sexta-feira, dezembro 12

Animação Nocturna para o Rali de Ourique

Extra rali, a organização aposta na Noite de Ourique para atrair os elementos da prova alentejana.

No Largo dos Antigos Bombeiros Voluntários decorrerá, a partir das 23:30, exibições com Perícias Automóveis, e música ao vivo com a Banda “Evolution”.

A animação continua no Bar “A Moagem, que a partir das 0:00 conta com o Karaoke, muitos brindes e Bebidas de Oferta. No “Sota Bar” música ao vivo com a Banda “O Gang da Ribeira”.

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Mapa de Prova - Rali Vila de Ourique

O Aero Clube de Beja já disponibilizou o Mapa de Prova do Rali Vila de Ourique, prova que marca o final do Challenge Regional de Ralis, e da época de ralis nacional. O troço será percorrido por três vezes, em sistema de RallySprint com passagens às 9:15, 10:40 e 12:05.



Acessos:

-Saída Ourique sentido Algarve pelo IC1 -virar á esq, no cruzamento para Estrada Municipal 505 sentido A.Fernandes/Almodôvar, passados 1,5kms encontra principio do troço á esquerda.
- Seguindo pela mesma EM 505,passado 1km do inicio troço, a seguir ao Monte virar esq. para terra 600mts encontra ZE1.- EM 505 passados 2,5kms inicio troço encontra placa Doceitas /Grandaços virar esq. para terra 400mts encontra ZE2.
-IC2 em Grandaços seguir placa trânsito local, passados 4kms ,encontra troço.
- Em Ourique. fim do troço junto á Rua Fonte da Alameda.
- Rua de Almodôvar em frente encontra troço em Gancho a descer.
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Abandonos do Rali de Portimão

- Um dos principais candidatos à vitória final, Luís Nascimento no Opel Corsa 2.0, abandonou após a 3ª especial do rali. Verdadeiramente endiabrado, atacou ao melhor nível vencendo o troço, mas após a Tomada de Tempos, uma nota mal tirada promoveu o despiste. Mesmo conseguindo regressar à estrada os danos no radiador, e consequentemente à junta, impediram a continuidade.


- Motivado pelo resultado no Casinos do Algarve, Pedro Charneca e Luís Assunção entraram ao ataque na Super Especial, ficando na segunda posição (melhor tracção total). A odisseia do piloto alentejana acabou no início da 2ª especial do rali, quando se despistou danificando o Ford Sierra Cosworth. Curiosamente ficou na mesma curva que o carro 0.

- Carlos Marreiros e Paulo Costa apostavam num bom resultado no Rali de Portimão. E estavam a conseguir os objectivos, até que um problema eléctrico, seguido de um princípio de incêndio danificou irremediavelmente o habitáculo do Opel Corsa 1.6.

- “Não lhe olhem ao tamanho” era uma expressão ouvida no Parque de Assistência quando se referiam ao Jaime Falcão. Pequeno na estatura, com um pequeno Rover 114, com uma rampa de faróis minúscula, e de idade avançada (acima dos 60) não perde a paixão pelo desporto. Desta vez acompanhado por Pedro Arroja, a prestação ficou-se pela segunda especial, quando problemas mecânicos com o Rover impediram a continuidade.
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quarta-feira, dezembro 10

Uma questão de Zeros

O Rali Cidade de Portimão, prova do Challenge Regional de Ralis contou teve a particularidade de contar com 3 viaturas de segurança, conhecidos como carros zero.

Estas viaturas têm o nome de “zeros”, mas tem um papel importante, que é o de alertar o público para o início da competição, e avisar a organização sobre uma eventual anormalidade dentro de uma Prova Especial. É uma função de muita importância, que deve ser desempenhada por elementos experientes, que contribuam para melhorar o rali.

Pois, a organização do rali não teve isso em conta e optou por atribuir o número 0 (a última viatura em estrada antes do início da competição) a um estreante que iria participar pela primeira vez numa viatura recém-adquirida. Certamente não era uma atitude correcta, e a organização foi alertada para tal facto, mas o rali avançou. Na primeira especial (sem contar com a SE), ao fim da terceira curva (a primeira com um maior grau de dificuldade) qual não é o espanto de ver o Ford Escort Cosworth, com o número zero capotado...

Hilário Jaime participava nesta prova como 00 (Dois Zeros) e estreava um Peugeot 205 GTi. Infelizmente, passados dois quilómetros da mesma especial – Senhora do Verde, um problema mecânico levou a encostar a viatura.

Em poucos quilómetros, a organização viu a segurança reduzida a apenas uma viatura. Joaquim Santos, que foi navegado por José Charata, ficaram encarregues de abrir os restantes troços, com o Opel Corsa 1.6 – 000 (Três Zeros). Felizmente estes dois elementos conseguiram levar a viatura até final, e desempenhar as funções a que foram destinados – abrir a estrada zelando pela segurança do público e concorrentes.
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terça-feira, dezembro 9

Tal como Cesar Baroni

A história descrita abaixo é contada na primeira pessoa, pelo José Correia. Tive o prazer de efectuar mais um rali na "Ritinha", e como é hábito não faltam histórias para contar. Desta feita o início dá-se na semana anterior quando uma queda levou a uma entorse, mas também tem um final interessante.


"Para mim as dificuldades para o Rali Cidade de Portimão começaram no Sábado anterior à prova, onde uma queda aparatosa me mandou para o Hospital de Faro donde saí 6 horas depois com a sentença traçada: Entorse no tornozelo do pé direito, uma semana no mínimo sem colocar o pé no chão, ligadura e meter muito gelo. Ora bem, uma semana depois era o Rali…a coisa não estava fácil.


Feito o teste no Sábado de manhã para avaliar se estava ou não em condições físicas mínimas para correr, o resultado foi positivo, as dores não eram muitas e a decisão foi partir para a prova e logo se vê.


A Super Especial foi feita com muito cuidado pois ao meter o carro no Parque Fechado o cabo do travão de mão tinha-se partido e a roda traseira direita estava travada. Após a SE o nosso incansável Quim (Almeida) lá se jogou para baixo do carro e com a ajuda do Bruno Alambre, do Licínio e do Paulo Jesus lá se resolveu o problema da forma mais simples: anular o travão de mão por completo. Assim como assim nunca uso travão de mão a não ser para estacionar…

Primeira PEC de Domingo, primeira vez que guiava o carro à chuva, com uns pneus 175/14 mais apropriados para um Renault de 800 kgs que para um BMW com quase o dobro do peso e lá fomos nós. Um susto numa das primeira curvas do troço, onde um poste eléctrico se aproximou do carro mais do que o previsto serviu como alerta e tentámos manter um ritmo constante mas seguro. Na Zona Espectáculo ainda deu para divertir a malta e a pouco menos de um quilómetro do final o Joe, como tinha previsto, apanhou-nos no troço, pisca para o lado para ele passar e tentamos seguir o rápido Corsa até final, o que se revelou tarefa impossível.


Segunda PEC, a do AIA. Correu dentro do previsto mas o tempo foi bastante mauzinho quando comparado com o que tínhamos feito na Senhora do Verde. Confesso que ainda não percebi porque razão perdíamos tanto tempo nesta PEC, as trajectórias até nem foram assim tão más e o carro até andou em quarta velocidade a mais de 180!


Segunda passagem pelo troço grande, atacámos um pouco mais, tirámos 5 ou 6 segundos á primeira passagem mas já estava mais a pensar em trazer o carro até final para ver se dava para ir a Ourique. Pelo meio ainda fizemos algumas atravessadelas mais exuberantes, algumas das quais em terceira já bem depressa...


Novamente o troco do AIA e novamente um tempo “miserável” mas a satisfação de ter acabado o 6º rali da temporada em 8 provas disputadas e de estar bem classificado no Challenge, fruto de alguma constância de andamento e regularidade, como o Bruno (mestre dessa mesma táctica) disse.


Ao fim e ao cabo foi o resultado possível para um “coxo” finalmente assumido. As dificuldades nas travagens eram algumas devido à entorse e a política de contenção de despesas não permite arriscar muito.


Estamos (..) na corrida ao título. Agora a sério, o mais importante foi que a prova até deu algum gozo, que a actual classificação no Challenge é engraçada e que iremos ao Rali de Ourique com o mesmo espírito de sempre: Divertirmo-nos um bocado sem arriscar muito. Obviamente que a vitória no Challenge é algo de impossível mas um resultado dentro dos seis ou sete primeiros no final do Troféu já nos deixaria muito felizes.


Falta explicar o título. Em 1993, o francês Pierre-Cesar Baroni chegava à Madeira com uma lesão na perna devido a um acidente em rali (não me recordo se foi em testes ou noutro rali). Queixando-se de dores, reconheceu que a sua deslocação era feita apenas com o intuito de pontuar, o que seria muito difícil. Acabou o rali na 4ª posição, e somou importantes pontos que foram recompensados no final com o título europeu.
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Rally_Portimao

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segunda-feira, dezembro 8

Vitória de Eduardo Valente em Portimão

No passado fim-de-semana disputou-se o Rali Cidade de Portimão, prova pontuável para o Challenge Regional de Ralis. Disputado em condições atmosféricas instáveis, que condicionavam a escolha de pneumáticos por parte dos concorrentes, a incerteza quanto à vitória perdurou até ao último metro do rali.

O rali começou com uma Super Especial nocturna disputada no Parque das Feiras. Aproveitando um traçado usado nos Casinos do Algarve, o Clube Automóvel de Portimão quis aproximar os carros do público e foi bem sucedido. Augusto Páscoa e Leonel Fernandes num Renault 11 “Williams” entrou com o pé direito, averbando o melhor tempo, superiorizando a Pedro Charneca e Eduardo Valente por mais de dois segundos.

Os aguaceiros que caíram na madrugada de Domingo foram suficientes para “baralhar” as escolhas dos concorrentes. Eduardo Valente e João Lelo em Renault Clio Williams venceram a primeira passagem pelo troço de Senhora do Verde (15,85 km) e assumiram a liderança do rali, com um toque pelo meio do troço. Luís Nascimento subiu para a segunda posição a 11,7 segundos. Implementando uma postura ofensiva José Neves, em Mitsubishi Lancer EVO IV, ficavam no terceiro posto, perdendo algum tempo após ter apanhado o concorrente que o antecedia em troço.

A primeira passagem pela especial que era circundante ao Autódromo Internacional do Algarve foi vencida por Luís Nascimento, que se despistou logo após a Tomada de Tempos. Apesar de regressar à estrada, danos no radiador do Opel Corsa impediram a progressão. Eduardo Valente reforçou a liderança somando mais três segundos de vantagem sobre José Neves.

Na quarta especial deu-se a reviravolta nas contas do rali. José Neves atacou decidido e aproveitou os problemas na suspensão do Clio de Valente para ascender à liderança com 2,6 segundos de vantagem. Ficava tudo em aberto para a última especial.

Na segunda passagem pelo AIA, Eduardo Valente contra-atacou e retirou 5,4 segundos à primeira passagem. José Neves não conseguiu efectuar uma prestação semelhante à especial anterior, e viu-se surpreendido no final, com uma diferença de 4,1 segundos. Curiosamente, só à entrada do último Parque de Assistência, e já com os tempos averbados é que os concorrentes (e público) tiveram conhecimento do desfecho do rali.

Se a luta pela liderança do rali foi intensa, o mesmo se pode aplicar ao último lugar do pódio. Augusto Páscoa e João Monteiro foram os intervenientes, com a vantagem a pender para o lado do piloto com viatura de tracção total. João Monteiro e José Texeira no Ford Sierra Cosworth não conseguiram repetir a proeza do Casinos do Algarve, muito por culpa dos pneus que não eram ideais para o piso molhado. Numa prova onde efectuaram uma progressão, após adaptação às condições, “roubaram” o terceiro posto na última especial do rali. Augusto Páscoa acabou o rali na quarta posição, dando continuidade ao bom desempenho obtido no Casinos do Algarve. No entanto, o piloto do Renault 11 Williams voltou a ser batido nas lutas individuais.

Fazendo valer da regularidade, António Lampreia e Pedro Macedo voltaram a acabar nos lugares cimeiros, desta vez na 5ª posição. Graças a este resultado, a equipa do Ford Escort Cosworth assumiu a liderança do Challenge.

No sexto posto acabou Jorge Baptista, que desta vez foi acompanhado por Licinío Santos. O piloto do Toyota Celica 4WD teve uma adaptação positiva à viatura e ao terreno, melhorando as prestações e subindo na classificação. Vítor Santos e Filipe Carvalho não tiveram uma prova fácil, com um conjunto de contrariedades que condicionaram o resultado. Com problemas de embaciamento, um toque que danificou a suspensão, alguns piões tudo contribuiu para que apenas conseguissem um sétimo posto. Luís Reis e Miguel Jorge em Renault 11 Turbo fizeram valer o conhecimento do terreno para acabar na oitava posição, superiorizando-se na última especial a José Correia por apenas 1,4 segundos. A fechar os dez primeiros, a equipa Diamantino Santos e Hélio Rodrigues, que traduzem em resultados o andamento imposto no Ford Escort XR3i.

A prova também registou alguns abandonos, destacando-se o do Pedro Leone com problemas de caixa de velocidades, Luís Nascimento e Pedro Charneca fruto de despistes e Carlos Marreiros com um princípio de incêndio.

Faltando apenas uma prova para acabar o Challenge Regional de Ralis, sete pilotos estão matematicamente habilitados a vitória final: António Lampreia, José Neves, Vítor Santos, Eduardo Valente, Pedro Leone, José Correia e Paulo Anselmo. A competição encerra a 21 de Dezembro, com a disputa do Rali Vila de Ourique.
Foto: Marco Santos
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Teodósio impôs-se nos Extras

Na competição reservada aos Extras do Rali Cidade de Portimão, Ricardo Teodósio e João Luz foram os grandes dominadores. Aliando a rapidez ao espectáculo, a dupla algarvia superiorizou-se sem dificuldades aos comandos do Citroën Saxo Kit Car, efectuando a impressionante média de 102,9 Km/h.

A equipa Pedro Lança e Ricardo Baptista em Citroën Saxo 1.6 acabaram na segunda posição, rodando regularmente nesta posição, e efectuando tempos muito próximos dos mais rápidos dos VSH. Márcio Marreiros e Vera Marreiros estrearam o Peugeot 206 GTi, e dificilmente o resultado poderia ser melhor. Revelando uma postura competitiva interessante, e uma adaptação rápida, acabaram na terceira posição.

Os últimos postos da competição ficaram reservados aos clássicos. António Segurado e Fifé levaram o Lancia Stratos ao 4º posto final, superiorizando-se a Vítor Torres e Bárbara Torres no Ford Escort MKII. O piso escorregadio consistiu uma séria dificuldade que influenciou a prestação destes concorrentes, com viaturas de tracção traseira.
Felizmente não existiram abandonos nesta categoria.

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Rali de portimão 2008 - Carro 000 (super especial)

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sexta-feira, dezembro 5

Rali Cidade de Portimão arranca Sábado

O Rali Cidade de Portimão marca o regresso às competições em asfalto do Challenge Regional de Ralis (CRDR). A prova organizada pelo Clube Automóvel de Portimão é constituída por 5 provas especiais de classificação, com início na noite de Sábado com a Super Especial do Parque de Feiras. Na manhã de Domingo disputam-se as restantes especiais com duas passagens pelos troços de Senhora do Verde/Auto D.Henrique e Autódromo Internacional do Algarve. O primeiro é resultante da união das especiais da edição de 2007, enquanto o segundo desenrola-se nas imediações do AIA.

A prova conta com 30 inscritos na competição reservada ao Challenge (com viaturas VSH). Com o número 1 de porta, Pedro Leone quer esquecer o sucedido na última prova do regional sul, e prosseguir a adaptação aos pisos de asfalto. Graças aos bons resultados nas primeiras provas do CRDR, António Lampreia e Vítor Santos paretem na frente e mantém aspirações à vitória final. Seguem-se José Neves que venceu o Rali de Monchique, e José Correia que surge num surpreendente 5ª lugar do campeonato.

Luís Nascimento e Carlos Caliço em Opel Corsa 2.0 aparecem como favoritos à vitória final, não só pelo facto de possuírem uma viatura competitiva, mas também pelo facto de serem muito rápidos em Portimão, e a comprová-lo a exibição do ano passado quando ficou a escassos segundos do vencedor, Jorge Santos em Citroën Saxo Kit Car. A conjunção de factores parece jogar a favor dos concorrentes com duas rodas motrizes, e neste âmbito surgem os nomes de Eduardo Valente, Augusto Páscoa e Gil Antunes. Partindo na parte de trás do pelotão em posição menos favorável, os dominadores do Rali Casinos do Algarve – João Monteiro / José Teixeira e Pedro Charneca / Luís Assunção, ambos em Ford Sierra Cosworth querem repetir a façanha.

A prova também é marcada pelo regresso de João Tabaio em Lancia Delta Integrale (ex-Astra), e por um conjunto de estreias: André Cabeças participa pela primeira vez num rali regional na zona sul, Sebastian Vinois estreia-se com o Peugeot 205 GTi, e finalmente Armando Barradas participará com o Renault Clio Williams.

Ao contrário das edições anteriores, o Clube Automóvel de Portimão optou esta temporada por efectuar uma Prova Extra para os concorrentes com viaturas homologadas e Clássicos. Dentro deste grupo destaca-se a presença de Ricardo Teodósio navegado por João Luz em Citroën Saxo Kit Car. Com viaturas homologadas também participam Pedro Lança / Ricardo Batista num Citroën Saxo e Márcio Marreiros / Vera Marreiros em Peugeot 206. Nos clássicos destaque óbvio para o regresso do Lancia Stratos com a equipa António Seguirado / Fifé, que terá a rivalidade de Vítor Torres / Maria Torres em Ford Escort RS MKI.
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TOP 10 a acabar

Depois de uma noite bem dormida o “verdadeiro” Casinos do Algarve disputava-se integralmente no Sábado. Para começar a sério nada melhor que… uma ligação apertada. Os tempos de ligação mantém-se curtos e a correria começa logo na manhã de Sábado, entre Portimão e o CH da primeira especial. E sem necessidade… mas afectaria o desempenho.

Como gosto muito dos ralis em asfalto, tenho um particular carinho pelos troços de Monchique. O Alfarce a abrir servia essencialmente para descobrir as nossas potencialidades – o comportamento do carro (quer da caixa, quer dos pneumáticos), o ritmo das notas, e os níveis de confiança. Sem grandes exageros, e alguma contenção na parte nova, foi uma especial positiva para começar.

Seguiu-se as Corchas, com os seus 22 quilómetros fariam diferença. A parte inicial do troço que era muito sinuoso, o Col du Turini, não correu bem. As notas não estavam “afinadas”, as trajectórias não eram ideias, e curva a curva perdíamos tempo precioso. Felizmente, a entrada da Chilrão permitiu maior diversão. Mas com o passar do troço, a concentração era testada… até via Árvores onde eram Casas. Já no final, os pontos de travagem eram mais cedo, e pior ainda, o carro começou a falhar. Foram 18 minutos que pareciam intermináveis, e com a noção que não foram conseguidos.

Na ligação para a Fóia, percebemos que a viatura falhava porque já tinha falta de gasolina. Mas, o reabastecimento era apenas após o troço da Fóia e do reagrupamento de Monchique. As ligações e os troços exigiram muito combustível ao BMW… Um ponto que merece destaque – à partida para a Fóia chega um Citroën C2 de Troféu atrasado (Manuel Inácio), que partia no minuto seguinte. Mais uma preocupação, pois era provável que chegasse à traseira do BMW em troço.

As coisas correram bem até ao topo da Fóia, mas após a passagem no alto, já na zona mais rápida do rali, o carro começa a falhar… aos “soluços”. Parecia uma repetição de Martinlongo. A solução era desligar uma bomba, e aproveitar as descidas. Certamente perdemos algum tempo, mas conseguimos levar o carro até Reagrupamento. Fica uma dúvida, como terá corrido aos restantes concorrentes? Quanto ao C2, estava com problemas de suspensão, e chegou mesmo a ser passado pelo Filipe Baiona, e abandonou por excesso de penalização. Não havia a noção da nossa classificação, mas o rali não estava a ser isento de problemas.

Após o reagrupamento, apenas 10 minutos para ligação e reabastecimento na bomba de Monchique. Foi uma paragem relâmpago, em 2 minutos levou “gasosa” suficiente para o troço do Alferce e ligação final.

À partida do último troço, o Zé relembrou do ocorrido no ano anterior com o Nuno Lorena. Abandonaram a centenas de metros do final, vítimas de um “encontro com uma árvore”, quando disputavam um lugar entre os 10 primeiros. Certamente não gostava de repetir a dose. Sem os problemas de gasolina era possível “espremer” mais a viatura. Na parte antiga andamos em bom nível, sempre rápidos, chegando mesmo a bater numa berma, que não deixou marcas. Pouco depois da entrada na parte nova, encontramos um elemento na estrada a mandar abrandar – poucos metros depois deparamos com o António Lamúria virado ao contrário (fez um pião e estava virado para o BMW). Mais à frente foi a vez de encontrarmos os Mitsubishi’s do Ricardo Teodósio (sem uma roda) e do Nuno Pinto (motor falhou). Pronuncio de algum problema… Felizmente não, efectuamos um bom troço, e retiramos mais 10 segundos à primeira passagem.

Foi à chegada ao Parque de Assistência que soubemos o resultado. O desempenho na última especial permitiu ultrapassar o Ledesma dos Santos e o Vasco Timtim (ambos em Peugeot 205 GTi), ficando na 10ª posição final.

Um resultado excelente, mais que a exibição, mas que dificilmente seria melhor. A mais de 2 minutos estava o António Lampreia (9º classificado).

Para acabar a festa em beleza, uma passagem pelo “palanque” na Zona Ribeirinha de Portimão, não só para celebrar a posição, mas também o facto do Zé ter finalizado um Casinos do Algarve. Desde 2003 que tal não acontecia.
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Dados Estatísticos CRRS 2008 - Parte 2

MÉDIAS CRONOMETRADAS (Tabela)

Antes do mais a ressalva para as médias/distâncias dos troços do Rali de Vila do Bispo terem sido apuradas por estimativa, pois os valores apresentados oficialmente eram semelhantes aos ao ano passado, o que não correspondia à verdade. Os valores são aproximados, e foram com eles que cheguei às médias do rali da zona Oeste.

Como esperado as viaturas com 4 rodas motrizes dominam nas médias cronometradas. Com uma média estimada de 94,4 Km/h João Monteiro em Ford Sierra Cosworth foi o melhor registo do ano. O troço da Raposeira (aprox. 13,35 km) foi de longe o troço mais rápido, e onde se atingiram valores mais altos. Seguiram-se em terra os troços de Loulé e Cortelha, sendo os intervinientes o Ricardo Teodósio e o Pedro Peres, contando para o Campeonato Open. Também na ordem dos 80 km/h o troço de Bundens (Vila do Bispo) efectuado pelo José Neves.

As médias também são elevadas no asfalto, com natural destaque ao troço das Corchas, que com 22,68 km foi percorrido a uma média de 83,2 Km/h pelo João Monteiro. Para quem conhece a zona, a parte do Turini é bastante sinuosa, pelo que o Chilrão foi “maximum attack” para atingir uma média tão boa. Curiosamente a mesma média foi alcançada no Alfarce, mas com apenas 10,25 Km, também pelo João Monteiro (mais rápido em terra e em asfalto).

No extremo da tabela encontra-se a Super Especial do Autódromo, ganha pelo Nuno Pinto que efectuou uma média de 54Km/h. Em troços “normais” de estrada, o mais lento foi o Azinhal com 60,2Km/h efectuado pelo Luís Mota. Dois pontos relevantes para este registo: o percurso sinuoso após a localidade do Azinhal e o facto de ter chovido muito na zona, antes e durante a prova.


Entre as viaturas de duas rodas motrizes, Gil Antunes obteve o melhor registo na Raposeira, com 87,1Km/ de média. Destaque também para o bom desempenho de Rui Coimbra no Golf GTi em Budens (79,6) e para o Armindo Neves no Hyundai Kit Car no Rali Casinos do Algarve.


Na classe I, os resultados mostram um domínio do Vasco Tintim, embora a melhor média fique na posse do Alexandre Ramos em Vila do Bispo (Raposeira). Nota também para o desempenhos de Rui Coimbra no Rali de Castro Marim e de Renato Leria no Rali Casinos do Algarve, curiosamente ambos com a mesma viatura.


Na Promoção, parece que a “rapidez” foi de tempos/modas. Primeiro temos um Alexandre Ramos dominador, depois foi o Carlos Marreiros, e nas últimas especiais do Casinos do Algarve o Diamantino Santos foi o mais rápido.
PENALIZAÇÕES (Tabela)

As penalizações também fazem parte dos ralis, e por uma ou outra razão influenciam os resultados finais, ou parciais, dos concorrentes. Sem culpabilizar pilotos ou navegadores, pois também faço parte deste grupo e sei que por vezes as contas não são forçosamente como desejaríamos.

Felizmente este ano apenas 17 concorrentes foram vítimas de penalizações, o que representa uma diminuição em relação a temporadas anteriores. Inevitavelmente o Filipe Baiona encontra-se no topo com 16 minutos, que lhe retirou um resultado muito positivo em Castro Marim. Segue-se o Marco Gonçalves, que somou 3 penalidades esta temporada, motivadas infelizmente por problemas no Peugeot 205 GTi, e que totalizaram 7 minutos e 10 segundos.

O Paulo Anselmo aparece a seguir com 4 minutos registados no Rali de Martinlongo, na estreia da viatura, numa prova que não lhe correu muito bem.


EXTENSÃO DAS PROVAS (Tabela)

Este ano, uma aposta do CAA foi no aumento de quilometragem dos troços dos ralis do regional. Examinando a tabela parece que os ralis foram crescendo com o decorrer da temporada, mas tal não corresponde à verdade.

A primeira prova da temporada contava com um troço que seria de aproximadamente 18 quilómetros, mas que devido às chuvas foi encurtado para apenas 10. Estavam planeados mais 16 quilómetros de troço que não puderam ser efectuados, totalizando então 42,42 km em Martinlongo.

O Rali de Vila do Bispo totalizou 54,6 km (valor aproximado mas não oficial), destacando a tripla passagem pelo troço de Budens (9,30km).

A surpresa veio de Castro Marim, com a especial de Odeleite de 18,21 km, que foi o maior troço de terra do regional. Infelizmente as condições climatéricas não eram as melhores, mas existiu coragem para avançar com a totalidade do rali em frente. Foram 66,48 Km que serviram de tónico ao maior rali da temporada. O Rali de Loulé, pontuável para o Open foi constituído por 7 especiais (o maior rali também em termos de especiais), com uma SE de asfalto, seguido pela dupla passagem por Loulé (também conhecido como troço do Canil), São Brás e Cortelha, este último com 16,93 km.

A acabar a temporada, o Rali Casinos do Algarve, totalmente em asfalto, no qual existia o maior troço de 2008 – Corchas (resultante da união de parte do troço de Serra de Monchique 2007 [Col du Turini), com o Chilrão) totalizando 22,68 km.

Sem cair em exagero foram: 25 especiais de classificação (6 asfalto e 19 em Terra), com 289,22 km cronometrados (58,62 asfalto e 230,6 terra).
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terça-feira, dezembro 2

Dados Estatísticos CRRS 2008 - Parte 1

Nos próximos dias disponibilizarei um conjunto de dados referentes ao regional, com uma análise escrita que pretende complementar a informação. Posteriormente estará disponível um ficheiro excel com todos esses dados. Os dados foram tratados após cada prova, e são da minha inteira responsabilidade, portanto qualquer erro contido neles será obviamente meu lapso. Para melhor compreensão as tabelas estão disponiveis no Fórum Ralis a Sul em: http://ralisasul.com/forum/viewtopic.php?f=3&t=1218


ÍNDICE DE RAPIDEZ


Pegando na ideia original do site Ralis.Online, o Índice de Rapidez do CRRS chega ao final com resultados muito enganadores. A verdade é que os factores adversos pesaram muito no apuramento do resultado final.

1º O facto de serem poucas provas

2º O facto de poucos concorrentes terem completado a totalidade de especiais

3º Ter uma prova pontuável para o Open com muitos concorrentes que “roubam” pontos, e consequentemente penalizam os que participaram nessa prova.

4º Valoriza os resultados individuais em provas isoladas, em detrimento do global


Assim sendo a exibição do José Neves no Rali de Vila do Bispo valeu-lhe a “vitória” no Índice de Rapidez (IR) do Campeonato Regional de Ralis do Sul. Com valores aceitáveis, os abandonos em Martilongo e Castro Marim na 1ª especial e a ausência nas últimas provas foram suficientes para acabar o ano na frente.

João Monteiro seria o vencedor desta categoria, graças aos resultados de Vila do Bispo e até ao penúltimo troço do casinos. Foi no último troço do campeonato que averbou apenas 4 pontos e na Super Especial que foi muito penalizadores.

Valorizando a regularidade, Luís Mota também soma sempre pontos no IR, mas a prova de asfalto volta a fazer com que Mota não consiga manter a segunda posição final, que seria totalmente merecida.

Os restantes dados permitem tirar algumas conclusões sobre andamentos individuais, mas de uma maneira geral não materializa a “verdade desportiva”.


VITÓRIAS TOTAL

Não existem grandes constatações a retirar. João Monteiro bisou esta temporada com vitórias em Vila do Bispo e no Casinos do Algarve.

Gil Antunes dominou as três primeiras provas do CRRS, e depois enfrentou alguma concorrência mais aguerrida em Loulé e no Casinos, com vitórias para um surpreendente Júlio Bastos num BMW M3 e para o Armindo Neves no Hyundai (no regional atribuída a Augusto Páscoa).

A classe I foi completamente dominada por Vasco Tintim (repetiu o domínio de 2007) com 4 vitórias. Apenas não venceu em Castro Marim onde abandonou e permitiu que Renato Leria /Ana Santos averbassem a sua primeira vitória.

Finalmente, a Promoção foi o “parente pobre” e por vezes esquecido do regional. Com poucos concorrentes a máxima quem acaba ganha aplicou-se em 2 ralis – Marreiros venceu Martinlongo e Alex em Vila do Bispo… para nenhum acabar em Castro Marim. Finalmente para as últimas provas contaram com maior rivalidade, chegando mesmo a vitória no Casinos para Diamantino Santos.


VITÓRIAS EM ESPECIAIS DE CLASSIFICAÇÃO

Sem grandes surpresas também neste domínio a dupla João Monteiro / José Teixeira foi a mais vitoriosa da época sendo a mais rápida em 7 troços cronometrados, divididos pelo Casinos do Algarve e Vila do Bispo. Seguiram-se Luís Mota e Pedro Peres com 4 vitórias em PE, e depois Pedro Leone e Ricardo Teodósio.

No que concerne aos concorrentes com 4x4, é muito semelhante ao geral, pois a única novidade reside no facto do Paulo Jesus ter uma vitória em troço entre os tracção total (na mesma especial ganha no Casinos pelo Armindo Neves).

Se dúvidas houvessem quanto à superioridade do Gil, dissipam-se em números: 12 vitórias (domínio absoluto em Martinlongo e Castro Marim). Nota positiva para as quatro vitórias em Loulé de Júlio Bastos (uma surpresa, ou talvez não). Os outros candidatos ficaram aquém das expectativas, pois Rui Coimbra apenas têm 3 vitórias, e depois aparecem José Carlos Paté, Armindo Neves e Augusto Páscoa com duas, sendo que estes dois concorrentes dividiram os créditos no Casinos.

Na classe II, apenas a novidade do Alexandre Ferreira e Paulo Anselmo terem alcançado vitórias em Loulé, ficando atrás do Júlio Bastos (classe 3).

Na classe I, domínio absoluto para Vasco Tintim com 14 melhores tempos. Distante seguem um grupo de concorrentes encabeçado pelo Alex Ramos (3 vitórias).

Finalmente, na Promoção, as vitórias ficaram entregues a 3 concorrentes, com superioridade para Carlos Marreiros (12 – 7 das quais em Loulé), seguido de Alex Ramos (9). No Casinos Diamantino Santos surpreendeu e venceu 3 PE’s.
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Super… Especial

A falta de tempo por vezes deixa as histórias para mais tarde. Saem atrasadas mas não esquecidas. Os reconhecimentos foram feitos na quinta-feira, em estrada aberta, com todos os cuidados a fim de evitar despesas desnecessárias. As passagens pelo troço das Corchas (mais de 22 km) eram completamente monótonas: a obrigatoriedade de seguir sempre dentro dos limites (quer de velocidade, quer do lado direito da estrada), aliado ao facto de encontrar muito trânsito no Chilrão, não permitiu umas notas perfeccionistas. Para piorar ao cansaço de tirar / ditar notas aliou um ligeiro mal-estar: devido a elevada altitude, as muitas curvas e o facto de andar a “passo de caracol”. E não fui o único.

Vamos ao importante: Competição. A abrir uma aposta do CAA, com a Super Especial no Autódromo do Algarve. Foi completamente ganha, enquanto esperávamos pela hora ideal a bancada foi tomando forma, enchendo como não imaginava ser possível: muito público de Portimão e Monchique e centenas de espanhóis. O traçado era interessante, muito concentrado em frente à recta da meta, com algumas chicanes e ganchos, propício ao espectáculo. Os concorrentes mais rápidos do nacional não comprometeram e deixaram o público ao rubro.

O BMW deu alguns problemas de caixa no trajecto de Portimão para o Autódromo, e claro involuntariamente pesava na consciência. Algo correr mal na frente de milhares de pessoas não é um registo desejável. Ao contrário do normal, na partida o concorrente tinha 20 segundos para partir quando desejasse, não só para quebrar tempos mortos, mas também para evitar atrasos. A ausência de um travão de mão eficaz impedia mais espectáculo na zona de ganchos frente à bancada. A opção residiu por efectuar trajectórias certas e eficazes (em detrimento do show). Interessante o facto da aderência dos pneus ser mínima, que nos valeu deslizes nas primeiras chicanes. O momento alto do AIA ocorreu no final da meta, onde poucas pessoas viam (só as que estavam no topo do Autódromo). As notas referiam uma curva esquerda a fundo… mas a visibilidade era muito fraca. Um ligeiro deslize à entrada da curva da recta da meta, e quando foi feita a rectificação a traseira fugiu, e foi impossível impedir o pião. À velocidade que íamos, foi a mesma a que saímos (120-130). Fomos à escapatória, mas felizmente sem obstáculos nada acontece: quer dizer o carro foi abaixo, perdemos algum tempo a recuperar. Como diziam uns espectadores: “ De repetente vejo os faróis do carro a apontar para a bancada!!!!”. O resto foi sem sobressaltos… e com a caixa impecável.

O troço estava feito, o tempo averbado, e ainda ouve tempo para os habituais agradecimentos do Zé. Uma nota final para o tempo de ligação para a Assistência em Portimão. Apesar da média de 58 Km/h, um facto é que o trânsito na cidade de Portimão trás alguns atrasos, e foram nas ligação para a Via do Infante, e dentro desta que nos permitiu percorrer tudo sem problemas. Aliás as ligações deste rali, pareciam também ser especiais do rali… pois não foram as únicas apertadas. Alguns concorrentes somaram penalizações pelo facto de confiarem do tempo de ligação. O resultado do dia… não interessa (foi fraquito), o que importa é que a competição continua.
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Pisando o risco

Ainda voltando ao Rali Casinos do Algarve, uma situação agradável ocorreu nos dois dias reservados aos reconhecimentos. Uma brigada de trânsito da GNR decidiu vigilância, numa das curvas “cegas” da parte mais estreita e sinuosa do troço das Corchas. Numa curva apertada, onde quase era obrigatório pisar o traço contínuo, foi a maneira encontrada para “encher os cofres”. Os concorrentes foram surpreendidos no Domingo, e muitos deles foram autuados, repetindo-se a situação na segunda-feira. Curiosamente, a 200 metros do local estava uma população, onde seria da maior importância zelar pela sua segurança. Falando “preto no branco”, foi uma autêntica caça à multa. Uma das causas para estas “vigilâncias” prende-se com o facto deste ano o CAA não ter fechado os troços, e consequentemente não necessitar dos préstimos da GNR. Por outro lado, alguns moradores não são propriamente adeptos do Rali do Algarve, no entanto também estes foram penalizados, pois as multas estenderam-se também os restantes condutores que por lá passavam.
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