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domingo, novembro 18

ARC termina época... com mais um título

O Campeonato de Portugal de Ralis chegou ao fim. O Rallye Casinos do Algarve contribuiu com mais um título nacional para a ARC Sport. Alberto Silva, navegador de Renato Pita sagrou-se Campeão de Portugal de Segundos Condutores no Agrupamento de Turismo.

Um rali em final de época onde a equipa de Aguiar da Beira esteve presente com o seu habitual empenho e elevado grau de profissionalismo. Com dois Renault Clio R3 entregues a João Silva e Renato Pita, a equipa acabou por fechar a época com mais um título nacional e o segundo lugar confirmado no CPR2.

João Silva e Hugo Magalhães chegaram a comandar a prova algarvia, mas na quinta especial de classificação, o azar bateu à porta do piloto madeirense.

"O rali estava perfeito, pois conseguimos estar no primeiro lugar do CPR e no comando da prova à geral. Fizemos tempos fantásticos, batendo inclusivamente alguns especialistas nesta prova com carros de tracção integral. Infelizmente, no quinto troço, o Renault escorregou de traseira e partiu um braço da suspensão. Foi uma pena! Para o ano vamos tentar um projecto internacional com o nosso Clio R3", afirmou João Silva.

Renato Pita foi ao Algarve para defender o segundo lugar no campeonato das duas rodas motrizes. Um objectivo alcançado pelo piloto de Viana do Castelo

"Em ano de estreia foi positivo chegar ao segundo lugar do campeonato. Foi um rali difícil, com pisos muito escorregadios, situação agravada por problemas de travões e de electrónica do motor. No entanto, tentámos não cometer erros e consolidar o 2º lugar do CPR2. Para mim isso era o mais importante", afirmou Renato Pita.

Para a ARC Sport, que esta época renovou com Ricardo Moura e António Costa o título absoluto de Campeão de Portugal de Ralis e ainda o quinto título consecutivo do Agrupamento de Produção, foi gratificante ter conquistado mais um título nacional.

"Quero dar os meus parabéns ao Alberto Silva pelo título de navegadores do agrupamento de turismo que conquistou no Algarve, bem como ao Renato Pita pelo segundo lugar do CPR2.
Foi pena não termos alcançado no Algarve todos os objectivos, uma vez que o João Silva não teve a sorte do seu lado. No entanto, mostrou uma vez mais que é um piloto muito rápido, obtendo excelentes tempos apesar das condições extremamente difíceis em que estavam os pisos.
Em relação ao Renato Pita, o propósito foi totalmente alcançado, com o piloto a efectuar um rali inteligente para poder alcançar o seu objectivo",
concluiu Daniel Patrocínio, um dos responsáveis pela ARC Sport.

publicado em RalisOnline

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Pita alcança vice-campeonato no CPR2

Renato Pita acaba de se sagrar vice-campeão naquela que foi a sua estreia no CPR2 (Campeonato de Portugal de Ralis – 2 litros/2 RM). No Algarve, e mesmo com condições climatéricas adversas, o piloto da BP Ultimate Rally Team conseguiu boas prestações graças a muita concentração e dedicou esta conquista a todos aqueles que fizeram parte deste projeto.

Renato Pita, que desde sempre confessou que o Rali Casinos do Algarve é um dos seus favoritos, até considera que, nesta edição, não teve vida facilitada. "Embora goste muito desta prova, hoje enfrentamos condições climatéricas que não nos facilitaram a tarefa, exigindo uma maior concentração de forma a não cometermos erros e permitindo assim esta conquista em ano de estreia", assumiu o piloto, numa alusão ao nevoeiro e às chuvas intensas que marcaram o dia no Algarve fazendo com que as classificativas ficassem bastante sujas e escorregadias.

Dedicando esta classificação à equipa e aos patrocinadores que estiveram com ele no projeto, Renato Pita relembra que os seus objetivos acabaram por ser atingidos. "O objectivo era conhecer o campeonato e o carro que era novo para mim. Agora, há muito trabalho para fazer e para o ano cá estarei para mais uma edição do CPR2", anunciou Renato Pita, que faz dupla com o navegador Alberto Silva, que está duplamente de parabéns ao conquistar o título de navegadores de agrupamento de turismo.

No Algarve, onde Renato Pita apresentou o Clio R3 Max decorado por um aluno do primeiro ciclo do ensino básico de Viana do Castelo, o piloto lança assim novos desafios, que deverão agora ser apresentados no próximo sábado (dia 24 de Novembro) em Viana do Castelo, numa conferência de imprensa de balanço do Campeonato, seguida de um co drive e de um jantar convívio.

publicado em RalisOnline

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sábado, novembro 10

Renato Pita - Uma decoração com História

Quando Carlos, de apenas dez anos, desenhou a bandeira nacional e coloriu com cores fortes a folha A4 com a impressão do Clio R3 Max com que Renato Pita disputa o CPR2 (Campeonato de Portugal de Ralis – 2 litros/2 RM) pela BP Ultimate Rally Team, estava longe de adivinhar que o seu desenho seria o selecionado de entre mais de mil desenhos feitos pelos alunos das escolas do 1º ciclo do ensino básico do concelho de Viana do Castelo.

A iniciativa, que integrava a edição zero do projeto de segurança rodoviária do piloto vianense "Etapa Segura", garantiu dois prémios ao vencedor do concurso escolar: ver o seu desenho nas laterais do Renault Clio R3 Max de Renato Pita na última prova do Campeonato e, ao mesmo tempo, viajar até ao Algarve com a equipa Renato Pita Motorsport para um fim-de-semana diferente.

Carlos, agora no segundo ciclo, será o convidado especial da prova onde Renato Pita quer defender o segundo lugar no CPR2, depois de uma estreia nacional na presente edição. O aluno de Viana do Castelo vê assim a bandeira e as cores com que ilustrou o desenho no carro que, desta forma, se irá transformar no mais original de todos no Rali Casinos do Algarve.

Para Renato Pita, "a decoração do meu carro para esta prova está diretamente relacionada com um desafio lançado aos alunos para redecorar o meu carro. Foi uma escolha muito difícil pois todos os trabalhos estavam espetaculares! Obrigado a todos eles!".
"Esta ação integra o Etapa Segura, um projeto de segurança rodoviária que idealizei junto dos mais novos e que, para além da componente pedagógica, inclui também uma vontade em aproximar as crianças a este desporto", releva o piloto, assumindo que "neste momento, tenho em marcha uma campanha a nível nacional com mais escolas, sendo uma prioridade continuar este projeto que, em breve, terá muitas novidades
".

Neste novo ano letivo o projeto arranca nas capitais de distrito para incutir nos mais novos as principais noções da segurança rodoviária e, simultaneamente, dar a conhecer o sempre imaginável mundo dos ralis. Se, no anterior ano letivo, a experiência se saldou num enorme sucesso, englobando mais de 1800 alunos da maior parte das escolas de Viana, 2012/2013 poderá traduzir-se na "multiplicação da experiência e, logo, na divulgação dos conceitos base da segurança rodoviária", assegura o piloto.

Vencedora do Co drive também vai ao Algarve


Assim, no próximo fim-de-semana, Carlos e os respetivos acompanhantes vão até ao Algarve para viver de perto uma aventura. Mas não vão sozinhos, porque Carina Palhares, de S. Salvador da Torre (terra natal do piloto) junta-se a eles depois de ter vencido num outro concurso inserido noutra atividade da Renato Pita Eventos: o co drive levado a cabo numa solarenga tarde de sábado de Setembro naquela freguesia e onde mais de meia centena de fãs puderam experimentar um co drive com Renato Pita. No final, acabaria por ser sorteada uma viagem para acompanhar o piloto na sua última prova do Campeonato, tendo cabido a honra a Carina Palhares que, agora, se junta à equipa rumo ao Algarve.

Para a prova no Algarve, organizada pelo Clube Automóvel do Algarve e a decorrer nos dias 16 e 17 de Novembro, Renato Pita tem a intenção de manter um segundo lugar, que tem conquistado prova após prova, as mesmas que tem utilizado para testar o carro e ganhar experiência, conforme foram as metas estabelecidas por si no início da campanha.

Já nos projetos paralelos, Renato Pita não para e tem diversas ações previstas, entre co drives, a expansão do projeto "Etapa Segura – Campanha de Segurança Rodoviária com o piloto Renato Pita" e ainda atividades e eventos de divulgação da modalidade.

publicado em RalisOnline

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terça-feira, novembro 22

Renato Pita e a Taça… entornada!

Depois do episódio de Mortágua, a novela continuou no Algarve. Renato Pita e Júlio Bastos de candeias às avessas numa Taça… entornada! Apetece dizer, os ralis (em Portugal!) estão mal e não se recomendam!


Renato Pita chegou este Sábado ao final do Rali Casinos do Algarve, prova pontuável para a Taça de Portugal de Ralis onde garantiu o segundo posto da geral, e também idêntica posição no troféu, um resultado positivo em termos desportivos mas não foi suficiente para satisfazer por completo a equipa que estava ainda na luta pela vitória na Taça.

Renato Pita e Jorge Carvalho tinham a noção de que o seu desempenho com o Mitsubishi Lancer Evo VII "foi muito bom, mas lamentavam não ter podido lutar pela vitória. Com uma prova próxima da perfeição sem qualquer erro a apontar, a equipa sentiu que mesmo com as fracas condições do asfalto, com o piso muito sujo e escorregadio, poderiam ter chegado mais longe mas devido a factores alheios tal não foi possível", segundo o comunicado de imprensa do piloto.

Renato Pita não escondeu a sua exasperação no final da prova, pois segundo o mesmo “é difícil entender porque é que a organização do rali não tomou medidas para limitar os efeitos de ter um piloto muito mais lento do que eu a partir à minha frente e que acabamos por ficar sempre atrás dele em todas as classificativas sem que o mesmo nos deixasse passar em nenhuma ocasião. Sabia-se que estávamos os dois a lutar pela vitória na Taça, e mesmo apesar de ser notório que o jogo não estava a ser limpo para connosco, permitiram que isso se prolongasse durante todo o rali o que é de todo incompreensível, para não dizer, inaceitável. A organização tinha de ter em conta que quando dois pilotos vão discutir um troféu e um deles é sempre alcançado pelo outro sem facilitar a passagem, deveriam ter pelo menos ampliado o tempo de partida entre nós, por razões óbvias, pois assim a verdade desportiva foi efectivamente posta em causa. Sei que desde o episódio passado em Mortágua que muito se disse neste meio dos ralis, mas quero demarcar-me deste tipo de questões. Fico bastante magoado por sentir que se pôs em causa a minha postura, e a honestidade de muitos outros nomes dos ralis nacionais, mas de uma coisa podem ter a certeza, se acontecesse de novo amanhã um concorrente estar numa situação de apuro e a precisar de ajuda, para mim isso vai estar sempre à frente de qualquer título ou vitória. Comecei a correr há poucos anos, e desde esse tempo que tenho pautado a minha postura pela correcção para com os meus adversários e pelo desportivismo e não vai ser agora que isso vai mudar apenas porque me tenho de bater com adversários menos correctos o que não posso deixar de lamentar, mas os actos e palavras ficam com quem as toma, estranho apenas a passividade com que algumas coisas são feitas ou são ditas e ficam impunes com as entidades competentes aparentemente a assobiarem para o lado.”

publicado em MotoresMagazine

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domingo, novembro 20

ARC Sport fecha época em pleno

Os objectivos foram totalmente alcançados na última prova do ano! João Silva e José Janela com o Renault Clio R3 construído pela ARC Sport alcançaram os títulos que perseguiam desde o início da época.


O 2º lugar no CPR no Rallye Casinos do Algarve e vitória nas duas rodas motrizes, foram mais do que suficientes para que a equipa conseguisse os títulos de Campeões de Portugal de Ralis do Agrupamento de Turismo, 2L/2RM, juntando ainda a vitória nacional na categoria 1.6 a 2.0 litros também na Taça Nacional.
Não podia ter corrido melhor!

Foi um saldo muito positivo. Vencemos tudo o que havia para vencer e devemos isso ao empenho da ARC Sport. Acho que piloto, navegador e todos os elementos da equipa mostraram sempre um grande empenho e dedicação, e o reflexo disso são todos estes títulos que conseguimos alcançar.

E pensando no futuro, João Silva adianta: “A internacionalização é o meu grande desejo. Não sei ainda se será no IRC com o Renault Clio R3, ou na WRC Academy. Em qualquer uma das situações, a ARC Sport é candidata a acompanhar os nossos projectos”, concluiu o novo campeão.

O jovem piloto açoriano dedicou esta época para se adaptar ao Campeonato de Portugal de Ralis. Acompanhado pela experiência de Nuno Rodrigues da Silva e apoiado na ARC Sport, Hugo Mesquita cumpriu inteiramente os seus propósitos, evoluindo em todas as provas e nunca registando nenhuma desistência.

“Acho que esta acabou por ser uma prova bastante positiva. Aprendi mais um pouco, pois foi a primeira vez que utilizei pneus intermédios e que conduzi com piso molhado. Melhorei sempre os meus tempos de troço para troço, e penso que isso foi um excelente indicador. Neste meu primeiro ano de aprendizagem tive um pouco de tudo, o que acho ter sido excelente, pois assim poderei abraçar épocas futuras com mais confiança. Para o ano quero continuar no Campeonato de Portugal de Ralis em 2L/2RM, só que ainda não sei com que carro”, afirmou Hugo Mesquita.

Renato Pita e Jorge Carvalho confiaram o seu Mitsubishi Evo VII aos cuidados da ARC Sport para a prova algarvia. Sempre favoritos em todas as provas da Taça de Portugal de Ralis, a equipa conseguiu alcançar uma época com excelentes retornos. A nova experiência com a ARC Sport também acabou por ser bastante positiva.

Comecei a correr com um carro que adquiri ao Augusto Ramiro. A ARC Sport trabalha com gosto e demonstra sempre um serviço sério com o objectivo de auxiliar os seus pilotos. Pela primeira vez tive o prazer de comprovar esse trabalho, e só posso dizer que não tenho palavras por tudo o que fizeram, e que podem vir a fazer comigo. Os meus sinceros parabéns!
Em relação à prova, gostaria de ter saído do Algarve com outra alegria. Venci todas as provas em que participei menos esta, sabendo que era muito difícil vir ganhar ao Teodósio no Algarve. O Júlio Bastos acaba por ser um justo vencedor da Taça”,
concluiu Renato Pita.

A ARC Sport fecha a época em pleno, depois de ter conquistado o título absoluto de ralis com Ricardo Moura. Em terras algarvias a equipa de Aguiar da Beira conseguiu alcançar mais objectivos.

Quero dar os meus parabéns ao João Silva pelos títulos que conseguiu alcançar. Mesmo fora da Madeira consegue andar ao nível dos melhores. As minhas felicitações também para o Hugo Mesquita, que no seu primeiro ano de competição conseguiu uma época muito positiva, registando uma evolução constante. Neste rali, com condições atmosféricas adversas, provou que tem futuro. Em relação ao Renato Pita, quero deixar também os meus parabéns pela excelente prova que realizou. Foi a primeira vez que trabalhámos com ele, e só posso fazer um balanço bastante positivo.
Este foi um ano excelente para a ARC Sport. Com pilotos fabulosos, alcançámos todos os nossos objectivos, contando com uma equipa de profissionais fora de série. Muito obrigado e muitos parabéns para todos. Seria bom que todos os campeonatos terminassem assim”
, concluiu Augusto Ramiro.

publicado em TTVerde

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quinta-feira, outubro 13

Renato Pita - Primeiro pódio em Terra.

Disputou-se este fim de semana o Rali de Loulé Casino de Vilamoura, oitava prova do Campeonato Open de Ralis. Numa prova em que Fernando Peres foi o vencedor e que acabou por consagrar António Rodrigues como vencedor do Open 2011, mercê da sétima posição na geral, quando faltam realizar duas provas para o final do referido campeonato.



É o terceiro rali que faço em terra num carro 4x4 e os resultados têm vindo a melhorar a cada prova. Hoje consegui superar alguns adversários que estavam mais fortes do que eu neste tipo de piso e é nesta evolução sustentada que vamos continuar a apostar”, referiu o piloto, reconhecendo que o carro ainda precisa de melhoramentos. “O Mitsubishi Evo VII ainda não está a 100%. O carro está comigo há pouco tempo e precisa de algumas afinações para se tornar ainda mais competitivo”.

O pódio no campeonato Open de Ralis, esse, já está garantido para o Team BP Ultimate Kumho Tyres, restando saber se subirá em segundo ou em terceiro lugar. “O ano passado terminei em 16o da classificação geral, no mesmo campeonato e com os mesmos adversarios, este ano tudo aponta para que seja vice-campeão, o que demonstra que estou mais regular e que o futuro pode ser encarado com muito optimismo”, referiu Renato Pita.

A próxima prova será o Rali de Mortágua, que se disputa a 22 e 23 de Outubro, na zona centro do país.

publicado em ralisonline

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domingo, outubro 9

Regresso vitorioso de Fernando Peres ao Open

Fernando Peres e Fifé venceram a edição de 2011 do Rali de Loulé/Casino de Vilamoura. A equipa do EVO 7 travou uma interessante luta com Ricardo Teodósio e João Luz, mas o abandono do algarvio antes da última especial deixou tudo decidido. António Rodrigues acabou em sétimo e saiu com o título do Open. Márcio Marreiros passa para a frente do regional.

O resultado final torna-se enganador, pois os mais de dois minutos e meio que separam o vencedor do segundo classificado não traduzem a competitividade e a incerteza sobre o desfecho do Rali de Loulé.
Fernando Peres entrou com o pé direito no troço de Loulé e colocou-se na frente, superiorizando-se a Ricardo Teodósio por 2,8 segundos. A primeira passagem por Salir assistiu a uma resposta do piloto da Guia, que retirou 0,8 segundos, no entanto foi em São Brás que Teodósio passou para a frente da corrida. Fernando Peres havia furado, e perdia mais de 11 segundos, ficando tudo em aberto para a segunda ronda.
Os andamentos eram de tal forma próximos, que ambos os pilotos rubricam o mesmo tempo em Loulé 2. Mas à entrada de Salir 2, Ricardo Teodósio já se queixava de problemas com os travões do EVO4. E foi aqui que resultou o desfecho final, pois também se juntaram os problemas de transmissão, resultando primeiro em 18 segundos perdidos, e depois no abandono na partida da ultima especial. Mas a competição não acabou, pois mesmo na frente, Fernando Peres não levantou pé, desconhecendo que o seu rival já havia abandonado.
No final, Fernando Peres junta o seu nome aos vencedores de provas do regional sul,efetuando uma dedicatória especial ao pai, que faleceu recentemente. O mesmo sucedendo com Filipe Fernandes, que averba o seu melhor resultado, depois de ter feito a temporada de 2001 com João Pinto, e registado participações esporádicas com Marco Santos, Filipe Santos e Eduardo Valente.
Uma palavra para a equipa da Teodósio Competições, que tiveram um final inglório, principalmente depois do documentário dos “Perdidos e Achados” na SIC , e da respetiva onda solidária para com João Luz.
Já muito longe dos lugares da frente, aparece Renato Pita, que obtém um valioso segundo lugar para as contas do campeonato – apesar de só poder almejar o vice. Numa prova muito rápida e consistente, revelou uma boa adaptação em terra, e ao Mitsubishi 7.
Passando quase despercebidos, uma vez que era dos ultimos concorrentes a partir, Carlos Martins e Anibal Martins tiveram uma adaptação progressiva ao Mitsubishi Lancer EVO 6 e melhoraram gradualmente a sua prestação. Superiorizaram-se a um grupo que se manteve numa disputa animada, e como resultado foi um excelente terceiro posto à geral e uma vitória entre os concorrentes do regional.
A luta entre Márcio Marreiros, Luís Mota, e mesmo Pedro Leone ou Diogo Salvi (enquanto andou em prova) foi dos pontos de interesse do rali. Numa verdeira luta ao décimo, alternadamente, os concorrentes averbavam os melhores registos, permitindo algumas trocas, e incerteza no resultado. Márcio Marreiros levou a melhor e acabou no quarto posto, o que permite assumir a liderança do Campeonato Regional Sul. Luís Mota ficou no quinto lugar na frente de Pedro Leone, que voltou a demonstrar ser muito rápido nos troços de Loulé, e como prémio de consolação, foi o melhor elemento NÃO Mitsubishi.
Obviamente, que é preciso dedicar um parágrafo ao António Rodriugues e ao Jorge Carvalho. À entrada deste rali, só precisavam de um ponto para se sagrarem campeões do Open, mas não foi fácil. A armada dos 4x4 estava muito rápida, e colocava a fasquia muito elevada. Os abandonos apareceram e no somatório de tempos deu um sétimo posto, suficiente para obter os seus intentos. Apesar de terem uma prova calculista, foram os melhores representantes das duas rodas motrizes. Pelo segundo ano consecutivo, o Open ficou decidido em Loulé, e o sucessor de Manuel Coutinho foi encontrado.
No oitavo posto ficou Carlos Fernandes, que foi o vencedor do desafio Modelstand, nos pequenos 206. O piloto aproveitou o conhecimento do terreno do seu navegador, Daniel Amaral, e também os abandonos dos principais rivais – João Ruivo e Gil Antunes, para vencer, mesmo com problemas com o motor, que perdia óleo. No segundo posto do Troféu ficou Manuel Inácio (10º classificado) a 7,8 segundos, e André Marques a 10,1 segundos.
Pelo meio aparece Luis Nunes, que apostava na luta pelos lugares cimeiros, mas teve problemas na especial Loulé 2, que lhe levou a uma penalização, quedando-se pelo 9º lugar. Para as contas do regional, seguiram-se Orlando Bule em Mitsubishi EVO 7, Jorge Baptista em EVO6, Nuno Venâncio, que mesmo com problemas de suspensão no BMW IX esteve em destaque, e António Lampreia em Ford Escort Cosworth.
Muito problemas de suspensão, motivados pela dureza dos troços, influenciaram a prestação de Pedro Lança e Ricardo Batista em Citroën Saxo. No entanto, os seus objectivos foram alcançados, com a vitória nas duas rodas motrizes entre os concorrentes do regional. Finalmente, Marco Gonçalves e Pedro Arroja conseguiram levar o Peugeot 306 até final, vencendo a classe 2.
Jogando em casa Diogo Gago, navegado por Jorge Carvalho “pai”, foi o vencedor entre os concorrentes do Fastbravo, superiorizando-se a Sérgio Vaz e Alexandre Durão. Fábio Ribeiro, que teve alguns problemas mecânicos, fechou o pelotão.
Destaque ainda para as muitas desistências, motivados não só pela dureza dos troços, mas também pelo elevado ritmo competitivo que levou a alguns despistes. Desde logo, João Correia e Gil Antunes por despiste logo no troço inaugural, que motivou a neutralização e consequente atraso da prova. João Ruivo deu um toque e arrancou uma roda na segunda passagem por Loulé. Daniel Nunes abandonou quando ocupava o terceiro lugar, com problemas de caixa de velocidades. Também neste lote, por avaria Diogo Salvi, e Daniel Ribeiro que teve um princípio de incêndio, entre outros...
O Open regressa com Rali de Monção , enquanto que o regional sul ruma a Beja.

Artigo: Joaquim Macedo
Foto: Telmo Simões

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