quinta-feira, março 8

MyRoad Motorsport decide-se pelos Mitsubishi

Depois de terem metido os "pés pelas mãos", negando o óbvio, a equipa MyRoad-Motorsport vai definitivamente apostar nos Lancer Evo IX para todo o Nacional de Ralis.
“Tinhamos a garantia dos ingleses e sul-africanos da homologação dos S2000 com volante à esquerda no dia 1 de Março, pelo que os carros estariam cá no dia 5, tal como o afirmámos durante o Rali Torrié” salientou Luís Almeida, Coordenador da equipa.
Mas o que é facto é que o dia 1 chegou e afinal “somos informados que a homologação não tinha sido possível, o que nos colocava perante a falta dos carros para o Rali de Portugal. Ora a equipa não podia continuar nesta indefinição e sinceramente, depois de tantas promessas falhadas, deixámos de acreditar que o problema se resolvesse em tempo útil” refere Luís Almeida.
José Rodrigues, director da MyRoad-Motorsport, acrescentou “não poderíamos continuar a gastar parte importante do nosso budget em alugueres sucessivos de carros, pelo que a equipa, com o aval de todos os nossos patrocinadores, resolveu virar definitivamente a página S2000”.
Perante a alteração do projecto inicial, José Rodrigues refere “fomos a isso obrigados devido aos sucessivos incumprimentos nos prazos de entrega dos S2000. Assim, depois de muita ponderação, optámos pela aquisição de dois Mitsubishi Evo IX à Ralliart Itália que permitem aos pilotos da MyRoad-Motorsport - Vítor Sá/Justino Reis e António Rodrigues/Jorge Carvalho – garantir os objectivos a que nos propusemos para 2007, lutar pelos primeiros lugares do campeonato”.

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terça-feira, março 6

O Regresso do Campeão

O carismático piloto de Penafiel, Joaquim Santos, está de regresso aos ralis, com participação assegurada em algumas provas de asfalto do Campeonato Open.
Estão asseguradas a presença em três provas, sendo que a primeira participação acontecerá no Rali Portas do Rodão. Também está confirmada a participação na Super Especial do Rali de Portugal, no Estádio do Algarve.
A viatura que tripulará é o Ford Escort RS 1800 (IZ-98-28) com o qual disputou algumas provas do nacional de 1982 com o Team Diabolique e, presentemente é propriedade de Eduardo Gomes, que desempenhará as funções de navegador.
Joaquim Santos, que está associado ao Team Diabolique, e ao nome de Miguel Oliveira, ostenta no seu palmarés 4 títulos nacionais – 1982,1983 e 1984 com o Escort RS 1800, e em 1992 com o Toyota Celica GT-Four. Quem gosta de ralis não consegue esquecer os Ford Escort, o Ford RS200 ou mesmo os Sierras do final da década de 80.

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domingo, março 4

Só dá Sá

O Rali da Camacha, prova de abertura do Campeonato de Ralis Coral da Madeira, foi uma prova emocionante, com Vítor Sá e Filipe Freitas, ambos em Renault Clio S1600 a discutirem a vitória ao décimo de segundo. Cada um dos intervinentes venceu quatro classificativas, mas a vantagem final do ena campeão madeirense prevaleceu, por apenas 2,2 segundos. Apesar do segundo lugar, Filipe Freitas demonstrou que “amadureceu”, pois suportou a pressão no final da prova, e pelo contrário exerceu-a sobre Sá.
A terceira posição ficou na posse de Alexandre Camacho com um Peugeot 206 S1600, que nos troços iniciais viu o cabo do acelerador prender, para além de registar problemas com os intercomunicadores. Assim o piloto da Olca Team viu-se afastado da luta pela vitória.
Os irmãos Nunes continuam na sua disputa familiar. Depois de na temporada passada protagonizarem verdadeiros duelos nos pequenos C2, esta temporada a luta será com os Peugeot 206 S1600 (ex-Peugeot Portuguesa). Na prova do "ora ganhas tu, ora ganho eu", a vantagem desta vez foi para Miguel Nunes, que acabou com 7,4 segundos a separarem-no de António Nunes. Estes pilotos também correm com as cores da Olca Team, e em conjunto com Alexandre Camacho parecem disputar o Troféu Olca 206 S1600.
Rui Fernandes venceu o Grupo N, e alcançou a sexta posição final. Com o Mitsubishi Lancer EVO IX, manteve a rapidez que o caracterizou na época passada. O principal rival de Rui Fernandes foi Bernardo Sousa que estreava o Lancer EVO IX (antigo VII P.M.Gomes transformado). Deu espectáculo e chegou a vencer especiais no agrupamento. Para além do sétimo posto, segundo na Produção, também venceu entre os concorrentes do Campeonato Junior.
A fechar os lugares pontuáveis, a dupla continental Vítor Lopes / Jorge Henriques em Citroën C2 S1600. Esta equipa que optou por disputar o regional madeirense, talvez por não ter o melhor conhecimento do terreno não teve argumentos para lutar com os homens da frente.
O campeão regional de produção, Rui Pinto, em Subaru Impreza ficou na nona posição, e reconheceu que os Mitsubishi’s, neste momento apresentam-se mais competitivos. A aposta para esta temporada (à semelhança da passada) será na regularidade.
A dupla João Ricardo / Victor costa em Mitsubishi Lancer EVO VI fecharam a tabela dos dez mais, demonstrando maior adatapção à viatura.
Nos restantes competições: no troféu Eng. Rafael Costa foi Filipe Pires quem levou a melhor, na estreia do Citroën C2; na Zoom Cup Starlet o vencedor foi Paulo Vasconcelos; o Troféu Amplo ficou na posse de Filipe Silva com um Citroën Saxo; Marco Nóbrega venceu a Yaris Challenge; e na categoria reservada a senhoras a vencedora foi Isabel Ramos, com o Citroën C2.
De realçar os abandonos de Aécio Anjo, com o Citroën C2 S1600, devido a avaria mecânica; Élvio Caires vítima de despiste com o Citroën Saxo Kit Car; de Pascoal Abreu com problemas mecânicos no Opel Corsa S1600 e de Abel Spínola, que estreava o Mitsubishi Lancer EVO IX (ex-Fernando Peres), mas não passou da primeira especial, depois de ter dado dois toques que danificaram a viatura.
Numa prova muito interessante, a competitividade deverá ficar por aqui, uma vez que Vítor Sá muito brevemente estreará o Fiat Punto S2000 no regional madeirense.
Foto de Gonçalo Luis, retirada do RalisOnline

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sábado, março 3

Os bilhetes já cá cantam

Finalmente, já tenho os bilhetes para a Super Especial do Rally de Portugal, tanto o de quinta-feira, como o de Domingo.
Com a divulgação da tabela de preços da super especial no ínicio do ano, a procura pelos bilhetes foi imediata. Tardava a divulgação das datas da venda ao público. Os postos de venda do ACP não tinham informações, mas começaram a receber pedidos e efectuaram reversas. O loja on-line do site do Rally de Portugal não estava disponível. Por fora, existiam rumores que maioria dos bilhetes seriam para convidados e organizadores, e que não podiam existir atrasos.
Felizmente, quem tem amigos consegue. Graças ao Pedro Correia (aqui fica a menção), que tratou das "conversações" com o ACP Faro, lá consegui entrar na lista de reservas e obter, em tempo útil os meus bilhetes - ou seja, dentro do mês de Fevereiro, em que os bilhetes eram mais baratos.
Neste momentos, e passados poucos dias, só estão disponíveis bilhetes on-line para a Super Especial de Domingo, que finaliza a prova. Talvez em alguns postos da BP ainda seja possível encontrar bilhetes, mediante o reabastecimento de 30 litros de combustivel. Caso contrário sempre há a TV.
O mundial está de volta e com ele a paixão lusitana.

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quinta-feira, março 1

Comunicado de Valter Gomes sobre o Torrié

A prova de abertura do CNR ficará na história pelas piores razões. Já descrevi alçgumas das situações anteriormente, mas um comunicado do Valter Gomes (acedi através da publicação no Sportmotores) aponta as graves falhas ocorridas no passao fim-de-semana:
"Relativamente aos factos ocorridos antes, durante e no final do Rali Torrié, primeira prova do Campeonato Nacional de Ralis, e depois de esperar pela análise efectuada pelos principais órgãos de Comunicação Social especializados, o Team Valter Gomes vem por este meio atentar no seguinte:
¿As razões que levaram o Team Valter Gomes, juntamente com um alargado lote de pilotos, a querer entrar em contacto com a Direcção de Prova e o Colégio de Comissários Desportivos do Rali Torrié no final da prova, prendiam-se com um vasto número de erros cometidos pela organização (Targa Clube) e nunca assumidos.
1. Aquando dos Reconhecimentos, elementos identificados como pertencentes à organização foram dando ordens e indicações contraditórias em vários momentos e a vários pilotos, fazendo com que alguns passassem apenas uma vez nos troços, de manhã e de tarde, outros o fizessem várias vezes e outros ainda não completassem os Reconhecimentos.
2. Durante a prova, foram atribuídas penalizações durante a realização da Super Especial da Póvoa de Lanhoso, tendo sido as mesmas apenas retiradas à hora da publicação da Classificação, cerca da 01h00 do dia 24 de Fevereiro. Ou seja, a uma hora proibitiva tendo em conta a partida para a prova nesse mesmo dia. Ainda referente a essas penalizações, todos os concorrentes que refutaram a respectiva penalização viram o seu tempo corrigido, menos um concorrente que não protestou. No entanto, a própria organização deveria estar atenta ao sucedido e aplicar o mesmo sentido de justiça a todos, uma vez que são os pilotos que dão o colorido ao Nacional de Ralis e chamam espectadores aos troços, não as organizações.
3. Um dos concorrentes (António Rodrigues) fez a totalidade do rali com um tempo erradamente atribuído pela organização e, apesar da equipa ter chamado a atenção da organização para o sucedido, apenas no final do rali é que o tempo foi corrigido. Para além de prejudicar o próprio piloto, prejudicou os pilotos com quem estaria em luta directa, uma vez que era dado certo em como o tempo deste piloto era o que surgia nas folhas de tempos, troço após troço. A falta de clareza neste ponto levou mesmo o quarto classificado a subir ao pódio para receber os louros do terceiro lugar. Uma situação lamentável e perfeitamente evitável.
4. Ao longo das classificativas, deparamo-nos com, pelo menos, três relógios com tempos diferentes do Relógio de Prova oficial, colocado no Parque de Partida.
5. Na entrada para a Super Especial de Vieira do Minho, a hora indicada pelo relógio de entrada diferia da hora indicada pelo relógio de partida, a apenas alguns metros de distância.
6. Fomos vítimas de uma penalização de 1m10s, que surgiu na folha de tempos apenas no final da sétima classificativa, referente à primeira secção da prova (manhã). Ora, o que aconteceu foi ter penalizado 30s por chegar atrasado ao controlo de partida do troço Serradela/Agra 1 três minutos, o que equivale a 10s por minuto, daí os 30s reais. Não 1m10s. Este erro também não foi corrigido.
7. Finalmente, quatro pilotos não cumprem a totalidade do percurso, indo do Parque de Assistência directamente para o início do troço seguinte (Salamonde/Serradela 2) ao anulado (Anissó 2). Um comissário do Parque de Assistência revelou ter sido ele a dar a indicação aos pilotos em causa, erro assumido de imediato pela Direcção de Prova¿ mas nunca corrigido. Perante esta situação, um alargado grupo de pilotos pediu para ser ouvido pelo Colégio de Comissários Desportivos ¿ o que nos foi de imediato negado ¿, tentando depois que a Direcção de Prova nos explicasse o que iria suceder neste caso. Não só essa explicação nunca nos foi dada, como sentimos que tudo estava a ser feito para que o nosso protesto não fosse avante, nomeadamente no que refere ao tempo que tínhamos para apresentar um protesto válido. A nossa ideia era simplesmente obter uma explicação da Direcção de Prova, pois se a nossa vontade fosse a de protestar os pilotos em causa, teríamos sido mais céleres e o protesto teria, de facto, ido em frente.
8. Para estar inteirado da análise dos principais órgãos de Comunicação Social especializados, sem contar as publicações mensais, o Team Valter Gomes esperou por este dia para repudiar as afirmações de um jornalista de um jornal especializado, afirmações desprovidas de sentido, de verdade desportiva e de conhecimento de causa.
9. O Team Valter Gomes lamenta a forma como os pilotos foram tratados pela Direcção de Prova e pela organização (Targa Clube), já que são as equipas e os pilotos que, muitas vezes a custo de sacrifícios pessoais, conseguem dar colorido a uma região e ajudam uma organização a manter as suas provas nos calendários oficiais.
10. Recordo que, tal como acontece a nível pessoal, não abdico dos meus princípios nas corridas, pelo que tudo o que alcancei foi através do meu esforço e não prejudicando os outros. Desta postura não abdico¿.
Valter Gomes
Batalha, 1 de Março de 2007 ."

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quarta-feira, fevereiro 28

Guerra de pneus

Uma das medidas aplicadas na presente temporada do WRC foi a implementação de um único fornecedor de pneus. Para 2007 a única proposta veio da BF Goodrich, sendo óbvio que esta seria a marca escolhida – dado que a Pirelli não manifestou interesse em participar.
Surpreendemente, o Conselho Mundial da FIA, reunido em Paris, decidiu nomear a Pirelli para fornecedor oficial de pneus para o WRC de 2008 a 2010. Esta “obrigatioriedade” de usar “calçado” Pirelli só aplica-se aos veículos de quatro rodas motrizes que disputam o mundial oficialmente.
O responsável da BF Goodrich já veio a público contestar a escolha do seu rival. Manifestaram estranheza pela escolha, referindo que na última época, em confronto directo, demonstraram ter argumentos competitivos, para além do apoio dos construtores presentes no Mundial. Por isso é natural que o responsável de BFGoodrich tenha terminado o seu discurso desta forma: " Apesar de tudo a marca BFGoodrich foi eliminada com base em critérios desconhecidos mas que nada têm a ver com o desporto."
Em apenas dois anos a Michelin (usa a filial americana BF Goodrich para Ralis) viu-se afastada das duas principais competições mundiais. A Bridgstone é fornecedora única na Fórmula 1, e agora entra a Pirelli para o WRC.
À quem especule que o sucedido no GP F1 EUA de 2005, onde apenas seis carros disputaram a prova porque os pneus Michelin não resistiam à prova, foi determinante para a exclusão do construtor francês pela FIA.
Já agora fica a curiosidade:Uma das mudanças regulamentares para 2008 passa pela proibição de pneus de “mousse” anti-furo, e presumivelmente uma borracha mais dura, para maior durabilidade e resistência. Isto promove o aparecimento de maior número de furos, mas também poderá aumentar o espectáculo, com a redução dos níveis de aderência.

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terça-feira, fevereiro 27

Mas que grande Des"Organização"

A primeira prova do Campeonato Nacional de Ralis ficou marcada por muitos casos organizativos que mancham a imagem do Targa Clube.
As primeiras críticas recaíram sob a escolha do piso e da altura do ano, nomeadamente, pisos em terra enlamendos no Inverno, que torna as viaturas praticamente inguiáveis. Depois (tomei conhecimento graças à Crónica do Dr. Vítor Calisto) ao aditamento que “obrigava” os concorrentes a se apresentarem na escadaria da Câmara Municipal da Póvoa do Lanhoso, de fato de competição, para uma foto de família. Algo que a maioria não compareceu. A partida não tinha sido registada, e já a prova era marcada por este insólito.
Mau mesmo aconteceu depois. Alguns concorrentes enganaram-se no percurso da primeira Super Especial de Póvoa do Lanhoso, nomeadamente, passaram ao lado de chicanes, e conforme o regulamento foram penalizados em três minutos. Ora os pilotos que foram penalizados alegaram problemas de travões para tal facto, e as penalizações foram retiradas... no final da prova. O que levou à situação ridícula: António Rodrigues foi um dos concorrentes que se enganou no percurso e com a penalização de três minutos imposta acabaria na 5ª posição. Vítor Pascoal ao chegar ao final do Rali estava na terceira posição, chegou a subir ao pódio para comemorar e o carro seguiu para as verificações. Foi um telefonema que informou a equipa de verificação que afinal o terceiro classificado foi António Rodrigues, e que a penalização inicial tinha sido retirada. A equipa Pascoal/Barbosa sente-se lesada uma vez que disputou a prova com a percepção que estava no terceiro lugar, e no final viu-se ultrapassada... por uma despenalização.
Mas a Organização encarregou-se de desorganizar ainda mais a prova. O caso do rali acontece à saída do parque de assistência de Vieira do Minho, na passagem para a segunda ronda do rali. No controlo de saída foi dito aos quatro primeiros concorrentes na estrada – Bruno Magalhães, José Pedro Fontes, Enrique Garcia Ojeda e Vitor Sá, para seguirem directamente para o troço de Salamonde, pois a especial de Anissó tinha sido anulada, devido à falta de condições de segurança.
A directora da prova, Berta Batista, decidiu anular o troço de ligação, mas o fez através de palavras, e não por adtamento, como manda o regulamento, tornando a decisão vinculativa. Foi o navegador José Pedro Silva que alertou para pelos regulamentos, os concorrentes devem passar pelo controlo de passagem em Anissó, e depois tomar o caminho alternativo no roadbook para o controlo seguinte em Salamonde. Ao deparar-se com o erro, Berta Batista dá nova ordem para que os concorrentes passem primeiro pelo controlo de Anissó e só depois seguissem para o troço seguinte.
Acontece que os quatro primeiros pilotos na estrada não passaram pelo controlo horário de Anissó, e sem um aditamento que o diga, os concorrentes não cumpriram o trajecto do rali. Reconhecidamente um erro da organização, nomeadamente da directora, as equipas não ficam ilibadas de não terem reparado no erro.
Alguns pilotos quiseram apresentar protesto, nos trinta minutos regulamentares a que têm direito, e lhes foi dito pela Organização que o tempo permaneceria “congelado” até final da prova. Na altura que lhes foi indicada quando quiseram apresentar o protesto ao Colégio de Comissários Desportivos, foram informados que o tempo já tinha passado, mesmo quando o cheque já tinha passado e um documento com seis páginas já estava redigido.
Com a”ausência” do protesto, a classificação final foi oficializada. Relembro que se o protesto fosse aceite, Bruno Magalhães, José Pedro Fontes, Enrique Ojeda e Vitor Sá seriam desclassificados, alterando por completo a classificação final.
Foto de Rali Online

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segunda-feira, fevereiro 26

Rali Torrié: 1ª vitória de Bruno Magalhães

Dificilmente a Peugeot Portugal poderia voltar à competição ao mais alto nível com um resultado melhor. Bruno Magalhães e Paulo Grave superiorizaram-se de forma contundente, sem dar reais chances aos adversários. A preparação da equipa, os numerosos testes, e uma viatura fiável, permitiu uma excelente adaptação aos pisos enlameados. Atacou nos primeiros troços do rali, e soube controlar no final. Para quem acompanhou a prova o resultado final está longe de ser uma surpresa, e a menos que os adversários respondam rapidamente Armindo Araújo já encontrou um sucessor.
No final do rali, a equipa José Pedro Fontes / Fernando Prata em Fiat Punto S2000 rendeu-se ao óbvio - não conseguiram acompanhar os rivais da Peugeot. Tendo em conta o hitórico do modelo em 2006, e ao facto de já ter provas dadas, a derrota no primeiro round toma proporções um pouco assutadores, uma vez que nunca estiveram em posição de reclamar a liderança. O Rali de Porugal servirá para confirmar se este terá sido um resultado atípico.
A principal surpresa da prova residiu na obtenção do terceiro lugar por parte de António Rodrigues / Jorge Carvalho em Mitsubishi Lancer EVO IX. A equipa da MyRoad Motorsport optou por uma toada rápida, no entanto primou pela espectacularidade. O resultado é tanto mais valorizado quanto a enorma quantidade de rivais com viaturas semelhantes, o facto de ter penalizado na super especial de abertura por ter enganado no percurso, e por conduzir uma viatura alugada, uma vez que não tinha o Toyota Corolla S2000 pronto para a primeia prova. Foi uma prova memorável para este concorrente.
O quarto lugar ficou na posse de Vítor Pascoal, que teve na regularidade o ponto estratégico. Sem exageros levou o Subaru Impreza aos lugares cimeiros. Ricardo Teodósio acabou numa positivo quinto lugar. A prova do piloto algarvio, marcada pelo regresso de Paulo Primaz como navegador, teve o mérito de abrir com uma vitória na SE, mas o receio de arriscar nas primeiras especiais, anulou as hipóteses de um lugar no pódio.
O espanhol Enrique Garcia Ojeda, que estreava o Peugeot 206 RC de Grupo A, voou baixinho, alcançando o sexto lugar, na frente de um espectacular Pedro Leal, que pela terceira vez consecutiva, consegue por o Fiat Stilo JTD nos lugares pontuáveis.
De regresso a um quatro rodas motrizes, Vitor Sá aproveitou o facto de sair entre os primeiros, quando as condições de terreno eram favoráveis, para realizar alguns bons tempos e fechar o lote de pilotos que chegaram aos pontos. Foi notória a evolução do piloto em terra, mas continua a apresentar algumas dificuldades aos demais adversários.
Numa luta de Mitsubishi's, o açoreano Ricardo Moura levou a melhor sobre Valter Gomes. Já Nuno Barroso Pereira colocou o Iimpreza WRX na frente de MEX, que se estreava num 4x4 - EVO IX.
Um dos principais animadores do CNR, Fernando Peres teve uma prova infeliz. Com reais aspirações ao pódio (porque à vitória seria quase impossível), o piloto que ostenta o patrocínio da Região Autónoma dos Açores foi vítima de uma saída de estrada, que o atirou para fora dos lugares cimeiros (acabou em 15º).
A prova ficou marcada por muitos abandonos, alguns deles motivados por despiste, como foram os casos de Carlos Guimarães, que caiu de uma ravina com o Lancer EVO VIII, de Luís Cardoso, Francisco Barros Leite, Pedro Rodrigues e Ricardo Costa. De salientar também os abandonos de Conrad Rautenbach com problemas no motor de arranque no C2, Pedro Meireles, Bernardo Sousa e Nuno Coelho, todos eles com problemas mecânicos.
Frederico Gomes venceu entre os pequenos Citroën C2 R2, na estreia deste modelo, apesar de alguns problemas com a direcção. Apesar de ter sido Paulo Antunes quem mais se evidenciou no princípio do rali, seguido por Armando Oliveira, estes dois concorrentes form obrigados a abandonar com problemas de transmissão e direcção, respectivamente. Rodrigo Ferreira foi segundo e Armindo Neves fechou o pódio. Mesmo com as evoluções, e com um plantel muito interessante, a viatura ficou aquém do esperado, em termos competitivos.
Infelizmente as condições meterológicas voltaram a condicionar a realização da prova, organizada pelo Targa Clube, que continua a insistir na organização em terra, no início da temporada, com pisos lamaçentos, praticamente inguiáveis. Muito positivo é o facto da presença de muito público, que aparentemente com a entrada de Portugal no mundial fez as “pazes” com os ralis. Curioso o facto de estarem muitos espanhóis a assistir a prova, talvez não só pela presença de Ojeda na prova, mas também por toda a ênfase dada ao CNR por alguns orgãos de comunicação social da “vizinhança”.
A prova também ficou marcada pela anulação de uma especial – segunda passagem por Anissó, e das condições anormais em que esta anulação ocorreu.

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sexta-feira, fevereiro 23

Contrariedades na MyRoad-Motorsport

A incerteza da presença dos dois pilotos da MyRoad-Motorsport – Vitor Sá e António Rodrigues, no Rali Torrié permaneceu até meio desta semana.

As dúvidas começaram quando o presidente de FPAK, Luís Pinto de Sousa, na apresentação do calendário do CNR referiu a presença de duas viaturas S2000 nas primeiras provas, e não de 4 como seria esperado. Ora como a Peugeot e Fiat já tinham toda a estrutura montada e preparada para "atacar" o campeonato, as atenções viraram-se para os dois Toyota Corolla S2000 da MyRoad-Motorsport.
Inicialmente, o responsável da equipa, José Rodrigues, afirmou que não passava de especulação, pois os dois Toyota se apresentarão na prova. Mais tarde confirmou que devido a um atraso na ficha de homologação do Toyota Corolla com volante à esquerda (na África do Sul, de onde “nasceu” o projecto, e na Inglaterra onde se senvolveu, as viaturas tinham volante à direita) tinham de usar uma solução de recurso.
A primeira hipótese passava por alugar dois Corolla’s S2000 provinientes da África do Sul, mas, o desagrado dos pilotos devido ao handicap do volante à direita, e também porque as viaturas tinham que regressar rapidamente para disputar o seu campeonato, inviabilisou o aluguer.
O “Plano C” foi posto em prática e constava em alugar dois Mitsubishi’s Lancer EVO IX à equipa espanhola AR Vidal Racing, para que os concorrentes participassem no nacional e iniciassem a fase de adaptação aos quatro rodas motrizes.A falta de dois S2000, foi colmatada com a presença de mais dois Mitsubishi.
O Rai Torrié vai para a estrada esta noite, e não faltam pontos de interesse.

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segunda-feira, fevereiro 19

Mikko Hirvonen venceu Rali da Noruega

A dupla Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen protagonizou uma agradável surpresa no WRC ao vencer o Rali da Noruega, a bordo do Ford Focus WRC oficial. Ao contrário do que aconteceu na Austrália, Hirvonen contou com a rivalidade de Gronholm e Loeb, os pilotos que dominam as provas mundiais. O “truque” para o sucesso foram os ataques nas classificativas iniciais de cada etapa, a maturidade para resistir aos ataques dos principais adversários, e a sorte de conseguir o carro nos trilhos das “pistas de gelo”.
A segunda posição ficou na posse de Marcus Gronholm, que no último dia resignou-se ao facto não conseguir apanhar, e seguindo os conselhos do patrão Malcolm Wilson, optou por levar o Ford até final, sem desferir um ataque que ainda pudesse levar ao abandono. Esta posição permitiu que Gronholm assumisse a liderança do mundial. A colecta do fim-de-semana rendeu 18 pontos à Ford, totalizando 44 pontos, mais 16 que a Citroën.
A terceira posição ficou na posse de Henning Solberg, também em Focus WRC, que na última etapa desferiu um forte ataque ultrapassando o Subaru de Petter Solberg, numa luta pelo lugar de melhor elementos família, mas principalmente, de melhor norueguês. A diferença para os primeiros classificados é que se cifrava em 3:44,6.
Curioso o facto do pódio ser totalmente Ford, algo que não acontecia desde 1979, quando no Rali da Nova Zelândia a Ford colocou três Escort RS 1800 de Hannu Mikkola, Blair Robson e Ari Vatanen.
Petter Solberg voltou a queixar-se, ora da direcção ora da tracção, do Subaru. Numa prova que acalentava reais aspirações à vitória, mais não fez do que levar a viatura até final, numa classificação positiva tendo em conta os tempos averbados na estrada. Felizmente, a próxima prova do mundial marcará a estreia do Subaru Impreza de 2007.
Um dos outros protagonistas da prova foi Jari-Matti Latvala, que levou o segundo Focus da Stobard à quinta posição final. Depois de um despiste no shakedown, o jovem finlandês redimiu-se na prova, e não fosse um problema de direcção assistida na primeira etapa, com certeza teria lutado por um lugar do pódio.
Os últimos lugares pontuáveis só ficaram decididos na última especial do rali. Gigi Galli encetou uma luta interessande de Xsara’s com Manfred Stohl, mas o despiste do austríaco atirou-o para a 12º posição, e deixou o italiano no sexto lugar. Ficou, novamente, demonstrado que Galli sente-se à vontade em pisos com neve. Logo atrás, Daniel Carlsson e Xavier Pons travavam uma luta interessante. Desta feita foi Pons quem deitou tudo a perder, quando o Lancer WRC saiu de estrada e ficou preso na vegetação. O espanhol viu-se relegado para a 16º posição. Quem lucrou com os azares alheios foi o jovem checo Jan Kopecky que subiu ao oitavo lugar, num abrir e fechar de olhos.
Uma nota para a prestação do local Rune Dalsjo, com um Subaru Impreza de 2003 (conhecido por S9), ficou às portas dos pontos, na nona posição. No décimo lugar, o jovem de 17 anos, Andrea Mikkelssen em Focus WRC, fecha com “chave de ouro”, uma resultado muito positivo da marca oval azul.
A equipa Citroën teve uma prova para esquecer. Contrariamente ao habitual, Sebastien Loeb sentiu a pressão nos ombros, quando via um piloto de menor craveira andar na frente. Os ataques desferidos pelos francês pareciam insuficientes para chegar à liderança. Na parte final da segunda etapa tudo correu mal ao francês. Uma má escolha de pneus levou a que este se despistasse, perdendo oito minutos, e o contacto com o pelotão da frente. Se só por si é raro no francês, na especial seguinte quando tentava recuperar posições para entrar no top 8, voltou a despistar-se e voltou a perder valioso tempo. Foram quase 18 minutos que o separaram da liderança, e finalizou no 14º lugar,mesmo assim ainda somou 1 ponto para o mundial de marcas.
Como aconteceu na Suécia, Daniel Sordo teve uma prova para esquecer. A falta de ritmo na neve, aliado a despistes, têtes, e alguns problemas mecânicos fizeram-no ficar no 25º lugar, mesmo à frente de Matthew Wilson, que ainda conseguiu fazer pior.
O segundo piloto da Subaru, Chris Atkinson sofreu uma saída de estrada na segunda etapa, perdendo mais de 14 minutos e relegando-o para o fim da tabela. Mesmo assim, ainda recuperou até o 19º lugar final.
Entre os abandonos, há a registar o de Toni Gardemeister com o Mitsubishi Lancer WRC, depois de um despiste que o fez perder 20 minutos e causou problemas mecânicos na viatura. Outro desistente foi Guy Wilks que se esteava num Ford Focus WRC.
O Rali da Noruega também contou para o campeonato júnior e foi o finlandês Per-Gunnar Andersson que levou a melhor com o Suzuki Swift S1600. Na segunda posição ficou o campeão em título Patrik Sandell, que estreando o Renault Clio R3, ficou a mais de sete minutos. O pódio ficou completo com o outro piloto oficial da Suzuki, o estónio Urmo Aava a mais de 15 minutos do seu colega de equipa.

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sábado, fevereiro 17

Lista de Inscritos para o Rali de Portugal

As inscrições para o Rali de Portugal terminaram na sexta-feira e a organização já disponibilizou uma lista com os principais concorrentes.
Como seria de esperar todas as equipas inscritas no mundial de marcas irão marcar presença, com as dúvidas sobre os pilotos nomeados da Stobard a dissiparem. A escolha recaiu sobre Jari-Matti Latvala e Henning Solberg, embora a estrutura da equipa englobe também Matthew Wilson e o jovem norueguês Andreas Mikkelsen (com apenas 17 anos). Uma das poucas novidades de última hora é a presença de Guy Wilks com um Ford Focus WRC. Felizmente está confirmada a presença de Armindo Araújo com um Mitsubishi Lancer WRC.
Por outro lado, Philippe Roux não aparece, assim como um “outro português” em WRC. Faço referência a Miguel Campos, que nos últimos dias foi apontando como potencial candidato a disputar o Rali de Portugal, com um Peugeot 307 WRC da Grifone.
Quanto aos restantes concorrentes, destaco a confirmação do nome de Per-Gunnar Andersson, como piloto oficial da Suzuki na JWRC, e o regresso de Rui Madeira, acompanhado por Nuno Rodrigues da Silva, com um Mitsubishi de Grupo N.

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Lista de Inscritos do Rali Torrié

A prova de abertura do Campeonato Nacional de Ralis, o Rali Torrié, vai para a estrada no próximo fim-de-semana. O Rali, organizado pelo Targa Clube, que subsitutiu o Rali Casinos da Póvoa, terá também um novo centro nevrálgico, deixando a Póvoa de Varzim e passando para a Póvoa do Lanhoso, com uma Super Especial em Vieira do Minho.
A saída de Armindo Araújo para o Mundial, e a ausência de Miguel Campos motivado por falta de patrocínios dão o mote para a análise à lista de inscritos.
O número um de porta passa para a dupla da Peugeot Portuguesa, Bruno Magalhães / Paulo Grave, que estream o Peugeot 207 S2000 que, tudo indica, serão os favoritos à vitória na prova (e quem sabe ao título absoluto). Outra novidade prende-se com o regresso da Fiat a nível oficial, com um Fiat Punto S2000 entregue à dupla José Pedro Fontes/Fernando Prata, que pela semelhança de projecto e palmarés adquirido, serão os principais adversários da equipa Peugeot. Referência também para a presença dos dois Toyota’s, da equipa My Road Motorsport, tripulados por Vítor Sá e António Rodrigues, que fecham o lote de pilotos com viaturas S2000.
Depois existe uma armada de Mitsubishi’s e Subaru’s, a maioria dos quais transitam do ano passado. Entre os Mitsubishi há que contar com Fernando Peres, Ricardo Teodósio, Valter Gomes, Carlos Guimarães, Bernardo Sousa, Luís Cardoso e Nuno Coelho, a que se juntam as novidades Mex Machado dos Santos, do açoreano Ricardo Moura, Manuel Castro e Ricardo Costa. Na primeira linha dos Subaru’s temos Vítor Pascoal, Nuno Barroso Pereira, Pedro Meireles, e também os menos evoluídos de Martinho Ribeiro, Pedro Rodrigues e Franco Pereira. “Artilharia da pesada” no agrupamento de produção, com quatro rodas motrizes, que certamente irão animar a prova. Relembro que os S2000 também pertencem à classe N4.
Esta prova também marca a presença de dois pilotos internacionais - Enrique Garcia Ojeda, piloto oficial da Peugeot Espanha, que participa com o novo Peugeot 206 RC R3 (Grupo A), e Conrad Rautenbach, vencedor da classe S1600 britânica e participante do JWRC, com um Citroën C2 S1600. Este último terá como principal objectivo preparar o Rali de Portugal, pontuável para a categoria.
O aparecimento da classe S2000, promoveu a “extinção” dos S1600, e a comprová-lo está a presença de apenas dois carros desta categoria – Conrad Rautenbach e Carlos Matos, que regressa com o Renault Clio S1600 ao nacional.
Na classe Diesel, mantém-se os principais protagonistas, com Pedro Leal no Fiat Stilo e Francisco Barros Leite no Seat Ibiza Cupra, e há que contar ainda com os VW Golf TDI de Delfim Bastos e Ricardo Marques, e com o Skoda Fabia do “ídolo” André Pimenta.
Este ano a nível de troféus, apenas o da Citroën se manteve. Com a estreia do modelo C2 R2, que presenteia upgrades de nível mecânico e electrónico, foram muitos os concorrentes que transitaram do extinto troféu 206. Entre os principais candidatos estão: Armando Oliveira, Rodrigo Ferreira, Armindo Neves, Paulo Antunes, Frederico Gomes e Jorge Pinto. Infelizmente devido ao facto de a ser o único troféu no nacional, implantará uma monotonia na passagem de concorrentes com viaturas idênticas, que “aborrece” os espectadores.
A lista com 51 inscritos, finaliza com os candidatos à classe N3: João Fernando Ramos, Pedro Pereira da Silva (ambos em Renault Clio), Dr. Vitor Calisto com o Xsara e Miguel Silva no Fiesta ST. Ainda participam dois Punto’s – Tiago Avelar e Rui Almeida.
Os “dados estão lançados” para um campeonato que se prevê muito disputado, com a curiosidade de no final existir um campeão nacional diferente.

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quinta-feira, fevereiro 15

Novo campeonato de ralis para motos

No fim-de-semana passado, no site d’“A Bola” foi publicado uma notícia sobre a criação de um novo campeonato de ralis para motas,que transcrevo integralmente:
A Federação Internacional de Motociclismo vai criar um novo campeonato internacional de ralis para motos, que para já vai contar apenas com três provas, na Bélgica, em França e Itália, mas que vai alargar-se nos próximos anos.
O campeonato vai crescer até seis provas em 2010, com a inclusão dos circuitos de Inglaterra, Alemanha e Espanha, ao ritmo de um país por ano, a partir de 2008.
Famoso por receber a Fórmula 1, o circuito belga de Spa-Francorchamps recebe a prova entre 17 e 19 de Maio, com 1000 quilómetros, com duas «especiais» de estrada por dia, uma prova nocturna no circuito e outras duas sem luz na mesma região.
Para Itália a prova vai passar entre os dias 21 e 24 de Junho com diversas provas no Norte na zona de Adrina, perto de Veneza, passando por Brescia e Bário Terme.
França vai acolher a prova mais dura e também mais longa, na distância de 2800 quilómetros, a percorrer de 5 a 14 de Outubro entre Reims e Toulon, passando por Val-de-Reuil e Cleremont-Ferrand.”
Ora cá está uma autêntica surpresa - conciliar ralis e motociclismo. Não sendo uma facto inédito, relembro-me das corridas de Isle de Man TT e do mediatismo em seu torno, será uma competição interessante cujo regulamento espero com interesse.
Perguntas interessantes me ocorrem, que começam na potência das motos, passando pelo regime de reconhecimentos, à existência de auxílios visuais (placas na estrada, ou roadbooks nas motos – tipo Dakar), protecções nos rails, elementos de segurança, controlos horários, ou mesmo cartas de controlo.
Em todos os desportos motorizados devem ser equacionados todos os factores de risco, pois alta velocidade e obstáculos não coabitam pacificamente e, no caso de motos ainda mais grave se torna.
Sendo mais um desporto motorizado, que concerteza me cativará a atenção, esta não será uma mistura explosiva?

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quarta-feira, fevereiro 14

Um WRC para Armindo

Está confirmado, a dupla da Mitsubishi Portuguesa, Armindo Araújo e Miguel Ramalho, vão participar no Rali de Portugal com um Mitsubishi Lancer WRC.
Depois da brilhante actuação na Suécia, o Vodafone-Rali de Portugal será um “brinde” para a equipa que já demonstrou todas as suas capacidades em território nacional, e agora dá-se a conhecer internacionalmente. Apesar de satisfeito, Armindo Araújo manteve o discurso realista destacando a participação como uma oportunidade de evolução, sem objectivos exagerados. Obviamente, todos nós gostaríamos de ver o Armindo a lutar taco-a-taco com o Loeb, ou com o Gronholm, mas não sendo totalmente surreal, esta será a primeira experiência em prova com um WRC, o que só por si já não nos permite efectuar exigências irreais.
A viatura a utilizar será semelhante à que Toni Gardemeister e Xavi Pons usaram no Monte Carlo e Suécia. Os apoios são os mesmos que estão integrados no projecto PWRC, não sendo necessário efectuar outras parcerias.
Com o intuito de conhecer o carro antes da prova portuguesa, estão planeados dois testes, em Maio na Inglaterra, e um em solo português, dias antes do evento.
Relembro que Armindo já testou no final do ano passado um Ford Focus WRC da Stobard deixando indicadores postivos.
A participação de Armindo é uma excelente notícia para todos os adeptos lusos. Resta esperar para saber se existirá outro WRC “português”.

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terça-feira, fevereiro 13

Légend Boucles de Spa

Sempre tive uma particular admiração pelos ralis da Bélgica, não apenas pelos traçados, mas pela diversidade de viaturas em competição, sem esquecer a capacidade de internacionalização dos seus pilotos. Marc Duez, Robert Droogmans, Pascal Gaban, Patrick Snijers, Bruno Thiry e mesmo François Duval são nomes de referência neste desporto.
Foi sem surpresas que encontrei na Net referência a uma prova de regularidade clássica, que se disputou na Bélgica. Chama-se Légend Boucles de Spa, e contou com uma lista de inscritos muito interessante, tanto a nível de pilotos, como a nível de viaturas.
Destaco a presença de Xavier Bouche, que tripulou um MG Metro 6R4, o Patrick Snijers com o Ford Escort RS GR.4, o antigo piloto de Fórmula 1 Thierry Boutsen com um Porsche 911, Guy Colsoul com o Opel Manta 400, Van de Wauver com um Lancia Beta Monte Carlo, Renaud Verreydt com Escort RS 1800, Bernard Munster com o Porsche 911 3.0, Pascal Gaban com o Kadett GTE Conrero, David Sterckx com um BMW 2002 Ti e François Duval (sim o próprio) com um Skoda 130. Não posso deixar de referir a presença de um Ford Shelby GT de 1966, Fiat 131 Abarth Mirafiori, Mercedes 450 SLC, Mazda RX7, Renault 5 Alpine Calberson ou de um Audi Quattro.
Um último destaque, que deixei para o fim e é a imagem escolhida, o Alpine Renault A110 tripulado por Jean Ragnotti. Se a viatura só por si é uma menção à beleza, nas mãos daquele piloto é ouro sobre azul. Caso as informações sobre a sua participação na Super Especial do Rali de Portugal sejam verdadeiras, é um espectáculo a não perder.

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