdade é que os dois pilotos dos Peugeot 207 S2000 têm que considerar esta prova como decisiva na caminhada para o título pois qualquer eventual falha hipotecará quase em definitivo as suas hipóteses de chegar ao cetro.

Magalhães terá igualmente na Produção confronto importante com Rui Pinto e Filipe Freitas para além do regressado Rui Fernandes. Vindo da vitória no Rali do Marítimo, João Silva e o seu rival júnior - Samir Sousa - também querem aqui mostrar a sua velocidade. Muita animação atingirá também a disputa entre os protagonistas da classe 1600 - Luís Serrado, Duarte Ramos e Filipe Pires - que também medirão forças com Carlos Oliveira, à procura duma boa pontuação para a IRC 2wd Cup num Fiat Punto S1600.

retirado de Autosport

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RVM - Prova mais animada do ano no CPR?


Bastou uma única prova, no SATA Rallye Açores, para Bruno Magalhães, que este ano não tinha participado em qualquer prova do CPR, saltar de imediato para o terceiro lugar da classificação do Campeonato, empatado em pontos com Pedro Peres.

É que o facto de Bruno Magalhães se ter inscrito no campeonato ainda antes dos Açores fez tremer todos os candidatos ao título e fá-lo-á ainda mais na Madeira onde o piloto do Peugeot 207 S2000 é, claramente, apontando como um dos principais favoritos à vitória, logo à soma dos 15 pontos (o máximo passível de extrair da Pérola do Atlântico).

Claro que mesmo que vença Magalhães nunca sairá da Madeira na frente do campeonato já que dispõe ainda de 29 pontos de atraso face ao líder Bernardo Sousa e como, à partida, a Peugeot continua a dizer que não está interessada em fazer todas as restantes provas do campeonato, Bruno Magalhães poderá ser mesmo uma carta fora do baralho.

Ora, se assim for, efetivamente, as atenções concentrar-se-ão no Fiesta S2000 de Bernardo Sousa a quem não faltará concorrência de respeito. De um lado, o local Vítor Sá no Peugeot 207 S2000 que sabe ser esta a melhor oportunidade trepar na classificação do CPR; do outro, o regresso de Miguel Campos ao volante S2000 que tudo fará para se adaptar rapidamente ao Fiesta e que poderá ser uma boa surpresa logo que encontre o seu ritmo.

Com 45 pontos em jogo até ao final do ano, os 10 pontos de atrasado com que parte para a prova em termos de liderança do campeonato não deixam grande margem para Vítor Pascoal optar por um ritmo de contenção, embora essa estratégia possa não ser totalmente descabida sabendo-se da dureza da prova madeirense e das amarguras que, por norma, ela traz a muitos pilotos. No que toca ao Grupo de Produção, todos os principais candidatos ao cetro marcam presença, embora o favoritismo volte a recair sobre o Mitsubishi Evo IX de Ricardo Moura.

Sem os pilotos locais a interferirem nas contas do campeonato, Pedro Peres e Pedro Meireles apresentam-se como as faces mais visíveis da concorrência e até João Fernando Ramos pode voltar a ser uma peça importante no xadrez da Produção devido à sua extrema regularidade que o faz, para já, ocupar um surpreendente terceiro posto do campeonato.

retirado de Autosport

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RVM - Bruno Magalhães favorito em prova decisiva


Depois da sua grande vitória no SATA Rallye Açores, Bruno Magalhães carrega nas costas a responsabilidade se ser o grande favorito na próxima prova do IRC, que se realiza a partir de amanhã ao fim do dia, na Madeira.

Contudo, o piloto português vai ter grande oposição, não só da parte dos homens da Skoda, como também 'interna', pois Kris Meeke pretende também virar a página no ano menos bom que está a realizar.

A prova madeirense não se esgota na luta pela primazia no IRC, pois também o Campeonato de Portugal de Ralis e o Campeonato da Madeira de Ralis têm nesta prova grandes motivos de interesse.

Qualidade acima da quantidade

Apesar duma lista de inscritos muito menos extensa que nas anteriores edições, o Rali Vinho Madeira volta a gozar da sua posição no calendário dos vários campeonatos que integra - IRC, Europeu, Portugal e Madeira - para ser palco daquela que se prevê uma entusiasmante luta pela conquista das melhores posições.

Os ilustres visitantes voltam a ser muitos, mas configura-se como a mais forte a candidatura de Bruno Magalhães. O piloto da Peugeot Sport Portugal vem motivado do recente triunfo nos Açores e sempre esteve à vontade nas classificativas madeirenses, fatores que apoiam o reconhecimento pelos adversários do seu favoritismo. O Peugeot 207 S2000 pode não ser a arma ideal no atual contexto do IRC, mas a motivação de toda a estrutura dirigida por Carlos Barros num evento que conhece bastante bem poderá fazer a diferença no Funchal.

Kopecky ao ataque

Apesar de nunca ter estado na Madeira a nível oficial, a segunda evolução do Skoda Fabia S2000 deverá ter um comportamento muito positivo no asfalto local, piso que deverá ser aproveitado para Jan Kopecky, antes da ida à Rep. Checa e Itália, tentar encurtar a diferença pontual para o seu colega Juho Hanninen, cuja participação na Pérola do Atlântico é uma das grandes incógnitas e motivos de interesse, uma semana depois da sua participação no Rali da Finlândia. Sabe-se que Hanninen não é lá grande 'espingarda' no asfalto, mas tem de se contar com ele para os lugares da frente.

Também com um carro checo, Freddy Loix tentará fazer valer toda a sua experiência no terreno, enquanto Kris Meeke, desesperado por reduzir a sua desvantagem para os outros habituais participantes na série proposta pelo Eurosport, quererá fazer uso do conhecimento recolhido em 2009 para enfrentar provas especiais tão técnicas como as programadas pelo CS Madeira.

Num cenário em que os nacionais Miguel Campos, Vítor Pascoal e Ricardo Moura ou os locais Bernardo Sousa, Miguel Nunes e Vítor Sá estarão imiscuídos na luta pelos primeiros lugares, Luca Rossetti arranca com o número 1 a bordo dum Abarth Punto S2000, cuja competitividade está longe do seu carro habitual, a pensar nas contas do Europeu que lidera no confronto com Corrado Fontana.

Ainda a animar as hostes estarão a turca Burcu Centikaya, o belga Dominique Bruyneel, o brasileiro Daniel Oliveira e o italiano Marco Tempestini que habitualmente compete na Roménia e venceu uma das taças regionais FIA do último ano.

retirado de Autosport

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terça-feira, agosto 3

Factos: Voltas que a 'volta' deu


Das vitórias polémicas de Américo Nunes à estranha desistência do Ferrari 308 GTB de Jean-Claude Andruet, que deu a vitória a um 'desconhecido' Ali Kridel, passando pela ira de Andrea Aghini, há muitas estórias para contar no rali madeirense.



Manhã de domingo, dia 4 de Setembro de 1977. A procissão da Festa do Senhor Bom Jesus percorre o centro da freguesia de Ponta Delgada, precisamente na altura em que os carros participantes na Volta à Madeira em Automóvel cumprem o troço de ligação que os levará até à classificativa n.º 16 entre São Jorge e Santana. A multidão trava-lhes o caminho, a polícia está irredutível e não abre excepções: os carros terão de esperar que a procissão termine para prosseguirem o seu caminho.

Na fila de trânsito que se formou à entrada da rua principal da freguesia nortenha, onde os concorrentes exasperam, estão vários carros, entre eles os de André Martinho (Porsche Carrera RS) e do madeirense Janica Clemente (Ford Escort RS), os dois homens que vêm discutindo a liderança da prova. Pouco depois chega o Porsche 911 S da equipa Américo Nunes/José Baptista; rapidamente, o piloto lisboeta vê naquele inesperado incidente uma forma de relançar as suas possibilidades de lutar pela vitória no rali. Que pareciam ter ficado irremediavelmente hipotecadas logo no início da prova, quando, na entrada para um controlo, a equipa se distraiu e deixou passar a sua hora ideal, acabando por penalizar quatro minutos.

O plano 'maluco' engendrado por Américo Nunes - que pretendia fazer crer que o navegador necessitava de urgente tratamento hospitalar - passa rapidamente da teoria à prática: um pano branco na cabeça de João Baptista, quatro piscas ligados e persistentes buzinadelas convencem o polícia e os fiéis a abrirem caminho. O Porsche preto e branco irrompe por entre a procissão e é o único a seguir o seu destino sem penalização.

A teatralização vale a quarta vitória de Américo Nunes na Madeira. No final, o piloto ainda tem de enfrentar a contestação de outros pilotos e do próprio Alfredo César Torres, presidente da Comissão Desportiva Nacional. A ameaça de desclassificação, por alegado comportamento anti-desportivo, cai por terra, visto não estar contemplada em nenhum regulamento. Para o piloto esta é também uma forma de vingança para com alguns adversários que, apercebendo-se da situação, não o avisaram aquando da penalização averbada no início da prova.

Américo Nunes é o protagonista principal de um outro episódio que integra o anedotário do rali madeirense. Em 1969, só a muito custo o piloto lisboeta consegue alinhar à partida, depois de ter embatido forte numa árvore, alguns dias antes do arranque da prova, ao desviar-se de um cantoneiro que limpava a berma da estrada. A recuperação do carro implica três directas consecutivas na garagem, trabalhando dia e noite. O Porsche fica operacional, mas os 'remendos' feitos em alguns órgãos mecânicos levam a que um grupo de concorrentes apresente um abaixo-assinado à direcção de prova, solicitando a exclusão de Américo Nunes (que havia ganho no ano anterior e era o principal candidato a vencer) por razões de segurança da viatura. Contestação que não é atendida.

Essa 'volta' de 69 torna-se um verdadeiro calvário para os concorrentes. A juntar ao arreliador empedrado das estradas madeirenses da época e às curtas médias horárias exigidas, um grande vendaval abate-se sobre a ilha. Entre avarias, acidentes e excessos de penalização, todos os concorrentes vão ficando pelo caminho. Menos Américo Nunes, que nesse rali se faz acompanhar por Fernando Fonseca. Ainda assim, após a chegada ao Funchal, levanta-se a dúvida sobre a classificação da única equipa resistente, com a alegação de que o Porsche número 3 havia falhado um controle de passagem em São Martinho.

Feitas as averiguações, a organização chegou à conclusão que o lapso havia acontecido porque a placa informativa do controle tinha caído ao chão em consequência da forte ventania que se fazia sentir. Américo Nunes é, assim, declarado vencedor.

O luxemburguês Ali Kridel é, certamente, o mais improvável vencedor de sempre da Volta à Madeira em Automóvel. Um 'ilustre desconhecido' que, após a vitória na Madeira, fruto da desistência dos principais candidatos e também de uma grande regularidade, passou a... 'desconhecido ilustre'. E não mais se ouviu falar deste piloto que tripulava um Ford Escort MKII.

Nesse ano de 1981, o favoritismo era atribuído, quase por inteiro, aos dois Ferrari 308 GTB conduzidos por Jean-Claude Andruet e Roberto Liviero, embora houvesse que contar com os dois Fiat 131 Abarth de Adartico Vudafieri, vencedor da edição anterior, e de Andrea Zanussi.

O início do rali confirmou a hegemonia dos Ferrari e do conceituado piloto francês, considerado um dos melhores especialistas do mundo em piso de asfalto, ao mesmo tempo que Zanussi era obrigado a desistir logo na segunda classificativa e Vudafieri era vítima de uma violenta saída de estrada no Paul da Serra, que destruiu a sua máquina e, obviamente, o deixou fora de prova.

Tudo parecia encaminhar-se para um passeio de Andruet, que partia para a segunda etapa com mais de dois minutos de vantagem sobre Liviero e oito em relação a Ali Kridel. Mas a noite madeirense virou tudo do avesso: primeiro foi o italiano que se viu obrigado a abandonar, devido a problemas na caixa de velocidades; depois foi Andruet a parar, numa das desistências mais estranhas e misteriosas da história da prova.

Oficialmente, o abandono de Andruet terá ficado a dever-se a uma suposta troca de 'bidons' , por parte da equipa, num momento de reabastecimento. Em vez de gasolina terá sido deitada água no depósito! Na altura, porém, falou-se de muita coisa, inclusivamente de uma sabotagem feita por estranhos.

Andrea Aghini e o seu Peugeot 206 WRC dominavam de forma categórica a edição 2002 do então já denominado Rali Vinho da Madeira, dispondo de 31 segundos de vantagem sobre o português Miguel Campos, quando uma penalização atribuída pelo organização inverte a ordem da classificação dos pilotos. A organização considerou que o navegador de Aghini, o malogrado Loris Roggia, havia entregue a carta de controle antes do tempo, na classificativa do Lugar da Serra, impondo uma penalização de um minuto à equipa.

Desgostoso com a decisão (o piloto afirmava que havia sido o controlador a tirar a carta da mão de Roggia), Aghini perde as estribeiras e diz estar-se perante uma "uma manobra da máfia portuguesa" para dar a vitória a Campos. Ameaça abandonar a prova se não lhe retirassem a penalização, mas perante a
irredutibilidade do Colégio de Comissários Desportivos, muda de estratégia e parte para uma segunda etapa completamente ao ataque. Vence oito das 11 classificativas do dia, recupera os 18,1 segundos de desvantagem e ainda acaba com uma vantagem de 12,1 segundos em relação a Miguel Campos. No final do rali, Aghini muda o discurso, pede desculpas públicas, mas a verdade é que entrara em rota de colisão com a organização: a partir de então, não mais marcou presença na Madeira.

Bibliografia
Arquivo Diário de Notícias
Livro "Américo Nunes - O Senhor dos Porsche"


retirado de Diário de Noticias da Madeira

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SL Formula: Estoril sai para dar lugar ao Algarve


Sem qualquer anúncio oficial, a Superleague Formula trocou o local da prova portuguesa do campeonato. O Circuito do Estoril foi substituído pelo Autódromo Internacional do Algarve de acordo com o calendário publicado no site da competição.


O Circuito do Estoril recebeu com assinalável sucesso as duas primeiras provas da Superleague Formula em Portugal, mas, por motivos, ainda não dados a conhecer publicamente, o traçado da Costa do Sol foi trocado pelo mais moderno autódromo de Portimão. Apesar da mudança de local, a mantêm-se, 18 e 19 de Setembro.

O SportMotores.com contactou a assessoria de imprensa do campeonato, mas esta, até à publicação da notícia, não respondeu à questão colocada.

A Superleague Formula é a fusão entre dois dos mais populares desportos do mundo – unindo a paixão do futebol às emoções fortes dos desportos motorizados. O novo conceito começou em Agosto de 2008 com os monolugares V12 de 750cv a correrem com as cores de alguns dos mais famosos clubes de futebol do mundo.

retirado de Sportmotores

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As viaturas do EuroMilhões Race Of Champions


A realizar-se este ano em Portimão, no Autódromo Internacional do Algarve, nos dias 8 e 9 de Agosto, a Race Of Champions já conhece as seis máquinas de corrida que vão dar espectáculo.



KTM X-BOW
Motor: 1984cc, Audi TFSI
Potência: 240 cv/5500 rpm
Binário: 310 Nm/2000-5500 rpm
Transmissão: Manual de 6 velocidades
Tracção: Traseira
Comprimento: 3738 mm
Largura: 1900 mm
Peso: 790 kg

RACE CAR SERIES
Motor: V8, Chevrolet
Potência: 450 cv/- rpm
Binário: 500 Nm/- rpm
Transmissão: - 4 velocidades
Tracção: -Comprimento: - mm
Largura: - mm
Peso: - kg

ROC CAR
Motor: 1100cc, 4 cilindros, 16 válvulas
Potência: 170 cv/9500 rpm
Binário: 150 Nm/7500 rpm
Transmissão: Sequencial de 6 velocidades
Tracção: Traseira
Comprimento: 3400 mm
Largura: 2000 mm
Peso: 475 kg

RX 150
Motor: 954cc, 16 válvulas
Potência: 150 cv/- rpm
Binário: - Nm/- rpm
Transmissão: Sequencial de 6 velocidades
Tracção: Traseira
Comprimento: 2800 mm
Largura: 1800 mm
Peso: 425 kg

SOLUTION F
Motor: 3498cc, 24 válvulas
Potência: 310 cv/6000 rpm
Binário: 310 Nm/2000-5500 rpm
Transmissão: Manual de 6 velocidades
Tracção: Traseira
Comprimento: 3738 mm
Largura: 1900 mm
Peso: 790 kg

FORMULA BMW FB 02
Motor: 1171cc, 4 cilindros
Potência: 140 cv/9000 rpm
Binário: 128 Nm/6750 rpm
Transmissão: Sequencial de 6 velocidades
Tracção: -
Comprimento: 3975 mm
Largura: 1740 mm
Peso: 465 kg

A lista dos pilotos presentes na ROC 2010 já inclui Mick Doohan, Marcus Grönholm, Johnny Herbert, Emanuele Pirro, Dani Sordo, Pedro Lamy, Tiago Monteiro, Álvaro Parente, Filipe Albuquerque, Stig Blomqvist, Nani Roma, Dindo Capello, Armin Schwarz, Ricardo Teodósio, Armindo Araújo, Miguel Barbosa, Clivio Piccione, Stéphane Ortelli, Bruno Magalhães e Filipe Campos. A Race of Champions, em Portimão, contará com as provas “Race of Champions Portugal”, “Race of Champions Iberia”, “Race of Champions South Europe” e “Race of Champions Legends”.

retirado de Testdrive

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Aventuras e desventuras de dois virtuosos


Emanuel Pereira e Américo Campos são, indiscutivelmente, dois dos melhores pilotos madeirenses de ralis de todos os tempos. Embora de gerações diferentes, chegaram a competir juntos, numa altura em que as provas de automobilismo e muito em particular o Rali Vinho da Madeira tinham contornos diferentes dos actuais.


Emanuel Pereira fez a sua primeira Volta à Madeira em Automóvel em 1975, com 19 anos... como co-piloto de Hernani Roda. É verdade, as quatro primeiras 'voltas' foram realizadas a 'cantar' notas, três ao lado de Roda, a outra com Abel Spínola.

"Aprendi imenso com o Roda, não só ao nível das trajectórias, mas também nas travagens, porque ele era o piloto da época que travava mais tarde", realça Emanuel Pereira. Desses tempos recorda "o martírio que era andar nas estradas empedradas da Madeira com um Mini Cooper S". E até fazer o troço dos Terreiros ainda em terra. Ao fim da segunda noite, relembra, "já não havia posição possível para nos sentarmos no banco".

"Imagine-se o que era passar pelo Porto Moniz, olhar para a placa que indicava 'Funchal - 100 kms' e saber que depois de percorrermos essa distância, ainda teríamos de voltar a fazer o mesmo percurso pelas três da manhã", recorda com piada.

Ao volante, a primeira participação do piloto do Santo da Serra aconteceu em 1979, num Ford Escort 1.600. Desistiu, mas no ano seguinte, com um Escort RS 2.000, cometeu a proeza de ser o segundo melhor madeirense, somente superado por Carlos Reis e pelo Alpine A110.


A vitória que não valeu
Daí para cá foram inúmeras participações (cerca de 25, entre piloto e navegador), as mais marcantes com o Renault 5 GT Turbo do Team Bingo. "Chegámos a fazer 6.ºs e 7.ºs tempos em classificativas, no meio dos Lancia de alguns pilotos estrangeiros, e com menos de metade da potência no carro", lembra. Aliás, vinca Emanuel Pereira, "sempre me deu um gozo enorme ganhar ralis com carros inferiores aos adversários".

Numa dessas participações com o Renault 5 GT Turbo, em 1988, Emanuel Pereira conseguiu mesmo terminar no primeiro lugar do agrupamento Produção. Só que o piloto foi desclassificado, devido a irregularidades no carro. Ainda hoje, essa desclassificação lhe está 'atravessada'. "Éramos madeirenses, se fossemos estrangeiros a história era diferente", refere, sem querer levantar mais 'poeira'. Mesmo assim fica o consolo de ter sido "o melhor na estrada".

Anos depois, em 1994, com o Ford Sierra Cosworth, Emanuel Pereira obtém a classificação de melhor madeirense, à qual junto um excelente quinto lugar na classificação geral.

"Foi um rali onde tivemos um problema eléctrico, causado por um simples cabo de massa, e que nos obrigou a mudar três ou quatro vezes de bateria", explica, lembrando que, à conta disso, perdeu cerca de um minuto para Miguel Sousa, que tripulava um carro idêntico. Contudo, fruto de uma recuperação espectacular e após "uma luta enorme com o Miguel, acabámos por ganhar por apenas dois segundos".

Muitos anos passados desde o seu último rali, Emanuel Pereira garante que ainda 'não arrumou as luvas'. "Penso ainda fazer um ou outro rali, quando deixar as minhas funções no 100 à Hora, e de preferência o Rali Vinho da Madeira", expressa.

Quatro vezes melhor madeirense
Vivia Américo Campos em Oslo, na Noruega, quando decidiu participar pela primeira vez no Rali Vinho da Madeira. Estávamos em 1988 e a escolha recaiu num Renault 5 GT Turbo, alugado a uma equipa continental. No primeiro rali de toda a sua carreira, Campos acabou por desistir no segundo dia de prova. "Ficámos parados junto à Nossa Senhora do Terreiro da Luta com um problema do carro", recorda.

No ano seguinte, com um outro Renault 5 GT Turbo, alugado a outra equipa e com uma preparação mais cuidada, classifica-se como o segundo melhor madeirense, atrás de Rui Fernandes. "Pouca gente sabe que esse foi o segundo rali em que participei na minha carreira", vinca.

A partir daí foram mais dez participações na prova rainha dos ralis madeirenses, com vários resultados importantes: Américo Campos cotou-se como o melhor português em 1991, com o Volkswagen Golf GTi, juntando a isso mais três primeiros lugares entre as equipas da Madeira (93, 95 e 97).

O sucesso de 1991 é mesmo o que melhores recordações deixa ao ex-piloto. "Com a desistência do Fernando Peres, a meio do dia de sábado, passei a ser o melhor português e, com o 'velhinho' Volkswagen Golf cheguei a andar em terceiro da geral, à frente do Liatti", lembra. No final, Campos acabou por ser ultrapassado pelo italiano e também pelo peruano Ramon Ferreyros, mas mesmo assim o quinto lugar foi "um resultado prestigiante"

Contudo, reforça, todos os outros resultados de melhor madeirense "tiveram um sabor especial e diferente, porque as lutas eram sempre diferentes e aliciantes".

Américo Campos ainda apanhou classificativas em piso empedrado, designadamente Encumeada, Chão da Lagoa e Paul da Serra. "O que exigia uma condução um pouco diferente daquela que se faz em bom piso de asfalto, como sucede hoje em dia", refere Américo Campos, que ainda se lembra de chegar ao Funchal "noite dentro" e ter pouco tempo de descanso pela frente, porque o arranque para a última etapa acontecia manhã bem cedo.

Mas a maior mudança que o tri-campeão regional mais faz notar, em comparação com os tempos actuais, é a segurança. "Tudo o que se fez em termos de mudança, tem um padrão: aumentar a segurança."

Nesse particular, lembra que, então, as assistências eram feitas "numa correria infernal", quase que se podendo falar "de um rali à parte entre as próprias carrinhas de assistência". Muitas vezes, "pondo em perigo a segurança de quem andava na estrada" e "com alguns acidentes de monta", regista.

Américo Campos fez o seu último Rali Vinho da Madeira em 2002, mas o 'bichinho' mantém-se latente. "Claro que penso voltar a fazer um a prova", assume, embora não exista nada pensado a esse respeito. Enquanto não chega o momento certo para o regresso, Américo Campos vai colaborando com a organização, ora guiando um dos carros de segurança, ora colaborando na cerimónia de apresentação no pódio - como voltará a suceder este ano.

Artigo Diário de Notícias da Madeira

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segunda-feira, agosto 2

Informações sobre o Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa


As primeiras informações sobre a segunda prova do CRRS, chegam através do regulamento, publicado recentemente na FPAK. A prova é constituída por 5 especiais, sendo a primeira uma Super Especial, em asfalto, que abre o rali na noite de Sábado. Seguem-se dupla ronda no Domingo, totalizando 42,2 km cronometrados.


A leitura atenta do Regulamento de Prova do Rali Flor do Alentejo-Cidade de Serpa, permite tirar algumas ilações sobre a segunda prova do calendário do Troféu Regional de Ralis do Sul.
A prova, organizada pelo Aero Clube de Beja, que substituiu o Rali Cidade de Beja, irá para a estrada nos dias 18 e 19 de Setembro.
Uma das primeiras novidades reside na opção dos reconhecimentos serem efectuados na semana anterior. Efectivamente, a organização cede o roadbook às equipas que queiram treinar no dia 11 de Setembro (Sábado), entre as 14:00 e as 18:00. Caso contrário, os reconhecimentos só podem ser feitos no dia 18 de Setembro(primeiro dia de prova) entre as 14:00 e as 17:00, neste caso tendo menos uma hora para o fazer. Devido a este facto as inscrições encerram na sexta-feira anterior ao primeiro dia de reconhecimentos – dia 10 de Setembro,com a publicação da lista de inscritos no dia 14, Terça-Feira.
O Centro Operacional do rali é na Escola Secundária, onde estará o Secretariado e decorrerão as Verificações Técnicas e Documentais.
O Parque de Partida da Prova será no Parque da Rodoviária, tendo obrigatoriamente os concorrentes deixarem as suas viaturas até às 20:15, ou seja, 45 minutos antes do início da prova.
O Rali começa com uma Super-Especial Nocturna, em piso de asfalto com 2,2 quilómetros. O 1º concorrente entra em acção às 21:15, tendo de seguida um Parque de Assistência de 30 minutos, antes do Parque Fechado.
Atendendo aos desejos de grande parte dos concorrentes, o Aero Clube de Beja optou pelo regime de duas especiais, percorridas por duas vezes: No dia 19, Domingo, os concorrentes fazem uma dupla passagem pelas especiais de Flor do Alentejo (13 Km) e Serpa (7Km). Com um percurso total de prova de 95,83 Km, dos quais 42,20 km são cronometrados.
Esta prova para além de ser pontuável para o Campeonato Regional do Sul, também faz parte do Critério Aerocap, ambas as competições são lideradas por Ricardo Teodósio.


REGULAMENTO DE PROVA

FICHA DE INSCRIÇÃO

CARTAZ:


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RVM: Recordes a Bater

Uma vez mais a equipa do RalisMadeira, com o auxílio do Carlos Correia da Silva, efectuaram um excelente trabalho de pesquisa, e disponibilizam os tempos de referência para a edição do Rali Vinho Madeira 2010.

Fique abaixo com o registo dos melhores tempos nas diversas especiais que compõem a edição de 2010 do Rali Vinho Madeira. Como habitualmente, este trabalho foi elaborado por Carlos Correia da Silva, e promete ser uma mais valia para aqueles que vão acompanhar a prova rainha do automobilismo madeirense:


- A versão a ser utilizada este ano sofreu algumas alterações, sendo que desta vez os concorrentes vão dar uma volta completa à Rotunda Sá Carneiro.




- Em 2009 esta especial apresentou-se com mais 200 metros que em edições anteriores




- Esta especial terá nesta edição menos 20 metros que em edições anteriores.








Esta especial volta ao seu trajecto tradicional com 11,520 Km's de extensão, iniciando-se novamente junto da igreja do Rosário e não nos Lameiros como aconteceu em 2009.






Retirado de RalisMadeira

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