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domingo, maio 22

Motonáutica: Jay Price vence em Portimão

O norte-americano Jay Price (Qatar Team) venceu este domingo o Grande Prémio de Portugal de F1 de Motonáutica, em Portimão, da segunda ronda do Mundial, com o português Duarte Benavente (Atlantic Team) a classificar-se no oitavo posto..


Jay Price que saiu do segundo lugar da grelha de partida beneficiou do acidente que obrigou a detentora da "pole position", a norueguesa Marit Stromoy (Team Náutica), a abandonar à 14.ª volta, numa altura em que comandava a corrida.

Stromoy, de 35 anos, a primeira mulher a conquistar o primeiro lugar da grelha em provas de F1 de motonáutica, foi abalroada pelo norte-americano Shaun Torrente (Team Sweden), após o reatamento da corrida, que foi interrompida devido a um acidente com o barco do sueco Jonas Andersson (Team Sweden).

"Estou desapontada, porque estava a correr muito bem, o barco estava com bom comportamento e sentia que poderia vencer", disse Stromoy, após abandonar a corrida.

A norueguesa assumiu-se "desapontada porque sentia que poderia alcançar mais um feito histórico em Portimão."

Com Stromoy fora da corrida, Price liderou até ao final, cumprindo as 42 voltas ao circuito, em 44.08 minutos, seguido do seu companheiro de equipa, o italiano Alex Carella, a mais de seis segundos.

O terceiro lugar do pódio ficou entregue ao piloto dos Emirados Árabes Unidos Thani Al Qamzi (a 11,77 segundos).

O piloto português Duarte Benavente assinalou em Portimão a sua 100.ª corrida, terminando na oitava posição, a mais de 36 segundos do vencedor.

Benavente, o único português a correr no "circo" da Fórmula 1, fez nos treinos livres durante a manhã o terceiro melhor tempo, e manifestou-se satisfeito com o lugar obtido, depois de recuperado vários lugares com a partida do 15.º lugar da grelha.

"Era difícil fazer melhor, porque os pilotos da frente estavam com um andamento muito rápido, num circuito onde dificilmente se consegue ultrapassar", acrescentou o piloto português.

Com a vitória alcançada em Portimão, Jay Price reforçou a liderança no Mundial de Pilotos, somando agora 40 pontos, deixando Alex Carella (30) e de Philippe Chiappe (21), nas segunda e terceira posições, respetivamente.

Duarte Benavente que hoje somou três pontos, ocupa o 10.º lugar, com quatro pontos.

A segunda prova do Mundial de F1 de motonáutica está agendada para os dias 16 e 17 de julho, em Kazan (Rússia).

Classificação GP F1 de Portugal (42 voltas)

1. Jay Price, EUA, (Qatar Team) 44.08 minutos
2. Alex Carella, Qat, (Qatar Team) a 6,49 segundos
3. Thani Al Qamzi, EAU, (Abu Dhabi) a 11,77
4. Philipe Chiape, Fra, (CTIC China Team) a 15,44
5. Sami Selio, Fin, (Mad Croc Team) a 17,95
6. Francesco Cantando, Ita, Singha Racing a 31,28
7. Davide Padovan, Ita, (Mad Croc Team) a 33,02
8. Duarte Benavente, Por, (Atlantic Team) a 36,63
9. Philippe Tourre, Fra, (Atlantic Team) a uma volta
10. Ivan Brigada, Ita (Singha Racing) a uma volta

Classificação Mundial Pilotos:

1. Jay Price, EUA 40 pontos
2. Alex Carella, Ita 30
3. Philippe Chiappe, Fra 21
4. Thani Al Qamzi, EUA 16
5. Shaun Torrente, EUA 9
6. Davide Padovan, Ita 9
7. Jonas Andersson, Sue 7
8. Francesco Cantando, Ita 7
9. Sami Selio, Fin 7
10. Duarte Benavente, Por 4

publicado em Record

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sábado, maio 21

Motonáutica: Stromoy faz história em Portimão

A norueguesa Marit Stromoy conquistou a "pole position" para o Grande Prémio de Portugal de F1 de Motonáutica, que se realiza domingo, em Portimão, tornando-se na primeira mulher da história da modalidade a conquistar o primeiro lugar da "grelha".



Stromoy, de 35 anos, da equipa Team Nautica, realizou a sua melhor volta na terceira ronda de qualificação, com o tempo de 42,47 segundos, superiorizando-se ao norte-americano Jay Price (Qatar Team), líder do Mundial de Pilotos, que garantiu o segundo posto (42,66), seguido de Thani Al Qamzi (Abu Dhabi Team) com o tempo de 42,77.

"Estou impressionada com os votos calorosos que estou a receber das pessoas, não só da Noruega e de Portugal, mas também de todo o mundo", disse

Marit Stromoy estava visivelmente emocionada, duas horas depois de ter entrado para a história da motonáutica mundial. "Agora vou planear a estratégia para domingo, num circuito que já marcou a minha vida. Espero ter uma boa noite de sono para dar o melhor na corrida", observou a norueguesa sob fortes aplausos das centenas de espetadores que se deslocaram à zona Ribeirinha de Portimão.

Já o único piloto português a competir na F1 de motonáutica, Duarte Benavente (Atlantic Team) que cumpre em Portimão a 100.ª corrida da sua carreira, não foi "feliz em casa", ficando com o 15.º tempo da qualificação.

Benavente realizou apenas cinco voltas na primeira das três qualificações, devido a problemas mecânicos no barco, registando a melhor volta no tempo de 45,19 segundos.

Apesar do favoritismo dos pilotos mais conceituados, a prova algarvia é sempre pródiga em surpresas devido às especificidades técnicas do circuito. Considerado como um dos mais técnicos e difíceis do calendário internacional, o circuito, com 1.805 metros de perímetro, tem oito bóias de rondagem, sendo seis negociadas a bombordo (esquerda) e duas a estibordo (direita).

A distância entre o pontão de largada e a primeira boia de rondagem mantém-se nos 630 metros para permitir uma maior vantagem ao detentor da "pole position".

publicado Record

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domingo, maio 15

Portimão recebe 2.ª etapa do Campeonato do Mundo de Motonáutica

Pelo 13.º ano consecutivo, Portimão e as águas do rio Arade vão receber, dias 21 e 22 de maio, a mais prestigiada e emocionante competição mundial do calendário da União Internacional de Motonáutica (UIM), o Grande Prémio de Portugal / Algarve F1.


A prova irá contar com a participação de 16 pilotos, de oito nacionalidades, entre os quais Duarte Benavente, o único português em prova, que desde 1999 tem marcado presença assídua em todas as edições realizadas no nosso país, tendo em 2009 subido ao 3.º lugar do pódio.

Já o atual campeão do mundo, o finlandês Sami Selio, não tem sido muito feliz em Portimão, onde conquistou um 2.º lugar em 2002, um 4.º em 2007 e um 8.º em 2008, e no arranque do Campeonato do Mundo de 2011 quedou-se pela 14.ª posição, na prova realizada em março, no Qatar.

Após o triunfo nessa etapa pela Qatar Team, com a vitória a pertencer ao norte-americano Jay Price, seguido do seu novo companheiro de equipa, o italiano Alex Carella, espera-se uma luta acérrima pelos lugares cimeiros, à qual se juntam Thani Al Qamzi e Ahmed Al Hameli (Team Abu Dhabi), dos Emiratos Árabes Unidos.

O italiano Francesco Cantando, que há 16 épocas participa no Mundial da F1 e que por cinco vezes terminou a corrida de Portimão na 2.ª posição, vai seguramente continuar à procura a sua primeira vitória.

A também cantora norueguesa Marit Stromoy, e único elemento feminino em prova, volta a alinhar neste Grande Prémio, em representação da Team Náutica, ao lado do italiano Rinaldo Osculati.

Confirmadas estão assim as emoções fortes, reservadas aos milhares de entusiastas que, habitualmente, acompanham esta competição, quer na Zona Ribeirinha de Portimão, quer pela transmissão televisiva para 46 países, incluindo Portugal, através do «Desporto 2», da RTP2.

No já longo historial de realizações, recorda a organização, este evento desportivo é considerado pelo conjunto das equipas “como o melhor Grande Prémio do Mundo, obtendo sempre boas classificações nos relatórios da UIM”.

No programa do evento estão ainda agendadas, durante o fim de semana, duas corridas da Fórmula 4, nas quais participarão oito pilotos em representação de outras tantas equipas.

publicado em Região Sul

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sábado, abril 23

A entrevista de Kubica

É com enorme satisfação que dou destaque à positiva evolução de Robert Kubica. O piloto de F1 da Renault é daqueles casos (cada vez mais raros) que nutrem uma paixão enorme pelo desporto motorizado e que deviam ser referências mundiais. Infelizmente foi bafejado pelo azar no Rally Andora (Itália) há uns meses.

A poucos dias de abandonar o hospital e regressar a casa para uns curtos dias de descanso, antes de iniciar nova etapa na sua recuperação, Robert Kubica deu uma entrevista - feita pela sua própria equipa - onde fala de tudo o que tem passado, do momento da sua equipa e do que espera para o futuro:

"Olá a todos, aqui estou eu. Desculpem-me pela demora em entrar em contacto convosco, mas eu preferi esperar até ter boas notícias para transmitir. Primeiro que tudo, gostaria de agradecer profundamente aos meus adeptos, cujo apoio foi simplesmente incrível, desde o dia do meu acidente, em Itália a 6 de fevereiro. Fui literalmente submerso por cartas e presentes variados, e ao que parece, o fluxo não abranda. Quero também agradecer a todos que mostraram de várias maneiras a sua preocupação pela situação difícil pela qual estou a passar."

Renault: Robert, um pouco mais de 10 semanas depois do teu acidente, como te sentes?

Robert Kubica: Eu estou a começar a sentir-me muito melhor agora. Minha recuperação está a avançar bem, pois a força e o peso estão a aumentar de dia para dia. Como resultado, vou deixar o hospital Santa Corona muito em breve, Não tenho uma data precisa ainda, mas espero que seja possível sair nos próximos dias.

Renault: Quanto aos danos na tua mão, como está a mobilidade agora?

Robert Kubica: A mobilidade da mão ainda é limitada, mas isso é normal neste tipo de situações pois os músculos do braço direito estão ainda muito fracos, devido ao longo período de imobilidade. As coisas estão definitivamente a melhorar de dia para dia.

Renault: Podes contar um pouco sobre o teu programa de reabilitação?

Robert Kubica: Assim que eu sair do hospital, vou para a minha casa no Mónaco para um curto período de descanso. Depois disso vou passar para as instalações do Dr. Ceccarelli, em Itália, onde vou iniciar um programa de reabilitação profunda e um programa de treinos preliminar leve. Os dois programas irão gradualmente cruzar-se com base na velocidade de minha recuperação.

Renault: Houve uma reação incrível dos fãs, achas que isso ajudou na tua recuperação?

Robert Kubica: Devo admitir que ele foi esmagadora e, sim, ajudou-me muito. Eu realmente não tinha ideia de ter tantos adeptos a torcer por mim. Estou enormemente lisonjeado e prometo-lhes que, quando eu voltar, vou dar meu melhor por eles.

Renault: Tens estado em contacto regular com a tua equipa?

Robert Kubica: Sim, claro. Especialmente desde que a temporada começou, eu tenho falado muito com os meus engenheiros, sabendo o está a acontecer nos fins de semana de corrida. Eles mandam-me relatórios para que eu possa manter-me atualizado e plenamente informado, como se lá estivesse. Eric Boullier também está em permanente contacto, mantendo-se atualizado com o meu estado geral.

Renault: Tens assistido a todas as corridas este ano, o que pensas das performances da Lotus Renault até agora?

Robert Kubica: Não há dúvida de que tem sido um forte início de temporada. O potencial do carro, que eu já tinha notado no teste de Valência de fevereiro, parece estar a confirmar-se. Como habitualmente, agora é importante que o desenvolvimento feito em Enstone continue a produzir atualizações consistentes para manter e se possível aumentar este nível de desempenho. Fizeram um ótimo trabalho com este carro e tenho certeza que vão continuar a melhorar.

Renault: Finalmente, que mensagem gostarias de transmitir aos seus adeptos no Mundial de Fórmula 1?

Robert Kubica: Espero que continuem a apreciar o 'show' da F1, e embora eu não esteja lá de momento. Pela minha parte, vou tentar usar esta experiência difícil para voltar tão forte quanto puder."

publicado em Autosport

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