quinta-feira, novembro 30

Divulgação bem sucedida

Há uns tempos disponibilizei através do YouTube dois videos do Campeonato Nacional de Ralis – Best of Rali de Mortágua e Melhores Momentos do Casinos do Algarve 2006. Aproveitando este meio fácil de aceder e disponibilizar captações, tentei mostrar os andamentos dos ralis em Portugal, nomeadamente no Nacional de Ralis, para além de divulgar a modalidade e “puxando a brasa à sardinha”, divulgar o Ralis a Sul.
O resultado só poderia ser positivo, com sucesso a todos os níveis. O clip do Algarve já ultrapassou as 2600 visualiações e o clip de Mortágua as 1300. Este sucesso só foi possível pela promoção de diferentes sites. Primeiro foi o Motores Magazine que disponibilizou em primeira página a ligação ao clip de Mortágua. Depois, para o clip do Rali Casinos do Algarve muito contribuiu a divulgação no RalisOnline (é a primeira vez que me lembro de uma divulgação deste género no site), do Ralis a Sul, Rali Netmadeira e novamente do Motores Magazine.
Espero que aparecimento destes clips (infelizmente, ainda são poucos) motivem os espectadores que captam imagens a partilharem com todos os restantes, e que outros começem a fazer.
Para celebrar esse sucesso deixo uma selecção das melhores passagens do Regional Sul do Casinos do Algarve, desta feita sem tratamento de som ou imagem.
Uma vez mais fica o agradecimento pela divulgação e visonamento dos clips.

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quarta-feira, novembro 29

Luís Mota e Ricardo Domingos em alta

São poucos os concorrentes de ralis que se podem orgulhar de apresentar no seu currículo 3 campeonato de ralis e um vice-campeonato conquistados apenas numa temporada. A dupla Luís Mota e Ricardo Domingos pode gabar-se desse feito – em 2006 conquistaram o o Campeonato Regional de Ralis de Asfalto, o Campeonato Regional de Ralis de Terra e o Campeonato Regional de Ralis do Sul, e ainda ficaram com o vice-campeonato regional de Ralis do Norte – não o vencendo porque o sistema de pontuação favorecia viaturas de 2 rodas motrizes.
Como é possivel? Muito simples: uma estrutura bem organizada, com viaturas localizadas para os diferentes campeonatos, e com um orçamento elevado.
Falando em números, a equipa participou em 24 ralis em 2006: 5 CRRN, 6 CRRS, 9 CRRA e 4 CRRT, dos quais venceu 12 (metade dos que participou), averbando três em cada uma das competições. Há ainda a contar com 6 segundos lugares e um terceiro. Foram tantas as particiapções, que em alguns fins-de-semana tinha que disputar duas provas, no norte e sul do país. É de referir que a primeira prova do Regional Norte – VNFamalicão(que decorria a par com o Casinos da Póvoa), foi anulada devido ao mau tempo.
O planeamento da temporada foi feito a pensar nos quatro campeonatos – usando o Opel Kadett no Campeonato Nacional de Asfalto, o Mitsubishi Lancer EVO III para o Campeonato Regional do Norte e o Mitsubishi Lancer EVO IV para o CRRSul e Terra. Apesar disto o EVO IV ainda foi usado numa prova do Campeonato de Asfalto e noutra do Campeonato do Norte. Ainda há que referir que têm na garagem um Opel Astra GSi (ex-Bruno Thiry), preparando próximas temporadas.
Os resultados completos na temporada de 2006 são os seguintes:
CRR Norte:
  • Anulado – VN Famalicão – Mitsubishi Lancer EVO III
  • 1º Sentir Penafiel – Mitsubishi Lancer EVO III
  • 1º Rali do Porto - Mitsubishi Lancer EVO III
  • 3º Rali de Famalicão – Mitsubishi Lancer EVO III
  • 1º Rali de Esposende – Mitsubishi Lancer EVO IV
CRR Sul:
  • 2º Monchique – Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 1º Martinlongo – Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 1º Vila do Bispo - Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 1º Rali de Loulé - Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 2º Castro Marim - Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 10º Casinos do Algarve - Mitsubishi Lancer EVO IV
CRR Asfalto:
  • 1º Cidade de Fafe – Mitsubishi Lancer III
  • 2º Rali de Lafões – Opel Kadett GSi
  • 2º Rota do Folar – Opel Kadett GSi
  • 1º Pinhais do Centro – Opel Kadett GSi
  • 1º Artes / V.C.Cerveira- Opel Kadett GSi
  • Abandono – Portas do Rodão – Opel Kadett GSi
  • 5º Vila Verde – Opel Kadett GSi
  • Abandono – Marco de Canaveses- Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 2º Cabeçeiras de Basto – Opel Kadett GSi
CRR Terra:
  • 2º Cidade de Beja – Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 1º Vila Real – Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 1º Rali de Murça - Mitsubishi Lancer EVO IV
  • 1º Capital do Ceira - Mitsubishi Lancer EVO IV
Foto: João Luz, Speedesign - Ralisasul.

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terça-feira, novembro 28

Valentino Rossi nas 4 rodas

Finalizada a época de MotoGP, o pluricampeão mundial de motociclismo Valentino Rossi tem aproveitado os convites para andar noutras categorias, nomeadamente em veículos de 4 rodas. Depois de uma sessão de testes com um Mercedes CLK de DTM, Rossi virou-se para os ralis.
Participou no Rali da Nova Zelândia com um Subaru Impreza WRC, acompanhado por Carlo Cassina, finalizando num óptimo 11.º lugar. Depois de um ínicio de prova contido, andando atrás do pelotão, foi gradualmente melhorando o andamento e recuperando posições. Os pisos de terra exigem uma condução diferente a que Rossi estava habituado, e o controlo do andamento foi a chave para finalizar a prova.
Este fim-de-semana, participou e venceu o Monza Stages a bordo de um Focus WRC (e novamente com Carlo Cassina), superiorizando por exemplo a Didier Auriol com um 206 WRC. Esta é uma prova em asfalto do tipo "Corrida de Campeões" com viaturas WRC, que se realiza no circuito de Monza.
A participação de Rossi em eventos desportivos diferentes ao que exerce, e falo concretamente nos ralis, é uma mais valia porque dá uma dimensão publicitária a todos os níveis, de uma maneira global, tal como que aconteceu com o Tiago Monteiro no Rali Casinos do Algarve, mas a nível nacional.
Quanto aos ralis, deixo uma experessão usada por Rossi no final da prova neozelandesa - "É mais difícil do que a Fórmula 1" - numa alusão aos teste efectuados com a Ferrari F1.

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domingo, novembro 26

Informações sobre o Rali de Portimão

O Clube Automóvel de Portimão irá organizar o 1.º Rali Cidade de Portimão, que decorrerá nos dias 9 e 10 de Dezembro.
Inserida nas comemorações do dia da Cidade esta prova será apadrinhada por Ricardo Teodósio e Inverno Amaral, e está aberta a todo o tipo de viaturas - consagrados, VSH e Clássicos. O valor de inscrição é 195 € (300€ se o concorrente optar por correr sem publicidade facultativa).
Com o centro nevrálgico na Zona Ribeirinha de Portimão, nomeadamente o Parque Fechado e a Zona de Assistência o Rali estende-se num traçado de asfalto com 4 classificativas - duas especiais de Moinho da Rocha e Pereira, com Parque de Assistência após a primeira passagem.
Trata-se de uma prova não pontuável e extra-campeonato. Com o intuito de atrair mais concorrentes o clube organizador atribui uma lista de prémios, inclusive monetários num total de 3900 €. A prova finalizará com um convívio entre pilotos, numa promessa de "festa de encerramento" da modalidade regional em 2006.
Para mais informações basta consultar a página oficial e ver os regulamentos da prova.

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sexta-feira, novembro 24

Wilson parte para Gales com um minuto de penalização


Matthew Wilson, piloto oficial da Stobart foi penalizado com um minuto à partida para o Rali de Gales, depois de ter sido apanhado por um radar em excesso de velocidade nos reconhecimentos pela décima vez este ano… (10 vezes é obra). Efectivamente, a notícia é um “balde de água fria” para a expectativas do filho de Malcolm Wilson, que contava realizar uma boa exibiação no rali “caseiro” que conhece bem.

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Dobradinha da Ford vale título Mundial

No passado fim-de-semana Marcus Gronholm e Mikko Hirvonen alcançaram os dois primeiros lugares no Rali da Nova Zelândia somando pontos suficientes para atribuir o título mundial de Marcas à Ford. Depois da saída de cena de Sebastien Loeb e os azares da Subaru, os filandeses da Ford cumpriram com a sua obrigação de conquistar pontos suficientes para decidir o campeonato de marcas a seu favor.
A Ford é a marca que há mais tempo está ligada ao campeonato do mundo, mas só tinha no seu palmarés um título, ganho em 1979. Nessa temporada contava nas suas fileiras com Hannu Mikkola e Bjorn Waldegaard, em Escort RS 1600, quando se sagrou primeiro campeão do mundo. Depois vieram modelos míticos como o RS 200, Sierra Cosworth, Escort Cosworth e WRC’s, com pilotos de nomeada, como os casos de Carlos Sainz e Colin McRae, sem sucesso absoluto.
Voltando à Nova Zelândia, foi notória a ausência de competitividade para os restantes concorrentes do mundial, o terceiro lugar ficou nas mãos de Manfred Stohl em Peugeot 307 WRC, na frente dos dois homens da Citroën, Xavier Pons e Daniel Sordo. Para não variar a equipa oficial da Subaru teve uma prova para esquecer, com Solberg a queixar-se de falta de tracção e Atkinson despistou-se na 2.ª etapa.
Também pontuável para o campeonato do mundo de produção, Jari-Matti Latvala (que já representou as cores da Stobart) em Subaru venceu, embora o piloto do Qatar Nasser Al-Attyah em viatura identica se sagrou campeão mundial.
Falta apenas o Rali de Gales, ainda sem Sebastien Loeb, que tenta evitar percalços na recuperação.

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quinta-feira, novembro 23

Azares comprometem resultados de Bernardo Sousa e Mex

À partida da última prova do Campeonato Nacional, dois jovens pilotos apareciam referenciados como possíveiscandidatos a um bom resultado. Bernardo Sousa fazia a sua estreia com um Lancer EVO IX e MEX era premiado com um 206 S1600 pela M.Coutinho Esso, fruto da vitória no Troféu 206.
Aproveitando os azares dos concorrentes que costumam ocupar as posições cimeiras,como os casos de Bruno Magalhães, José Pedro Fontes e Fernando Peres, os pilotos do Lancer e 206 estavam discutindo posições entre si, ora com vantagem para um, ora com vantagem para outro, com o 4.º e 5.º lugares a serem uma realidade.
Bernardo Sousa já tinha deixado boas indicações no Rali de Mortágua, na altura com um EVO VIII, e tendo de lidar com condições adversas – piso molhado e chuva, voltou a surpreender pela positiva. Alguns espectadores até afirmavam que nem parecia madeirense – tais as dificuldades que os insulares se deparam nas provas continentais.
MEX aproveitou da melhor maneira a oportunidade com um S1600. Andou rápido, consistente, e era o melhor da classe até ao abandono. Também se revelou uma surpresa, pois nos testes à chuva em São Brás, existia algum receio e pouco à vontade com a viatura. Ou foi uma questão de adaptação, ou então em piso seco será um “bichinho do asfalto”.
Infelizmente, a prova acabou mal para ambos, e provocada pela mesma ocorrência. Apesar de algumas versões contraditórias sobre o acontecido, ficaremos pelos factos: Na última especial MEX despistou-se e abandonou. Os concorrentes que seguriam atrás foram penalizados porque tiveram que parar para auxiliar a dupla do 206 S1600, e entre os quais estava Bernardo Sousa que perdeu muito tempo e caiu para 7.º lugar (quando tinha o 4.º lugar ao alcance). Não consigo explicar ao certo: uns afirmam que Bernardo parou para prestar auxílio, outros que Bernardo foi mandado parar por comissários e agentes da autoridade, e com isso todo o tempo que esteve em troço foi contabilizado no final… Enfim, não está bem clarificado.
Fiquemos pelo resultado à entrada da última especial – dois pilotos em estreia de viatura, discutiam sob condições adversas um lugar entre os 5 melhores. Bernardo Sousa e MEX, dois nomes a fixar, e que certamente ainda darão muito que falar.

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quarta-feira, novembro 22

Diário de Prova do Casinos 2006

Depois de um shakedown animado e com bom tempo, a desilusão tomou conta de mim no Sábado quando ao sair de casa olhei para o céu e estava nublado, com fortes probabilidades de chuva.
No caminho para Monchique as probabilidades de chuva passaram a certezas, e já sabia que o espectáculo seria de menor monta. Depois de um período de espera pelo Rui Fonseca e Paulo Homem na bomba da BP à entrada da vila, lá seguimos para o final da primeira especial do dia. Com a câmara de filmar na mão e mediante a promessa de um salto, decidi ficar a escassos 500 metros da tomada de tempos, deixando as filmagens na zona do gancho para a malta da Auto Correia que passou a noite na Fornalha. Infelizmente, para captar uma boa imagem teria que ficar num morro, enlameado e escorregadio, que poderia promover uma queda. Pensando primeiro na segurança mudei de sítio, passando para o lado contrário, mas vários fotografos credenciados e identificados ficavam na frente, impedido captação de imagens no seu melhor. Para “ajudar a festa” tinha que segurar um guarda-chuva com força, pois o vento estava endiabrado. Teimoso, decidi fazer uma incursão no morro, onde captei o salto do Francisco Barros Leite, mas não me sentia em segurança. Voltei ao ínicio, mas desta feita já nem filmei. Preferei guardar alguma bateria para os clássicos e regional. Aquando da passagem destes já tinha mudado de sítio, decidindo ficar no topo, mas o sítio não era propício para boas filmagens… e como resultado uma primeira especial de fraco rendimento.
Para a segunda passagem no troço (mas com diferente traçado – acabava na Fornalha, e não no Alfarce), fomos para o gancho do final da descida de Monchique (conhecido entre a malta do regional pelo gancho do Zé Correia). Talvez aqui ocorreu o momento melhor da prova… não pelo rali, mas porque naquele espaço estava quase toda a malta conhecida dos ralis: os que passaram lá a noite e estavam com uma carinha… linda, e o pessoal do Ralisasul. Quanto à passagem da caravana, não há muito a destacar, pois com o piso muito escorregadio, os concorrentes tinham muito mais cuidado, e não dava azo a exageros. Gostaria de destacar a passagem do Paulo Jesus (Estrelinha) que deixou o carro escorregar e proporcinou uma bela imagem… infelizmente bateu um pouco mais à frente, mas finalizou a prova.
Faltava “cobrir” mais uma passagem do rali (desta feita, só do nacional, uma vez que os Clássicos e Regional já tinham acabado a sua ronda). Desloquei-me com o Rui Fonseca para um dos ganchos da descida da Fóia, para filmar apenas os primeiros. O Rui precisava de descer para Portimão,ao Gabinete de Imprensa, deixar as imagens com o Paulo Homem, e para se fazerem à estrada.
Pela minha parte, a gripe que me acompanhou insistentemente nos últimos dias, resolveu “brincar comigo”. O frio, a chuva e o vento, fizeram com que a temperatura corporal aumentasse, e tivesse uma febre no caminho para casa….
O resultado final das filmagens está no pequeno clip abaixo, com marca do Ralisasul.
A prova valeu pelo convívio com os amigos e pelo Shakedown.
Foto retirada de www.ralis.online.pt

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Rali Casinos do Algarve 2006

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terça-feira, novembro 21

Pedro Duarte vence no Regional Sul

A par com o campeonato nacional, também disputou-se a última prova do Campeonato Regional de Ralis do Sul. Estando a luta do título decidida a favor de Luís Mota, as atenções viraram-se para a disputa da Divisão I – reservada a viaturas de duas rodas motrizes, com quatro candidatos à partida com reais pretensões à vitória – Rui Chaparro, Rui Coimbra, Pedro Duarte e Viana Martins.
Cedo se percebeu que Pedro Duarte não queria facilitar, e assumiu a liderança na Super Especial quando foi o melhor deixando para trás a concorrência directa a mais de 1,5 segundos. No Sábado, se as condições climatéricas pareciam mais favoráveis aos 4x4, o piloto de São Brás de Alportel soube manter a rapidez fazendo tempos sempre próximos dos mais rápidos, e ganhando inclusivamente o último troço. Esta foi a primeira vitória de Pedro Duarte, que assim alcançou o ceptro da Divisão I, depois de uma temporada com alguns percalços.
A segunda posição ficou nas mãos de João Monteiro, com o Lancer EVO IV. Depois de uma vitória em Castro Marim, Monteiro, tudo fez para repetir o lugar mais alto do pódio, mas um tempo contraditória averbado na passagem pela 3.ª Especial, o fez perder reais chances de vencer. Já não é a primeira vez que concorrentes contestam tempos averbados no Rali Casinos do Algarve, basta recuar dois anos para relembrar que no final da prova existia discrepências nas cartas de controlo.
Uma das principais surpresas foi o andamento imposto por Viana Martins com o Opel Kadett GSi. Depois de ter evoluido a viatura durante a presente temporada, esta apresentou-se muito competitiva em Monchique. Permitiu ao piloto andar nos lugares da frente, alcançando um pódio e o vice na Divisão I.
Na quarta posição ficou Hilário Jaime com o Mitsubishi Lancer EVO III. Penalizando 3 minutos na ligação para a primeira especial do dia – que se traduziu em 30 segundos no cronómetro, o piloto de Monchique desiludiu, uma vez que era apontando por muitos como principal candidato.
Fruto de uma época muito regular, Paulo Nascimento fechou o top five, e com este resultado chegou ao vice-campeonato – o segundo consecutivo.
De regresso ao regional, Paulo Faria com um Peugeot 309 GTi, esteve ao seu melhor nivel. Conhecedor dos troços da prova algarvia, andou muito rápido, chegando mesmo a despistar na primeira especial de Sábado – Alferce. Felizmente, apenas resultaram alguns danos na traseira da viatura.
Paulo Jesus e Licínio Santos levaram o Ford Sierra Cosworth ao 8.º lugar. Fazendo algumas passagens exuberantes e muito aplaudidas pelos espectadores, o piloto perdeu algum tempo fruto de despiste no final da última especial, mas que não influenciou a localização na tabela classificativa.
Bruno Andrade levou o Subaru Legacy ao 8.º lugar, apesar de se queixar de alguns problemas mecânicos nas viaturas e de um furo na passagem pela Fóia. A fechar o top ten ficou António Lampreia em Escort Cosworth e Luís Mota no EVO IV. Mota, que no ínicio da prova foi o principal rival de Pedro Duarte e João Monteiro, chegou a ocupar o segundo lugar, mas a passagem na Fóia foi aziaga, uma vez que furou e obrigou-o a parar para mudar o pneu, perdendo muito tempo.
Marco Gonçalves fez o seu papel ao vencer em “casa”, entre os veículos da Promoção, e apesar de não ter conseguido o título de Promoção, ficou com a vitória na díficil Classe I (relembro que Rui Coimbra era o principal candidato). À partida para a prova, as contas da promoção ainda estavam em abertas, com clara vantagem para Vasco Tintim, que praticamente só tinha que levar a viatura até ao fim, o que o fez, com o segundo lugar – 12º da geral. Na terceira posição da Promoção ficou Joaquim Santos em Opel Corsa 1.6.
Uma nota para os abandonos de José Neves, que ficou na segunda curva da super especial, vítima de capotanço do Escort Coswort. Registo também para os abandonos de Rui Chaparro, Eduardo Valente e Rui Coimbra, todos por depiste, quando lutavam pelos lugares cimeiros.
Um última nota para a prova do Campeonato Nacional de Clássicos, com apenas 6 concorrentes, foi vencida por António Segurado em Escort RS 1600 MK I. A segunda posição ficou na posse de António Correia em Opel 1904 SR, que se queixou dos azares – desde saídas de estrada, a atravessadelas, problemas de motor, tudo contribuiu para que falhassem o triunfo. O terceiro posto ficou nas mãos de José Pedroso em Escort TC. Das seis viaturas que se apresentaram à partida, todas elas conseguiram finalizar, o que faz um registo de 100%. Mesmo com poucos concorrentes não deixa de ser uma estatística positiva.
Foto retirada de www.ralis.online.pt

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Para não variar Armindo venceu

Decorreu no passado fim-de-semana a última prova pontuável para o Campeonato Nacional de Ralis 2006, o Rali Casinos do Algarve. Depois de uma Super Especial nocturna que estreava um novo traçado na cidade de Portimão, a caravana seguiu para as Serras de Monchique. Tal como aconteceu no ano passado, a chuva marcou presença, e foi uma “companhia” indesejada para concorrentes e espectadores.
Armindo Araújo com o Lancer EVO IX venceu o Rali com uma vantagem superior a 1 minuto e meio, no entanto, desta feita contou com uma supremacia inicial de Bruno Magalhães. O piloto do 206 S1600 dominou os quatro primeiros troços, até um furo o fazer perder a liderança (uma vez que teve de o mudar em troço, em … dois minutos). Aparentemente a facilidade com que Armindo demonstra no cronómetro não se verificou na estrada, pois as difrerenças foram reduzidas. O piloto campeão nacional queixou-se de escolha de pneus... um facto que todos os concorrentes da primeira parte da tabela se queixaram.
Miguel Campos e Ricardo Teodósio, em Subaru Impreza WRX e Lancer EVO IX, respectivamente, também protagonizaram uma luta ao segundo. Depois de terem vencido ex-aequo a Super Especial, andaram sempre controlando o andamento um do outro, acabando a vantagem por cair para o piloto da Subaru, que bateu o algarvio por escassos 1,7 segundos.
A quarta posição ficou entregue a Fernando Peres, que viu as aspirações a um lugar no pódio esfumarem-se, quando um furo na terceira especial o fez perder um minuto e meio. Mesmo assim conseguiu recuperar desde o 13.º posto, aproveitando os azares dos concorrentes directos nas últimas especiais.
José Pedro Fontes venceu pela terceira vez consecutiva a classe S1600, ocupando a 5.º posição final. Uma penalização inicial de 1 minuto e 50,devido a uma falha eléctrica, estragaram uma prova, que prometia ser memorável, uma vez que a par com o principal rival, Bruno Magalhães, efectuavam tempos verdadeiramente “canhões”. O piloto da Peugeot Portuguesa depois de ter passado pelo comando, contentou-se com o 6.º lugar final, e no final referiu que a concentração desapareceu com o furo na 4.ª especial.
Bernardo Sousa foi, provavelmente, o piloto mais espectacular em prova. Demonstrando a sua exuberância desde o shakedown, sem esquecer a Super Especial, aliava a rapidez ao espectáculo, sendo dos concorrentes favoritos do público. Chegou a travar uma luta interessante com MEX pela quarta posição, mas a última especial, foi madrasta para o jovem madeirense uma vez que viu-se prejudicado pelo público, e alguns membros das forças de segurança que o obrigaram a parar em troço devido ao acidente de MEX. Desceu para o 7.º lugar, que sendo muito positivo, sabe a pouco, tal foi a prestação na estrada.
Quanto aos restantes madeirenses, andaram um pouco aquém das suas potencialidades. Em terreno desconhecido, com um tempo desfavorável, optaram por andar num ritmo muito cauteloso, ficando fora dos lugares cimeiros. Rui Pinto em Subaru foi 17.º, Duarte Abreu no Clio Ragnotti foi 18.º, Wilson Aguiar 26º, e Romano Pereira 33º. Ricardo Rodrigues abandonou após a segunda especial com problemas mecânicos.
Entres as viaturas diesel, uma vez mais a vitória pendeu para o piloto da Fiat – Pedro Leal, que levou o Stilo Multijet aos lugares pontuáveis (8º). A classe N3 foi vencida por Paulo Antunes em 206 RC (10ºda geral). O Troféu 206 foi vencido por António Rodrigues, enquanto Rodrigo Ferreira venceu entre os C2.
Uma palavrinha para a estreia de Tiago Monteiro nos Ralis, que foi muito positiva. Não me refiro apenas ao andamento, mas por todo o mediatismo que evolveu na cobertura da prova. Todos os principais meios de comunicação nacionais estiveram presentes em Portimão para acompanhar a prova do piloto de Fórmula 1. À semelhança do que acontece com a actual namorada, a modelo Diana Pereira, o mediatismo que envolve estes concorrentes só promovem a modalidade para além dos media da especialidade.
Imagem retirada de www.fotogti.com

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sexta-feira, novembro 17

Shakedown do Casinos do Algarve - Vitor Sá abandona

Durante a manhã realizou-se o shakedown do Rali Casinos do Algarve. Contrariamente às previsões menos optimistas, o tempo esteve limpo, com o dia a aquecer progressivamente com a passagem da caravana.
Como não participo este ano na prova, e atendendo aos comentários positivos ao clip Best of Mortágua,decidi (apesar de uma gripe insistir em não curar) sair cedíssimo de Faro em direcção ao Rasmalho, onde decorria o Shakedown, para capatar umas passagens.
O troço era pequeno, sendo percorrido pelos mais rápidos em um minuto e meio (mais coisa menos coisa) com sequências muito rápidas, terminando numa direita enrolada muito interessante propícia para boas fotos e filmagens.Como era de esperar quase todos os credenciados estavam lá caídos, pois as belas imagens são captadas ali.
A minha máquina é que me pregou uma bela partida, pois pediu-me uma cassete de limpeza, recusando-se a gravar correctamente. Vi as coisas bem negras... um espectáculo de passagens e eu... de máquina ao léu. Felizmente, passados uns minutos decidiu colaborar, e conseguiu alguns "bonecos".
O principal destaque vai obviamente para o despiste do Vitor Sá. O piloto madeirense despistou-se a 700 metros do local onde estavamos, danificando gravamente a viatura. O estrondo foi perceptível, fazendo com que os "media" corressem para o local, perigando o seu bem estar, uma vez que o único acesso era pela estrada, numa sequência muito rápida.
De destacar as belas passagens do Ricardo Teodósio, Augusto Ramiro, Bernardo Sousa, Paulo Antunes, Bruno Magalhães, Pedro Peres e Vítor Lopes, e os têtes de Nuno Coelho e Rui Pinto, sendo que este último ainda passou pelo embaraço de não conseguir colocar correctamente o carro no sentido correcto à primeira. É o que dá tocar na "bengala" fora da Madeira... escorrega.
Para finalizar uma passagem pelo Gabinete de Imprensa da prova, acompanhado pelo Rui Fonseca e Paulo Homem (agradecendo desde já a companhia a ambos) localizado no Hotal Solverde na Praia da Rocha, para actualizar as informações do ralis.online.
Felizmente foi perceptivel alguma "rivalidade" saudável entre os diferentes meios de comunicação. As imagens e informações da prova correram bem rápido, sendo actualiados na hora nos sites da especialidade. Assim até dá gosto acompanhar as provas.

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quinta-feira, novembro 16

Testes Peugeot em São Brás

No passado dia 15 a equipa Peugeot Portugal e a M. Coutinho Esso efectuaram uma sessão de testes conjuntos na Cova da Muda (São Brás de Alportel). Devido às mudanças climatéricas durante o dia, a sessão e testes serviu para experimentar diferentes setup's dos 206 S1600. Estes testes foram os primeiros efectuados por MEX a bordo de um Peugeot 206 S1600, e serve de prémio pela conquista pelo segundo ano consecutivo do Troféu Peugeot.
Pelo segundo ano consecutivo tive o previlégio de assistir aos testes, embora desta vez, fui convidado para efectuar a cobertura fotográfica para o site www.ralis.online.pt. Passo então a explicar: compromissos profissionais, provavelmente, impediram o Rui Fonseca da MondegoSport de apresentar em São Brás e tempo. Sabendo da minha disponibilidade, contactou-me para que desse um salto à Cova da Muda, e tirasse algumas fotos. Com a companhia do João Raposo, debaixo de chuva intensa, frio e nevoeiro. Lá encontrei a estrutura da Peugeot, a preparar os bólides para a segunda fase de treinos.
A primeira dupla a sair para a estrada foi a oficial - Bruno Magalhães / Paulo Grave que com penus de chuva montados, andava como "peixe na água" com uma toada rapidíssima demonstrado um à vontade enorme nestas condições.
O meu "conterrâneo" Bernardo Sousa também assistia à sessão de testes, e aproveitei para trocar meia dúzia de impressões sobre o nacional e regional madeirense, assim como planos para o futuro. Não tendo ainda um projecto definitivo para 2006, Bernardo apenas tem a certeza que na próxima temporada participará nos dois campeonatos. Quanto às viaturas existem vários cenários possíveis, mas nenhum em concreto.
Finalmente, foi a vez de MEX / António Costa sairem para a estrada com o piso molhado. O piloto denotava alguma ansiedade, e nervosismo. As primeiras passagens foram imprimidas com uma toada mais calma, pois não convinha "virar o bote".
Infelizmente não possuo recursos para fazer fotos profissionais. A minha Olympus está ultrapassada e apesar de já ter registado algumas imagens de ralis, revelou-se bastante antiquada. Foi o que se pode arranjar. Ultimamente estou mais virado para as filmagens. Fica para a história o facto das primeiras imagens em estrada do MEX no S1600 serem tiradas na velha Olympus.

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segunda-feira, novembro 13

Ralis.net vai fechar

Foi com esta frase inicial que presente na página inicial do site me apanhou de surpresa, e com certeza todos os amantes da modalidade. Um dos sites de referência dos ralis, a nível nacional (apesar de se dirigir principalmente para os madeirenses) ao fim de 4 anos vai fechar no final do ano.
É com enorme tristeza que constato tal facto, de um site que esteve na linha da frente da informação, e foi dos poucos que noticiou a minha presença no Campeonato Regional de Ralis do Sul.
Sabendo que pouco mudará, os meus maiores agradecimentos ao Marco e Felisberto Nóbrega pelo serviço prestado durante estas 4 épocas.
Esperemos que seja até ja.

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sábado, novembro 11

Irmãos Nunes adquirem Peugeot's oficias

O Campeonato da Madeira da Madeira para 2007 promete continuar com os elevados níveis de competitividade e qualidade. Miguel e António Nunes chegaram a acordo com a Peugeot Portugal para a aquisição das duas viaturas Peugeot 206 S1600 que foram usadas esta temporada por Bruno Magalhães, e que ajudaram-no a vencer a F3 nacional.
Depois das primeiras negociações não terem sido bem sucedidas, como tinha referido anteriormente, desta feita chegaram a "bom porto".
Os irmãos Nunes, que representaram as cores da Olca, foram os grandes dominadores do Troféu C2 na presente temporada, com um ritmo sempre superior ao da concorrência. É natural que o andamento registado presupunha uma evolução para viaturas de maior calibre, sendo óbivo que a classe S1600 parace ser a mais ajustada.
Depois de avançada a notícia para o negócio, ainda foi apontada mais uma novidade. A passagem do navegador José Camacho (que ditou notas esta temporada a Wilson Aguiar) para o lado direito de Miguel Nunes.
As duas viaturas ainda farão uma prova no nacional, nomeadamente o Casinos do Algarve, nas mãos de Bruno Magalhães e MEX, antes de seguirem para a Madeira.
Fica registada a satisfação de ver uma tripla de leões da Olca Team (Alexandre Camacho também deverá manter o 206 S1600) ao ataque nas estradas da Madeira. Com toda a certeza, abrilhantarão (ainda mais) o regional madeirense, numa luta que se antevê "titanica" mesmo dentro da própria equipa.
Foto: www.sportmotores.com

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