terça-feira, outubro 31

1º vitória de Hirvonen na conquista do Tri de Loeb

Como previsto a vitória no Rali da Austrália acabou nas mãos de um piloto inédito esta temporada. Com Loeb afastado devido à lesão do braço, e Gronholm arredado da luta pelos primeiros lugares após um capotanço na primeira etapa, tudo apontava para uma luta entre Mikko Hirvonen (Ford) e Petter Solberg (Subaru).
Partido com 30 segundos de vantagem para a segunda etapa do rali, Hirvonen soube lidar com a pressão de liderar uma prova do mundial, e sem cometer erros apenas teve que gerir o andamento de Solberg (que volta a acabar uma prova no pódio). Esta é a primeira vitória do “caçula” da Ford, num Rali que se despedia do Mundial, e que à semelhança do ano passado, promoveu o aparecimento de um novo nome na lista de vencedores de provas do WRC – François Duval venceu aqui a sua única prova no Mundial.
A luta pelo último lugar do pódio também foi interessante, com Manfred Stohl e Xavi Pons como protagonistas. Depois de na primeira etapa a vantagem pender para o espanhol, na segunda o austríaco atacou forte e superiorizou-o. Segundo alguns analistas, depois de perder Daniel Sordo na primeira etapa, a Kronos Citroën terá dado instruções a Pons para controlar o andamento, não só para evitar exageros que pudessem promover o abandono, mas para manter a posição que impedia Gronholm de acalentar esperanças no ceptro.
E assim, foi Gronholm fez tudo para recuperar posições (e conseguiu-o). Tendo pela frente uma forte armanda de carros de agrupamento de produção, chegou até onde era exigido – ao 5.º lugar. Mas foi insuficiente para impedir Loeb de se sagrar campeão mundial pela terceira vez consecutiva. Um título que, diga-se de passagem, é inteiramente merecido. Mesmo assim, Gronholm ajudou a BP Ford a somar importantes pontos para o Mundial de Marcas.
Uma nota para os pilotos do Grupo N que fecharam os lugares pontuáveis. Jari-Matti Latvala, Mirco Baldacci e Dean Herridge, aproveitaram da melhor forma o descalabro dos WRC para figurarem na tabela classificativa de 2006.

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segunda-feira, outubro 30

Armindo Araújo campeão em Mortágua

Armindo Araújo sagrou-se em Mortágua, penúltima prova do CNR, tetra-campeão nacional de ralis, igualando a marca registada por Carlos Bica com mais de 20 anos.
Na estrada, Armindo “Vira o disco e toca o mesmo” . Trocando por míudos – o piloto da Mitsubishi teve uma prova calculista, sem exageros, muito certinha, parecendo pensar apenas no campeonato, mas acabou por vencer, com mérito, a prova. Quem o viu na Madeira, e quem o vê agora, parece que está na presença de dois pilotos diferentes - de show boy para control man. Depois da vitória e questionado sobre o futuro, disse nada ainda estar definido, no entanto, o director da equipa diz que o objectivo passa pela participação no Mundial de Produção 2007, faltando apenas patrocinadores que viabilizem o projecto.
Novamente na segunda posição, Miguel Campos, parece ser o único que poderia incomodar Armindo, mas ainda não foi desta. O piloto por vezes, já começa a passar despercebido no meio. Não digo isto no sentido perjurativo, no entanto, no final da prova, foram poucos os que referenciavam o nome do piloto da Subaru TMN, preferido destacar a prestação de Armindo, e dos rivais da S1600.
A fechar o pódio, e vencendo entre os S1600, José Pedro Fontes e Fernando Prata no Clio. Com um andamento fortíssimo, voltou a levar vantagem sobre os mais directos adversários. Atacando forte nas primeiras especiais da manhã, geriu durante a tarde, não deixando Bruno Magalhães perigar a sua posição. O piloto da Peugeot – Bruno Magalhães, ficou então na 4.ª posição, suficiente para atribuir o título de marca de F3 à Peugeot.
Muito aquém do que se esperava (diria mais, exigia) andou Fernando Peres, que viu-se numa luta inesperada com concorrentes que teoricamente estão num nível de preparação inferior. Apesar de tudo a regularidade foi essencial para ficar no 5.º lugar – 3.º do Grupo N.
Na sexta posição ficou Pedro Meireles, que obteve o melhor resultado na presente temporada. Tripulando uma viatura menos evoluida que os principais rivais, foi uma das agradáveis surpresas da prova. Depois das prestações em asfalto nas provas anteriores, já merecia um resultado positivo e visível.
Pedro Leal entrou para a história nos nacionais portugueses, ao levar o Stilo Multijet ao 7.º lugar da geral, na melhor prestação Diesel no CNR. Este piloto faz “maravilhas” com o Fiat, tendo em conta os azares nas provas de terra, e as prestações na estrada (vendo o lote de viaturas presentes) não é surpresa o lugar. Lamentável o facto de quando se fala numa possivel viatura Punto S2000 o nome dele seja esquecido.
A tripular o EVO IX, Ricardo Teodósio teve uma prova para esquecer. E foi vísivel o desabafo no final da prova, “o carro não anda, trava mal”, ou mais radical “se pudesse pegava-lhe fogo”, diz tudo sobre o estado de espírtivo do algarvio. Pois nem parece o mesmo.
Quantos aos restantes vencedores: Paulo Antunes fechou o top ten e venceu a classe N3 (não tem rivais à altura na classe); Paulo Louro foi surpresa ao vencer a Formula 206, embora a festa ficasse entregue a MEX, que com o terceiro lugar final, aliado ao abandono de António Rodrigues, revalidou a conquista do Troféu; Armando Oliveira venceu na F3.
Quanto aos abandonos, destaque para Vítor Lopes que abandonou na especial 5, quando um “tubo se soltou”; Vitor Sá, novamente vítima de despiste; Valter Gomes que só andou 500 metros até dar mais uma traseirada com o EVO VIII MR; Carlos Guimarães e, Nuno Barroso Pereira que depois das verificações reparou que tinha um furo no depósito do Impreza e nem partiu para a prova.
Falta apenas referir o nome de Bernardo Sousa, que na sua estreia em prova com um 4x4 (da Peres Competições) estava a fazer uma prova espectacular. Andando à frente de muitos pilotos experenciados, e batidos no meio (alguns com melhores viaturas), fez sempre tempos no top 10, chegando mesmo a bater o “chefe de equipa”, ocupando à entrada da última especial o 7.º da geral. Ficou na última curva da última especial da prova, devido a despiste (vinha com um furo). Fica na retina, o Mário Castro e o Pedro Barbosa à entrada da última assstência com o caderninho na mão a fazerem contas com o Bernardo Sousa.
Uma nota para o muito público presente na especial, embora muito dele estivesse mal colocado. Um site de referência mencionava a inoperência das autoridades policiais. Concordo plenamente, muito publico estava colocado em escapatórias perigosas. Felizmente não exitiu ocorrências a lamentar, mas se um piloto de despistasse em certos locais seria muito complicado para todos – publico, autoridades, organização e concorrentes.
Finalmente, à passagem do último Parque de Assitência alguém viu o Tiago Monteiro, a “dar apoio” à Diana Pereira, e foi passar de um momento desportivo, para especulação de revista “cor de rosa”.
Dentre de 3 semana, Casinos do Algarve….

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sexta-feira, outubro 27

Surpresa na Austrália

Após a conclusão na primeira etapa, tudo indica que teremos um vencedor inédito esta temporada, e quem sabe em estreia absoluta no Mundial.
O Rali ficou marcado pelo capotanço de Marcus Gronholm na 3.ª especial, perdendo quase 11 minutos e todas as esperanças de alcançar um bom resultado.
O comando ficou então nas mãos do piloto local, Chris Atkinson em Subaru Impreza oficial, que aproveitou o conhecimento do terreno para vencer 3 especiais. À passagem da sexta especial, uma saída de estrada, seguida de incêndio, fez com que acabasse o sonho de uma vitória no mundial.
A luta pela vitória ficou então entregue a Mikko Hirvonen (Ford) e Petter Solberg (Subaru), com vantagem para o primeiro de 26,2 segundos. O piloto norueguês queixou-se do intenso pó levantando pelo concorrente que o antecedia, afectando sua condução na antepenultima especial do dia. Chegou a afirmar que parou algumas vezes no troço.
Na terceira posição aparece Xavier Pons, que ostenta o número 1 na porta. O piloto espanhol já leva algum atraso para dos primeiros, e tem na "sua perna" Manfred Sthol a 8,2 segundos.
Daniel Sordo abandonou na 3.ª especial com problemas na caixa do Xsara. Esta prova fica marcada também pelo regresso da cor vermelha aos Xsara oficias, uma vez que finalziaram o acordo com a Gauloises.
Tudo se conjuga para que Sebastien Loeb alcançe o ceptro mundial, uma vez que muito dificilmente Gronholm chegará aos lugares mais altos, embora ainda exista essa possibilidade.
A conjuntura da prova fez com que os elementos do Agrupamento de Produção também sejam notícia. No top 10, apenas estão 4 WRC, sendo as restantes posições ocupadas por membros do Grupo N, com destaque aos PWRC.
Assim, é possível ter uma noção de como a qualidade diminui de prova para prova.

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quinta-feira, outubro 26

Novidades do Rali de Portugal 2007

Ontem foi lançado o site oficial do Rali de Portugal, pontuável para o Mundial de 2007, onde aparecem as primeiras informações no guia oficial (lançado em inglês, mas que em breve também será lançado em português).
O centro nevrálgico da prova será o Estádio do Algarve (apesar da partida ser dada em Vilamoura). Novidade é a passadem do Parque de Assitências para a frente do Estádio, e não tão afastado com anteriormente. O Parque Fechado é o semelhante ao ano passado.
A prova será disputada em 3 dias - Sexta, Sábado e Domingo, com 16 Provas Especiais,com moldes já conhecidos: o primeiro dia é igual ao do ano passado, o segundo volta aos moldes de 2005, com os troços extensos de Silves/Ourique, ficando as passagnes por Loulé (zona da Cortelha) para a última etapa.
O que mais salta à vista é a ausência da tão falada Super Especial. No entanto, Carlos Barbosa, Presidente do ACP, refere que ainda não foi posta da parte a hipótese de realizar uma prova espectáculo nas redondezas do Estádio.
O site oficial é http://www.rallydeportugal.pt, onde poderá ser consultado o guia, os formulários e os mapas de prova. Destaco o logótipo da prova, que ainda não tinha sido apresentado.

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quarta-feira, outubro 25

CNR segue com Rali de Mortágua

No próximo fim-de-semana realiza-se a penultima prova do campeonato nacional de Ralis, o Rali de Mortágua. Aprova decorre apenas no Sábado, com duas passagens nos troços de Aguieira, Espinho e Mortágua, num total de 249,90 Km.
Estão inscritos 60 concorrentes, destacando-se para além dos "suspeitos do costume"o regresso do madeirense Bernardo Sousa, acompanhado por Paulo Babo com um EVO VIII da Peres Competições, de Nuno Coelho com o Lancer EVO VII (ex-Valter Gomes) e Octávio Nogueira com o Saxo Kit Car. Ainda a referir, a presença de Pedro Tavares com um Corolla T-Sport e do espanhol Abel Pampillon com um Peugeot 106 S16.
Natural candidato à vitória é Armindo Araújo, que nas duas últimas provas deu um verdadeiro recital de condução. Apenas Miguel Campos pareceu nas primeiras especiais ter condições para contrariar o ascendente do piloto da Mitsubishi.
Bruno Magalhães que já se sagrou campeão de F3, quer lutar por uma vitória à geral, e "despachar" o título de Marcas na F3. Apostando na presença da chuva, José Pedro Fontes realizou alguns testes antes da prova, e aposta tudo na vitória geral (numa altura em que o nome dele é falado para regressar à Fiat e tripular um S2000 em 2007, com o apoio Vodafone).
Há ainda que contar com Fernando Peres, Ricardo Teodósio, Valter Gomes (todos em N4), Vitor Lopes e Vitor Sá (S1600). Qualquer um poderá interferir nos lugares cimeiros.
Uma palavra ainda para os troféus Diesel, C2 e 206, que estão em fases decisivas e um erro poderá custar títulos.
O site oficial do Clube (nos links abaixo), é que, aparentemente, não tem tempos online, uma vez que só estarão disponiveis em Excel ou PDF, e no final do rali (ou quando a especial estiver completa). Caso se verifique tal situação será necessário rever.
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terça-feira, outubro 24

Sainz experimentou R25 de Alonso

A World Series by Renault deslocou-se a Barcelona e desta vez contou com um convidado especial - Carlos Sainz. O bi-campeão mundial de ralis sentou-se a bordo do Renault R25, com o qual Fernando Alonso se sagrou campeão mundial em 2005 (precisamente no mesmo fim de semana em que o piloto de F1 espanhol alcançou o segundo título em Interlagos, e a Renault venceu o campeonato de marcas).
Depois das copas, dos ralis, do Todo-terreno, chegou a vez de experimentar um Fórmula1.
Relembro que um dos grandes passos na carreira de Sainz foi quando tripulou os Renault 5 Maxi da equipa oficial espanhola em 1985 e 1986 (Nacional Espanhol e Europeu).

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segunda-feira, outubro 23

João Luz vence 4ª prova do Challenge WRC Evolved

Decorreu no passado sábado a quarta prova do Challenge WRC Evolved 2006 no Boomerang Bar de Vilamoura. A grande novidade passou pela vitória de João Luz (Skoda), que quebrou a hegemonia na prova de Bruno Andrade que até então já levava 3 vitórias e uma confortável vantagem na geral.
A prova sorteda foi a Suécia e, as estradas escorregadias fizeram mossa logo na primeira especial, quando Bruno "Loeb" perdia logo 8 segundos para o mais rápido - José Correia (Ford). A segunda especial foi para Ricardo Barreto (Citroën), mas foi João Luz quem assumiu a liderança para não mais a largar (ainda venceu as últimas duas especiais).
No segundo lugar quedou-se José Correia que teve na 2.ª e 3.ª especial saídas de pista que o fizeram atrasar irremediavelmente. A fechar o pódio, Ricardo Barreto, que na segunda prova bate o chefe de fila na Citroën, e demostrou que discutirá vitórias proximamente.
Muita regularidade e rapidez foram o segredo do quarto lugar de Pedro Arroja. O melhor representante da Subaru não fez perigar os lugares do pódio, no entante, foi suficientemente audacioso para aproveitar os azares dos mais directos adversários Bruno e Nuno Pinto.
Bruno andrade viu uma liderança confortável no campeonato desmoronar-se na 3.ª especial quando atacou muito forte e saiu algumas vezes de pista perdendo 24 segundos para o mais rápido. Esteve irreconhecivel, e poderá ver o título perigar, não faça nova "gracinha".
Fazendo as quatros especias de uma ssentada (deu um saltinho do trabalho), Nuno Pinto desta feita não teve argumentos para rivalizar com os mais rápidos. Fez o que pode e ainda somou 3 pontos.
Depois do "acidente" na última prova Mário Manso regressou, mas viu que os adversários directos evoluiram. Pontuou para as marcas e Pilotos, mas desce para 7.º da geral.
Numa luta interessante pelo 8.º lugar (correspondente a um ponto) estiveram Hugo Ronquilho, Márcio Charata e José Teixeira, com vantagem para o primeiro, que devido ao menor tempo perdido em saídas de pista soube gerir o resultado à entrada para a última especial.
Fora dos pontos ficou José Charata e "Moi même", que novamente tivemos provas para esquecer. Zé Charata perdeu muito tempo na segunda especial quando o Mitsubishi ficou em cima de uma barreira, e eu "fora dos pontos" pela penalização de 1:30 que sofri por colocar o carro 2 vezes em pista. No entanto, felizmente já consigo dominar um pouco melhor a "fera" e resultado são os tempos da 2.ª e 4.ª especiais.
Destaque para a presença, como observador do Pedro Conde.
Ausências de Gary Pires e Vítor Teodósio, que fizeram com que a Peugeot não fosse representada na prova.
Falta apenas uma prova, e está tudo em aberto.

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sexta-feira, outubro 20

Portugal fora do WRC em 2008

Da reunião do conselho mundial da FIA saiu um "rascunho" do Calendário do WRC para as próximas temporadas. Confirmada a presença da prova portuguesa em 2007, tal não acontece em 2008.
Em 2008, aumenta o número de provas, mas argumentando a necessidade de existir um regime de rotatividade, tal a quantidade de provas que apresentam condições para realizar uma prova do WRC (ou não... melhor dizendo, certamente que não apresentam), decidiram alterar o percurso do mundial.
Segundo algumas informações contraditórias, do calendário sairá o México e as duas piores provas, entre as que entraram em 2007 (Portugal, Noruega e Irlanda), e entrará uma de três que são candidatas (Chipre, Polónia e África do Sul). Como certos são dados os regressos da Austrália e Turquia, e a Jordânia.
Primeiro, caso seja verdade que ainda existe uma hipótese de Portugal manter (existe algumas discrepâncias quanto às informações nos diferentes meios de comunicação) é necessáo fazer tudo por tudo para que a prova corra bem - desde a organização, aos concorrentes e ao próprio público. Saindo em 2007, ainda há a hipótese de regressar em 2009 (ou seja WRC de dois em dois anos), o que é melhor que nada. Por último, pode ser um "rebuçadito" aos pobres tugas que tanto queriam ver Portugal no Mundial, e só o temos uma vez.
A FIA aponta a cotenção de custos para fazer mudanças a seu bel prazer, agora crítico/pergunto/faço observações:
  • Tem algum cabimento o facto do Rali de Portugal estar no calendário entre Argentina e México? Portugal fica na América do Sul?
  • O Rali da Jordânia não tem plano de emergência... pois não necessita. Tem um mercado automóvel exemplar: é ver os Focus, os 307, Imprezas...Isto sem falar da quantidade de adeptos com lençois enrolados à volta do corpo com as cores da Citroën, Subaru, Ford.
  • Todos os anos as equipas queixam-se do mau estado dos pisos da Turquia e Chipre, pois estragam material. Como a FIA é "boazinha", dá um intervalo de um ano, para os construtores não partirem tanto material, para voltarem a "partir peças" em 2008.
  • Já que falo de Chipre, os relatórios do observadores só devem ter referido as maravilhas que lá se passaram: troca de horários, mudança de troços, anulação de especiais - nota 20 (0-20 entenda-se).
  • Mal posso esperar pelo Rali da Argentina, pois a par do Rali, também existe o Campeonato Mundial de Tiro ao Carro - aquele belo desporto em que os adeptos atiram pedras às carros de rali. Muito engraçado. Pelos vistos mantêm-se por muitos anos, para gaúdio da populaça.
O meu ponto de vista está mais que explorado.. são opiniões, e nada mais que isso...opiniões.
Foto retirada de www.supermotores.net

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quarta-feira, outubro 18

Linha de ataque espanhola na Austrália

A Kronos Racing optou por promover Xavier Pons a primeiro piloto da equipa, tendo como companheiro Daniel Sordo. Os resultados nas últimas provas, aliada à exibição menos positiva de Colin McRae fizeram com que Pons voltasse a fazer parte das contas da Citroën.
Restará saber se o espectro da falta de resultados enquanto pilotos oficiais marcará a equipa, e se a opção de dispensar McRae(ou não voltar a contar com seus serviços) foi a mais correcta, uma vez que ele era muito rápido na Austrália.
A ausência de Sebastien Loeb na Turquia, fez perceber o quanto a equipa depende dele. Segundo a Eurosport o piloto francês regressará na Nova Zelândia, mas muito provavelmente será muito tarde para alcançar o título de marcas.
A Ford está a passar uma fase muito boa com Gronholm e Hirvonen a andarem muito rápido, e sendo sérios candidatos a uma dobradinha.
A esperança da Kronos poderá passar por um bom resultado dos Subaru de Petter Solberg, e sobretudo Chris Atkinson, que é profundo conhecedor da prova.

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terça-feira, outubro 17

Andreucci Campeão Italiano

Em ano de estreia na categoria, o Fiat Punto S2000 soma títulos em todas as competições onde centrou esforços. Depois do Campeonato Europeu e do International Rally Challenge, com Giandomenico Basso, foi a vez de Paolo Andreucci se sagrar campão nacional italiano. A vitória no Rali Costa Esmeralda, foi a "cereja em cima do bolo" de um campeonato muito competitivo, que teve como proncipais rivais Andrea Aghini (Subaru Impreza) e Renato Travaglia (Mitsubishi Lancer), ambos do agrupamento de produção.
Passado esta primeira temporada, os resultados não poderiam ser mais expressivos, principalmente num campeonato tão competitivo como o italiano. Aparentemente, os S2000 podem rivalizar directamente com os Grupo de Produção e com os S1600, levando vantagem, sobre estes últimos.
Pena é que não tenham existido rivais na classe S2000 para a Fiat (só na África do Sul aparecerem os Polo e os Ccorolla), apesar de muitas marcas terem demonstrado interesse na evolução das viaturas.
Segundo as últimas informações, para 2007, teremos a Peugeot oficial com os 207, a VW com os Polo S2000 preparados na Europa pelo Rene Georges (que preparou por exemplo, os Polo dos irmãos Meireles) e a RED Motorsport, sediada na Grã-Bretanha, terá a seu cargo os Toyota Corolla.
Há a lamentar o facto da Renault ter parado a evolução do Dacia Logan S2000. Razão apontada: Centrar os esforças da marca na Fórmula 1.

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Saga dos madeirenses rumo ao Algarve

As notícias das participações dos madeirenses no Casinos do Algarve, não param. A última reporta-se à participação de Francisco Tavares com o Corolla AE 86 de três volumes na caravana do VSH regional.
A presença de outsiders na última prova do Campeonato Regional não é propriamente uma novidade, no ano passado veio uma equipa açoreana - Sérgio Silva/Nuno Moura num Peugeot 309GTI, e duas equipas do centro do país - Paulo Faria / Silvério Correia e João Ervilha / Alexandre Ferreira.
A novidade prende-se com o facto de ser madeirense, que segundo sei, será o primeiro membro da Pérola do Atlântico a participar numa prova de VSH do regional sul (na qualidade de piloto).
Numa entrevista dada recentemente a sites da especialidade o "jovem" piloto referia que "não faço a menor ideia quais os VSH que correm lá nem quais os seus andamentos por isso vou apenas para me divertir e aprender sem qualquer pressão de resultados." Como não quero que lhe falte nade, aqui vai uma lista de viaturas que participam no regional:
  • Classe IV (viatura de duas rodas motrizes): Ford Escort Cosworth, Mitsubishi Galant VR4, Ford Sierra Cosworth, Mitsubishi Lancer (EvO III e IV),Subaru Legacy RS, BMW 325IX.
  • Classe III (Duas rodas motrizes, superior a 2000cc ou turbo): VW Golf GTi, Renault 11 Turbo,Renault 5 GT Turbo, Ford Escort RS Turbo.
  • Classe II (Duas rodas motrizes, 1600 a 2000cc):Opel Kadett GSi,VW Golf GTi, Peugeot 205 GTi 1.9, Renault Clio (Williams e 16V), Citroën ZX.
  • Classe I (Duas rodas motrizes, inferior a 1600cc):Opel Corsa (1.6, 1.3, 1.2), Peugeot 205 GTi 1.6, Seat Ibiza 1.6, Fiat Ritmo, Citroën AX (Sport e GTi).
Quanto aos pilotos, os nomes não serão tão sonantes, mas conhecem a Fóia, Alferce, Malhão e Nave Redonda como ninguém.
Para maior conhecimento o melhor é ver pelos próprios olhos: link para galerias do RalisaSul

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domingo, outubro 15

Gronholm vence dilúvio turco

Sem grandes surpresas Gronholm levou a melhor no Rali da Turquia, vencendo facilmente, deixando o seu colega de equipa Mikko Hirvonen, na segunda posição a 2:23,4, na primeira dobradinha da equipa esta temporada.
Aproveitando o "abandono" do irmão na 2.ª etapa (pois Petter regressou para a última etapa ao abrigo do Super Rally), Henning Solberg foi terceiro, atingindo o seu melhor resultado no mundial, apesar de se queixar de problemas no acelerador do Peugeot 307 WRC,da equipa OMV Peugeot Norway.
A quarta posição ficou nas mãos de Xavier Pons, que travou uma luta muito interessante com Kosti Katajamaki e Chris Atkinson, que ficaram em 5.º e 6.º. De referir que o quinto lugar de Katajamaki é inteiramente merecido. Provavelmente,a maior surpresa da prova, com um Focus de 2004, andou na frente de rivais mais bem apetrechados.
O sétimo lugar ficou nas mãos de Daniel Sordo, que apesar de ter vencido classificativas, problemas na escolha de pneus o relegaram para trás. Mesmo assim conseguiu melhor que Colin McRae, que na última especial viu-se obrigado a abandonar com problemas no alternador (era 7.º).
Uma palavra ainda para a excelente etapa final de Petter Solberg,que aproveitou para experimentar afinações no Subaru Impreza. Não fosse o toque numa pedra que o atirou para fora de estrada na 2.ª etapa, certamente poderia discutir com Gronholm a vitória. O piloto norueguês deve desejar que a época acabe, pois este ano, nada mais há a fazer.
Na JWRC, Per-Gunnar Andersson venceu na estrada, mas foi desclassificado devido a assistência ilegal. A vitória "caiu de bandeja" a Urmo Aava, também em Swift S1600. Para quem assistiu à prestação deste estónio no Rali de Portugal certamente perceberá o grande nível de andamentos na JWRC.
Próxima prova... Austrália.

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sábado, outubro 14

Ironias na Kronos

Depois da segunda etapa do Rali da Turquia, Marcus Gronholm e Mikko Hirvonen nos Focus oficias ocupam o primeiro e segundo lugar, estando na eminência de somar 18 pontos para o campeonato de marcas. À partida para esta prova, a Kronos Citroën tinha 7 pontos de vantagem, obtidos principalmente por Loeb, mas a esta altura só McRae está em lugar pontuável, no 7.º que equivale a três pontos (Pons não rouba nas Marcas). A luta pelas marca poderá estar seriamente comprometida por parte da Kronos, depois da queda de Loeb... mas não só.
A regularidade do segundo elementos de uma equipa é fundalmental para a conquista do título de marca, e a Ford bem pode agradecer ao grande momento de forma de Mikko Hirvonen, que secunda exemplarmente Gronholm.
Deixando de parte as restantes equipas, vejamos então o caso da Kronos. No início do campeonato o lugar de segundo piloto era ocupado por Xavi Pons. Muitos erros, exibições pouco vistosas, e uma mão cheia de resultados positivos de Daniel Sordo, fizeram-no promover a segundo piloto.
À primeira vista, o segundo lugar de Sordo na Alemanha, foi uma aposta ganha por Marc Van Dalen, mas os descalabros na Finlândia, Japão, Chipre, e até ao momento Turquia, rendeu à marca zero pontos.
A contratação de Colin McRae, foi apontanda por muitos como correcta, tendo em conta a experiência, mas a falta de ritmo e o desconhecimento da viatura pesam (até ao momento) no 7.º lugar - muito longe da primeira posição, a 3:44,2 segundos precisamente.
Ironia das ironias, Xavi Pons, no terceiro Citroën está na sexta posição. Não sendo um resultado brilhante poderia atenuar o mau momento, mas não pontua.

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sexta-feira, outubro 13

Porto Santo em VSH anulado

Depois de ter feito um comentário extremamente elogioso sobre os esforços da organização do Rali do Porto Santo em VSH, principalmente ao Paulo Manso, qual não é o meu espanto quando um comunicado da Porto Santo Line (principal patrocinador) informa o cancelamento da prova.
Lendo o comunicado , as razões apontadas: a falta de apoio, com os custos elevados. As perguntas que coloco: Não fizeram uma previsão aos custos inerentes da realização de uma prova, deste calibre? Não contactaram os organismos e instituições locais? Então não sabem o que fazem. Agora, destaco pela negativa a Desorganização!
A afirmação que se segue, pode parecer uma provocação (mas não tem esse intuito) - O corte de gastos públicos feitos pelo Governo Nacional já afecta a realização de eventos?
A crise chegou à Madeira...o último lugar onde esperava ver uma prova anulada.
Imagem retirada de www.ralismadeira.com

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quarta-feira, outubro 11

O futuro de S2000

As constantes alterações regulamentares da FIA para as competições automóveis, nomeadamente os ralis, confundem as equipas, os afficionados e mesmos os leigos em geral. Depois de terem sido abolidos os WRC dos nacionais e regionais (apesar de nem todos acatarem a decisão) e os Kit Car A7 e dado primazia ao desenvolvimento dos S1600 e dos Grupo N (que hoje em dia são mais evoluidos que os A8 de há 10 anos), surgiu a classe S2000 - viaturas de competição em todo o tipo de terreno, com 2000cc de tracção às 4 rodas.

A primeira a ser apresentada na Europa foi o Fiat Punto S2000, e nada melhor do que alcançar o título Europeu, e o recém criado International Rally Challenge (para este tipo de viaturas), por Giandomenico Basso, para promovar a marca.
Na África do Sul já existem os VW Polo S2000, que seram desenvolvidos na Europa pelo Rene Georges.
Finalmente resta referir que a Peugeot também já tem o 207 S2000 pronto a estrear. Os pilotos de testes foram Gilles Panizzi e Bryan Bouffier, e aparentam ser os grandes rivais da Fiat.
Resta agora saber como é a receptividade por parte dos pilotos a nivel nacional (e regional - Vitor sá já confirmou a aquisição de um), e se daremos uma passo atrás em termos de competitividade (teremos os mais ricos e oficias com grandes máquinas) ou se será possível criar uma regulamentação que permita mais homogeneidade.

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