segunda-feira, outubro 1

Rossetti venceu Sanremo e Basso é campeão

A caravana do IRC deslocou-se na semana passada para o Mediterrêneo, para disputar o Rali de Sanremo, naquela que era a prova mais esperada do calendário. Juntando o útil ao agradável, o Sanremo também era pontuável para o campeonato italiano, o que permitiu aparecerem um belo conjunto de pilotos e máquinas.
Em Itália, mandam os italianos e a tripla Luca Rossetti, Giandomenico Basso e Paolo Andreucci é que fizeram as despesas da prova. A primeira etapa era disputada em dois dias, com a realização de três especiais a começar na quinta-feira, para continuar com a junção das três, numa única nocturna e finalmente acabava a etapa na sexta com duas especiais, após o almoço.
A chuva marcou presença nas primeiras especiais e serviu para seleccionar os mais rápidos. Paolo Andreucci em Mitsubishi Lancer EVO IX desferiu um fortíssimo ataque nas primeiras especiais, superiorizando-se aos 18 (dezoito) S2000 presentes na prova italiana. Luca Rossetti conseguiu não perder muito tempo para Andreucci, enquanto Giandomenico Basso perdiu preciosos segundos devido a uma escolha de pneus errada.
A especial nocturna decidiu em grande parte o desenrolar da prova. Andreucci erde muito tempo e vê Rossetti assumir a liderança no Peugeot 207 S2000, embora Giandomenico Basso começava a recuperar da desvantagem.
As duas especiais de sexta feira ditaram poucas novidades, mas acabavam com Basso e Rossetti separados por menos de 15 segundos, com vantagem para o piloto da Peugeot. A certos espaços Andreucci ainda dava um “ar da sua graça” averbando tempos impressionantes.
No último dia, Andreucci (estranhamente) perdeu toda a rapidez, e foi caindo na tabela classificativa, o mesmo acontecendo com outros concorrentes que corriam com viaturas de produção “convencionais”.
A última etapa teve dois intervinientes – Luca Rossetti a defender-se dos ataques de Giandomenico Basso, que gostaria de vencer a prova “caseira”. No final, Rossetti venceu com pouco mais de oito segundos de vantagem, mas Basso com a segunda posição sagrou-se campeão italiano, a uma jornada do fim.
Nicolas Vouilloz fez uma prova de trás para a frente. O francês da Peugeot España, começou com um andamento rápido, mas sem se intrometer nos lugares da frente, mas deixou o melhor para o fim. Ultrapassou vários rivais na última especial, fechou o pódio e colocou-se em boa posição para pressionar Ojeda e Navarra na disputa do título do IRC.
Uma das maiores surpresas, veio de Umberto Scandola. O piloto italiano, que tripula um Fiat Punto S2000 vinha de uma sequência de resultados menos conseguidos, ao que se juntavam exibições fracas e abandonos indesculpáveis. Muito sorrateiramente foi melhorando no desenrolar da prova, chegando mesmo a vencer algumas especiais. Como prémio, um quarto lugar final, inteiramente merecido.
Paulo Andreucci “caía” no último dia do terceiro para o quinto lugar final, mas ficava na frente de Enrique Garcia Ojeda, que começa a apostar na regularidade com o intuito de manter a liderança do campeonato.
A sétima posição ficou na posse de Piero Longhi, em Subaru Impreza WRX Sti, que andou muito tempo na quarta posição, também perdendo alguns lugares na fase final da prova.
De regresso aos ralis, Gilles Panizzi, desta feita acompanhado por Xavier Panseri, demonstrou que ainda está “para as curvas”. Apesar de já não ser um dos “reis do asfalto”, protagonizou uma prova interessante com o Peugeot 207 S2000 e deixou muitos rivais atrás de si. Uma penalização na parte final da prova, num CHC devido a problemas com o acelerador, ainda o fez perder mais tempo.
Na nona posição aparece Andrea Aghini em Subaru, logo seguido de Andrea Navarra, que continua a atravessar uma fase negativa no IRC. Desta vez um furo no início do rali comprometeu o resultado, mas não desculpa o andamento abaixo dos rivais.
Jogando em casa, o italiano Renato Travaglia voltou a usar o Fiat Punto S2000. Quando rodava na disputa da quarta posição, uma ligeira saída de “pista” o fez dar um toque e consequentemente perder uma roda, promovendo o seu abandono.
Quem também abandonou foi Bruno Magalhães, que deixou a sua “impressão” na viatura de Brice Tirabassi. (Posteriormente farei uma análise à prova do português).
Infelizmente a prova fica marcada também por um lado mais negro - O concorrente do carro número 81 - Ivano Benza faleceu durante a primeira etapa, vitima de ataque cardiaco. Apesar de todos os esforços e prontidão da equipa médica não foi possível reverter a situação. Este concorrente também era vice presidente do Automobile Club Sanremo, e um ferveroso adepto da prova, no qual participava há algumas dezenas de anos. Como forma de homenagear, a organização decidiu continuar com o normal desenrolar da prova.
O IRC continuará com a disputa do Rali de Valais, na Suiça.

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Loeb venceu Rally de Cork

A equipa Citroën mandou os seus dois pilotos ao Rally de Cork com o intuito de preparar a presença no Rali da Irlanda, nova prova pontuável para o campeonato do mundo a disputar em finais de Novembro. Apesar do objectivo da equipa passar por testar as afinações para o WRC, Loeb não deu hipóteses aos demais e ganhou a prova com autoridade.
Dani Sordo, que corria com um Xsara WRC, foi o segundo classificado a 2:21,5 do francês. Entre os restantes concorrentes, também se encontrava Mikko Hirvonen, que acabou a prova na quinta posição a mais de sete minutos de Loeb.

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domingo, setembro 30

IRC: Madeira e Portugal juntos em 2008

Numa reunião organizada este fim-de-semana em Sanremo, entre a SRW Events e os Organizadores do IRC, ficou definida o calendário provisório do IRC para 2008.
O destaque óbvio vai para o aumento de número de provas, que passa de 9 para 12, com a inclusão dos Ralis do México, Princípe das Astúrias e Portugal.
Com esta decisão dá-se dois passos importantes – a realização de duas provas de um campeonato internacional de ralis no mesmo país, apesar de serem ralis com características completamente diferentes e, a entrada para o IRC de provas que saem do calendário mundial.
Apesar de não existir uma confirmação oficial por parte dos responsáveis nacionais, nem por parte dos organizadores do Intercontinental Rally Challenge, as informações foram dadas pela comitiva madeirense presente na reunião.
A entrada de Portugal no IRC, apesar de muito positiva, vem apenas confirmar a sua saída do WRC, pelo menos para 2008. Aparentemente o ACP apenas firmou com contrato de um ano com o IRC, para salvaguardar o facto de regressar em 2009 em força no WRC, num cenário que parece bastante viável.
Também da mesma reunião foram dados a conhecer outros dois projectos portugueses para o IRC. Os açoreanos do Grupo Desportivo Comercial mostraram interesse em colocar o SATA Rally dos Açores no IRC, mas mais surpreendente o facto do Clube Automóvel do Algarve ter um plano específico e avançado para colocar uma prova no IRC, apenas no caso de Portugal não entrar no WRC.

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Sistema Hans pela segurança

Num comunicado na semana passada, a FPAK decidiu actualizar as regras de segurança para as provas portuguesas integradas no Calendário Desportivo Internacional, nomeadamente com a obrigatoriedade do uso do sistema de protecção HANS:
"Nos termos definidos pelo Anexo “L” ao CDI, a utilização de um dispositivo de retenção da cabeça aprovado pela FIA, será obrigatória para todos os pilotos e co-pilotos, em provas internacionais, nas condições seguintes:
- em todas as provas dos Campeonatos, Troféus, Taças e “Challenges” FIA, a partir de 1 de Janeiro de 2008;
- em todas as provas internacionais inscritas no Calendário Desportivo Internacional da FIA, a partir de 1 de Janeiro de 2009;
No cumprimento desta regulamentação, a FPAK, tendo em vista a obrigatoriedade da utilização a partir de 1 de Janeiro de 2008, de um dispositivo de retenção da cabeça aprovado pela FIA, em todas as provas de Campeonatos, Troféus e Taças FIA – nas quais se incluirão obviamente as provas que se vierem a disputar em Portugal – recomendou em Outubro de 2006 a utilização de tais dispositivos em todas as provas dos Campeonatos Nacionais 2007 e referiu que oportunamente informaria em que Campeonatos Nacionais a utilização desse dispositivo passaria a ser obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2008.
Na sua reunião plenária de 25 de Setembro de 2007, e tendo em consideração as normas FIA em vigor, a Direcção da FPAK decidiu que a partir de 1 de Janeiro de 2008, será obrigatória para todos os pilotos e co-pilotos a utilização de um dispositivo de retenção da cabeça aprovado pela FIA, em todas as provas do Campeonato Nacional de Ralis, Campeonato Nacional de Todo o Terreno e Campeonato Nacional de Velocidade.
A sua utilização é desde já fortemente recomendada para todos os outros Campeonatos e Troféus nacionais, sendo que a partir de 1 de Janeiro de 2009, será igualmente obrigatória nos Campeonatos de Ralis dos Açores e da Madeira, no Campeonato Open de Ralis, nos Campeonatos Nacionais de Montanha e de Ralicross (apenas na Divisão 1), tornando-se ainda obrigatória para todas as restantes competições de OffRoad a partir de 1 de Janeiro de 2010."
Entenda-se todas as competições de Offroad, os campeonatos nacionais de Autocross, Ralicross, Offroad e Crosscar, para além de Taça de Portugal de Offroad, e Taças Nacionais de Autocross, Offroad e Rali Cross.
No comunicado não existe qualquer menção aos Camponatos Regionais de Ralis do Continente Português, exclusivos de viaturas sem homologação, embora haja no último paragrafo uma “forte recomendação para todos os outros Campeonatos e Troféus Nacionais”, o que implicaria um forte investimento que não estará acessivel à maioria dos participantes dessas competições.


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sexta-feira, setembro 28

OMV abandona os ralis

A marca austríaca OMV irá retirar-se dos ralis no final desta época, pelo que a equipa de Manfred Stohl e François Duval terá de encontrar outro patrocinador, já que, por decisão da empresa, irá agora concentrar-se nas energias renováveis, pelo que deixa de fazer sentido a aposta nos ralis.
Desde 2004, quando iniciaram o patrocínio a três Mitsubishi no PCWRC, que a marca austríaca tem estado presente ao mais alto nível nos ralis. Em 2005, passaram a apoiar Manfred Stohl no seu programa com o Xsara da Kronos. No ano seguinte colaboraram com a Bozian, que colocou a correr os Peugeot 307 WRC, e este ano voltaram à Kronos, apoiando a equipa B da Citroen.
Para além disso, em zonas mais a oriente da Europa, a marca austríaca apoia alguns pilotos do PWRC, bem como patrocina provas como o Rali da Alemanha, para além de várias outras provas menores.
Retirado de Autosport

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Bruno Magalhães vence Centro de Portugal

Bruno Magalhães e Paulo Grave deram de facto um pontapé na monotonia da prova do Clube Automóvel da Marinha Grande, brindando-nos com um desempenho de grande qualidade e sem reparo. Lideraram de início a fim, controlaram sempre a situação e deram a clara sensação (que o próprio piloto confirmou) de que se fosse necessário «ir buscar» mais um bocadinho, tinham margem para isso. Não muita, porque Bruno também reconheceu que andaram sempre muito rápido, mas alguma.
O lisboeta está mesmo num grande momento de forma e a prová-lo está a coragem com que ele e equipa «atacam» o desafio do Rali Sanremo, onde vão encontrar uma concorrência fortíssima quer em qualidade quer em quantidade. E esse é o caminho para a afirmação: não temer qualquer desafio... Regressando a esta prova e continuando a falar de desafios, o que Bruno traçou para este ano está quase superado, porque o primeiro título absoluto está só à distância de um sexto lugar e todos concordarão que ficará muito bem entregue.
O próprio José Pedro Fontes será o primeiro a fazê-lo, não pelo que se passou nesta prova, porque se assim fosse desde início as contas do título teriam o cálculo bem mais em aberto, mas as dificuldades com um carro que nunca esteve perto da perfeição - senão na Madeira e aí houve que fazer tábua rasa em função dos problemas de motor no shakedown – arredaram o portuense da luta quase desde início. E não fosse o erro de Bruno nos Açores, já não havia qualquer conta a fazer...Mas aqui «Zé» Pedro, sempre com as precisas notas de Fernando Prata, encontrou finalmente um carro competitivo e isso reflectiu-se imediatamente no cronómetro. Ajudou a manter a emoção (a dois) em aberto, mesmo se nunca chegou a ameaçar realmente o rival da Peugeot, que ganhou o primeiro rali (sexta-feira) por pouco mais de 12 segundos e o segundo (sábado) por quase cinco, o que valeu os 17,4 segundos de diferença final.
Tudo porque a Fiat trabalhou bem e emagreceu o Punto S2000 em 15 quilos, mas ainda faltam 30 para chegar ao peso do Peugeot. Só que agora são apenas questões de pormenor, como disse Fontes, visivelmente satisfeito. E isso até se notou na progressão do carro ao longo da prova em que atingiu o expoente máximo na última secção, na qual foi mesmo o mais rápido – embora o vencedor já tenha gerido um pouco. Mas é também certo que 30 quilos significam sete cavalos a menos em cerca de 270 e isso quase só por si justifica a diferença, dando ainda mais mérito à prova do piloto da Fiat, que já vai certamente poder discutir a vitória na próxima ronda, em Mortágua.
Mas este foi um rali a dois tempos e se Bruno e «Zé» Pedro andaram a sério, o tempo dos restantes protagonistas do Campeonato foi bem menos rápido, muito por culpa de limitações mecânicas. «Mex» e António Costa foram terceiros, repetindo o maiato o melhor resultado da carreira, mas já a quase três minutos do vencedor, o que é de facto muito tempo. Mesmo se o piloto se queixou de uma frente do carro demasiado solta no primeiro dia. De qualquer forma, o resultado foi muito positivo (um terceiro e um quarto lugares) e «Mex» não poderia aspirar a melhor em circunstâncias normais, ou não fossem os dois primeiros pilotos oficiais...
A melhor poderiam aspirar Fernando Peres e José Pedro Silva, mas não foram além do quarto posto (quinto e terceiro), porque o azar – só no continente, felizmente para a dupla – insiste em não os largar. Desta vez foi um problema de motor que não conseguiram identificar durante toda a prova, mas que fazia com que o motor sobreaquecesse e com que Peres tivesse de colocar, em todos os troços, desde o primeiro, três litros de água no radiador. O problema foi algo minorado no segundo dia e o portuense pôde recuperar algum do prejuízo, mas rodou sempre limitado e foi vísivel a sua frustração ao longo de todo o rali.
Vítor Pascoal e Joaquim Duarte terminaram em quinto, depois de terem sido quartos no primeiro dia. O piloto de Amarante estava a fazer uma boa prova até que deu um toque numa pedra que lhe desalinhou a direcção, recuando um pouco a roda dianteira direita. Essa situação deixou-o fora da luta pelo pódio, pelo que fez uma última secção sem correr riscos, definindo agora como objectivo para a época segurar o trceiro posto que ocupa, com uma vantagem de nove pontos sobre Peres.O colega de equipa Nuno Barroso Pereira, agora com Nuno Rodrigues da Silva, foi sexto (oitavo no primeiro dia) e optou por uma toada de aprendizagem do novo carro, o muito bonito VW Polo S2000. Foi melhorando ao longo do rali, mas o grande objectivo é fazer quilómetros em condições de corrida para se adaptar, porque pretende correr com um S2000 no próximo ano.
Muito bem estiveram Francisco Barros Leite e Luís Ramalho, com um excelente sétimo lugar. E só não discutiram o sexto posto com Barroso Pereira, porque um rolamento gripado numa roda, durante os dois últimos troços, obrigou o piloto a cautelas reforçadas para chegar ao fim, sempre com o risco de a roda se soltar. Para além do bom sétimo posto, conquistou ainda a liderança do Agrupamento de Turismo a Pedro Leal (aqui com Jorge Carvalho), que não foi além do 10º posto, num rali em que tudo lhe aconteceu...
Resta referir o brilhante oitavo lugar de Paulo Antunes e Jorge Amorim e a prova discreta mas sempre em crescendo de Carlos Matos e Duarte Gouveia, que lideram a classe até 1600cc.
Valter Gomes continua sem sorte e teve mais despiste que poderia ter tido consequências mais graves, mas felizmente não as teve. É um piloto rápido e espectacular, mas tem de moderar os ímpetos e espera-se que surja na próxima ronda, porque faz falta ao Nacional.
Bernardo Sousa também comprometeu um bom resultado – se bem que fez uma boa prova – com uma saída de estrada e o azar de estar numa zona sem público, o que lhe custou 14 minutos para regressar ao troço.
Nota negativa ainda para os poucos inscritos na prova - 35, o que só por si já é um simbolismo do mau período que o nacional de ralis atravessa.
Também um aspecto negativo refere-se ao mau estar entre Armindo Neves e Frederico Gomes, com este último a acusar o adversário de ter cedido tempos incorrectos, que o fizeram abrandar o ritmo na certeza de um lugar no pódio do Troféu C2. Armindo Neves defende-se afirmando que se tratou de um equivoco do seu navegador, e que não tinha sido propositado.
Próxima prova - Rali de Mortágua.
Texto alterado de Motor Online

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quinta-feira, setembro 27

Sem palavras

Existem momentos na vida que nos deixam estupfactos, não só pela surpresa, mas também pela atitude. Um desses momentos ocorreu durante o Rali de Loulé, e eu foi um dos que foi brindado com uma atitude positiva, que muito me surpreendeu e em certo ponto me comoveu.
A dupla José Charata / Ricardo Oliveira decidiu colocar nas laterais do seu Seat Marbella os nomes Márcio e Quim como forma de aludir à nossa ausência “forçada” na prova algarvia. Quando na noite anterior às verificações, prestava auxílio nos últimos preparativos do Seat Marbella, fui surpreendido com a colagem dos nossos nomes do veículo, o que me deixou literalmente ... sem palavras. Apesar do Márcio não estar presente, quando viu também ficou surpreendido e satisfeito com a atítude do irmão.
Por muito que o diga ou faça... aquele momento permanecerá por muito tempo.
Obrigado amigos Zé e Ricardo.

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CAAL: Novo sistema de recolha de tempos

No Rali de Loulé, prova pontuável para o Open de Ralis, o Clube Automóvel do Algarve decidiu testar um novo sistema de recolha de tempos.
O sistema consiste em usar um programa desenvolvido por elementos do Clube que com acesso a aparelhos de PDA (Personal Digital Assistance) permite aos controladores, através de um código previamente estabelecido para cada controlo horário, transmitirem directamente os tempos dos concorrentes para o servidor principal localizado no secretariado de prova. Este novo sistema permite retirar alguns intermediários do processo de contabilização de tempos, e com isso evitar alguns erros que por vezes acontecem na transcrição de tempo desde o controlador até ao secretariado.
No entanto, como o programa ainda se encontra em fase experimental com o intuito de evitar erros, durante o rali de Loulé também ocorreram os procedimentos habituais, nomeadamente a transmissão directa via rádio dos tempos das especiais para o secretariado.
Esta não foi a primeira vez que foi implementado, pois o sistema já havia sido testado, com sucesso, na semana anterior ao rali, durante a Baja Montes Alentejanos, prova do nacional de todo-o-terreno, também organizada pelo clube algarvio.
É mais uma das inovações apresentadas pelo Clube Automóvel do Agarve, que promete não ficar por aqui nas novidades.

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quarta-feira, setembro 26

Open de ralis 2008 promete

Segundo um artigo do Ralis Online, o campeonato Open de ralis da próxima época está condenado… ao sucesso.
A qualidade desta competição aumentará com a entrada em cena de alguns concorrentes reconhecidamente rápidos, aliados a viaturas também mais competitivas.
Segundo o site, decorrem esforços para viabilizar alguns projectos, entre os quais a presença de três Peugeot 306 Maxi (um deles para Rui Lousado – que em terra usará um Audi Sport 4) e outro Citroën Saxo Kit Car.
O desaparecimento da homologação dos EVO VI da Mitsubishi promete uma busca incessante deste tipo de viaturas, não só para o Open, mas também para regionais. Actualmente já existem três Mitsubishi Lancer EVO VI confirmados para o Open, mas esperam-se mais.

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terça-feira, setembro 25

Pedro Duarte lidera Regional Sul

Para além do Open de Ralis, o Rali de Loulé também contava para o Regonal Sul. A dupla campeã Luís Mota / Ricardo Domingos alcançou a primeira vitória da temporada, somando preciosos pontos e aliado ao abandono de José Merceano, aproximou-se da liderança do regional.
No entanto, e excepcionalmente nesta prova, o piloto do Cartaxo teve adversários de peso, Pedro Peres e Tiago Ferreira dominaram de forma concludente até que a quatro quilómetros do fim o Escort Cosworth da Peres Competições decidiu não colaborar, e passou os 20 pontos da vitória para Mota.
De forma inesperada, os novos líderes do regional são Pedro Duarte e Luís Bento com o pequeno Peugeot 205 GTi. Começaram a prova com um andamento cauteloso, e gradualmente foram aproveitando os azares dos directos adversários para atacar decisivamente nas passagens pelos troços de São Brás e Cortelha. Chegaram ao fim no segundo lugar entre os regionais e passaram para a liderança com 46 pontos, mais seis que José Merceano e nove que Luís Mota. Colocam-se em posição previligiada para a conquista o título, uma vez que ainda falta disputar o Casinos do Algarve, prova onde a dupla se sente particularmente à vontade.
Na terceira posição aparecem Bruno Andrade e Ricardo Barreto em Subaru Legacy 4WD que obtiveram o melhor resultado da temporada (e da carreira). A dupla do Team Ralis a Sul fez uma prova isenta de erros, aliou a fiabilidade da viatura à sua rapidez para atacar os lugares do pódio e, conter atrás de si pilotos mais experientes e melhor equipados. Ficou demonstrado, pelo segundo ano consecutivo, que o Rali de Loulé é prova talismã para a equipa.
Na quarta posição, por escassos 1,5 segundos, ficou Paulo Nascimento em Ford Escort Cosworth. O vice-campeão regional, que nesta prova foi acompanhado por Osvaldo Maio, perdeu muito tempo nas passagens da primeira ronda pelos troços serranos. O "forcing" final permitiu subir da oitava para a quarta posição.
Na quinta posição ficaram António Lampreia / Pedro Macedo em Ford Escort Cosworth, na frente da dupla João Monteiro / José Teixeira em Seat Ibiza GTi. A equipa da viatura espanhola, viu a sua prova estragada aquando, numa ligação, os tirantes da caixa saltaram. A demora na sua reposição levou a uma penalização de um minuto à entrada da segunda especial. Numa prova em recuperação aproveitaram os problemas dos adversários para acabar em segundo entre os duas rodas motrizes.
Viana Martins e Paulo Costa, em Opel Kadett GSi foram sétimos, na frente dos vencedores da Classe I, Vasco Tintim / Pedro Silva em Peugeot 205 GTi. Esta equipa viu a vitória "cair nos braços" na última especial, quando os rivais Marco Gonçalves e Pedro Arroja deram um toque no seu Peugeot , danificando a suspensão e perdendo muito tempo até final, caindo para a 11ª posição.
Na nona posição ficaram José Correia e Nuno Lorena, num BMW 325 IX pouco colaborante, mas que mesmo assim permitiu-os alcançar o melhor resultado da temporada.
Na décima posição ficaram Rui Coimbra e José Dieguez em VW Golf Gti. O jovem piloto da Pangaio Motorsport foi novamente um dos azarado nas provas do regional. Perdeu seis minutos na PE2, com problemas eléctricos, que condicionaram a restante prova. De resto, a rapidez foi comprovada pela presença constante entre os cinco mais rápidos nas restantes especiais.
Em estreia nas provas do Regional Sul, Alexandre Ramos e Carlos Ramos num Citroën AX GTi, finalizaram na 12ª posição e venceram a Promoção regional. Apesar do desconhecimento dos troços, a dupla do centro efectuou uma prova interessante e herdou a liderança da promoção na quinta especial, após o abandono dos dominadores Pedro Correia e Vítor Graça. Após o Rali de Loulé, a liderança da competição passou para a equipa Filipe Baiona / Pedro Inácio, que acabaram o rali na 17ª posição, segundos entre a Promoção.
Referência para a estreia absoluta da dupla alentejana António Lamúria / Rui Orelhas, que finalizaram na 14ª posição, ou seja entre os lugares pontuáveis com o Peugeot 205 Gti.
A prova ficou marcada por ínumeros abandonos, entre os quais o do até então líder do regional José Merceano, na PE 3 com problemas eléctricos no Mitsubishi Lancer IV, quando ocupava a terceira posição. Os regressados Nuno Fontaínhas e Márcio Pereira viram novamente o Turbo do Ford Sierra Cosworth promover mais uma desistência, enquanto que José Neves e José Jesus somaram o segundo abandono consecutivo no regional, com uma avaria no Ford Escort Cosworth.
A engrossar o rol de abandonos, Nuno Pinto e João Luz viram o motor do Mitsubishi Lancer EVO III "calar-se" na especial Cortelha 1, enquanto José Carlos Paté e José Gago, que ostentavam nova decoração no BMW 325 IX, viram o motor partido.Esta foi uma verdadeira razia entre os 4x4, pois dos 16 concorrentes à partida com estas viaturas, apenas seis finalizaram a prova.
A contar ainda com os abandonos de José Coelho e Nuno Afonso, na ligação para o parque fechado, com uma avaria no Visa GT; dos regressados José Charata / Ricardo Oliveira em Seat Marbella, com problemas de aquecimento e, dos estreantes Nuno Carreira e Márcio Silva em Opel Kadett GSi com uma transmissão partida em São Brás 1.
A próxima prova do regional sul é o Rali de Castro Marim, com data marcada para 14 de Outubro.

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Luís Mota vence Rali de Loulé

O Rali de Loulé, prova pontuável para o Campeonato Open e CRRS, foi disputado nos passados dias 15 e 16de Setembro, e teve a dupla Luís Mota / Ricardo Domingos, em Mitsubishi Lancer EVO IV, saboreado o gosto da vitória na principais frentes.
A segunda prova do Campeonato Open em pisos de terra (a primeira foi Góis) era constituída por seis especiais de classificação, com dupla passagem pelos troços de Loulé, São Brás e Cortelha, esta última utilizava um traçado diferente da época passada.
Com as atenções viradas para o Open, Pedro Peres e Tiago Ferreira entraram com o pé direito na prova, e colocaram o Ford Escort Cosworth na liderança do rali, embora tivessem os homens da Mitsubishi muito próximo. Na primeira passagem pela Cortelha, José Merceano viu as suas pretensões à vitória esfumarem-se, quando o Mitsubishi Lancer EVO IV teve problemas eléctricos que ditaram o abandono.
Com alguma surpresa, Pedro Peres imprimia uma andamento muito vivo, e somava vitórias nas especiais de classificação, ampliando a vantagem que detinha para Luís Mota para mais de 30 segundos à entrada da derradeira especial. Quando tudo se conjugava para mais uma vitória, um furo no radiador fez com que o motor do Ford Escort Cosworth deixasse de colaborar, e a quatro quilómetros do final, no gancho de asfalto da Cortelha, Pedro Peres “desse” a vitória a Luís Mota.
Com uma prova rápida, e muito consistente, Luís Mota e Ricardo Domingos “herdaram” a vitória que parecia inalcançável. Com esta pontuação, aliado aos abandonos dos principais rivais no Open e CRRS, relançou os dois campeonatos.
Na segunda posição, o Fiat Stilo Multijet da dupla João Ruivo / Alberto Silva, que venceram entre os 2 rodas motrizes, e protagonizaram uma surpresa para uns e confirmação para outros.
A fechar o pódio a dupla Pedro Duarte / João Bento, em Peugeot 205 GTi, protagonizaram uma agradável surpresa. O abandono de vários 4x4, aliado aos problemas dos principais adversários da classe em nada beliscam a prestação dos homens do “leão”.
Na quarta posição, Bruno Andrade e Ricardo Barreto no Subaru Legacy 4WD, protagonizaram uma disputa muito interessante com Isaac Portela / Saul Campanário num Peugeot 206 GTi. A dupla leiriense tudo fez para “roubar” o lugar a Andrade, mas na última especial o homem da Subaru fez um bom crono, e somou importantes segundos para segurar a 4ª posição. Mesmo assim, Isaac Portela leva “no bolso” a vitória no Campeonato Junior, e a vitória na classe de 1.600.
Numa lista maioritariamente de concorrentes regionais (vide artigo posterior), é necessário chegar à 12ª posição para encontrar outro concorrente do Junior. A dupla Rui Coimbra / José Dieguez que participou nas duas primeiras provas do Open, aproveitou a passagem por terras algarvias para voltar a disputar o campeonato na júnior. A especial 2 – São Brás, foi madrasta, pois problemas eléctricos no VW Golf GTi fizeram-no perder mais de 6 minutos, que estragaram a prova. Os excelentes cronos nas restantes especiais são mostra do valor desta dupla, que apesar de azarada, ocupou a segunda posição da Junior.
Renato Pita e Marco Macedo levaram o Nissan Micra à 18º posição da geral, numa prova marcada principalmente pela regularidade.
Nuno Mateus e Miguel Paião, tiveram uma prova marcada por muito problemas com o Fiat Punto HGT. Apesar do andamento modesto nas outras especiais de classificação, na passagem pela Cortelha 2, um pequeno despiste o fez afundar na classificação, ocupando a 21ª posição final.
A fechar o pelotão a dupla João Marcelino / Rui Pinto num Toyota Yaris, foi constantemente um dos pilotos com resultados piores. Ainda antes da prova, a posição de partida desta equipa (n.º10) foi muito contestada, sendo a organização alertada para o facto do concorrente posterior poder alcançar o pequeno Yaris. Durante as primeiras especiais, alguns problemas com os concorrentes que partiam atrás não promoveu nenhuma ocorrência, no entanto a partir da 3ª especial, o concorrente foi alcançado e prejudicou alguns concorrentes que partiam atrás. Felizmente foi das poucas situações desagradáveis da prova.
Octávio Nogueira e Luís Pinto voltaram a não finalizar uma prova do Open. Uma saída de estrada na terceira especial – Cortelha 1, deixou a traseira do Citroën Saxo Kit Car, com nova decoração, muito danificada.
A dupla Nuno Ganchinho e Ricardo Baptista foram das mais azaradas do rali. Após as verificações, o Fiat Punto HGT decidiu não colaborar. Primeiro foi o disco de embraiagem e depois a caixa de volocidades decidiram não colaborar, e arredaram a equipa da prova. A estreia da dupla fica adiada - Nuno Ganchinho faria a sua segunda prova de competição, enquanto Ricardo Baptista regressava à competição após os sucessos obtidos com Pedro Lança em 2005.
A equipa António Pimenta / Pedro Gabriel estreava o Ford Escort Cosworth (ex-Ricardo Costa) teve uma prova para esquecer. Nas verificações foram descobertas irregularidades com o turbo da viatura – não estando selada, verificaram que o diametro regulamentar da entrada de ar era superior ao autorizado, e seria necessário repôr os valores regulamentares. Para além disto, a matricula da viatura levantou algumas suspeitas – VD0 , com documentação suiça. Apesar de tudo estar resolvido à partida do rali, a “odisseia” ficou-se pela segunda especial, quando a caixa de velocidades do Escort Cosworth partiu e promoveu o abandono.
Luís Dias / Diogo Lima em Citroën Saxo engrossaram o extenso rol de abandonos. Os representantes açoreanos abandonaram com uma suspensão do Saxo partida, após um despiste.
Pedro Batista e Armando Carvalho também tiveram uma prova azarada. Partindo para a prova com o intuito de disputar o “Troféu Celica”, com o seu tio Jorge, viram uma sequência de ocorrências comprometer o resultado. Na segunda especial viram o capot da viatura abrir em andamento, partindo o pára-brisas e condicionando a visão – tiveram que parar para prender o capot. Depois na terceira especial, foram problemas mecânicos que condicionaram a prestação do Celica 4WD. Curioso o facto que após terem entregue a carta de controlo, uma grupo de transeuntes conseguiram diagnosticar o problemar e pôr a viatura operacional. A rápida entrega da carta não permitiu continuar em prova.
Antes da prova começar, de entre os inscritos, já existia um grande rol de ausentes – Pedro Lança (Citroën Saxo), Paulo Jesus (Ford Sierra Cosworth), Carlos Valentim (Ford Sierra Cosworth), Augusto Páscoa (Renault 5 GT Turbo) eJoão Martins (Opel Ascona).

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quarta-feira, setembro 19

Tributo a Colin McRae

São muitas as manifestações de pesar por toda a comunidade automobilistica, e de uma maneira geral por toda a comunidade. Sabendo da minha paixão por este desporto, algumas pessoas com quem conversei, completamente leigas sobre ralis, lamentaram o desaparecimento do escocês, e assim começo a compreender a verdadeira dimensão da sua grandeza. Colin chegou longe e afectou muitas pessoas durante a sua carreira.
Os tributos sucedem-se, em muitos sites, blogs, jornais, revistas e televisão. epois de ler, reler, ver alguns filmes, deixo uma dos tributos que acho mais completo e humano.
O texto é de José Luís Abreu e é retirado do site do AutoSport:
O escocês que viveu depressa demais
O desporto automóvel mundial está uma vez mais de luto. No passado sábado, cerca das 16 horas, Colin McRae, de 39 anos, perdeu a vida num acidente de helicóptero que o próprio pilotava. Como se sabe, com ele seguiam o seu filho mais novo, Jonhnny, de cinco anos, bem como Graeme Duncan e Ben Porcelli, amigos da familia. Nenhum dos ocupantes sobreviveu ao incêndio que consumiu o aparelho após a queda.
Recordar um mito
Tal como Henri Toivonen, também Colin McRae passou toda a sua vida a fintar a morte. Qualquer que fosse o carro, qualquer fosse o cenário, parecia guiar sempre como se fosse a sua última corrida. Dele diziam que era um sobredotado.
O sucesso chegou bem cedo, logo aos 13 anos. Ainda estudante, sagrou-se campeão escocês de motocross, para aos 16 se notabilizar nas provas de slalom. Seguindo as pisadas do pai, Jimmy McRae, cinco vezes campeão britânico de ralis, (81, 82, 84, 87 e 88), o jovem Colin não tardou em redireccionou a sua carreira para os automóveis, disputando o seu primeiro rali aos 17 anos (1986), então ao volante de um Talbot Avenger. Aos 20, conquista o seu primeiro título escocês de ralis.
O estilo de condução espectacular rapidamente se tornou na sua imagem de marca, ao ponto de chegar mesmo a ser comparado a Ari Vatanen, o piloto que idolatrava e a quem dizia ir buscar inspiração.
A primeira aparição no Campeonato do Mundo acontece em 1987, no Rali da Suécia, guiando um Vauxall Nova. Em 1991, junta-se à equipa Prodrive Subaru e bisa no campeonato britânico, dando provas do seu valor enquanto jovem piloto ao vencer todas as provas do calendário de 1992.
Em 1993, ao volante de um Subaru Legacy, assegura na Nova Zelândia a sua primeira de 25 vitórias no Mundial, ajudando a equipa a conquistar três títulos de construtores consecutivos (95, 96 e 97). O ano de 1995 é de glória, pois torna-se no primeiro britânico de sempre a garantir um título mundial de Pilotos. Mais tarde, assegura ainda três vice-campeonatos (96, 97 e 01), sendo terceiro em 1998, ano em que também venceu a Corrida dos Campeões.
Em 1999, muda-se para a equipa M-Sport e passa a guiar um Focus WRC, vencendo nessa temporada o Rali Safari e o Rali de Portugal, para em 2001 falhar por muito pouco aquele que seria o seu segundo título mundial. Em 2003, decide deixar a Ford e assina contrato com a promissora equipa da Citroen, mas sem contudo voltar a conhecer o sabor do sucesso. Quando a esperança de um regresso à Subaru se desfez - devido à entrada na equipa de Mikko Hirvonen -, decide voltar as costas aos ralis. Mas por pouco tempo…
Em 2004, regressa ao Rali de Gales/GB num Skoda Fabia WRC, sendo o sétimo classificado final. Depois, no Rali da Austrália, surpreende ao ser segundo. Falhado o regresso com a Skoda, é chamado em 2006 pela equipa Kronos Citroen para substituir o lesionado Sebastien Loeb no Rali da Turquia. Um problema no alternador deixa-o fora dos dez primeiros. Para Colin, terminavam ali as suas hipóteses de regressar em grande ao Mundial. Para trás ficavam 146 presenças em ralis do Campeonatos do Mundo, 42 subidas ao pódios e 25 vitórias, além de mais de 20 abandonos por acidente, o mais grave dos quais na Córsega, no ano de 2000.
Adepto do espectáculo
Privilegiando sempre a espectacularidade em detrimento de alguma eficácia, a popularidade de Colin McRae viria mesmo a inspirar um dos jogos de computador mais populares dos últimos anos, cuja primeira edição foi lançada na Grã-Bretanha em 1998.
Mesmo sem nunca ter anunciado oficialmente a sua retirada da competição, foi com alguma surpresa que se estreou nas 24 Horas de Le Mans e também no Dakar (2004 e 2005) ao serviço da equipa oficial da Nissan. Numa e noutra ocasião, foi obrigado a desistir prematuramente, ainda que depois de chegar a liderar e vencer quatro especiais. O ano de 2007 viu-o regressar uma vez mais ao todo-o-terreno. A convite de Grégoire de Mévius, veio a Portugal disputar o Rali Vodafone Transibérico numa Nissan Pick Up. Mesmo desistindo, a sua prestação convenceu Sven Quandt, não demorando a assinar um contrato com a X-Raid. A sua primeira aparição ao volante do BMW X3 aconteceu na Baja de Espanha, em Julho passado. Preparava-se agora para disputar o seu terceiro Dakar.
A carreira em números
Entre muito que se pode dizer relativamente à sua carreira, há dados que são bastante curiosos. Como se sabe, é o quarto piloto mais vitorioso de sempre, e apesar da sua morte, assim continuará por muitos e bons anos, já que dos pilotos que estão no activo ainda jovens, Mikko Hirvonen tem duas vitórias. À sua frente, os campeonissìmos Sébastien Loeb, com 33, Marcus Gronholm, com 30 e Carlos Sainz, com 26. Está para “nascer” ainda quem possa passar estes “monstros”.
Curiosamente, e para um piloto onde a rapidez era a imagem de marca, foi em provas duríssimas como a Grécia, que venceu por cinco vezes, ou o Safari, onde ganhou três vezes, que aproveitou para aumentar o seu currículo. Nessa lista, contam-se ainda três vitórias na Nova Zelândia, onde se estreou a vencer em 1993, e, claro, a Grã-Bretanha, a “sua” prova, que venceu, também, três vezes. O Rali de Portugal também teve a marca “McRae”, em 1998 (memorável luta com Sainz, a dos 2,1s) e 1999, já com a Ford.
Rali da Catalunha e Córsega perfazem as provas que venceu por duas vezes. As restantes vitórias tiveram lugar na Austrália, Argentina e Chipre. 16 das suas 25 vitórias foram com a Subaru, e as restantes nove com a Ford. Em termos de co-pilotos, venceu por 8 vezes ao lado de Derek Ringer e 17, com Nicky Grist. Só mais uma referência, esta muito particular de Colin McRae: das 58 vezes que desistiu, em 20% delas foi por…acidente.
Aqui ficam algumas declarações (antes da sua morte) de alguns dos seus grandes adversários e amigos, que não poupam adjectivos quando instados a falar sobre Colin McRae. Estes são só alguns exemplos, dos muitos que aqui poderiam ser colocados.
Nicky Grist: «Navegar o Colin McRae significava sempre retirar o máximo de adrenalina!»
Juha Kankkunen: «Sem sombra de dúvidas, para mim o Colin é o mais talentoso piloto de ralis de sempre»
Carlos Sainz: «Ele consegue ser mais rápido que todos os outros»
David Lapworth: «Ele guia sempre o carro o mais rápido que sabe. Tácticas não são com ele. Só há uma coisa em que pensa: Vencer!»
Luis Moya: «Sempre que íamos para uma prova, pensávamos, quem pode vencer aqui? O Colin estava sempre entre os nomes. É um fantástico talento....»
Tommi Makinen: «Sempre que corria contra ele sabia que tinha de dar sempre 150%, senão não havia nada a fazer.»
Malcolm Wilson: «Se chegasse a uma especial do fim duma prova e quem fosse mais rápido ganhava, eu poria sempre o meu dinheiro no Colin»
Nicky Grist: «Nenhum outro piloto conseguia pôr os espectadores em tal êxtase como o Colin quando passava. Mesmo que alguém tivesse desatento, percebia logo que era o Colin McRae.»
Até sempre, Colin!





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terça-feira, setembro 18

Vitória de Sá com campeonato ao rubro

O hena-Campeão de Ralis da Madeira, Vítor Sá, venceu aquele que provavelmente foi o rali do ano, tal foi a competitividade e incerteza que envolveu esta prova, desde o início ao fim. Contudo, a decisão sobre o Campeão Absoluto ficou adiada para a última prova. Quem já garantiu o título foi João Magalhães, na Produção, e mais algumas equipas que disputam competições particulares.
Desde início que se antevia que esta prova seria muito competitiva. Com os imensos pontos perdidos por Vítor Sá no Rali Vinho Madeira, e com as boas «colheitas», tanto de Alexandre Camacho como de Filipe Freitas naquela mesma prova, com particular destaque para o primeiro, que assumiu a liderança do Campeonato de Ralis Coral da Madeira 2007 (CRCM07).
Ora, com Alexandre Camacho um ponto à frente de Sá e Filipe Freitas logo atrás, a quatro pontos de Camacho e três de Sá, tudo estava em aberto na luta pelo título. Mais o factor de interesse era o de Vítor Sá ter de recorrer a um Punto S2000 da equipa italiana Grifone, pois o seu não ficou pronto atempadamente para esta prova, depois do acidente no Rali Vinho Madeira, que amassou muita chapa e obrigou a uma intervenção profunda na sua viatura. A possível falta de confiança num carro que não o seu, poderia fazer diferença.
E assim foi. Logo na 1ª PEC, Vítor Sá não conseguiu fazer melhor que o 9º melhor tempo, perdendo desde logo cerca de 14,4 segundos para o mais rápido que foi Alexandre Camacho e 11 segundos para Filipe Freitas, que ficou a 3,4 de Camacho.
O campeão demorou sete troços para conseguir chegar à liderança, mas, depois de assumi-la e após a entrada em falso, não voltou a vacilar. Uma falha na admissão da gasolina e a mudança do diferencial traseiro no último parque de assistência, só fruto do excelente trabalho dos técnicos da Barroso Sport, que efectuaram uma verdadeira «operação relâmpago» nos 10 minutos que tinham disponíveis, não resultaram em uma penalização.
Para além de Alexandre Camacho, que venceu o primeiro troço, também Filipe Freitas venceu uma PEC, a 8ª PEC e Rui Fernandes outra, a 11ª e última.
A luta foi sempre muito intensa até ao último parque de assistências.
Depois, escolhas mal feitas de Alexandre Camacho em relação a afinação da suspensão e de pneumáticos levaram-no a baixar ainda para a terceira posição, com Filipe Freitas a ascender na 10ª PEC ao segundo lugar e a não mais largá-lo.
Desta forma, Sá voltou à liderança do Campeonato com 56 pontos, seguido de Alexandre Camacho com 53 e de Filipe Freitas com 51.
Com apenas uma prova por disputar, o CRCM07 está totalmente ao rubro!
A quarta posição foi ocupada por António Nunes, que começou melhor que o seu irmão Miguel, depois as posições inverteram-se e foi Miguel que passou por uma melhor fase, para na penúltima PEC Miguel errar e as posições inverterem-se novamente, com Miguel a terminar em quinto.
Na luta pela sexta posição que opôs Rui Fernandes a Aécio Anjo, Fernandes, que fez uma prova de grande nível, levou a melhor, enquanto que, logo atrás destes dois pilotos, terminou um satisfeitíssimo Duarte Abreu, que voltou a conseguir mais um ponto, referente à oitava posição da geral.
Razões mais do que suficientes para estar feliz, teve João Magalhães que, apesar de ter deixado fugir o oitavo lugar para Duarte Abreu no último troço, garantiu a conquista do título do Agrupamento de Produção numa época em que, poucos acreditavam que este ceptro não fosse entregue a Vítor Sá.
Élvio Caires, que poderá abandonar os ralis na próxima época por falta de apoios, encerrou o top ten.
Para terminar, referência para os títulos conquistados ainda nesta prova em troféus oficiais e promoções monomarca: Filipe Pires (Troféu Engº Rafael Costa); João Moura (Campeonato Júnior de Ralis da Madeira); Isabel Ramos (Taça das Senhoras); André Silva (Yaris Rally Challenge) e Carlos Gonçalves (Zoom Cup).
Texto de Gonçalo Luis, Retirado de Motor Online e foto de Afonso Franco, retirada de Ralis Net

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domingo, setembro 16

Colin McRae (1968-2007)

O campeão mundial de ralis Colin McRae faleceu vítima de um acidente de helicóptero por voltas das 16 horas do dia de ontem, em Jarviswwod, Lanarkshire, na Escócia.
Apesar da informação chegar espaçadamente, já é certo que o piloto escocês viajava na sua aeronave, e o seu óbito está confirmado. Com Colin seguiam mais quatro passageiros, outro adulto e duas crianças, entre as quais o seu filho Johny. Segundo da polícia não existem sobreviventes.
Perde-se um dos melhores pilotos do mundo. Conhecido pela sua rapidez e espectacularidade, marcou a sua carreira pelo título mundial de 1995, com a Subaru e também pelos inúmeros acidentes, que lhe valeram a alcunha de “McRash”. Em todas as provas, o seu lema era “Sempre a Fundo”, e arrastava atrás de si uma legião de fâs – a comprovar o regresso com a Skoda ao Mundial de 2005.
Depois de duas presenças no Dakar (2005-2006) com a Nissan, preparava-se para regressar com um projecto num BMW X5.
É com enorme tristeza que me despeço de uma das maiores figuras do automobilismo mundial, e uma das referências mundiais dos ralis, que levou este desporto aos quatro cantos do mundo.
Até Sempre.

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sexta-feira, setembro 14

O Adeus de Gronholm

A dupla Marcus Gronholm/Timo Rautiainen anunciou que esta será a sua ultima temporada no mundial de ralis. Esta dupla de cunhados finlandeses, é uma das mais vioriosas do WRC, e estão atravessando um dos melhores momentos da carreira, liderando a competição, somando vitórias aliadas à regularidade e andando na frente do “imbatível”Loeb.
Segundo Gronholm chegou o momento certo para “arrumar as luvas”, e dedicar mais tempo à familia - "Esta decisão foi incrivelmente difícil para mim. Os ralis têm sido a minha vida à muitos anos, por isso quando chegar Janeiro com o Rali de Monte Carlo e eu não vou correr, vai ser uma sensação estranha. Mas o tempo certo é este e eu quero terminar enquanto ainda sou competitivo, pois não pretendia abandonar quando já não pudesse continuar a ganhar".
Não é necessário fazer um documento histórico, nem puxar pela memória para relembrar todos os feitos deste “finlandês voador”. Apesar de chegar tardiamente às equipas oficiais, foi com a Peugeot que se notabilizou, com os títulos mundiais de 2000 e 2002.
É a despedida de um dos melhores pilotos de ralis desta geração, que “teve o azar” de encontrar um adversário fortissimo, que impediu de enriquecer ainda mais o seu palmarés. Se por um lado Loeb é um rival pesado, por outro lado obrigou ao filnadês a se tornar ainda mais competitivo, regular e acima de tudo um piloto completo.
Apesar de concordar com o timing, é com pena que vejo um dos meus idolos sair da mais alta competição, na esperança que participe em muitas provas de rali.

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