segunda-feira, outubro 15

Rali de Murça - Luís Mota volta a vencer

Luís Mota e Ricardo Domingos venceram o Rali de Murça e alcançaram a terceira vitória da temporada no Open de Ralis. A dupla do Mitsubishi Lancer Evo IV está a dar-se muito bem com pisos de terra, ao contrário da concorrência que voltou a não estar particularmente feliz e deixou que o piloto do Cartaxo chegasse novamente ao triunfo que o coloca agora na liderança da classificação.
Pedro Peres e Tiago Ferreira terminaram a primeira especial de classificação com o melhor registo no cronómetro e a história do Rali de Murça apontava para mais um domínio da dupla do Ford Escort Cosworth. No entanto, logo na especial seguinte, o cenário mudou drasticamente pois um problema com o turbo e uma fuga de óleo no Escort atirou para o outro extremo da classificação a equipa da Peres Competições. O piloto do Porto ainda tentou resolver o problema na entrada para a terceira classificativa mas o abandono foi inevitável.
Com Peres fora de prova Luís Mota parecia ter a vida facilitada para calmamente controlar os directos adversários. Só que, na derradeira especial da manhã, também ele se viu a braços com um problema na transmissão e amortecedores e coube a João Ruivo terminar a primeira secção na liderança do rali. Com uma vantagem de trinta segundos sobre Mota, a dupla do Fiat Stilo MJ estava a três classificativas de conseguir a tão desejada vitória mas num dia em que os lideres não se deram muito bem nessa posição foi a vez da equipa famalicense abandonar. Na segunda passagem por Salgueiro/Garraia Ruivo e Alberto Silva viram as duas transmissões do Fiat ceder logo nos primeiros metros e Luís Mota, já com os problemas resolvidos e a «voar» baixinho, ficou em definitivo no comando do rali.
Com os principais candidatos aos lugares do pódio fora de prova e com o piloto do Mitsubishi sozinho na frente luta pelas posições seguintes acabaram por criar alguma expectativa. Isaac Portela que se queixou da falta de travões no Peugeot 206 numa das especiais aguentou a segunda posição que herdou logo no inicio da tarde mas sentiu as ameaças de Joaquim Santos e também Carlos Araújo que, por ter um numero elevado nas portas, passou despercebido aos homens que lutavam pelo pódio. Na cerimónia simbólica da chegada o piloto do Ford Escort foi dado como o terceiro da geral mas, e apesar de ter demonstrado que ainda não perdeu quaisquer faculdades para conduzir de forma espectacular o seu RS 1800 «ex-Diabolic» em pisos de terra, a verdade é que Carlos Araújo colocou no ultimo degrau do pódio o Mitsubishi Colt 4WD terminando mesmo a somente seis segundos do segundo classificado.
Vítor Santos/Filipe Carvalho com o potente Ford Sierra foram os quintos classificados na frente de dupla constituída por João Castela e André Carvalho que com o Citroen Saxo foram os sextos respectivamente. Casimiro Costa/Duarte Castro de regresso ao activo terminaram na sétima posição seguida do jovem João Barros Leite que levou o Skoda a um lugar entre os dez mais da classificação, grupo esse que ficou completo com as duplas Nuno Mateus/Vítor Hugo e Pedro Silva/Vítor Martins ambas aos comandos de um Fiat Punto HGT.
Texto de Nuno Castro no Sportmotores / Foto de Pregoafundo

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sábado, outubro 13

Peres tri-campeão dos Açores

Fernando Peres e José Pedro Silva venceram o Rali de Lagoa a renovaram o título Açoreano de Ralis, conquistando assim o terceiro título regional consecutivo.
A dupla continental precisava apenas de somar três pontos para garantir automaticamente o título, mas Fernando Peres desde cedo mostrou que vinha para vencer, vencendo as primeiras três classificativas, começando depois a gerir tranquilamente a vantagem, terminando com 47 segundos de vantagem para Luis Rego/Pedro Rodrigues, que terminando no segundo posto final garantiram o vice-titulo açoreano.
Rui Torres/Álvaro Ferreira completaram o pódio com o Lancer Evo IX, seguidos de Ricardo Moura/Sancho Eiró que venceram duas especiais com o Lancer Evo VIII.
Ricardo Carmo/Rodrigo Ávila foram os quintos classificados no Rali de Lagoa seguidos de Carlos Costa/Gilberto Carneiro, primeiros entre os concorrentes com viaturas de duas rodas motrizes com o Saxo S1600.
O título de Fernando Peres é obtido sem qualquer contestação, pois praticamente fez uma caminhada isolada nos Açores, sem adversários que se mostrassem capazes de contrariar o favoritismo do "forasteiro". Venceu os Ralis Ilha Azul, Sata Açores, Santa Maria, Ilha Lilás e agora o Rali de Lagoa.
Apenas falta disputar o Rali de Ribeira Grande, em São Miguel.
Texto modificado de Supermotores

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Uma história italiana

A expressão é do jornalista italiano Guido Rancatti e refere-se à situação que se vive no campeonato de ralis de Itália, que se explica assim: a federação local fez um calendário de 11 provas e «comprou» uma guerra com as marcas, que pretendem que a época seja mais curta. Solução? Juntaram-se todas e chegaram a acordo para nenhuma estar presente na última prova da época, o Rali de Como, reduzindo assim à revelia o calendário para 10 jornadas. Assim sendo, Giandomenico Basso (foto) sagrou-se virtual campeão em Sanremo (nona jornada) e piloto e equipa já celebraram o título.
A título de curiosidade, o Rally Costa Esmeralda, 10ª prova do campeonato, foi ganha por Piero Longhi em Subaru Impreza, seguido de Luca Rossetti (Peugeot 207 S2000) a 26,3 segundos e de Giandomenico Basso (Punto S2000) a 55,3 segundos.

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sexta-feira, outubro 12

Sainz com regresso esporádico aos ralis

Carlos Sainz fará uma curta pausa na sua presença no Todo o Terreno para regressar à modalidade que o celebrizou: os ralis. O anuncio foi feito por Sainz no decorrer do Rali da Catalunha.
O piloto madrilenho estará à partida do Rali Shalymar, prova que marcou a estreia de Sainz na provas de estrada em 1980. Já em 2006 Sainz tinha marcado presença nesta prova com um Porsche 911 como carro "0".
A presença no rali que aspira ascender ao campeonato de espanha de asfalto, será feita ao volante de um Skoda Fabia WRC da equipa de Jan Kopecky. Estando ligado ao grupo VW e escolha do Skoda é óbvia. Resta agora saber se isto não será o primeiro passo para mais ralis de Skoda... Sainz seria um bom "embaixador" para o Skoda Fabia S2000 que deve estar a surgir.
Texto de José António Marques - Sportmotores

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quinta-feira, outubro 11

Regional Sul na hora das decisões

Realiza-se no próximo fim-de-semana o Rali de Castro Marim, quarta prova do Campeonato Regional do Sul, última na fase de terra, que se pode revelar decisiva na aferição do próximo campeão.
Utilizando a estrutura típica de uma prova do regional, terá o seu desenrolar na integra no Domingo, 14 de Outubro, com reconhecimentos da parte da manhã e disputa das especiais na parte da tarde. As especiais de Odeleite e Azinhal já foram usadas em edições anteriores da prova, no entanto são percorridas em sentido inverso, totalizando 34,76 quilometros cronometrados.
Estão 31 concorrentes inscritos, e motivos de interesse não faltam para acomapnhar esta prova. A começar pela disputa do campeonato, que surpreendentemente tem na sua liderança Pedro Duarte, que com o Peugeot 205 GTi faz da rapidez e regularidade "machados de guerra". Os principais rivais Luís Mota e José Merceano têm outros argumentos, nomeadamente a nível de viatura, ambos em Mitsubishi Lancer EVO IV, mas abandonos em provas anteriores os fizeram atrasar na contenda. Tendo em conta que a última prova disputa-se no asfalto de Monchique, terreno manifestamente favorável a Pedro Duarte, necessitam de um bom resultado para acalentar aspirações ao título.
Numa prova, com variações abruptas de topologia, ora favorável aos tracção total, ora favorável aos duas rodas motrizes, não será de estranhar a presença de outsiders na contenda dos lugares cimeiros, como José Neves, Nuno Pinto ou Nuno Fontaínhas entre os 4x4, ou mesmo João Monteiro, Rui Coimbra e Gil Antunes com viaturas de tracção dianteira, estes últimos que tem efectuado exibições dignas de registo na disputa da Divisão I.
Também ao rubro está a Promoção que, com o abandono de Pedro Correia no Rali de Loulé, permitiu que Filipe Baiona em Opel Corsa ascendesse ao topo. O vencedor da última prova da categoria, Alexandre Ramos num Citroën AX GTi, também estará presente em Castro Marim.
Destaque para a estreia da dupla Paulo Nascimento / Osvaldo Maio no recém-adquirido Ford Escort Cosworth, que promete ser mais competitivo que o anterior. De regresso ao sul, e a Castro Marim, está Vítor Santos, com o mítico Ford Sierra Cosworth, que deu muitas alegrias ao ex-campeão regional João Fontaínhas. Depois das ausência em Loulé, a simpática equipa Paulo Jesus / Licínio Santos regressa com o Sierra Cosworth, assim como os pilotos da AP Racing, Augusto Páscoa e João Martins com o Renault 5 GT Turbo e Opel Ascona, respectivamente. Rui Claudino volta a ingressar com o Opel Kadett no regional, tendo a seu lado Vítor Cabrita, que navegou Paulo Nascimento nas primeiras provas do ano.
Pela negativa, há a registar as ausências de Pedro Charneca, Jorge Baptista e João Palma, habituais participantes do campeonato regional sul.
A primeira especial da prova, Odeleite, está prevista para às 14:45, e o término às 17:18, com centro nevrálgico próximo do Parque de Feiras de Castro Marim.

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quarta-feira, outubro 10

Catalunha: Madeira no pódio do Grupo N

A dupla Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva concluiu o Rali da Catalunha no terceiro lugar do Agrupamento de Produção. Um excelente resultado, tendo em conta as condicionantes com que os portugueses alinharam naquela que foi a 12ª prova do Mundial de Ralis. A dupla nacional beneficiou da desclassificação de Juho Hanninen por irregularidades no seu Mitsubishi (uma vez mais).
Apesar das vitórias conquistadas nas edições de 1994 e 1995 da prova espanhola, no Agrupamento de Produção, a dupla Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva tinha consciência que era impossível aspirar a um resultado idêntico. "Este ano só participámos no Rali de Portugal e há três que não fazíamos um rali em pisos de asfalto. Claro que isso ia ter reflexos no ritmo, para além do Mitsubishi Lancer Evo IX não ser dos mais evoluídos, bem longe disso, como o prova o facto de pesar mais 120 quilos do que os dos mais directos adversários".
Nesse sentido, o lugar final, "ainda que esteja de acordo com os objectivos que estipulámos, até acabe por superar algumas expectativas", admite Rui Madeira. "No primeiro dia, marcado pela ocorrência de chuva, as coisas correram bastante bem e fomos bastante competitivos. Na segunda etapa fomos vítimas de uma má escolha de pneus, mas na derradeira, com a opção por 'misturas' mais duras, voltámos a efectuar tempos entre os mais rápidos, o que nos deu bastante satisfação".
O futuro ainda é uma incógnita, mas o piloto de Almada não esconde o desejo de volta à competição com maior regularidade.
Alterado de Spormotores

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terça-feira, outubro 9

Concurso para captar navegadores

A promoção dos ralis é feita da várias maneiras: típicas, dispendiosas, por comunicados, em media, mas são as maneiras originais que atraem mais o comum espectador. Da Madeira vem mais um exemplo de como promover a modalidade, e possibilitar um contacto directo entre público e competidor:
"O piloto Filipe Bettencourt, em parceria com a Rádio Calheta, irá proporcionar a um calhetense a estreia no vertiginoso mundo dos ralis.
A ideia é simples, e passa por "seleccionar um dos muitos amantes dos ralis que o Concelho da Calheta tem, para se estrear na modalidade ao meu lado, já no Rali Open da Calheta", explica o piloto.
Bettencourt conta que a ideia nasceu da circunstância de "neste momento, o meu Citroen Saxo estar a ser alvo de uma profunda revisão para participar no Rali Open do meu Concelho, porque o meu objectivo é retribuir o apoio que os calhetenses sempre me deram ao longo da minha carreira".
Vai daí, e porque "eu também já tive esse grande sonho que era me estrear nos ralis, decidi que uma das formas de retribuir esse carinho da população da Calheta, era proporcionar esse sonho a mais alguém do Concelho", adianta.
A selecção do eleito será feita por fases. Para já, e até ao dia 20 de Outubro, os interessados deverão formalizar a sua inscrição nas instalações da Rádio Calheta, no Edifício Onda Parque (em frente ao Hotel Calheta Beach), fazendo-se acompanhar do respectivo Bilhete de Identidade e Carta de Condução, para uma espécie de “Verificação Documental”.
A segunda fase passa por transmitir aos candidatos as noções inerentes à função de co-piloto, seguindo-se um pequeno teste que será realizado a bordo de uma viatura do dia-a-dia. Desse teste, sairão os cinco candidatos que Filipe Bettencourt considerar que reúnem mais talento para uma espécie de final, já a bordo da viatura de competição, onde será escolhido o felizardo que, sem custos, irá cumprir o seu sonho.
Os detalhes dessas etapas serão divulgados na Rádio Calheta, pelo que os candidatos terão de estar atentos às emissões daquela estação.
Paralelamente, Filipe Bettencourt tem já planeadas algumas iniciativas para "levar os ralis ainda mais ao encontro da população do Concelho, nomeadamente àquelas pessoas que, por mais que quisessem, não poderiam concorrer à estreia como co-piloto. Falo, naturalmente, da juventude e dos menos jovens. Assim, este projecto torna-se mais abrangente, e chega a muito mais pessoas".
O Rali Open da Calheta, agendado para o mês de Novembro irá, assim, apadrinhar a estreia de mais um praticante da modalidade.
Texto Modificado do Ralis Net

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ERC: Volkan Isik vence Elpa Rally

Volkan Isik, piloto oficial da Fiat Turquia, venceu o 32º Rally Elpa, na Grécia, prova pontuável para o Campeonato Europeu. O turco do Fiat Punto S2000 levou a melhor sobre o Mitsubishi Lancer de Renato Travaglia, por 1:28,8, enquanto Simon Jean-Joseph colocou o C2 S1600 logo atrás a 3:33,8 de Isik, vencendo o agrupamento e Turismo, e a classe das viaturas de duas rodas motrizes.
Mas num volte face, após as verificações finais os comissários técnicos decidiram excluir Travaglia ao verificar que a montagem do diferencial traseiro do EVO IX não estava conforme o regulamento. Esta é a segunda exclusão do piloto italiano, já que na Madeira havia sido excluido devido a irregularidades no turbo da viatura. Curiosamente nesta prova do europeu, Travaglia voltou ao Lancer, após ter usado o Punto S2000 no Barum e em Sanremo.
Após a exclusão de Travaglia, Simon Jean-Joseph ocupou a segunda posição, enquanto que o polaco Michal Solowow ascendeu ao terceiro lugar com o Punto S2000, a 3:51,2 do vencedor.
Após a ronda grega, Enrique Garcia Ojeda mantém a liderança do Europeu com 51 pontos, seguido de Jean-Joseph e Isik empatados com 48 pontos, enquanto Travaglia mantém os 46 pontos.
Falta apenas disputar o Rally Antibes Cote D’azur que decidirá o título europeu.

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segunda-feira, outubro 8

WRC: Loeb, El Matador

A dupla da Citroën Sport, Sebastien Loeb e Daniel Elena, somaram mais um triunfo à sua carreira, o terceiro consecutivo no Rali da Catalunha, e mostrou-se uma vez mais imbatível em provas de asfalto.
Sebastien Loeb voltou a mostrar porque razão é considerado “alvo a abater” em provas de asfalto. Apesar de ter sido batido nas primeiras especiais por Gronholm e por Dani Sordo, desferiu fortes ataques nas especiais mais longas e em que as condições eram mais dificéis, com pisos escorregadios graças à chuva que havia caído. Foram mais de 20 segundos para o seu companheiro, e 30 para Gronholm, e no final da primeira etapa já podia controlar o andamento dos principais rivais.
Dani Sordo fez o papel que lhe competia, o de ficar atrás do chefe de fila e “roubar” pontos ao principal rival – Marcus Gronholm. Contando com o forte apoio da afficion, Sordo chegou mesmo a comandar a prova, pela primeira vez na sua carreira. Mas foi uma liderança rápida, que apenas durou uma especial. Depois de ultrapassado por Loeb, manteve um andamento muito vivo, por vezes chegava a bater o francês, mas sempre com uma margem de “segurança” para que não arranjasse incómodos.
O líder do mundial, Marcus Gronholm, fechou o pódio, mas efecutou uma exibição muito positiva, para quem tem dificuldades neste tipo de pisos. O finlandês foi novamente traído pela escolha de pneus, principalmente na primeira etapa, e deixou os “homens da Citroën” acumularem uma vantagem confortável. Nos restantes dias de prova mostrou-se muito rápido, recuperando algum tempo, mas já tinha Loeb em gestão, e tinha que pensar no campeonato. Apesar dos seis pontos que detém de vantagem, tem algumas provas difíceis pela frente – Córsega e Irlanda são terreno favorável para a Loeb, e para a Citroën, e o finlandês sabe que só exibições supersónicas o farão superiorizar.
Na quarta posição, e sem grandes surpresas surge o segundo piloto da Ford, Mikko Hirvonen, que fez uma prova muito consistente, cada vez mais se assumindo como substituto de Gronholm, na liderança da equipa para 2008.
No quinto lugar surgiu a equipa da Citroën Kronos, François Duval e Patrick Pivato. O piloto belga não conseguiu repetir o “brilharete” alemão, pois começou a prova com um nervosismo atípico, efectuado alguns erros que o fizeram perder algum tempo. Sem conseguir ajudar a “casa-mãe” da Citroën, foi efectuando alguns bons cronos, e recuperou várias posições até final.
Nesta ronda, Petter Solberg e Phil Mills conseguiram levar o Subaru Impreza WRC até final. Com uma prova sóbria, lá foram somando tempos, e cumprindo especiais, quase sempre rodando isolados, sem incómodos dos demais, nem com capacidade de chegar mais à frente, finalizou na sexta posição. Voltou a ser o melhor piloto da Subaru, e deverá desejar que o mundial acabe quanto antes, “rezando” para que o novo Impreza seja muito mais competitivo.
Na sétima posição ficou o finlandês Jari-Matti Latvala, que foi o melhor representante da Stobart. O jovem piloto que tem algumas dificuldades no asfalto, teve uma prova muito positiva, e até certo nível surpreendente. Teve o engenho de controlar os ataques de Atkinson, e talvez motivado pelas declarações de Gronholm sobre a suposta entrada para a equipa oficial, demonstrou que podem contar com ele para 2008.
A fechar os pontos esteve a dupla Chris Atkinson e Stephane Prevot, no Subaru Impreza oficial. O australiano voltou a demonstrar rapidez no asfalto, mas falta-lhe consistência e principalmente regularidade. Quando estava numa luta particular com Jari-Matti Latvala, um toque num rail de protecção, fez com que perdesse o controlo do Subaru, subindo uma barreira e andando momentaneamente sobre duas rodas. Apenas por sorte, não teve consequências piores, mas perdeu mais de 30 segundos para o Focus da Stobart e deixou a sétima posição fugir.
Apesar de “jogar em casa”, Xavi Pons não teve o engenho nem a sorte de pontuar. Alguns exageros, como slides extensos e têtes o faziam perder tempo para os oito primeiros. Fica a consolação de ter sido o segundo melhor espanhol. A fechar o top ten Henning Solberg e Cato Menkerud no Focus WRC com uma prova muito sombria.
Uma nota final para os despistes aparatosos de Manfred Stohl e Jan Kopecky, em Citroën Xsara e Skoda Fabia respectivamente, que levaram aos abandonos nas primeiras especiais.

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sábado, outubro 6

Gronholm no Dakar em 2008 ?

Parece uma paragem obrigatória, após a retirada do Mundial de Ralis, muitos pilotos mudam para os rally raids, em particular para o Dakar.
Alguns rumores apontam para que Sven Quandt tenha oferecido a Marcus Gronholm o voltante de um dos BMW X3 que participarão no Lisboa-Dakar de 2008. Aparentemente referem-se ao que seria para Colin McRae.
Não existindo actualmente nenhuma confirmação oficial sobre a notícia, o certo é que Gronholm já testou o BMW em Marrocos, pouco antes de viajar para a Catalunha.

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quarta-feira, outubro 3

Valentino Rossi na Fiat em 2009

O rumor que dá conta de Valentino Rossi na Fiat é cada vez mais consistente, e há quem afirma que já tem contrato assinado para correr ralis na temporada de 2009, sendo que do seu programa constaria as provas do IRC, com opção de disputa do Mundial de 2010.
A teoria ganha mais consistência tendo em conta que o recente vencedor do Moto GP em Portugal, corre com o patrocínio da marca italiana na competição de duas rodas, com a sua Yamaha.
Para óbvio que o futuro do piloto italiano são os ralis, a estas informações veinculadas ao site italiano Sport.it, juntam-se a possível participação no Rally RAC com um Subaru Impreza WRC.

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terça-feira, outubro 2

Portugal com WRC e IRC

As notícias que dão como certa a entrada de Portugal no IRC multiplicam-se, e aos poucos vão aparecendo informações sobre possíveis cenários para as próximas temporadas.
No semanário Motor, é publicado um artido referindo que o contrato entre a SWR Events e o Automóvel Clube de Portugal para a realização do Rali de Portugal pontuável para o IRC são de três anos, segundo Carlos Barbosa, presidente do ACP. Como ainda não existe confirmação da saída de Portugal do Mundial para 2008, ou a sua presença em 2009, o mesmo referiu que existe a possibilidade de se realizarem as duas provas no mesmo ano, em território continental.
Sendo claro que o local prioritário para a realização da prova é no Algarve, caso haja WRC nestes anos, a prova do IRC poderá se realizar no Norte ou Centro do país.
Estes novos desenvolvimentos colocam algumas dúvidas quanto ao ralis nacionais, e a sua exposição internacionalmente. Em primeiro tendo quatro provas do nacional de ralis com elementos externos – refiro-me a Madeira, Açores, Portugal IRC e Portugal WRC, o orçamento dos concorrentes será claramente superior, o que levará a que muitos concorrentes optem por diferentes soluções (por exemplo participar no Open). Depois, já existe a incongruência, que já está colocada por outras organizações, da realização de duas provas no mesmo país. Um site espanhol já avançou mesmo com a notícia que a prova insular se realizará com bandeira madeirense, com o intuito de diferenciar nacionalidades. No campo das hipóteses, ainda há a possibilidade de Portugal não voltar ao calendário do WRC nos próximos anos e, esta será uma forma de prevenir a saída do cenário internacional.
Pela positiva, é bom verificar que temos competição e interesse ao mais alto nível. Efectivamente em poucos anos, reconquistamos lugar nos mais apetecíveis do mundo – Dakar, WRC, IRC, WTCC, Moto GP falhando apenas a Fórmula 1.

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Bruno Magalhães abandona na “noite de Sanremo”

O Rali de Sanremo contou com o aliciante de ser a primeira prova internacional da dupla Bruno Magalhães / Paulo Grave na defesa das cores da Peugeot Portuguesa.
Com um lote de incritos extenso, e muito competitivo, a prova italiana prometia ser de aprendizagem e comparação para a equipa portuguesa. Partia em desvantagem perante os principais rivais pelo desconhecimento do terreno e, em certa parte, também pela falta de competitividade “em casa”.
Ao piloto do Peugeot 207 S2000 foi atríbuido o número 28 de porta, partindo atrás de Janos Toth, em viatura idêntica. A primeira especial correu de feição ao português, quedando-se na décima posição, a 25 segundos do mais rápido – Paolo Andreucci, em EVO IX.
Se a primeira foi positiva, a segunda especial ainda foi melhor, sendo sétimo a 14,8 segundos de Rossetti, e subindo ao nono lugar, na frente de pilotos, como Panizzi, Vouilloz, Garcia Ojeda e Andrea Navarra.
A completar a primeira ronda, na especial denominada Mimosa, as coisas não correram tão bem. Perdeu 22,7 segundos para o primeiro na especial, e caiu para o 11º lugar. No entanto, estava entre um lote de pilotos que discutia acesamente a terceira posição.
Após a primeira passagem pelo Parque de Assistência, seguia-se a especial mais comprida do rali. Para além dos seus 44 km, era percorrida à noite, num cenário a que o português estava pouco habituado. Iniciou a especial ao ataque, efectuando tempos intermédios muito interessantes. Rapidamente colou-se ao adversário que o antecedia, Janos Toth, e ultrapassou-o na especial. Segundo o próprio, quando já seguia no encalçe de Marco Cavigioli (partiu 2 minutos antes) foi surpreendido à saída de uma curva apertada, pela presença do carro de Brice Tirabassi em estrada. O acidente era inevitável, e apesar de não causar dados físicos, deixou as duas viaturas – ambos Peugeot, muito danificado, impossibilitando de continuar. A participação da equipa portuguesa ficou comprometida, e sem hipóteses de se classificar no rali.
Aproveitando o super rally, Bruno Magalhães e Paulo Grave, regressaram para a segunda etapa, disputada no Sábado. Sem a natural motivação de discutir posições, a equipa aproveitou para corrigir notas, sem o ritmo dos primeiras especiais, com o intuito de trabalhar para próxima participação.
Apesar da infelicidade de Magalhães, as três especiais concluidas deixaram impressões muito positivas sobre as prestações em prova, de cariz internacional.
Entretanto, a Peugeot portuguesa já confirmou as intenções de participar em algumas provas do IRC para 2008, estabelecendo contactos com os principais patrocinadores e entidades responsáveis para conseguir realizar o projecto.

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segunda-feira, outubro 1

Rossetti venceu Sanremo e Basso é campeão

A caravana do IRC deslocou-se na semana passada para o Mediterrêneo, para disputar o Rali de Sanremo, naquela que era a prova mais esperada do calendário. Juntando o útil ao agradável, o Sanremo também era pontuável para o campeonato italiano, o que permitiu aparecerem um belo conjunto de pilotos e máquinas.
Em Itália, mandam os italianos e a tripla Luca Rossetti, Giandomenico Basso e Paolo Andreucci é que fizeram as despesas da prova. A primeira etapa era disputada em dois dias, com a realização de três especiais a começar na quinta-feira, para continuar com a junção das três, numa única nocturna e finalmente acabava a etapa na sexta com duas especiais, após o almoço.
A chuva marcou presença nas primeiras especiais e serviu para seleccionar os mais rápidos. Paolo Andreucci em Mitsubishi Lancer EVO IX desferiu um fortíssimo ataque nas primeiras especiais, superiorizando-se aos 18 (dezoito) S2000 presentes na prova italiana. Luca Rossetti conseguiu não perder muito tempo para Andreucci, enquanto Giandomenico Basso perdiu preciosos segundos devido a uma escolha de pneus errada.
A especial nocturna decidiu em grande parte o desenrolar da prova. Andreucci erde muito tempo e vê Rossetti assumir a liderança no Peugeot 207 S2000, embora Giandomenico Basso começava a recuperar da desvantagem.
As duas especiais de sexta feira ditaram poucas novidades, mas acabavam com Basso e Rossetti separados por menos de 15 segundos, com vantagem para o piloto da Peugeot. A certos espaços Andreucci ainda dava um “ar da sua graça” averbando tempos impressionantes.
No último dia, Andreucci (estranhamente) perdeu toda a rapidez, e foi caindo na tabela classificativa, o mesmo acontecendo com outros concorrentes que corriam com viaturas de produção “convencionais”.
A última etapa teve dois intervinientes – Luca Rossetti a defender-se dos ataques de Giandomenico Basso, que gostaria de vencer a prova “caseira”. No final, Rossetti venceu com pouco mais de oito segundos de vantagem, mas Basso com a segunda posição sagrou-se campeão italiano, a uma jornada do fim.
Nicolas Vouilloz fez uma prova de trás para a frente. O francês da Peugeot España, começou com um andamento rápido, mas sem se intrometer nos lugares da frente, mas deixou o melhor para o fim. Ultrapassou vários rivais na última especial, fechou o pódio e colocou-se em boa posição para pressionar Ojeda e Navarra na disputa do título do IRC.
Uma das maiores surpresas, veio de Umberto Scandola. O piloto italiano, que tripula um Fiat Punto S2000 vinha de uma sequência de resultados menos conseguidos, ao que se juntavam exibições fracas e abandonos indesculpáveis. Muito sorrateiramente foi melhorando no desenrolar da prova, chegando mesmo a vencer algumas especiais. Como prémio, um quarto lugar final, inteiramente merecido.
Paulo Andreucci “caía” no último dia do terceiro para o quinto lugar final, mas ficava na frente de Enrique Garcia Ojeda, que começa a apostar na regularidade com o intuito de manter a liderança do campeonato.
A sétima posição ficou na posse de Piero Longhi, em Subaru Impreza WRX Sti, que andou muito tempo na quarta posição, também perdendo alguns lugares na fase final da prova.
De regresso aos ralis, Gilles Panizzi, desta feita acompanhado por Xavier Panseri, demonstrou que ainda está “para as curvas”. Apesar de já não ser um dos “reis do asfalto”, protagonizou uma prova interessante com o Peugeot 207 S2000 e deixou muitos rivais atrás de si. Uma penalização na parte final da prova, num CHC devido a problemas com o acelerador, ainda o fez perder mais tempo.
Na nona posição aparece Andrea Aghini em Subaru, logo seguido de Andrea Navarra, que continua a atravessar uma fase negativa no IRC. Desta vez um furo no início do rali comprometeu o resultado, mas não desculpa o andamento abaixo dos rivais.
Jogando em casa, o italiano Renato Travaglia voltou a usar o Fiat Punto S2000. Quando rodava na disputa da quarta posição, uma ligeira saída de “pista” o fez dar um toque e consequentemente perder uma roda, promovendo o seu abandono.
Quem também abandonou foi Bruno Magalhães, que deixou a sua “impressão” na viatura de Brice Tirabassi. (Posteriormente farei uma análise à prova do português).
Infelizmente a prova fica marcada também por um lado mais negro - O concorrente do carro número 81 - Ivano Benza faleceu durante a primeira etapa, vitima de ataque cardiaco. Apesar de todos os esforços e prontidão da equipa médica não foi possível reverter a situação. Este concorrente também era vice presidente do Automobile Club Sanremo, e um ferveroso adepto da prova, no qual participava há algumas dezenas de anos. Como forma de homenagear, a organização decidiu continuar com o normal desenrolar da prova.
O IRC continuará com a disputa do Rali de Valais, na Suiça.

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Loeb venceu Rally de Cork

A equipa Citroën mandou os seus dois pilotos ao Rally de Cork com o intuito de preparar a presença no Rali da Irlanda, nova prova pontuável para o campeonato do mundo a disputar em finais de Novembro. Apesar do objectivo da equipa passar por testar as afinações para o WRC, Loeb não deu hipóteses aos demais e ganhou a prova com autoridade.
Dani Sordo, que corria com um Xsara WRC, foi o segundo classificado a 2:21,5 do francês. Entre os restantes concorrentes, também se encontrava Mikko Hirvonen, que acabou a prova na quinta posição a mais de sete minutos de Loeb.

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