quarta-feira, novembro 19

Casinos em Crise...

O Rali Casinos do Algarve fecha a temporada de 2008 do Campeonato de Portugal de Ralis, e acompanhando a tendência das provas que antecederam conta com uma lista de inscritos reduzida, mostrando os “sinais da crise”.

Analisando apenas a lista de inscritos, é possível verificar que cada vez são menos os projectos para efectuar os nacionais na totalidade, e consoante os circunstâncias vão abandonando. Nomes como Valter Gomes, Ricardo Costa, Pedro Fins, Frederico Gomes ou Isaac Portela foram desaparecendo, e anunciam retiradas ou paragens. O caso mais visível passa pelo Troféu C2, cada vez com menos concorrentes (nesta prova são 5).

Valha-nos os regressos, ou participações esporádicas para aumentar o interesse das provas. Esta temporada o principal destaque vai para o regresso do Ricardo Teodósio ao Nacional de Ralis. O algarvio pretende lutar pelos lugares cimeiros, recorrendo a uma viatura alugada à Amador Vidal. O regresso de Bernardo Sousa depois de uma paragem motivada por uma operação a um ombro, a uma prova que costuma correr bem. Luís Manuel Rêgo cumprirá a sua segunda prova de ralis, após a estreia no Rali de Mortágua. A fechar o pelotão, e vindo da Madeira temos a presença feminina de Isabel Ramos e Carina Barros, e também os algarvio Hélio Jesus / Victor Contreiras em Peugeot 206 GTi.

O resto do pelotão conta com os “suspeitos do costume”: Bruno Magalhães, José Pedro Fontes, Vitor Pascoal e Nuno Barroso Pereira nos S2000. Fernando Peres, Pedro Meireles e Adruzilo Lopes com os N convencionais, e o MEX que tentará fazer “mossa” com o Porsche 997 GT3.

Nos clássicos as coisas pioram. Apenas 4 concorrentes inscritos: Anibal Rolo e José Sousa em Renault 5 Turbo, ambos a lutar pelo título nacional. Mário Mendes em Datsun e o Vitor Torres em Ford Escort.
.

Leia Mais

terça-feira, novembro 18

Pedro Peres bicampeão

O Rali Sentir Penafiel consagrou a dupla Pedro Peres / Tiago Ferreira como vencedora do Campeonato Open, revalidando o título alcançado a temporada passada. Cada vez mais adaptados ao Ford Escort Cosworth, a equipa não teve dificuldades em impor-se uma vez mais esta temporada, somando a sua sétima vitória. Depois de um início conturbado, com dois resultados negativos, ninguém teve argumentos para contrariar o favoritismo de Peres/Ferreira, e a vitória em Penafiel foi natural. O título só foi possível com o abandono de Jorge Santos, em Saxo Kit Car, pois era o único concorrente com possibilidade de chegar à primeira posição.

Depois de um início de temporada menos conseguido, em que chegou a equacionar a continuidade no Open e motivou a ausência em algumas provas, Ricardo Teodósio voltou aos bons resultados e exibições. Recorrendo ao aluguer de um Mitsubishi Lancer EVO IV a Luís Mota, o piloto algarvio foi o único que apresentou créditos para chegar próximo de Peres. Tal como em Loulé, o pódio ficou completo com Luís Mota e Ricardo Domingos, também em Mitsubishi Lancer EVO IV. O piloto do Cartaxo efectuou uma prova táctica, sem arriscar em demasia, pensando nos pontos do campeonato e beneficiando dos azares dos concorrentes de duas rodas motrizes (Santos, Nogueira e Ruivo).

Na quarta posição ficou João Ruivo e Alberto Silva, que venceram entre os duas rodas motrizes, com o Fiat Stilo JTD. Um problema com a embraiagem na Super-Especal de Lousada promoveu uma descida na tabela classificativa. Depois efectuaram uma prova de trás para a frente, atenuando a perda pontual para o principal rival no campeonato, Luís Mota. Na quinta posição ficaram Pedro Raimundo que venceu a divisão Júnior, e alcançou o título nacional.

Nota da prova para o despiste de Octávio Nogueira e Nuno Gomes que deixou o Citroën Saxo Kit Car em muito mau estado. Os estragos no rollbar da viatura foram elevados, com deformações em muitos pontos, o que levou à retenção da viatura para posterior verificação por parte da FPAK. As suspeitas de negligência na montagem do rollbar são evidentes, pois alguns elementos que presenciaram o despiste referiram que foi mais o aparato do que a violência. Mesmo assim, os dois elementos da equipa foram conduzidos ao hospital onde, felizmente, constatou-se não terem traumatismos graves.

Fonte: Sportmotores
.

Leia Mais

Cuidem-se os F1's

Os testes de Sebastien Loeb em Montmeló com um Red Bull RB4 correram muito rápido. O piloto francês parecia agarrar a oportunidade que lhe deram para mostrar serviço, quem sabe até pensar num futuro na F1, depois de demonstrar desagrado na política vingente no WRC.
Curiosamente o francês rodou numa sessão de testes conjunta com várias equipas e pilotos, e consegiu ficar à frente de pilotos com mais rodagem e experiência na Fórmula 1, como são o caso de Nelson Piquet Jr, Tonio Liuzzi e Adrian Sutil, e ficou a apenas 1,8 segundos do melhor registo do dia.
Já agora, o francês continua na senda das experiências. Depois dos testes na F1, e brevemente com o Peugeot 908 Le Mans, irá participar no Rallye do Var num Citroën C2 S1600. A novidade reside na navegação, pois deixa Daniel Elena de fora, e será navegado pela esposa Séverine, numa participação familiar.
Fonte:AutoSport
.

Leia Mais

domingo, novembro 16

Rali do Algarve 1985

Leia Mais

quinta-feira, novembro 13

Armindo Vítima da Sabotagem

Só faltava mesmo a sabotagem para piorar a temporada do Armindo Araújo. Depois de todos os azares que afligem o piloto português no campeonato do mundo de produção, desta vez foi um “camelo árabe” que se lembrou de deitar areia no motor do Mitsubishi Lancer EVO IX com que participava, e liderava com margem confortável no Sharqia Rally, na Arábia Saudita.

Não precisa de mais palavras, é simplesmente inacreditável.

Fonte: Autosport


.

Leia Mais

A Gincana de Ken Block

Leia Mais

quarta-feira, novembro 12

Vídeo de apresentação do Rali do Algarve

O Clube Automóvel do Algarve apostou esta temporada na inovação. Depois da política implementada nos ralis, com dois dias de prova e maior extensão de troços, também se rendeu ao audiovisual. Efectuou uma renovação ao seu site, apostou na promoção com press realease e agora surpreendeu com a divulgação de um vídeo de apresentação ao Rali Casinos do Algarve.







No vídeo estão as localizações das especiais de classificação. O natural destaque vai para a Super Especial no Autódromo Internacional do Algarve, mas também para o traçado das especiais de Monchique, todas elas diferentes do ano passado.

O Alferce terá uma nova configuração, usando parte da especial no ano passado, mas com final diferentes. A especial de Corchas resulta da união do Serra de Monchique com o Chilrão – o troço começa na parte sinuosa (comparado às especiais do Monte Carlo) que é percorrido em sentido contrário ao do ano passado, até à estrada 266, apanhando pouco depois à esquerda o troço do Chilrão totalizando mais de 22 quilómetros. Apesar de manter parte do esquema dos anos anteriores a especial da Fóia também apresenta alterações no início e no fim.
.

Leia Mais

segunda-feira, novembro 10

Miguel Nunes vice-campeão

O campeonato regional da Madeira teve o seu término com o Rali do Faial, e sem surpresas a vitória pendeu para o lado de Alexandre Camacho e Pedro Calado no Peugeot 207 S2000. O campeão madeirense fez valer dos seus atributos para conquistar o pleno na temporada de 2008, com vitórias em todas as provas. Comemorou a hegemonia na especial inaugural no Kartódromo do Faial, de forma exuberante com muitos atravessanços que levou o público ao rubro.

O interesse da prova residia na luta pelo vice-campeonato, e consequentemente pela F3 entre Filipe Freitas e Miguel Nunes. O piloto da Tomiauto entrou ao ataque e venceu a especial do kartódromo, assumindo a liderança do rali. O interesse desportivo do rali acabou na segunda especial quando Filipe Freitas abandonou com problemas mecânicos no Renault Clio S1600. A partir daí Miguel Nunes fez uma prova de gestão, pensando mais em finalizar o rali. Essa gestão permitiu que António Nunes e Rui Fernandes se intrometessem na luta com Miguel Nunes, mas no final o piloto do Peugeot 206 acabou na segunda posição, alcançando o vice-campeonato e o título na F3.

A fechar o pódio ficou Rui Fernandes, que efectuou uma prova ao melhor nível, sempre andando na frente do Agrupamento de Produção com um EVO IX, e intrometendo-se numa luta com os irmãos Nunes. Apesar de não ter conseguido levar a melhor, viu a 3ª posição “cair no colo” quando António Nunes abandonou após o final da última especial com problemas de motor. Na quarta posição ficou o João Magalhães, também em Mitsubishi Lancer EVO IX, na frente da Armanda C2, constituída por João Silva, Bruno Coelho e João Moura.

A prova também contou para o Open da Madeira, e voltou a ter como vencedor Élvio Caíres no Citroën Saxo Kit Car. Na segunda posição ficou Samir Sousa com o Peugeot 206 RC, que chegou a importunar Élvio Caíres no início do rali. Na terceira posição acabou José Mendes num Ford Escort RS MKI, que venceu entre concorrentes com viaturas clássicas.

A prova também ficou marcada pela estreia do Ford Sierra Cosworth (ex-Roberto Cró) por parte de Emanuel Caldeira. O líder do campeonato não foi além da sétima posição, mas venceu entre as viaturas VSH.
.

Leia Mais

Piéce du Resistance – Parte 5

Com o intuito de evitar a penalização, fizemos a ligação muito rapidamente, com a convicção que o combustível seria suficiente para efectuar a última especial do rali.

Entre os postos de controlo e partida efectuamos a mudança de capacetes. Mesmo sem ouvir indicações do Zé, sabia que pelo menos ele me ouviria.

Depois dos azares do troço de S.Brás, o ideal era desfrutar a última especial do rali e levar o carro até final, sem pensar em resultados. A primeira parte do troço corria bem, tendo em conta o que já tínhamos passado, até posso dizer que correu muito bem. Mas à passagem dos Barrigões (meio da especial) o carro deu sinal que algo estava mal. Olhando para o mostrador do combustível reparei que estava com o indicador próximo do mínimo.

Com duas bombas de gasolina, a opção foi desligar uma, numa tentativa de poupança. Isso aconteceu até à Cortelha. A dois quilómetros do fim, deixei de contar as vezes que o silêncio imperou na viatura, de cada vez que ela falhava. Cada subida um suplício, cada descida um alívio.

Foi-se aguentando, e mesmo nas curvas finais decidiu falhar por completo. Abanando a direcção na esperança que algumas gotas entrassem no depósito para chegar ao final. Cruzamos a Tomada de Tempos a passo de caracol. Estávamos a 1 quilómetro do reabastecimento na Cortelha. Levando a “Ritinha”, quase sempre em ponto morto, conseguimos reabastecer para levar para Loulé.

Depois desta saga a ligação para o Parque de Assistência parecia interminável, e a cada km que passava parecia aparecer mais um ruído estranhou, a direcção parecia desalinhar, a caixa e o motor falhar. Até final, era fazer figas para que aguentasse… pois fazia todos os barulhos e mais alguns.

A chegada ao Parque de Assistências do rali parecia ter sido uma vitória, mas faltava a ligação para o Parque Fechado. Ainda faltava um susto, numa das rotundas de Loulé entre assistência e parque fechado, o carro fez um CLAP grande. Faltavam poucos metros para o pódio final e estaria tudo comprometido. O resto do percurso foi quase em silêncio e oração – ainda hoje não sei que barulho foi aquele, transmissão ou caixa?.
Acabamos na 29ª posição, sexto 4x4, mas isso era o que menos importava. Depois desta odisseia acabar o rali soube a vitória.

Para recordar, foi o mais complicado de sempre.

.

Leia Mais

sábado, novembro 8

A indignação do Mário

É completamente compreensível a indignação demonstrada por Mário Castro, por toda uma sucessão de acontecimentos que marcaram a temporada de 2008, e provavelmente lhe impediram de somar um título nacional de navegadores.

A substância que foi detectada num controlo antidoping no Rali F.C.Porto (Finasterida) foi retirada da lista de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem. Mário Castro usava a Finasterida, mediante receita médica, para prevenir a queda de cabelo. Valeu-lhe uma suspensão efectiva de seis meses da prática de qualquer modalidade desportiva.

Com esta suspensão, a sua conduta desportiva foi colocada em causa, para além de ter sido afastado da equipa oficial da Peugeot (uma oportunidade única). Ficou impedido de participar em várias provas internacionais (Açores, Madeira, Portugal, Príncipe das Astúrias), sem falar das vitórias que poderia somar ao seu palmarés ou alcançado um título nacional, em parceria com Bruno Magalhães.

Uma tremenda injustiça, que dificilmente será reparada ou compensada, e afastou de cena um dos melhores navegadores nacionais.

Leia Mais

sexta-feira, novembro 7

Pivato recupera do coma

Chegam notícias animadoras do Japão. O navegador francês Patrick Pivato já foi acordado do coma induzido, e apresenta sinais claros de melhorias.

Agora foram conhecidos mais alguns pormenores do sucedido no Hospital. Na noite do acidente Pivato perdeu imenso sangue, tendo corrido risco de vida ao longo da cirurgia devido à falta de pressão sanguínea. Para piorar a situação o sangue de Pivato é A- raro do qual o hospital não dispunha de stock suficiente. Só uma campanha de última hora para doação de sangue permitiu ultrapassar a situação, e aqui apareceu um herói de circustância: DENIS GIRAUDET, que acompanhou Pivato até ao hospital, regressando à prova apenas por uns minutos para efectuar a super-especial de Sapporo navegando Eyvind Brynildsen. Foi Giraudet que "recrutou" durante a noite de 6ª feira doadores de sangue entre as gente do mundial.

Mas um mal nunca vem só, e agora surgiram problemas com o seguro de saúde de Pivato, que não é válido fora da Europa. O facto foi constatado no início desta semana e poderá levantar graves problemas para o navegador francês, dados os valores envolvidos na sua assistência e recuperação. François Duval já está a encetar contactos e iniciativas para angariar fundos para ajudar o seu navegador. Uma atitude louvável do piloto belga que lançou uma campanha através do seu clube de fans para angariação de fundos.

Alterado de Sportmotores
.

Leia Mais

Piéce du Resistance – Parte 4

A segunda passagem pelo troço do Canil foi a melhor parte do rali. Andando o melhor possível tendo em conta as limitações e tentando não perder muito tempo. Retiramos 12 segundos à primeira passagem, o que equivale a 2 segundos por quilómetro.
Os níveis de confiança voltaram a aumentar, e a especial de São Brás seria a oportunidade ideal para o comprovar. As coisas correram bem até à passagem da antena retransmissora próximo da Cova da Muda. Aí, um pequeno exagero fez-nos furar. A instabilidade da viatura aumentou, e percebemos que tínhamos que mudar o pneu.

Logo após a passagem de asfalto, paramos numa zona de público (foto). Este foi o nosso primeiro furo em especial (quer do Zé, quer minha) e é foi perceptível que não estávamos preparados. Alguma azáfama, mas também confusão que aumentou com a presença dos muitos espectadores presentes. Parecia a assistência do mundial, mas com muitos patrões a dar ordens, “ e a mandar postas de pescada”. Estava a ficar farto dos espanhóis…com o”tranqilo, tranqilo”. Às tantas foi o macaco, que mal colocado deslocou e partiu as embaladeiras. Felizmente, o pneu furado ainda estava na viatura. Para ajudar à “festa”, as porcas do carro estavam super-quentes, e uma delas ficou presa na chave. Enfim, foram mais de 5 minutos perdidos nestes enredos.

Parecia que o pior tinha passado. NÃO. Quando arrancamos, foi perceptível que o Zé não correspondia às notas. De repente veio o alerta: “Não oiço nada!!!!”. O instinto mandou-me trocar os encaixes dos capacetes, mas o problema não era daí. Eu ouvia-o, mas ao contrário não. Nos restantes 6 ou 7 quilómetros, as notas foram aos berros, e com muita sinalização gestual, principalmente nas curvas fechadas e enroladas.

Nunca uma especial tinha corrido tão mal, e agora a juntar aos problemas da viatura ficamos sem comunicação (pelo menos do meu capacete).

Faltavam 4 minutos para o tempo ideal de partida para a especial da Cortelha…e o ponteiro mostrador do nível de gasolina estava perigosamente próximo do mínimo.

A esta altura descemos para o penúltimo lugar, mas isso era o que menos importava.
.

Leia Mais

quinta-feira, novembro 6

Trocas e Baldrocas

Depois de ter participado numa prova da Porsche Cup em França, o penta-campeão mundial Sebastien Loeb irá conduzir um F1 da equipa Red Bull, a 17 de Novembro. Mas as experiências não se ficam por aqui, pois a Total também proporciona um teste com o Peugeot 908 HDi (Le Mans Séries) semelhante ao que Pedro Lamy usou nas duas últimas temporadas. A troca também abrange Stephane Sarrazin (piloto da Peugeot) que irá tripular um Citroën C4 WRC.

Kimi Raikkonen também manifestou interesse em conduzir uma viatura de rali. O finlandês da Ferrari F1 mostrou-se interessando na modalidade, quando visitou o seu conterrâneo Anton Alen no parque de Assistências do Rally de Valais (Suiça). Depois de Kubica, pode ser que Raikkonen também se torne adepto de ralis.
.

Leia Mais

Mercado de Transferências

A temporada de 2008 está praticamente definida, e não param de surgir notícias sobre ingressos no WRC para a próxima época.

Depois de ter vencido o JWRC com um Citroën da PH Sport, Sebastien Oigier dará o “salto” para um C4 WRC, confirmando um projecto que engloba participações nas seis primeiras provas do campeonato. Conrad Rautenbach também parece continuar ligado à Citroën dando continuidade à incursão no Mundial. No entanto Olivier Quesnel, patrão da marca francesa, já desmentiu que quer Oigier, quer Rautenbach tenham lugar assegurado numa segunda equipa da Citroën, vulgo M2. Mas os nomes ligados ao C4, não se ficam por aqui, pois o jovem Andreas Mikkelsen já testou a viatura francesa (há quem diga que fez melhores tempos que Loeb na Córsega), Urmo Aava poderá continuar com o Citroën, e outro nome que surgiu recentemente foi do campeão do IRC, Nicolas Vouilloz.

Da parte da Subaru também surgem muitos nomes e poucas confirmações. Andreas Mikkelsen também surge neste lote, tendo testado na semana passada o Impreza WRC S14. Nesse mesmo teste também participou Marcus Gronholm, que não quis efectuar comentários. Recordo que Mikkelsen é protegido de Gronholm e é com naturalidade que o finlandês compareça nestes testes. Uma das hipóteses é ingressar na Adapta, sendo colega de equipa de Mads Ostberg, embora os acontecimentos na última prova do campeonato norueguês não indicam um ambiente pacífico entre Mikkelsen e Ostberg.

Na Ford as coisas parecem mais calmas, ou mais sigilosas. Esta semana deu-se a confirmação da continuidade de Munchi’s, mas sem conhecimento dos elementos que irão representar a equipa argentina.
.

Leia Mais

terça-feira, novembro 4

Acidentes e Incidentes no Japão

A prova japonesa ficou marcada por um acidente grave protagonizado por François Duval que levou ao internamento navegador, Patrick Pivato, com prognóstico reservado.

Tudo aconteceu na sexta especial da primeira etapa, quando o piloto da Stobart, embateu lateralmente com o Ford Focus WRC contra um muro de betão, provocando um impacto violento do lado do navegador. Foi-lhe diagnosticado fracturas na tíbia e na pélvis, com necessidade de recorrer a operações cirúrgicas. Durante a primeira operação, para realinhar a pélvis do francês, foram descobertas hemorragias internas mais sérias, o que obrigou a uma segunda intervenção. A dificuldade em controlar a perda de sangue trouxe um cenário complicado para o navegador francês, que ficou em coma induzido. Com o intuito de repor as perdas, veio ao de cima a solidariedade das equipas do WRC (Ford, Subaru e Citroen) que disponibilizaram elementos para doar sangue do tipo de Pivato.

Actualmente, o estado do francês continua crítico, mas estável, depois de já terem conseguido parar as hemorragias. Entretanto já foi efectuada mais uma operação com o intuito de fixar a pélvis à perna. A recuperação deverá ser muito morosa, pelo que o seu regresso aos ralis está longínquo.

Mas, a prova também ficou marcada por incidentes no aspecto organizativo. No primeiro dia tudo parecia correr mal no Rali do Japão. O caos instalou-se no primeiro dia, devido a problemas com os controladores, com um deles a não querer devolver a carta de controlo a Daniel Elena, que promoveu a recusa da equipa francesa em continuar a prova. Depois erraram no preenchimento da carta de Jari-Matti Latvala, com o finlandês a partir na hora errada. Finalmente, a confusão foi de tal ordem, que na super-especial os controladores deram ordem de partida a duas viaturas, encontrando-se ainda duas a percorrerem a especial. Enfim… “nipóniquices”.
.

Leia Mais