segunda-feira, junho 7

Filipe Campos reforça liderança

Dia em grande para Filipe Campos e Jaime Baptista na segunda etapa do Rally TT Vodafone Estoril-Portimão-Marrakech, prova pontuável para a Taça do Mundo da especialidade e Campeonato de Portugal. Aliás, a dupla do BMW X3CC está, de facto, em destaque nas contas nacionais, pois lideram a prova do Automóvel Club de Portugal à geral e, de permeio, pontuam ao máximo nas contas nacionais.
Com pouco mais de 200 quilómetros ao cronómetro, o piloto do Porto foi mais forte em todos os pontos de passagem, fosse em Odelouca (188,8 km) ou no pequeno troço de Portimão (14,7 km). No final deste segundo dia de prova, Campos reforçou a liderança e, em termos nacionais, viu ainda o seu adversário directo Miguel Barbosa (Mitsubishi Lancer Turbo), actual líder do campeonato, ficar pelo caminho com problemas de motor – estando a tentar regressar à prova amanhã.
Dia muito positivo para nós. O carro não teve qualquer problema e a navegação do Jaime (Baptista) foi essencial para imprimirmos um ritmo forte ao longo de todo o sector selectivo da manhã. Estamos muito satisfeitos com este resultado, sobretudo no que diz respeito ao Campeonato de Portugal”, referiu, no final.
Terceiro ontem, Hélder Oliveira (Nissan Pathfinder) ascendeu hoje ao segundo posto à geral, com o piloto de Barcelos a efectuar os mais de 200 quilómetros dos dois sectores selectivos com pneus usados. “Foi um dia duro, mas proveitoso para nós. Corremos com pneus usados e ainda perdemos algum tempo no pó de Eric Van Loon, até que o holandês falhou um cruzamento e consegui passar para a sua frente”, resumiu Hélder Oliveira.
Ainda no pódio, Eric Van Loon (Mitsubishi Lancer Turbo) conseguiu manter o andamento mais vivo evidenciado ontem. Aliás, o holandês não poupa elogios à mecânica do Mitsubishi para explicar o actual resultado. “Na Holanda, é difícil fazer sectores selectivos desde com mais de 4 quilómetros, quando mais 200! Cometi alguns exageros, falhando alguns cruzamentos, mas apenas porque o carro é tão bom e rápido que quando chego ao local para virar… vou em frente!”, explicou.
Leonid Novitskiy, que ontem contou com a ajuda de Ricardo Leal dos Santos para sair de uma zona arenosa com o seu BMW X3CC, ascendeu ao quarto lugar, num dia “em que fiz cerca de 80 quilómetros no pó de Bernardo Moniz da Maia”.
Quinto à geral, Ricardo Leal dos Santos continua a aguardar pela entrada em África para poder tirar partido das características do X5. Hoje, a mecânica não esteve a 100%: “Fiquei sem travões a 50 quilómetros do fim, com o BMW a não travar à direita (frente) e esquerda (atrás)! O problema era tal que na ligação, ia ficando numa betoneira…”.
Bernardo Moniz da Maia ocupa o sexto lugar à geral, na frente de Eric Vigouroux – pouco à vontade em percurso sinuoso e técnico devido às dimensões do Chevrolet Silverado –, José Dinis Lucas, Mário Dinis Lucas – líder na categoria T2 – e da mais jovem dupla em prova, Ricardo e Manuel Porém, segundos T2.
Amanhã, adeus a Portugal e partida para Nador. Antes, ainda, uma especial com pouco mais de 100 quilómetros (08h35).

Classificação
Pos. Equipa Carro Tempo
1º Filipe Campos/Jaime Baptista BMW X3CC 5h08m17s
2º Hélder Oliveira/José Marques Nissan Pathfinder a 12m12s
3º Eric Van Loon/Eric Verhoef Mitsubishi Lancer a 15m31s
4º Leonid Novitskiy/Andreas Schulz BMW X3CC a 23m03s
5º Ricardo Leal dos Santos/Paulo Fiúza BMW X5 a 26m26s
in site oficial da prova

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Deu QUIMica na 2ªRonda do Centro de Apostas

A segunda ronda do Centro de Apostas, a prova portuguesa pontuável para o mundial, teve apenas 7 apostadores, pelo que a contabilidade foi muito simples.
O natural favoritismo de Loeb foi contrariado, pelo que a maioria (para não dizer todas) as apostas nos lugares cimeiros sairam “furadas”, e foram os lugares secundários que decidiram as classificações nesta prova.
O terceiro posto do Sordo, e os respectivos 15 pontos, juntando os 6 pontos de Ostberg foram essenciais para a vitória do Administrador quim (moi même), que apenas conseguiu 26 pontos.
Também apostando no Sordo (em 3º), H_&_J conseguiu 21 pontos, seguindo-se na ronda o Luis Pacheco, que desta vez não venceu mas reforçou a liderança do Centro de Apostas 2010.
Luis Mesquita, nuno f, JoelBanza e GTR Racing foram os restantes apostadores.
Na geral, não existiram grandes alterações na tabela, principalmente porque as pontuações foram baixas. Luis Pacheco mantém-se na liderança com 79 pontos, mais oito que H_&_J e 1 que o terceiro classificado.
A próxima ronda, em principio, será o Rali de Serpa.

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domingo, junho 6

Filipe Campos lidera no adeus ao Alentejo

Com 174,1 km já percorridos no Rali TT Vodafone Estoril-Portimão-Marrakech, é a dupla Filipe Campos/Jaime Baptista que lidera a prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal.
Firmemente apostado em amealhar o máximo de pontos para as contas nacionais antes de deixar o continente europeu, o piloto do BMW X3CC esteve imparável esta tarde ao conseguir terminar o sector selectivo com 4m38s de vantagem para o holandês Eric Van Loon (Mitsubishi Lancer Turbo) e 5m51s para Hélder Oliveira (Nissan Pathfinder). Sem o conhecimento do terreno marroquino como alguma da concorrência directa, Campos aposta numa toada forte para poder assegurar os pontos que lhe permitam retomar a liderança do CPTT 2010, após dois desaires consecutivos… ambos no Alentejo (Ervideira e Beja)!
No degrau intermédio do pódio, Eric Van Loon teve um primeiro dia em crescendo, após passar em CP1 (km 110,6) em segundo e a perder 1m12s para Campos. O Lancer Turbo – carro desenvolvido pela JMB Stradale para provas tipo bajas – não apresentou problemas e permitiu ao holandês finalizar esta primeira etapa na frente de Hélder Oliveira.
Num regresso esporádico, o piloto de Barcelos fez um forcing final, que lhe permitiu ganhar uma posição nos derradeiros 60 quilómetros, tendo passado em CP1 em quarto e terminando o dia em terceiro, a 1m10s de Van Loon. “Apanhei algum pó na especial, mas correu tudo muito bem e o carro está sem problemas”.
Às portas do pódio, Miguel Barbosa fechou as contas do primeiro dia com o quarto melhor registo na estrada, o que lhe vale ocupar idêntica posição geral, com o actual líder do CPTT 2010 a queixar-se da relação carro/troço. “Este carro não foi pensado para este tipo de classificativa, técnica e sinuosa, pelo que o Mitsubishi não é, de facto, o carro ideal aqui. A navegação também foi difícil e o Miguel (Ramalho, navegador) teve muito trabalho para perdermos o mínimo de tempo possível”, explicou o piloto de Lisboa.
Logo atrás, o francês Eric Vigouroux (Chevrolet) terminou em quinto, na frente de Bernardo Moniz da Maia (BMW X3CC), José Gameiro (Nissan Navara Off Road) e Leonid Novitskiy (BMW X3CC), com o piloto russo a passar por dificuldades na transição da areia, tendo aí ficado preso durante alguns minutos. Em T2, Edgar Condenso (Isuzu D-Max), 13º à geral, é o actual líder – “perdi-me no final da especial e perdi cerca de 3m” –, com Nuno Matos (Isuzu D-Max) e Ricardo Porém (Nissan Navara) a pouca distância.
Amanhã disputam-se mais dois sectores selectivos, com horas de partida agendadas para as 11h35 e 15h30.
Top 5
1º Filipe Campos/Jaime Baptista BMW X3CC 2h16m
2º Eric Van Loon/Eric Verhoef Mitsubishi Lancer Turbo a 4m45s
3º Hélder Oliveira/José Marques Nissan Pathfinder a 5m55s
4º Miguel Barbosa/Miguel Ramalho Mitsubishi Lancer Turbo a 8m44s
5º Eric Vigouroux/Alex Winocq Chevrolet Silverado a 10m18s
in motoresmagazine

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sábado, junho 5

Flash Rally de Portugal

- Ken Block terminou o rali capotado, depois de no troço anterior ter virado à esquerda, quando o navegador lhe disse que era para a direita!
- A prova portuguesa contou com a presença de três delegações organizativas estrangeiras – França, Indonésia e Gales – que vieram perceber que aspectos positivos poderiam aplicar nas suas provas.
- Rui Lousado e Luís Assunção estiveram encarcerados dentro do Lancer EVO9 depois de um acidente que teve como maior consequência uma lesão na clavicula do piloto.
- Um despiste na ligação de João Silva levou o piloto ao hospital assim como José Janela o seu navegador. O madeirense embateu na ligação da 16º para a 17ª especial no carro de um dos fotógrafos do Autosport e no carro do assessor de imprensa de Armindo Aráujo.
- A Citroën Junior Team foi multada em 500€ por um dos seus mecânicos não ter usado uma braçadeira identificativa numa das assistências.
- Majed Al Shamsi foi o vencedor do Fiesta International Trophy e Miguel Monteiro foi quarto depois de ter sido impedido de fazer o shakedown por falta de meias ignífugas.
- O Rali de Portugal foi a prova mais concorrida do Mundial deste ano. Dos 75 pilotos, 18 alinharam com World Rally Car e 14 em S2000, num total de 30 nacionalidades diferentes entre pilotos e navegadores.
- Paulo Neto não terá razões para recordar a última Super Especial. Depois de a ter finalizado, despistou-se, arrancando uma roda ao Citrôen C2, abandonando em pleno Estádio do Algarve, a poucos metros do final do rali.
- Por outro lado, Federico Villagra surprendeu no primeiro dia com um segundo tempo na Super Especial de abertura a 0,1segundos de Hirvonen. O argentino mostrou-se muito rápido e “certinho”, e venceu a última especial do rali com o Ford Focus WRC da Munchi’s.
- À entrada da última especial só um erro, retiraria a vitória a Oigier, no entanto o despiste de Solberg que o fez perder o 4º posto demonstrou que tudo podia acontecer. No frente-a-frente de Sebastiões, Oigier que nem precisava vencer, quis mostrar que a vitória não foi fruto do acaso e bateu categoricamente Loeb na última manga dos WRC’s.
- Os clássicos tiveram muitas contrariedades no Revival. Foram muitos os abandonos, entre eles Joaquim Santos e Ferran Font, que deixaram os Escort’s muito mal tratados na especial do Vascão (no mesmo sítio que Lousado).
- Se Kankkunen e Nicky Grist eram as figuras de cartaz do Revival, a prova acabou por receber um outro protagonista de outros tempos do mundial de ralis. Geoffrey Bell, que tripulava um espectacular Escort RS 1800, foi navegado por Staffan Parmander, que em tempos andou com Kenneth Eriksson nas equipas oficiais Toyota, Mitsubishi, Subaru e Huyndai.
Com adaptações da publicação Autosport

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Race of Champions 2010 já apreseantada

A GNI Events, empresa organizadora da Race of Champions em Portugal, já apresentou oficialmente a edição de 2010 da Race of Champions Southern Europe Final. Pedro Lamy, Tiago Monteiro, Álvaro Parente, Filipe Albuquerque, Emanuel Pirro, Dani Sordo e Mick Doohan são nomes já confirmados para a festa do automobilismo que se realiza nos dias 8 e 9 de Agosto no Autódromo Internacional do Algarve.
Depois do enorme sucesso da passada edição, e para além da mudança de localização da prova para Portimão, Ni Amorim apresentou já algumas novidades para este ano, garantindo que muitas mais se seguirão nas próximas semanas. “Este ano queremos fazer ainda melhor do que fizemos o ano passado, queremos um sucesso ainda maior e que volte a ser um espectáculo memorável, quer para os pilotos, quer para os espectadores”, afirmou.
Já Michèle Mouton, co-organizadora do evento através da International Media Productions, afirmou que esta vai ser “um desafio ainda maior que a edição anterior. Há uma grande mudança, mais espaço, mais possibilidades de se obter uma excelente pista. Tenho a certeza que vai ser um grande sucesso”.

Programa Preliminar (sujeito a alterações)
Domingo, 8 de Agosto
20:00 – 21:30 ROC Portugal
21:30 – 22:30 Exibições
22:30 – 24:00 ROC Legends

Segunda, 9 Agosto
20:00 – 21:30 ROC Iberia
21:30 – 22:30 Exibições
22:30 – 24:00 ROC South Europe

in TestDrive

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Video Rali de Portugal - Super Especial 2

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Video Rally de Portugal - Loulé

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sexta-feira, junho 4

Video Rali de Portugal Vascão 2

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quinta-feira, junho 3

Video - Vascão 1 - Rally de Portugal

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Race of Champions em Portimão

Nos dias 8 e 9 de Agosto, o Autódromo Internacional do Algarve vai receber a mediática prova Race of Champions. Habitualmente protagonizada por algumas das maiores vedetas do automobilismo mundial, este ano a novidade do evento é que se vai realizar durante a noite para que os muito veraneantes que habitualmente se encontram no Algarve posam desfrutar de um evento único que faz parte do panorama automobilístico mundial e que foi concebido pela antiga piloto Michele Mouton.
O traçado idealizado no AIA vai contar com 3,2 quilómetros de extensão num percurso que contempla a recta da meta mas ainda a zona de paddock . Esta versão será a mais rápida alguma vez protagonizada no Race of Champions.
Para já ainda não estão definidas as vedetas que virão a Portugal mas tal como sempre, serão efectivamente alguns dos melhores pilotos a nível mundial mas também nacional.
in Autódromo do Algarve

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Estoril-Portimão-Marrakech quase na estrada

Tudo a postos para a primeira edição do Rally TT Vodafone Estoril-Portimão- Marrakech: depois de um intenso período de preparação deste arrojado projecto, as 20 horas do próximo sábado, dia 5 de Junho, marcarão o arranque oficial da competição, no sempre atraente e cosmopolita cenário dos Jardins do Casino do Estoril.
Pela frente, os concorrentes terão 3872,65 Km de percurso com 8 etapas e 10 sectores selectivos, que totalizarão 1794,46 Km, num duro e exigente desafio a máquinas e pilotos, em situações tão diferentes como as classificativas corridas em solo nacional ou as especiais disputadas nas pistas de terra marroquinas.
Na verdade, os participantes começarão a encontrar as primeiras dificuldades ao longo de três dias pelas estradas do Alentejo e do Algarve, que já demonstraram a sua elevada competitividade, para terem depois pela frente cinco etapas de contrastes, onde se conjugam vários cenários que incluem as melhores pistas de Marrocos, com passagem em areia, planaltos, montanhas e rios secos.
Por tudo isto, esta primeira edição do Rally TT Vodafone Estoril-Portimão- Marrakech promete constituir um grande sucesso, como refere Orlando Romana, director do evento: "Temos de convir que se tratou de um projecto ambicioso, para mais numa conjuntura económica difícil. No entanto, creio que estão reunidas todas as condições para que a prova tenha um saldo altamente positivo, quer em termos de organização quer a nível desportivo, numa primeira edição em que logicamente iremos colher uma experiência preciosa para as edições seguintes. E se nos carros temos os principais protagonistas dos campeonatos, nas motos conseguimos uma lista de inscritos que prima essencialmente pela qualidade, com a presença das maiores referências internacionais das duas rodas neste tipo de competição."
Recorde-se que a prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) é válida para a Taça do Mundo FIA de Ralis Todo-o-Terreno, Campeonato de Portugal Vodafone de Todo-o-Terreno e Desafio ELF-Mazda. Em termos das competições nacionais, será estabelecida uma classificação no final do quinto sector selectivo, que determinará as pontuações para ambas as classificações.
O Rally TT Vodafone Estoril-Portimão- Marrakech recebeu 75 inscrições nas suas duas categorias - autos e motos - o que representa um excelente indicador da aceitação que esta competição recebeu por parte dos pilotos e equipas. Este total reparte-se por três sectores: evento internacional, com 48 concorrentes inscritos, evento nacional, com 10 equipas e motos, com 17 pilotos.
Em termos de automóveis, será interessante verificar o que poderá fazer o actual líder da Taça do Mundo, o russo Leonid Novitskiy, face aos melhores pilotos nacionais e mais experientes nas nossas classificativas. Por outro lado, será evidente a vantagem dos pilotos nacionais com experiência internacional nas pistas de Marrocos, situação que poderá ditar a sua lei em termos de resultados finais. Destaque ainda para a presença do francês Eric Vigouroux, aos comandos de uma espectacular pick-up Chevrolet.
Nas motos, a prova promete um intenso duelo luso-francês, com os experientes Cyril Despres (várias vezes vencedor do Dakar) e David Casteu (vencedor da Dakar Series em 2008) a medirem forças com nomes como Hélder Rodrigues, Ruben Faria, Paulo Gonçalves, Mário Patrão e Bianchi Prata. A este propósito, Despres referiu: "Esta será a segunda competição mais importante do ano, a seguir ao Dakar, e terei ao meu lado o Ruben Faria, meu companheiro de equipa. É um rali com diversos tipos de especiais, mais técnicas em Portugal e mais rápidas em Marrocos. Vou tentar não perder muito tempo com as nossas KTM 690 Rally nos troços portugueses para poder chegar ao comando nas pistas marroquinas. Resta saber como recuperarei da prova da Sardenha, que termina seis dias antes do rali português ir para a estrada, mas estou muito contente por voltar a Portugal."
Autor: Ricardo Batista, no Supermotores

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Notas breves do Rally de Portugal

Terminado o Rally de Portugal 2010, é hora de fazer balanços sobre o que de bom e menos bom aconteceu na prova portuguesa do Mundial de Ralis.

Os Mais:
- Sebastien Ogier é inevitavelmente o ponto mais alto do Rally de Portugal. O francês de vinte e seis anos demonstrou em Portugal ser o único piloto que poderia fazer sombra a Sebastien Loeb e quando todos esperavam que perdesse a liderança conquistada no primeiro dia, acabou por gerir de forma perfeita a sua vantagem ao abrir a estrada. Ogier passou definitivamente de esperança a confirmação e valeu a pena Olivier Quesnel não o "travar".
- A Citroen é cada vez mais a equipa mais forte do Mundial de Ralis e como se esperava, acabou por deixar a Ford a uma distância significativa. A equipa de Olivier Quesnel foi a única que preparou convenientemente a prova portuguesa e isso acabou por ser bem visível no terreno. Mesmo que alguns não queiram assumir, o C4 é de uma dimensão diferente do Focus WRC preparado pela M-Sport, em particular em provas onde o piso provoque um maior desgaste nos pneus.
- Público – Foram largas centenas de milhares aqueles que se deslocaram aos troços das serras algarvias. Muito estrangeiros, das mais diversas nacionalidades e como seria de esperar, uma imensidão de portugueses. Não foram poucos os locais em que vimos mais de quatro a cinco quilómetros de carros parqueados nos acessos ás Zonas Espectáculo.
- Parque de Assistência – Sem dúvida um dos três melhores do Mundial de Ralis, com condições fantásticas. As tendas de assistência foram este ano maiores e com melhores condições do que em 2009, para além de vários entretenimentos para quem até lá se deslocou.
- Petter Solberg World Rally Team – É verdade que o norueguês já teve provas em que foi mais espectacular do que neste Rally de Portugal, mas apenas agora foi possível constatar algumas diferenças para as equipas oficiais. Para além da sua já conhecida simpatia, foi no Parque de Assistência que a equipa marcou a diferença. Desde o seu engenheiro fazer o papel de mecânico, até ao facto de os órgãos mecânicos serem trocados de acordo com o "orçamento". Assistimos á troca da caixa de direcção do C4 WRC e apenas a estrutura foi a nova, aproveitando todo o material da que estava ser retirada. Há que contar todos os tostões do material…


Os Menos:
- O desastre da Ford – A equipa de Malcolm Wilson terá que definir muito bem o que pretende fazer no que resta do Mundial de Ralis. Jari-Matti Latvala voltou a despistar-se, enquanto Mikko Hirvonen não consegue disfarçar a sua falta de motivação perante a incapacidade da Ford lhe dar um carro á altura do C4 WRC. A sua adversária esteve durante quatro dias a testar em Tavira, enquanto a Ford esteve apenas um, com três pilotos para um carro e o resultado está á vista. Pela terceira vez consecutiva os Focus WRC oficiais foram os únicos a danificarem de forma decisiva os pneus e isso é sinal de uma coisa só…
- Super Especial Estádio Algarve – A classificativa espectáculo no Estádio Algarve está a perder fulgor a olhos vistos e não é que o espectáculo tenha diminuído de qualidade, mas porque o "verdadeiro" adepto de ralis não troca uma classificativa tradicional por um "circuito" estreito de asfalto, que para além de oferecer um espectáculo bem menor, ainda tem o custo de 20 euros diário. Para além dessa situação, foi notório que quanto mais a "norte" forem as classificativas do último dia, menos espectadores se deslocam ao Estádio Algarve…´
- CPR pontuar no Rally de Portugal – Foi notório o andamento de compromisso dos concorrentes do Nacional no Rally de Portugal. A preocupação era mesmo a de terminar a prova, com a maioria dos adeptos a ficarem um desiludidos por não verem os pilotos nacionais mais á frente...
- Kimi Raikkonen – O ex-Campeão Mundial de Fórmula 1 não só teve uma prestação desportiva muito abaixo do exigível (foi batido por Khalid Al-Qassimi no último dia), como ao longo de todo o rally mostrou uma antipatia total para com os fãs e os jornalistas, em particular no final dos troços. A "relação" com a imprensa chegou ao ponto de a partir de meio da primeira etapa ninguém mais se aproximar do C4 para o entrevistar. É esta a imagem que a Red Bull quer passar?
- Acidentes 2ª Etapa – A passagem pela classificativa de Vascão não foi nada simpática para alguns pilotos. Foram vários as saídas de estrada, algumas delas numa esquerda rápida a cerca de uma centena de metros do final da classificativa, com pelo menos uma das equipas do Nacional a ficar presa dentro da viatura, não tendo recebido prontamente assistência médica…uma situação a rever muito seriamente no futuro.

Autor: Ricardo Batista - Supermotores

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quarta-feira, junho 2

Algarvios no Rali de Portugal: Só Barreto chegou ao final

Efectivamente a edição de 2010 do Rali de Portugal apenas deixará boas recordações ao Ricardo Barreto. O simpático navegador, que habitualmente anda ao lado do Bruno Andrade no Regional Sul, estreou-se em provas do mundial com Paulo Freire no Mitsubishi Lancer EVO VIII. Se no primeiro dia foi de adaptação e regularidade, o segundo fica marcado pelo abandono. Finalmente, o ultimo dia, em ritmo próprio e usufruindo do Super-Rally efectuaram a dupla passagem por Felizes e Loulé. A última especial, que devia de ser de consagração, por pouco não se tornou num abandono. Com o intuito de dar espectáculo no Estádio do Algarve, Paulo Freire exagerou um pouco nas curvas mais apertadas e numa delas chegou a dar um toque que danificou um apoio da roda traseira do EVO8. Felizmente, não impediu que chegassem ao fim. Mesmo com o Super Rally, acabaram no 43º posto (25º’s do Grupo N – S2000 inclusivé) e 11º entre os representantes nacionais.
Nuno Barroso Pereira e Pedro Conde também não têm razões para relembrar esta edição. Talvez só o facto de rodarem mais próximo dos lugares cimeiros no agrupamento de produção nacional. Depois de usufruirem do Super-Rally no 1º dia, a participação no Rally de Portugal acabou com um capotanço na última especial de estrada – Loulé 2.
Finalmente, Rui Lousado e Luís Assunção viram a sua presença na prova do WRC, acabar com um despiste violento no final da especial do Vascão 1, deixando o EVO 9 e o piloto maltratados – problema na clavícula. Esta equipa protagonizou o momento mais complicado do rali, principalmente pelo facto de terem ficado 15 minutos presos na viatura, sem que tivessem auxílio imediato. Facto que levou a que Assunção tecesse duras críticas à organização.
Para 2011 há mais, de preferência com mais representantes algarvios, e porque não, nacionais.
Foto – mscfotorali

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Testes do hungaro Turan para o Rally de Portugal

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