quinta-feira, maio 31

Rali de Martinlongo



Video versão Youtube alargado com algumas das melhores passagens captadas por mim e pelo Márcio Charata no Rali de Martinlongo, primeira prova do regional de 2007.
O muito vento que se fazia sentir impediu em termos de capatção de som a qualidade pretendida, no entanto, como dou preferência ao barulho dos motores, é um mal necessário. O video também está disponível em Rapidshare (sistema de partilha de ficheiros), através do link: VIDEO RAPIDSHARE MARTINLONGO (clique para abrir).

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quarta-feira, maio 30

Passeio dos Campeões na Madeira

O Site madeirense Ralis Net, que há uns tempos fechou, e noticei no blog, já está no activo (o que é de grande satisfação). No entanto funciona em moldes diferentes, com artigos diversos, que são principalmente obtidos através de comunicados ou pressreleases. Numa das noticías avançadas por este site dou conta uma em particular, que se refere ao Rali Vinho Madeira.
Aproveitando a remodelação da sede do Club Sport Madeira, entidade organizadora da prova, irá ser construido um núcleo museológico da principal prova, e na frente da sede, na Avenida Arriaga será criado um Passeio dos Campeões, colocando ao longo da placa central chapas com os nomes de todos os vencedores de todas as edições do Rali Vinho Madeira e da Volta à Madeira. Um pouco ao estilo do Passeio das Estrelas de Hollywood, esta é mais uma maneira de homenagear os pilotos, e novamente, vem demonstrar toda a paixão pelos ralis por parte do povo madeirense.

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segunda-feira, maio 28

Martinlongo: Regresso triunfante de Merceano

O regresso da equipa José Merceano/ Francisco Pereira ao Campeonato Regional do Sul não podia correr da melhor maneira. Tripulando um Mitsubishi Lancer EVO IV, o piloto de Alenquer aproveitou as características da viatura para alcançar uma vantagem considerável, que permitiu controlar o andamento na segunda metade da prova.

No entanto, os primeiros líderes da prova foram Luís Mota/Ricardo Domingos em viatura idêntica, que bateram o recorde da primeira especial em mais de seis segundos (pertença de Merceano com o BMW em 2005). Mas problemas com o diferencial do Lancer motivaram o abandono após a segunda especial, deixando caminho aberto para Merceano.
Estreando uma nova decoração no Ford Escort Cosworth (semelhante aos Ford oficiais de 1993 e 1994), José Neves e José Jesus protagonizaram uma duelo muito interessante com Rui Coimbra / Paulo Primaz, em VW Golf GTi. À entrada da última especial, aproximadamente sete segundos separavam as duas equipas, mas José Neves não evitou um toque que danificou a suspensão traseira, o que fez perder algum tempo. Mas o desenlace não foi favorável a Rui Coimbra, pois perto do final foi vítima de um capotanço, que o atirou para fora de prova. A quebra de um disco de travão provocou o bloqueio da roda e o fez sair de pista, terminando assim de forma inglória a prova. A vantagem para os restantes foi suficiente para que José Neves ocupasse a segunda posição.
Pedro Duarte e João Bento andaram rápido com o Peugeot 205 GTi, e herdaram a vitória entre os concorrentes com duas rodas motrizes, na frente da dupla João Monteiro / José Teixeira. A equipa do Seat Ibiza GTi ficou a mais um minuto de Pedro Duarte, queixando-se novamente de alguns problemas com a caixa de velocidades.
Depois de uma prestação moralizadora em Beja, António Lampreia, acompanhado por Pedro Macedo, demonstrou um andamento regular e, aproveitando os azares da concorrência directa acabou no quinto lugar, terceiro entre as viaturas de quatro rodas motrizes.
A equipa Viana Martins / Paulo Costa em Opel Kadett GSi ficou na sexta posição, na frente de um surpreendente José Carlos Paté num BMW 325 IX. O piloto farense fez uma exibição digna de registo, chegando mesma a ocupar a quarta posição na geral. Problemas durante a terceira especial fizeram-no perder algum tempo e cair um pouco na tabela classificativa.
Vasco Tintim apresentou-se muito rápido e fez uma exibição convincente com o Peugeot 205 GTi. Acabou na oitava posição e vencedor da classe I, com uma vantagem considerável sobre a principal concorrência. Marco Gonçalves e Pedro Arroja tiveram um início de prova muito cauteloso, e progressivamente foram melhorando até final, acabando na segunda posição da classe I, a mais de minuto e meio de Tintim.
Gil Antunes e Rui Alves levaram o Opel Astra GSi à nona posição num rali marcado por diversos problemas que originaram uma penalização de minuto e meio, correspondente aos nove minutos perdidos no parque de assistência intermédio. No entanto ficam as passagens exuberantes desta equipa com a promessa da presença assídua em provas do regional.
A fechar a tabela dos dez primeiros, Bruno Andrade e Ricardo Barreto em Subaru Legacy 4WD voltaram a ter problemas de suspensão na viatura, que culminaram com a quebra de dois amotecedores no final da prova, condicionando sua prestação.
Na Promoção, a vitória recaiu para a dupla Pedro Correia / Vitor Graça em Citroën AX Sport, que festejou de maneira efusiva no pódio final. Na segunda, e última, posição da Promoção ficaram Filipe Baiona e Pedro Inácio com um Opel Corsa que apresentou alguns problemas de alimentação.
Os troços muito duros motivaram algumas queixas dos concorrentes e foi uma das principais causas dos abandonos no rali, onze no total. Entre eles destaque para os abandonos de Paulo Nascimento ao fim de alguns metros da primeira especial, Nuno Fontaínhas com problemas de pressão de óleo, Paulo Jesus vítima de um princípio de incêndio, Nuno Pinto com problemas de travões, e dos pilotos alentejanos Pedro Charneca e João Palma, ambos vítimas de despiste em local aproximado.
A próxima prova do Campeonato Regional é o Rali de Vila do Bispo, a 24 de Junho.


Também disponível em Supermotores.
Foto: Mondesport retirada de Ralis Online.

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sábado, maio 26

Irregularidade fatal

O último Rali de Portugal foi fértil em situações anormais detectadas pelos comissários desportivos. Desde as irregularidades encontradas em algumas viaturas de Grupo N, e acabando na espessura dos vidros dos Focus WRC, que acabou com uma penalização que alterou a verdade desportiva da prova, passaram-se muitas situações numa só prova.
Estes acontecimentos deram origem a um artigo públicado na revista espanhola Todo Rallyes do corrente mês, que refere alguns casos de irregularidades no Mundial de Ralis. Desde a exclusão da Toyota do Mundial de Ralis, quando foram "apanhados" na Catalunha com um sistema de admissão de ar no turbo dos Celica GT-Four, à exclusão de Markko Martin na Argentina por ter colocado uma pedra no capacete para atingir o peso regulamentar, muitas ocorreram no mundial, umas mais, outras nem tanto.
No artigo é feita alusão a uma suposta irregularidade (a qual desconhecia) nos Lancia Delta S4, entre os quais a viatura que vitimou a dupla Henri Toivonen / Sergio Cresto na Córsega em 1986. Segundo o texto:
"Algo que não foi possivel provar, mas que teve influência directa na morte de Toivonen na Córsega, é a possibilidade que nestas viaturas os extintores estivessem cheios de óxido nitroso (componente, que injectado na câmara de combustão libera o oxigénio aumentando a pressão, e consequentemente a potência). Certo é que o óxido nitroso é extremamente inflamável, e o incêndio posterior ao acidente foi realmente grande".
Podendo tratar-se de especulação, é efectivamente uma afirmação muito grave, uma alteração feita na ganância de vencer provas, numa altura em que quase tudo valia - com muita potência e pouco peso, custou a vida a dois jovens em clara ascensão.

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sexta-feira, maio 25

Troféu Regional de Ralis do Centro ficou entregue

Quando todas as atenções se centravam no Campeonato Open de Ralis, passou quase despercebido o facto de Pedro Peres ser o primeiro vencedor do ano, ao terminar o Troféu Regional de Ralis do Centro no 1º lugar.
Mesmo assim merece ser referida a entrega do troféu ao piloto do Ford Escort Cosworth que somou dois triunfos (Pinhais do Centro e Portas de Rodão) e um segundo lugar (Góis). Peres é o primeiro piloto a vencer um campeonato / troféu em 2007.
Curiosamente na Classificação do Rali Portas de Rodão relativa a este troféu o nome do piloto do Escort não surge como vencedor, mas estão os 23 pontos atribuidos nessa prova.
A atribuição deste troféu vem levantar a questão se valerá a pena existir um Troféu Regional de Ralis do Centro nos moldes actuais, já que o seu interesse competitivo é nulo e acaba por ser um piloto a disputar um campeonato de âmbito nacional que o vence, para além de ser uma competição com apenas 3 provas e todas elas integrando o Campeonato Open de Ralis. É apenas mais uma página da crise dos regionais de ralis e da multiplicação de campeonatos e troféus.
Retirado de Sportmotores

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quarta-feira, maio 23

Regional Sul arranca em Martinlongo

Seis meses depois o Campeonato Regional de Ralis do Sul está de regresso, numa edição mais compacta e com menor número de provas, cinco no total.
A primeira prova da temporada é o Rali de Martinlongo, que se disputa integralamente no dia 27 de Maio, domingo. O eali é semelhante ao das duas últimas temporadas, com duas passagens pelos troços de Martinlongo (9,17 Km) e Pão Duro (10,27 Km) totalizando 38,88 quilómetros cronometrados.
Apesar de contar apenas com 29 inscritos, é esperado um dos regionais mais competitivos e com maior número de candidatos às principais categorias, nomeadamente à luta pelo título e na Divisão das duas rodas motrizes. O favoritismo recai sobre os campeões em título, Luís Mota/Ricardo Domingos, que motivados pelas vitórias categóricas em Beja e Góis , são os “alvos a abater”. De regresso ao regional sul, a equipa José Merceano /Francisco Pereira, em Mitsubishi Lancer EVO IV querem repetir os êxitos de 2005. Outro nome a ter em conta é Paulo Nascimento, que aposta na fiabilidade do Ford Escort Cosworth para a obtenção de um boa resultado. Com um total de 15 concorrentes com viaturas de tracção às quatro rodas, é difícil efectuar um prognósticos, mas graças às prestações averbadas nas últimas provas, José Neves, Paulo Jesus, Nuno Fontaínhas, Pedro Charneca, António Lampreia, Bruno Andrade e Nuno Pinto enquadram-se nos potenciais candidatos a um pódio, ou mesmo à vitória.
Na Divisão 1, reservada a concorrentes de duas rodas motrizes, também se prevê uma disputa interessante com Pedro Duarte e João Bento em Peugeot 205 GTi a enabeçar o pelotão. Há que contar com a concorrência directa de Viana Martins / Paulo Costa, estreando um Opel Astra GSi, da equipa João Monteiro / José Teixeira em Seat Ibiza GTi e Rui Coimbra, em VW Golf GTi, que nesta prova têm a seu lado o experiente Paulo Primaz. A dupla Gil Antunes / Rui Alves em Opel Astra GSi, que demonstraram em Beja um andamento muito rápido, também são deve entrar nas contas finais.
Entre os concorrentes da Classe 1, é esperada a reedição da luta da Promoção na época trasacta, entre Marco Gonçalves e Vasco Tintim, ambos em Peugeot 205 GTi. A dupla José Coelho / António Morais também quererá ocupar um lugar de destaque com o Citroën Visa GT.
Infelizmente, a Promoção apenas conta com duas equipas inscritas – Pedro Correia / Vítor Graça em Citroën AX Sport e Filipe Baiona / Pedro Inácio num Opel Corsa. Pior mesmo, só a classe III, com um único representante, António Páscoa / Rui Serra num Renault 5 GT Turbo.
Apontamentos finais para a estreia de Jorge Baptista num Toyota Celica 4WD, a participação de José Lopes em VW Golf G60, e da da presença feminina na pessoa de Ana Santos, em estreia como navegadora de Renato Leria.
A principal novidade da competição organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, reside na atribuição de prémios no final de algumas provas, nomeadamente … pneus. Dois pneus para os primeiros classificados das quatro e duas rodas motrizes, e um pneu para os segundos e terceiros classificados das respectivas classes. É passível de dizer que, no mínimo, o CAAL opta pela originalidade.
A prova sai para a estrada a partir das 14:30, com a realização da especial de Martinlongo.

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terça-feira, maio 22

Calrsson afastado do Mundial de Ralis

O sueco Daniel Carlsson da Kronos sofreu uma reprimenda da FIA, devido ao sucedido no passado Rali da Sardenha.
Carlsson abandonou o evento na sexta feira, citando razões pessoais para tal, mas segundo o seu site pessoal, o piloto apenas alinhou no shakedown e na cerimónia de partida pois havia assumido o compromisso pessoal de que faria pelo menos seis provas pela Kronos.
Como é do conhecimento geral, a Kronos terá que fazer pelo menos dez eventos do Mundial com dois carros, isto para evitar uma pesada sanção por parte da entidade federativa.
Mas a FIA foi mais longe, ao regular que as equipas que não fizessem os reconhecimentos para as provas, seriam penalizados e como tal, Daniel Carlsson e Denis Giraudet não poderão competir em provas do Mundial de 2008.
Carlsson não apelou da decisão, mas o piloto mostrou-se muito desapontado com esta decisão da FIA, que penaliza os pilotos em vez de os encorajar a correr, como declarou o sueco.
De momento a Kronos ainda não encontrou um novo companheiro de equipa para Stohl, devendo fazê-lo o mais breve possível, até porque a "participação" de Carlsson na Sardenha, poderá nem contar como tal.
retirada de Supermotores

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segunda-feira, maio 21

Sardenha: Gronholm vence e lidera campeonato

Quando tudo se conjugava para mais um triunfo de Loeb igual a tantos outros, eis que o francês da Citroen erra e entrega o triunfo nas mãos de Marcus Gronholm.
A primeira classificativa do último dia contribuiu para o volte-face na prova, Loeb falhou uma curva onde uma nota mais optimista o fez entrar depressa demais, acabando por cair numa vala mas supostamente depois de já ter dado um toque uns quilómetros antes. Estava terminada a prova para Loeb, que levava quase um minuto de vantagem, e Marcus Gronholm assumia a liderança do rali.
O finlandês da Ford ainda se "deu ao luxo" de fazer um pião e perder mais de 15 segundos, mas como a questão dos dois primeiros lugares era entre os pilotos da Ford, a liderança não correu riscos. Para a Ford este foi um grande e inesperado resultado, pois apesar dos ralis terminarem apenas na chegada Loeb não costuma ser muito dado a errar, mas desta vez o francês errou mesmo e foi a segunda vez este ano que saiu de estrada por notas demasiado optimistas.
A luta pela 3ª posição acabou por centrar as atenções do resto da etapa. Henning Solberg partiu ao ataque para reaver a posição conseguida na véspera por Daniel Sordo, mas ao longo de toda a manhã o piloto espanhol defendeu-se muito bem e garantiu um pódio para a Citroen que minimizou os estragos do abandono de Loeb.
Petter Solberg concluiu (mais uma vez) que o Subaru de 2007 pouco melhor é que o de 2006, os problemas sucedem-se e os Impreza afundam-se na classificação. Toni Gardemeister e Manfred Stohl mantiveram as diferenças entre si e Juho Hanninne conseguiu 1 ponto na sua segunda participação com o Lancer WRC graças à regularidade que deu frutos perante os problemas dos adversários.
Jari-Matti Latvala, que foi a sensação da prova, depois de liderar durante as três primeiras especiais (abandonou depois de um toque lhe ter arrancado a roda do Focus) recuperou até onde era possível, e se ainda pensou em tentar chegar a Hanninen no sábado, na deradeira etapa, optou por não correr riscos.
Também a recuperar do abandono de 6ª feira esteve Chris Atkinson que logrou bater o estreante Frederico Villagra na luta pelo 10º lugar. Referência para este argentino que na estreia com o Ford Focus da Munchis não causou uma grande impressão, vindo com o rótulo de piloto rápido, Villagra manteve um ritmo cauteloso ao longo de toda a prova.
No Campeonato Mundial de Junior, Urmo Aava dominou toda a prova, (à semelhança do que acontenceu em Portugal), mas desta feita não se deixou surpreender pelo companheiro Per-Gunnar Andersson, obtendo mais uns 1º e 2º lugares para a Suzuki. Martin Prokop foi 3º com o seu Citroen C2 S1600 a revelar-se incapaz de chegar aos Suzuki.
Alterado de Sportmotores.

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Luís Mota vence Rali de Góis

Tal como se esperava, a mudança de pisos de asfalto para terra tiveram o condão de animar, ainda mais, o o Campeonato Open de Ralis by Beta. De facto, o Rali de Góis trouxe a primeira grande novidade a uma competição que ganhou nova dimensão esta temporada, depois de três provas disputadas em asfalto – Montelongo, Portas de Ródão e Pinhais do Centro.
Depois de um claro domínio no asfalto, Pedro Peres cedeu o protagonismo a Luís Mota, que com o Mitsubishi Lancer Evolution IV obteve a primeira vitória da época, perfilando-se como um sério candidato nos ralis em terra ainda por disputar, mantendo o actual líder do campeonato em sentido no asfalto. Mais rápido em quatro das seis classificativas agendadas pelo Clube Automóvel do Centro, Luís Mota tinha já preparado esta prova com a sua participação no Rali Cidade de Beja, no fim-de-semana anterior, uma aposta ganha:
“Estou, de facto, mais à vontade em terra, mas não sabia como se iria comportar o Pedro neste piso. O Mitsubishi ainda me deu problemas, nomeadamente a embraiagem, mas consegui aguentar as réplicas do meu adversário”, explicou o vencedor, pouco antes de passar pelo pódio.
Desta vez em segundo, Pedro Peres não deixou, ainda assim, de tentar conservar o primeiro lugar por ainda passou, mas uma menor experiência em terra e problemas com o Ford Escort Cosworth não deram hipóteses face a um adversário motivado:
“Os problemas com o ALS – sistema que controla a disponibilidade de potência do turbo – voltaram e também os pneus me penalizaram, pelo que acredito que com o carro em perfeitas condições sou capaz de vencer em terra. Mas não tiro o mérito ao Luís (Mota), que está mais à vontade neste piso e conhece melhor o Mitsubishi do que eu o Escort”, confessou o actual líder do Campeonato Open de Ralis by Beta.
Na terceira posição, Raul Aguiar consumou um regresso à competição com um excelente resultado e comprovou a supremacia dos 4x4 em pisos de terra, pelo menos nesta prova, com os três primeiros lugares a serem ocupados por dois Mitsubishi Lancer e um Escort Cosworth. Curioso foi o facto de Aguiar ter ascendido à posição em que viria a terminar na primeira classificativa, onde foi quarto e beneficiou de uma penalização de 10 segundos aplicada a João Ruivo...
Às portas do pódio terminou Octávio Nogueira, piloto que tripula o Citroën Saxo Kit Car com que Armindo Araújo foi Campeão Nacional e que este ano andava afastado das boas prestações. À quarta foi de vez: “Quase sem experiência em ralis de terra, ter sido carro “0” no Rali do F.C. do Porto permitiu-me treinar um pouco e encarar esta prova com mais à vontade. Estou satisfeito pelo resultado”, confessou.
Pedro Raimundo terminou em quinto, sendo de novo o melhor do Campeonato Júnior, na frente de Isaac Portela, habituais animadores desta categoria: “Furei de manhã e perdi parte da vantagem que tinha para o meu adversário, mas na parte da tarde andei um pouco mais depressa e consegui confirmar o quinto posto, um resultado excelente para mim. Foi o meu primeiro rali em terra e à minha frente terminaram três 4x4 e ainda um Kit Car”, lembrou o jovem piloto de Lisboa.
Encerrando o lote dos 10 primeiros, Rogério Santos foi sétimo, Nuno Mateus – um dos dois pilotos que levaram um Fiat Punto HGT até final – oitavo, na frente de Miguel Monteiro, num Ford Fiesta ST que animou a noite de Góis no “Showcar de Góis by Beta” e Filipe Teixeira.
Retirado do Open Ralis

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sábado, maio 19

Rali Cidade de Beja 2007

O pequeno filme sobre o Rali Cidade de Beja, também disponível no Fórum Ralis a Sul e no Ralis Online. O critério baseiou-se na escolha de uma passagem de cada concorrente, para que o filme não se tornasse monótono. Todos aparecem (ou quase todos - falta o Panda vermelho).



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sexta-feira, maio 18

Guy Fréquelin anuncia reforma

Guy Fréquelin acaba de anunciar que se reformará no fim deste ano, deixando assim a liderança da Citroen Sport.
Com 62 anos, Guy Fréquelin tem uma carreira muito rica no mundo dos ralis, primeiro como piloto, com três títulos nacionais em França (1977, 1983 e 1985), um vice-campeonato europeu (1983) e um vice-campeonato mundial (1981), quer como líder da Citroen Sport, com imensas vitórias, quer nos Ralis-raides (4 vitórias no Dakar), quer no Mundial de Ralis com pelo menos três títulos de construtores (2004, 2005 e 2006).
Conhecido em França pela alcunha "Grizzly", falta saber quem será o seu substituto, uma sucessão que não será nada fácil dada a grande capacidade sempre demonstrada por Guy Fréquelin, consubstanciada nas vitórias e títulos alcançados durante a sua gestão.
Retirado de Motores Magazine

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WRC: Pons ingressa na Subaru

Xavier Pons fechou contrato com a Subaru para conduzir um terceiro Impreza WRC nas provas do mundial juntando-se a Petter Solberg e Chris Atkinson.
O anúncio foi feito dia 15, devendo o espanhol de 27 anos estrear-se no Rali da Alemanha e efectuar todas as restantes provas do campeonato. Este acordo é válido para a temporada de 2008, mas a equipa sediada em Banburry tem uma opção sobre Pons para 2009.
A temporada de 2007 tem sido isntável para Xavier Pons. Depois de um anos de 2006 em que desiludiu mas recuperou perfomance no final da temporada, veio uma época de indefinição seguida do anúncio de que não correria no mundial por não haver equipa que lhe proporcionasse as condições que desejava. A seguir começou a fazer ralis com um Mitsubishi Lancer WRC mas parou antes do Rali de Portugal para se dedicar ao campeonato espanhol de terra. Agora regressa novamente ao mundial.
Retirado de Sportmotores

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quinta-feira, maio 17

AR Vidal oferece prova a Rui Madeira

Segundo a AutoFoco, Rui Madeira deverá estar à partida do Rali da Catalunha, numa oferta da ARVidal Racing, de certo modo uma compensação do Rali de Portugal.
Segundo noticia a AutoFoco, a AR Vidal Racing convidou Rui Madeira a fazer uma prova do Mundial, como forma de compensação da desclassificação no Rali de Portugal.
O piloto de Almada ainda terá ponderado a ida à Grécia, mas acabou por optar por centrar a sua atenção no Rali da Catalunha que se realiza de 5 a 7 de Outubro.
Entretanto, e ainda segundo a mesma fonte, Rui Madeira ainda não abandonou a ideia de participar no SATA Rali Açores, tudo dependendo das respostas de potenciais patrocinadores.
Retirado de Motores Magazine

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Rali de Beja com “pontas a limar”

Passado uns dias após o Rali Cidade de Beja, primeira prova para o Challenge VSH Sul, ainda são feitas algumas observações menos abonatórias à prova.
Como já referi anteriomente, o comportamento de alguns elementos dentro dos troços durante o rali é inadmissível. A começar com alguns espectadores que andavam no troço durante a passagem das viaturas, dentro de jipes, e acabando num elemento que também já fez parte da organização de provas (e foi navegador) que teve uma atitude semelhante ainda decorria a prova, para auxiliar um concorrente acidentado. Se é grave por parte dos espectadores andarem dentro de troços, mas grave se torna quando são elementos que percebem do assunto, ou já estiveram ligados à organização que dão o mau exemplo. A questão de como é que essas viaturas entraram dentro das estradas também deve ser colocada. Existiam muitos acessos dentro dos troços, e alguns deles não tinham qualquer controlo (cheguei a assitir à passagem de moto 4 em passeio durante a prova num desses acessos). Alguns “marshalls” não conseguiam dar conta do recado – eram jovens, viam a prova, afastavam-se dos acessos, e às vezes preferiam não arranjar problemas com os indívuduos que tentavam entrar nos troços.
Infelizmente um problema com as tomadas de tempos, com discrepâncias entre as printers e as células, conduziram a tempos de tomada final incorrectos, com variações a rondarem os 23 segundos numa especial e os 37 noutra. Apesar de não alterar a verdade desportiva, uma vez que prejudicava todas as equipas, os tempos comparativos finais entre concorrentes (em relação a edições anteriores) acabava por ser adulterada…. sendo que apesar de averbados no final, não correspondem ao tempo real de prova (mesmo fazendo contas com os ditos tempos, as décimas podem alterar alguns resultados). Apenas serviram para elaborar uma classificação final ordenada. Deveria ter sido abordado antes da prova pela Organização, pelo menos prestando esclarecimentos aos concorrentes sobre o que se passava, e evitava alguma desconfiança no durante e após a prova.
Finalmente, um concorrente (Nuno Marcelino num Fiat Panda) passava sistematicamente muito tempo depois do anterior. Em situação normal, e tendo em conta as penalizações, este deveria ter sido desclassificado após a primeira passagem pelos troços (ou mesmo após a primeira especial), pois, objectivamente, deverá ter excedido os 15 minutos regulamentares. Mas tratando-se de um rali “a feijões” até é um facto que penso seja perdoado… não fosse colcar em perigo a segurança dos espectadores. Passo a explicar – depois do último concorrente (Escort MK II) ter passado na primeira ronda, a viatura de chefe de troço passou, levando a pensar que o troço estava acabado para os concorrentes… puro engano. O concorrente do Panda ainda circulava (muito lentamente) dentro do mesmo, quando muitos espectadores deslocam-se pedonalmente pela estrada. Para a segunda passagem não o vi em prova, mas quando chego a casa deparo que o mesmo elemento aparece na tabela classificativa final – seria um concorrente fantasma – uma vez que eu deixei o troço cerca de 10 minutos após a passagem do último carro (ou pelo menos, o que pensava ser o último) e nem dei de conta que o Panda vermelho ainda continuava em prova. Acabou com mais de um hora de atraso para o primeiro….
Estes três pontos mancharam decisivamente uma prova, que tinha tudo para que “vingasse” entre os concorrentes. Apesar de toda a boa vontade, e relação com os concorrentes, é questionada a capacidade organizativa da prova. Não sendo uma prova profissional, pelo menos a nível organizativo devem ser tomadas as devidas precauções, principalmente quando está em causa a segurança dos elementos que contribuem para a prova – concorrentes e espectadores.
São alguns aspectos a ter em conta para a próxima temporada. Que se façam ralis, mas com qualidade. Faço votos que a prova regresse, mas sem motivos que promovam o alarido criado desta vez.

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quarta-feira, maio 16

Vouilloz e Peugeot ganham na Turquia

Nicolas Vouillonz deu ao Peugeot 207 S2000 a sua primeira vitória no Intercontinental Rally Challenge ao impor-se no Rali da Turquia – também pontuável para o Campeonato da Europa da especialidade. O francês ganhou oito das classificativas que compunham o evento, realizado da região de Celle (junto ao Mar Negro), mas após um furo fez o suficiente para derrotar Andrea Navarra e a equipa Fiat Abarth, vencedores no Safary Rally do Quénia, primeira prova da temporada. No final pouco mais de 20 segundos separaram Vouilloz de Navarra, que não conseguiu recuperar todo o terreno perdido na véspera, enquanto Garcia Ojeda completou o bom resultado de conjunto da Peugeot ao levar o seu 207 S2000 ao último lugar do pódio, depois de ter chegado a liderar o rali.
Anton Alen dominou a primeira etapa mas não conseguiu manter esse domínio na segunda, concluindo a prova turca no quarto posto, à frente de Renato Travaglia, que, superados os problemas de sábado conseguiu vencer o Grupo N. Volkan Isik ganhou três troços no último dia, chegando a passar pelo segundo posto, mas acabou por cair para o quinto lugar. Mesmo assim foi o melhor piloto turco, estando, para já, prometido o seu regresso ao IRC na próxima prova; o Rally de Ypres.
Retirado de Motor Online

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