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sexta-feira, abril 12

Ogier impõe o ritmo que lhe interessa

Foi hoje para a estrada, mais uma edição do Rally de Portugal. A chuva das últimas semanas, tornaram os troços muito demolidores mas, a luta pela vitória e o espétaculo foi algo que não faltou no primeiro dia.


Mads Ostberg chegou à liderança no segundo troço mas, no seguinte, o norueguês cometeu um excesso ao capotar com o Ford, deixando Sébastien Ogier na frente do rally, depois deste ter sido o primeiro líder.

Dani Sordo recuperou da quinta posição inicial, para um excelente segundo lugar a pressionar Ogier, depois de ter vencido dois troços hoje. O espanhol vai tentar certamente, obter a sua primeira vitória no WRC.

Jari-Matti Latvala não começou muito confiante mas, nos derradeiros troços do dia, o finlandês melhorou o ritmo, ocupando a terceira posição a 7s de Sordo e a 11,4s de Ogier

Tal como Latvala, Mikko Hirvonen também ainda não se entendeu com o carro mas, de qualquer forma, continua entre os melhores e na luta pela vitória, tendo mesmo sido o mais rápido na super-especial em Lisboa.

Thierry Neuville é o melhor piloto da M-Sport em prova, após o erro de Ostberg. O jovem belga não está muito longe de Hirvonen mas, já começa a distanciar-se de Evgeny Novikov, pois o russo já perdeu mais de 40 segundos para Neuville.

Em fase de aprendizagem, Andreas Mikkelsen estava a subir na classificação de forma gradual mas, um problema na direção assistida, atirou o norueguês para fora dos 10 primeiros.

Nasser Al-Attiyah subiu para sétimo com o erro de Ostberg e o azar de Mikkelsen e tem Martin Prokop muito perto atrás, depois de ter ultrapassado Michal Kosciuszko na super especial (rodou quase sempre com o capot aberto), sendo mesmo a melhor prestação do polaco este ano.

Esapekka Lappi lidera o WRC-2 desde o inicio, com uma vantagem de 30s para Elfyn Evans pois, o polaco Robert Kubica que era segundo classificado, abandonou com dois pneus furados, após a quarta especial.

Ricardo Moura é o melhor português e melhor entre os carros de produção, no seu Mitsubishi, estando a ocupar um brilhante 15º lugar da classificação geral.

Bruno Magalhães estava a ter uma boa luta com Moura mas, tal como Kubica, acabaria por ficar na ligação após a quarta especial, com problemas no alternador do Peugeot, deixando a segunda posição entre os portuguêses, para Pedro Meireles.

Keith Cronin lidera entre os carros das duas rodas motrizes (WRC-3) no 22º lugar, com um Citroën DS3 R3T e Pontus Tidemand é o melhor entre os Ford Fiesta R2 da JWRC.

publicado em RalisOnline

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Mads Ostberg foi o mais rápido no shakedown

Mads Ostberg, vencedor do Vodafone Rali de Portugal no ano passado, foi o mais rápido durante os treinos que antecedem a qualificação, no troço de Vale de Judeu.

O piloto norueguês, em Ford Fiesta WRC, precisou de 3m04,0s para cumprir os 4,98km, enquanto Jari Matti-Latvala, em Volkswagen Polo, ficou na posição imediata, a dois segundos de Ostberg.

O terceiro nesta sessão de treinos foi o líder do Campeonato do Mundo, Sébastien Ogier, que perdeu um segundo para o seu companheiro de equipa e três para o mais rápido. O vencedor do Fafe Rally Sprint, Dani Sordo, colocou o seu Citroën DS3 WRC no quarto posto mas ficou a apenas 0,1s do francês.

O público na estrada esteve um pouco aquém de edições anteriores, notando-se no entando maciça presença de espanhóis na estrada.

publicado em Autosport

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segunda-feira, abril 9

Rally de Portugal - 5 Coisas a Reter.

A edição do Vodafone Rally de Portugal de 2012 foi uma das provas mais dramáticas e inesquecíveis na história recente do Campeonato do Mundo de Ralis .Fique a par de cinco factos que marcaram a ronda portuguesa.

1: Sebastien Loeb é Humano
Sim, o octacampeão mundial fez um erro. Mais precisamente, teve um equívoco na interpretação. O ponto de travagem foi correto, a velocidade era ideal e a nota estava certa. A curva, no entanto, era para a direita...

2: Jari-Matti Latvala está muito vulnerável
O finlandês não considera o deslize em Portugal como um acidente, mas existem dois factos inegáveis - ele estava a liderar a prova e o carro acabou onde não devia: fora de estrada.

3: A História pode ser escrita quando menos se espera
Quem diria, antes do rali começar, que Mads Ostberg se iria tornar o primeiro piloto privado a vencer um rali do campeonato do Mundo desde 1993, quando Gianfranco Cunico venceu o Rally de Sanremo.

4: O MINI está mais rápido
A surpreendente vitória de Dani Sordo na Power Stage, a que se juntam outros cinco melhores registos em especiais, é a prova que as últimas evoluções do Mini o tornam mais competitivo, e que a Prodrive está no bom caminho.

5: Os ralis podem ser muito injustos
Yazeed Al Rajhi liderava confortavelmente o SWRC, com mais de 10 minutos de vantagem, quando abandonou no último dia com problemas de suspensão no Fiesta RRC.

traduzido de WRC

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quarta-feira, abril 4

Qual o segredo do sucesso no Rali de Portugal?

Qual terá sido o segredo do sucesso no Rali de Portugal? Calma? Consistência? Mads Ostberg, Evgeniy Novikov e Mikko Hirvonen, completaram o rali sem obterem uma única vitória em especiais, uma situação estranha que também sucedeu a Latvala quando venceu o Rali da Nova Zelândia em 2010. Mas mais estranho que isso é o facto da Citroen não ter obtido uma única vitória em especiais durante todo o rali.



Já se viu Sébastien Loeb sair violentamente de estrada noutros ralis, mas isso suceder a três dos quatro carros oficiais (ou cinco de seis, se incluirmos a WRC Team MINI Portugal), ainda menos usual é. Latvala bem tentou recuperar, depois de regressar em Rally 2, e Petter Solberg subiu na classificação, terminando em terceiro. Foi sorte? É verdade que o facto de terem sido anuladas três especiais na sexta feira permitiu-lhe ver a sua penalização drasticamente reduzida, mas a verdade é que só Loeb terminou numa posição mais elevada um rali, depois de ter desistido no primeiro dia, no Rali de Monte Carlo 2006, quando foi segundo atrás de Marcus Gronholm. Mas mesmo assim, o francês só perdeu uma especial enquanto Petter Solberg perdeu duas.

Notável MINI

Provavelmente, a mais extraordinária história deste Rali de Portugal foi escrita por Dani Sordo e pela MINI. Um ano depois do começo da carreira do Mini John Cooper Works WRC vimos Dani Sordo somar seis vitórias em especiais, as mesmas que Petter Solberg. Nas três especiais do segundo dia, beneficiando da sua posição na estrada é certo, deixou a concorrência a 57.2s, 48.2s ou 21.8s, diferenças muito pouco vistas, hoje em dia, num troço do WRC. Domínios destes só em ocasiões muito especiais, ou então os dominantes Audi Quattro do início dos anos 80. Terá sido simplesmente a posição na estrada, ou um pouco de duas coisas, talento e melhores condições na estrada?

De acordo com Sordo o MINI JCW WRC está longe da perfeição: “O novo MINI 01B está bom mas precisa de mais tração. Nas especiais mais lentas, perdemos demasiado tempo, pois as rodas patinam muito. Perdemos também quando utilizamos pneus duros, mas na verdade estou contente com o carro”, referiu.

Publicado em Autosport

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Citroen retira apelo relativo à exclusão no Rali de Portugal

Na sequência da exclusão de Mikko Hirvonen dos resultados finais do Rali de Portugal, a Citroën Racing, depois de inicialmente ter apelado contra a decisão, decidiu hoje retirar esse apelo junto do Tribunal da FIA, revelando que depois de ter consultado peritos na matéria, concluiu não haver bases para se opor às conclusões dos Comissários Técnicos.

Segundo Yves Matton, Diretor da Citroën Racing: “relativamente à embraiagem, o nosso fornecedor já nos remeteu uma carta de desculpas, reconhecendo a existência dum conjunto de peças diferentes das constantes na ficha de homologação. Esta carta confirma que nunca foi nossa intenção fazer batota. Ao mesmo tempo, esta situação força-nos a rever os nossos procedimentos, uma vez que estas peças não foram verificadas por nós. Relativamente ao segundo ponto referido, o fornecedor único de turbos, aprovado pela FIA, confirmou que existe uma expansão do plástico da roda da turbina, e análises posteriores, certamente confirmarão que tudo se deveu a desgaste do material. Aceitamos a pesada penalização, mas aprendemos a lição, e garantimos que seremos ainda melhor no futuro. Continuamos a liderar ambos os campeonatos embora as margens tenham diminuído.”, referiu Matton.

Quanto a Mikko Hirvonen, está “na boa”: “Obviamente estou desapontado, mas é tudo, porque estas coisas acontecem. Há que aceitar, aprender as lições e seguir em frente. Vamos continuar unidos como equipa, pois ganhamos juntos e perdemos juntos. Este incidente vai tornar-me ainda mais determinado e já estou ansioso por começar a próxima prova.”, referiu.

Publicado em Autosport

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segunda-feira, abril 2

Citroen vai apelar da desclassificação de Mikko Hirvonen

Após o Colégio de Comissários da FIA terem decidido anular a vitória de Hirvonen no Rali de Portugal, atribuindo-a a Mads Ostberg, a Citroen resolveu apelar por entender que não houve ganhos ilegais

Depois de ter cruzado a linha de meta como o mais rápido no Vodafone Rally de Portugal 2012, o finlandês Mikko Hirvonen acabou por ser desclassificado pelo Colégio de Comissários depois destes terem encontrado irregularidades na embraiagem do Citroen DS3 de Hirvonen, uma situação que a Citroen já explicou, garantindo que não houve ganhos à margem das leis. Admitindo que o carro de Hirvonen recebeu peças diferentes das homologadas, os responsáveis da Citroen decidiram ainda assim apelar da decisão dos comissários, apenas para deixar claro que as diferenças não permitiram qualquer ganho em termos de performance, até porque, dizem, os novos componentes são mais pesados do que aqueles que estão homologados.

O comunicado do Colégio de Comissários não deixou dúvidas quanto à observação de ilegalidades. Segundo aquele comunicado, Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen foram desclassificados desta edição do Vodafone Rally de Portugal, depois de terem concluído a prova na primeira posição no final das 22 classificativas, tendo a decisão dos Comissários Desportivos surgido na sequência do relatório apresentado pelos Comissários Técnicos que detectaram situações não conformes com a ficha de homologação do Citroen DS 3 WRC.

Em apenas dois pontos, o comunicado dos Comissários Desportivos lia-se da seguinte forma:

"Os comissários após a sua reunião decidiram:
1. Que a embraiagem montada no carro nº 2 não está em conformidade com a Ficha de Homologação A5733 e por isso excluem o carro nº 2 da classificação do evento.
2. Que o turbo (turbina) montado no carro nº 2 parece não estar em conformidade. No entanto, os Comissários suspendem a decisão nesta matéria e pedem ao Delegado Técnico da FIA para proceder a um exame mais detalhado, ficando a aguardar esse relatório para uma futura decisão.
Recorda-se que o concorrente tem direito a apelo."

Com base nesta decisão foi publicada uma nova classificação, na qual Mads Ostberg e Jonas Andersson (Ford Fiesta WRC) foram declarados vencedores, ainda que esta classificação tenha ficado suspensa perante a decisão da marca francesa em apelar da decisão dos Comissários Desportivos. Esta decisão, aliás, foi explicada pelos principais responsáveis da Citroen, nomeadamente Xavier Mestelan-Pinon, director técnico da Citroen Racing, segundo o qual "os comissários identificaram diferenças entre as folhas de homologação do Citroen DS3 e dois dos seus componentes, nomeadamente a embraiagem e o turbocompressor".

"Os mecanismos homologados para o Citroen DS3 WRC para a embraiagem possuem orifícios que aqueles que agora foram utilizados não têm, mas isso porque o nosso fornecedor entregou componentes sem esses orifícios tendo esses componentes sido usados no carro nº3 de Hirvonen. Porém, estas peças não contribuíram em nada para qualquer ganho de performance, até porque são mais pesadas do que as peças que constam dos mapas de homologação", afirmou aquele responsável.

"Sobre o eixo do turbocompressor -- acrescentou Xavier Mestelan-Pinon --, tratando-se de uma peça 'standard' em todos os carros do Mundial de Ralis, verificou-se que as suas dimensões excediam as normas, numa diferença que resulta apenas da dilatação da peça em consequência das elevadas temperaturas a que a mesma está sujeita em condições extremas de competição".

Por seu turno, Yves Matton, o responsável principal pela Citroen Racing Team, acompanhou as palavras do seu director técnico, frisando que "não houve qualquer intenção de fazer batota", tendo a decisão dos comissários sido "exagerada". "Considerando que as diferenças encontradas no nosso carro não nos trouxe qualquer vantagem, decidimos mesmo avançar com o apelo. Para já, o que mais lamento é o resultado desta situação para o Mikko Hirvonen e o Jarmo Lehtinen, que assinaram uma prestação brilhante num rali particularmente difícil e mereciam realmente esta primeira vitória com a Citroen. Pessoalmente, o que posso fazer, em nome de toda a equipa, é apresentar as minhas sinceras desculpas por esta situação ao Mikko e ao Jarmo, a quem desejo que possam voltar ao lugar mais alto do pódio rapidamente”, desejou.

modificado de Lusomotores

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domingo, abril 1

Hirvonen desclassificado, Østberg declarado vencedor

Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen foram desclassificados desta edição do Vodafone Rally de Portugal, depois de terem concluído a prova na primeira posição no final das 22 classificativas.

A decisão dos Comissários Desportivos surgiu na sequência do relatório apresentado pelos Comissários Técnicos que detetaram situações não conformes com a ficha de homologação do Citroen DS 3 WRC. O teor do comunicado dos Comissários Desportivos é o seguinte:

«Os comissários após a sua reunião decidiram:

1. Que a embraiagem montada no carro nº 2 não está em conformidade com a Ficha de Homologação A5733 e por isso excluem o carro nº 2 da classificação do evento.

2. Que o turbo (turbina) montado no carro nº 2 parece não estar em conformidade. No entanto, os Comissários suspendem a decisão nesta matéria e pedem ao Delegado Técnico da FIA para proceder a um exame mais detalhado, ficando a aguardar esse relatório para uma futura decisão.

Recorda-se que o concorrente tem direito a apelo.»


Com base nesta decisão foi publicada uma nova classificação, na qual Mads Ostberg e Jonas Andersson (Ford Fiesta WRC) foram declarados vencedores

publicado em RallydePortugal

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Rali de Portugal: Hirvonen com o triunfo natural

Depois dos acontecimentos da 1ª etapa, com o abandono de Sebastien Loeb e com os excessos dos homens da Ford, a vitória de Mikko Hirvonen surge como uma consequência natural desses acontecimentos.

Mikko Hirvonen viu-se na frente do rali com dois Ford privados atrás de si. Teve a calma suficiente para passar o dia de 6ª feira sem estragos, e depois no Sábado foi uma questão de controlar a sua vantagem frente ao Mads Ostberg e Evgeny Novikov que lá iam tendo alguns precalços. Com este triunfo Hirvonen passou para a liderança do rali, tendo contando com uma máquina perfeita que não lhe deu nenhum problema.

Mads Ostberg soma a sua terceira presença no degrau intermédio do pódio. Ontem conseguiu desembaraçar-se de Evgeny Novikov e depois foi uma questão de gerir a sua posição para lograr atingir o final. Evgeny Novikov não conseguiu acompanhar Ostberg, mas consegue o primeiro pódio numa prova do mundial.

O russo ontem percebeu que não tinha andamento para Ostberg, e numa prova cada vez mais notória de maturidade optou para pensar no 3º lugar. O "professor" Dennis Giraudet que vai no banco do lado direito tem conseguido fazer um excelente trabalho. Hoje na derradeira secção Novikov ainda apanhou um susto quando se partiu o acelerador, mas tudo correu pelo melhor até ao final.

Petter Solberg acaba por salvar um pouco a face da Ford. Ele e Latvala falharam clamorosamente na 6ª feira, quando em vez de se manterem na estrada, acabaram os dois fora dela e deixaram a Citroen com Hirvonen sozinha rumo a um triunfo. Regressaram e recuperaram até onde foi possível, apesar de no Sábado ter sido o carro de ambos a falhar e atrasá-los um pouco. Solberg consegue o 4º lugar, que o coloca bem melhor no campeonato do que Latvala.

Nasser Al-Attiyah teve um rali muito apagado. No penultimo troço sofreu um furo e perdeu o 5º lugar para Martin Prokop, mas na powerstage o piloto do Qatar mostrou garra pela primeira vez e atacou para recuperar a posição com sucesso. Apesar do andamento moderado, o 5º lugar mostra como neste rali a consistência foi importante, sendo este o melhor lugar de Al-Attiyah numa prova do mundial. Prokop pode lamentar-se do motor do seu Ford Fiesta que ao longo de dois dias lhe deu problemas, sonhou que poderia ser 5º mas isso só foi possível durante um troço, porque na powerstage debaixo de chuva não conseguiu defender-se de Al-Attiyah.

E a mostrar o valor da consistência está o 7º posto de Dennis Kuipers que não é propriamente um piloto rápido, mas conseguiu aguentar-se bem nas difíceis condições de 6ª feira. Atrás dele surge Sebastien Ogier que se mostrou muito apagado nas classificativas da noite e nos lamaçais de 6ª feira. Ogier apenas "acordou" no Sábado, mas a sua prestação em condições adversas dá que pensar.

Thierry Neuville acabou por salvar o seu rali com um 9º lugar final, apesar de dois furos no penultimo troço para apenas um pneu suplente. Jari Ketomaa fechou o "top ten" depois de um rali extremamente problemático em que teve um Ford Fiesta muito pouco colaborante.

Fora dos lugares ponjtuáveis, mas ainda assim com pontos ficaram Daniel Sordo e Jari-Matti Latvala. Sordo estreou a nova evolução do Mini, e se não fosse o problema eléctrico de 6ª feira, a história da luta pelo triunfo seria bem diferente. O espanhol ganhou troços e mostrou a grande perfomance do Mini, tendo conseguido triunfar na powerstage e arrecadar 3 pontos, apesar de um furo no penultimo troço que o levou a perder 4 minutos. Latvala tentou os 3 pontos da Powerstage, mas teve de se contentar em ficar atrás de Sordo num rali que esteve longe de correr bem.

Referência final para dois Mini da evolução antiga, mas que parecem bem diferentes: Patrik Sandell e Armindo Araújo. Sandell capotou na etapa de hoje, sendo a segunda saída de estrada do sueco neste rali. Armindo Araújo teve um rali para esquecer, com alguns problemas mas principalmente com um andamento na 2ª e 3ª etapa que deixa um grande amargo de boca nos seus adeptos. O Mini do piloto português simplesmente não anda, e o discurso de Armindo é muito pouco condizente com o seu andamento.

Por ultimo, Hayden Paddon venceu o SWRC, beneficiando do abandono de Yazeed Al-ARajhi na etapa de hoje. Apesar de ter abandonado no início de 6ª feira, o neo-zelandês campeão de PWRC ainda logrou vencer uma categoria que está muito pouco concorrida este ano.

Classificação final:
1º Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen - Citroen DS3 WRC - 4h19m24,3s
2º Mads Ostberg / Jonas Andersson - Ford Fiesta WRC - a 1m51,8s
3º Evgeny Novikov / Dennis Giraudet - Ford Fiesta WRC - a 3m25,0s
4º Petter Solberg / Chris Patterson - Ford Fiesta WRC - a 3m50,1s
5º Nasser Al-Attiyah / Giovanni Bernacchinni - Citroen DS3 WRC - a 7m57,6s
6º Martin Prokop / Maria Andersson - Mini JCW WRC - a 8m01,0s
7º Dennis Kuypers / Robis Buysmans - Ford Fiesta WRC - a 8m39,1s
8º Sebastien Ogier / Julien Ingrassia - Skoda Fabia S2000 - a 9m00,8s
9º Thierry Neuville / Nicolas Gilsoul - Citroen DS3 WRC - a 10m29,7s
10º Jari Ketomaa / Mika Stenberg - Ford Fiesta WRC - a 11m44,6s
11º Peter Van Merkesteijn / Eddie Chevaillier - Citroen DS3 WRC - a 12m02,8s
12º Daniel Sordo / Carlos del Barrio - Mini JCW WRC - a 14m15,5s
13º Daniel Oliveira / Carlos Magalhães - Ford Fiesta WRC - a 16m54,1s
14º Jari-Matti Latvala / Miika Antilla - Ford Fiesta WRC - a 18m54,4s
15º Ott Tanak / Kundar Sikk - Ford Fiesta WRC - a 19m06,9s

publicada em Spormotores

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sábado, março 31

Rali de Portugal - 2ª etapa: Hirvonen tranquilo

Sem chuva e com pisos menos escorregadios, a 2ª etapa do Vodafone Rali de Portugal foi bem menos repleta de incidências, mas ainda assim a secção da tarde trouxe muitas movimentações. Os pisos a secar ficaram duros na segunda passagem e foram alguns os pilotos a sofrer problemas com o desgaste dos pneus.


Para Mikko Hirvonen foi quase um passeio, o homem da Citroen tem nas mãos uma máquina perfeita e uma vantagem confortável. Atrás de si Mads Ostberg e Evgeny Novikov lutaram entre si, mas o norueguês foi melhor lamentando apenas a protecção inferior do Fiesta solta no ultimo troço do dia. Novikov teve o mesmo problema mais cedo, mas também teve alguns problemas de ignição. O russo reconheceu que sem os pisos escorregadios não quis arriscar por a condução não ter tanta importância como ontem.

Apesar de estar a fazer um rali bastante apagado, Nasser Al-Attiyah está no 4º posto, beneficiando do abandono de Patrik Sandell por saída de estrada no primeiro troço da tarde, pelos problemas de falta de potência no carro de Martin Prokop e pelos problemas de direcção assistida de Petter Solberg. O homem da Ford chegou ao 4º posto no penultimo troço do dia, mas no seguinte ficou sem direcção assistida e desceu a 5º.

Dennis Kuypers e Peter Van Merkesteijn mantiveram a sua luta particular pelo 6º lugar, mas Kuypers acabou por se distanciar, acabando Sebastien Ogier por subir na classificação até ficar entre os dois pilotos. Atrás deles surge Jari Ketomaa que teve imensos problemas de travões de tarde que quase o levaram à desistência, mas ao lograr terminar o dia fechou o "top ten".

Nota para Daniel Sordo que viu um amortecedor e o escape partirem-se de tarde, o que o levou a perder muito tempo no primeiro troço da tarde. Armindo Araújo estava a fazer uma prova pouco viva até desistir com um braço de suspensão arrancado. Menos bem que Petter Solberg esteve Jari-Matti Latvala que não foi tão rápido como o norueguês, mas ainda teve problemas com a pressão de gasolina que o atrasaram muito.

No CPR Pedro Meireles foi o melhor e arrecadou a pontuação máxima para o campeonato, já que a prova desta competição termina nesta 2ª etapa. No SWRC Yazeed Al-ARajhi mantém-se como o melhor.

Classificação após a 2ª etapa: 1º Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen - Citroen DS3 WRC - 2h59m33,6s
2º Mads Ostberg / Jonas Andersson - Ford Fiesta WRC - a 1m11,9s
3º Evgeny Novikov / Dennis Giraudet - Ford Fiesta WRC - a 1m41,2s
4º Nasser Al-Attiyah / Giovanni Bernacchinni - Citroen DS3 WRC - a 6m10,1s
5º Petter Solberg / Chris Patterson - Ford Fiesta WRC - a 6m29,2s
6º Martin Prokop / Maria Andersson - Mini JCW WRC - a 6m47,5s
7º Dennis Kuypers / Robis Buysmans - Ford Fiesta WRC - a 7m29,8s
8º Sebastien Ogier / Julien Ingrassia - Skoda Fabia S2000 - a 8m00,2s
9º Peter Van Merkesteijn / Eddie Chevaillier - Citroen DS3 WRC - a 8m38,7s
10º Jari Ketomaa / Mika Stenberg - Ford Fiesta WRC - a 11m36,7s
11º Thierru Neuville / Nicolas Gilsoul - Citroen DS3 WRC - a 11m41,1s
12º Daniel Sordo / Carlos del Barrio - Mini JCW WRC - a 12m30,2s
13º Ott Tanak / Kundar Sikk - Ford Fiesta WRC - a 12m46,4s
14º Daniel Oliveira / Carlos Magalhães - Ford Fiesta WRC - a 13m35,0s
15º Yazeed Al-ARajhi / Michael Orr - Ford Fiesta S2000 - a 16m51,8s

publicado em Sportmotores

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terça-feira, março 27

Rally de Portugal - "Os Outros" Ford WRC

A armada Ford irá estar em força no Rally de Portugal. Apesar do domínio da Citroën para o mundial, a Ford apresenta um número elevado de participantes, com argumentos fortes para lutar pelos lugares cimeiros.


OTT TANAK
Este piloto estónio estreou-se no mundial no Rally de Portugal de 2009, com um Subaru Impreza Sti, e logo deu nas vistas. Em 2010 participou no Pirelli Star Driver e venceu o PWRC na Finlândia e na Grã-Bretanha. Em 2011 incorporou o SWRC, com um Ford Fiesta S2000 e deu nas vistas, estando na luta direta com Juho Hanninen pelo título. Estreou-se com o Fiesta WRC no Rally GB do ano passado. Durante algum tempo foi apontado como nº2 de Latvala da Ford, mas ficou pela 2ª equipa da M-Sport. Esta temporada obteve um quinto lugar no México, o seu melhor resultado no WRC.
Provavelmente irá usar o Fiesta com o chassis 19, que no ano passado foi utilizado por Denis Kuipers.

EVGENIY NOVIKOV
Mais um jovem piloto russo, que já deu nas vistas por duas razões - surpreende pelos resultados alcançado ou pelos valentes despistes que protagoniza. Disputou o PWRC em 2008l com um Subaru Impreza e conseguiu somar cinco abandonos em sete presenças. Não satisfeito em 2009, saltou para o Citroën Junior Team, e tripulou um C4 WRC - 4 acidentes, um deles no Rali de Portugal, mas também alcançou um 5º lugar na Sardenha. Efetivamente parecia não ter sido feito para isto e colocou um ponto final na carreira. Depressa o ponto final, se tornou em vírgula, participando em algumas provas do campeonato russo. Em 2011 voltou novamente ao mundial - participou em algumas provas com o Fiesta WRC da Stobart, e na Catalunha com o DS3 (teceu elogios, obteve um 7º lugar), mas regressou à Ford. Começou o ano em grande, surpreendendo com o quinto lugar no Monte Carlo, e também na Suécia. Aparentemente aparecia a maturidade, até ao Rali do México, onde uma sucessão de despistes colocaram ponto final na corrida.
Deverá participar com o chassis 12 da Ford, um carro que já foi do mexicano Villagra.

DANIEL OLIVEIRA
O brasileiro regressa ao WRC, desta vez com um Ford Focus WRC, e na companhia de Carlos Magalhães. Em 2010 participou no IRC, num Peugeot 207 S2000, mas somou diversos abandonos (não havia SuperRally!!!), passando inclusivamente (despercebido) na Madeira. Em 2011 montou um projeto mundial, com o portugês Carlos Magalhães apostando no novo Mini. Estreou (com o Armndo Araújo) a versão 1.6T S2000 no Rally de Portugal, e evoluiu para o WRC na Sardenha. O melhor resultado com o WRC foi 25º na Catalunha (com o argentino Fernando Mussano como navegador, pois o Carlos Magalhães estava lesionado na sequência de um acidente no Rally de França. Este ano já participou na Suécia com um Impreza WRX, e num rali austriaco, com um Peugeot 207 S2000 (foi 3º). Estreia em Portugal o Ford Fiesta WRC, do Team Brazil WRT.

MADS OSTBERG
Nascido no seio de uma familia que "respira" rali, estreou-se logo com um Subaru Impreza WRC, em 2004. Em 2006 sagrou-se campeão noruguês e fez algumas inscursões em provas do mundial (Finlandia, Suécia e GB). Em 2007 tem uma participação mais extensa no WRC, onde destaco a primeira presença no Rali de Portugal (acidente), e o 8º lugar à geral na Finlândia.
Em 2008, repete o título norueguês de ralis, e participa com a equipa Adapta no mundial com um Impreza WRC07, mas sem resultados extraordinários, o mesmo acontecendo em 2009 (o melhor que obteve foi o sexto lugar no Rali de Portugal, sendo parceiro de Marcus Gronholm). Em 2010, soma 11 vitórias na Noruega, faz algumas presenças no WRc, entre as quais o Rali de Portugal,acabando no sétimo lugar. Aproxima-se da M-Sport, participando na Córsega e na Alemanha com um Fiesta S2000. Antevendo o seu futuro, em 2011 passa para a equipa Sobert, e participa no mundial com o Fiesta WRC - arranca logo com um 2º lugar na Suécia, e termina novamente o campeonato com um 2º lugar no Rali de Gales. Este ano já tem um pódio na Suécia e um 4º lugar no México. Participa com o Fiesta chassis #5, que no ano passado "voou" no shakedown do Rali de Portugal, tripulado pelo Ken Block.

HENNING SOLBERG
O noruguês (o simpático irmão de Petter) já leva uns bons anos de ralis, portanto é dificil sintetizar tudo anualmente. Estreou-se no mundial com um Celica GT-Four na Suécia em 1998. Em 1999, fez algumas provas do europeu com o Subaru Impreza WRX, onde se inclui uma passagem pela Madeira. Em 2000, com o Ford Escort WRC, passa por Portugal abandonando após um acidente. Em 2001 voltou a Portugal e foi uma das vitímas do lamaçal, ficando preso com o Toyota Corolla WRC. Em 2004 faz o mundial com um Peugeot 206 WRC da Bozian Racing, sendo o melhor registo o 6º na Suécia. Em 2005 passa para um Focus WRC da BP Ford WRT e fica às portas do pódio no Chipre. Em 2006 regressa ao Peugeot, mas agora com o 307 WRC, "fundando" o Team Peugeot Norway, e alcança o primeiro pódio (3º) na Turquia. 2007, volta à Sotbart, com o Focus WRC e obtem dois terceiros lugares no Japão e Noruega. Mantém o projeto para 2008, mas o melhor que arranja são três quintos lugares - México, Turquia e Finlandia. Em 2009, arranca com dois quartos lugares na Irlanda e Noruega, faz dois 3º's na Argentina e Polónia, facto que contribui para o sexto lugar no mundial. Em 2010, troca o seu habitual navegador, Cato Menkerud por Ilka Petrasko (ex-Manfred Stohl), mas mantém-se fiel à Ford - primeiro com o WRC, mas na fase final faz um downgrade para o Fiesta S2000. Em 2011, faz o mundial, e acaba com um excelente 3º lugar no Rally de Gales (um rali atípico que permitiu regressar ao pódio, numa fase já descendente da carreira). Este ano com o Matthew Wilson está na equipa Go Fast Energy - foi sétimo na Suécia. É a sua sétima participação no Rally de Portugal, e tem como melhor registo o quinto lugar alcaçado em 2009.

JARI KETOMAA
Apesar de ter dado em 2010 nas vistas aquando da sua prestação no SWRC, este finlandês já leva uns bons anos de ralis. De 2000 a 2005 já participou no campeonato finlandês com um Subaru Impreza. Em 2006 passou para um Mitsubishi Lancer EVO 8/9. Em 2007, obteve três vitórias à geral e foi campeão finlandês, fazendo também a sua primeira participação no mundial, na prova caseira. Em 2008 participa no PWRC com um Subaru Impreza do Team Subaru Dealer Finland - tem como melhor resultado o 2º lugar na Suécia. Em 2009 volta a dedicar-se ao competitivo campeonato finlandês ganhando-o. No WRC, participa com um Impreza WRC, na Finlândia alcançando um excelente sétimo posto. A aposta em 2010 foi no SWRC, com um Ford Fiesta S2000, vencendo as etapas do Rali de Portugal, Nova Zelandia e Japão. Volta ao mundial em 2012 (em 2011 fez um programa internacional de Mitsubishi EVO9), com um Ford Fiesta WRC com o patrocinio D-Mack. Trás o chassis #9, que foi usado pelo Matthew Wilson no ano passado.


foto João Costa - Supermotores

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quinta-feira, março 24

Mads Ostberg protagoniza momento de frissom na SE

Felizmente correu bem, mas podia ter tido consequências bem mais graves! Tudo se passou logo após o arranque da prova de Mads Ostberg, pois logo na primeira curva à esquerda, o norueguês deixou escorregar em demasia o Fiesta RS WRC e a roda dianteira direita bateu no passeio, com a jante a ficar desde logo muito mal tratada, saindo pouco metros depois, quando Ostberg tentava acelerar.

O problema foi que a jante saiu, e com o 'balanço' foi projetada largas dezenas de metros, e, bem lançada, acabou por saltar a vedação que separa o percurso dos espectadores.

Quem assistiu desde logo ficou com a certeza quase absoluta que iria acertar em alguém, e a única esperança era que no meio de toda aquela gente, tivesse havido reflexos rápidos, e fosse possível passar o perigo até que a roda se imobilizasse.

Do mal o menos, a roda acabou por ferir um espectador, mas felizmente não com muita gravidade, apesar do INEM ter intervindo de imediato e o infeliz espectador tivesse sido levado ao hospital, nada de grave lhe foi diagnosticado, mais do que um valente susto.

Quanto ao azarado Mads Ostberg, perdeu já quase dois minutos para os homens da frente, tendo de cumprir o resto da especial com o seu Fiesta WRC assente em três rodas e no centro da jante partida. Quando o seu adversário, Petter Solberg, terminou, o norueguês ainda tinha uma volta inteira para fazer...

publicado em Autosport

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quinta-feira, março 25

Testes de Ostberg e Guy Wilks

Ontem fiz uma alusão ao terceiro aniversário dos testes do Kopecky em Martimlongo, preparando o regresso do Rali de Portugal ao Mundial. Nesse teste também participou Guy Wilks, num Focus WRC, no primeiro dia, e Mads Ostberg num Subaru Impreza WRC, no segundo dia. Aqui ficam dois registos pessoais dos testes destes concorrentes.



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