terça-feira, setembro 18

Vitória de Sá com campeonato ao rubro

O hena-Campeão de Ralis da Madeira, Vítor Sá, venceu aquele que provavelmente foi o rali do ano, tal foi a competitividade e incerteza que envolveu esta prova, desde o início ao fim. Contudo, a decisão sobre o Campeão Absoluto ficou adiada para a última prova. Quem já garantiu o título foi João Magalhães, na Produção, e mais algumas equipas que disputam competições particulares.
Desde início que se antevia que esta prova seria muito competitiva. Com os imensos pontos perdidos por Vítor Sá no Rali Vinho Madeira, e com as boas «colheitas», tanto de Alexandre Camacho como de Filipe Freitas naquela mesma prova, com particular destaque para o primeiro, que assumiu a liderança do Campeonato de Ralis Coral da Madeira 2007 (CRCM07).
Ora, com Alexandre Camacho um ponto à frente de Sá e Filipe Freitas logo atrás, a quatro pontos de Camacho e três de Sá, tudo estava em aberto na luta pelo título. Mais o factor de interesse era o de Vítor Sá ter de recorrer a um Punto S2000 da equipa italiana Grifone, pois o seu não ficou pronto atempadamente para esta prova, depois do acidente no Rali Vinho Madeira, que amassou muita chapa e obrigou a uma intervenção profunda na sua viatura. A possível falta de confiança num carro que não o seu, poderia fazer diferença.
E assim foi. Logo na 1ª PEC, Vítor Sá não conseguiu fazer melhor que o 9º melhor tempo, perdendo desde logo cerca de 14,4 segundos para o mais rápido que foi Alexandre Camacho e 11 segundos para Filipe Freitas, que ficou a 3,4 de Camacho.
O campeão demorou sete troços para conseguir chegar à liderança, mas, depois de assumi-la e após a entrada em falso, não voltou a vacilar. Uma falha na admissão da gasolina e a mudança do diferencial traseiro no último parque de assistência, só fruto do excelente trabalho dos técnicos da Barroso Sport, que efectuaram uma verdadeira «operação relâmpago» nos 10 minutos que tinham disponíveis, não resultaram em uma penalização.
Para além de Alexandre Camacho, que venceu o primeiro troço, também Filipe Freitas venceu uma PEC, a 8ª PEC e Rui Fernandes outra, a 11ª e última.
A luta foi sempre muito intensa até ao último parque de assistências.
Depois, escolhas mal feitas de Alexandre Camacho em relação a afinação da suspensão e de pneumáticos levaram-no a baixar ainda para a terceira posição, com Filipe Freitas a ascender na 10ª PEC ao segundo lugar e a não mais largá-lo.
Desta forma, Sá voltou à liderança do Campeonato com 56 pontos, seguido de Alexandre Camacho com 53 e de Filipe Freitas com 51.
Com apenas uma prova por disputar, o CRCM07 está totalmente ao rubro!
A quarta posição foi ocupada por António Nunes, que começou melhor que o seu irmão Miguel, depois as posições inverteram-se e foi Miguel que passou por uma melhor fase, para na penúltima PEC Miguel errar e as posições inverterem-se novamente, com Miguel a terminar em quinto.
Na luta pela sexta posição que opôs Rui Fernandes a Aécio Anjo, Fernandes, que fez uma prova de grande nível, levou a melhor, enquanto que, logo atrás destes dois pilotos, terminou um satisfeitíssimo Duarte Abreu, que voltou a conseguir mais um ponto, referente à oitava posição da geral.
Razões mais do que suficientes para estar feliz, teve João Magalhães que, apesar de ter deixado fugir o oitavo lugar para Duarte Abreu no último troço, garantiu a conquista do título do Agrupamento de Produção numa época em que, poucos acreditavam que este ceptro não fosse entregue a Vítor Sá.
Élvio Caires, que poderá abandonar os ralis na próxima época por falta de apoios, encerrou o top ten.
Para terminar, referência para os títulos conquistados ainda nesta prova em troféus oficiais e promoções monomarca: Filipe Pires (Troféu Engº Rafael Costa); João Moura (Campeonato Júnior de Ralis da Madeira); Isabel Ramos (Taça das Senhoras); André Silva (Yaris Rally Challenge) e Carlos Gonçalves (Zoom Cup).
Texto de Gonçalo Luis, Retirado de Motor Online e foto de Afonso Franco, retirada de Ralis Net

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domingo, setembro 16

Colin McRae (1968-2007)

O campeão mundial de ralis Colin McRae faleceu vítima de um acidente de helicóptero por voltas das 16 horas do dia de ontem, em Jarviswwod, Lanarkshire, na Escócia.
Apesar da informação chegar espaçadamente, já é certo que o piloto escocês viajava na sua aeronave, e o seu óbito está confirmado. Com Colin seguiam mais quatro passageiros, outro adulto e duas crianças, entre as quais o seu filho Johny. Segundo da polícia não existem sobreviventes.
Perde-se um dos melhores pilotos do mundo. Conhecido pela sua rapidez e espectacularidade, marcou a sua carreira pelo título mundial de 1995, com a Subaru e também pelos inúmeros acidentes, que lhe valeram a alcunha de “McRash”. Em todas as provas, o seu lema era “Sempre a Fundo”, e arrastava atrás de si uma legião de fâs – a comprovar o regresso com a Skoda ao Mundial de 2005.
Depois de duas presenças no Dakar (2005-2006) com a Nissan, preparava-se para regressar com um projecto num BMW X5.
É com enorme tristeza que me despeço de uma das maiores figuras do automobilismo mundial, e uma das referências mundiais dos ralis, que levou este desporto aos quatro cantos do mundo.
Até Sempre.

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sexta-feira, setembro 14

O Adeus de Gronholm

A dupla Marcus Gronholm/Timo Rautiainen anunciou que esta será a sua ultima temporada no mundial de ralis. Esta dupla de cunhados finlandeses, é uma das mais vioriosas do WRC, e estão atravessando um dos melhores momentos da carreira, liderando a competição, somando vitórias aliadas à regularidade e andando na frente do “imbatível”Loeb.
Segundo Gronholm chegou o momento certo para “arrumar as luvas”, e dedicar mais tempo à familia - "Esta decisão foi incrivelmente difícil para mim. Os ralis têm sido a minha vida à muitos anos, por isso quando chegar Janeiro com o Rali de Monte Carlo e eu não vou correr, vai ser uma sensação estranha. Mas o tempo certo é este e eu quero terminar enquanto ainda sou competitivo, pois não pretendia abandonar quando já não pudesse continuar a ganhar".
Não é necessário fazer um documento histórico, nem puxar pela memória para relembrar todos os feitos deste “finlandês voador”. Apesar de chegar tardiamente às equipas oficiais, foi com a Peugeot que se notabilizou, com os títulos mundiais de 2000 e 2002.
É a despedida de um dos melhores pilotos de ralis desta geração, que “teve o azar” de encontrar um adversário fortissimo, que impediu de enriquecer ainda mais o seu palmarés. Se por um lado Loeb é um rival pesado, por outro lado obrigou ao filnadês a se tornar ainda mais competitivo, regular e acima de tudo um piloto completo.
Apesar de concordar com o timing, é com pena que vejo um dos meus idolos sair da mais alta competição, na esperança que participe em muitas provas de rali.

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Alex Bengue estreia novo S2000 da MG

Segundo o site espanhol rallyes.net, o piloto francês Alex Bengue irá estrear o novo MG Super 2000 preparado pela Motor Sport Development (equipa responsável pela participação da Hyundai no WRC).
A sua estreia deverá ocorrer na penúltima prova do IRC, o Rallye Valais na Suiça. Actualmente, a marca MG pertence ao grupo chinês Nanjing Automobile Corporation, pelo que o mais provável que o novo MG também participe na última prova do IRC, a disputar na China.

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quinta-feira, setembro 13

Ralis Franceses sob Investigação.

No passado fim-de-semana, o veterano José Bárbara (63 anos) venceu o Rali de Béthunois, prova disputada no norte de França. Esta vitória foi no entanto ensombrada por um acidente fatal.
Durante a quarta especial, aquando de uma aproximação a um gancho, Fabrice Véricel despistou-se. O seu Toyota Corolla desfortunadamente atingiu uma criança de cinco anos, que não resitiu aos ferimentos.
Foi um trágico acidente que, de acordo com um comissário presente no local, foi mais o resultado do destino do que localização dos espectadores. "Os parametros de segurança foram respeitados, pois os espectadores estavam a mais de trinta metros do gancho", declarou o comissário ao Voix du Nord.
Apesar de todas as medidas de segurança adoptadas pela organização, todos devem ter noção que este é um desporto perigoso, seja qual fora a modalidade. Este acidente provocou alguma aprensão entre elementos do Governo Françês, que decidiu instaurar um processo de averiguação.
A ministra do interior, Michele Alliot-Marie, não perdeu tempo e anunciou no Domingo que irá pedir um encontro com a organização de prova, e entidades federativas "para decidir quais as medidas a tomar para evitar futuras ocorrências", segundo um comunicado.
"A esta tragédia, juntam-se outros três acidentes, em ralis, que tiveram, nos últimos quinze dias, infelizmente, provocado a morte de três espectadores e ferimentos graves noutros dois", de acordo com a ministra.
Deverá ser levado a cabo um estudo intenso de um processo que prevê uma revisão aos parametros de segurança aplicados nos ralis em território francês.
De acordo com fontes policiais, o Fabrice Vericel está sob investigação. Aparentemente, após o acidente e feito uma análise a urina, indiciou que o francês estaria sobre o efeito de cannabis durante a prova. Para já está inibido de conduzir e e foi indiciado por homicidio involuntário agravado.
A título informativo, no Rali de Béthunois era feita uma homenagem a Jimmy Manessier, um dos principais pilotos franceses que faleceu a 1 de Janeiro, vítima de um acidente de viação. Jimmy Manessier havia vencido a prova na época passada e a organização e familia decidiu fazer do Rali uma festa de homenagem ao malogrado piloto. A familia de Jimmy Manessier colocou o Toyota Corolla WRC de Mannessier à disposição de Fabrice Véricel para disputar esta prova, como convidado. Numa prova que se queria de festa e homenagem acabou ensombrada pela tragédia.
Por outro lado, o director de prova do Rali de Béthunois, Eric Beaussaurt , afirmou em comunicado que a organização do rali decidiu por termo a esta prova, a título definitivo.

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quarta-feira, setembro 12

Bernardo in, Sá Out


Segundo fontes do Ralis Madeira, o madeirense Bernardo Sousa voltará à competição na próxima prova do nacional de ralis, o Rali Centro de Portugal. Depois do desaire no Rali Vinho Madeira, a sua época foi posta em causa, tanto na Madeira como no nacional de ralis. Felizmente a sua participação nas últimas provas do nacional, parece assegurado. A viatura escolhida para as últimas provas foi a estreada na Madeira, e para a navegação contará com Paulo Babo.

Por outro lado, foi colocada de parte a participação de Vitor Sá nas restantes provas do Campeonato Açoreano de Ralis, que foi planeada por ocasião do Rali dos Açores. O campeão madeirense quer apenas concentrar os seus esforços na conquista do título regional. Conforme referi anteriormente, Sá recorreu ao empréstimo de um Fiat Punto S2000 para disputar as restantes provas. A escolha recaiu sobre a Grifone (que passou pela Madeira com o Corrado Fontana) visto ser a única com um Punto S2000 disponível. Assim, sendo Vitor sá já apresentou a nova decoração para a próxima prova - Rali do Nacional (imagem de Nuno Abreu do RalisMadeira).

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terça-feira, setembro 11

De volta ao "Onze"

Recentemente, eu e o Márcio Charata voltamos à “carga”. Depois de uma temporada parados, finalmente apareceram meios para reactivar o Renault 11 Turbo “cinza”, que se encontrava fora do activo desde o Rali Casinos do Algarve 2004, disputado no final do mês de Novembro de 2004.
Após de uma revisão completa à mecânica da viatura, que incluiu a mudança de motor, novos apoios, novo radiador, melhores suspensões, entre outras modificações, chegou o dia de verificar se estava operacional.
Numa estrada de terra que reunia todas as condições para verificar as afinações, efectuamos algumas voltas. Primeiro com um ritmo mais cauteloso para verificar o comportamento, e readquirir habituação à pilotagem e navegação, e depois com um andamento mais próximo de condições de prova.
À primeira passagem ficou a impressão que a nova mecânica transmite uma sensação de tracção e imposição de força. Parecia uma viatura diferente. Se por uma lado a sensação de potência era maior, por outro a estabilidade estava comprometida. Uma das principais virtudes da viatura residia no apoio da traseira à saída das curvas, mas desta feita, esse apoio desapareceu, e a cada curva mais “embrulhada” a viatura tinha um comportamento estranho, perdendo o controlo com desvio de traseira. Nunca vi a viatura com um comportamento tão instável. Provavelmente será pela afinação da suspensão traseira – que ainda é de asfalto. Para além desse pormenor, outros há a rever na viatura. Desde a protecção de cárter, à localização do escape, afinação do ralentim, mesmo à tubagem que precisa de um reforço maior, ainda são necessárias algumas afinações.
Infelizmente na parte final dos testes aconteceu um imprevisto que resultou num problema técnico grave, que condicionou a presença no Rali de Loulé, e quem sabe na presente temporada.
No entanto, aqueles momentos dentro da viatura souberam “a cerveja fresquinha no Verão”. Foi bom voltar à navegação.

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sábado, setembro 8

Rali do Nacional com várias ausências

A próxima prova do Campeonato da Madeira irá disputar-se no próximo fim-de-semana, e já está marcada pela diminuição significativa do número de inscritos. No Rali do Nacional estão apenas 48 equipas inscritas, que contrasta com as seis dezenas que tiveram as primeiras provas do regional. A causa que promove a “saída de cena” de alguns dos intervinientes é, basicamente, a mesma – dificuldades financeiras.
Entre os elementos que pautam pela ausência estão Bernardo Sousa (Mitsubishi Lancer EVO IX), Vitor Lopes (Citroën C2 S1600), João Ricardo (Mitsubishi Lancer EVO VI), Luís Serrado, Marco Rodrigues e Miguel Ferreira (todos com Citroën C2), Wilson Aguiar (Peugeot 206 GTi), Pedro Coelho (Citroën Saxo) e Marco Nóbrega (Toyota Yaris).
Contrastando com o elevado número de ausências, há a notar o regresso de Francisco Tavares com o Toyota Corolla T-Sport e José Gouveia com o Fiat Cinquecento, que aproveita o Rali do Nacional para regressar à competição, após ter sido recusada a inscrição no Rali Vinho Madeira.
Com um ponto a separar os dois primeiros na liderança do regional, Vitor Sá apresenta-se com um Punto alugado para reconquistar a mesma e soma mais um título. Apesar do favoritimo, Sá terá pela frente Alexandre Camacho e Filipe Freitas, ambos motivados pelas excelentes exibições no Rali Vinho Madeira, e não esquecendo os "manos" Nunes que se apresentam cada vez mais competitivos.

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sexta-feira, setembro 7

Suzuki revela pilotos para o SX4

Finalmente foram dados a conhecer os nomes dos pilotos que vão estrear o novo WRC da Suzuki, o SX4. Entre um misto de surpresa e confirmação foram apontados os nomes de Nicolas Bernardi, navegado por Jean Marc Fortin, para o Rali da Córsega, e para o Rali de Gales a escolha recaiu sobre o experiente Sebastien Lindholm, que ajudou no desenvolvimento da viatura. Tanto um como outro serão responsavéis pelas estreias do Suzuki em pisos de asfalto e terra, respectivamente.
Chega ao fim a especulação sobre a escolha dos estreantes, ficando de fora os tão falados Toni Gardemeister, Gilles Panizzi e François Duval.
Resta esperar pelas exibições, e desenvolvimentos da viatura para saber quais os concorrentes a defender a marca para 2008.

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quinta-feira, setembro 6

Nuno Barroso Pereira de Polo S2000

Após o Rali Vinho Madeira, os pilotos da equipa BPN Amarante Rally Team, Vitor Pascoal e Nuno Barroso Pereira não esconderam o descontentamento pela performance dos Subaru Impreza no asfalto, principalmente quando em comparação com os principais rivais da Mitsubishi. Equacionadas alternativas, a solução passa pelo aluguer de um VW Polo S2000, à equipa René Georges.
No Rali Centro de Portugal, apenas Nuno Barroso Pereira utilizará esta viatura argumentando, que se tudo correr bem para as provas seguintes serão dois Polo’s na equipa. Por seu lado, e sob o pretexto de ainda estar na luta pelo nacional, e não precisar de correr riscos, Vitor Pascoal marcará presença com o “habitual” Subaru Impreza WRX.
O campeonato fica enriquecido com mais um S2000 (esperemos que seja dois em Mortágua), que se junta ao Fiat da Vodafone Team e ao Peugeot oficial.

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Bruno e Rui: Portugueses “fora-de-portas”

A Peugeot Sport confirmou a presença da dupla Bruno Magalhães/Paulo Babo no Rali de Sanremo, com o Peugeot 207 S2000. Depois da excelente prestação na Madeira, que não passou despercebida internacionalmente, chegou o convite da organização do Rali de Sanremo, que pesou na decisão da equipa.
O assunto foi referido no decorrer da prova madeirense, mas com algumas cautelas. Na altura, foi dito que não estaria nos planos da Peugeot Sport uma presença no estrageiro, pois a prova italiana decorre uma semana depois do Rali Centro de Portugal. No entanto e, depois de alguns contactos com parceiros e patrocinadores está confirmada a presença noutra prova do IRC, talvez a mais competitiva.
A Peugeot portuguesa leva assim à internacionalização de Bruno Magalhães, depois de o ter feito com Adruzilo Lopes e Miguel Campos.
Por seu lado, Rui Madeira confirmou a presença no Rali da Catalunha, nos dias 5 a 7 de Outubro, com um Mitsubishi Lancer EVO IX da AR Vidal. Relembro que esta participação, oferta da equipa AR Vidal, visa colmatar a situação ocorrida durante o Rali de Portugal, que culminou com a desclassificação do piloto de Almada.

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Vitor Sá aluga Punto

Ainda no seguimento dos azares durante o Rali Vinho Madeira, a dupla Vitor Sá/Humberto Freitas irá defender o título madeirense com um Fiat Punto S2000 alugado.
A viatura que usou no R.V.M., sofreu danos consideráveis e, ainda está na Barroso Sport em fase de reparação, facto que inviabilizava a participação do ena-campeão madeirense nas próximas provas. A solução óbvia passa pelo aluguer de um Fiat Punto S2000 para o Rali do Nacional e Rali do Faial.
Elementos próximos de Vitor Sá comentam algum descontentamento do piloto para com a viatura, e a possibilidade de troca por um carro mais competitivo (nomeadamente um Peugeot) para 2009, estará em equação.

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terça-feira, setembro 4

Vanessa Fernandes campeã mundial de Triatlo

Dias depois de congratular o feito de Nelson Évora, heis que também Vanessa Fernandes alcança um título notável, o de se sagrar campeã mundial de Triatlo. A jovem atleta portuguesa alcançou o seu primeiro título mundial na cidade alemã de Haburgo, vencendo sem contestação a prova que defenia o título.

Esta atleta que já conta com inúmeras vitórias em provas do circuito internacional, é actualmente a mais bem classificada no ranking mundial e a principal esperança lusa ao ouro nos Jogos Olimpicos de 2008, a realizar em Pequim.

Elogiada pelos mais diversos sectores desportivos, politicos e empresariais, Vanessa Fernandes mantém uma postura sóbria, assente no trabalho árduo e na persistência. Os seus triunfos são resultado da postura rigorosa que têm para com a preparação da competição. Com um plano diário de treinos que inclui seis quilómetros de natação, 60 de ciclismo e mais de dezena de corrida, é uma exemplo de perseverança e vontade de vitória.
Os parabéns à Vanessa Fernandes, e a todos os elementos que criam condições para que seja a melhor triatleta do mundo.

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segunda-feira, setembro 3

PWRC: Armindo Araújo imperial… no 1ª dia

Com o Rali da Nova Zelândia, Armindo Araújo voltou à acção cumprindo mais uma jornada do Campeonato Mundial de Produção. Depois das exibições menos conseguidas na Acrópole e no Rali de Portugal, as atenções voltam-se novamente para as prestações do campeão português.
Armindo Araújo entrou com o pé direito na prova, localizando-se entre os quatro primeiros concorrentes da PWRC. Mesmo com alguns problemas na viatura, nomeadamente na afinação da suspensão e travões, Araújo foi rápido e terminou a primeira secção na segundo lugar atrás de Hanninen. Depois de uma especial menos conseguida, onde desceu para a terceira posição (ultrapassado por Richard Manson) veio a especial mais longa, de 44 quilometros, onde deu um verdadeiro recital de condução batendo a demais concorrência por mais de 30 segundos, e assumindo a liderança. Ajudado pelos problemas nas viaturas de Toshi Arai, Richard Manson e Juho Hanninen, Armindo Araújo termina o dia na liderança do PWRC com uma vantagem de 33,5 segundos, sobre o segundo classificado o ex-campeão mundial de produção Niall McShea. Foi um dia positivo para Armindo Araújo, que finalmente tinha uma exibição de grande nível associada a um resultado positivo – 1ª PWRC e 12º da geral.
Infelizmente, no segundo dia tudo mudou. O diferencial traseiro do Mitsubishi Lancer EVO IX cedeu na segunda especial do dia, fazendo Araújo perder mais de três minutos e meio e descendo na classificação para a sétima posição do mundial de produção. Com a prova “estragada”, pouco mais havia a fazer. Os objectivos passavam por levar a viaturas até final, e recuperar algumas posições, aproveitando erros ou problemas com os adversários.
No último dia, Armindo Araújo teve novamente uma prestação notável, chegando mesmo a vencer uma especial, e recuperando uma posição à geral – foi sexto do PWRC e 18º da geral. Depois do tempo perdido na segunda etapa pouco mais havia a fazer.
O vencedor da prova foi Toshi Arai, em Subaru, na frente de Nial McShea e Roger Manson. Gabriel Pozzo e Fumio Nutahara preencheram as posições anteriores a Araújo, que terminou na frente de Hanninen, um dos azarados da prova, que capotou duas vezes.
Dois pontos a reter: Pela positiva, Armindo Araújo voltou a demonstrar muita rapidez, e a mostrar que é capaz de andar na frente num campeonato tão competivo. Pela negativa, a falta de fiabilidade da viatura, que uma vez mais condicionou a prestação do português. Talvez seja necessário adoptar uma postura diferente, pois em provas com extensão tão elevada, a vitória pende para o lado do que alia a rapidez à regularidade. O rali não se vence numa etapa, mas sim no conjunto de todas as especiais. O concorrente que gerir a rapidez com a regularidade, com contensão no desgaste do material provavelmente sairá vencedor. Que o diga Arai que acabou o primeiro dia na 11ª posição a mais de três minutos e meio de Araújo, e que no final somou uma vitória.
Se por um lado é de saudar a postura agressiva e rápida do português, fica a lamúria pelos problemas da segunda etapa. Certamente seria diferente o resultado final.

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Nova Zelândia à décima de segundo

Foi verdadeiramente emocionante o final do Rali da Nova Zelândia. À entrada do último troço, Marcus Gronholm levava uma vantagem de 0,7 décimas de segundo sobre Sebastien Loeb, e o francês tinhas 3,14 quilómetros para anular a desvantagem. No final, Loeb venceu a super especial, mas apenas retirou 0,4 segundos a Gronholm, deixando o finlandês da Ford levar a melhor por 3 décimas de segundo, o que constitui novo record para menor distância entre dois concorrentes no final de uma prova do mundial de ralis.
O rali prometia, com a vitória moralizadora de Sebastien Loeb na Alemanha, a que se juntou o despiste na última especial de Gronholm. Com oito pontos de diferença, na Nova Zelândia era jogada uma cartada importante no mundial. Se por um lado, a Ford e Gronholm sentem-se à vontade na terra, Loeb é exímio em todos os tipos de terreno, e queria reduzir a desvantagem. Apesar de abrir os troços no primeiro dia, Gronholm fez uma escolha correcta de pneumáticos, que o permitiu acumular uma vantagem para os demais adversários. Loeb respondeu à letra no segundo dia, assumindo a liderança num “forcing” final. Mas o terceiro dia, foi de loucos. Gronholm anulou a desvantagem que trazia de Loeb (1,7 segundos) e depois foi até final discutindo cada especial à décima. Qualquer um poderia sair vencedor. Após a última especial, enquanto Marcus Gronholm festejava exuberante em cima do Focus, já Sebastien Loeb reconhecia o “amargo sabor” da derrota.
Na terceira posição acabou Mikko Hirvonen, que continua a ajudar a Ford a somar precisosos pontos para o campeonato de marcas. Se por um lado, ainda, não tem a rapidez de Loeb e Gronholm, por outro continua a estar um passo à frente dos demais concorrentes. A terceira posição no mundial é certa, e com a provável saída de Gronholm no final da temporada, Hirvonen será um digno sucessor (embora o nome Petter Solberg também seja referido na Ford).
Na luta pela quarta posição assistiu-se a um duelo entre Chris Atkinson e Jari-Matti Latvala. O australiano da Subaru, profundo conhecedor do terreno levou a melhor sobre o homem da Stobart, mas apenas no último dia conseguiu confirmar a posição por apenas 4,6 segundos. No final o finlândes reconheceu que preferia os troços mais rápidos do rali, do que os sinuosos da última etapa.
Daniel Sordo teve mais uma prestação discreta, dando razão aos críticos que apontam como quase certa a saída do espanhol no final da temporada da Citroën. A sua prestação no rali resumiu-se à disputa com Latvala e Atkinson pela quarta posição, mas no último dia de prova deixou-se atrasar sendo claramente batido pelos rivais.
Pior ainda, Petter Solberg teve mais uma prova para esquecer. Novamente queixando-se do Subaru, o piloto norueguês foi claramente batido pelo colegas de equipa (Chris Atkinson). A sua saída da Subaru é referida por alguns meios de comunicação social, e poderá influenciar a sua prestação na prova, e da atitude da equipa perante ele. Esta observação é meramente especulativa.
A fechar os lugares pontuáveis, o estónio Urmo Aava, com um Mitsubishi Lancer WRC, naquela que será uma das últimas presenças (senão a última) deste modelo no WRC. A Mitsubishi Motors decidiu não dar continuidade à presenças dessas viaturas no mundial, e retirar todo o apoio às estruturas que decidam usá-lo em provas mundiais. Relembro que no início do ano demonstraram a mesma atitude, mas recuaram nas intenções.
Faltam apenas cinco provas para o final do mundial, que está ao rubro, com dez pontos a separarem Gronholm de Loeb.

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