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sábado, outubro 29

Portalegre 500: Recital de Campos, e azar para os algarvios

Filipe Campos foi autor de uma excelente recuperação no SS3 da Baja Portalegre 500, alcançando uma incontestável vitória. Infelizmente, não há registo das equipas algarvias no último SS. Depois de uma manhã promissora, tanto Miguel Farrajota, como Roberto Caporelo (com João Luz) não finalizaram a prova.



Após os dois furos no sector matinal do segundo dia da Baja Vodafone 500 Portalegre, Filipe Campos arrancou da parte da tarde para uma exibição de sonho, coroada com a quinta vitória no evento organizado pelo ACP, batendo Helder Oliveira por 2m41s e Miguel Barbosa por 2m53s. Com este resultado Filipe Campos torna-se assim no recordista de vitórias na mais mítica das provas nacionais de todo-o-terreno.

A concorrência bem tentou conter o avanço do Mini, mas Helder Oliveira e Miguel Barbosa tiveram de se render ao andamento imposto pelo piloto nortenho, passando a lutar pelo segundo posto, numa batalha em que o homem do Nissan acabou por levar a melhor por escassos 12 segundos. A "armada" russa afundou-se na última especial: Novitskiy terminou apenas em quinto e Gadasin em sexto, numa altura em que Pedro Grancha esteve também em bom plano, assinando a quarta marca, na frente de Ricardo Leal dos Santos, o que lhe permitiu minimizar as perdas e saltar para o sétimo lugar final, enquanto o piloto do Mini terminou no quarto lugar absoluto.

Depois dos azares da manhã, Filipe Campos reconhece que arrancou “com um bocadinho de raiva. Queria muito ganhar esta prova e dei tudo até ao último quilómetro. Fui sempre no limite. O carro é fantástico e embora não esteja totalmente ao meu gosto, da parte da tarde a nível de travagem e suspensão estava já bastante melhor. Mais uma vez esta prova foi um exemplo de organização e o terreno estava muito bom, embora existissem zonas ainda com alguma lama”, frisou no final o vencedor das bodas de prata da Baja Vodafone 500 Portalegre.

Mas se Filipe Campos estava satisfeito, igualmente contente estava Helder Olliveira. “Correu muito bem. Foi pena só ter dois pneus novos para colocar à tarde, pois com velhos atrás ao fim de 40 ou 50 quilómetros já estava à procura do carro. Foi o meu melhor resultado aqui e de todo não estava à espera, embora depois do que se passou de manhã tivesse chegado a acreditar que podia mesmo vencer, mas o Filipe esteve soberbo e o carro dele é de outro nível. No final tive de atacar um pouco para passar o Miguel e consegui”, afirmava no final muito satisfeito o piloto de Barcelos.

Resignado estava Miguel Barbosa. Apesar de ter feito uma prova em que “tudo correu bem, não deu para mais. Nas zonas mais lentas ainda consigo ganhar qualquer coisa, mas depois nas partes rápidas não tenho hipótese. Conseguimos chegar ao pódio, mas não na posição de que gostaríamos, ainda assim foi bom. Somamos a pontuação máxima para o campeonato e cumprimos na plenitude os objectivos que tínhamos para este ano”, concluiu o novo campeão nacional de todo-o-terreno.

Quanto aos pilotos russos, que lideravam ao final da manhã, tiveram uma tarde para esquecer. Leonid Novitskiy furou, ao passo que Boris Gadasin foi sempre perdendo tempo para os mais rápidos, terminando apenas no sexto lugar, a 13 minutos exactos do vencedor, enquanto o homem do Mini fechou o “top five”, a 8m28s do vencedor.

Em jogo em Portalegre em termos nacionais estava o título do Agrupamento T2. Mário Dinis Lucas fez o que lhe competia e venceu, com o próprio a reconhecer “que esta vitória aqui vale como um título. Correu muito bem”. Mas a festa maior acabou por ser feita por Carlos Almeida que, graças ao terceiro lugar, garantiu o título.

No Desafio Elf/Mazda vitória tranquila de João Rato, que desta forma se mantém imbatível em 2011 nesta iniciativa monomarca.

publicado no Site oficial da prova.

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Portalegre - SS2 Farrajota próximo do top 10

A dupla Miguel Farrajota/Nelson Ramos entrou com o pé direito pela manhã na Baja de Portalegre. À passagem do primeiro CP1 averbavam o 4º tempo da geral, e ocupavam o 5º posto. No entanto, baixaram algumas posições até ao 12º no final da SS2. João Luz, que navega o Roberto Caporale está em 25º.




Depois de terem sido os portugueses a dominar o Prólogo da Baja Vodafone 500 Portalegre, coube à armada russa terminar o segundo sector selectivo na frente da corrida. Leonid Novitskiy escapou com mestria às armadilhas do percurso, que penalizaram em furos alguns dos adversários, para bater Helder Oliveira por 11 segundos e Boris Gadasin por 20, o que lhe permite arrancar para os mais de 250 quilómetros do sector da tarde com 19 segundos de vantagem para o seu compatriota e mais de um minuto para o piloto de Barcelos, que teve uma penalização de um minuto por falsa partida no prólogo, o que implica um atraso real de 1m13s.

Segundo Novitskiy, «o carro esteve perfeito, tal como o meu navegador. Estou na posição que queria, que é na frente do Schlesser, pois a preocupação maior é a Taça do Mundo”. Já o seu compatriota Gadasin referiu que «o sector correu bem. Parti numa boa posição e isso ajudou. O carro esteve perfeito e espero conseguir manter o ritmo da parte da tarde. Estou em terceiro na Taça do Mundo, mas para o ano espero lutar pelo título”. Quanto a Helder Oliveira, o melhor português à geral, apesar do atraso forçado provocado pela penalização, declarou-se «surpreendido com o andamento, depois de estar parado um ano e meio. Correu muito bem e podia ter sido ainda um bocadinho melhor. O carro está perfeito, mas para a tarde só tenho dois pneus novos para colocar”.

Os furos foram a principal “praga” para os pilotos da frente, com Filipe Campos, que liderava ao quilómetro 78 com mais de 1m30s de vantagem, a ter de parar por duas vezes para trocar as rodas do Mini e com isso a ceder cerca de oito minutos e meio: «Foi pena ter furado duas vezes e ter perdido mais de quatro minutos em cada troca. O carro é espectacular, mas não está afinado e por isso salta muito. Vou tentar alterar algumas coisas para o segundo sector e manter o ritmo».

Também Ricardo Leal dos Santos e Pedro Grancha não escaparam aos furos, sendo que o piloto da Nissan Off Road teve de se debater ainda com problemas de travões. Nuno Matos atrasou-se com problemas de electrónica, com o Opel Astra Proto a entrar em modo de segurança nas zonas mais rápidas, enquanto Vladmir Vasilev chegou ao parque de assistência com uma transmissão partida, apesar de ter sido o quarto mais rápido da manhã.

Quanto a Miguel Barbosa, o vencedor do prólogo, a sua surpresa era evidente à chegada ao parque de assistência: «O sector saiu-nos bem, por isso tenho dificuldade em explicar a diferença de tempo. Se há dias que as coisas nos correram bem foi hoje. Na zona espectáculo percebi que vinha a perder tempo, pois quando saí vi o Filipe Campos a entrar nessa zona. Os primeiros quilómetros eram muito rápidos e sei que aí perco um pouco, mas depois não sei».

Na categoria T2, Edgar Condenso manteve a liderança aos comandos da Isuzu D-Max.

informação do site oficial

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sexta-feira, outubro 28

Algarvios passam prólogo em Portalagre

A Baja Portalegre 500 conta com a presença de alguns elementos algarvios. Miguel Farrajota e Nelson Ramos ficaram no 17º posto, enquanto que João Luz que regressa ao TT ao lado do italiano Roberto Caporale foi 33º.



Como se esperava foram os portugueses a ditar o ritmo no Prólogo que abriu a edição 2011 da Baja Vodafone 500 Portalegre. Apesar da presença de algumas estrelas do panorama internacional, com natural destaque para Leonid Novitskiy e Jean-Louis Schlesser, foi Miguel Barbosa a ditar o ritmo, mas o piloto do Mitsubishi Racing Lancer por pouco não foi surpreendido por Ricardo Leal dos Santos, que cedeu apenas nove décimos.

Na estreia com o Mini All4racing, Filipe Campos assinou a terceira marca, a 2,5s. No Agrupamento T2 o mais rápido foi o regressado Edgar Condesso, enquanto no Desafio Elf/Mazda, Bruno Oliveira bateu toda a concorrência. Entre os pilotos do Evento Nacional, o mais rápido foi Vitor Caeiro.

Aliás, o equilíbrio foi a nota dominante do arranque da comemoração das bodas de prata da Baja Vodafone 500 Portalegre, para além do imenso público presente, com os 10 primeiros a caberem em menos de 14 segundos, num lote em que constam Nuno Matos, Mathias Kahle, Boris Gadasin, Rui Sousa, Leonid Novitskiy, Hélder Oliveira e Vladimir Vasilev, o que abre excelente perspectivas para uma grande corrida ao longo dos mais de 400 quilómetros. Essa é uma luta em que já não vai estar Ricardo Porém, que não conseguiu colocar o carro a trabalhar para sair do parque fechado.

Como é habitual Miguel Barbosa ganhou o prólogo que, segundo o piloto, «correu dentro da normalidade, embora pudesse ter sido melhor. Para os dois sectores finais é indiferente largar na frente, embora reconheça que quem sai atrás controla melhor a corrida. No entanto, o carro está óptimo e por isso vou impor um ritmo forte desde o início. Apesar de não ser uma obsessão, até porque já ganhei aqui, é sempre um prazer ganhar em Portalegre e é isso que vou procurar fazer uma vez mais», afirmou.

Ricardo Leal dos Santos teve um excelente início de prova, assinando a segunda marca, perdendo menos de um segundo para o mais rápido: «Foi bom, mas não sei se esta é a posição ideal. Acho que deviam fazer como nas motos, deixar os mais rápidos escolher a posição de partida. Para o segundo dia de prova o objectivo é o pódio e para isso contamos com um carro fantástico que passa por cima de tudo de uma forma impressionante». Na estreia com o Mini, Filipe Campos considerou o terceiro lugar «quase uma vitória. Perder apenas 2,5s para o Miguel é excelente. Vou para ganhar como sempre, apesar desta ser a minha estreia com o carro e deste ter um comportamento diferente do BMW, sobretudo ao nível da estabilidade», explicou o portuense.

Em Portalegre está Jean-Louis Schlesser, que tripula um carro de quatro rodas motrizes «já a pensar no próximo ano. Vou tentar ser o mais rápido possível, mas sei que é muito difícil ganhar a Taça do Mundo, pois para isso teria de ficar na frente do Novitskiy e não me parece possível. É uma alegria regressar a Portugal e logo numa prova tão especial como a comemoração dos 25 anos da Baja Portalegre», referiu o francês.

O segundo dia de prova começa bem cedo, com um sector selectivo de 172 quilómetros, e a partir das 12h30 os pilotos de automóveis arrancam para os derradeiros 253 quilómetros competitivos da 25ª edição da Baja Vodafone 500 Portalegre. Enquanto isto, os motards fazer essa distância numa única especial em linha, a partir das 09h05.

texto adicional publicado no site oficial de prova

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