Mostrar mensagens com a etiqueta JWRC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta JWRC. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, abril 12

Pontus Tidemand na frente do JWRC

Pontus Tidemand, habituado a voos mais altos no WRC, lidera o JWRC, antiga Academia do WRC, com uma vantagem de 27 segundos exatos para o espanhol Jose Suarez.

O sueco só não liderou na primeira especial, entrando com cautela em prova, mas em Ourique 1 passou para a frente do rali e dali não voltou a sair. A luta pelo segundo lugar está equilibrada, já que Marius Aasen dista somente 5.8s de Suarez, mas a partir daí as distâncias cifram-se todas em mais de dois minutos para o líder da competição reservada aos pequenos Ford Fiesta R2.

Publicado em Autosport

Leia Mais

terça-feira, abril 9

Junior WRC substitui Academia

Já foi Pirelli Star Driver, depois WRC Academy e agora é Junior WRC. O troféu para jovens pilotos do Mundial de Ralis continua este ano com os Ford Fiesta R2 preparados e assistidos pela M-Sport, mas terá desta vez pneus da coreana Hankook, que substitui a Pirelli.

Campeão em título, o jovem galês Elfyn Evans tem agora a sua carreira gerida pela estrutura de Malcolm Wilson e ascendeu à classe acima com o Fiesta RRC. Isto deixa o pelotão do JWRC liderado por repetentes como o sueco Pontus Tidemand, que já deu nas vistas com um WRC, ou os espanhóis José Suárez e Yeray Lemes. No grupo de 10 pilotos presentes em Portugal também estão os rookies Marius Aasen (Noruega), Andreas Amberg (Finlândia), Murat Bostanci (Turquia), Michel Burri (Suíça), Martin Koci (Eslováquia), Niko-Pekka Nieminen (Finlândia) e Sander Pärn (Estónia). João Silva, recorde-se, foi o único português que alinhou na competição, com um programa parcial em 2012. O carácter formativo continua bem presente neste troféu, onde pilotos e navegadores frequentam aulas e briefings em todas as provas, com o prémio final a ser aliciante: cinco provas no WRC2 em 2014 com um Fiesta RRC.

Publicado em Autosport

Leia Mais

segunda-feira, maio 31

Rally de Portugal 2010 – Oigier no grupo dos vencedores

WRC > | JORNADA MEMORÁVEL FAZ DE OGIER “O NOVO RIVAL”
Portugal ficará para sempre marcado na carreira de Sebastien Ogier como o palco onde se deu a primeira vitória de mais um pequeno gaulês que tem tudo para se impor nos ralis mundiais.
Ogier já tinha mostrado de que fibra era feito e depois de perder ingloriamente nas últimas curvas da Nova Zelândia já se sabia que mais dia, menos dia soaria a sua hora. E esta não foi uma vitória qualquer porque foi tirada “no braço” com um tal de Loeb a servir de adversário…
O campeão do mundo deu tudo o que tinha para dar na tentativa de reverter o cronómetro a seu favor mas deparou-se com uma oposição fantástica de um Ogier motivado, inspirado e muito seguro de si. No início do dia, havia 21,1 segundos de diferença entre os dois Sebastiens e Loeb entrou ao ataque reduzindo em 6,2 segundos a vantagem do homem do Junior Team.
Na especial seguinte, Loulé 1, ganha mais 4,8 segundos, assegurando que tinha vindo nos limites durante todo o troço. Ogier, pelo seu lado, confidenciava que não tinha vindo em máximo ataque porque, antes de mais era obrigatório chegar ao fim! Havia agora 10,1 segundos entre os dois. Dito de outra maneira, Loeb tinha reduzido para metade a diferença inicial quando ainda faltava uma ronde pelas mesmas classificativas mais a Super Especial do Estádio do Algarve onde se começava a assistir a um esfregar de mãos porque tudo apontava que esse seria o palco do tira-teimas final.
Só que Ogier já não teria a pequena desvantagem de “limpar” o troço –e dizemos pequena porque Loeb vinha logo a seguir… – pelo que a lógica ditava que Loeb não ganharia tanto como nas primeiras passagens. Ainda assim, imperava a adrenalina e a expectativa.
Loeb prometia ser feliz nos primeiros compassos de Felizes 2 mas Ogier, alertado pelos parciais que recebia no seu carro forçou o andamento na segunda metade do troço e limitou as perdas. No final eram apenas 6 as décimas recuperadas por Loeb que na sua tentativa de ataque destruiu os pneus, embora tivesse mais dois para substituir. Ogier ainda contou que tinha tido um pequeno problema de motor no arranque que fez que o carro se engasgasse…
Eram agora 9,5 os segundos a separar os dois franceses da Citroen. Com Quesnel a dizer “le mieux va gagner” e “on fait le show” os dois C4 lançaram-se ao ataque de Loulé 2. No início soaram as campainhas de alarme na assitência de Ogier. O piloto estava a ser mais lento que os seus próprios parciais da primeira passagem e Loeb estava a ganhar terreno. Mais uma vez a meio do troço a diferença estabiliza e os dois franceses fazem uma série de parciais sempre com o mesmo tempo relativo. No final, Loeb só ganha 1,8 segundos, a margem que tinha conseguido nos primeiros quilómetros da classificativa. Ogier esperava junto ao stop pela chegada de Loeb e, confiante no que tinha feito, advertia: “Se ele quer ganhar, vai ter que voar!” Como já se disse, Loeb até ganhou o troço mas os 7.7 segundos seriam irrecuperáveis na Super Especial final a não ser que Ogier errasse fortemente. Conformado com a derrota, Loeb comentava que “ele [Ogier] é muito forte nas segundas passagens… Tentei tudo mas não deu. Encontrei um novo rival…”
Restava a festa do Estádio do Algarve onde Ogier foi consagrado vencedor do Rally de Portugal. Não sem antes, em jeito de confirmação, ter voltado a bater Loeb na manga que opôs os dois principais protagonistas do fim-de-semana.
Mas a competitividade da prova portuguesa não se resumiu à vitória. O terceiro lugar do pódio foi fortemente cobiçado por Sordo, P. Solberg e Hirvonen. Exclua-se desde já Hirvonen que não conseguiu ter andamento para os Citroen e centremo-nos em Sordo e Solberg. No início do dia o norueguês tinha 13,5 segundos de vantagem sobre o espanhol, vantagem que seria fortemente cortada logo no troço inicial, muito por culpa da direcção solta no c4 amarelo. Solberg ficou com apenas 2,2 segundos de margem para gerir, se é que é possível executar exercícios de gestão com diferenças tão pequenas. Em Loulé 1 os problemas de Solberg continuam e Sordo aproveita para passar para terceiro. Em Felizes 2 Solber erra ligeiramente e Sordo ganha tempo, passando a dispor de 5,4 segundos de vantagem. Em Loulé 2 Solberg ganha 8 décimas o que será insuficiente para lutar pelo pódio na super especial mas afasta-se de Hirvonen que se queixa de ter destruído os pneus outra vez dando a entender que os Ford não são nada meigos com a borracha…
Estava-se perante um cenário de 1-2-3-4 para a Citroen, coisa que, não sendo inédita, já não se verificava desde o Safari de 1993… Só que, no Estádio do Algarve, Solberg decidiu “borrar a pintura” numa saída estranha televisionada para todo o mundo (pelo menos pela net)… Carro parado, dificuldades em retomar o andamento e um tempo de 2:24,6 contra os 2:12,5 de Hirvonen. Gorou-se o poker da Citroen no rali por 3,7 segundos…
Mais atrás destaque para a desistência de H. Solberg (os irmãos tiveram um dia não…) e as boas imagens proporcionadas por Ostberg num Impreza WRC de 2008 que nunca foi competitivo. Talvez por isso Wilson tenha conseguido ficar à sua frente na classificação geral. Villagra voltou a vencer à geral a Super Especial (não é à toa que se trazem tantos argentinos para os estádios portugueses) e classificou-se em 8º, Al Qassimi foi nono e o quase “mudo” Raikkonen lá conseguiu angariar o pontinho da ordem…

S-WRC > | NADA DE NOVO NO UNIVERSO DOS S2000
As posições estavam de tal maneira estabilizadas com grande diferenças entre os concorrentes que não houve uma única alteração nos lugares cimeiros…
Quando assim é, a história torna-se evidentemente curta. Destaque-se os andamentos mais rápidos de Al-Attiyah e PG Andersson que estavam em prova ao abrigo do Super Rali. O árabe ganhou quase todos os troços do dia enquanto sueco foi regularmente segundo, venceu a sufer especial de encerramento e apenas teve menor rendimento em Felizes 2. O andamento de Al-Attiyah serviu para subir uma posição ao longo do dia por troca com Tuohino que, mesmo assim só se verificou porque o Finlandês andou com a chamada direcção “assistida a braços”.
Claro que outros pilotos estavam em modo de segurança porque as diferenças eram da casa dos minutos. Nesse Contexto Ketomaa estava interessado em garantir a vitória, enquanto Xevi Pons queria, sobretudo, somar o máximo de pontos para cimentar a liderança do Mundial de S-WRC. Os dois pilotos conseguiram atingir os objectivos de forma tranquila. O polaco Kosciuszo subiu ao pódio à frente Bernardo Sousa que foi quarto mas que esteve sempre mais interessado no Campeonato de Portugal de Ralis…. Andresson foi quinto e Pascoal que recebeu um “wild card” da organização foi sexto e até somou 8 pontos para a tabela do S-WRC. Tuohino, Al-Attiyah, Brynildsen (que também andou rápido e deu espectáculo no dia de hoje) e Llovera terminaram nas posições sguintes.
Hanninen que não pontua para o SWRC voltou em super rali, efectuou um segundo tempo na primeira especial do dia mas voltou a não ter a sorte pelo seu lado e voltou a abandonar no segundo troço. Antes aqui que na Sardenha, pensará o líder do IRC…


J-WRC > ABBRING VITORIOSO

Depois de ontem ter sido bafejado pela fortuna, Abbring soube segurar o triunfo.
Também não era difícil, a menos que um daqueles imponderáveis em que os ralis são férteis atacasse o Clio R3 do piloto Holandês. É que à entrada para o último dia eram “só” 4:44,1 os minutos que o piloto tinha de avanço para Kruuda, o seu mais directo perseguidor…
Tal como na S-WRC, também no mundial júnior quem deu mais nas vistas no derradeiro dia de competição foram os homens que regressaram em Super Rally, nomeadamente Lemes, Burkart e Broccoli (que voltou a desistir, tal como Marzeno).
Claro que Abbring e Kruuda não se incomodaram mutuamente nem foram incomodados por niguém, enquanto Burkart ainda foi a tempo de ser segundo à frente de Lemes, Valdes Lopez e Hunt. Para que se fique com uma ideia, a diferença mais pequena que se registou no final entre dois concorrentes foi de 5:24,8…

Portugueses > BERNARDO SOMA E SEGUE MAS ARMINDO FOI MAIS RÁPIDO
No cômputo global dos três dias, Bernardo Sousa conseguiu o que queria: prometeu aos patrocinadores que seria campeão nacional e até agora não defraudou somando pontuações máxima em todos os ralis já disputados…
O madeirense limitou-se a rodar e a controlar tranquilamente os acontecimentos já que a vantagem final para o segundo, Pedro Peres foi superior a 8 minutos. Vítor Sá aproveitou os problemas de Vítor Pascoal (apoio de motor ontem e acertos de suspensão hoje) para se guindar ao terceiro lugar final por troca com o seu adversário. Meireles foi sexto e Ricardo Moura, vindo em Super Rali ainda chegou ao sétimo lugar final.
Mas no Campeonato de Portugal interessam os dias separadamente visto que os regulamentos assim o determinam, tal como também postulam a necessidade de se estar pré-inscrito no campeonato para se poder pontuar em absolutos e nos grupos A e N. De Bernardo Sousa já se disse que somou pontuação máxima, vencendo cada um dos dias de competição. Em segundo no dia de hoje (primeiro da produção), Ricardo Moura deu mais uma prova do seu valor e reforçou a sua liderança no campeonato de produção, somando ainda importantes pontos para a tabela de absolutos. Numa luta particular com o campeão açoriano, Pedro Peres acabou por ser terceiro à frente do 207 S2000 de Vítor Pascoal. Meireles foi o quinto melhor do dia de hoje à frente de Armindo Neves que, fruto da sua regularidade, segue na segunda posição da Produção nas contas do campeonato. Paulo Neto (Gr. A) e João Fernando Ramos (Gr. N) encerraram as contas do dia no que aos pré-inscritos diz respeito.
Armindo Araújo, pelo seu lado, foi o melhor português não se coibindo de extravasar a sua satisfação por ter suplantado os homens dos S2000 nacionais e por, no final, se ter superiorizado também a Ott Tanak com quem andou em luta na busca da vitória entre os N4 tradicionais: “Partimos para o dia de hoje com a posição de melhor português praticamente assegurada e por isso o objectivo passou a ser o de colocar pressão no Tanak para tentarmos vencer a Produção. Ele acabou por cometer um erro, ao sair de estrada na segunda especial, e a partir daí apenas tivemos que levar o carro até ao final”.

compilação de Fórmula Rali

Leia Mais

sábado, maio 29

Rali de Portugal Dia 2 - Oigier ensina a andar na frente

WRC > Portugal |OGIER RESISTE AO CAMPEÃO DO MUNDO

Loeb recuperou 23,7 segundos nos 135 km da etapa de hoje. Amanhã, se quiser vencer, terá de recuperar 21,1 segundos em 90 km mas Ogier poderá não estar pelos ajustes, sobretudo se não surgirem ordens de equipa…
De facto, poderemos estar perante um dos ralis mais emocionantes do ano mesmo se a Ford não tem mostrado “pedalada” para acompanhar a armada Citroen. Ogier voltará a ser o segundo na estrada mas Loeb estará um lugar mais à frente do que hoje e vai apanhar as primeiras passagens um pouco menos limpas… Mas isso são contas de outro rosário até porque hoje muito se decidiu na guerra dos pneus. Vamos, então à história do dia…
Loeb entrou ao ataque em Almodôvar 1 e ganhou 8,4 segundos a Ogier, aproximando-se ao mesmo tempo de Sordo que teve dificuldades com as notas na parte final do troço. Hirvonen perdeu 3,2 segundos para Loeb começando a descobrir que a jogada táctica do dia anterior não iria dar resultado.
Em Vascão 1, com o piso escorregadio, Loeb passou para segundo, recuperando mais 11,1 segundos a Ogier e ficando a 25,3 segundos do líder. A “fava” desta classificativa saiu à equipa oficial da Ford. Hirvonen sentiu o carro tão desiquilibrado que até pensou que tinha furado. Como resultado perdeu o 4º lugar para Solberg. Pior ainda foi o que aconteceu a Latvala que não controlou o carro à saída de um salto e foi embater com a traseira numa árvore, abandonando o Rali de Portugal pelo segundo ano consecutivo. Ainda não se sabe se voltará em Super Rally.
Em S. Brás de Alportel, Ogier volta a perder tempo, embora muito pouco. Loeb perde para Sordo mas segura a segunda posição por apenas meio segundo. Hirvonen confessa alguns erros e perde mais 3 segundos para Loeb. Petter Solberg ataca e vence o troço, afastando-se mais 10,6s de Hirvonen.
Depois da passagem pela assistência, as dificuldades aumentaram enormemente para os pilotos porque os pisos extremamente abrasivos provocaram forte desgaste dos pneus, sobretudo para quem não os soube gerir. O mais prejudicado foi Sordo que logo em Almodôvar 2 apareceu no fim do com o pneu frente esquerdo completamente destruído. Com apenas 1 pneu no carro, o espanhol ficou com um grave problema para o resto do dia. Sordo ainda fez um bom tempo, passando mesmo Loeb e voltando ao segundo lugar. Quem não teve problemas foi Ogier que, em vez de se limitar a esperar pela recuperação de Loeb, atacou e ganhou 6 segundos ao campeão do Mundo! Mikko Hirvonen preferiu jogar pelo seguro esperando que ao poupar um pouco os pneus pudesse vir a ganhar mais tarde quando os adversários ficassem sem borracha nas rodas… Entretanto, Solberg que iniciou o troço ao ataque, levantou o pé a partir do meio da classificativa, talvez alertado para o facto de haver problemas com os Pirelli Scorpion de muita gente… Mais atrás Ostberg ficava sem direcção assistida.
Em Vascão 2 Loeb quase devolve a vantagem ganha por Ogier no ultimo troço mas o mais jovem dos Sébastien defende-se com o segundo tempo à geral para espanto do campeão do mundo que não esperava um ritmo tão forte do seu adversário. Ogier apresenta-se no final do troço com os pneus destruídos mas tem mais 2 Pirelli no carro para substituir. Sordo, sem poder fazer mais nada, “limita-se a conduzir” e perde 23,8 segundos, descendo de 2º para 4º. Hirvonen continua a perder tempo e parece resignado enquanto Solberg que é agora terceiro continua a ganhar tempo ao líder da Ford.
Na última classificativa do dia, S. Brás de Alportel 2, Loeb ataca mas não ganha mais que 2 segundos a Ogier que diz no final do troço que no dia seguinte só quer uma coisa: “ganhar”! Sordo continua a andar devagar e apenas termina com 8,2 segundos de vantagem para Hirvonen. Solberg, apesar de perder para Hirvonen, ganha mais uns segundos a Sordo.
Hening Solberg é sexto à frente de Wilson, Ostberg, Raikkonen e Villagra que, empatado à décima com Al Qassimi, encerra o top 10. Ketomaa, em 12º, é o melhor S2000.
No final, já no Parque de Assistência, o discurso de Ogier moderou-se um pouco. Do “ganhar” curto e grosso do final da última especial, passou o registo para um diplomático “estou às ordens da equipa para fazer o que for melhor”…

SWRC | KETOMAA “PERDE” ADVERSÁRIOS MAIS DIRECTOS

A etapa não podia ter corrido melhor a Ketomaa que ficou sem adversários por perto.
Logo na primeira especial Ketomaa ganhou 2,7 segundos a Al-Attiyah que acabou por desistir na especial seguinte deixando o finlandês à vontade. Também PG Andersson se atrasa, embora não tanto como Tuohino que regista um péssimo tempo por não ter direcção assistida. Com o abandono, em Vascão 2, de Hanninen que, lembre-se não pontuava para a S-WRC, Ketomaa ficou também como melhor representante da produção…
Os problemas de PG Andersson tiveram epílogo em Almodôvar 2 quando o piloto perdeu uma roda porque alguém, na assistência, se esqueceu de apertar bem uma porca…
O líder do campeonato, Xevi Pons, regista agora um bom segundo lugar, embora já esteja a mais de três minutos do líder. O polaco Kosciuszo está ainda mais atrasado mas ocupa a terceira posição a 2:12,1 do piloto espanhol.
Um dos beneficiários das incidências do dia foi Bernardo Sousa que ascendeu à quarta posição a quase 3 minutos do piloto polaco mas com uma margem de 8:49,2 para Andersson que, apesar de não ter terminado o dia, ainda está à frente do segundo piloto luso nesta categoria que é Vítor Pascoal.


JWRC | ABBRING “HERDA” PRIMEIRA POSIÇÃO

Com as desistências de Burkart e Lemes, o Holandês Abbring, em Renault Clio R3, viu “cair-lhe do céu” a liderança da JWRC, categoria onde só ele e o jovem estoniano de 17 anos, Kruuda, conseguiram fazer todos os troços do Rali de Portugal disputados até agora. Abbring terminou com uma vantagem de 4:44,1 sobre o seu adversário que tripula um Suzuki Swift S1600.


.


CPR > BERNARDO PASSEIA, MOURA DESISTE, PASCOAL ARRASTA-SE…

A nota de maior destaque da classificativa de Almodôvar 1, entre os portugueses do Campeonato de Portugal, é o abandono de Ricardo Moura, até aí brilhante terceiro classificado. O campeão dos Açores explica que começou a “sentir uma folga grande no volante. Primeiro pensei que a direcção estava a abrir mas depois percebi que havia mesmo qualquer coisa a partir. Foi o cubo do volante, a peça que o prende à coluna de direcção que se partiu e tivemos que parar para evitar um acidente.” O piloto do EVO IX sente-se triste por perder a possibilidade do bónus pontual que o regulamento prevê mas diz que o carro foi alvo de uma grande revisão para voltar amanhã em Super Rali. “O importante agora é levar os Açores ao estádio do Algarve e pontuar para a Produção” adiantou.
Bernardo Sousa, apesar de um furo sofrido em Vascão 2 teve um dia tranquilo porque a vantagem para os seus perseguidores é enorme. Vítor Pascoal que começou o dia em 2º arrastou-se na ronde da tarde com um apoio de motor partido e não conseguiu resistir a Pedro Peres e mesmo a Vítor Sá, caindo para quarto. Sousa tem uma vantagem superior a sete minutos sobre Pedro Peres que, por sua vez, dispõe de cerca de dois minutos de avanço para Vítor Sá. Pascoal está a 34,9 segundos do pluri-campeão Madeirense e tem atrás de si Nuno Barroso Pereira a 11:45,7. Armindo Neves, o 2º da produção antes do rali de Portugal continua em prova e é 9º da geral e 6º da Produção.
Rui Lousado sofreu um acidente mesmo no final da classificativa de Vascão 1 e ficou encarcerado, juntamente com o seu navegador, cerca de 15 minutos no carro com gasolina a cair por cima dos dois pilotos. A intervenção dos meios de socorro fez-se a pé porque a entrada no troço em sentido contrário era impossível a menos que se parasse a prova…
Armindo Araújo, pelo seu lado, também não teve um dia fácil. Primeiro ficou sem intercomunicadores e teve que conduzir “à vista”. Depois os problemas eléctricos que tinham causado a falha agudizaram-se e para terminar partiu uma suspensão traseira. Na passagem pela assistência foi tudo reparado e o campeão do Mundo de Produção impôs um ritmo forte que lhe permitiu começar a ganhar tempo a todos os homens do Grupo N convencional. Mesmo com todos estes problemas, Armindo Araújo continua segundo, no que diz respeito aos pilotos deste tipo de carros, menos de 50 segundos atrás de Ott Tanak.

retirado de Formula Rali

Leia Mais

sexta-feira, maio 28

Rali de Portugal - Resumo do Dia 1 - Oigier dominador

WRC > Rali de Portugal OGIER DOMINA PRIMEIRO DIA

Ogier e Sordo voaram durante a parte da manhã estabelecendo uma diferença razoável para a restante concorrência e beneficiando com as respectivas posições de partida para as classificativas. Petter Solberg vinha em terceiro com Hirvonen e Loeb muito perto.
A segunda ronde pelos troços revelou-se muito dura para os pneus se bem que a escolha da Pirelli pela mistura mais dura dos Scorpion acabou por evitar que se registassem muitos furos. Na verdade só Petter Solberg furou no último troço mas essa história fica para mais tarde…
Ogier fez o pleno de vitórias da parte da tarde (apenas deixou um troço para Sordo) e apresenta-se à partida para o segundo dia no comando com uma vantagem que, sendo substancial, não será inteiramente tranquilizadora. Sordo que teve problemas de travões na última classificativa acabou por perder quase 20 segundos e ficou agora a 26,6 da liderança.
Loeb não esperaria ficar em terceiro mas o tempo perdido por Solberg com o furo na última especial do dia acabou por fazer o Norueguês perder duas posições e colocar o campeão do mundo na terceira posição da lista de saída para os troços de amanhã. 44,8 segundos é a margem que Loeb tem de recuperar o que, parecendo muito, estará ao alcance do talento do piloto francês.
Quanto aos homens da Ford, vendo que não poderiam manter o ritmo dos primeiros, decidiram marcar Loeb ao homem, restando agora saber se o poderão seguir quando o campeão do mundo encetar amanhã o previsível ataque. Hirvonen foi mesmo visado por Loeb, embora por meias palavras, deixando perceber que Hirvonen poderá ter perdido tempo deliberadamente.
Solberg é que não poderá ser acusado de tácticas porque se é verdade que terá a melhor posição à partida para amanhã, também não se pode esquecer que terminou o último troço furado e com a própria carroçaria maltratada…
Latvala terminou a última especial com os pneus destruídos e está em sexto lugar já a mais de um minuto.

S-WRC > Rally de Portugal JARI KETOMAA FOI MAIS FELIZ NO FINAL DE UM DIA DE DURA BATALHA

O S-WRC esteve ao rubro ao longo de todo dia com a batalha sem quartel travada entre Ketomaaa e Al-Attiyah. O finlandês começou e terminou o dia no comando da categoria mas entre a segunda e a penúltima especial quem comandou foi o árabe, se bem que a diferença entre os dois nunca tenha sido superior a 6,5 segundos. Os dois pilotos dos Fiesta S2000 apenas ficaram mais separados no último troço na sequência da cedência da direcção assistida de Al-Attiyah que o fez perder, de uma só vez, 29,7 segundos. Ainda assim, o piloto da Barwa Rally Team mantém a segunda posição, 13,6 segundos à frente do Fabia S2000 de Per Gunnar Andersson.
O líder do campeonato, Xevi Pons, é quarto mas já a mais de um minuto de Ketomaa. Seguem-se Tuohino, e Kosciuszo. Todos estes pilotos estão separados entre si por cerca de meio minuto.
Bernardo Sousa e Vitor Pascoal são 7º e 8º, respectivamente, mas os dois pilotos estão preocupados apenas com as contas do campeonato nacional.
LLovera é 9º e Brynildsen abandonou num rali que já antes de começar tinha provocado algumas dores de cabeça entre o piloto e a equipa de René Georges.
Fora da competição mas contando com um S2000, Juho Hanninen tem sido mais rápido que todos os homens do SWRC mostrando a valia dos pilotos que disputam o IRC.

JWRC > Rally de Portugal NEUVILLE PERDE PRIMEIRO LUGAR DE FORMA INGLÓRIA E ENTREGA-O A BURKART

Para se ganhar é preciso, em primeiro lugar, chegar ao fim. O belga Thierry Neuville descobriu esta velha máxima ao abandonar a cerca de 1 km do final da última especial na sequência de uma saída de estrada. O jovem belga tinha dado nas vistas ao vencer todos os troços do dia de hoje aos comandos do C2 S1600, embora não tivesse conseguido amealhar uma vantagem superior a 20 segundos em relação ao alemão Burkart que conduz um Suzuki Swift S1600.
Burkart herdou a primeira posição e dispõe agora de uma muito confortável de 1:49,9 sobre o espanhol Yeray Lemes em Renault Clio S1600.
As diferenças nesta categoria são agora muito substanciais entre os vários pilotos. Por exemplo, o terceiro, o holandês Abbring está a 4:23,0 do primeiro e a 2:33,1 de Lemes.
Nas posições imediatas estão classificados Broccoli, Kruuda, Arzeno e Hunt.

CPR > Rally de Portugal BERNARDO SOUSA USA TÁCTICA DE CONTENÇÃO PARA DOMINAR CONCORRÊNCIA NACIONAL

Liberto de pressão por a prova não contar para o PWRC, Armindo Araújo continua a ser o melhor português. Mas como o campeão do mundo de produção não pontua para o Campeonato de Portugal, é Bernardo Sousa quem está em posição de garantir uma boa pontuação…
Sempre em andamento cauteloso e com vontade de acelerar um pouco mais para subir no S-WRC, Bernardo Sousa controlou como quis a competição portuguesa e cavou uma vantagem de 3:39,6 que poderá gerir com andamentos ainda mais calmos nos dois dias que faltam.
Em grande esteve Ricardo Moura que foi segundo ao longo de grande parte do dia e que cedeu apenas no último troço para o S2000 de Vítor Pascoal. Os dois pilotos partem agora separados por 12,1 segundos. O campeão dos Açores está a fazer uma prova notável até porque os problemas que teve durante os reconhecimentos fizeram com que alguns dos troços apenas tenham sido percorridos uma vez.
Pedro Peres e Rui Lousado têm sido autores de provas interessantes e encontram-se à frente de Vítor Sá. Peres terminou o dia 32,3 do terceiro lugar de Ricardo Moura, enquanto Lousado ficou com uma desvantagem de 19,2 para o piloto da Peres Competições.
Entre os desistentes do primeiro dia do CPR, destaque para Pedro Meireles que chegou a ser segundo e Nuno Barroso Pereira.
in formularali

Leia Mais

quarta-feira, maio 26

WRC:Portugal - S2000, Grupo N e JWRC

Para além do WRC, o Rally de Portugal também tem outros motivos de interesse. Um deles reside no S-WRC, nova categoria criada para as viaturas S2000. Senão vejamos: de Skoda temos Michal Kosciusko e Eyvind Brynildsen.A Ford está representada pelo Janne Tuohino, Xavi Pons (que venceu duas provas e lidera a competição) e Jari Keetoma (vitorioso na Nova Zelândia), a que também se junta o Nasser Al-Attyah que deixou a Rene Georges (Skoda). Também temos Bernardo Sousa, que dividido entre o Campeonato Português e o SWRC irá certamente efectuar opções mediante o desenrolar da prova. Com o Fiat Punto Abarth, temos o espanhol Albert Llovera. Se neste rol não fosse suficentemente bom, também se juntam Per-Gunnar Andersson e o finlandês Juho Hanninen (que neste momento é piloto oficial Skoda Motorsport, e regressa ao nosso país com o intuito de preparar as próximas provas do IRC). O holandês Dennis Kuipers e o francês Julien Maurin também participam na prova com o modelo Fiesta. Apenas lamento que a defesa das cores dos Peugeot se fique pelos portugueses Vitor Pascoal e Vitor Sá.
Pela negativa a lamentar as ausências de Bruno Magalhães (disputar o IRC) e Patrik Sandell, que depois da experiência negativa no ano passado optou por não escolher a ronda portuguesa para o S-WRC.
Infelizmente, não contando para o mundial de produção, no grupo N, o natural favoristimo cai sobre o campeão ARMINDO ARAUJO, que tem que contar com a rivalidade do pelotão do Pirelli Star drivers, destacando o estónio Ott Tanak, que já participou na prova portuguesa. Também temos o Herman Gassner, que regressa e o Ricardo Moura a defender as cores dos Açores.
A prova também conta para o campeonato junior, e tem uma lista interessantissima: Aaron Burkart, Kevin Abbring, Hans Weijs, Egoi Lopez, Alessando Broccoli, Thierry Neuville e Yaray Llemes prometem muito.

Leia Mais