quarta-feira, outubro 31

Campeonatos com nova designação

A Direcção da FPAK decidiu alterar as designações dos campeonatos nacionais das diferentes disciplinas, com o intuito de dar maior relevância e facilidade de reconhecimento em termos internacionais.
Assim sendo, a designação Nacional, ou Nacional FPAK, deixa de ser aplicada, e passam a usar a designação de Portugal. Quanto às provas de estrada as novas designações são:
- Campeonato de Portugal de Ralis
- Campeonato de Portugal de Clássicos - Ralis
- Campeonato de Portugal de Clássicos - Velocidade
- Campeonato de Portugal Júnior de Ralis.
O mesmo se passa também com os campeonatos regionais das autonomias, com nova desingção: Campeonato da Madeira de Ralis e Campeonato dos Açores de Ralis.
Todas as restantes competições mantém as mesmas designações.

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Rali Serra do Caldeirão Parte 2

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terça-feira, outubro 30

Dois Peugeot S2000 no Algarve?

É com este título que o jornal Autosport dá destaque há possibilidade da equipa portuguesa se apresentar na última prova do nacional com duas viaturas da classe S2000.
A fonte é o próprio Carlos Barros, que admitindo ser dífícil não será uma hipótese a descartar. Agora ficam as incertezas sobre quem o tripulará, e de onde virá a nova unidade.
Pessoalmente vejo dois pilotos capazes de ocupar o lugar de segundo piloto - Alexandre Camacho, segundo alguns meios madeirenses desenvolve um projecto com este tipo de viatura para 2008, com o apoio da Peugeot Portuguesa. O outro candidato será MEX, que após mais uma excelente temporada, poderá ser premiado pela M.Coutinho, à semelhança do que aconteceu no ano passado. Não passam de palpites, mas quer um, quer outros são nomes viáveis, para a hipotética segunda viatura da Peugeot.

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segunda-feira, outubro 29

Loeb com uma atitude de ... reprovar

Contrariamente ao que tem nos habituado, Sebastien Loeb protagonizou um momento inédtio na sua carreira, após o seu abandono na terceira especial da segunda etapa do Rali do Japão, Niueo 1.
Quando perseguia no encalçe da liderança da prova, numa animada luta com Jari-Matti Latvala, o campeão mundial despistou-se, quando entrou demasiado depressa numa curva mais lenta, levando-o ao abandono, não aproveitando o deslize de Gronholm para assumir a liderança do mundial.
Logo após o acidente e ainda dentro da viatura, Sebastien Loeb afirmou a Daniel Elena que este tinha se enganado ao ditar a nota, dizendo "Direita Mais Mais" quando na realidade era "Menos Menos". Elena prontamente referiu que havia dito "Menos Menos" e que Loeb havia compreendido mal.
Se o assunto ficasse sanado no carro, até seria normal, uma vez que são companheiros há mais de dez anos, e apesar de serem a melhor dupla actualmente também cometem alguns erros. Mas não o sucedeu. Ainda irritado com o sucedido, em entrevista logo após o acidente, quando questionado sobre o que havia sucedido, Loeb retorquiu com um "Perguntem ao Elena!!!!", numa clara alusão de quem seria a culpa. Posteriormente ainda veio reforçar a ideia que a culpa era de Elena - "Não foi erro das notas tiradas nos reconhecimentos, mas sim ditada erradamente. Estava correcta no caderno, mas pronto…foi a primeira vez em dez anos que ele comete um erro deste calibre. Não foi a melhor altura, mas é a vida…".
A situação era evitável, ou pelo menos devia ser discutida em foro privado, heís que nas filmagens no interior da viatura, antes do acidente, Daniel Elena parece ter dado a nota correctamente, e a interpretação de Loeb é que estava errada.
Efectivamente, e é do conhecimento geral, que os grande campeões têm um feitio complicado. Sebastien Loeb demonstrou-o no Rali do Japão, numa altura pouco propícia, pois a duas provas do fim do campeonato, são 4 pontos que o separam de Gronholm... e caso não seja campeão, já tem um "bode espiatório".

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Armindo Araújo acabou... desclassificado

Depois de um primeiro dia intenso, com um misto de sucesso e desilusão, os restantes dias prometiam com Armindo Araújo e Miguel Ramalho perto do pódio entre os concorrentes do PWRC.
O segundo dia disputava-se em condições muito dificeis. Troços enlameados, e estreitos com grau técnico exigente, faziam com que Armindo furasse, perdendo mais de dois minutos e descendo para a quarta posição da Produção mundial, a quase 4 minutos de Pozzo, na liderança.
À partida do último dia reinava confiança, e a esperança de entrar no pódio, pois o mais directo adversário, Leszek Kuzaj estava próximo, e seria possível alcançá-lo. Mas se o terceiro lugar era garantido, o segundo surge "do céu", quando Takuma Kamada fez um erro que lhe fez perder algum tempo.
No final Armindo ficava na segunda posição, décimo da geral, logo atrás de Gabriel Pozzo... até às verificações, quando foi desclassificado por um erro na preparação do Mitsubishi Lancer Evolution IX.
De facto, o colégio de comissários decidiu desclassificar a equipa da Mitsubishi Motos de Portugal, depois de verificar que no interior da longarina do carro, faltava um tubo de reforço da mesma. Apesar do componente em questão não influenciar a performance do carro, é um elemento que faz parte da ficha de homologação do mesmo e não poderia ser retirado em caso algum.
O Team Manager da Mitsubishi portuguesa, João Paulo Alves, já veio clarificar que a responsabilidade deveria ser imputada à Mitsubishi Ralliart Italia, pois retirou o componente no momento da preparação da viatura.
Infelizmente, o português entra também para a extensa lista de pilotos que disputam os mais variados campeonatos com estas viaturas.

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Mortágua: Bruno campeão

De uma forma previsível Bruno Magalhães / Paulo Grave asseguraram em Mortágua o título absoluto de ralis. Os seus principais adversários - José Pedro Fontes / Fernando Prata - ficaram fora de prova depois de um violento acidente.
Depois do azar de Fontes na SE, em que se enganou no percurso e perdeu mais de 30 segundos na correcção, Bruno ficou mais à vontade ao ver o piloto da FIAT perder mais de 3 minutos com um furo na primeira classificativa do dia, seguida do acidente que viria a provocar a neutralização da prova. Bruno Magalhães via ficar de fora o único adversário que parecia estar em condições de lhe "roubar" o triunfo. Mesmo mantendo a táctica de não arriscar o piloto da Peugeot dilatava a sua vantagem para os adversários e chegava a Mortágua em ambiente de festa
Com Magalhães inacessível, Mex envolvia num duelo com Fernando Peres ao longo de toda a prova. Peres entrou algo adormecido no dia de Sábado e só no 1º troço perdeu mais de 10 segundos para Mex, desvantagem que o ex-campeão nacional não conseguiria esbater ao longo do dia, resignando-se com o 3º lugar. Para Mex, o 2º lugar foi o seu melhor resultado de sempre num rali do nacional.
Vitor Pascoal surgiu em Mortágua um degrau abaixo do que o piloto esperava, lamentado-se de um carro com um set-up deficiente que o impediu de chegar mais longe do que o 4º lugar final, lugar que intermediou dois grupos de lutas.
Atrás de Pascoal terminou Adruzilo Lopes, que voltava aos ralis após uma experiência menos positiva no todo-o-terreno, para estrear o novíssimo Renault Clio R3 da ARC Sport. Entrou no rali devagar mas foi subindo o ritmo de forma endiabrada e "arrancou" o 5º lugar a Pedro Leal no derradeiro troço. Leal viu-se batido por apenas 1 segundo mas garantiu os pontos necessários para se manter na luta pelo título de Grupo Turismo com Francisco Barros Leite, também este satisfeito com o lugar conseguido, o 7º. Paulo Antunes ficou no último lugar pontuável, na frente de Carlos Matos e de Bernardo Sousa que se lamentou de um pneu descolado de uma jante para este resultado.
Entre os que ficaram pelo caminho, Nuno Barroso Pereira surgiu em Mortágua mais adaptado ao VW Polo S2000, tendo lutado pelo 5º lugar final até problemas de motor o terem levado ao abandono. Também Valter Gomes abandonou da parte da tarde, depois de uma rali com imensos problemas no Mitsubishi.
Quanto ao acidente de José Pedro Fontes - A saída ocorreu numa sequência de curvas após uma passagem sob a linha de comboio do troço de Espinho 1, sendo caraterizada por uma significativa violência, tendo o carro ficado tombado sobre o lado direito. Ter-se-á devido à quebra direcção do FIAT Punto S2000. O piloto terá dado um toque numa pedra e na fatídica curva Fontes saiu em frente. Fernando Prata acabou por ver-lhe diagnosticada uma vértebra lombar partida, sendo submetido uma intervenção cirúrgica .
Alterado de Sportmotores

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Rali Serra do Caldeirão-PE1

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domingo, outubro 28

Luís Nascimento vitorioso na Serra do Caldeirão

O Rali Serra do Caldeirão, segunda prova do Challenge VSH Sul, teve um desfecho inesperado com um vencedor surpresa, num pódio totalmente constituído por viaturas de tracção dianteira.
A dupla Ricardo Teodósio / Pedro Conde em Ford Escort Cosworth dominaram as três primeiras especiais, superiorizando-se claramente aos restantes adversários, entrando para o último troço com 50 segundos de vantagem sob o segundo classificado. A quarta especial foi fatal para esta equipa e elementar para o desfecho da prova. Numa zona muito rápida, o piloto da Guia, perdeu o controlo da viatura, embatendo com alguma violência num morro, provocando um princípio de incêndio e deixando o Escort em muito mau estado. O impacto provocou danos físicos nos elementos da equipa, que foram posteriomente evacuados para o Hospital Distrital de Faro, onde lhes foi diagnosticado lesões nos membros inferiores. A participação de Ricardo Teodósio no Rali Casinos do Algarve será de todo improvável.
Com a neutralização da última especial, a soma de tempos dos três primeiros troços deu a vitória a Luís Nascimento / Carlos Caliço. A equipa do Opel Corsa 2.0, superiorizou-se à demais concorrência, imprimindo um ritmo forte, ficando logo atrás de Teodósio nas especiais e somando importante vitória entre os competitivos duas rodas motrizes.
Muito interessante de seguir foi a luta entre Rui Coimbra e Eduardo Valente. Estes dois “vizinhos” lutaram em contra-relógio nos troços, com a vantagem a pender para o piloto do VW Golf, que acompanhado por José Dieguez, finalmente finaliza uma prova sem problemas. Eduardo Valente e João Lelo com o Clio Williams não conseguiram melhor que a terceira posição, mas apesar da paragem de quase um ano, demonstraram um ritmo competitivo elevado, neste tipo de piso, e ademonstrá-lo estão os escassos 3,9 segundos a sepára-lo da seungda posição.
Luís Mota, que foi acompanhado pelo seu filho André Mota, acabou na quarta posição, vencendo entre os concorrentes com tracção total. O piloto do Mitsubishi Lancer IV atacou na primeira ronda acumulando tempo significativo para manter a posição até final. Pelo contrário, a equipa Nuno Pinto / João Luz em Mitsubishi Lancer EVO III, fez uma prova em aprendizagem. Com uma primeira passagem mais cautelosa, atacou forte na terceira especial, resultado que o permitiu subir alguns lugares quedando no quinto lugar final.
Ostentando nova decoração no Ford Sierra Cosworth, Paulo Jesus e Lícinio Santos, voltaram às boas exibições e resultados. A equipa de Portimão ficou na sexta posição, na frente de Pedro Charneca e Luis Assunção em viatura idêntica. A dupla Bruno Andrade e Ricardo Barreto em Subaru Legacy acabaram em oitavo, levando a melhor sobre a dupla Gil Antunes / Rui Alves, em Opel Astra GSi, com a diferença final cinfrando-se num segundo. O nono lugar desta equipa é meritório, uma vez que se tratava da primeira experiência em asfalto. A fechar o top ten António Lampreia e Pedro Macedo com o Ford Escort Cosworth ficaram muito próximos do demais. Aliás, a diferença entre o sexto e o décimo classificados foi inferior a trinta segundos, espelhando a grande competitividade na prova.
Na luta de classes, Carlos Marreiros/Márcio Marreiros venceram a classe I, aproveitando os abandonos do principais rivais acabaram na 12ª posição. Autores de prova solitária, Luís Reis e Miguel Jorge com Renault 11 Turbo levaram a taça da classe III.
Dos 21 concorrentes à partida chegaram 16 ao final, numa melhoria significativa do rácio de abandonos em provas de VSH. Entre os desistentes, para além de Ricardo Teodósio, também figuram na lista Viana Martins/Paulo que ficaram no ínicio da 1ª especial. José Carlos Paté e José Gago foram vítimas de avaria no BMW 325IX, enquato os restantes elementos da classe I Marco Gonçalves/Pedro Arroja e Pedro Correia/Vítor Graça também abandonaram com problemas mecânicos.
Com estes resultados, Luís Mota mantém a liderança do Challenge com 34 pontos, mas vê Luís Nascimento ficar a apenas um ponto, faltando uma prova, novamente em asfalto. Na terceira posição surge Pedro Charneca com 28 pontos, seguido de Nuno Pinto com 24 e António Lampreia com 23 pontos. O Clube Automóvel de Portimão, organizará a última prova do Challenge agendada para 9 de Dezembro.

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Hirvonen dá vitória à Ford no Japão

Mikko Hirvonen obteve a sua terceira vitória no Campeonato do Mundo de Ralis, ao impor-se por mais de meio minuto e Dani Sordo no Rali do Japão. O finlandês compensou assim a Ford da perda precoce de Marcus Gronholm no começo do evento, capitalizando também a desistência de Sebastien Loeb na segunda etapa.
O abandono, também no segundo dia, do primeiro líder do rali, Jari-Matti Latvala, igualmente devido a saída de estrada, também facilitou a vida, tanto a Hirvonen como a Sordo. E apesar do espanhol ter reduzido a diferença para o finlandês da segunda tirada, o piloto da Ford chegou por subir a sua vantagem para 50 segundos, num terreno onde se mostrou particularmente à vontade.
Sem necessidade de atacar, Mikko Hirvonen foi cauteloso no último dia, o que permitiu a Dani Sordo terminar a 37,4 segundos do vencedor.
“Foi tão difícil este fim-de-semana. Quando aqui cheguei só queria tentar ajudar Marcus na luta contra Sebastien, e foi o que diz. Depois dele ter saído de estrada foram um dia e meio bastante duros. Estou à espera de Marcus para me pagar uma grande cerveja”, declarou o vencedor no final.Henning Solberg, que chegou a lutar por posição com Sordo no primeiro dia, acabou por perder tempo para o espanhol, recuperando andamento na segunda etapa para terminar a prova num distante terceiro lugar, como resultado de uma condução extremamente conservadora. O objectivo era conseguir o seu segundo pódio da época, o que conseguiu, apesar de um susto na 24ª classificativa, quando o seu cinto de segurança de soltou.Mais interessante foi a luta pleo quarto lugar, em que Matthew Wilson, companheiro de Hening na equipa Stobart, levou a melhor sobre Luis Perez Companc, no Focus da Munchi’s.
O inglês começou a última etapa a 21,7 segundos do argentino, e foi ganhando tempo ao seu adversário, conseguindo passá-lo no último troço de estrada do rali. Na super especial de Obihiro Perez Companc não conseguiu responder a Wilson, terminando 2,5 segundos atrás do britânico.Manfred Stohl acabou por se atrasar e cair para trás dos dois pilotos dos Focus semi-oficiais devido aos problemas de embraiagem que sentiu no Citroën Xsara da OMV Kronos, recuperando algum terreno, mas não o suficiente para evitar terminar no sexto lugar.
Para o Frederico Villagra, companheiro de equipa de Perez Companc, o sétimo lugar significou o melhor resultado de sempre da carreira do sul-americano, recém promovido do Grupo N.
Apesar de, contrariamente a Gronholm, Sebastien Loeb ter podido regressar à prova ao abrigo do regulamento superally. O francês ainda ganhou quatro classificatuvas, mas acabaria por abandonar devido a problemas de pressão de óleo do seu C4 WRC na penúltima especial. Este resultado significa que Gronholm mantém quatro pontos de vantagem na frente do campeonato quando faltam apenas dois ralis para o final da temporada.
Para a Subaru foi o pior rali, com os três Impreza a abandonarem no segundo dia. Tanto Chris Atkinson como Xevi Pons se despistaram, enquanto Petter Solberg ficou com a caixa de velocidades do seu carro encravada em sexta numa ligação. O carro de Atkinson estava muito estragado para regressar ao evento, mas Solberg e Pons utilizaram o sistema superally para terminarem, respectivamente, em 17º e 37º.
Com tantos WRC em apuros, o japonês Katsuhiko Taguchi conseguiu terminar em oitavo, com o seu Mitsubishi de Group N, à frente dos dois primeiros classificados do «Mundial» de Produção, Gabriel Pozzo e Armindo Araújo, que infelizmente seria posteriormente desclassificado, por irregularidades no seu Mitsubishi.
Retirado de MotorOnline

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sábado, outubro 27

IRC: Vouilloz vence Valais e Ojeda o título

A participação da Peugeot Sport España no Rally de Valais (Suiça) foi um êxito total. Colocou os seus pilotos nas duas primeiras posições e garantira tanto o título de marcas, como o de pilotos.
Os pilotos da Peugeot Espanã rodaram a um ritmo superior aos rivais, e com o abandono de Andrea Navarra, com o motor partido na última etapa, "entregou de bandeja" o título a Enrique Garcia Ojeda.
A vitória no entanto foi para Nicolas Vouilloz que se superiorizou por 6,5 segundos ao colega de equipa, que após o deslize de Navarra decidiu "levantar o pé" nas últimas especiais. Na terceira posição ficou Umberto Scandola, a 18,9 segundos, que travou uma luta final intensa com Freddy Loix superiorizando-o por 1 segundo.
Surpreendentemete, Luca Betti levou o Honda Civic da classe R3, á quinta posição final, obtendo a melhor classificação desta viaturas na presente temporada.
Apesar de matematicamente ainda ser possível a Nicolas Vouilloz ser campeão, é esperada a ausência da equipa espanhola no Rali da China, pois os títulos principais já estão decididos.

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sexta-feira, outubro 26

Armindo vence troço do WRC

Histórico, Memorável e Brilhante são alguns dos adjectivos que encontro para descrever o feito de conseguir vencer uma especial do campeonato do mundo com uma viatura de Produção.
Armindo Araújo é uma das figuras da prova do Rali do Japão, pois venceu a Super Especial de Obihiro 1 com 1,35 quilómetros, acabando na frente de Dani Sordo, Sebastien Loeb e Mikko Hirvonen. Quando toda a gente pensava tratar-se de algum erro informático, ou equívoco, heis que volta a fazer um quinto à geral, na mesma especial a 1 segundo de Xavi Pons.
Não sendo um facto inédito (pelo menos relembro-me da vitória de Alain Oreille com um Renault 5 GT Turbo Grupo N em 1989 na Costa do Marfim) há muito que um concorrente não o conseguia. Tal feito, deu-lhe direitos de transmissão no resumo oficial do Eurosport.
A seguir à especial, Armindo afirmou que sendo a especial de asfalto, com riscos menos elevados decidiu atacar, e que reconhece que alguns elementos dos WRC's decidem não arriscar neste tipo de troços, no entanto não deixa de ser meritório.
Entretanto e decorrida a primeira etapa do PWRC, Armindo Araújo está na terceira posição, atrás de Fumio Nutahara e Gabriel Pozzo, ambos em Mitsubishi, a pouco mais de 1m 10s.
Tal como na Nova Zelândia, um problema no diferencial traseiro na 4ª especial, fez o piloto perder quase 1 minuto, mas depois de reparado o problema Armindo voltou ao seu ritmo.
Não tendo uma prestação em estrada tão convicente como nas super especiais, Armindo teve a sorte do seu lado e subiu na classificação graças a problemas com Patrik Flodin, Toshi Arai e Juho Hanninen.
A prova continua esta noite (dia 2 no Japão), mas seja qual for o resultado o português já entrou no quadro de honra da prova.

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Volkswagen no WRC com o Scirocco?

A revista Motorsport News publicou um artigo onde refere que a Volkswagen planeia construir um “World Rally Car” baseado no VW Scirocco, com a marca alemã a planear o abandono do seu programa de ralis Todo-o-Terreno em detrimento dum programa no WRC.
Caso se venha a confirmar, não deixa de ser uma opção estranha, pois como se sabe o WRC está prestes a entrar numa fase de transição não se sabendo muito bem ocmo irão ficar as regras a partir de 2009, pelo que uma entrada no panorama actual dos ralis mundiais seria no mínimo estranho…a não ser que seja no IRC, aqui sim, há cada vez mais marcas a pretender dar o salto.
Relativamente à VW, apesar do sucesso alcançado no Todo-o-Terreno, falta ainda a cereja no topo do bolo, leia-se a vitória no Dakar, e terá sido mesmo a fraca prestação da VW no último Lisboa-Dakar que terá despoletado a decisão.
A VW revelou o Concept “Iroc” no Salão de Berlim no último verão como possível substituto do Scirocco, que cessou produção no início de 1990.
Recorde-se que Kenneth Eriksson alcançou a única vitória da VW no Mundial de ralis, com a vitória no Rali da Costa do Marfim em 1987, aproveitando o facto dos grandes favoritos Toyota, Nissan e Audi terem ficado pelo caminho.
Retirado de Autosport

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quinta-feira, outubro 25

Rali Serra do Cadeirão abre fase de asfalto a sul

Cinco meses após o arranque do novo Challenge VSH Sul, disputa-se o Rali Serra do Caldeirão, segunda prova pontuável deste troféu. O Rali organizado pelo Clube Automóvel de Loulé disputa-se em pisos de asfalto e é constituído por 4 provas especiais, resultantes das duas passagens pelos troços de São Brás de Alportel e Loulé Concelho, totalizando 41,10 quilometros cronometrados.
A prova é reservada apenas a veículos sem homologação, e ao contrário do habitual em provas regionais, disputa-se em dois dias. O primeiro é reservado a reconhecimentos e verficações, e o segundo para a prova, que se desenrola entre as 9:30 e as 13:00.
Com uma lista de inscritos interessante, sobressalta logo o nome de Ricardo Teodósio, que acompanhado por Pedro Conde disputará a prova com um Ford Escort Cosworth e, com naturalidade, principal candidato à vitória. Há que contar com a forte oposição da equipa Luís Mota / Ricardo Domingos, que actualmente lideram o Challenge com o Mitsubishi Lancer EVO IV, para além de um lote interessante de pilotos com veículo de tracção total, como Pedro Charneca, Nuno Pinto, António Lampreia, Paulo Nascimento e Bruno Andrade.

Com viaturas de tracção dianteira, regressam alguns especialistas em asfalto, que normalmente efectuam provas muito interessantes. A referência aplica-se às equipa Eduardo Valente / João Lelo em Renault Clio Williams, e a Luís Nascimento / Carlos Caliço em Opel Corsa 2.0. A juntar a este lote de concorrentes, há que contar com Rui Coimbra / José Dieguez em VW Golf GTi, que apesar da época acidentada, demonstram créditos em provas de asfalto. Existe alguma expectativa quanto à performance de Gil Antunes, em Opel Astra GSi, e também de Viana Martins com Kadett GSi.

Entre as restantes categorias, a salientar o confronto directo pela classe I entre Marco Gonçalves, Pedro Correia e Carlos Marreiros, e o regresso da disputa da classe III, com Augusto Páscoa e Luís Reis, em Renault 5 e 11 Turbo, respectivamente.

O Rali Serra do Caldeirão marca o regresso à organização de provas de estrada do Clube Automóvel de Loulé, após um ano de interregno, com uma prova nova num desafio que se espera bem sucedido. De entre os elementos que compõem a Organização, salta à vista o nome de Luís Caramelo, que desempenha as funções de Presidente do Colégio de Comissários Desportivos.

A prova marca o arranque da fase de asfalto a sul, com o regresso às estradas da Serra do Caldeirão. Poderá acompanhá-la a partir do site oficial: http://www.rali.ca-loule.com/

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CNR: Novas Regras no SuperRally

Segundo o site RalisOnline, as regras do SuperRally no Campeonato Nacional vão sofrer algumas mudanças. Apesar de não existir confirmação oficial sobre as mesmas, a maior mudança refere-se à classificação de um rali, onde contará a classificação final, e não por etapa, como aonteceu este ano. Aos concorrentes que abandonem uma etapa e regressam no regime SuperRally será aplicada uma penalização temporal, à semelhança do que acontece no mundial de ralis.
Deixará de existir confusões quanto às pontuações finais, nomeadamente com a polémica do melhor classificado poder não ser o mais pontuado, e um concorrente que abandone numa etapa pontuar mais que os cumpridores da totalidade do rali. Mas voltamos ao problema das penalizações aos concorrentes incumpridores por etapa - relembro que existiram casos de concorrentes que não cumpriram etapas obterem melhores cronometragens, a partir de penalizações, do que os cumpridores, que normalmente fecham o pelotão. O exemplo mais óbvio residiu nos Ralis de Portugal de 2005 e 2006.

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quarta-feira, outubro 24

Clip do Tour de Clássicos

Clip com algunas dos melhores momentos do Tour Portugal Espanha Classicos 2007

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Portugal de fora do WRC em 2008

No que ao Mundial de Ralis diz respeito, o Conselho Mundial da FIA de hoje produziu um conjunto de decisões relativas a 2008 e 2009, a mais significativa das quais, embora já fosse esperado, a ausência do Rali de Portugal do calendário do Mundial de Ralis em 2008.
O campeonato terá 15 provas, e contempla a entrada dos ralis da Jordânia e o regresso da Turquia, com a saída do Rali de Portugal, Noruega e Irlanda, provas que entraram ou regressaram em 2007.
Para além disso, o Conselho Mundial decidiu que as Etapas passarão a ser conhecidas como Dias, pelo que o que era designado por Etapa 1, agora passa a ser Dia 1. De forma a que exista mais equidade na competição, a ordem de passagem na estrada passa a ser ordenada de acordo com a classificação do rali, ao contrário do que sucedia até aqui, que era com a ordem de classificação no Mundial. Para além disso, no final do derradeiro dia de prova, e antes do pódio final, existirá um parque de assistência de 10 minutos, como “atracção”.
Para 2009 estão previstas mais duas alterações. A exemplo do que sucedeu no Rali de Portugal até 1994, as provas poderão passar a ser mistas, com a obrigação do mesmo tipo de piso ser utilizado em dois dias consecutivos. Para maior flexibilidade, a quilometragem máxima das especiais será alargada de 360 para 400 quilómetros.
Uma nota informativa, consiste na presença no calendário do PWRC a 19 a 21 de Setembro do Rali da Austrália, prova que não se insere no WRC. Curiosamente, estava previsto o regresso da prova australiana esta temporada, no entanto, o grupo I-METT responsável pela oganização da prova anunciou que atrasos imprevistos impedem a sua realização.
Infelizmente, e à semelhança de anos anteriores a passagem da prova para o sul do país, encheu de regozijo os seus críticos, que já vieram demonstrar a sua satisfação pela saída da prova do mundial de ralis.
Alterado de AutoSport

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terça-feira, outubro 23

9º Tour Espana-Portugal Classics

Decorre durante a presente semana, mais um evento ligado a competição motorizada, nomeadamente o 9º Tour Espana-Portugal Classics, organizado pela Federação Andaluza. Pela primeira vez usa esta designação, pois apesar da prova ser espanhola, partiu este ano desde Vilamoura, e contou com a colaboração do ACP Sport.
A prova que é considerada uma das mais elitistas e exclusivas a nível mundial conta com um leque impressionante de viaturas que concorrem em duas categorias – Regularidade e Competição. As verificações técnicas decorreram na Marina de Vilamoura no passado domingo, e contaram com alguma público, apesar do dispositivo de segurança que impedia o contacto directo com viaturas.
Oportunidade única de ver viaturas raras, muito bonitas e extremamente caras, com manutenção muito dispendiosa. Entre os diversos veículos presentes estavam um Ford GT40, um Porsche 906, Shelby Mustang, Mustang GTA, AC Cobras, Alpines Renault, Lancia Fulvia, Ferrari Daytona, o Ferrari 250 GT, o Ferrari 330 GTC, Lotus Elan, um magnífico Corvette Sting Ray,TVR Griffith de 1965, alguns Porsche RSR… Enfim, um conjunto de veículos que fazem parar o trânsito, e que só estão ao alcance de alguns previligiados. Para além dos veículos, também existiam alguns nomes interessantes, como a presença de Tiago Monteiro, Miguel Pais do Amaral, ou mesmo António Sainz (irmão de Carlos) entre os inscritos.
A primeira etapa decorreu na Serra de Monchique, percorrendo alguns troços conhecidos de ralis. Excepcionalmente, fechado ao trânsito, a prova contava com três especiais para todas as viaturas – Picota, Foz do Farelo e Portela da Víuva. Não tendo conhecimento de como se processava estrutura desta prova, a curiosidade e acima de tudo o facto de contactar directamente com estas viaturas fizeram-me equacionar a possibilidade de acompanhar esta prova ao vivo.
A ausência de informação sobre esta prova entre os meios de comunicação nacional, nomeadamente pela net, também ajudou a que passasse um pouco despercebida. A Serra de Monchique estava desértica, sendo a prova presenciada por um grupo animado, com poucos elementos – eu, Zé Correia, PP, a simpática Diana, o Nuno, a que se juntou mais tarde o João Luz.
Quanto à prova, foi… uma verdadeira desilusão. A escolha recaiu sobre o gancho do Chilrão na esperança de algum espectáculo. Os concorrentes passavam muito devagar, as passagens eram muito espaçadas, com alguns momentos mortos (foi ajudada por um acidente que neutralizou a primeira especial), já existiam muitos abandonos, e a lista de inscritos divulgada não correspondia à actualizada. Salvaram-se as belas máquinas, e acima de tudo o barulho de arranque das mesmas… tais como o Daytona, o TVR e o AC Cobra de Competição.
O melhor do dia foi o convívio, que terminou com um belíssimo almoço, acompanhado com muito boa disposição e histórias, muitas histórias.
A prova continou hoje ainda em território português, mas segue nos próximos dias para Espanha, com especiais em Huelva, Sevilha e Jerez.
Link com informação e fotos portuguesas, e site oficial.

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segunda-feira, outubro 22

Sá vence e celebra o Deca

Terminou o Campeonato de Ralis Coral da Madeira 2007, com a realização do Rali Moldebetão Faial e com a consagração de Vítor Sá como Campeão regional pela 10ª vez.
Apesar de toda a competitividade que se esperava para esta prova, a verdade é que desde cedo os perseguidores de Sá começaram a atrasar-se irremediavelmente na classificação, tornando esta uma vitória fácil para o piloto da Sá Competições. A preparação para a prova nem começou da melhor maneira. Já contando com o seu Fiat Punto (apenas usou o da Grifone numa prova), o madeirense partiu o motor numa sessão de testes na semana da prova, o que lhe obrigou a arranjar nova motorização, que chegou atempadamente desde a Fiat Abarth.
Ao volante do carro italiano, nem foi preciso puxar muito dos galardões para ganhar alguma vantagem sobre os seus adversários, terminando a prova em 36 minutos, 31 segundos e 1 décima. Na segunda posição ficou o homem do rali e o homem do Faial, Miguel Nunes. Foi uma prova excelente, pautada por um andamento fortíssimo e que o levaria mesmo a vencer 2 classificativas.
O piloto da Olca Team, surpreendeu tudo e todos, teve no Peugeot 206 S1600 um bom aliado e terminou a uns escassos 11,3 segundos do vencedor, Vítor Sá.
No lugar mais baixo do pódio terminou António Nunes, fazendo com que este seja um fim-de-semana muito positivo para a família, não tivessem conseguido os dois, um resultado excelente. António ficou a 15 segundos de Miguel.
Na quarta posição ficou o primeiro N tradicional e autor de um rali ao ataque, João Magalhães. O piloto do Mitsubishi Lancer Evolution IX não deu quaisquer hipóteses à "sua" concorrência e terminou com apenas 2 segundos sobre o 5º classificado, Alexandre Camacho. Foi um rali para esquecer, aquele que o jovem piloto da Olca Team teve no Faial. Além de uma penalização que o fez perder 10 segundos, há ainda que acrescentar o furo lento que o levaria a atrasar-se irremediavelmente na classificação.
Ponto positivo só se for o facto de ter-se sagrado campeão da classe S1600. A 1ª posição ficou a 51,8 segundos. Em 6º da geral e 4º entre os S1600, finalizou Aécio Anjo. O piloto do Citroën C2 S1600 encontra-se ainda em fase de adaptação à viatura francesa e espera-se melhores resultados para 2008. Aécio ficou a 1 minuto, 36 segundos e 1 décima de Vítor Sá.
Na 7ª posição ficou Rui Fernandes, numa prova em que não conseguiu acompanhar o ritmo de João Magalhães. O piloto natural da Camacha andou o que pôde mas não foi suficiente para subir mais alguns lugares na classificação geral. Num excelente 8º lugar terminou Elias Gouveia ao volante do ainda competitivo Mitsubishi Lancer Evo VII.
A dupla do C.D. Nacional ficou a 33,5s de Rui Fernandes. Na 9ª posição e 1º do Rafael Costa finalizou João Ferreira. A dupla mais carismática da PSP termina o ano com um excelente resultado. A fechar o Top10, João Ricardo conseguiu manter a posição conquistada ontem e ficou a 2,19,3s de Vítor Sá. Na Rafael Costa e na competição dedicada aos C2, João Ferreira superiorizou-se a João Moura por 5,2 segundos.
Na Júnior foi João Moura o vencedor, terminando a temporada com mais uma vitória no campeonato em que já se sagrou campeão nesta temporada. Nos Saxo, Bruno Coelho terminou da melhor maneira depois de uma época de azares e arrecada a vitória num excelente fecho de temporada.
Nos Yaris, André Silva venceu, seguido por João Nóbrega a 16.7 segundos. Nos Starlet, primeira vitória para Ricardo Gonçalves que impôs-se por mais de 2 minutos a Carlos Gonçalves. Nas senhoras, mais uma vitória para Isabel Ramos, ficando Joana Fernandes a 2 minutos, 44 segundos e 9 décimas.
Texto alterado de Ricardo Baptista - Supermotores

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Jean-Joseph é campeão europeu

O francês Simon Jean-Joseph recuperou o título de campeão europeu que já havia obtido em 2004 ao terminar na segunda posição o Rallye d’Antibes, última prova do Campeonato da Europa que ontem terminou. Contudo, a certeza absoluta relativamente à conquista do título só surgirá depois de resolvido o apelo que Renato Travaglia tem pendente relativo à sua desclassificação na Grécia.
O piloto da Citroën limitou-se a controlar aquele que era o seu maior adversário, Volkan Isik, e exactamente por isso Renato Travaglia não teve quaisquer dificuldades em colocar o seu Fiat Punto S2000 bem isolado na frente, a mostrar que, não fosse as desclassificações na Madeira e Grécia, teria conquistado o ceptro.
O título do piloto da Martinica ganha ainda maior relevo quando obtido com C2 S1600 e C2 R2 numa época em que a concorrência esteve equipada com viaturas muito mais competitivas. Vice-campeão, o turco Isik quedou-se pelo posto mais baixo do pódio em França numa prova marcada pelas más condições climatéricas e em que a primeira passagem pelo Col du Turini teve de ser feita em ligação devido à presença de gelo.
Retirado de Autosport

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quinta-feira, outubro 18

Clip Rali de Castro Marim

Infelizmente, a saída da Mediaplano das coberturas do Campeonato Regional Sul deixou os concorrentes sem filmagens, pelo menos a nível oficial. Desde Martinlongo que não existem filmagens e salvo raras excepções, como o Nuno Fontaínhas e o Marco Gonçalves, com respectivas equipas que disponibilizam alguns "bonecos", o regional fica sem audiovisual.
Desta vez, e pela segunda prova consecutiva fiquei-me pela função de controlador, o que me impedia de captar imagens. A solução foi avançada pela família Correia, que disponibilizava o seu elemento feminino - Susana Correia, que normalmente é apenas espectadora, para captar as imagens.
A solução foi de recurso, mas o resultado está à vista. Não sendo uma Sofia Coppola, deu o seu melhor e permite mostrar os "grandes andamentos" que hoje se passam no regional.
Infelizmente, não existem filmagens dos concorrentes que andam na parte de trás do pelotão. Na primeira passagem, a paragem de prova, com passagem tardia induziu em erro, a camerawoman. Da segunda foi a bateria de máquina que não aguentou tanto trabalho.
Os sinceros agradecimentos à Susana, que quem sabe, passará a efectuar a cobertura do regional.



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Córsega: Loeb e... mais Loeb.

Mais um Rali do Mundial de asfalto e mais uma vitória de Loeb. Sem apelo nem agravo o francês está cumprindo o prometido, atacar o máximo possível e assimilando pontos que possibilitem anular a desvantagem para a liderança do mundial.
Na Córsega, apenas há a registar a liderança de Gronholm nas 4 primeiras especiais (que na prática são três pois a primeira foi anulada), até que Loeb acordou... assumiu a primeira posição, e mais não fez que acumular tempos, vitórias em especiais e controlar os tempos intermédios.
Marcus Gronholm fez o que pode. Andou o máximo na frente, e pela positiva conseguiu a segunda posição, minimizando os dandos. Nunca o piloto finlandês andou tão rapidamente em asfalto.
Dani Sordo não conseguiu repetir o resultado da Catalunha. Perdeu muito tempo para os dois primeiros, fruto de uma escolha menos acertada de pneumáticos, e na última etapa quando decidiu atacar a segunda posição, fez um pião que lhe custou um "punhado" de segundos e inviabilizou o seu ataque.
Preparadíssimo para a próxima temporada está Jari-Matti Latvala. O finlandês que já mostrou atributos nas provas de terra, agora também decidiu puxar dos galardões e fazer uma exibição de registo no asfalto, batendo claramente Petter Solberg e mostrando aos "homens fortes da Ford" que está à altura do serviço (principalmente agora que se falava de Duval para piloto de asfalto da Ford em 2008).
Petter Solberg acabou na quinta posição, mostrando um pouco mais do que nas jornadas anteriores. Protagonizou uma animada luta com Latvala, mas faltou uma última especial de ataque para superiorizar-se. Logo atrás aparece Chris Atkinson, mas a mais de um minuto de diferença.
O checo Jan Kopecky volta aos lugares pontuáveis, ao levar o Skoda Fabia WRC à sétima posição. Depois do despiste aparatoso na Catalunha, a córsega serviu de tâlisma para o checo que "espreme" ao máximo o Skoda para obter resultados.
Xavi Pons fecha o lote de pilotos com lugares pontuáveis com o Subaru Impreza WRC. O espanhol teve o sétimo lugar na mão, mas um furo na segunda etapa o obrigou a mudar o pneu dentro de classificativa perdendo muito tempo.
Destaque para o abandono de François Duval no final da segunda etapa, com problemas mecânicos no Citroën Xsara WRC, quando ocupava a quarta posição. O piloto não consegue repetir a exibição da Alemanha, e apesar de apareceram já alguns sentimentos de desilusão já conseguiu lugar para o Rali da Irlanda.
Nota final para a aparição de algumas viaturas S2000, com destaque natural para o espahol Dani Solá, que levou um Peugeot 207 S2000 à décima posição final.
A três provas do final, quatro pontos separam Loeb e Gronholm. Com três provas pelo meio - duas de terra e uma de asfalto, é no Japão que se joga a próxima cartada.

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quarta-feira, outubro 17

JWRC - Andersson é bi-campeão

Per-Gunnar Andersson tornou-se, este fim-de-semana, no primeiro piloto a conquistar duas vezes o título do Campeonato do Mundo de Ralis Júnior.
O piloto da Suzuki, que emergiu Campeão pela primeira vez em 2004, repetiu este ano a façanha, batendo o seu colega de equipa, Urmo Aava, na derradeira prova da época 2007, o Rali de França.
O piloto sueco apostou na segurança e fez uma prova controlada, terminando na quarta posição da classificação reservada aos concorrentes do JWRC, um resultado que foi mais do que suficiente para lhe garantir a cobiçada coroa. Além de um furo no segundo dia, Andersson não enfrentou qualquer outro problema ao longo do fim-de-semana e o seu Suzuki Swift Super 1600 demonstrou mais uma vez uma fiabilidade sem paralelo.
Para Urmo Aava, que chegou a França com a mesma pontuação de Andersson, o Tour de Corse foi uma prova madrasta. O piloto da Suzuki estava a bom ritmo quando a entrada mal calculada numa curva na SS8 o lançou para fora de estrada, obrigando-o a abandonar a corrida e a perder qualquer hipótese de conquistar o título. Ainda assim, completou a época 2007 na segunda posição da tabela classificativa e assegurou uma espectacular dobradinha para a Suzuki Motor Sport.
Com um total de quatro vitórias (três de Andersson e uma de Aava) em sete possíveis, a Suzuki foi novamente o construtor mais bem-sucedido no JWRC e este resultado foi uma enorme recompensa por todo o trabalho feito desde que entrou pela primeira vez nesta competição, em 2002.
Retirado de Motores Magazine

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Estreia sombria da Suzuki

O Rali da Córsega marcou a estreia no WRC da equipa Suzuki com o seu SX4. A dupla escolhida para representar a marca japonesa, foi Nicolas Bernardi / Jean Marc Fortin, e a expectativa em torno da sua presença era grande, principalmente em termos comparativos com os restantes elementos do pelotão.
O resultado não foi muito positivo, apesar das diversas declarações dos responsáveis da equipa declararem que foi uma prova muito frutífera.
Analisando objectivamente os resultados, o Suzuki SX4 andou sempre abaixo dos dez primeiros, e nota-se estar uns furos abaixo da concorrência, mas pior aparenta ser a sua fiabilidade, pois abandonou nas três etapas.
No primeiro dia, durante a quarta especial de classificação o motor da viatura, subitamente, perdeu potência. Oficialmente, apontavam como causa o acendimento da luz de excesso de água no motor. Os mecânicos comprovaram que se tratava de fluído hidráulico e não de água permitindo o seu regresso à prova.
No segundo dia, um injector partido comprometeu a continuação em prova, e para acabar, na última etapa foi a vez da caixa de velocidades não colaborar.
Ainda existe muito trabalho pela frente, mas os primeiros indicadores não são de todo positivos. Valha-lhes a boa disposição de Nobuhiro Tajima, que encontra sempre algo positivo quando as coisas correm mal.
A título de curiosidade, o simpático japonês que ostenta a alcunha de "Monster" Tajima venceu o Pikes Peak deste ano com um Suzuki Gran Vitara Hill Climb Special.
Deixo este video da sua performance.

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segunda-feira, outubro 15

Merceano vence Castro Marim e assume liderança a Sul

A dupla José Merceano / Francisco Pereira em Mitsubishi Lancer EVO IV averbou uma saborosa vitória no Rali de Castro Marim, fechando com chave de ouro a fase de terra do Regional Sul.
Antevia-se uma prova muito disputada, e as expectativas não foram defraudadas. Com um nível cada vez mais competitiva, a primeira especial foi prova disso, com os cinco primeiros classificados separados por 10 segundos de diferença. José Neves e José Jesus entraram ao ataque e assumiram, pela primeira vez esta temporada a liderança de uma prova do regional, mas tinham a armada dos EV IV muito próximos. A segunda especial foi ganha pela equipa Luís Mota / Ricardo Domingos, que se superiorizou a José Merceano por apenas 6 décimas de segundo. A primeira parte da prova estava percorrida, e tinham José Merceano na liderança com Mota a 1,9 segundos.
A segunda secção foi decisiva no resultado final, com José Merceano a retirar 11 segundos à primeira passagem na classificativa de Odeleite (3ª PE), assumindo uma vantagem preciosa à partida para a última especial. Luís Mota, que havia vencido o Rali de Murça na véspera, vendeu cara a sua participação nesta prova. Nos quilómetros finais sofreu um despiste, que deixou a viatura fora de estrada, sem possíbilidades de retomar a prova. Com este desfecho, Luís Mota e Ricardo Domingos ficam arredados da luta pelo título.
A segunda posição ficou na posse de José Neves / José Jesus, que voltam às boas exibições depois de duas provas sem terminar. A equipa do Ford Escort Cosworth entrou com o pé direito na prova, mas perderam muito tempo nas duas passagens pela especial do Azinhal. Beneficiando do abandono de Mota, repetem a classificação de Martinlongo.
A fechar o pódio, Nuno Pinto e João Luz fizeram uma prova em recuperação. Perdendo mais de um minuto com um furo na segunda especial, a dupla do Team Ralis a Sul efectuou um forcing final notável, recuperando desde a nona posição até ao terceiro lugar. Foi uma bela prenda de aniversário para João Luz, que cumpria 37 anos.
Após cinco abandonos consecutivos, Nuno Fontaínhas e Márcio Pereira, em Ford Sierra Cosworth, têm razões para manifestarem satisfação. Mesmo com um furo que os fez perder mais de 50 segundos, a dupla voltou às boas exibições, e conseguiu o seu melhor resultado no regional, o quarto lugar à geral.
Fazendo do seu estandarte a regularidade, António Lampreia e Pedro Macedo em Ford Escort Cosworth tiveram uma prova isenta de erros e ficaram pela quinta posição, somando mais 13 pontos, sendo a única cifra que conhecem esta temporada.
Na sexta posição Gil Antunes / Rui Alves, em Opel Astra GSi, venceram entre os concorrentes com duas rodas motrizes. A dupla centrista chegou a ocupar o quarto lugar, mas a última especial não correu de feição, e foram ultrapassados por alguns concorrentes em 4x4 . No entanto, tiveram um exibição fulgurante, e mesmo os abandonos dos rivais directos não retiram mérito à sua performance.
A sétima posição ficou entregue a Bruno Andrade / Ricardo Barreto, que cada vez mais rápidos, voltam a contar com a fiabilidade do Subaru para ascender à terceira posição do campeonato. Ainda com hipóteses de lutar pelo título absoluto, esta dupla constituiu a principal surpresa do regional, e seja qual for o resultado final, será uma grande vtória.
A oitava posição ficou entregue à equipa Paulo Nascimento/Osvaldo Maio, que na estreia do novo Ford Escort Cosworth, não teve uma prova fácil, ficando aquém dos seus intentos.
No nono lugar, Vasco Tintim e Pedro Silva, em Peugeot 205 GTi, efectuaram uma prova digna de reisto, vencendo a classe I reservada a viaturas abaixo dos 1.600 cc, acumulando a segunda posição na Divisão I. Seus principais rivais Marco Gonçalves / Pedro Arroja tiveram uma prova complicada, com a sua viatura a exibir problemas com suspensão e transmissão.
A fechar o top ten, os terceiros classificados das duas rodaz motrizes, Viana Martins / Paulo Costa não tiveram um prova fácil, pois alguns problemas com o Opel Kadett impediram-no de obter um resultado melhor.
A equipa Alexandre Ramos/Carlos Ramiro em Citroën AX GTi, venceram a Promoção, levando a melhor sobre Pedro Correia/Vítor Graça em AX Sport, que com a segunda posição voltam a ascender à liderança da Promoção, graças ao maior número de vitórias. Mesmo com alguns problemas eléctricos no Opel Corsa, Filipe Baiona / Pedro Inácio acabaram na terceira posição, somando preciosos pontos que o permitem chegar à última prova em igualdade pontual com o líder.
No final alguns concorrentes apresentaram queixas sobre o limite de tempo dado pelo organização entre especiais. Os vários furos devido piso duro do traçado, fizeram com que algumas equipas tivessem que efectuar ralis, dentro do rali. Os maiores prejudicados com esta situação foram José Correia / Nuno Lorena, em BMW 325 IX, que penalizaram duas vezes no mesmo troço, devido a dois furos.
Logo no início, a prova perdeu alguns dos principais intervinientes, principalmente entre os duas rodas motrizes. Os líderes do campeonato Pedro Duarte / João Bento, em Peugeot 205 GTi, não evitaram uma saída de estrada que promoveu o seu abandono. Os vencedores da época passada, João Monteiro / José Teixeira abandonaram na segunda especial com problemas mecânicos no Seat Ibiza. Em maré de azar continuam Rui Coimbra / José Dieguez, que desta feita viram uma roda do VW Golf saltar na primeira especial.
Presença habitual no Rali de Castro Marim, Vítor Santos, acompanhado por Filipe Carvalho, abandondou com o turbo do Ford Sierra Cosworth partido. O piloto que, no dia anterior, havia participado no Rali de Murça, não conseguiu repetir o resultado da temporada passada.
Os maiores azarados do Rali foram Rui Claudino e Vítor Cabrita, que no regresso ao regional, após um quilometro de prova capotaram com o Opel Kadett GSi, levando a que a prova fosse momentaneamente interrompida.
Uma referência para a cerimónia da entrega de prémios, cujos presentes foram, literalmente, vítimas de um ataque de mosquitos. Os pequenos insectos decidiram deixar a sua marca nos concorrentes, numa versão insectívora do filme “Os pássaros” de Hitchcock.
O campeonato decide-se no Rali Casinos do Algarve, com vantagem clara para José Merceano, que leva 14 pontos de vantagem sobre Pedro Duarte e 15 sobre Bruno Andrade, bastando um 12ºlugar para revalidar o título alcançado em 2005. No entanto, a última prova do regional apresenta muitas variáveis que beneficiam Pedro Duarte, prejudicam José Merceano e, Bruno Andrade ainda terá uma palavra. A disputa durará até final.
Foto cedida por José Charata

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Rali de Murça - Luís Mota volta a vencer

Luís Mota e Ricardo Domingos venceram o Rali de Murça e alcançaram a terceira vitória da temporada no Open de Ralis. A dupla do Mitsubishi Lancer Evo IV está a dar-se muito bem com pisos de terra, ao contrário da concorrência que voltou a não estar particularmente feliz e deixou que o piloto do Cartaxo chegasse novamente ao triunfo que o coloca agora na liderança da classificação.
Pedro Peres e Tiago Ferreira terminaram a primeira especial de classificação com o melhor registo no cronómetro e a história do Rali de Murça apontava para mais um domínio da dupla do Ford Escort Cosworth. No entanto, logo na especial seguinte, o cenário mudou drasticamente pois um problema com o turbo e uma fuga de óleo no Escort atirou para o outro extremo da classificação a equipa da Peres Competições. O piloto do Porto ainda tentou resolver o problema na entrada para a terceira classificativa mas o abandono foi inevitável.
Com Peres fora de prova Luís Mota parecia ter a vida facilitada para calmamente controlar os directos adversários. Só que, na derradeira especial da manhã, também ele se viu a braços com um problema na transmissão e amortecedores e coube a João Ruivo terminar a primeira secção na liderança do rali. Com uma vantagem de trinta segundos sobre Mota, a dupla do Fiat Stilo MJ estava a três classificativas de conseguir a tão desejada vitória mas num dia em que os lideres não se deram muito bem nessa posição foi a vez da equipa famalicense abandonar. Na segunda passagem por Salgueiro/Garraia Ruivo e Alberto Silva viram as duas transmissões do Fiat ceder logo nos primeiros metros e Luís Mota, já com os problemas resolvidos e a «voar» baixinho, ficou em definitivo no comando do rali.
Com os principais candidatos aos lugares do pódio fora de prova e com o piloto do Mitsubishi sozinho na frente luta pelas posições seguintes acabaram por criar alguma expectativa. Isaac Portela que se queixou da falta de travões no Peugeot 206 numa das especiais aguentou a segunda posição que herdou logo no inicio da tarde mas sentiu as ameaças de Joaquim Santos e também Carlos Araújo que, por ter um numero elevado nas portas, passou despercebido aos homens que lutavam pelo pódio. Na cerimónia simbólica da chegada o piloto do Ford Escort foi dado como o terceiro da geral mas, e apesar de ter demonstrado que ainda não perdeu quaisquer faculdades para conduzir de forma espectacular o seu RS 1800 «ex-Diabolic» em pisos de terra, a verdade é que Carlos Araújo colocou no ultimo degrau do pódio o Mitsubishi Colt 4WD terminando mesmo a somente seis segundos do segundo classificado.
Vítor Santos/Filipe Carvalho com o potente Ford Sierra foram os quintos classificados na frente de dupla constituída por João Castela e André Carvalho que com o Citroen Saxo foram os sextos respectivamente. Casimiro Costa/Duarte Castro de regresso ao activo terminaram na sétima posição seguida do jovem João Barros Leite que levou o Skoda a um lugar entre os dez mais da classificação, grupo esse que ficou completo com as duplas Nuno Mateus/Vítor Hugo e Pedro Silva/Vítor Martins ambas aos comandos de um Fiat Punto HGT.
Texto de Nuno Castro no Sportmotores / Foto de Pregoafundo

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sábado, outubro 13

Peres tri-campeão dos Açores

Fernando Peres e José Pedro Silva venceram o Rali de Lagoa a renovaram o título Açoreano de Ralis, conquistando assim o terceiro título regional consecutivo.
A dupla continental precisava apenas de somar três pontos para garantir automaticamente o título, mas Fernando Peres desde cedo mostrou que vinha para vencer, vencendo as primeiras três classificativas, começando depois a gerir tranquilamente a vantagem, terminando com 47 segundos de vantagem para Luis Rego/Pedro Rodrigues, que terminando no segundo posto final garantiram o vice-titulo açoreano.
Rui Torres/Álvaro Ferreira completaram o pódio com o Lancer Evo IX, seguidos de Ricardo Moura/Sancho Eiró que venceram duas especiais com o Lancer Evo VIII.
Ricardo Carmo/Rodrigo Ávila foram os quintos classificados no Rali de Lagoa seguidos de Carlos Costa/Gilberto Carneiro, primeiros entre os concorrentes com viaturas de duas rodas motrizes com o Saxo S1600.
O título de Fernando Peres é obtido sem qualquer contestação, pois praticamente fez uma caminhada isolada nos Açores, sem adversários que se mostrassem capazes de contrariar o favoritismo do "forasteiro". Venceu os Ralis Ilha Azul, Sata Açores, Santa Maria, Ilha Lilás e agora o Rali de Lagoa.
Apenas falta disputar o Rali de Ribeira Grande, em São Miguel.
Texto modificado de Supermotores

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Uma história italiana

A expressão é do jornalista italiano Guido Rancatti e refere-se à situação que se vive no campeonato de ralis de Itália, que se explica assim: a federação local fez um calendário de 11 provas e «comprou» uma guerra com as marcas, que pretendem que a época seja mais curta. Solução? Juntaram-se todas e chegaram a acordo para nenhuma estar presente na última prova da época, o Rali de Como, reduzindo assim à revelia o calendário para 10 jornadas. Assim sendo, Giandomenico Basso (foto) sagrou-se virtual campeão em Sanremo (nona jornada) e piloto e equipa já celebraram o título.
A título de curiosidade, o Rally Costa Esmeralda, 10ª prova do campeonato, foi ganha por Piero Longhi em Subaru Impreza, seguido de Luca Rossetti (Peugeot 207 S2000) a 26,3 segundos e de Giandomenico Basso (Punto S2000) a 55,3 segundos.

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sexta-feira, outubro 12

Sainz com regresso esporádico aos ralis

Carlos Sainz fará uma curta pausa na sua presença no Todo o Terreno para regressar à modalidade que o celebrizou: os ralis. O anuncio foi feito por Sainz no decorrer do Rali da Catalunha.
O piloto madrilenho estará à partida do Rali Shalymar, prova que marcou a estreia de Sainz na provas de estrada em 1980. Já em 2006 Sainz tinha marcado presença nesta prova com um Porsche 911 como carro "0".
A presença no rali que aspira ascender ao campeonato de espanha de asfalto, será feita ao volante de um Skoda Fabia WRC da equipa de Jan Kopecky. Estando ligado ao grupo VW e escolha do Skoda é óbvia. Resta agora saber se isto não será o primeiro passo para mais ralis de Skoda... Sainz seria um bom "embaixador" para o Skoda Fabia S2000 que deve estar a surgir.
Texto de José António Marques - Sportmotores

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quinta-feira, outubro 11

Regional Sul na hora das decisões

Realiza-se no próximo fim-de-semana o Rali de Castro Marim, quarta prova do Campeonato Regional do Sul, última na fase de terra, que se pode revelar decisiva na aferição do próximo campeão.
Utilizando a estrutura típica de uma prova do regional, terá o seu desenrolar na integra no Domingo, 14 de Outubro, com reconhecimentos da parte da manhã e disputa das especiais na parte da tarde. As especiais de Odeleite e Azinhal já foram usadas em edições anteriores da prova, no entanto são percorridas em sentido inverso, totalizando 34,76 quilometros cronometrados.
Estão 31 concorrentes inscritos, e motivos de interesse não faltam para acomapnhar esta prova. A começar pela disputa do campeonato, que surpreendentemente tem na sua liderança Pedro Duarte, que com o Peugeot 205 GTi faz da rapidez e regularidade "machados de guerra". Os principais rivais Luís Mota e José Merceano têm outros argumentos, nomeadamente a nível de viatura, ambos em Mitsubishi Lancer EVO IV, mas abandonos em provas anteriores os fizeram atrasar na contenda. Tendo em conta que a última prova disputa-se no asfalto de Monchique, terreno manifestamente favorável a Pedro Duarte, necessitam de um bom resultado para acalentar aspirações ao título.
Numa prova, com variações abruptas de topologia, ora favorável aos tracção total, ora favorável aos duas rodas motrizes, não será de estranhar a presença de outsiders na contenda dos lugares cimeiros, como José Neves, Nuno Pinto ou Nuno Fontaínhas entre os 4x4, ou mesmo João Monteiro, Rui Coimbra e Gil Antunes com viaturas de tracção dianteira, estes últimos que tem efectuado exibições dignas de registo na disputa da Divisão I.
Também ao rubro está a Promoção que, com o abandono de Pedro Correia no Rali de Loulé, permitiu que Filipe Baiona em Opel Corsa ascendesse ao topo. O vencedor da última prova da categoria, Alexandre Ramos num Citroën AX GTi, também estará presente em Castro Marim.
Destaque para a estreia da dupla Paulo Nascimento / Osvaldo Maio no recém-adquirido Ford Escort Cosworth, que promete ser mais competitivo que o anterior. De regresso ao sul, e a Castro Marim, está Vítor Santos, com o mítico Ford Sierra Cosworth, que deu muitas alegrias ao ex-campeão regional João Fontaínhas. Depois das ausência em Loulé, a simpática equipa Paulo Jesus / Licínio Santos regressa com o Sierra Cosworth, assim como os pilotos da AP Racing, Augusto Páscoa e João Martins com o Renault 5 GT Turbo e Opel Ascona, respectivamente. Rui Claudino volta a ingressar com o Opel Kadett no regional, tendo a seu lado Vítor Cabrita, que navegou Paulo Nascimento nas primeiras provas do ano.
Pela negativa, há a registar as ausências de Pedro Charneca, Jorge Baptista e João Palma, habituais participantes do campeonato regional sul.
A primeira especial da prova, Odeleite, está prevista para às 14:45, e o término às 17:18, com centro nevrálgico próximo do Parque de Feiras de Castro Marim.

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quarta-feira, outubro 10

Catalunha: Madeira no pódio do Grupo N

A dupla Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva concluiu o Rali da Catalunha no terceiro lugar do Agrupamento de Produção. Um excelente resultado, tendo em conta as condicionantes com que os portugueses alinharam naquela que foi a 12ª prova do Mundial de Ralis. A dupla nacional beneficiou da desclassificação de Juho Hanninen por irregularidades no seu Mitsubishi (uma vez mais).
Apesar das vitórias conquistadas nas edições de 1994 e 1995 da prova espanhola, no Agrupamento de Produção, a dupla Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva tinha consciência que era impossível aspirar a um resultado idêntico. "Este ano só participámos no Rali de Portugal e há três que não fazíamos um rali em pisos de asfalto. Claro que isso ia ter reflexos no ritmo, para além do Mitsubishi Lancer Evo IX não ser dos mais evoluídos, bem longe disso, como o prova o facto de pesar mais 120 quilos do que os dos mais directos adversários".
Nesse sentido, o lugar final, "ainda que esteja de acordo com os objectivos que estipulámos, até acabe por superar algumas expectativas", admite Rui Madeira. "No primeiro dia, marcado pela ocorrência de chuva, as coisas correram bastante bem e fomos bastante competitivos. Na segunda etapa fomos vítimas de uma má escolha de pneus, mas na derradeira, com a opção por 'misturas' mais duras, voltámos a efectuar tempos entre os mais rápidos, o que nos deu bastante satisfação".
O futuro ainda é uma incógnita, mas o piloto de Almada não esconde o desejo de volta à competição com maior regularidade.
Alterado de Spormotores

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terça-feira, outubro 9

Concurso para captar navegadores

A promoção dos ralis é feita da várias maneiras: típicas, dispendiosas, por comunicados, em media, mas são as maneiras originais que atraem mais o comum espectador. Da Madeira vem mais um exemplo de como promover a modalidade, e possibilitar um contacto directo entre público e competidor:
"O piloto Filipe Bettencourt, em parceria com a Rádio Calheta, irá proporcionar a um calhetense a estreia no vertiginoso mundo dos ralis.
A ideia é simples, e passa por "seleccionar um dos muitos amantes dos ralis que o Concelho da Calheta tem, para se estrear na modalidade ao meu lado, já no Rali Open da Calheta", explica o piloto.
Bettencourt conta que a ideia nasceu da circunstância de "neste momento, o meu Citroen Saxo estar a ser alvo de uma profunda revisão para participar no Rali Open do meu Concelho, porque o meu objectivo é retribuir o apoio que os calhetenses sempre me deram ao longo da minha carreira".
Vai daí, e porque "eu também já tive esse grande sonho que era me estrear nos ralis, decidi que uma das formas de retribuir esse carinho da população da Calheta, era proporcionar esse sonho a mais alguém do Concelho", adianta.
A selecção do eleito será feita por fases. Para já, e até ao dia 20 de Outubro, os interessados deverão formalizar a sua inscrição nas instalações da Rádio Calheta, no Edifício Onda Parque (em frente ao Hotel Calheta Beach), fazendo-se acompanhar do respectivo Bilhete de Identidade e Carta de Condução, para uma espécie de “Verificação Documental”.
A segunda fase passa por transmitir aos candidatos as noções inerentes à função de co-piloto, seguindo-se um pequeno teste que será realizado a bordo de uma viatura do dia-a-dia. Desse teste, sairão os cinco candidatos que Filipe Bettencourt considerar que reúnem mais talento para uma espécie de final, já a bordo da viatura de competição, onde será escolhido o felizardo que, sem custos, irá cumprir o seu sonho.
Os detalhes dessas etapas serão divulgados na Rádio Calheta, pelo que os candidatos terão de estar atentos às emissões daquela estação.
Paralelamente, Filipe Bettencourt tem já planeadas algumas iniciativas para "levar os ralis ainda mais ao encontro da população do Concelho, nomeadamente àquelas pessoas que, por mais que quisessem, não poderiam concorrer à estreia como co-piloto. Falo, naturalmente, da juventude e dos menos jovens. Assim, este projecto torna-se mais abrangente, e chega a muito mais pessoas".
O Rali Open da Calheta, agendado para o mês de Novembro irá, assim, apadrinhar a estreia de mais um praticante da modalidade.
Texto Modificado do Ralis Net

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ERC: Volkan Isik vence Elpa Rally

Volkan Isik, piloto oficial da Fiat Turquia, venceu o 32º Rally Elpa, na Grécia, prova pontuável para o Campeonato Europeu. O turco do Fiat Punto S2000 levou a melhor sobre o Mitsubishi Lancer de Renato Travaglia, por 1:28,8, enquanto Simon Jean-Joseph colocou o C2 S1600 logo atrás a 3:33,8 de Isik, vencendo o agrupamento e Turismo, e a classe das viaturas de duas rodas motrizes.
Mas num volte face, após as verificações finais os comissários técnicos decidiram excluir Travaglia ao verificar que a montagem do diferencial traseiro do EVO IX não estava conforme o regulamento. Esta é a segunda exclusão do piloto italiano, já que na Madeira havia sido excluido devido a irregularidades no turbo da viatura. Curiosamente nesta prova do europeu, Travaglia voltou ao Lancer, após ter usado o Punto S2000 no Barum e em Sanremo.
Após a exclusão de Travaglia, Simon Jean-Joseph ocupou a segunda posição, enquanto que o polaco Michal Solowow ascendeu ao terceiro lugar com o Punto S2000, a 3:51,2 do vencedor.
Após a ronda grega, Enrique Garcia Ojeda mantém a liderança do Europeu com 51 pontos, seguido de Jean-Joseph e Isik empatados com 48 pontos, enquanto Travaglia mantém os 46 pontos.
Falta apenas disputar o Rally Antibes Cote D’azur que decidirá o título europeu.

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segunda-feira, outubro 8

WRC: Loeb, El Matador

A dupla da Citroën Sport, Sebastien Loeb e Daniel Elena, somaram mais um triunfo à sua carreira, o terceiro consecutivo no Rali da Catalunha, e mostrou-se uma vez mais imbatível em provas de asfalto.
Sebastien Loeb voltou a mostrar porque razão é considerado “alvo a abater” em provas de asfalto. Apesar de ter sido batido nas primeiras especiais por Gronholm e por Dani Sordo, desferiu fortes ataques nas especiais mais longas e em que as condições eram mais dificéis, com pisos escorregadios graças à chuva que havia caído. Foram mais de 20 segundos para o seu companheiro, e 30 para Gronholm, e no final da primeira etapa já podia controlar o andamento dos principais rivais.
Dani Sordo fez o papel que lhe competia, o de ficar atrás do chefe de fila e “roubar” pontos ao principal rival – Marcus Gronholm. Contando com o forte apoio da afficion, Sordo chegou mesmo a comandar a prova, pela primeira vez na sua carreira. Mas foi uma liderança rápida, que apenas durou uma especial. Depois de ultrapassado por Loeb, manteve um andamento muito vivo, por vezes chegava a bater o francês, mas sempre com uma margem de “segurança” para que não arranjasse incómodos.
O líder do mundial, Marcus Gronholm, fechou o pódio, mas efecutou uma exibição muito positiva, para quem tem dificuldades neste tipo de pisos. O finlandês foi novamente traído pela escolha de pneus, principalmente na primeira etapa, e deixou os “homens da Citroën” acumularem uma vantagem confortável. Nos restantes dias de prova mostrou-se muito rápido, recuperando algum tempo, mas já tinha Loeb em gestão, e tinha que pensar no campeonato. Apesar dos seis pontos que detém de vantagem, tem algumas provas difíceis pela frente – Córsega e Irlanda são terreno favorável para a Loeb, e para a Citroën, e o finlandês sabe que só exibições supersónicas o farão superiorizar.
Na quarta posição, e sem grandes surpresas surge o segundo piloto da Ford, Mikko Hirvonen, que fez uma prova muito consistente, cada vez mais se assumindo como substituto de Gronholm, na liderança da equipa para 2008.
No quinto lugar surgiu a equipa da Citroën Kronos, François Duval e Patrick Pivato. O piloto belga não conseguiu repetir o “brilharete” alemão, pois começou a prova com um nervosismo atípico, efectuado alguns erros que o fizeram perder algum tempo. Sem conseguir ajudar a “casa-mãe” da Citroën, foi efectuando alguns bons cronos, e recuperou várias posições até final.
Nesta ronda, Petter Solberg e Phil Mills conseguiram levar o Subaru Impreza WRC até final. Com uma prova sóbria, lá foram somando tempos, e cumprindo especiais, quase sempre rodando isolados, sem incómodos dos demais, nem com capacidade de chegar mais à frente, finalizou na sexta posição. Voltou a ser o melhor piloto da Subaru, e deverá desejar que o mundial acabe quanto antes, “rezando” para que o novo Impreza seja muito mais competitivo.
Na sétima posição ficou o finlandês Jari-Matti Latvala, que foi o melhor representante da Stobart. O jovem piloto que tem algumas dificuldades no asfalto, teve uma prova muito positiva, e até certo nível surpreendente. Teve o engenho de controlar os ataques de Atkinson, e talvez motivado pelas declarações de Gronholm sobre a suposta entrada para a equipa oficial, demonstrou que podem contar com ele para 2008.
A fechar os pontos esteve a dupla Chris Atkinson e Stephane Prevot, no Subaru Impreza oficial. O australiano voltou a demonstrar rapidez no asfalto, mas falta-lhe consistência e principalmente regularidade. Quando estava numa luta particular com Jari-Matti Latvala, um toque num rail de protecção, fez com que perdesse o controlo do Subaru, subindo uma barreira e andando momentaneamente sobre duas rodas. Apenas por sorte, não teve consequências piores, mas perdeu mais de 30 segundos para o Focus da Stobart e deixou a sétima posição fugir.
Apesar de “jogar em casa”, Xavi Pons não teve o engenho nem a sorte de pontuar. Alguns exageros, como slides extensos e têtes o faziam perder tempo para os oito primeiros. Fica a consolação de ter sido o segundo melhor espanhol. A fechar o top ten Henning Solberg e Cato Menkerud no Focus WRC com uma prova muito sombria.
Uma nota final para os despistes aparatosos de Manfred Stohl e Jan Kopecky, em Citroën Xsara e Skoda Fabia respectivamente, que levaram aos abandonos nas primeiras especiais.

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sábado, outubro 6

Gronholm no Dakar em 2008 ?

Parece uma paragem obrigatória, após a retirada do Mundial de Ralis, muitos pilotos mudam para os rally raids, em particular para o Dakar.
Alguns rumores apontam para que Sven Quandt tenha oferecido a Marcus Gronholm o voltante de um dos BMW X3 que participarão no Lisboa-Dakar de 2008. Aparentemente referem-se ao que seria para Colin McRae.
Não existindo actualmente nenhuma confirmação oficial sobre a notícia, o certo é que Gronholm já testou o BMW em Marrocos, pouco antes de viajar para a Catalunha.

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quarta-feira, outubro 3

Valentino Rossi na Fiat em 2009

O rumor que dá conta de Valentino Rossi na Fiat é cada vez mais consistente, e há quem afirma que já tem contrato assinado para correr ralis na temporada de 2009, sendo que do seu programa constaria as provas do IRC, com opção de disputa do Mundial de 2010.
A teoria ganha mais consistência tendo em conta que o recente vencedor do Moto GP em Portugal, corre com o patrocínio da marca italiana na competição de duas rodas, com a sua Yamaha.
Para óbvio que o futuro do piloto italiano são os ralis, a estas informações veinculadas ao site italiano Sport.it, juntam-se a possível participação no Rally RAC com um Subaru Impreza WRC.

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terça-feira, outubro 2

Portugal com WRC e IRC

As notícias que dão como certa a entrada de Portugal no IRC multiplicam-se, e aos poucos vão aparecendo informações sobre possíveis cenários para as próximas temporadas.
No semanário Motor, é publicado um artido referindo que o contrato entre a SWR Events e o Automóvel Clube de Portugal para a realização do Rali de Portugal pontuável para o IRC são de três anos, segundo Carlos Barbosa, presidente do ACP. Como ainda não existe confirmação da saída de Portugal do Mundial para 2008, ou a sua presença em 2009, o mesmo referiu que existe a possibilidade de se realizarem as duas provas no mesmo ano, em território continental.
Sendo claro que o local prioritário para a realização da prova é no Algarve, caso haja WRC nestes anos, a prova do IRC poderá se realizar no Norte ou Centro do país.
Estes novos desenvolvimentos colocam algumas dúvidas quanto ao ralis nacionais, e a sua exposição internacionalmente. Em primeiro tendo quatro provas do nacional de ralis com elementos externos – refiro-me a Madeira, Açores, Portugal IRC e Portugal WRC, o orçamento dos concorrentes será claramente superior, o que levará a que muitos concorrentes optem por diferentes soluções (por exemplo participar no Open). Depois, já existe a incongruência, que já está colocada por outras organizações, da realização de duas provas no mesmo país. Um site espanhol já avançou mesmo com a notícia que a prova insular se realizará com bandeira madeirense, com o intuito de diferenciar nacionalidades. No campo das hipóteses, ainda há a possibilidade de Portugal não voltar ao calendário do WRC nos próximos anos e, esta será uma forma de prevenir a saída do cenário internacional.
Pela positiva, é bom verificar que temos competição e interesse ao mais alto nível. Efectivamente em poucos anos, reconquistamos lugar nos mais apetecíveis do mundo – Dakar, WRC, IRC, WTCC, Moto GP falhando apenas a Fórmula 1.

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Bruno Magalhães abandona na “noite de Sanremo”

O Rali de Sanremo contou com o aliciante de ser a primeira prova internacional da dupla Bruno Magalhães / Paulo Grave na defesa das cores da Peugeot Portuguesa.
Com um lote de incritos extenso, e muito competitivo, a prova italiana prometia ser de aprendizagem e comparação para a equipa portuguesa. Partia em desvantagem perante os principais rivais pelo desconhecimento do terreno e, em certa parte, também pela falta de competitividade “em casa”.
Ao piloto do Peugeot 207 S2000 foi atríbuido o número 28 de porta, partindo atrás de Janos Toth, em viatura idêntica. A primeira especial correu de feição ao português, quedando-se na décima posição, a 25 segundos do mais rápido – Paolo Andreucci, em EVO IX.
Se a primeira foi positiva, a segunda especial ainda foi melhor, sendo sétimo a 14,8 segundos de Rossetti, e subindo ao nono lugar, na frente de pilotos, como Panizzi, Vouilloz, Garcia Ojeda e Andrea Navarra.
A completar a primeira ronda, na especial denominada Mimosa, as coisas não correram tão bem. Perdeu 22,7 segundos para o primeiro na especial, e caiu para o 11º lugar. No entanto, estava entre um lote de pilotos que discutia acesamente a terceira posição.
Após a primeira passagem pelo Parque de Assistência, seguia-se a especial mais comprida do rali. Para além dos seus 44 km, era percorrida à noite, num cenário a que o português estava pouco habituado. Iniciou a especial ao ataque, efectuando tempos intermédios muito interessantes. Rapidamente colou-se ao adversário que o antecedia, Janos Toth, e ultrapassou-o na especial. Segundo o próprio, quando já seguia no encalçe de Marco Cavigioli (partiu 2 minutos antes) foi surpreendido à saída de uma curva apertada, pela presença do carro de Brice Tirabassi em estrada. O acidente era inevitável, e apesar de não causar dados físicos, deixou as duas viaturas – ambos Peugeot, muito danificado, impossibilitando de continuar. A participação da equipa portuguesa ficou comprometida, e sem hipóteses de se classificar no rali.
Aproveitando o super rally, Bruno Magalhães e Paulo Grave, regressaram para a segunda etapa, disputada no Sábado. Sem a natural motivação de discutir posições, a equipa aproveitou para corrigir notas, sem o ritmo dos primeiras especiais, com o intuito de trabalhar para próxima participação.
Apesar da infelicidade de Magalhães, as três especiais concluidas deixaram impressões muito positivas sobre as prestações em prova, de cariz internacional.
Entretanto, a Peugeot portuguesa já confirmou as intenções de participar em algumas provas do IRC para 2008, estabelecendo contactos com os principais patrocinadores e entidades responsáveis para conseguir realizar o projecto.

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segunda-feira, outubro 1

Rossetti venceu Sanremo e Basso é campeão

A caravana do IRC deslocou-se na semana passada para o Mediterrêneo, para disputar o Rali de Sanremo, naquela que era a prova mais esperada do calendário. Juntando o útil ao agradável, o Sanremo também era pontuável para o campeonato italiano, o que permitiu aparecerem um belo conjunto de pilotos e máquinas.
Em Itália, mandam os italianos e a tripla Luca Rossetti, Giandomenico Basso e Paolo Andreucci é que fizeram as despesas da prova. A primeira etapa era disputada em dois dias, com a realização de três especiais a começar na quinta-feira, para continuar com a junção das três, numa única nocturna e finalmente acabava a etapa na sexta com duas especiais, após o almoço.
A chuva marcou presença nas primeiras especiais e serviu para seleccionar os mais rápidos. Paolo Andreucci em Mitsubishi Lancer EVO IX desferiu um fortíssimo ataque nas primeiras especiais, superiorizando-se aos 18 (dezoito) S2000 presentes na prova italiana. Luca Rossetti conseguiu não perder muito tempo para Andreucci, enquanto Giandomenico Basso perdiu preciosos segundos devido a uma escolha de pneus errada.
A especial nocturna decidiu em grande parte o desenrolar da prova. Andreucci erde muito tempo e vê Rossetti assumir a liderança no Peugeot 207 S2000, embora Giandomenico Basso começava a recuperar da desvantagem.
As duas especiais de sexta feira ditaram poucas novidades, mas acabavam com Basso e Rossetti separados por menos de 15 segundos, com vantagem para o piloto da Peugeot. A certos espaços Andreucci ainda dava um “ar da sua graça” averbando tempos impressionantes.
No último dia, Andreucci (estranhamente) perdeu toda a rapidez, e foi caindo na tabela classificativa, o mesmo acontecendo com outros concorrentes que corriam com viaturas de produção “convencionais”.
A última etapa teve dois intervinientes – Luca Rossetti a defender-se dos ataques de Giandomenico Basso, que gostaria de vencer a prova “caseira”. No final, Rossetti venceu com pouco mais de oito segundos de vantagem, mas Basso com a segunda posição sagrou-se campeão italiano, a uma jornada do fim.
Nicolas Vouilloz fez uma prova de trás para a frente. O francês da Peugeot España, começou com um andamento rápido, mas sem se intrometer nos lugares da frente, mas deixou o melhor para o fim. Ultrapassou vários rivais na última especial, fechou o pódio e colocou-se em boa posição para pressionar Ojeda e Navarra na disputa do título do IRC.
Uma das maiores surpresas, veio de Umberto Scandola. O piloto italiano, que tripula um Fiat Punto S2000 vinha de uma sequência de resultados menos conseguidos, ao que se juntavam exibições fracas e abandonos indesculpáveis. Muito sorrateiramente foi melhorando no desenrolar da prova, chegando mesmo a vencer algumas especiais. Como prémio, um quarto lugar final, inteiramente merecido.
Paulo Andreucci “caía” no último dia do terceiro para o quinto lugar final, mas ficava na frente de Enrique Garcia Ojeda, que começa a apostar na regularidade com o intuito de manter a liderança do campeonato.
A sétima posição ficou na posse de Piero Longhi, em Subaru Impreza WRX Sti, que andou muito tempo na quarta posição, também perdendo alguns lugares na fase final da prova.
De regresso aos ralis, Gilles Panizzi, desta feita acompanhado por Xavier Panseri, demonstrou que ainda está “para as curvas”. Apesar de já não ser um dos “reis do asfalto”, protagonizou uma prova interessante com o Peugeot 207 S2000 e deixou muitos rivais atrás de si. Uma penalização na parte final da prova, num CHC devido a problemas com o acelerador, ainda o fez perder mais tempo.
Na nona posição aparece Andrea Aghini em Subaru, logo seguido de Andrea Navarra, que continua a atravessar uma fase negativa no IRC. Desta vez um furo no início do rali comprometeu o resultado, mas não desculpa o andamento abaixo dos rivais.
Jogando em casa, o italiano Renato Travaglia voltou a usar o Fiat Punto S2000. Quando rodava na disputa da quarta posição, uma ligeira saída de “pista” o fez dar um toque e consequentemente perder uma roda, promovendo o seu abandono.
Quem também abandonou foi Bruno Magalhães, que deixou a sua “impressão” na viatura de Brice Tirabassi. (Posteriormente farei uma análise à prova do português).
Infelizmente a prova fica marcada também por um lado mais negro - O concorrente do carro número 81 - Ivano Benza faleceu durante a primeira etapa, vitima de ataque cardiaco. Apesar de todos os esforços e prontidão da equipa médica não foi possível reverter a situação. Este concorrente também era vice presidente do Automobile Club Sanremo, e um ferveroso adepto da prova, no qual participava há algumas dezenas de anos. Como forma de homenagear, a organização decidiu continuar com o normal desenrolar da prova.
O IRC continuará com a disputa do Rali de Valais, na Suiça.

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