sexta-feira, maio 9

Rali de Portugal – Dia 1

O primeiro dia do Rali de Portugal era marcado pelas passagens nos troços de Loulé, Vascão e São Brás. Como devemos sempre começar pelo início, a escolha para acompanhar a “caravana” recaiu no troço de Loulé, propriamente próximo da Z.E. 2, ao pé da lixeira da Cortelha. A companhia cinco estrelas, sempre cheia de boa disposição, mas o cheiro. Aquilo entranhava nos poros, que o mínimo eram dores de cabeças. Mas lá ensinava o outro, que ao fim de algum tempo começa a passar despercebido.

Não existia muito público, mas os que apareciam eram dos bons, ou seja, malta que conhece o local, e sabe que têm uma boa panorâmica, onde é possível acompanhar as viaturas num bom espaço de tempo. A primeira especial arrancou, e uma pequena desilusão: Marcus Gronholm não “abanava a barca”. A dupla de cunhados finlandesa mais parecia preocupada em andar para a frente do que brindar o público com algum espectáculo. Veículo de segurança tem função mas com WRC é diferente, para mais quando é figura de cartaz. Avançando…

O grande número de concorrentes passíveis de efectuar um rali interessante, promoveu uma luta ao segundo. Alguns passaram de forma espectacular, com uma exuberância, e lutando contra o cronómetro, que até dava gosto. Mas como previa, a fiabilidade destas viaturas não é elevada, e as primeiras vítimas apareceram. Armindo Araújo passara com o motor a falhar, e abandonou metros à frente, embora a causa tenha sido o turbo. Pior, Anton Alen com problemas de transmissão quase nem “aqueceu”. Dani Solá também tinha prestação muito fraca, perdendo muito tempo dos concorrentes da frente. Aproveitando tirava alguns tempos parciais, e comparava-os com os tempos finais transmitidos pela Antena 3 – rádio oficial. Impressionante a luta entre os homens da frente, ao segundo: Vouilloz, Rossetti, Duval, Bruno Magalhães, Basso, Loix, Kopecky, Stohl, todos muito próximos. O espectacúlo foi deixado para Didier Auriol, que mandava-se para as curvas e atravessava o Punto de maneira espectacular – vem da escola dos Grupo A, que andava todos atravessados. As prestações negativas ficam para Marco Cavigioli num Punto diesel, que perdia muito tempo e prejudicou o concorrente que o precedia (Pedro Leal), e aos S2000 portugueses – José Pedro Fontes, Nuno Barroso Pereira e Vitor Pascoal, que tinham exibições muito modestas, que mesmo sem problemas, eram suplantados pela concorrência directa.

O acompanhamento da prova efectuado pelo rádio dava conta da grande competitividade. A passagem de Bruno Magalhães para a liderança foi a notícia do momento, mas o despiste na especial seguinte que o fez perder mais de 3 minutos, foi o “balde de água fria”. A esperança de uma vitória portuguesa ficou por ai: Armindo desistiu, Bruno atrasou e Miguel Campos não conseguiu acompanhar os demais S2000. Por outro lado, a surpresa veio da Madeira. Com todos os azares da concorrência, e com mérito, Bernardo Sousa chegava a melhor português, e calava alguns críticos que agoiravam a saída de Carlos Magalhães.

A segunda passagem na Cortelha veio acompanhada pela chuva. Depois do pó, a chuva para assentar no casaquinho, no cabelo, na pele: Rali sem “comer” pó e chuva, não é rali. Já com algumas baixas no pelotão, Duval aproveitou-se do tempo seco (passou antes de começar a chover) para recuperar algum tempo. Simon Jean-Joseph apesar de conduzir um pequeno C2 R2 Max dava espectáculo e liderava os 2WD. Completamente endiabrado, Freddy Loix foi azarado, pois quando à entrada da curva da lixeira, furou, e quase instantaneamente o pneu separou-se da roda. Parou logo à frente, quando estava a fazer um bom tempo (foi definitivo este furo, pois abandonou na especial seguinte devido a outro furo, pois não tinha mais pneus – levou apenas 1 suplente). Rossetti passou à campeão, pois entrou pela parte de fora e jogou-se para dentro da curva, aliando a rapidez ao espectáculo (e sempre sem furar). Mas, o Nicolas Vouilloz não quis ficar atrás, e repetiu a dose. Para variar o homem do espectáculo – Didier Auriol (afinal valeu a pena convidá-lo, pois para além do espectáculo até andou muito depressa).

Depois da especial, tempo de regressar a Faro. Ou não, à passagem das Bicas, apesar do traçado com mau piso, seguimos um grupo de viaturas, e fomos dar com a ZE 3 da última especial do dia: São Brás. Apesar do acesso complicado, estavam alguns espectadores, entre eles a Auto Estelinha estava em força. A luta pela liderança estava ao rubro entre Rossetti e Vouilloz, que passaram no mesmo segundo, com o francês a levantar o pé, com o intuito de sair atrás para o último dia (estratégia do mundial). A sequência de curvas até era conhecida do regional, mas com aquela malta do IRC e Nacional era muito espectacular. José Pedro Fontes passou furado, apenas mais um azar a juntar a tantos outros: furos, problemas mecânicos, eixo traseiro partido, enfim, mais um calvário do piloto da Fiat Vodafone. Estranhamente, Bernardo Sousa teimava em não aparecer, e pensou-se no pior – “Abraçado a uma árvore”. Passou depois, a ritmo lento. A causa de lentidão: pás da ventoinha partidas, e radiador avariado. Razão: entrada numa ribeira à campeão. Efeito: Sobreaquecimento do motor. Resultado: Perdeu o lugar de melhor português, e pior abandonou após a especial, quando apenas faltava a ligação ao Parque de Assistência. Pedro Leal também foi azarado, pois passou no local em bom ritmo, mas viria a desistir à frente, devido a um toque ter danificado a suspensão dianteira. Fernando Peres também passou muito lentamente, vítima de furo.

Passamos pelo Parque de Assistência, e com cartão VIP (deixei de ser povão por instantes) percorri as zonas das equipas. Numa delas Rossetti (o líder) era entrevistado para a Eurosport. Enquanto esperavamos entregaram um cartão da equipa, e “validamos” com um autografo do italiano. Simpático, ainda trocou umas palavras, mediante algumas perguntas, gracejando sobre o facto de abrir os troço: “Seguimos o trilho do Gronholm”. Outro momento digno de destaque, foi quando cruzamos com Markku Alen. A lenda do Rali de Portugal estava na Abarth, acompanhando a prova do filho.

Depois de uma passagem pelas diferentes assistências e stands, e algumas animadas trocas de palavras com alguns conhecidos, era tempo de recolher a casa.

Amanha de manhã há mais do mesmo.

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quinta-feira, maio 8

Super Especial de Faro

A decisão de efectuar Super Especial do Rali de Portugal em Faro, pareceu um pouco arriscada. Primeiro por ser um dia de semana e às 18:00, depois era em asfalto e num traçado sinuoso do Parque de estacionamento de São Francisco, e também porque a divulgação não era suficiente, e foi notório no shakedown.

Qual não foi o espanto de ver “uma casa” preenchida, passando as minhas melhores previsões. Começando com a colocação de 3 grandes bancadas para VIP’s, mas que também esteve a espaços disponível para o público em geral, passando por um traçado interessante com zonas em que era possível acompanhar grande sequência de curvas. Positivo também o facto do Parque de Partida ser dentro do Largo de São Francisco, permitindo uma relação concorrente/espectador próxima. Era possível cruzar com François Duval, Manfred Stohl ou mesmo com o Marcus Gronholm. Outro dos pontos altos residiu no desfile de alguns clássicos convidados: Aston Martin, Porsche, Ferrari, BMW 2002, Ford Escort, Fiat Bertone, Corolla, Celica, Isetta, Mini Morris, Fiat 500, e mesmo alguns “calhambeques” deram ar da sua graça.

Bonita a separação dos VIP’s da malta “pobre”. A bela da “febra” estava do lado de dentro do percurso, junto dos maquinões, enquanto que a “ralé” via os carros por uma grade… quase como ver o Sol aos quadradinho… neste caso os carros.

Um pouco mais a sério, um ponto que deve ser alterado consiste na ordem de partida dos concorrentes. Ao partirem numa super-especial pela ordem ascendente, o público irá abandonar o local gradualmente enquanto os mais rápidos acabam o percurso. Principalmente pela hora de começo, 18:00, ser uma hora que a classe trabalhadora começa a abandonar os emrpegos, seria benéfico deixar o melhor para o fim. Ganhava a organização, os concorrentes e o público.

A especificação das viaturas para terra, e o traçado sinuoso não permitiu grandes “invenções”. Notava-se quem andava para o relógio, e quem dava espectáculo. Os Mitsubishi eram animadores, mas o “velhinho” Didier Auriol é que colocou o público em sentido com uma condução muito agressiva e espectacular.

Na vertente competitiva, Luca Rossetti manteve o impeto da Super Especial e assumiu a liderança do Rali. Nicolas Vouilloz foi segundo a 0,6 segundos, enquanto que Armindo Araújo, Brice Tirabassi a um surpreendente Fernando Peres partilharam o terceiro posto, a 0,7 segundos. Basso foi 6ª, José Pedro Fontes 7º, Kopecky 8º, Duval 9º e Loix fechou os 10 primeiros, a 1,9 segundos do líder.

Carlos Matos venceu entre os duas rodas motrizes, superiorizando a Simon Jean-Joseph e Pedro Leal, que curiosamente efectuaram o mesmo tempo. Marcus Gronholm também esteve muito bem, embora o tempo averbado pelo ex-campeão do mundo não foi o mais rápido.

Azarados foram Carlos Costa e Valter Gomes que não finalizaram a Super Especial averbando mais 3 minutos que o líder. No caso do piloto do C2 foi um problema de motor, já Valter Gomes não é de conhecimento público.

Amanhã cedinho, a caminho da serra… que o rali vai passar.

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Shakedown do Rali de Portugal

Decorreu esta manhã o shakedown do Rali de Portugal. Como habitualmente a zona escolhida foi o Vale Judeu, no troço também usado no Rali de Loulé. Pela positiva o facto de já ser bem conhecida dos adeptos dos ralis, que rumam para as zonas espectáculos, e pelo facto de ser relativamente perto do Parque de Assistência. Pela negativa, o traçado e especificidade do percurso ser diferente das especiais de classificação percorridas no Rali de Portugal.

Das 8:00 às 12:00 percorreram os concorrentes prioritários, e alguns dos não prioritários, em ritmo muito interessante. Alguns pilotos andaram muito depressa, como se o rali já tivesse começado, enquanto outros estou em crer que ainda não abriram o jogo. A espectacularidade e exuberância de algumas passagens foi evidente: Juho Hanninen, Andreas Aigner, Manfred Stohl, Didier Auriol, Fernando Peres, Bernardo Sousa e Valter Gomes deliciaram o público com belos slides. Por outro lado, Luca Rossetti e o Bruno Magalhães começaram ao ataque. Mas o Ford Focus WRC de Marcus Gronholm colocava todos os presentes em sentido. Sem pressões de competição, e apenas pensando na diversão, Gronholm brindava os presentes com passagens espectaculares.

Apesar de alguns slides mais arrojados, apenas o Vitor Pascoal teve um pequeno percalço, com o Peugeot 207 S2000 a sair momentaneamente de estrada, mas rapidamente regressou ao traçado.

Nota negativa para o pouco público. Até em provas do regional/Open compareceu mais público. Eram pilotos, navegadores, mecânicos, controladores, elementos ligados às organizações e às equipas de ralis, fotografos e alguns jornalistas. Valeu pelo show, pelas numerosas passagens das viaturas, mas também pelo convívio com os “suspeitos do costume”.

Quanto a resultados, foi Luca Rossetti quem averbou o melhor tempo, demonstrado que atravessa um bom momento de forma, e que as vitórias não foram em vão. Bruno Magalhães foi segundo a 1,4 segundos, enquanto que Anton Alen foi o terceiro, e melhor Punto, a 2,4 segundos. Surpresa veio da parte de Tirabassi que efectuou o quarto tempo, seguido por François Duval (Fiat) e Manfred Stohl (Peugeot).

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Shakedown Rally de Portugal 2008

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quarta-feira, maio 7

On-Board Testes do Jan Kopecky

O prometido é devido e finalmente consegui disponibilizar o filme dos testes do Kopecky. Para manter a qualidade original, e som (não tem legendas), decidi colocar através do Rapidshare.

Infelizmente o Rapidshare prima pela complicação, pelo que deixo alguns dos passos a seguir:

LINK (Clique para Abrir)

1) Na tabela da página inicial irá encontrar uma tabela. Na última linha estará uma frase Select your Download e há que escolher a opção FREE (a menos que tenham uma conta Rapidshare).


2) De seguida abrirá uma nova página que dirá: Download ticket reserved. In xxx minutes your download will be ready.


3) Assim que chegar a zero minutos, deverá aparecer um conjunto de números e letras, com uns bonecos em cima (de cães e gatos). (Estes tipos do Rapidshare deviam ser mortos à chapada.)


4 ) Aparece a mensagem: No premium user. Please enter all letters having a CAT/DOG below. É necessário colocar apenas as letras que têm o cão ou o gato.


Normalmente são apenas 4 letras, que deve ser inserido no quadrado onde diz Four letters with a CAT:


5) Depois carregar no botão "download via ??????"


6)Deverá abrir ou guardar no disco.


Dá algum trabalho, mas é espectacular o on-board dentro do 207 S2000.

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IRC Portugal: Os portugueses

Depois de alguns perfis representativos dos principais pilotos internacionais também há que efectuar referência aos concorrentes portugueses. Há muito que não se via tanta qualidade num plantel, e acima de tudo a possibilidade real da vitória ficar entregue a um português. Melhor o facto de se cruzarem 3 concorrentes que dominaram as competições nacionais: Bruno Magalhães, Armindo Araújo e Miguel Campos, isto sem esquecer que ainda estão mais dois campeões nacionais em prova, Adruzilo Lopes e Fernando Peres, que atravessa em fase muito positiva, tanto no campeonato nacional, como nos Açores onde se tem revelado imbativel.

Bruno Magalhães e Mário Castro são apontados pela imprensa nacional e estrangeira, assim como grande parte dos adeptos nacionais, como principais candidatos à vitórias. Inseridos numa equipa profissional como a Peugeot Sport, com uma viatura extremamente competitiva (207 S2000) e atravessando um excelente momento de forma, traduzido num sequência de triunfos sem rival, terá finalmente a oportunidade de defrontar rivais de peso, e mostrar além fronteiras o seu potencial. Confrontado com a questão sobre os objectivos, não esconde o facto que vencer seria o melhor, mas a preocupação maior será mesmo na fiabilidade e nos furos, que ultimamente são factores de selecção no escalonamento final.


De regresso a território nacional, Armindo Araújo e Miguel Ramalho são outros concorrentes que aspiram o primeiro lugar. Na verdade que os S2000 são forte adversário, poderá apostar no conhecimento do terreno, mas principalmente na fiabilidade dos pneus da Pirelli, que parecem melhores em termos de resistência do que os BF Goodrich. O tetra-campeão nacional (duas vezes com a Citroën e duas com a Mitsubishi) quer regressar aos resultados, que teimosamente lhe têm fugido nas últimas temporadas, ou seja desde que ingressou no mundial de produção. A rapidez de Araújo é reconhecida além fronteiras, e apenas lhe faltando a fiabilidade para regressar aos triunfos. Curiosamente, já tem 3 vitórias na prova portuguesa: em 2003 e 2004 em Citroën Saxo Kit Car, e em 2006 num Mitsubishi Lancer EVO VIII MR, onde deu um recital de condução frente aos restantes concorrentes. Aliás, Armindo é um vencedor nato, onde correu venceu: Promoção, Troféu Saxo, Fórmula 3, Duas Rodas Motrizes e Títulos Nacionais, apenas faltando a Produção Mundial.


Vencedor do BF Goodrich Drivers Team, Miguel Campos volta à ribalta dos ralis, com uma viatura competitiva, numa estrutura profissional, e confiando a navegação a Paulo Babo para regressar ao topo dos ralis. O triunfo neste concurso foi a forma de reconhecer a competitivade e capacidade de adaptação de Miguel Campos a qualquer tipo de viatura. Desde os tempos dos AX, ao Seat Ibiza, sem esquecer o dominío absoluto do agrupamento de Produção no final dos anos 90 e 2000, ou mesmo a adaptação rápida ao Peugeot 206 WRC, com o qual conquistou um título nacional e um vice-campeonato europeu, o piloto de Famalicão demonstrou vontade de vencer. A presença na Peugeot de 2001 a 2005 será benéfica para esta adaptação. Os primeiros testes com o Peugeot 207 S2000 confirmaram as expectativas, com uma adaptação rápida e convincente, antevendo um participação positiva no Rali de Portugal.


Depois de um início de temporada cheio de sucesso, e surpresa, Bernardo Sousa estreia-se na navegação de Jorge Carvalho, substituindo Carlos Magalhães. As opiniões sobre esta troca, na sua maioria, são desfavoráveis, pois a experiência poderá fazer falta no decorrer do Rali de Portugal. Tanto que as apostas na sua desistência são muitas, e predominantemente por acidente. A troca poderá deixar mossas, ou pelo contrário aumentar o nível de competitividade (ou seja andar nos extremos).


José Pedro Fontes e António Costa apostam no Fiat Punto S2000 para lutar pelos lugares cimeiros. Consciente das suas limitações, recorda que o Fiat é menos evoluído que os oficiais, e terá pela frente um conjunto de concorrentes variado, que lhe dificultará a missão de “brilhar”.


Depois vêm pilotos como Fernando Peres, Adruzilo Lopes, Vitor Pascoal ou Pedro Meireles, que têm condução, ou máquinas passíveis de entrar num lugar entre os dez primeiros. Finalmente, uma palavrinha para Pedro Leal, que num Fiat Sitlo JTD poderá ter em Simon Jean-Joseph um rival à altura, no Citroën C2 R2 Max. A luta pelas duas rodas motrizes provavelmente passará por estes dois concorrentes, mas como podem existir surpresas, ou deslizes, também há que contar com Francisco Barros Leite, Carlos Matos ou mesmo Paulo Antunes, que tem demonstrado um ritmo diabólico no pequeno Citroën C2.

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terça-feira, maio 6

IRC Portugal: Anton Alen

Uma das mais jovens promessas dos ralis é Anton Alen. Apostando na qualidade, mas também no nome a Fiat tem no finlandês a esperança de voltar aos bons resultados, principalmente nos pisos de terra.

Nascido a 3 de Junho de 1983 em Helsínquia, trouxe geneticamente o virtuosismo do seu pai, Markku Alen, sem esquecer a grandeza: actualmente apenas em altura, mas num futuro quem sabe.

Estreou-se em 2004, participando em algumas provas finlandesas com um Renault Clio RS de Produção. No ano seguinte, com a equipa ST Motors, tripulou um Mitsubishi Lancer EVO VII no campeonato finlandês, mas também fez algumas incursões fora-de-portas como foi o caso dos Ralis Coppa Liburna e Della Marca (Troféu Terra italiana) e Rally Mavro Rodo na Grécia. Efectuou o primeiro Rali no Mundial, o Rali da Finlândia conquistando o 11º lugar no Grupo N, embora sob regime do Super Rally.

O ano de 2006 foi preenchido. Navegado por Jussi Aariainen, participou em algumas provas do Mundial, vencendo o agrupamento de Produção na Finlândia e no Rally de Gales, com um Subaru Impreza WRX. Participou no campeonato italiano de ralis e o troféu de ralis de terra, sempre com o Subaru, e também em algumas provas nórdicas, optando nestes casos por um Mitsubishi Lancer EVO VII.

Em 2007 participou em algumas provas do IRC defendendo as “cores” da Fiat, obtendo o seu ponto alto na vitória do rapidíssimo Rali da Russia. Também participou no Rali da Finlândia, mas não finalizou a prova com problemas no Fiat Punto.

A rapidez e competividade deu-lhe o direito de disputar a temporada completa do IRC com a equipa Fiat. Na primeira prova, Rally de Instambul, foi o melhor representante da marca italiana, acabando na 3ª posição, após um início problemático.

Actualmente, seu companheiro de equipa é Timo Alanne, que antigamente navegava Kosti Katajamaki. Esta é a sua segunda presença no Rali de Portugal, pois navegou Katajamaki em 2005 num Suzuki Ignis S1600.

É um dos candidatos à vitória no Rali de Portugal, e terá em Markku Alen um apoiante e conselheiro.

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Segunda: dia de testes

A segunda-feira foi fértil em dia de testes: Fiat Abarth, Fiat Vodafone, Armindo Araújo, Nuno Barroso Pereira, Kronos e Miguel Campos testaram as respectivas máquinas. Com a companhia do Rui Fonseca (Mondegosport) e Paulo Homem (Ralis.Online) deu para captar mais algumas imagens, mesmo alternando de locais e ficando pouco tempo em cada.

Primeira paragem: Bicas (São Brás). Em rodagem estiveram o Anton Alen, o Giandomenico Basso e o José Pedro Fontes. Comparativamente aos rivais da Peugeot (e falo dos testes do Kopecky e Kronos) aparentam ter menor aproveitamento da potência, pois a viatura não conseguia aproveitá-la para ganhar tracção. Mas também estive pouco tempo (1 hora e meia) no local, por que podia apenas ser problemas na suspensão, ou setup menos correcto. O certo é que na parte da tarde o Giandomenico Basso despistou-se e deixou a viatura em mau estado, tanto que a equipa mandou vir uma suplente de Itália. No caso do José Pedro Fontes, poderá dizer que é um Punto 2ª linha: e notava-se pois não conseguia igualar a prestação dos oficias. Poderá primar pelo espectacúlo.

O destino seguinte foi o Javali, onde testavam o Armindo Araújo e o Nuno Barroso Pereira. Infelizmente, a ocasião não foi a melhor, pois tínhamos pouco tempo, e ambas as equipas andavam a experimentar algumas afinações, pelo que apenas assisti a 3 passagens do Armindo e 2 do Nuno Barroso Pereira. O Armindo Araújo andava com um mecânico da equipa para verificar o comportamento da viatura, principalmente testando os pneus Pirelli que espera usar nas próximas provas do mundial. As passagens não foram muito vistosas, mas certamente na prova isso mudará: para mais depois de uma vitória categórica no Racing Show Caixa Nova em Vigo, uma espécie de corrida dos campeões, derrotando na final o Juha Kankkunen. Quem também assistia aos testes era o Paolo Andreucci, que foi perempetório quando perguntaram quais os objectivos para portugal: Não participa na prova porque... “No money”. Uma das “minhas apostas” para a prova fica de fora. O destaque na viatura do Nuno Barroso Pereira vai para a nova decoração. Com tons roxos e amarelo visa dar maior projecção aos patrocinadores BPN e município de Portimão, respectivamente.

Próximo destino: Almodovar, para assistir aos testes das Kronos, mas principalmente porque tratava do primeiro contacto do Miguel Campos com o Peugeot 207 S2000. Decorria um almoço, com serviço catering, com o intuito de promover a equipa e os pilotos, e o convívio com os demais jornalistas. Como acompanhava o Paulo e o Rui também tive direito a “manjar”, e com fiquei na mesa com a malta da Peugeot portuguesa que também assistiu ao teste. Bruno Magalhães estava confiante e explicou-nos a estratégia da equipa: Verificar o primeiro troço e comparar com os demais, e depois pensar na vitória, num pódio ou no campeonato, embora ambicione o triunfo. Como estava com uma blusa com um logotipo madeirense, afirmou que se fosse na Madeira o caso era outro. Foi preciso andar um bom bocado para encontrar dois locais interessantes para filmar: um gancho e posteriormente uma passagem na água. O Miguel Campos adaptou-se rapidamente à viatura, e deixou bons indicadores, pelo que os objectivos da Kronos (ter um piloto competitivo) parecem alcançados. Nicolas Voillouz teve problemas na viatura (suspensão) numa das sessões, pelo que o teste esteve interrompido 30 minutos. Loix optou apenas por rodar na manhã e hora de almoço.

Foi um dia preenchido, com muito calor e muito pó. O Rui deixou uma pergunta no ar: “Mas porque é que a gente gosta disto?”... e a resposta é uma incógnita – Porque sim. As filmagens já estão disponíveis na net, pelo que provavelmente já as viram.
FIAT ABARTH / FIAT VODAFONE


ARMINDO ARAÚJO / NUNO BARROSO PEREIRA

KRONOS BF GOODRICH / MIGUEL CAMPOS

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segunda-feira, maio 5

Há dias de Sorte

Pois, há dias em que tudo corre bem, muito melhor do que esperado... e hoje foi um desses dias.

Como fiz na temporada passada, de câmara em punho fui acompanhar alguns dos testes de preparação para o Rali de Portugal. Com o Márcio, desloquei-me às Serra de São Brás para acompanhar a sessão de testes da equipa checa Kopecky Motorsport, com a dupla Jan Kopecky/Petr Stary num Peugeot 207 S2000. Apesar do muito calor que se fez sentir, captei algumas boas imagens na parte matinal. A primeira e agradável surpresa foi o Peugeot 207 S2000. É único, com uma “cantada” fenomenal e uma característica particular (motor atmosférico) que permite um estilo de condução único que até é capaz de ser mais espectacular que os WRC.

Há hora de almoço abordei o Jan Kopecky para lhe oferecer um dvd com imagens dos testes passados com o Fabia WRC. A receptividade foi enorme, mas não esperava receber em troca um livro do mundial com fotos brutais. E o dia estava ganho... pensava eu.

Veio a parte da tarde, com mais passagens, muito calor e uma máquina pouco colaborante que ansiava por uma cassete de limpeza. Na despedida, pedi que me assinasse o livro, para ficar como recordação... mas ele supreendeu a dobrar. Ofereceu as filmagens on-board das últimas passagens nos troços. Bem.... nem há palavras para descrever.

Pessoalmente, ganhei o dia, a semana, o mês, e o ano com este gesto espectacular.
Como não podia deixar de ser, partilho convosco.
Nota: As filmagens on-board não estão incluídas no clip, porque existiu um problema de compatibilidade entre as filmagens e os sites de divulgação público como o Youtube e o VideoGoogle. Fica para a próxima.


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sábado, maio 3

IRC: Freddy Loix

O veterano piloto Freddy Loix volta em grande às provas internacionais, representando a Kronos, naquela que é apontada como a estrutura favorita ao IRC. O belga trás na “bagagem” muitas temporadas no mundial de ralis, ao serviço de diferentes marcas, mas nunca esteve em posição de discutir os lugares cimeiros, desempenhando funções de segundo piloto.

Freddy Loix começou a sua carreira nos karts, conquistando um título regional e algumas vitórias nos nacionais. Apesar da lógica pesar na contuinuidade em provas de pistas, Loix optou pelos ralis. A sua primeira viatura foi um Lancia Delta de Grupo N, em 1990. Na prova de estreia acabou na segunda posição do agrupamento. Foi sem surpresa, que Guy Colsoul decidiu colocar à disposição um Mitsubishi Galant de produção para a disputa do campeonato belga. Uma parceria que durou dois anos, e deu alguns frutos, com obtenção de alguns resultados positivos.

Em 1993, Freddy Loix firma contrato com a Marlboro World Championship Team. A tabaqueira foi crucial na carreira do belga.Foi incorporado no Opel Team Belgium, tripulando um Astra GSi. As primeiras provas foram de adaptação, mas em 2004 venceu a classe F2 no Rally Boucles de Spa. Repetiu a façanha mais três vezes e conquistou o título nacional de F2. Em 1995, manteve-se na equipa Opel, com o ponto alto a vitória da classe F2 no Rali de Sanremo, prova apenas pontuável para o mundial de 2L.

Em 1996, firmou contrato com a Toyota Team Belgium, que lhe valeu a presença em algumas provas com um Toyota Celica GT-Four. Uma das exibições marcantes ocorreu no Rali de Portugal, onde disputou travou uma emocionante disputa com Rui Madeira pela vitória. Nessa época, venceu os ralis de Condroz e Ypres, e ainda efectuou uma excelente exibição em Sanremo, que quase lhe valeu o pódio.

Provavelmente, atravessando uma das suas melhores fases, Freddy Loix voltou a repetir o segundo lugar no Rali de Portugal em 1997, mas desta vez a prova contava para o mundial de ralis, apenas sendo batido por Tommi Makinen. As exibições valeram uma chamada à Toyota Castrol Team, para disputar a título oficial o Rali de Sanremo, numa das primeiras provas do Corolla WRC (5º classificado).

Loix dava-se bem com os ares de Portugal, e voltou a subir ao pódio (3º) em 1998. Melhor apenas, o segundo lugar na Catalunha, em representação oficial da equipa nipónica, que sabendo da apetência pelo asfalto apostou no belga. Para além destes sucessos há a registar 3 vitórias no campeonato belga, sempre com o modelo Toyota Corolla WRC. Uma das vitórias foi no Rali de Ypres, aliás, Freddy Loix tem o nome associdado a este rali, pois conquistou 4 vitórias consecutivas, de 1996 a 1999, com Toyota Celica (2 vezes), Corolla e finalmente com o Carisma.

Em 1999, as ligações com a Marlboro permitem a passagem para a Mitsubishi Ralliart. Colega de equipa de Tommi Makinen, tripulava o modelo Carisma GT IV, que apesar de semelhante ao Lancer resultava do marketing da equipa Mitsubishi. Loix ganhou apetência pela quarta posição pois foi o melhor que conseguiu na Catalunha, Acrópole, Sanremo e Austrália. Manteve-se na MMR, nas temporadas de 2000 e 2001, mas sem grandes resultados. O piloto estreou o modelo WRC da Mitsubishi no Rali de Sanremo, mas este revelou-se pouco competitivo em relação aos restantes.

Em 2002 mudou-se para Hyundai World Rally Team, onde disputou duas temporadas do mundial com o modelo Accent WRC. A marca coreana revelava pouca competitivade, e por vezes aspirava apenas a um lugar nos 10 primeiros. A fiabilidade também não era um forte, pelo que das 24 provas que disputou com o Accent, abandonou 13 vezes, e o melhor registo é um 6º lugar na Nova Zelândia em 2002.

No final de 2003 firmou contrato com a Peugeot para a temporada seguinte. Mas quis o destino que a estreia ocorresse no Rali da Grâ-Bretanha, com um Peugeot 206 WRC, substituindo Richard Burns, a quem havia sido diagnoticado um tumor cerebral dias antes. Para a história fica a sexta posição alcançada na prova britânica. Também no final de 2003, participa no Rali de Condroz, auxiliando Bruno Thiry na conquista do título europeu de ralis, cujo principal rival era Miguel Campos.

Numa equipa profissional e com espírito vencedor, Freddy Loix revelou-se um… fiasco. 2004 foi ano para esquecer para Freddy Loix. Responsável pela estreia do modelo 307, e colega de equipa de Marcus Gronholm, apenas efectuou as cinco primeiras provas do mundial. Sem ritmo e sem resultados, não deixou alternativa a Jean-Claude Andruet, que teve de confiar a segunda viatura da Peugeot a Harri Rovanpera e Cédric Robert para o resto da temporada. Com o intuito de cumprir o contrato com a Peugeot, participou com um 206 WRC em algumas provas europeias. Entre elas o rali ADAC Eifel na Alemanha, que venceu.

O ano de 2005 foi de “regresso a casa”, o mesmo será dizer ao campeonato belga. Disputou-o com um Citroën C2 S1600 da Ecurie Duindistel, parceria que se manteve em 2006. Nesse final desse ano, passou para a Rene Georges e conduziu o primeiro VW Polo S2000 como viatura zero, no Rally de Condroz. Em 2007 efectuou o campeonato belga com o Polo, mas foi chamado a substituir Pieter Tsjoen no Europeu na equipa Vergokan, com um Fiat Punto S2000. A participação na Madeira foi desastrosa, com um abandono ao final da 4ª especial fruto de uma avaria. Voltou no regime SuperRally, mas não conseguiu rodar entre os mais rápidos. Deu um ar da sua graça, no Rally de Barum, que chegou a comandar, até despistar-se após um furo.

Para 2008 assinou contrato com a Kronos Team Belgium para disputar o IRC. Problemas nas especiais de abertura com o Peugeot 207 impediram de rodar nos lugares cimeiros em Instambul. Mas em compensação venceu a prova de abertura do campeonato belga, o East Belgian Rally.

Actualmente com 37 anos, mantém uma postura ofensiva, mas dificilmente conseguirá acompanhar os andamentos das “jovens feras” do IRC, para além da armada portuguesa.

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IRC Portugal: Dani Solá

Dani Solá é outros dos intervinentes do IRC que também já passou pelo mundial e aparece em Portugal com um Fiat Punto S2000 "calçado" com pneumáticos da Pirelli, tentando contrariar a armada BF Goodrich.

Dani Solá nasceu em Vic, Osona a 3 de Janeiro de 1976. Estreou-se nos ralis em 1996 com um Peugeot 205 Rallye. Em 1997 participou no Volant RACC Desafio Peugeot, alcançando uma vitória no troféu, e acabando na 3ª posição. Em 1998 deu continuidade à aposta no Volante RACC Desafio Peugeot e dominou as seus provas em que participou com um Peugeot 106 Rallye, vencendo a competição. Voltou a participar com um Peugeot 106 Rallye em algumas provas do nacional, mas foi no campeonato de terra que somou mais um êxito, sagrando-se vice-campeão do Troféu Juníor da Copa Ibiza Terra.

Em 2000, disputou os campeonato espanhois de asfalto e terra, alternando entre o Seat Ibiza Kit Car e Seat Ibiza Tdi. Sagrou-se vice-campeão de duas rodas motrizes no campeonato de terra, e campeão da categoria diesel em asfalto. As boas exibições valeram a presença nas duas últimas provas da temporada (Artesa de Segre e Rali de Madrid) com um Seat Cordoba WRC.

Os resultados valeram acordos com o RACC, que patrocinou a temporada de 2001. Dani Solá retribuiu, sagrando-se campeão espanhol de F3 com um Citroën Saxo Kit Car, vencendo 8 das 10 provas que compunham o campeonato. Ao mesmo tempo participou no campeonato espanhol de terra com um Seat Cordoba, vencendo duas provas. No final da época, foi presenteado com uma participação no Rali da Grâ-Bretanha com um Seat Ibiza Kit Car, ficando na 2ª posição da classe A7.

Sem surpresas deu o salto para o campeonato mundial. Em 2002, sucedeu a Sebastien Loeb, sagrando-se campeão mundial junior, a bordo um Citroën Saxo S1600. Apesar de apenas ter vencido uma prova - Rali da Catalunha, andou constantemente nos lugares cimeiros somando pontos suficientes para superiorizar à demais concorrência (Andrea Dallavilla, Janne Tuohino, Giandomenico Basso, entre outros). Tem uma participação no Rali da Finlândia, com um Mitsubishi Lancer EVO V.

Sempre com o apoio da RACC, em 2003 muda-se para o campeonato de produção. A bordo de um Misubishi Lancer EVO VII vence o agrupamente no Rali da Alemanha e soma mais dois pódios na Argentina e Finlândia, finalizando a época na 5ª posição. Tripulou um Citroën Xsara WRC nos ralis da Acrópole e Gales e participou no campeonato espanhol com um Citroën Saxo S1600.

Em 2004 repetiu a presença no mundial de produção, com um Mitsubishi Lancer EVO VIII, alcançando uma vitória no México… e muitos abandonos. Mas o ponto alto da temporada residiu na chamada da Mitsubishi Motors Sports para um dos Lancer WRC nos Ralis da Grécia, Alemanha e Catalunha, obtendo um excelente sexta posição na “prova caseira”.

Mudou-se para a BP Ford WRT em 2005, disputando a título semi-oficial seis provas do mundial, com um Ford Focus WRC. Na ânsia de superiorizar aos oficiais Toni Gardemeister e Roman Kresta, e mostrar serviço, foi protagonista de alguns despistes rídiculos, como no Rali do México e Catalunha. O sétimo lugar na Austrália foi o melhor resultado da temporada.

Regressou a Espanha em 2006, e vingou-se dos anos anteriores. Com um Citroën C2 S1600 oficial venceu o campeonato espanhol de asfalto, e foi vice-campeão de ralis de terra com um Mitsubishi Lancer EVO VIII.

Em 2007 firmou contrato com a Jas Motorsport, participando no Campeonato Europeu com um Honda Civic Type-R. Na única passagem por Portugal, ficou na 15ª posição no Rali Vinho Madeira, deixando boas indicações do “pequeno” R3. Também participou no Rali da Catalunha com o Honda. Optou por participar em duas provas com um Peugeot 207 S2000, Rali Príncipe das Asturiae e Rali da Córsega, deixando boas indicações. Disputou o campeonato espanhol de terra com um Mitsubishi Lancer EVO IX, vencendo algumas provas.

Para a presente temporada a aposta passa pelo Intercontinental Rally Challenge. Aproveitando o conhecimento de algumas provas do calendário do IRC, optou por uma viatura mais competitiva que lhe permita lutar por lugares cimeiros. Dani Solá disputa também o campeonato espanhol de terra com um EVO IX, e ultimamente voltou a ser notícia pelo facto de auxiliar Vitor Sá na adaptação do Peugeot 207 S2000 da Barroso Sport.

A participação na Turquia foi positiva, deixando boas indicadores. Apesar da difícil concorrência, é um dos pilotos a ter em conta para os lugares cimeiros.

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sexta-feira, maio 2

IRC: François Duval

O jovem piloto belga é dos afortunados que já representaram algumas equipas oficiais, e já conta no seu currículo uma vitória no campeonato mundial. Reconhecidamente rápido, também é conhecido pelo feitio difícil e temperamental. Costuma intercalar as boas exibições, com provas menos conseguidas, e até garantir no currículo muitos despistes.

François Duval tem 27 anos, e desde muito cedo foi influenciado no gosto pelos desportos motorizados. O seu pai, René Duval, participou em algumas provas com um Toyota Corolla 16S, com preparação caseira. Em 1994, sagrou-se campeão da Bélgica de RallySprint com um Toyota Celica GT-Four ex-Renaud Verreydt. Duval já desempenhava papel importante ao verificar as notas do pai, e dando indicações importantes sobre o seu andamento.

Começou com um quad artesanal aos seis anos de idade, demonstrando apetência para andar depressa. Mais tarde participou em algumas provas em quad, e posteriomente karting, enriquecendo o palmarés.

Na adolescência participou no Campeonato da Bélgica e Europeu de karting e somou alguns triunfos. Muitos previam um futuro nos ralis, mas ainda não tinha atingido os 18 anos de idade. Em 1998, Réne Duval, efectua a última temporada no campeonato belga, decidindo por um ponto final na carreira e passar o testemunho ao filho.

Em 1999, Duval disputou o Challenge Citroën Saxo. A ausência de licença impediu a presença na primeira prova, mas a estreia ocorreu no Rally Thy-le-Châteu, num Saxo. A segunda prova da carreira foi no Toyota Celica 4WD (familiar) no Rallye de 2 Bottes. A sua primeira aparição no Challenge Saxo, foi no Circuit de Ardennes, e ficou marcada pelo sucesso. Nessa temporada, garantiu mais três vitórias vencendo o Challenge Saxo e recebeu o “Capacete de Ouro” para melhor piloto de corridas da Promoção.

O seu desempenho valeu a entrada no “Mitsubishi Marlboro Junior Team” em 2000, a fim de disputar algumas provas com um Lancer EVO VI. O seu primeiro sucesso é no Rally de Wallonie, que vence categoricamente. Preocupado com a aprendizagem, participa também na Divisão 2 (equivalente a um campeonato open belga) com o Toyota Celica 4WD. Apesar de demonstrar superioridade e rapidez, a mecânica da viatura raramente aguentava o impeto de belga, levando-o muitas vezes ao abandono.

Em 2001 dá-se um volte face na carreira de Duval com um contrato com a Ford para disputar algumas provas com um Puma S1600. Os resultados não eram os esperados, pois a maioria das vezes primou pelo abandono, mas as exibições eram convicentes, e valeram um teste com um Focus WRC no final da temporada. Ao mesmo tempo participou com um Mitsubishi Carisma GT em algumas provas do mundial, entre elas o Rally de Portugal, que abandonou com problemas eléctricos.

Em 2002, volta a participar no campeonato junior, e começa o ano a vencer os S1600 no Rali de Monte Carlo. A M-Sport decide compensá-lo e atribiu um programa mundial num Ford Focus WRC, em complemento da participação no JWRC. Das seis participações com um Focus, apenas finaliza uma… a primeira prova, no rali da Suécia, com um 10º lugar.

Beneficiando da saída de Colin McRae e Carlos Sainz da Ford, é promovido a piloto oficial e, tem como colega de equipa Markko Martin. Um dos pontos altos da carreira, foi no facto de ter estreado o modelo WRC 03 do Focus no Rally da Nova Zelândia. Os dois melhores resultado da temporada, foram os terceiros lugares na Turquia e Córsega, demonstrando a apetência por asfalto.

A temporada de 2004 foi de adaptação, desempenho e progresso, mas continuava a ser o número dois, secundando Markko Martin. Conseguiu uma dobradinha no Rally do México, e ainda averbou um segundo lugar no Rali da Alemanha, num ano que subiu 5 vezes ao pódio. No final da temporada, foi 6º com 53 pontos, mas não o suficiente para manter na Ford.

Firma então contrato com a Citroën, fazendo parceria com Sebastien Loeb na defesa das cores da marca francesa. Mas tem um início de temporada desastroso: erros promoveram abandonos, ou maus resultados, e não satisfazia o chefe de equipa Guy Frequelin, que tomou a decisão de substitui-lo na Turquia e Acrópole, pelo seu ídolo Carlos Sainz. O “castigo” fez-lhe bem pois regressou na Argentina e começou a finalizar provas. Pontos altos, os segundos lugares no Rali da Alemanha e no Rali de Gales, e finalmente a vitória na última prova da temporada – Rali da Austrália, que contou com uma “ajudinha” de Loeb, que despistou-se quando comandava destacado.

Em 2006, a Citroën abandonou o mundial de ralis, para promover a evolução do modelo C4. Sebastien Loeb foi para a Kronos, mas Duval ficava fora dos planos da Citroën. Aliou-se à First Motorsport e participou em 8 provas do mundial com um Skoda Fabia WRC. O melhor resultado foi no Rali da Catalunha, onde averbou um sexto lugar, mas também pontuou na Sardenha e em Gales.

Preparou aficandamente a temporada de 2007, com um Skoda Fabia WRC da First Motosport, mas sucessivos adiamentos, e falta de patrocínios apenas viabilizaram a presença no Rali da Acrópole. Com o intuito de auxiliar Loeb no mundial de ralis, e fazer frente ao esquadrão da forte, representa a Kronos em algumas provas do WRC. Participando somente em asfalto, soma um brilhante segundo lugar na Alemanha, com um Xsara, mas não consegue repetir os êxitos na Catalunha e Córsega. Foi apontando como piloto Kronos para 2008, mas surpreendentemente tripula um Fiat Punto S2000 da Automeca no Rally de Condroz, vencedo-o e superiorizando a forte concorrência belga. Participa no Memorial Bettega com um Subaru Impreza, e as especulações sobre a ida para a Subaru tomam forma.

Mas, a maior supresa deu-se no Rali de Monte Carlo, onde apareceu inscrito como piloto oficial da Stobart, no Ford Focus WRC. Participa num duelo com Chris Atkinson pelo último lugar do pódio, mas a vantagem penda para o lado do australiano da Subaru. Mesmo assim, soma 5 pontos referentes à quarta posição, e premeia a aposta da Stobart. Dai para cá, não há registos de provas de Duval, pois apenas tem garantida participação nas provas de asfalto do mundial, representando as cores da marca satélita da M-Sport.

François Duval surge em Portugal como convidado da organização, tripulando um Fiat Punto S2000. Depois da recusa na Participação no Team BF Goodrich Drivers Belgium, esta poderá ser a oportunidade para mostrar serviço em terra.

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Mais uma prova positiva a Sul

No passado fim-de-semana disputei mais uma prova dos VSH, acompanhando o José Correia no BMW 325 IX – o Rali do CAP, pontuável para o Challenge Regional de Ralis. Depois do “lamaçal” de Martinlongo, a passagem para Monchique em tempo seco consistia numa nova experiência. Os reconhecimentos decorreram com normalidade, embora fosse percéptivel alguma dureza nos troços que podia ser vantajoso para o BMW, principalmente perante uma concorrência tão competitiva e numerosa (37 concorrentes).

Depois de uma noite mal dormida (normal em dias que antecedem as provas), a boa disposição matinal imperou… até ao primeiro troço. Quase inexplicavelmente, ao fim de 500 metros da primeira especial um toque numa barreira, empenou o triângulo de suspensão da frente, promovendo o recuo da roda e desalinhado a direcção. Os segundos seguintes foram dificeis, pois parecia que furámos, assim como havia alguma preocupação na continuidade. À medida que desenrolou a especial, a viatura até comportou-se bem, embora os níveis de confiança fossem muito baixos. À chegada ao final da 1ª especial tivemos a noção dos estragos. Era “rezar” para chegar à assistência, e quem sabe o Quim Almeida arranjar solução. A segunda especial foi abordada de forma simples: com algumas cautelas, sem arriscar nas zonas mais duras, e seguir os trilhos, de forma a não piorar a situação.

Veio a assistência, e a noção que nada havia a fazer, senão levar a viatura até final. Apesar de alguma curiosidade sobre os tempos, e respectiva classificação, optei por não me preocupar com disputas. Primeiro porque o importante era tentar efectuar a segunda ronda e finalizar, e depois para não desmotivar.

Com o desenrolar da terceira especial, o Zé foi adquirindo maior confiança na viatura, e traduzia-se num ritmo mais elevado. Mas isso custou-nos alguns valentes sustos, principalmente nas partes mais rápidas, quando a traseira fugia, e uma das vezes foi complicado endireitar a viatura. Os dez segundo finais de diferença em relação à primeira passagem foram demonstração de melhoria.

À entrada da última especial, uma distração nos segundos antecedentes ao arranque, fizeram com que a viatura fosse abaixo antes do arranque. A reacção foi rápida, e felizmente não saimos prejudicados. A primeira parte (até ao Autodromo), não foi muito positiva, principalmente com algumas passagens falhadas na curvas mais lentas – o receio de quebra da suspensão era real. Estranhamente, no final da especial apanhamos algum pó de concorrente atrasado. Verificamos que o Augusto Páscoa seguia à frente, no Renault 11 “Williams”, em ritmo lento. Numa zona mais larga foi possível ultrapassá-lo, chegando ao controlo final. O navegador Leonel Fernandes se apressou para discutir a ultrapassagem, referindo que o troço estava anulado, porque pararam para auxiliar o Gil Antunes. Fiquei estupefacto com a situação: primeiro porque o único concorrente que havia sinalizado que estava fora de prova foi o Marco Gonçalves, e depois porque não vimos nenhuma indicação de SOS por parte do Gil Antunes (aliás nem o vimos em troço). À chegada à última assistência, ao pé do Secretariado é que foi dado a conhecer o que realmente se passára: O Gil despistou-se, e o Astra ficou obstruindo a estrada, com parte da viatura descaindo num barranco. O Jorge Baptista que o precedia parou para o auxiliar, o mesmo acontecendo com o Augusto Páscoa. Colocaram a viatura em estrada (Astra do Gil), e continuaram em marcha lenta até final. Concordo com o facto do ocorrido ter prejudicado, e muito, o Jorge Baptista, e principalmente o Augusto Páscoa, que baixou do top ten, não há nada nos regulamentos que diga que os concorrentes podem anular as classificativas, ou mesmo percorrer o resto dos troços em ritmo lento, prejudicando que já se encontra em especial, sem noção do que se passa. Os comissários desportivos da prova, reuniram, ouviram ambas as partes, concordaram com a injustiça do resultado dos concorrentes que prestaram auxílio, mas nada podem fazer, pois a prova nunca esteve interrompida, nem foi dada ordem para tal.

O nosso resultado final foi a nona posição, sétimo entre os 4x4. Novamente, um lugar entre os dez primeiros, mais díficil e inesperado que em Martinlongo (competições diferentes). Com a consciência que tivemos muita sorte, principalmente pelo facto da viatura aguentar até final e da ocorrência de muitos abandonos, não deixa de ser verdade que todas as viaturas que finalizaram nos lugares que precederam são mais competitivas.

Uma vez mais, obrigado Zé pelo convite, e espero que tenha sido útil nesta prova.

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Barry Clark surpreendido por Wilson

O mundial de ralis é pródigo em histórias. Desta vez o protagonista foi o escocês Barry Clark, que foi chamado à última hora para ocupar um lugar num Ford Focus WRC da Munchi’s. Tudo aconteceu porque Luis Perez Companc teve que regressar à Argentina por razões profissionais.

Barry Clark estava preparado para ser um dos mecânicos da Munchi’s na Jordânia e estava encarregue da parte traseira esquerda do carro de Federico Villagra. Mas dois dias antes da prova foi chamado por Malcolm Wilson para ocupar a vaga de segundo piloto da equipa argentina.
Surpreendido com o ocorrido prontamente respondeu à chamada, mas já tinha algumas preocupações: não treinou, não tirou notas, e a primeira vez que entrou em contacto com a viatura foi no shakedown. Para “melhorar” as coisas teve que contar com a navegação do argentino José Diaz (navegador de Companc) que leu pela primeira vez notas em inglês, copiadas de outro concorrente.

A estreia de Barry Clark num WRC estava marcada para o Rali da Turquia, devido à vitória no Troféu Fiesta 2007. Mas foi antecipada, acabando o rali da Jordânia na 12ª posição a 31m e 19s de Mikko Hirvonen.

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IRC Portugal: Juho Hanninen

Este finlandês surpreendeu nas últimas temporadas do PWRC, pelo estilo agressivo com que aborda os ralis. Sua filosofia é vencedora, e o andamento diabólico, pelo que a máxima de “partir ou quebrar” é aplicada. Apesar de alguns sucessos, também tem no currículo muitos acidentes.

Nasceu em Punkaharju, Finlândia a 27 de Julho de 1981. Possuidor de um Bacharelato em Recursos Naturais, para além dos ralis, costuma efectuar projectos de florestação.

Iniciou a sua carreira aos 18 anos, com um VW Golf, com o qual disputou o campeonato junior durante dois anos. Em 2001 e 2002, tripulou um Seat Ibiza, conquistando o quinto lugar no campeonato júnior em ambas as temporadas. Nos dois anos seguintes, disputou o campeonato nacional com um Honda Civic Type-R N3, sagrando-se campeão da classe menos 2000 cm3 em 2004.

Em 2005, passou para as quatro rodas motrizes. Tripulando um Mitsubishi Lancer EVO VI, venceu o agrupamento de produção numa prova do campeonato nacional. Dando sequência às boas exibições, em 2006, obteve uma vitória e um segundo lugar no Grupo N, na Finlândia, com um Mitsubishi Lancer EVO IX da RRE Sports. Efectuou a sua estreia mundial no Rali da Suécia, e entrando com o pé direito venceu o agrupamento de produção, repetindo o sucesso na Itália. As boas exibições valeram a primeira participação num rali com um WRC – Mitsubishi Lancer na Finlândia. Por fim, participou no Rali de Gales com um Citroën C2 S1600, vencendo a classe A6.

Em 2007, continuou a parceria com a RRE Sports, e participou no Campeonato Mundial de Produção com um Mitsubishi Lancer EVO IX. O seu melhor resultado foi na Suécia, onde venceu, mas posteriormente foi excluido por irregularidades na viatura. Assim, a 2ª posição na Grâ-Bretanha passa a vigorar como o positivo, numa época que finalizou na 5ª posição, com 18 pontos. Efectuou um mini-programa com um Mitsubishi Lancer WRC, em provas não pontuáveis para o PWRC. Noruega, Finlândia e Sardenha foram as escolhidas, com um oitavo lugar na prova italiana a figurar como o melhor resultado, averbando o primeiro ponto no mundial.

Os objectivos para 2008 passam pela conquista do PWRC. A entrada não podia ser mais fulgurante, com uma vitória no Rali da Suécia, após uma luta intensa com Patrick Sandell num Peugeot 207 S2000. A vitória foi mais saborosa, pelo facto de ter vingado a desclassificação na época anterior, quando também havia sido vencedor. O facto de ter finalizado na 8ª posição, averbando mais um ponto no mundial, é apenas mais um extra, num rali memorável.

Depois de umas temporadas com Marko Sallinen, seu navegador actual é Mikko Markkula, que já “cantou notas” para pilotos como Janne Tuohino, Kalle Pinomaki ou Jarkko Miettinen.

Convidado pela organização da prova portuguesa, será interessante acompanhar os duelos com os parceiros do mundial: Armindo Araújo, Andreas Aigner e Bernardo Sousa. Se já conseguiu lutar de igual para igual com um S2000 (Suécia), quem sabe se não o fará em Portugal. Se a sua exuberância trás algum favoritismo, também será elevado o risco de nem finalizar uma etapa do Rali de Portugal.

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