terça-feira, fevereiro 19

Fiat Abarth revela equipa para 2008

A apresentação oficial da presente época desportiva da Fiat Abarth decorreu na sua nova sede em Turim.

Para o IRC, e contando com o patrocínio da Sabelt e Selenia, a equipa alinhará com duas viaturas entregues a Giandomenico Basso e Anton Alen. Para o Campeonato Italiano a escolha recaiu sobre Renato Travaglia e Andrea Navarra, que defenderam as cores da marca com o apoio da Maltin e Alpi-IP.

Um dos principais rivais da Fiat no IRC, será a Kronos Racing que usará os Peugeot 207, que também apresentou um importante trunfo, com a entrada de Nicolas Vouilloz (ex-Peugeot Espana), ficando como companheiro de Freddy Loix.

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domingo, fevereiro 17

Rali de Portugal abre com Super Especial em Faro

O espectáculo foi bonito, mas para já, não será repetido! A super-especial do Vodafone Rali de Portugal não irá realizar-se no Estádio do Algarve, mas sim num pequeno troço de asfalto, com aproximadamente dois quilómetros de extensão, que será desenhado junto ao Largo de São Francisco, na zona central de Faro, perto da partida simbólica do rali, a partir das 18 horas de quinta-feira, 8 de Maio.
Não será de todo uma novidade, pois em 2001 já tinha sido adoptado este esquema no Rally Casinos do Algarve, quando este ainda se disputava nos lados de Tavira.
Para além desta alteração, o programa deste ano contempla, como se sabe, apenas duas etapas, na sexta e sábado. No primeiro dia, os concorrentes irão realizar uma dupla passagem pelas especiais de Loulé, Vascão e S. Brás de Alportel, enquanto a segunda etapa, agendada para sábado, se prevê a realização de mais seis especiais, respectivamente em Santana da Serra, Ourique e Almodôvar, quase todas em novas versões, embora aproveitando grande parte do percurso utilizado no ano passado.
alterado de Autosport / imagem Mondesport

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sábado, fevereiro 16

Open abre com vitória Diesel

A primeira prova da temporada de 2008, o Rali de Montelongo, foi fértil em emoção, incerteza, que culminou com um vencedor inesperado.
Com um bom lote de inscritos munidos com boas máquinas, o favoristimo recaia sobre Pedro Peres, que ostentava o título de vencedor do Open em 2007. Desferiu um forte ataque nas primeiras especiais assumindo a liderança, e chegando ao final da primeira secção com 21 segundos de vantagem sobre o segundo classificado. Mas quando parecia que Peres encaminhava para mais uma vitória, a embraiagem do Escort Cosworth cedeu no arranque para o quarto troço, levando-o à desistência.
O abandono de Peres deixou porta aberta para uma luta que começou a três. Octávio Nogueira e Jorge Santos, ambos em Saxo Kit Car, e João Ruivo num Fiat Stilo Multijet, embrenhavam-se numa luta ao segundo. No final da quarta especial, João Ruivo e Octávio Nogueira assumiam a liderença ex-aqueo com o mesmo tempo, enquanto que Jorge Santos teve que abdicar da luta fruto de problemas com os travões do Saxo, que mais tarde agravaram-se com a falta da direcção assistida.
Na quinta especial Octávio Nogueira atacou forte, e superiorizou-se por 2,7 segundos a João Ruivo, assumindo a liderança a uma especial do fim. Mas já com a meta à vista, o piloto do Saxo Kit Car vermelho despistou-se, e seguindo a tradicional malapata que o atinge abandonou.
João Ruivo e Alberto Silva venceram a prova com o Fiat Stilo Multijet, naquela que foi a primeira vitória à geral de um Diesel numa prova nacional de ralis. O piloto andou sempre nas posições cimeiras, sempre com um andamento muito rápido, e aproveitou os azares dos mais directos adversários para alcançar uma vitória que já era merecida há algum tempo.
Na segunda posição ficou Jorge Santos em Citroën Saxo Kit Car, que deixou atrás de si Frederico Ferreira com um Ford Escort RS MK II. Para além de fechar o pódio, também venceu a categoria reservada aos clássicos. Na tabela classificativa segue-se um verdadeiro desfile de clássicos, mostrando que “velhos são os trapos”, com muita rapidez e fiabilidade conseguiram resultados muito interessantes. A apenas 2,1 segundos de Frederico Ferreira, ficou José Sousa num Renault 5 Turbo, tendo atrás de si Rui Azevedo no Escort RS MK I, com uma diferença de 1,6 segundos. Um pouco mais atrás ficou Joaquim Santos no Escort MK II, a 6,6 segundos. A luta entre estes elementos é bem perceptível, pois 10 segundos separaram os quatro primeiros clássicos.
A sétima posição ficou na posse de Manuel Coutinho com um Peugeot 206 GTi, que se superiorizou a Anibal Rolo num Renault 5 Turbo por 5,6 segundos. O nono lugar ficou entregue aos vice-campeões Luís Mota / Ricardo Domingos em Mitsubishi Lancer EVO IV, que mostraram alguma falta de ritmo nos troços iniciais. Recuperaram posições durante toda a prova, e apesar de colocarem numa posição pouco usual, vencerem entre os concorrentes do regional norte (VSH).
Na décima posição ficou Martinho Ribeiro, com um Citroën C2, que perdeu uma posição na última especial para Luís Mota. A décima primeira posição foi para Daniel Ribeiro, que na primeira incursão numa prova do Open fez uma exibição notável com o Saxo 16 V (relembro que apenas participou no Rali de Portimão a nível oficial).No campeonato junior, a vitória foi para João Barros Leite num Skoda Fabia Tdi RS, seguido por Manuel Maia em Fiat Punto e Catarina Sousa num Peugeot 206 GTi.
Um dos principais azarados foi Ricardo Teodósio, que candidato à vitória final, abandonou após a segunda especial, quando ocupava a segunda posição, devido a problemas eléctricos no Mitsubishi Lancer EVO IV. Ao que parece o piloto algarvio também queixou-se de dores nos pés durante o rali. Relembro que Teodósio foi vítima de um violento despiste em Setembro do ano passado, numa prova do Challenge Sul, partindo o membro inferior.
Na fase inicial da prova, alguns dos animadores da prova também abandonaram como foram o caso de Paulo Antunes no Seat Marbella, Gabriel Leiros em Citroën ZX Kit Car e Henrique Rodrigues em Renault Megane Maxi.
A próxima prova é o Rali Portas do Rodão, a disputar a 13 de Março.
Foto MondegoSport

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sexta-feira, fevereiro 15

Mikkelsen entrou nos recordes

A proeza de Jari-Matti Latvala no Rali da Suécia foi a história do momento, no entanto um pouco mais abaixo na classificação, outro piloto escreveu o seu nome na lista de recordes do mundial de ralis.

Acabando na quinta posição da geral, o norueguês Andreas Mikkelsen conseguiu não só o seu melhor resultado no WRC (eclipsando o resultado no Rali da Irlanda de 2007 – 9º classificado), mas aos 18 anos tornar-se no piloto mais jovem a pontuar numa prova mundial, batendo o recorde anterior de Matthew Wilson, um oitavo lugar alcançado no Rali da Argentina de 2006, quando tinha 19 anos.

Esta foi a primeira participação de Mikkelsen no Rali da Suécia, no entanto não foi o seu primeiro rali de neve no WRC. No ano passado como tinha apenas 17 anos obteve uma autorização especial da federação norueguesa para participar no rali do seu país natal. Infelizmente, não teve o mesmo retorno na Suécia, pelo que se viu impedido de participar na edição de 2007.

Este jovem piloto também participou no ano passado no Rali de Portugal e fez uma excelente exibição, que culminou com a décima posição da geral, a bordo de um Ford Focus WRC. Matthew Wilson já está de olho em Mikkelsen, que esta temporada é apadrinhado por Marcus Gronholm, e promete tentar bater o recorde de Latvala brevemente.

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quarta-feira, fevereiro 13

A dança das cadeiras

Como é hábito na paragem do campeonato alguns concorrentes fazem os possíveis para viabilizar projectos para que possam participar no nacional de ralis (ou Campeonato de Portugal de Ralis).
Miguel Campos referiu novamente que é sua intenção participar no nacional com uma viatura competitiva, com preferências S2000, mas não descartando outras hipóteses. No entanto, uma vez mais só em cima do arraque do campeonato existem certezas.
Convidado para triuplar o Seat Marbella que marca o arranque do Troféu FastBravo, António Rodrigues declinou o convite. A razão prende-se com o facto de concentrar esforços para tripular uma das viaturas da Kronos nas provas portuguesas do IRC. Lugar que parece ser muito concorrido, pois também o nome de MEX já foi referido, e poderá também existir um terceiro candidato, no caso Ricardo Teodósio – profundo conhecedor das especiais algarvias. Para a estreia do Seat Marbella Fastbravo avança o vencedor do Challenge C2 2007, Paulo Antunes.
Finalizando com Rui Madeira, que confirmou não existir possibilidade de participar com um Toyota Auris, da estrutura Grifone. Afirmou que existiram contactos, mas a falta de apoio financeiro inviabilizou projecto. Apesar de mais este contratempo, o piloto de Almada reiterou a vontade de participar pelo menos no nacional de ralis.

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terça-feira, fevereiro 12

Latvala, princípe da Suécia

A segunda jornada do campeonato mundial de ralis teve novamente emoção até ao segundo dia de prova, altura em que o escalonamento final ficou decidido. Até aqui nada de novo, não fossem os intervinientes desta história serem diferentes dos habituais.

Poucos, muito poucos previram que o jovem finlandês da Ford, Jari-Matti Latvala iria demontrar tal superioridade na prova sueca, mas a maturidade demonstrada nesta prova certamente ficará por muito tempo nos livros de ralis.

Antes da prova, a organização tranquilizou os concorrentes com a promessa de existência de neve nas classificativas suecas, mas tal não aconteceu. A fina camada de neve, cedo se tranformou em lama, e as condições de aderência certamente não eram as melhores, pelo que a única prova de 2008 de neve… não o foi.

Devido ao mau resultado no rali de Monte Carlo, Jari-Matti Latvala partia atrás da maioria dos rivais, e aproveitando a estrada mais limpa no primeiro dia, foi somando triunfos em especiais, e acumulando uma vantagem aproximada de um minuto para o concorrente que o precedia na classificação. Ao final do primeiro dia, a surpresa era geral, mas a questão colocada era se suportaria a pressão da liderança de uma prova durante dois dias, e qual a resposta dos adversários. A surpresa do primeiro dia prolongou-se para os restantes, não pela superioridade, mas pela maturidade de saber controlar os andamentos dos adversários, e manter uma distância segura que lhe permitisse vencer a sua primeira prova do mundial. Mesmo com dois percalços, diga-se toques no última dia, foi uma exibição espectacular, e deu razão a Malcolm Wilson quando o atribui a difícil tarefa de substituir Marcus Gronholm.

Mikko Hirvonen partia para esta prova com ambições à vitória. Mas após as primeiras especiais reconheceu que alguém da parte de trás do pelotão iria sair beneficiado das condições do terreno, e que para ele contentar-se com a segunda posição foi uma mal menor. Mesmo sem o fulgor habitual, Hirvonen consegue juntar duas segundas posições, e com este resultado alcançar a liderança do WRC.

Gigi Galli voltou às boas exibições, num terreno onde se sente particularmente à vontade. Apesar de uma luta muito interessante nos primeiros dias com os outros “homens da Ford”, Galli chegou ao final do rali com o seu primeiro pódio no WRC, fazendo uma tripla Ford nos primeiros lugares.

Petter Solberg começou o rali com pé direito, vencendo a primeira super especial e assumindo a liderança da prova. Mas com o “velhinho” Impreza foi sol de pouca dura, e foi perdendo algumas posições na tabela classificativa. Fazendo uma prova isolada, aproveitou os azares alheios para chegar à quarta posição, e ostentar o título de primeiro “não Ford”.

Se Latvala se sagrou o mais jovem piloto a vencer uma prova do WRC, certamente terá que se acautelar com o norueguês Andreas Mikkelsen. O jovem de 18 anos fez mais uma prova muito interessante com um Ford Focus WRC 06, e certamente será uma nome a reter no futuro (e que provavelmente já está contractualmente ligado à M-Sport, os caça-talentos). Protagonizou uma luta interessante com Malcom Wilson pela quinta posição, mas o abandono do britânico no último dia da prova, abriu as portas ao protegido de Gronholm, ao seu primeiro top five. Na certeza que, talvez, sem o abandono de Wilson, Mikkelsen também ficaria nesta posição.

A Citroën foi a grande derrota da ronda sueca. Após o abandono de Loeb, Daniel Sordo teve que defender as cores vermelhas da marca francesa. Mas com com uma penalização à partida da prova de 5 minutos, pouco havia a fazer senão esperar pacientemente que o piloto espanhol subisse na classificação. E assim aconteceu, acabou na sexta posição, somando os primeiros pontos da temporada, mas fazendo uma exibição a espaços muito positiva. Sem a penalidade ficaria na quarta posição.

O sétimo lugar ficou na posse de Toni Gardemeister, que alcança assim o melhor resultado até agora do SX4 WRC. Mesmo assim, foi uma prova cheia de problemas, tanto com o concorrente como com a viatura. A fiabilidade continua a não ser uma ponto positivo do carro, mas a perseverança deu resultados. Gardemeister que protagonizou uma cena caricata. Após uma saída de estrada do SX4, os espectadores tiveram dificuldade em organizar-se para repor o carro na estrada, e foi o navegador Tomi Tuominen, que como chefe de fila deu instruções aos “ajudantes”.

No último lugar dos pontos ficou o vencedor da produção Juho Hanninen, em Mitsubishi Lancer Evo IX. Protagonizando uma luta titânica com o sueco Patrik Sandell, em Peugeot 207 S2000, o finlandês prometeu à entrada do último dia da o tudo por tudo. Com “armas” diferentes, e muito coração nunca deu espaço a Sandell, que acusou a pressão despistando-se a 3 especiais do fim. Hanninen fez uma exibição meritória e vingou-se da desclassificação obtida no ano passado. Na segunda posição do PWRC ficou Jari Ketomaa em Subaru, e em terceiro Patrik Sandell que ultrapassou o checo Martin Prokop (Mitsubishi) na última especial. Armindo Araújo e Bernardo Sousa foram sétimo e oitavo da produção mundial, respectivamente.

Notas para as exibições positivas de Per-Gunnar Andersson em Suzuki SX4, que a jogar em casa ainda fez alguns bons cronos até ao motor ceder, e para Mads Ostberg, que em Subaru Impreza WRC, andou a espaços à frente dos oficiais. As saídas de estrada fizeram diferença, mas no final ainda subiu até à nona posição.

O azarado do rali foi Henning Solberg, que defendendo as cores da Stobart, imprimiu um ritmo diabólico, chegando a perigar a posição de Mikko Hirvonen. A meio do segundo dia de prova, tudo começou a correr mal. Primeiro um furo fê-lo perder muito tempo, inclusivamente perdendo a terceira posição para Galli, mas na especial 11, Vargasen, despistou-se contra uma ponte, danificando irremediavelmente o Focus WRC, acabando por ali a sua participação.

Completamente irreconhecível esteve Sebastien Loeb. O campeão francês acusou o facto de ser o primeiro na estrada, e quando tentava recuperar algum tempo cometeu um erro, que teve como consequência um capotanço. Mesmo levando a viatura até parque de assistência, a mecânica do C4 não aguentou e foi obrigado a desistir no primeiro dia. Se não era normal erros deste calibre, no segundo dia, após um ataque nas primeiras especiais, o motor voltou a dar problemas, e voltaram a abandonar. No entanto, há quem diga que a gota de água foi uma multa por excesso de velocidade numa das ligações. Certo é que foi um fim-de-semana destatroso para Loeb.

Próxima prova: Rali do México, 28 de Fevereiro a 2 de Março.

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segunda-feira, fevereiro 11

Latvala: O mais jovem vencedor de sempre

Com o triunfo deste fim de semana no Rali da Suécia, Jari-Matti Latvala tronou-se no mais jovem vencedor de uma prova do mundial.
Até este fim de semana o piloto mais jovem a vencer um rali do mundial era o malogrado Henri Toivonen que com 24 anos venceu o Rali RAC em 1980. Agora, Latvala desceu esse marco para os 22 anos de idade.
Nascido a 3 de Abril de 1985 na Finlândia, Latvala começou a conduzir muito novo, aos 8 anos o pai deu-lhe um Ford Escort para praticar! A chegada aos ralis deu-se aos 16 anos, tendo alinhado na primeira prova do mundial com 17 anos, foi no Rali de Inglaterra de 2002 com um Mitsubishi Lancer Evo VI.
Latvala dividia-se então entre ralis na Finlândia, Estónia e Inglaterra. Em 2003 MAlcolm Wilson repara neste jovem e entrega-lhe um Ford Focus WRC em 5 ralis do mundial. A partir de então entre WRC e Grupo N Latvala fez dezenas de ralos do mundial de campeonatos nacionais.
A excessiva fogosidade valeu-lhe muitas saídas de estrada, mas a velocidade estava bem presente. Por várias vezes escrevemos neste site que quando Latvala conseguisse consistência no andamento, seria um homem a bater. O ano de 2008 com a lugar na equipa oficial irá comprovar isso. Na Suécia já se comprovou, mas ainda faltam muitos ralis.
Após o terminus do Rali da Suécia, Latvala explicava que "Henri Toivonen era um grande herói meu, por isso bater o record dele significa muito para mim." O piloto da Ford afirmou que "não sonhava vencer um rali na minha segunda participação com o carro oficial, depois do azar em Monte Carlo. Não tenho palavras para descrever o que sinto."

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domingo, fevereiro 10

Portugueses em destaque na Suécia

As duas equipas portuguesas que participam no mundial de produção obtiveram resultados positivos, apostando na regularidade e fiabilidade para somarem os primeiros pontos na competição.

Pelo segundo ano no PWRC, Armindo Araújo e Miguel Ramalho partiam para a prova sueca com aspirações a um lugar entre os cinco primeiros. Apostando numa toada mais conservadora, começaram a prova com alguns problemas na afinação do Mitsubishi Lancer EVO IX, cuja suspensão estava desfinada, e não permitiu efectuar melhores tempos, deixando a principal concorrência “fugir”. O segundo dia de prova, já voltaram a mostrar andamento ao nível dos primeiros, e no final do dia encetaram uma perseguição ao campeão mundial em título, Toshi Arai, que estreava o novo Subaru Impreza N14, e deixaram a concorrência para trás. No último dia, voltaram a sentir alguns problemas, desta feita nos diferenciais. Felizmente, a distância para os restantes elementos do pelotão era suficiente para que não corresse riscos. Acabaram a prova na sétima posição, atrás da díficil armada nórdica, e beneficiaram de alguns problemas com rivais e peso, como os casos de Andreas Aigner, Eyvind Brynildsen e Patrik Flodin.
Depois das críticas da época passada, sobre o andamento rápido em detrimento da regularidade, Armindo Araújo apostou no segundo factor, e num terreno díficil almejou os primeiros dois pontos da temporada.

A estreia abolsuta no PWRC de Bernardo Sousa e Carlos Magalhães (o experiente navegador que já foi campeão nacional com Miguel Campos) pela equipa Red Bull era encarada com alguma cautela. As prestações agressivas do jovem madeirense, aliada aos constantes erros que promoviam abandonos eram apontados por muitos como handicap para o mundial de produção. Surpreendentemente, e num terreno desconhecido, Bernardo Sousa adoptou um andamento rápido mas constante, que apanhou alguns elementos do pelotão (e observadores) de surpresa. No final do primeiro dia, acabava na décima posição da produção, logo atrás de Armindo Araújo, de quem não se distanciou muito. No segundo dia de prova, veio o pior, com uma saída de estrada e um capotanço, que o fizeram perder algum tempo, e temer o pior. Felizmente, não passou do susto, e a própria máquina não vacilou. Chegou ao terceiro dia na última posição pontuável, mas atrás de si tinha o italiano Simone Campedelli, a aproximar-se perigosamente. Tentar manter o lugar nos pontos passou a ser o objectivo do madeirense, e foi com alguma ansiedade que à entrada da última especial 12,6 segundos separavam os dois concorrentes. No final foram 10,7 segundos que fizeram a diferença, e permitiram à dupla amealhar o primeiro ponto. No final ficou a satisfação do objectivo cumprido, e relembrou em brincadeira relembrou o pai, que as promessas são para cumprir, aludindo à promessa de que deixaria de fumar.

As duas prestações embora em contexto diferente não deixam de ser muito positivas, o que pode ser um bom presságio para o futuro.

Finalmente uma nota para a máquina de promoção e divulgação da prestação de Bernardo Sousa na Suécia. Após as várias etapas existiam sempre comunicados, press realeases, informações sobre a prestação, e uma forte comitiva madeirense a apoiar e divulgà-la. Por vezes até parecia exagerada, mas o excesso de informação do madeirense, talvez contraste com a falta da mesma por parte de Armindo. Os gestores da participação e imagem do tetra-campeão nacional deviam por os olhos na equipa de Bernardo Sousa, pois os feitos alcançados na temporada passada mereciam mais atenção e divulgação – a liderança de uma prova da produção e a vitória numa especial do mundial passaram completamente despercebidas.

Nota negativa para os diversos sites de tempos do WRC, que davam constantemente tempos diferentes para cada concorrente, e com os somatórios a não baterem certo. Para não falar do elevado número de vezes que o site oficial estava em baixo, ou sobrecarregado. O caso do Bernardo Sousa foi um deles, com uma nota que à entrada da última especial o português estava com apenas 2,6 segundos de diferença, quando na verdade eram 12,6. Aspecto a rectificar.

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Al Qassimi vence Colin’s Crest

Os organizadores do Rali da Suécia decidiram criar uma zona espectáculo como homenagem ao malogrado Colin McRae. A ideia consistia em atribuir um prémio ao concorrente que efectuasse o maior salto da especial de Vargasen, a que foi dado o nome de Colin’s Crest. Oficialmente, o recorde é pertença de Mikko Hirvonen, que em 2006 alcançou os 40,8 metros, embora é reconhecido que McRae fez melhor, mas a disancia não foi contabilizada.

Este ano, o vencedor foi o sheiq Khalid Al Qassimi, que com o Ford Focus WRC 07 oficial saltou 36 metros, e superiorizou-se ãos restantes participantes. A falta de neve impediu maiores velocidades, e consequentemente impulsão. Os pisos que deviam de ser neve, mais parecem lamaçal, tiraram algum do brilho e espectacularidade que a organização esperava no local.

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sexta-feira, fevereiro 8

MEX representa a Kronos?

Há alguns dias circulam informações que dão conta de MEX nas rondas do IRC nacionais, como piloto português convidado pela Kronos. Apesar de não passarem de especulações, pois o processo de selecção passará por uma escolha jornalística, e posterior votação, os últimos desenvolvimentos dão azo a dúvida.

A paragem da M.Coutinho nos ralis deixou MEX Machados dos Santos fora da contenda do nacional para a presente temporada. Ora, o projecto do piloto passou por virar para uma viatura GT, nomeadamente um Porsche 911 GT3. Assim, junta-se a grupo de concorrentes que está “disponível” para ocupar a vaga de “jovem promessa” da equipa Kronos Racing.

Como também é do conhecimento público, MEX é promotor do Open de Ralis, e dá a cara pela Starsign, que em abono da verdade está a fazer um trabalho exemplar na promoção da competição. Recentemente foi dada a conhecer uma parceria entre a BFGoodrich e a Starsign, para criar um “Challenge BFGoodrich” para os pilotos que usam os pneumáticos franceses. Não é de todo estranho este acordo, mas se juntarmos ao facto de a BFGoodrich ser parceira da Kronos no IRC, e participar no apuramento do piloto representante cada país, não deixa de ser muitas coincidências.

A título oficial nada está decidido, mas as coincidências deixam alguma dúvida, que só se desfazem quando forem conhecidos os nomeados.

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quinta-feira, fevereiro 7

Jean-Marie Cuoq ficou sem licença e sem título

Não é um assunto novo, pois desde que a FIA e as federações nacionais impuseram limites aos reconhecimentos nos ralis, muitos pilotos foram apanhados a prevaricar, alguns utilizando artifícios mais ou menos complexos para não serem detectados…outros, nem tanto.
Isto a propósito de Jean-Marie Cuoq, piloto privado francês, que terminou o recente Rali de Monte Carlo nos lugares pontuáveis, ter visto a sua licença de competição ser-lhe suspensa e o seu título francês de Asfalto em 2007, retirado, depois de ter sido considerado culpado de “reconhecimentos ilegais” em provas do campeonato francês.
Dois outros pilotos ficaram igualmente sem os seus pontos, pelas mesmas razões, mas o caso de Cuoq foi mais grave dado que a federação francesa tomou como bom um testemunho do antigo co-piloto do francês, David Marty, que, numa das vezes em que foram apanhados com a “boca na botija”, referiu ser uma das muitas vezes que Cuoq tinha quebrado as regras.
Cuoq também foi proclamado campeão francês de Terra, uma competição com regras de reconhecimentos distintas, pelo que o seu título foi mantido. Quem ficará com o título francês é uma decisão que só será tomada posteriormente pelo Ministro dos Desportos francês, mas acredita-se que será Patrick Henry, filho do antigo campeão Jacques Henry.
Uma pena exemplar, que deverá servir de emenda para o piloto, e de exemplo para muitos outros, lá…e cá.

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Peres com novo EVO IX Azores

Lá diz o povo, “É Carnaval e ninguém leva a mal”, e sob esse pretexto um grupo de foliões decidiu satirizar a presença do Fernando Peres no Campeonato Regional de Ralis do Açores.

A rececente polémica sobre a presença de Peres, e as condições que aufere, foram o mote para que o novoMmitsubishi Lancer EVO Azores fosse apresentado no desfile de Carnaval da ilha Terceira.

Tratou-se de uma ideia original que de uma maneira divertida crítica a situação, mas também demonstra o carinho que alguns adeptos da região têm por aquela modalidade.

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quarta-feira, fevereiro 6

WRC Suécia: Sordo já a 5 minutos da frente!

Dani Sordo não terá a vida nada fácil no Rali da Suécia. Além de não ser propriamente um especialista em pisos de neve e gelo, o espanhol ainda começará a prova com cinco minutos de penalização. O problema deveu-se à mudança de motor no C4 WRC, necessária depois do problema que o obrigou à desistência no Rali de Monte Carlo.
Esta é uma regra feita numa óptica de redução de custos, mas que acaba por ser completamente ilógica, pois acaba por penalizar um piloto que já o foi na prova anterior. Dani Sordo foi obrigado a desistir em Monte Carlo devido a um problema de motor - quando era segundo classificado - uma "penalização" já bem pesada e agora ainda sofre uma outra penalização decorrente dessa. Por vezes fica a dúvida sobre o que estarão a pensar os legisladores quando "inventam" regras deste tipo!...

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Teodósio e Neves: Algarvios no Open

Ricardo Teodósio será um dos nomes em destaque no Rali de Montelongo, prova de abertura do Campeonato Open de Ralis. Será o início de um projecto que deverá estender-se à totalidade do campeonato.
O piloto algarvio adquiriu três Mitsubishi Lancer Evo IV com vista à formação de uma equipa para o Open de Ralis. "Um dos carros será conduzido por mim e outro pelo meu colega José Neves. Temos ainda a possibilidade de preparar um terceiro carro se surgir um piloto interessado". explicou Teodósio.
Os dois carros já estão em avançado estado de preparação, mas não surgirão na máxima força em Montelongo. Segundo Teodósio "os carros terão um restritor de Grupo A de 34mm, mas a nível de agrupamento Turismo pouco mais terão, ficando uma espécie de Grupo N mais competitivo." No entanto o objectivo passa mesmo por evoluir os carros para Grupo A nas provas seguintes.
A preparação dos carros está a ser feita com recurso a diferentes preparadores, no caso dos motores estão em dois destinos diferentes para "vermos quais as diferenças que resultam de um para o outro." Ricardo Teodósio mantém-se ligado à Gatmo, ao passo que o motor de José Neves está em Inglaterra.
No entanto, não é ainda certo que Ricardo Teodósio fique em definitivo no Open de Ralis. "Neste momento tenho um projecto com outro piloto para o nacional de ralis. Caso as respostas ao projecto sejam positivas, farei o campeonato principal, mas isso implica que deixe de poder pontuar no Open. No entanto, como ainda não tenho nada confirmado para o nacional, avanço com o projecto do Open."
Mesmo que o algarvio não dispute o nacional, o seu Mitsubishi Lancer Evo IX poderá correr pelas mãos de Nuno Coelho. O piloto do Porto está a tentar obter apoios para fazer um programa de provas seleccionadas, recorrendo à estrutura e ao carro da Teodósio Competições.

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Rui Madeira tenta Auris S2000

Além dos Peugeot 207 de Bruno Magalhães e Vítor Pascoal, e dos Fiat Grande Punto de José Pedro Fontes e Nuno Barroso Pereira , o Campeonato de Portugal de Ralis poderá ver o seu plantel reforçado com um novíssimo Toyota Auris S2000, num projecto válido apenas para a fase de terra e que foi proposto pelo próprio Fabrizio Tabaton a Rui Madeira.
Caso se concretize, esta seria o reatar de uma relação que teve o seu ponto alto em 1996, quando o piloto de Almada venceu o Rali de Portugal num Toyota Celica da Grifone – estrutura que assumiu recentemente o desenvolvimento do carro que vem substituir o Corolla S2000, tendo já realizado os primeiros testes no terreno com Didier Auriol.
Segundo apurou o AutoSport, Tabaton terá vindo mesmo a Portugal há poucos dias para apresentar este projecto ao Departamento de Competição da Salvador Caetano, num encontro que juntou à mesma mesa Miguel Ramos e Rui Madeira, além do próprio italiano. A proposta terá sido irrecusável, faltando agora encontrar os parceiros que viabilizem este projecto, sem dúvida o mais inesperado deste defeso.

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