Aproveitando os azares dos concorrentes que costumam ocupar as posições cimeiras,como os casos de Bruno Magalhães, José Pedro Fontes e Fernando Peres, os pilotos do Lancer e 206 estavam discutindo posições entre si, ora com vantagem para um, ora com vantagem para outro, com o 4.º e 5.º lugares a serem uma realidade.
Bernardo Sousa já tinha deixado boas indicações no Rali de Mortágua, na altura com um EVO VIII, e tendo de lidar com condições adversas – piso molhado e chuva, voltou a surpreender pela positiva. Alguns espectadores até afirmavam que nem parecia madeirense – tais as dificuldades que os insulares se deparam nas provas continentais.
MEX aproveitou da melhor maneira a oportunidade com um S1600. Andou rápido, consistente, e era o melhor da classe até ao abandono. Também se revelou uma surpresa, pois nos testes à chuva em São Brás, existia algum receio e pouco à vontade com a viatura. Ou foi uma questão de adaptação, ou então em piso seco será um “bichinho do asfalto”.
Infelizmente, a prova acabou mal para ambos, e provocada pela mesma ocorrência. Apesar de algumas versões contraditórias sobre o acontecido, ficaremos pelos factos: Na última especial MEX despistou-se e abandonou. Os concorrentes que seguriam atrás foram penalizados porque tiveram que parar para auxiliar a dupla do 206 S1600, e entre os quais estava Bernardo Sousa que perdeu muito tempo e caiu para 7.º lugar (quando tinha o 4.º lugar ao alcance). Não consigo explicar ao certo: uns afirmam que Bernardo parou para prestar auxílio, outros que Bernardo foi mandado parar por comissários e agentes da autoridade, e com isso todo o tempo que esteve em troço foi contabilizado no final… Enfim, não está bem clarificado.
Fiquemos pelo resultado à entrada da última especial – dois pilotos em estreia de viatura, discutiam sob condições adversas um lugar entre os 5 melhores. Bernardo Sousa e MEX, dois nomes a fixar, e que certamente ainda darão muito que falar.
Foto de www.ralis.online.pt
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