sexta-feira, maio 2

IRC: François Duval

O jovem piloto belga é dos afortunados que já representaram algumas equipas oficiais, e já conta no seu currículo uma vitória no campeonato mundial. Reconhecidamente rápido, também é conhecido pelo feitio difícil e temperamental. Costuma intercalar as boas exibições, com provas menos conseguidas, e até garantir no currículo muitos despistes.

François Duval tem 27 anos, e desde muito cedo foi influenciado no gosto pelos desportos motorizados. O seu pai, René Duval, participou em algumas provas com um Toyota Corolla 16S, com preparação caseira. Em 1994, sagrou-se campeão da Bélgica de RallySprint com um Toyota Celica GT-Four ex-Renaud Verreydt. Duval já desempenhava papel importante ao verificar as notas do pai, e dando indicações importantes sobre o seu andamento.

Começou com um quad artesanal aos seis anos de idade, demonstrando apetência para andar depressa. Mais tarde participou em algumas provas em quad, e posteriomente karting, enriquecendo o palmarés.

Na adolescência participou no Campeonato da Bélgica e Europeu de karting e somou alguns triunfos. Muitos previam um futuro nos ralis, mas ainda não tinha atingido os 18 anos de idade. Em 1998, Réne Duval, efectua a última temporada no campeonato belga, decidindo por um ponto final na carreira e passar o testemunho ao filho.

Em 1999, Duval disputou o Challenge Citroën Saxo. A ausência de licença impediu a presença na primeira prova, mas a estreia ocorreu no Rally Thy-le-Châteu, num Saxo. A segunda prova da carreira foi no Toyota Celica 4WD (familiar) no Rallye de 2 Bottes. A sua primeira aparição no Challenge Saxo, foi no Circuit de Ardennes, e ficou marcada pelo sucesso. Nessa temporada, garantiu mais três vitórias vencendo o Challenge Saxo e recebeu o “Capacete de Ouro” para melhor piloto de corridas da Promoção.

O seu desempenho valeu a entrada no “Mitsubishi Marlboro Junior Team” em 2000, a fim de disputar algumas provas com um Lancer EVO VI. O seu primeiro sucesso é no Rally de Wallonie, que vence categoricamente. Preocupado com a aprendizagem, participa também na Divisão 2 (equivalente a um campeonato open belga) com o Toyota Celica 4WD. Apesar de demonstrar superioridade e rapidez, a mecânica da viatura raramente aguentava o impeto de belga, levando-o muitas vezes ao abandono.

Em 2001 dá-se um volte face na carreira de Duval com um contrato com a Ford para disputar algumas provas com um Puma S1600. Os resultados não eram os esperados, pois a maioria das vezes primou pelo abandono, mas as exibições eram convicentes, e valeram um teste com um Focus WRC no final da temporada. Ao mesmo tempo participou com um Mitsubishi Carisma GT em algumas provas do mundial, entre elas o Rally de Portugal, que abandonou com problemas eléctricos.

Em 2002, volta a participar no campeonato junior, e começa o ano a vencer os S1600 no Rali de Monte Carlo. A M-Sport decide compensá-lo e atribiu um programa mundial num Ford Focus WRC, em complemento da participação no JWRC. Das seis participações com um Focus, apenas finaliza uma… a primeira prova, no rali da Suécia, com um 10º lugar.

Beneficiando da saída de Colin McRae e Carlos Sainz da Ford, é promovido a piloto oficial e, tem como colega de equipa Markko Martin. Um dos pontos altos da carreira, foi no facto de ter estreado o modelo WRC 03 do Focus no Rally da Nova Zelândia. Os dois melhores resultado da temporada, foram os terceiros lugares na Turquia e Córsega, demonstrando a apetência por asfalto.

A temporada de 2004 foi de adaptação, desempenho e progresso, mas continuava a ser o número dois, secundando Markko Martin. Conseguiu uma dobradinha no Rally do México, e ainda averbou um segundo lugar no Rali da Alemanha, num ano que subiu 5 vezes ao pódio. No final da temporada, foi 6º com 53 pontos, mas não o suficiente para manter na Ford.

Firma então contrato com a Citroën, fazendo parceria com Sebastien Loeb na defesa das cores da marca francesa. Mas tem um início de temporada desastroso: erros promoveram abandonos, ou maus resultados, e não satisfazia o chefe de equipa Guy Frequelin, que tomou a decisão de substitui-lo na Turquia e Acrópole, pelo seu ídolo Carlos Sainz. O “castigo” fez-lhe bem pois regressou na Argentina e começou a finalizar provas. Pontos altos, os segundos lugares no Rali da Alemanha e no Rali de Gales, e finalmente a vitória na última prova da temporada – Rali da Austrália, que contou com uma “ajudinha” de Loeb, que despistou-se quando comandava destacado.

Em 2006, a Citroën abandonou o mundial de ralis, para promover a evolução do modelo C4. Sebastien Loeb foi para a Kronos, mas Duval ficava fora dos planos da Citroën. Aliou-se à First Motorsport e participou em 8 provas do mundial com um Skoda Fabia WRC. O melhor resultado foi no Rali da Catalunha, onde averbou um sexto lugar, mas também pontuou na Sardenha e em Gales.

Preparou aficandamente a temporada de 2007, com um Skoda Fabia WRC da First Motosport, mas sucessivos adiamentos, e falta de patrocínios apenas viabilizaram a presença no Rali da Acrópole. Com o intuito de auxiliar Loeb no mundial de ralis, e fazer frente ao esquadrão da forte, representa a Kronos em algumas provas do WRC. Participando somente em asfalto, soma um brilhante segundo lugar na Alemanha, com um Xsara, mas não consegue repetir os êxitos na Catalunha e Córsega. Foi apontando como piloto Kronos para 2008, mas surpreendentemente tripula um Fiat Punto S2000 da Automeca no Rally de Condroz, vencedo-o e superiorizando a forte concorrência belga. Participa no Memorial Bettega com um Subaru Impreza, e as especulações sobre a ida para a Subaru tomam forma.

Mas, a maior supresa deu-se no Rali de Monte Carlo, onde apareceu inscrito como piloto oficial da Stobart, no Ford Focus WRC. Participa num duelo com Chris Atkinson pelo último lugar do pódio, mas a vantagem penda para o lado do australiano da Subaru. Mesmo assim, soma 5 pontos referentes à quarta posição, e premeia a aposta da Stobart. Dai para cá, não há registos de provas de Duval, pois apenas tem garantida participação nas provas de asfalto do mundial, representando as cores da marca satélita da M-Sport.

François Duval surge em Portugal como convidado da organização, tripulando um Fiat Punto S2000. Depois da recusa na Participação no Team BF Goodrich Drivers Belgium, esta poderá ser a oportunidade para mostrar serviço em terra.

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Mais uma prova positiva a Sul

No passado fim-de-semana disputei mais uma prova dos VSH, acompanhando o José Correia no BMW 325 IX – o Rali do CAP, pontuável para o Challenge Regional de Ralis. Depois do “lamaçal” de Martinlongo, a passagem para Monchique em tempo seco consistia numa nova experiência. Os reconhecimentos decorreram com normalidade, embora fosse percéptivel alguma dureza nos troços que podia ser vantajoso para o BMW, principalmente perante uma concorrência tão competitiva e numerosa (37 concorrentes).

Depois de uma noite mal dormida (normal em dias que antecedem as provas), a boa disposição matinal imperou… até ao primeiro troço. Quase inexplicavelmente, ao fim de 500 metros da primeira especial um toque numa barreira, empenou o triângulo de suspensão da frente, promovendo o recuo da roda e desalinhado a direcção. Os segundos seguintes foram dificeis, pois parecia que furámos, assim como havia alguma preocupação na continuidade. À medida que desenrolou a especial, a viatura até comportou-se bem, embora os níveis de confiança fossem muito baixos. À chegada ao final da 1ª especial tivemos a noção dos estragos. Era “rezar” para chegar à assistência, e quem sabe o Quim Almeida arranjar solução. A segunda especial foi abordada de forma simples: com algumas cautelas, sem arriscar nas zonas mais duras, e seguir os trilhos, de forma a não piorar a situação.

Veio a assistência, e a noção que nada havia a fazer, senão levar a viatura até final. Apesar de alguma curiosidade sobre os tempos, e respectiva classificação, optei por não me preocupar com disputas. Primeiro porque o importante era tentar efectuar a segunda ronda e finalizar, e depois para não desmotivar.

Com o desenrolar da terceira especial, o Zé foi adquirindo maior confiança na viatura, e traduzia-se num ritmo mais elevado. Mas isso custou-nos alguns valentes sustos, principalmente nas partes mais rápidas, quando a traseira fugia, e uma das vezes foi complicado endireitar a viatura. Os dez segundo finais de diferença em relação à primeira passagem foram demonstração de melhoria.

À entrada da última especial, uma distração nos segundos antecedentes ao arranque, fizeram com que a viatura fosse abaixo antes do arranque. A reacção foi rápida, e felizmente não saimos prejudicados. A primeira parte (até ao Autodromo), não foi muito positiva, principalmente com algumas passagens falhadas na curvas mais lentas – o receio de quebra da suspensão era real. Estranhamente, no final da especial apanhamos algum pó de concorrente atrasado. Verificamos que o Augusto Páscoa seguia à frente, no Renault 11 “Williams”, em ritmo lento. Numa zona mais larga foi possível ultrapassá-lo, chegando ao controlo final. O navegador Leonel Fernandes se apressou para discutir a ultrapassagem, referindo que o troço estava anulado, porque pararam para auxiliar o Gil Antunes. Fiquei estupefacto com a situação: primeiro porque o único concorrente que havia sinalizado que estava fora de prova foi o Marco Gonçalves, e depois porque não vimos nenhuma indicação de SOS por parte do Gil Antunes (aliás nem o vimos em troço). À chegada à última assistência, ao pé do Secretariado é que foi dado a conhecer o que realmente se passára: O Gil despistou-se, e o Astra ficou obstruindo a estrada, com parte da viatura descaindo num barranco. O Jorge Baptista que o precedia parou para o auxiliar, o mesmo acontecendo com o Augusto Páscoa. Colocaram a viatura em estrada (Astra do Gil), e continuaram em marcha lenta até final. Concordo com o facto do ocorrido ter prejudicado, e muito, o Jorge Baptista, e principalmente o Augusto Páscoa, que baixou do top ten, não há nada nos regulamentos que diga que os concorrentes podem anular as classificativas, ou mesmo percorrer o resto dos troços em ritmo lento, prejudicando que já se encontra em especial, sem noção do que se passa. Os comissários desportivos da prova, reuniram, ouviram ambas as partes, concordaram com a injustiça do resultado dos concorrentes que prestaram auxílio, mas nada podem fazer, pois a prova nunca esteve interrompida, nem foi dada ordem para tal.

O nosso resultado final foi a nona posição, sétimo entre os 4x4. Novamente, um lugar entre os dez primeiros, mais díficil e inesperado que em Martinlongo (competições diferentes). Com a consciência que tivemos muita sorte, principalmente pelo facto da viatura aguentar até final e da ocorrência de muitos abandonos, não deixa de ser verdade que todas as viaturas que finalizaram nos lugares que precederam são mais competitivas.

Uma vez mais, obrigado Zé pelo convite, e espero que tenha sido útil nesta prova.

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Barry Clark surpreendido por Wilson

O mundial de ralis é pródigo em histórias. Desta vez o protagonista foi o escocês Barry Clark, que foi chamado à última hora para ocupar um lugar num Ford Focus WRC da Munchi’s. Tudo aconteceu porque Luis Perez Companc teve que regressar à Argentina por razões profissionais.

Barry Clark estava preparado para ser um dos mecânicos da Munchi’s na Jordânia e estava encarregue da parte traseira esquerda do carro de Federico Villagra. Mas dois dias antes da prova foi chamado por Malcolm Wilson para ocupar a vaga de segundo piloto da equipa argentina.
Surpreendido com o ocorrido prontamente respondeu à chamada, mas já tinha algumas preocupações: não treinou, não tirou notas, e a primeira vez que entrou em contacto com a viatura foi no shakedown. Para “melhorar” as coisas teve que contar com a navegação do argentino José Diaz (navegador de Companc) que leu pela primeira vez notas em inglês, copiadas de outro concorrente.

A estreia de Barry Clark num WRC estava marcada para o Rali da Turquia, devido à vitória no Troféu Fiesta 2007. Mas foi antecipada, acabando o rali da Jordânia na 12ª posição a 31m e 19s de Mikko Hirvonen.

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IRC Portugal: Juho Hanninen

Este finlandês surpreendeu nas últimas temporadas do PWRC, pelo estilo agressivo com que aborda os ralis. Sua filosofia é vencedora, e o andamento diabólico, pelo que a máxima de “partir ou quebrar” é aplicada. Apesar de alguns sucessos, também tem no currículo muitos acidentes.

Nasceu em Punkaharju, Finlândia a 27 de Julho de 1981. Possuidor de um Bacharelato em Recursos Naturais, para além dos ralis, costuma efectuar projectos de florestação.

Iniciou a sua carreira aos 18 anos, com um VW Golf, com o qual disputou o campeonato junior durante dois anos. Em 2001 e 2002, tripulou um Seat Ibiza, conquistando o quinto lugar no campeonato júnior em ambas as temporadas. Nos dois anos seguintes, disputou o campeonato nacional com um Honda Civic Type-R N3, sagrando-se campeão da classe menos 2000 cm3 em 2004.

Em 2005, passou para as quatro rodas motrizes. Tripulando um Mitsubishi Lancer EVO VI, venceu o agrupamento de produção numa prova do campeonato nacional. Dando sequência às boas exibições, em 2006, obteve uma vitória e um segundo lugar no Grupo N, na Finlândia, com um Mitsubishi Lancer EVO IX da RRE Sports. Efectuou a sua estreia mundial no Rali da Suécia, e entrando com o pé direito venceu o agrupamento de produção, repetindo o sucesso na Itália. As boas exibições valeram a primeira participação num rali com um WRC – Mitsubishi Lancer na Finlândia. Por fim, participou no Rali de Gales com um Citroën C2 S1600, vencendo a classe A6.

Em 2007, continuou a parceria com a RRE Sports, e participou no Campeonato Mundial de Produção com um Mitsubishi Lancer EVO IX. O seu melhor resultado foi na Suécia, onde venceu, mas posteriormente foi excluido por irregularidades na viatura. Assim, a 2ª posição na Grâ-Bretanha passa a vigorar como o positivo, numa época que finalizou na 5ª posição, com 18 pontos. Efectuou um mini-programa com um Mitsubishi Lancer WRC, em provas não pontuáveis para o PWRC. Noruega, Finlândia e Sardenha foram as escolhidas, com um oitavo lugar na prova italiana a figurar como o melhor resultado, averbando o primeiro ponto no mundial.

Os objectivos para 2008 passam pela conquista do PWRC. A entrada não podia ser mais fulgurante, com uma vitória no Rali da Suécia, após uma luta intensa com Patrick Sandell num Peugeot 207 S2000. A vitória foi mais saborosa, pelo facto de ter vingado a desclassificação na época anterior, quando também havia sido vencedor. O facto de ter finalizado na 8ª posição, averbando mais um ponto no mundial, é apenas mais um extra, num rali memorável.

Depois de umas temporadas com Marko Sallinen, seu navegador actual é Mikko Markkula, que já “cantou notas” para pilotos como Janne Tuohino, Kalle Pinomaki ou Jarkko Miettinen.

Convidado pela organização da prova portuguesa, será interessante acompanhar os duelos com os parceiros do mundial: Armindo Araújo, Andreas Aigner e Bernardo Sousa. Se já conseguiu lutar de igual para igual com um S2000 (Suécia), quem sabe se não o fará em Portugal. Se a sua exuberância trás algum favoritismo, também será elevado o risco de nem finalizar uma etapa do Rali de Portugal.

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quarta-feira, abril 30

IRC Portugal: Luca Rossetti

Um dos pilotos favoritos à vitória no Vodafone Rally de Portugal é Luca Rossetti, e a estatística fala por si. Nas três provas que participou no IRC somou três vitórias. 100% de eficácia valem favoritismo, e mediatização.

Rossetti nasceu a 4 de Março de 1076 em Pordenone. Começou a carreira no RallySprint com um Peugeot 205 Rally, alcançando alguns pódio na classe A5. Um acidente no Rallysprint de Montebelluna em Março, promove uma paragem de 6 meses. Regressou no final do ano, no Team Vieffecorse onde tripulou um Mitsubishi Lancer EVO V em três provas.

No ano 2000 tripulou diferentes viaturas. Com um Renault Clio Williams (N3) da Gestiport quedou-se na 5ª posição do Grupo N, e venceu entre os Sub-25. Participou com um eugeot 106 no Rally Prealpi Trevigiane, e evoluiu no final da época para Subaru Impreza WRX da BRT EuroRacing com a qual efectuou três provas.

Em 2001 venceu algumas competições, nomeadamente a Coppa Ialiana 4ªZona, Troféu Peugeot 106 Zona Nordeste, o Campeonato Automobilistico Friuli Venezia Giulia, somando também algumas vitórias na classe N2 com o Peugeot 106. Participou em três provas do Campeonato Italiano com um Mitsubishi Lancer Evo V da Vieffecorse.

No ano seguinte, efeuctou algumas provas com um Ford Escort WRC da DB Sport, destacando-se a vitória no Rally Aviano, para além de outros pódios. Particpou também em provas de asfalto, com um Nissan Sunny GTi, averbando vitórias na classe A7 no Rally Altropiano e Prealpi Trevigiane. Participou no Rally 1000 Miglia com um Mitsubishi Lancer EVO VI, acabando na segunda posição do agrupamento de produção.

Em 2003, participa no campeonato italiano com um Citroën Saxo S1600 (e um EVO VI em Terra), ficando na sétima posição final. Participa também com um Mitsubishi Lancer EVO VII no Rally de Aviano, e vence o Rally Internazionale del Ciocchetto com um Peugeot 206 WRC.

Em 2004 disputa o campeonato italiano de ralis na equipa Vieffecorse, com os modelos da Citroën, C2 e Saxo S1600, acabando a temporada no oitavo lugar absoluto e quinto entre os S1600. Faz a sua primeira aparição em provas do WRC, com participações nos ralis de Monte Carlo e Finlândia num Saxo S1600.

Em 2005 participou em algumas provas do mundial: No Monte Carlo com um Peugeot 206 WRC abandonou por acidente e na Suécia, Finlândia e Gales com um Mitsubishi Lancer EVO VII. Em Itália, efectuou um programa oficial com um Peugeot 206 RC da Racing Lions, sagrando-se campeão italiano de produção com duas rodas motrizes. Venceu a classe em todas as provas que finalizou. Venceu o Rally Valli Pordenonesi, prova extra-campeonato, com um Peugeot 206 S1600.

As boas exibições no RC, promoveram-no a piloto Racing Lions com o Peugeot 206 S1600, no ano de 2006. Sagrou-se vice-campeão italiano de S1600 e ajudou a Peugeot na conquista do título de 2WD. Num campeonato muito competitivo destacam-se as vitórias na classe, nos Ralis de Salento, San Martino de Castrozza e Alpi Orienttali.

Manteve-se ligado à Racing Lions em 2007, e pilotou oficialmente o Peugeot 207 S2000. Foi vice-campeão italiano de ralis, somando vitórias no Rally de Salento e Rally de Sanremo (pontuável IRC). Na única incursão ao estrangeiro, venceu o Rally de Ypres (ERC e IRC). As duas vitórias no Intercontinental Rally Challenge, valeram a 4ª posição final do campeonato.

Para 2008, mantém-se ligado à equipa italiana, com a disputa do CIR e com um mini-programa no IRC.

Tem como navegador Matteo Chiarcossi, que o acompanha desde 2002.

A vitória no Rally de Instambul, prova de abertura do IRC, fê-lo optar por participar no Rally de Portugal.

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Rali CAP Monchique 2008

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terça-feira, abril 29

Neves imparável em Monchique

Monchique é talismã para a equipa José Neves/José Jesus, que averbou mais uma vitória neste concelho, desta vez no Rali do CAP-Monchique.
A prova de abertura do Challenge Regional de Ralis, teve um misto de qualidade e quantidade em toda a vertente desportiva, não deufrandando as expectativas de quem assistiu ao rali na estrada. Num traçado muito interessante, embora com alguma dureza, José Neves levou a melhor. Tripulando um Mitsubishi Lancer EVO IV, assumiu a liderança do rali após a primeira especial, mas as diferenças para os principais adversários eram reduzidas. Com o decorrer da prova aproveitou os azares da concorrência e a resistência da viatura para acumular vantagem, que no final se traduziu em 41,7 segundos para os demais.


Na segunda posição Luís Nascimento e Carlos Caliço "espremeram" o Opel Corsa 2.0 para conseguir rivalizar com as viaturas de tracção. Perdendo pouco tempo nas passagens pelo troço mais curto, as passagens pela especial Autódromo/Casais foram decisivas, pois as especificações do traçado duro, quase sempre a subir impediram de lutar pela vitória. Nestas PE’s ficaram 40,7 segundos do total que o separou de José Neves. Ainda assim coloca-se em posição priveligiada na defesa do título de 2007.


A fechar o pódio ficou a dupla Eduardo Valente/João Lelo em Renault Clio Williams, que protagonizaram a surpresa da prova. Depois de dois anos sem competirem em terra, mostraram-se competitivos e regulares. Com uma viatura bem preparada fizeram bons cronos e foram gradualmente subindo na classificação até alcançar o terceiro lugar final, segundo entre os 2 rodas motrizes.


A estreia no challenge de Vítor Santos foi proveitosa. O campeão do regional norte, acompanhado por Filipe Carvalho, enfrentou a difícil concorrência local. Apostando num misto de regularidade e rapidez passou com distinção, acabando na quarta posição, a apenas 3,4 segundos dos lugares do pódio.O impressionante Ford Sierra da equipa Pedro Leone/Bruno Ramos não deixou ninguém indeferente. Nem os espectadores, nem os adversários que viram aquela "máquina devoradora de terra" acabar na quinta posição.


Este rali dificilmente será esquecido por Paulo Nascimento. Contando com a navegação de Ricardo Barreto, esteve em posição de discutir a vitória no rali. Depois de uma entrada cautelosa, quedando a mais de 10 segundos da frente, efectuou o melhor tempo na 2ª especial deixando-o próximo de José Neves. À entrada da última especial estava tudo por decidir, com 5,6 segundos a separá-los. Decidido a repetir o feito da primeira passagem, imprimiu um andamento forte. Por infurtúnio, a dupla furou a meio do troço, quando passaram por um conjunto de pedras, que "misteriosamente" teimavam em regressar à estrada. A brincadeira, ou maldade, custou-lhe um minuto, e consequente queda para a sexta posição.


Depois de um início de temporada menos positivo, Paulo Jesus e Licínio Santos regressaram às boas exibições, e como tal bons resultados com o Ford Sierra. Ficaram na sétima posição, superiorizando-se na última especial a António Lampreia, em Ford Escort Cosworth, por 2,9 segundos. O piloto alentejano, navegado por Pedro Macedo, esteve envolvido numa luta com Pedro Leone e Vitor Santos, mas problemas na última especial fizeram-no perder tempo e cair para a oitava posição.


José Correia levou o BMW 325 IX à nona posição final. Um resultado muito positivo, considerado que um toque ao fim de 500 metros da primeira especial, danificou o triângulo de suspensão, fazendo recuar a roda e desalinhar a direcção.


A fechar os dez primeiros, Vasco Tintim e Pedro Silva, também venceram a classe reservada aos veículos com cilindrada inferior a 1600 cm3. Os concorrentes do Peugeot 205 GTi tiveram um percalço à passagem de uma ribeira, quando a viatura "calou-se" e "descansou" 15 segundos. Na segunda posição da classe ficaram Carlos Marreiros e José Conceição em Opel Corsa, seguidos de Alexandre Ramos e Sandra Ramos num Peugeot 106 Rally.


Azarados da prova foram Gil Antunes e Daniel Amaral. Os concorrentes de Aruil encontravam-se a discutir os lugares do pódio, quando um despiste deixou o Opel Astra "pendurado" num barranco. Esta ocorrência prejudicou também os concorrentes que lhe seguiam. Jorge Baptista e Augusto Páscoa auxiliaram Gil Antunes, mas perderam muito tempo, caindo na classificação.


A prova do CAP ficou marcada pelos muitos abandonos: Ricardo Teodósio e Pedro Conde continuam a atravessar uma fase interminável de desistências, e novamente o EVO IV ficou na primeira especial. Pedro Charneca e Luís Assunção abandonaram após a 3ª especial, depois de um toque no final do troço. Com uma decoração nova no Ford Sierra Cosworth, a equipa João Monteiro/José Teixeira entrou ao ataque, mas uma avaria mecânica acabou com a prova. Rui Coimbra e Márcio Pereira abandonaram no Parque de Assistência com problemas de caixa de velocidades. O Peugeot 205 GTi de José Carlos Paté/José Gago voltou a não concluir a primeira especial de uma prova. Também num "leãozinho" Marco Gonçalves/Pedro Arroja, queixaram-se de muitos problemas de embraiagem e ficaram a poucos quilómetros do final.


A organização da prova este em bom plano, denotando evolução significativa na administração de recursos. Aproveitando a ocasião deram a conhecer alguns contornos da próxima prova, o Rali Robbialac Cidade de Beja, que terá como novidade uma super-especial de abertura, no Estádio de Beja.

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segunda-feira, abril 28

Hirvonen, Príncipe da Jordânia

Mikko Hirvonen arrebatou a vitória no Rali da Jordânia, depois de Dani Sordo, que durante quase toda a prova esteve no comando, ter caído na "armadilha" dos homens da Ford no segundo dia, e posteriormente cometido um erro na última especial que impediu de conquistar o primeiro lugar.
O finlandês da Ford foi o quinto e último comandante de um evento cheio de drama, e a sua primeira vitória da época fá-lo regressar ao comando do Campeonato do Mundo. Após o abandono de Loeb, decorreu uma luta ao segundo entre Hirvonen, Latvala e Sordo, com os dois primeiros a perderem delibradamente tempo para que o espanhol fosse o primeiro na estrada no último dia, e consequentemente sair prejudicado. Hirvonen conseguiu ganhar vantagem relativamente a Sordo nas duas primeiras classificativas da última tarde do rali, chegando à derradeira especial – com 41 quilómetros de extensão – com 23,7 segundos de diferença para o espanhol da Citroën. Sordo tentou atacar mas um pião custou algum tempo (quase um minuto), mas que permitiu conservar o segundo posto.


No começo do último dia Jari-Matti Latvala ainda esteve na luta pelo primeiro posto, mas a suspensão partida no seu Focus acabou por fazê-lo perder cerca de 10 minutos, deixando a discussão da vitória entregue ao seu companheiro de equipa e a Dani Sordo.


Face ao azar de Latvala, Chris Atkinson acabou por conseguir um consistente terceiro posto. No entanto, o australiano evidenciou a falta de andamento do Subaru para conseguir acompanhar os Ford e os Citroën oficiais.


Petter Solberg, no outro Subaru, chegou a passar pelo comando no primeiro, mas acabou por abandonar com a suspensão do seu Impreza partida. Isso permitiu que outros protagonistas discutissem as posições pontuáveis, como foi o caso dos pilotos dos Focus da Stobart.


Hening Solberg recuperou de problemas de travões na manhã do primeiro dia para acabar o rali num importante quarto lugar, tirando também partido de azares alheios e de um forte andamento. O seu companheiro de equipa Matthew Wilson concluiu no quinto posto, apesar de um furo e da pressão de Federico Villagra, no Ford da Munchi's na manhã deste último dia. Ajudou bastante o facto do argentino ter tido uma saída de estrada na especial do Rio Jordão.


Latvala acabaria por recuperar algum do atraso sofrido e terminou a prova no sétimo posto, depois de uma grande luta com Gigi Galli, que no Ford da Stobart regressou ao evento ao abrigo do sistema superali, após o abandono de sexta-feira com a suspensão danificada. Os dois pontos de Jari-Matti não foram conseguidos sem mais um susto, quando fez um pião na penúltima classificativa.


Tanto Latvala como Galli beneficiaram dos problemas sentidos na ultima especial por Khalid Al-Qassimi, no terceiro Ford oficial. O piloto dos Emiratos Árabes acabaria no nono posto, mesmo à frente de Sebastien Loeb, que somou um ponto no mundial de marcas.


O francês que no segundo dia assumiu a liderança do rali, parecia encaminhado para mais uma vitória fácil, mas Rautenbach, encarregou-se de atirá-lo para fora de prova.


Sebastien Loeb e Conrad Rautenbach protagonizaram um acidente, no mínimo, bizarro. Aparentemente, os pilotos que competem com os C4 chocaram de frente, danificando seriamente as suas máquinas. O acidente deu-se no terceiro troço do dia2, quando o francês estava a terminar e o piloto do Zimbabué se preparava para entrar nesse mesmo troço.


O piloto que foi considerado o homem do rali na Argentina, devia receber mais um prémio carreira - pois esta temporada está a ser memorável.


Entre os concorrentes do mundial de Junior, os abandonos marcaram a derradeira etapa. Patrik Sandell desistiu no primeiro troço do dia com problemas no Renault Clio S1600, ficando Sebastien Ogier na liderança. O jovem francês ficaria ainda mais descansado para obter o sue segundo triunfo do ano quando Jan Molder abandonou também.


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sábado, abril 26

Vitória incontestável de Alexandre Camacho

Depois de ter vencido o Rali da Camacha, 1ª prova do Campeonato da Madeira "Coral" de Ralis 2008, Alexandre Camacho venceu esta tarde o Rali da Calheta.
O jovem piloto do Team Olca/Nacional da Madeira começou a prova da zona oeste ao ataque, de maneira a deixar desde logo os seus mais directos adversários para trás e caminhar o mais depressa possível para a 2ª vitória. Se Vítor Sá ainda conseguiu rodar perto de Alexandre Camacho no primeiro troço, o mesmo não viria a suceder na segunda especial, onde o pluri-campeão madeirense perdeu cinco segundos e cinco décimas para o líder da prova.


O actual campeão em título não queria perder esta prova e optou por forçar o andamento na segunda passagem pela Fonte do Bispo de maneira a tentar se aproximar do líder do rali, mas numa das primeiras curvas da especial, Vítor Sá não evito uma forte saída de estrada, danificando fortemente o seu Peugeot 207 S2000.


A partir daí Alexandre Camacho e Pedro Calado aproveitaram para testar novas soluções na sua viatura e concluir a prova nas calmas. Filipe Freitas e Daniel Figueiroa, em Renault Clio S1600, foram os segundos classificados da geral, isto depois de terem travado pela manhã uma excelente luta com Miguel Nunes e José Camacho em Peugeot 206 S1600.


Mais uma vez ficou provado que a viatura do piloto de São Vicente é mais competitiva que as da concorrência, embora nesta prova o mais novo dos irmãos Nunes tenha andando bem perto. A diferença do piloto do Clio S1600 para o vencedor ficou acima da casa de um minuto. O 4º posto final e o 1º no agrupamento de produção ficou para João Magalhães e Jorge Pereira em Mitsubishi Lancer Evo IX, isto depois de terem tido problemas num dos diferenciais da sua viatura e um dos seus mais directos adversários ter dado uma ajudinha na resolução desse problema. Mesmo assim, ficou provado que os "velhinhos" andem sabem andar depressa, até porque quem começou na frente foi Rui Fernandes.


O piloto da Camacha não conseguiu segurar o campeão em título à sua trás fruto de alguns maus tempos no decorrer do rali, acabando por terminar no 5º posto da geral e no 2º do grupo N. Rui Pinto e Duarte Lagos foram novamente azarados…Depois de terem resolvido os problemas de homologação da sua viatura, a dupla do Lancer viu a caixa de velocidades ceder na parte da tarde da prova, impedindo a equipa de continuar na luta pelo 2º lugar na sua "competição". Luís Serrado e Johnny Santos levaram o Citroën C2 ao 7º lugar da geral e ao primeiro do Troféu Eng.º Rafael Costa e da Promoção Globus Transitários.


Depois de terem sido arredados da luta pela vitória no Rali da Camacha, a dupla da Madeira Inerte não deu hipóteses no seu quintal e bateu muito cedo toda a sua concorrência. Alexandre Jesus e Vítor Calado levaram o Renault Clio R3 ao 8º lugar da geral, mas ainda muito longe daquilo que esta viatura pode certamente fazer. A dupla do Team C.S. Marítimo voltou a ficar distante dos seus mais directos adversários e provou que ainda não encontrou a melhor afinação para esta nova viatura. No 9º lugar terminou João Ferreira e João Paulo em Citroën C2, estes que se queixaram ao longo de dia de problemas na caixa de velocidades da sua viatura. A dupla do Team Olca/Nacional da Madeira foi forçada a trocar de velocidades com embraiagem, o que os fez perder muito tempo nas especiais de classificação disputadas. A fechar o Top 10 ficou João Moura e Marco Freitas, estes que conseguiram terminar no pódio nas 3 competições que competem. Nas restantes competições monomarcas, Juan Santos levou de vencida a competição destinada aos N3’s, Isabel Ramos e Carina Barros no Troféu Feminino e João Nóbrega/Dinarte Castro na Red Line Motorsport para os Yaris.


in Supermotores fonte RalisMadeira

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sexta-feira, abril 25

Rali do CAP abre Challenge Regional

No próximo fim-de-semana disputa-se o Rali do CAP (Clube Automóvel de Portimão), primeira prova do Challenge Regional de Ralis (CRDR).
A competição oficialmente reconhecida pela FPAK arranca em força no município de Monchique. Disputada em pisos de terra, a prova é constituida por 4 especiais de classificação, numa dupla passagem nos troços inéditos de Cai Logo / Moinho da Rocha e Autódromo/Casais, num total de 31,20 quilómetros cronometrados.

Com um espírito renovado para a presente temporada, a organização apostou na promoção do rali. Um dos trunfos apresentados reside no acordo efectuado com a TSM, para a captação de imagem e posterior transmissão televisiva. Acordo esse que poderá ser extensível às restantes provas do CRDR.

Contrariando a tendência decrescente nas últimas provas, compareceram à chamada 38 concorrentes, numa das melhores listas das últimas temporadas.

A encabeçar a equipa vencedora de 2007, Luís Nascimento / Carlos Caliço num Opel Corsa 2.0, que partilha de favoritismo entre os duas rodas motrizes, mas terá que enfrentar a forte armada da tracção total. Destaque para a presença de Ricardo Teodósio, que conta com a navegação de Pedro Conde, no Mitsubishi Lancer EVO IV. O piloto da Guia regressa às provas do Challenge, após o grave acidente no Rali Serra do Caldeirão na época passada. António Lampreia parte com o número 2 de porta, e quererá repetir o bom resultado de início de temporada. Monchique é talismã para José Neves, e com o Mitsubishi Lancer EVO IV quer manter a tradição dos bons resultados. De notar o regresso de Paulo Nascimento em Ford Escort Cosworth. A armada Sierra Cosworth representa 5 viaturas, entregues a Pedro Charneca, João Monteiro, Paulo Jesus, Pedro Leone e Vítor Santos.

A luta pelas duas rodas motrizes, nomeadamente tracção dianteira, promete ser animada. Para além de Luís Nascimento, Gil Antunes vêm com alguma rodagem e surge moralizado pelo resultado em Martinlongo. Quase três anos depois, Eduardo Valente/João Lelo regressam às provas de terra, e a adaptação a ser factor determinante. Jogando em casa, Marco Gonçalves/Pedro Arroja, em situação normal também são fortes candidatos, dependendo do desempenho do Peugeot 205 GTi. Em VW Golf GTi, Rui Coimbra conta neste rali com a navegação de Márcio Pereira. Reconhecidamente rápida, a dupla José Carlos Paté/José Gago necessita de somar quilómetros para adaptar às duas rodas motrizes. Num rol de candidatos muito rápidos, parece difícil apostar num concorrente, pelo que a fiabilidade das viaturas poderá ser determinante.

De salutar os regressos à competição de Jorge Baptista no Toyota Celica GT-Four, e Ledesma dos Santos com um Peugeot 205 GTi, após uma ausência de 4 anos.

Para além da ausência de Luís Mota, pela negativa, também o facto de não marcar presença nenhum concorrente com tracção traseira.

A prova disputa-se integralmente no Domingo de manhã. A primeira especial, Cai Logo/Moinho da Rocha começa às 10:18, com chegada a Monchique prevista para as 13:02.

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IRC Portugal: Jan Kopecky

Depois de algumas temporadas no WRC, o checo Jan Kopecky “mudou-se” para o Intercontinental Rally Challenge. Com o intuito de preparar a entrada em cena do Skoda Fabia S2000, disputa as provas com máquinas “adversárias”. Contando com nova viatura (Peugeot 207) e novo navegador (Petr Stary), poderá tirar partido do conhecimento dos troços adquiridos em 2007.

Jan Kopecky nasceu em Opoèno (Rep.Checa) em 1982 numa familia com tradição automobilistica, pois tanto o avô como o pai são ex-pilotos. A sua carreira começou nos karts quando tinha onze anos. Evolui posteriormente para provas de circuito em carros de turismo, e quando fez 18 anos deu o salto para provas de estrada. No ano de estreia, 2000, venceu o campeonato checo de RallySprint.

Em 2001, participou com um Skoda Octavia 1.8 20V no campeonato checo, da equipa Pennzoil. Apesar de alguns excessos que lhe valeram algunas abandonos, venceu o troféu Octavia Cup. Este foi a primeira aproximação entre piloto e marca, que perdurou posteriomente.

A rapidez e exuberância valeram a entrada na Matador Czech National Team em 2002. Somou alguns pódios no campeonato checo com um Toyota Corolla WRC, e participou na sua primeira prova mundial, o Rally da Alemanha.

Em 2003, mantém-se na equipa mas muda de viatura. Passa para um Skoda Octavia WRC, mas a viatura estava ultrapassada e resultados eram escassos. Faz uma incursão no mundial, com passagens na Alemanha e Grâ-Bretanha com o Skoda, e uma participação no Rally da Finlândia com um Mitsubishi Lancer EVO VII.

A nacionalidade checa auxiliou-o na promoção a piloto oficial da Skoda. Em 2004, passou a tripular o Fabia WRC, e retribuiu a confiança vencendo quatro provas consecutivas e conquistando título checo.

Em 2005 foi promovido a piloto oficial, acompanhado a estrutura da Skoda Motorsport no WRC, chegando mesmo a ser nomeado para pontuar nas Marcas. Demonstrando superioridade nas provas de asfalto, soma o primeiro ponto mundial na Catalunha (8º classificado). Para além de disputar o campeonato checo com o WRC, participa em algumas provas com o Skoda Fabia Kit Car, que apesar de competitivo, não se revelou eficaz. A proibição de WRC’s nos campeonatos FIA, fizeram-nos participar em algumas provas do Europeu com um Mitsubishi Lancer EVO VII.

Em 2006 participou num programa mundial de 10 provas, com a equipa Czech Rally Team Skoda, cujo director desportivo era Joseph Kopecky, seu pai. Apesar de rivalizar com os Skoda da Red Bull, não se coibiu de efectuar ralis competitivos, obtendo um 5º lugar na Catalunha. Manteve ligado à evolução do Fabia Kit Car (S1600), mas o projecto pecou por tardio.

Contando com o apoio da “casa-mãe”, em 2007, efectuou um programa no WRC com a sua estrutura “familiar”. A experiência adquirida permitiu rivalizar com concorrentes com WRC’s mais evoluidos, e entrou seis vezes nos lugares pontuáveis. Dando razão aqueles que o consideram especialista de asfalto, seu melhor resultado foi no Rally da Alemanha, com um quinto lugar.

Preparou afincadamente o Rally de Portugal, com sessões de testes em troços algarvio, mas o abandono no início da primeira etapa impediu um resultado melhor. Aproveitando o SuperRally, acabou na 20ª posição, efectuando alguns bons cronos.

Um dos responsáveis pelo desenvolvimento do S2000 da Skoda (novo Fabia), aguarda a homologação para meados de Junho ou Julho. Entretanto participou com um Fiat Punto S2000 no Rally do México, mas abandonou na primeira especial com com o motor partido. No IRC, participou no Rally de Instambul com um Peugeot 207 S2000 finalizando na 5ª posição, valendo-se da fiabilidade, pois não conseguiu acompanhar os pilotos mais rápidos.

Kopecky tem a seu favor o conhecimento do terreno, mas poderá não ser suficiente para colmatar a habituação à viatura.

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quarta-feira, abril 23

IRC Portugal: Manfred Stohl

O Rali de Portugal fica marcado pelo regresso à competição de Manfred Stohl. Este austriaco disputou as últimas temporadas do campeonato mundial ao mais alto nivel, associado à OMV, e na última temporada à Kronos. Apontado no início da temporada como concorrente do IRC, apenas está prevista a participação no Rali de Portugal com apoios organizativos.

Manfred Stohl nasceu em Viena há 37 anos. Filho do piloto de ralis Rudi Stohl, estreou-se em 1991 com um competitivo Audi 90 Quattro.

Nos primeiros anos da sua carreira, optou por efectuar os ralis mais duros do mundial – Bandama/Costa do Marfim, Safari e Argentina, confiando nos modelos da Audi: 90 Quatro e Coupé S2. Em 1995 faz uma incursão no Rally de Portugal com o Coupé S2, mas desiste com problemas no diferencial. Em 1996, participa no Rally da Argentina com um Subaru Impreza 555.

Falar de Stohl, também é associar ao mundial de produção. A sua incursão deu-se em 1997 na equipa Mitsubishi Ralliart Alemanha. O seu melhor resultado foi obtido no Rally de Portugal com um segundo lugar num Lancer EVO III, a 10 segundos do seu companheiro Gustavo Trelles.

Em 1998, mantendo-se fiel ao Lancer EVO III, consegue a sua primeira vitória no mundial de produção no Rally de Monte Carlo. Vence também as provas da Córsega e Grã-Bretanha, na estreia do EVO V, e conquista o vice-campeonato da PWRC. No ano seguinte as coisas não correram de forma positiva. Pautado por alguns abandonos, apenas sobressairam dois segundos lugares: Córsega e Sanremo.

Em 2000 sagrou-se campeão mundial de produção, averbando vitórias na Nova Zelândia, Córsega e Grâ-Bretanha. O compromisso fiabilidade / rapidez do Mitsubishi Lancer EVO VI foi impressionante, acabando sempre nos 4 primeiros, e apenas somando um abandono (Argentina).

Em 2001 também decidi passar para as duas rodas motrizes, participando em algumas provas com um Fiat Punto S1600 da Top Run. A experiência não foi positiva, pois não conseguia acompanhar os principais rivais (Loeb, Duval, Cols, McShea ou Dallavilla). Na produção, o ano ficou marcado pela desqualificação no Rally de Portugal. Aquele “maldito” ano deixou poucas saudades aos portugueses, mas também a Stohl, pois irregularidades no Lancer retiraram o 2º lugar obtido na estrada. Paralelamente, participou em algumas provas do Europeu com um Toyota Corolla WRC, destacando a vitória no International A1 Waldviertel Rally (Áustria).

O “bichinho” dos WRC despertou em Stohl, e em 2002 optou por participar em algumas provas do mundial, a título privado (Stohl Racing). Usou um Toyota Corolla no Monte Carlo e o Ford Focus no Chipre e Grâ-Bretanha. Pelo meio duas participações na ronda da Oceania, com um Lancer EVO VI (Gr.N). A convite da organização do Rali Vinho Madeira, participou com um Peugeot 206 WRC da Grifone na prova madeirense, finalizando na 5ª posição. Também repetia a presença em provas austriacas, vencendo o OMV Rally e Waldviertel, com um Focus WRC da Stohl Racing.

Aproveitando o patrocínio da OMV participou no Rally da Acrópole e Alemanha, de 2003, com um Huyndai Accent WRC. Mas a pouca competitividade fê-lo regressar ao Peugeot 206 WRC (Stohl Racing) com que havia disputado o Rally de Monte Carlo. Averbou uma sétima posição no Rally da Grâ-Bretanha, somando 2 pontos no mundial. Em 2002 regressou à Madeira com um Focus WRC, assistido pela Procar e navegado por Petter Muller. Mas a sua participação quedou-se por um abandono no primeiro dia, devido à quebra do turbo.
Em 2004 regressou ao mundial de produção, com a equipa OMV World Rally Team. Com um Mitsubishi Lancer EVO VII o seu melhor registo foi na Nova Zelândia, com um segundo lugar. Aproveitando as provas não pontuáveis para o PWRC, participou com um Peugeot 206 WRC na Acrópole e em Gales, somando um 6º e 8º lugar, respectivamente.

Em 2005 colocou a fasquia alta. Em boa altura diga-se, pois estava atravessando um dos melhores períodos da carreira. Tripulou um Citroën Xsara WRC da equipa OMV WRT, e alcançou o seu melhor resultado no WRC: 2º lugar no Rally de Chipre, subindo também na Austrália ao pódio.

Em 2006, graças à alteração regulamentar na constituição de equipas, efectuou uma parceira com Henning Solberg, na Peugeot Team Norway. Tripulando um Peugeot 307 WRC, deu continuidade aos bons resultados: 3º Austrália; 3º México; 3º na Nova Zelândia e 2º no Rali de Gales (melhor resultado no WRC, a par com Chipre 2006). Somou 54 pontos, acabando na 4ª posição do Mundial de Pilotos.

Passou para a Kronos em 2007, onde tripulou um dos Citroën Xsara WRC. A entrada em cena de uma jovem geração de pilotos, de viaturas mais competitivas e as dificuldades financeiras da equipa foram decisivos para a temporada de Stohl. Apesar de muito regular, não tinha argumentos para lutar pelos lugares cimeiros. Seu melhor resultado foi um sexto lugar no Rally do México. A passagem por Portugal também não foi positiva, sendo recordada principalmente pelo despiste na especial de Almodôvar (na mesma curva de Armindo Araújo e Chris Atkinson). Com alguns danos conseguiu continuar em prova, terminando na 9ª posição.

Desde 2001 que conta regularmente com a companhia de Ilka Petrasko-Milnor na navegação. Stohl também contou com a navegação de Peter Muller (com que foi campeão do mundo de produção) e de Kay Gerlach nos primeiros anos.

Inscrito com um Peugeot 207 S2000, poderá aproveitar o conhecimento dos troços para alcançar um bom resultado.

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Lancia de regresso ao Mundial em 2009?

Existe alguma especulação sobre um possível regresso da Lancia ao Mundial de Ralis. O novo Lancia Delta, baseado na plataforma do Fiat Bravo, será comercializado a partir de Junho e é esperada uma versão desportiva semelhante à do Punto Abarth. Aparentemente uma fonte ligada à marca italiana informou que a Lancia está interessada no desenvolvimento dessa viatura, que estará pronta no final de 2009 ou 2010.
Curiosa esta especulação, pois com a Fiat no WRC, não faria de todo sentido que a Lancia se intrometesse. Mas numa retrospectiva, já havia acontecido com o 124 versus Stratos nos anos 70. Mas a título comercial, o "ressuscitar" da Lancia nos ralis podia dar os seus frutos, sendo apontado o nome de Anton Alen como o piloto oficial, numa clara alusão à época aurea do Markku Alen.

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terça-feira, abril 22

IRC Portugal: Didier Auriol

Piloto convidado pela organização do Rally de Portugal, é o único que ostenta um título mundial de ralis. Com 49 anos enfrenta um conjunto de concorrentes ambiciosos, jovens e muito rápidos. Afastado da alta competição há alguns pode valer-se da experiência para alcançar um bom resultado, ou confirmar a “reforma”.

Didier Auriol nasceu em Montepellier, França a 18 de Agosto de 1958. Com uma postura simpática e descontraída, raramente queixa-se de algo usando quase sempre a expressão "No Problem!", mesmo quando algo estava mal. Tinha a alcunha “The Frog” (O Sapo) e a sua imagem de marca eram os óculos de sol.

Inicialmente, condutor de ambulâncias, estreou-se nos ralis em 1979. Entre as viaturas que utilizou conta-se o Renault 5 Alpine, o Simca Rallye2, o Opel Kadett e um Ford Escort RS 2000 (faróis duplos).

Em 1984, participou com campeonato francês com um Renault 5 Turbo, e fez a sua primeira aparição no mundial, o Rally da Córsega (abandonou com problemas no Turbo). No ano seguinte, evoluiu para um Renault 5 Maxi ostendando as cores amarela e vermelha da 33 Export.

Ainda na era do Grupo B, vêem boas recordações do ano de 1986, quando com um MG Metro 6R4 sagrou-se campeão francês de ralis, pela primeira vez.

Com a abolição dos B’s, Didier Auriol passou para a Ford, tripulando um Sierra Cosworth no campeonato francês em 1987 e 1988, somando outros dois títulos franceses. Nesse ano de 88, participa em algumas provas do mundial como piloto da Ford, e averbou a sua primeira vitória na Volta à Corsega.

Os títulos nacionais franceses e as boas exibições no mundial, permitiram a passagem para a “poderosa” Lancia Martini. Conquistou o estatuto de especialista de asfalto graças às vitórias na Córsega em 1989/ 1990, Monte Carlo e Sanremo 1990/1991. Em plena evolução conquistou o vice-campeonato de 1990, atrás do rapidíssimo Carlos Sainz. O expoente ao serviço da Lancia ocorreu em 1992, quando com o Delta HF Integrale “Deltona” somou 6 vitórias no mundial, obtendo um record apenas batido por Sebastien Loeb em 2005. Infelizmente, somou abandonos nas restantes provas (excepção à Catalunha onde um 10ª lugar lhe deu um ponto), o que não permitiu ser campeão. Curiosamente, perdeu o campeonato, novamente, para Carlos Sainz.
A procura de uma equipa competitiva fê-lo mudar para a Toyota em 1993. Teve uma entrada fulgurante vencendo o Rali de Monte Carlo, mas ficou-se por aí. Averbou alguns pódios, e em conjunto com Juha Kankkunen ajudou a Toyota a vencer o título de Marcas.

O ano de ouro foi 1994. Com o modelo Celica, estava englobado num campeonato competitivo e com vários candidatos, venceu os ralis da Córsega, Argentina e Sanremo, e finalmente alcançou o título mundial de pilotos, superiorizando-se a… Carlos Sainz.

Estreou o modelo Celica GT-Four ST 205 no mundial de 1995. Obteve o a primeira vitória com este modelo na Volta à Corsega, no últimou triunfo dos seis que obteve na prova francesa. Mas o escândalo rebentou no final da temporada, quando verificaram-se que as viaturas eram providas de um dispositivo ilegal que aumentava a potência do motor. A desclassificação da marca e dos pilotos (para além de Auriol, também Kankkunen era piloto da Toyota) foi inevitável.

Com a Toyota impedida de participar no mundial de 1996, Auriol efectou algumas aparições esporádicas a título oficial. Representou a Subaru na Suécia e a Mitsubishi em Sanremo. A situação manteve-se em 1997, quando participou com um Ford Escort da RAS Sport em Monte Carlo, mas dedicou-se à evolução do Toyota Corolla WRC. Apesar de impedida de pontuar para o mundial de marcas, estreou a viatura na Finlândia, obtendo a 8ª posição.

Em 1998 regressou com a Toyota a nível oficial ao WRC. Venceu o Rali da Catalunha desse ano, e também o Rali da China de 1999, na única prova organizada neste país a contar para o mundial. Com o colega de equipa era... Carlos Sainz ajudou à conquista do mundial de marcas de 1999.

Em decréscimo de redimento é contratado pela Seat em 2000, com o intuito de desenvolver o Cordoba WRC. O melhor resultado foi o 3º lugar no Rali Safari, na única prova que pontuou para a marca espanhola.

A necessidade de um segundo piloto competitivo fê-lo passar para a Peugeot em 2001. Completamente ofuscado por Gronholm, seu momento alto foi a vitória no Rally da Catalunha. Conquistou a sua 20ª, e última, vitória no WRC.

Em 2002, sem lugar nas equipas oficias participou em alguma provas com um Corolla WRC da Grifone. O Rali de Portugal deixará de contar para o mundial, e foi a oportunidade de ouro para somar mais uma vitória. Não tendo a competitivade de outros tempos, superiorizou-se a um Andrea Aghini afoito, e a um Miguel Campos no 206 WRC em fase ascendente.

Regressou ao mundial de ralis em 2003. Novamente no Grupo VW, mas desta vez na Skoda, foi escolhido para aumentar a competitivade dos seu WRC. Inicialmente com o Octavia, e depois com o Fabia, não conseguia “milagres”. Um oitavo lugar na Nova Zelândia e um sexto na Argentina permitiu somar quatro pontos no mundial.

Em carreira descendente participava esporadicamente em algumas provas. Em 2005, participou no Rally de Monte Carlo com um Peugeot 206 WRC. Novamente como piloto convidado, desistiu vítima de despiste, no Rally de Portugal com um Impreza WRX.

Sua última aparição em prova, remota ao Circuito de Monza com um Toyota Corolla S2000 da Grifone (16º classificado). Aliás, a sua amizade com Fabrizio Tabaton fê-lo passar para a Grifone com o intuito de desenvolver o Corolla/Auris S2000 a usar no Campeonato Italiano 2008. Inicialmente estava prevista uma presença no IRC com o modelo japonês, projecto esse que não avançou, tal como outros tantos com Toyota’s S2000. A Grifone, que também prepara o modelo Punto, disponibiliza a viatura para o francês, que para além de Portugal, também deverá marcar presença num mini-programa de 4 provas do IRC.

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IRC Portugal: Giandomenico Basso

Basso é a aposta da Fiat para regressar ao domínio entre os S2000. Piloto reconhecidamente rápido, dominou a primeira temporada com este tipo de viaturas, somando vitórias e títulos. Goza de privilegiada relação com a imprensa e adeptos, devido ao carisma e simpatia que demonstra em todas as ocasiões.

Com 34 anos de idade é impossível dissociar o nome Fiat da sua carreira, pois é fial à marca italiana desde 1995. Os primeiros anos da sua carreira disputou o Troféu Cinquecento, vencendo-o por duas ocasiões, em 1997 e 1998, e com o modelo Seicento foi segundo classificado em 99.

Em 2000 passou para o Punto Kit Car, num ano de adaptação, deparando-se com concorrência forte. Em 2001, disputou o mundial Junior com a equipa Top Run, no Fiat Punto S1600. A época foi mediana e marcada por muitos abandonos. No entanto, finalizou-o na 5ª posição do JWRC. Em paralelo também disputou o campeonato italiano, onde foi bem sucedido, conquistando o título de duas rodas motrizes. No ano seguinte repetiu a presença no JWRC, alcançando dois terceiros lugares na Catalunha e Sanremo.

Em 2003 alcançou a sua primeira vitória à geral, no Rally del Ciocco e Valle de Serchio. Sagrou-se vice-campeão italiano, e ainda somou ao currículo o troféu Fiat Punto Abarth. Sempre em crescendo, e dominando os pequenos Fiat’s, no ano de 2004 somou vitórias no Rally 1000 Miglia, San Martino e Castrozza e Rally delle Alpine Orietalli, mas foi azarado nas outras provas, quedando-se apenas pela quarta posição no campeonato, que foi vencido por Andrea Navarra. Foi melhor sucedido no campeonato de terra italiano, onde venceu a classe S1600.

Com a equipa Procar disputa o Europeu de 2005, onde surpreende todos com uma vitória incontestável no Rally da Bulgária. Mas o momento dramático estava guardado para o Rali Vinho Madeira. Dominando de fio a pavio toda a prova, surpreendeu tudo e todos, principalmente aqueles que já acreditavam no Punto S1600. Preparava-se para se tornar dos poucos concorrentes que venciam a prova madeirense no estreia. Como tragédia grega, o Fiat decidiu não colaborar na última especial do rali. Problemas eléctricos fizeram-no perder 19 minutos, caindo para a 25ª posição e entregando de “mão beijada” a vitória a Renato Travaglia. As lágrimas na cara de Basso, num rosto estampado de desilusão entra na história do RVM 2005. O campeonato continou com Barum (Rep.Checa) e Fiat Rally (Turquia) onde quedou-se na segunda posição. Repetiu uma vitória no EKO Rally (Grécia), o que permitiu sagrar vice-campeão europeu.

Passando para as quatro rodas motrizes, onde estreou no Europeu o Fiat Punto S2000, e entrou determinado a conquistar o título europeu. Apesar de começar com o pé esquerdo, com um acidente no 1000 Miglia, venceu o Fiat Rally (Turquia), e conquistou uma quarta posição no Rally da Polónia. Seguiram-se Ypres e Madeira. Venceu ambas, sem oposição, e decidiu a seu favor o título europeu de 2006. Curiosamente, ambas as provas pontuavem para o IRC, e inesperadamente, graças a elas também se venceu o Challenge. A falta de concorrentes fixos no Europeu, aliado ao ano de estreia do IRC (apenas com 4 provas) facilitaram o trabalho de Basso. Mas não tiram o mérito.

A Fiat queria rotatividade de concorrentes, e chamou-o para o competitivo campeonato italiano de 2007. Com rivais de peso – Rossetti no Peugeot 207 e Paolo Andreucci no Mitsubishi EVO IX, conquistou 3 vitórias, e outros pódios, que consagraram com o título nacional italiano. A única prova fora de Itália, foi o Rali Vinho Madeira, que venceu categoricamente, superiorizando-se à díficil armada da Peugeot.

Esta temporada disputa o IRC, e participa também em algumas provas do Europeu. As coisas não correram bem, pois abandonou tanto na Turquia (problemas mecânicos e um capotanço no 1ªdia), como no Rally 1000 Miglia (Caisa de velocidades).

Ao seu lado já teve nomes como Flavio Guglielmi, Marisa Merlin ou Luigi Pirollo, mas foi com Mittia Dotta que saboreou os principais sucessos.

Seu reconhecido sentido de humor é visível no site oficial, com um dos poucos links conectar ao site da Maxim italiana (equivalente à Maxmen portuguesa).

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