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quinta-feira, agosto 25

Magalhães e Sá na história do Rali Vinho Madeira

Depois da edição de 2011 do Rali Vinho Madeira, pouco mudou nos dados estatísticos da prova. No entanto, algumas curiosidades merecem relevo – como o facto de Bruno Magalhães e Vítor Sá se aproximarem do estatuto de melhores pilotos nacionais na prova madeirense.

Sem o glamour, importância, ou interesse competitivo das recentes edições, a prova madeirense consagrou Bruno Magalhães, Vitor Sá, Miguel Nunes e Luís Serrado como vencedores, na geral e melhor português, melhor madeirense, melhor do agrupamento de produção e duas rodas motrizes respectivamente.
Finamente Bruno Magalhães conseguiu a tão almejada vitória no Rali Vinho Madeira, depois de dois segundos lugares, muitos azares e até um violento despiste que marcou a edição de 2010. Com este resultado, o piloto da Peugeot Sport consegue ser o segundo melhor português na prova madeirense, com uma vitória, dois segundos lugares e um quarto. Melhor apenas Miguel Campos que já conseguiu vencer por uma vez, também conseguiu dois segundos postos, mas também já foi terceiro classificado (edição de 2005 com um Peugeot 206 S1600).
Um dado curioso reside no facto, de apenas 6 concorrentes terem duas ou mais vitórias na prova madeirense, cinco são italianos – Aghini 4, Liatti 3, Tabaton 3, Basso 3, Fassina 2 e o belga Patrick Snijers que venceu em 1988 e 1993. Com esta vitória, a Peugeot é a segunda marca com mais vitória no RVM – seis, apenas tendo a Lancia na sua frente (9 vitórias). Foi a segunda vez que o modelo Peugeot 207 S2000 vence na Madeira, pois Nicolas Vouilloz já o tinha feito em 2008.
Ainda falando sobre Bruno Magalhaes, mas desta vez somente entre os melhores representantes nacionais. O piloto consagrou-se pela terceira vez como o melhor representante luso, juntando-se ao grupo Fernando Peres, Joaquim Santos e Miguel Campos com três vitórias. O Peugeot 207 S2000 foi pela quinta vez o melhor modelo usado por concorrentes nacionais.
Vitor Sá consagrou-se como melhor representante madeirense pela sétima vez. A grande novidade é que desta feita não teve Ornelas Camacho ao seu lado. O navegador Pedro Calado, consegue a sua terceira vitória nos regionais. À semelhança do que acontece com os pilotos nacionais, também a Peugeot com 8 vitórias (4 das quais com o modelo 207) é marca mais vitoriosa entre os madeirenses.
Miguel Nunes venceu pela pela primeira vez em viaturas de Agrupamento de Produção, que continua a ser totalmente dominado por portugueses (21 vitórias nos últimos 25 anos). O mesmo acontece com a Mitsubishi que conseguiu a sua vitória número 15 – segunda com o modelo EVO10.
Nas duas rodas motrizes, Luís Serrado foi o melhor representante com o Peugeot 206 S1600. Sem querer desvalorizar o sucesso do madeirense, o facto é que esta competição já teve melhores dias, e para recordar a última vitória de um 206 S1600 é preciso recuar até 2006, quando Bruno Magalhães foi o melhor representante desta categoria.
Para o ano há mais... ou não?

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sexta-feira, janeiro 7

Regional foi melhor em 2010

Ao contrário das últimas edições do regional sul, 2010 foi um ano de "retoma". Pequena é certo, no entanto os valores são um pouco mais animadores. Fique a conhecer dados sobre os participantes, a extensão das provas, abandonos e as equipas totalistas das provas a sul.


Invertendo a tendência negativa de saída de elementos da caravana do regional 2010 existiu um pequeno acréscimo de concorrentes nas provas pontuáveis para o CRRS.
Para além de contar com mais inscritos no regional , comparativamente a 2009, nos ralis de Lagos, Casinos do Algarve, Loulé e Cidade de Portimão, também participaram mais concorrentes que em edições anteriores.
Registaram-se ainda dados muito curiosos da prova louletana. Com uma inversão de papeis no rácio finalistas/abandonos, verificou-se que as máquinas foram muito mais fiáveis, pois acabaram 30 concorrentes com VSH (o dobro de 2009), e abandonaram apenas 13 (menos de metade que a edição anterior).
O inverso ocorreu no Rali Casinos do Algarve - considerando a extensão total da prova, e comparando com 2009. Registaram-se muitos mais abandonos (embora existiram algumas equipas que optaram por desistir após as PE pontuáveis para o CRRS, mas o mesmo aconteceu em 2009). A fase de asfalto foi mais problemática, pois também em Portimão os números são negativos.


A prova com maior extensão foi, obviamente, o Rali Casinos do Algarve, com 101,29 Km cronometrados, no entanto, apenas 46,27 destes é que contavam para o regional. Assim, o maior rali do CRRS 2010 passa a ser Louçé, com 68,68Km, seguido do Rali de Portimão que totalizou 50,60 Km. No extremo da tabela aparece o Rali de Beja, com 36 Km, fruto da tripla passagem pelo troço de Russins.



Quanto aos desistentes - 4 equipas não acabaram por quatro vezes as provas do regional. João Monteiro e Marco Gonçalves são os casos mais extremos, pois não finalizaram qualquer das provas em que participaram. A este grupo também se junta Pedro Leone e Renato Leria.
Com três abandonos também estão Armando Barras e Jaime Falcão. Nesta lista também pode ser incluído o azarado Nuno Pinto que não participou em Lagos, abandonou em Loulé e Portimão, e ainda teve problemas em Serpa. Apesar de ter sido segundo no Casinos para o regional, optou por abandonar, pensando no CRRS.



Nesta temporada existiram 22 totalistas (entre pilotos e navegadores), mas apenas 7 acabaram todas as provas do regional, e apenas 1 equipa - Márcio Marreiros e Paulo Costa efectuaram todas as especiais de rali a sul.

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Ricardo Teodósio foi o mais vitorioso

Os números não enganam - Teodósio foi dominador em toda a linha no regional de 2010. Venceu por 5 vezes (em 6 possíveis) e ainda foi o melhor em 20 provas especiais. Na Divisão I Augusto Páscoa foi o melhor vencendo por 3 vezes e acumulando 10 vitórias em PE.

Como é hábito nas últimas temporadas, o trabalho estatístico do regional sul começa pelas vitórias à geral e em provas especiais de classificação. Sem surpresas, Ricardo Teodósio destacou-se da demais concorrência - 5 vitórias no regional (4 à geral, pois não finalizou o Casinos), e ainda somou 20 vitórias em super especial (em 28 possíveis). À geral, apenas Luís Mota venceu no Casinos, mas a classificação não contava para o regional e Marreiros venceu o Rali de Portimão. Nas provas especiais, a seguir a Teodósio aparece Luís Mota, Márcio Marreiros e Daniel Nunes com 3 cada (embora Mota e Marreiros levem vantagem por terem vencido no Casinos, quando Teodósio já estava fora de prova). No caso de Nunes, outsider do regional, teve dois triunfos em Loulé, e um no rali de Portimão. No CRRS, Nuno Pinto venceu 2 especiais e Mota outras duas.

Na Divisão I, reservada às viaturas de 2 rodas motrizes, Augusto Páscoa destacou-se ao vencer por 3 vezes no regional, embora apenas o fizesse por duas vezes à geral. Jorge Baptista venceu por duas vezes no CRRS, em Lagos e Portimão. Gil Antunes foi o melhor em Loulé.
Em provas especiais, Augusto Páscoa também foi o melhor,sendo o mais rápido por 10 vezes. Jorge Baptista também este em bom plano vencendo por 7 vezes, as mesmas que Gil Antunes, embora este apenas tivesse participado em Loulé onde "papou" tudo.

A classe III, quase não tem história - Luís Reis e Miguel Jorge venceu todas as provas que finalizou, e juntou 14 vitórias no regional. Mas quase sempre participou sozinho. Apenas foi batido por Eduardo Silva em Beja, mas este não tirava pontos para o regional. Miguel Costa participou no Casinos do Algarve, sozinho, e venceu as duas especiais.

Na classe II, Augusto Páscoa e Jorge Baptista foram os melhores, com 10 e 7 vitórias em PE no regional. Gil Antunes foi o melhor em Loulé (7 em 7), e nota também para a vitória de Armando Barradas no Casinos do Algarve. Também os outsiders José Coelho e Eduardo Valente deram um ar da sua graça, no Casinos e Portimão respectivamente.

Finalmente a classe I, existe a particularidade dos resultados à geral e do regional serem quase totalmente diferentes. Nas seis provas do regional, apenas na primeira o vencedor à geral da classe, também foi o melhor no regional - no caso Alexandre Ramos. A partir daí tudo diferente. Manuel Ribeiro foi o melhor do regional em três provas, mas não venceu à geral. João Luís Palma por duas vezes, Renato Pita em Loulé, Paulo Faria no Casinos e Nuno Correia em Portimão venceram à geral, mas nenhum deles participa no CRRS.
O mesmo se passa nas vitórias em super especiais. Renato Leria e Manuel Marques foram os mais vitoriosos no regional, com 10 e 9 vitórias respectivamente, mas nunca foram os melhores na classe. Paulo Faria venceu as 8 especiais do casinos, João Luís Palma foi melhor por 7 vezes, Nuno Correia por 4 e Marco Ferreira por 3.
Apenas falta referir que o Alexandre Ramos entrou com o pé direito, vencendo por 3 vezes à geral e 6 no regional.

Abaixo todas as tabelas com dados das vitórias à geral:

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Marreiros foi o mais rápido de 2010

Como sempre no final da temporada aparecem os dados estatísticos. A primeira impressão na análise as médias cronometradas é indiscutível - os 4X4 dominam a sul. Márcio Marreiros foi o mais rápido, com uma média de quase 110 Km/h em Portimão.

O troço da Senhora do Verde, no Rali de Portimão, voltou a ser o mais rápido entre as provas especiais que compunham o regional Sul. Márcio Marreiros e Paulo Costa foram os mais rápidos, num Mitsubishi Lancer EVO 6, atingindo a média de 109,9Km/h. Curiosamente foi a última especial do último rali da temporada de 2010, e alcançaram a 1ª vitória em especiais do regional e a 1ª vitória à geral, ajudando à conquista do vice-campeonato.
Nos pisos de terra, foi em Russins (Rali de Beja) que Ricardo Teodósio fez a impressionante média de 103,9Km/h, percorrendo os 12 quilómetros do traçado alentejano em 06:55,7.
Quanto ao troço menos rápido (sem contar as super-especiais), a honra cabe ao de São Brás, no Rali Casinos de Vilamoura-Loulé, com uma média de 75 Km/h, efectuado também por Ricardo Teodósio. Aliás, os número não enganam, Teodósio foi o concorrente que obteve melhores registos, no total de 11.
O traçado de algumas das provas foi muito semelhante aos das últimas temporadas, o que permitiu algumas comparações com anos edições anteriores. Por exemplo, no troço de Barão de S. João, da prova inaugural - Rali de Lagos, Ricardo Teodósio melhorou em 13,3 segundos o registo de Nuno Pinto em 2009. No Rali de Loulé, Teodósio também fez melhor no troço de Loulé, efectuando menos 3,1 segundos que a sua antiga marca alcançada na edição de 2008. Mas, no restantes troços mantiveram-se os recordes de Pedro Peres e Tiago Ferreira alcançados em 2008, com o Ford Escort Cosworth.
No Rali Casinos do Algarve, o piloto da Guia também fez um excelente tempo na especial do Alferce, tirando 6,3 segundos ao tempo de João Monteiro alcançado em 2008 com o Ford Sierra Cosworth.


Na Divisão I, reservada aos concorrentes com viaturas de 2 rodas motrizes, a melhor média pertence a Jorge Baptista, com o VW Golf GTI, que é de 96,1 Km/h, averbados no Senhora do Verde (Portimão).
Comparativamente às épocas anteriores, em troços comuns, nenhum dos record foi batido, comprovando a menor competitividade desta categoria. A título de exemplo, Paulo Faria foi o melhor nas Corchas (Casinos do Algarve), e ficou a mais de um minuto e 15 segundos do registo anterior. Nem mesmo Gil Antunes, em Loulé, conseguiu melhores registos que nas duas edições anteriores, onde também dominou.

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segunda-feira, agosto 2

RVM: Recordes a Bater

Uma vez mais a equipa do RalisMadeira, com o auxílio do Carlos Correia da Silva, efectuaram um excelente trabalho de pesquisa, e disponibilizam os tempos de referência para a edição do Rali Vinho Madeira 2010.

Fique abaixo com o registo dos melhores tempos nas diversas especiais que compõem a edição de 2010 do Rali Vinho Madeira. Como habitualmente, este trabalho foi elaborado por Carlos Correia da Silva, e promete ser uma mais valia para aqueles que vão acompanhar a prova rainha do automobilismo madeirense:


- A versão a ser utilizada este ano sofreu algumas alterações, sendo que desta vez os concorrentes vão dar uma volta completa à Rotunda Sá Carneiro.




- Em 2009 esta especial apresentou-se com mais 200 metros que em edições anteriores




- Esta especial terá nesta edição menos 20 metros que em edições anteriores.








Esta especial volta ao seu trajecto tradicional com 11,520 Km's de extensão, iniciando-se novamente junto da igreja do Rosário e não nos Lameiros como aconteceu em 2009.






Retirado de RalisMadeira

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quinta-feira, fevereiro 4

As contas do Regional 2009 - Participantes

Após perder um bom par de horas a fazer contas aos participantes das provas regionais, confirmei o óbvio – 2009 foi um ano mau para as provas de VSH. Na maioria das categorias existiu uma diminuição de participantes de prova para prova. Os números não mentem – desde a classe rainha (4) até à divisão I, os concorrentes foram "desaparecendo".
Surpeendentemente (ou não) a prova com maior número de participantes do regional foi a primeira, Rali de Lagos, com 22 inscritos. Contrariando a tendência de anos anteriores, em que o pelotão normalmente vai enriquecendo, o certo é que o número foi decaindo paulatinamente, acabando Ourique com apenas 12 elementos do CRRS. Isto claro, se olharamos apenas para os “regionais”. Loulé teve 45 viaturas VSH à partida, mas contava com o pelotão do Open e também alguns elementos do Troféu Selénia. Esta prova também fica marcada pelo elevado número de abandonos – 30; 15 dos quais no regional, o que fez com que apenas cinco concorrentes pontuassem nesta competição!!! Uma nota para os valores do Casinos, que não têm em conta a ordem da classificação regional, mas a classificação final da prova.
A classe 4 foi a mais concorrida do regional, mas também perdeu elementos durante a temporada – teve 14 concorrentes à partida do Rali de Lagos, mas apenas apareceram oito em Ourique. Em Loulé foi das classes que mais foi afectada pelos abandonos – o mesmo que aconteceu em 2008.
Na tabela reservada à classe 3 aparentemente não passa de uma mão cheia de zeros. Nenhum elemento inscreveu-se ou pontuou para o regional. Apenas Luís Reis participou com o Renault 11 Turbo em 3 provas. Em Portimão parecia que a classe iria animar, com os Bastos e o 11 Turbo do Miguel Costa, mas este participou com um Clio, e os BMW não apareceram. Pelo menos, não há registo de abandonos em 2009 para a classe III.
O descalabro nas duas rodas motrizes também se verificou na classe II. Começou com o pé direito (ou pelo menos com alguns inscritos), mas também foi perdendo o interesse. Foi a classe com maior percentagem de abandonos, chegando ao ponto de não ter nenhum representante do regional no final do Rali de Loulé e do Casinos do Algarve. Para acabar ainda mais em baixo, apenas um concorrente do regional participou em Ourique: foi o Jorge Baptista, que mudou de classe a meio da temporada – trocou o Celica pelo Golf.
Por fim, fica o positivo, que é a classe I. Manteve sempre a média de 3 elementos à partida, e apenas em Portimão contou com um quarto elemento. Márcio Marreiros, Filipe Baiona e João Luís Palma participaram em todas as provas, e fizeram da regularidade bandeira... dando os seus frutos. Apenas contaram com Rui Coimbra em Portimão. Esta foi a classe com menor índice de abandono, com zero em Lagos e Ourique, tanto no CRRS como no total.
Para acabar só uma chamada de atenção à discrepância entre o número de inscritos e o número de participantes. Olhando apenas para a última prova, Ourique, o cartaz prometia 32 bólides, mas o certo é que quem se deslocou à estrada teve 23... à partida.
Outras contas são também as classes. É quase inexplicável que certas classes tenham mais elementos à partida, que inscritos – vejam o caso vísivel Loulé. Existem outros que ficam disfarçados por algumas ausências.

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sábado, janeiro 30

As contas do Regional 2009 - Extensão

Continuando nas contas do campeonato regional do sul desta vez destaco a extensão das especiais cronometradas e o total das provas. Neste ponto, quase todo o destaque vai para o Rali Casinos do Algarve. O Clube Automóvel do Algarve, que esta temporada apostou no Troféu Selénia, e praticamente ignorou o regional, quis oferecer aos concorrentes a oportunidade de efectuar uma prova com a mesma extensão do nacional de ralis. Eram 101,69 quilometros cronometrados, o que consistia uma novidade entre provas de VSH e um verdadeiro desafio, aos concorrentes e principalmente às “velhas” máquinas. No entanto, “ordens superiores” pensaram ser uma extensão muito acima do razoável (regulamentarmente são 40 km), e decidiram que a classificação para o regional seria extraído no final da 1ª secção, o mesmo será dizer no final da especial n.º 4. Um acidente entre os concorrentes do nacional – com o madeirense Ricardo Rodrigues num Mitsubishi Lancer EVO VII, anulou a 1ª passagem pela Fóia, e assim o regional ficou-se pelos 38,83 km cronometrados. Isso não impediu que a maioria do pelotão continuasse, e efectuou 89,85 quilómetros cronometrados... mesmo que sendo “a feijões”, ou se contassem para o Troféu Selénia. No Casinos do Algarve, também existiu a maior especial do ano (também o foi em 2008), as Corchas com 22,68 km.
No Campeonato Regional, a maior prova com maior extensão foi o Rali de Loulé, com 68,80 quilómetros também era pontuável para o Open. Nesta prova também encontramos a maior especial de ralis de terra – Cortelha com 16,93 km.
No outro lado da “balança”, está a especial de Loulé, no rali com o mesmo nome, com apenas 6,18 km e a especial do Autodromo Internacional do Algarve (Portimão) com 6,76 km cronometradas. No entanto a prova mais pequena foi o Rali de Ourique, com 34,40 km, sendo ainda mais curta que o Casinos do Algarve para o CRRS.
Uma das principais inovações no regional são as Super Especiais. Das seis provas que compunham o CRRS, quatro tinham super-especiais de abertura. Curiosamente todas eram em asfalto. A única que era de Terra, no Rali de Beja, não se repetiu esta temporada. A maior foi a Super Especial de Portimão, realizada no Alvor, com 2,12 km, seguida pelas especiais do AIA no Casinos e de Ourique, ambas com 1,90. A menor foi a especial do Rali de Loulé com 1,6.
Casinos do Algarve e Loulé tiveram quatro especiais diferenciadas (um das quais em Super Especial), Lagos teve duas especiais, Portimão três, e foi no Alentejo que o esquema rallysprint teve implementação. Quer em Beja, quer em Ourique (apesar deste também ter uma SE) foi especial unica percorrida por quatro e três vezes, respectivamente.


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quarta-feira, janeiro 27

As contas do Regional 2009 - Penalizações

Antes de avançar com a análise aos resultados, é necessário explicar que estes dados não têm um carácter perjurativo do trabalho dos navegadores. A maioria destes penalizações sucederam devido a problemas mecânicos, que impossibilitaram as equipas de cumprirem o horário previsto nas cartas de controlo. Apenas foram contabilizados as penalizações que influeciaram a classificação geral, durante e após os ralis.
A equipa que tevemaior penalização acumulada, foi Luís Nascimento / José Charata no Opel Corsa 2.0 que totalizaram 5:10 – 3:10 no Rali de Lagos, e 2:00 no Rali de Beja. No entanto, Manuel Ribeiro / Francisco Gonçalves, em Citroën AX foram os que mais penalizaram de uma só vez – cinco minutos no Rali de Beja. Seguem-se Jorge Gonçalves/Emiliano Ciriaco com 4:10, distribuidas pelo Rali de Loulé e Casinos do Algarve e os campeões Nuno Pinto / João Silva, com total acumulado de 2:50.
Esta temporada apenas cinco equipas foram reincidentes nas penalizações, o que constanta uma melhoria relativamente a épocas anteriores – na navegação, e das mecânicas.


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segunda-feira, janeiro 25

As contas do Regional 2009 - Médias Cronometradas

As médias cronometradas das especiais regionais variaram muito, principalmente quanto à especificidade do terreno. Foram nas duas últimas provas que se registaram as melhores médias, em asfalto e terra. No Rali Cidade de Portimão, Ricardo Teodósio e Pedro Conde efectuaram os 15,9 km da especial da Sra. do Verde em 8m14,6s correspondendo a uma média de 115,7 km/h. A segunda especial mais rápida da temporada, também foi em Portimão, na especial do Autodromo Internacional do Algarve, registando 101,7km/h na passagem mais rápida. A mesma dupla também foi a mais rápida em Terra. No Rali Vila de Ourique, efecturam uma média de 100,1 Km/h, batendo o anterior record, pertença de José Neves em 16 segundos. Nas outras provas registaram-se médias mais homogéneas, entre os 70 e 80 Km/h, sendo a especial de estrada menos rápida , a PE de S.Brás, no Rali de Loulé com uma média de 73,7 Km/h.
Comparativamente à temporada passada, os tempos no Rali de Loulé não melhoraram, o mesmo acontecendo com a especial do Alferce, no Casinos do Algarve. Por outro lado, João Pedro Marcelino retirou mais de 20 segundos ao record de João Monteiro na Fóia, e Pedro Leone também melhorou os registos da especial das Corchas.
Entre os concorrentes da Divisão I, Luís Nascimento e José Charata, efectuaram o melhor registo em quatro especias nesta temporada. O destaque vai todo para o tempo na Sra. do Verde (Rali de Portimão), com uma média de 110,6 km/h, foram não só os concorrentes mais rápidos da categoria, mas também foi o melhor registo entre os elementos do regional na temporada 2009. Em Terra, o melhor registo ficou na posse de Eduardo Valente, que fez parceria com Filipe Fernandes, no Rali de Ourique, com uma média de 89 Km/h.
Ao contrário do que se passou nos 4x4, os recordes do Rali de Loulé foram todos batidos pela dupla Gil Antunes / Daniel Amaral, que fez uma prova imaculada com o Opel Astra GSI. Também contrariando a tendência, no Rali Casinos do Algarve e Rali de Ourique, os registos foram piores... ou sejam mantém-se os recordes de 2008.


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sábado, janeiro 23

As contas do Regional 2009 - I – Provas Especiais

À semelhança do que aconteceu com as contas das vitórias totais, também existiu necessidade de separar a contabilidade dos vencedores de provas especiais cronometradas, entre os elementos que pontuavam para o regional e os restantes. Para melhor compreender a tabela, a azul estão os concorrentes do CRRS, enquanto que os restantes estão com formatação normal.
Curiosamente os concorrentes que averbaram mais vitórias em troços cronometrados nas provas do regional não participaram no regional. Ricardo Teodósio venceu as 9 especiais dos ralis em que participou – Portimão e Ourique, enquanto que Pedro Peres fez o pleno no Rali de Loulé, somando sete em sete. Olhando apenas para o regional, o equilíbrio que se registou no regional, entre o Nuno Pinto e o Pedro Leone também se traduziu no cronómetro, com cada qual a somar 9 vitórias entre os “regionais”, embora o campeão regional somasse cinco vitórias à geral, enquanto que o piloto do Ford “WRC” somou quatro. A título de curiosidade, o Nuno Pinto venceu o Rali de Beja sem vencer nenhuma especial de classificação. Nesta tabela gostava de destacar a presença do Luís Nascimento, com uma vitória no CRRS no Rali de Portimão, sendo o único representante das duas rodas motrizes.
Na Divisão I, reservada aos concorrentes com 2WD, destaca-se a equipa Luís Nascimento / José Charata que levou a melhor em 10 provas especiais – 4 em Lagos, 2 no Casinos e mais 4 em Portimão...o mesmo será dizer que onde não teve problemas foi melhor. Augusto Páscoa venceu 7 provas especias no regional e 4 à geral, embora uma delas não contasse para o regional, pois foi no Casinos do Algarve depois das contas feitas para o CRRS. Nota positiva também para Gil Antunes, que venceu a totalidade das especiais em Loulé e também Eduardo Valente que distribuiu vitórias por Portimão e Ourique. Finalmente, destaque para a presença de Márcio Marreiros, com 3 vitórias à geral e duas no regional, com um Opel Corsa da classe I.
Na classe III, Luís Reis participou isolado em três provas e como tal somou 13 melhores registos. Na classe II foi Luís Nascimento o mais vitórioso, seguido por Jorge Baptista no CRRS, muito graças à ultima prova da temporada. Na classe I, Márcio Marreiros obteve 16 melhores registos no regional (13 à geral), seguido por João Correia que foi o melhor em 9 especiais (sem contar para o CRRS).





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terça-feira, janeiro 19

As contas do Regional 2009 - I – Vitórias

Este ano, a estatítica do campeonato regional do sul foi mais complicada, e mais morosa, pelo que levará algum tempo a concluir. Efectivamente, as novas regras com inscrição, fazem com que os vencedores nas diversas categorias não sejam forcosamente os vencedores no regional. Como tal, a decisão passou por construir uma tabela onde estejam presentes os vencedores à geral, e também os vencedores do regional, acumulando numa coluna final o total de vitórias.
Torna-se um pouco confuso perceber quem saiu mais vitórioso. Este ano Nuno Pinto venceu três provas à geral, mas apenas conseguiu vencer duas no campeonato regional. A razão é simples, no Rali Casinos do Algarve a classificação para o CRRS foi extraída no final da 4ª especial (na verdade foi no final da 3º, pois a 4º foi anulada) e nessa altura foi Pedro Leone quem liderava a prova, e venceu entre os “regionalistas”. Leone não venceu nenhuma prova à geral, mas conseguiu somar os pontos do primeiro nos ralis de Loulé (vencido pelo Pedro Peres) e Casinos do Algarve. Ricardo Teodósio venceu dois ralis – o Rali Cidade de Portimão e o Rali Vila de Ourique, mas não pontuava para o regional (mesmo inscrito não pontuava, pois possui licença nacional). Assim, para o regional Luís Nascimento venceu o Rali de Portimão, e conseguiu a proeza de ser o concorrente que somou mais pontos numa prova do regional (24), e João Monteiro foi o melhor no Rali de Ourique.
Na Divisão I, fica a curiosidade, em todas as provas existiram vencedores diferentes – Rui Coimbra, Augusto Páscoa, Filipe Baiona, Márcio Marreiros, Luís Nascimento e Jorge Baptista. Numa classe que deveria ser dominada pela classe II, não deixa de ser curioso o facto de Baiona ter levado a melhor em Loulé (nenhum classe II chegou ao fim) e Marreiros superiorizou-se no Casinos (tanto no CRRS à PE4 como à geral).
Já parece repetitivo, mas a classe III está morta, e quase enterrada. Apenas o Luís Reis aparece com o seu Renault 11 Turbo para chegar, ver e vencer sem oposição (literalmente)... apesar de rubricar alguns bons registos e intrometer-se noutras guerras. Venceu onde participou – Lagos, Beja e Portimão, tendo levado a seu lado Miguel Jorge (duas vezes) e Pedro Arroja em Beja.
Na classe II, apenas Augusto Páscoa bisou no regional (Casinos do Algarve e Beja). Depois, Rui Coimbra, Luís Nascimento e Jorge Baptista ficaram com uma vitória cada um no CRRS. Nota para a vitória à geral de José Coelho no Casinos e Eduardo Valente no Rali de Ourique. Gil Antunes venceu no Rali de Loulé, mas como referi acima, não existiram vencedores entre os “regionalistas”.
Na classe I, existiu um dominador quase absoluto – venceu cinco provas do regional, e abandonou em Loulé, depois de um violento capotanço, senão seria seis em seis. Falo de Márcio Marreiros, que foi considerado piloto revelação nos Troféus Ralis a Sul. A maior oposição veio de um “outsider” , João Correia que se estreou este ano com o Peugeot 106. Sem se inscrever no regional, venceu no Rali de Beja, e estava à frente no Casinos do Algarve, quando simplesmente abandonou no final da 4ª especial . Em Loulé o melhor CRRS foi Filipe Baiona, embora Ricardo Teodósio tenha sido o melhor da classe, com um pequeno Seat Marbella.

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terça-feira, julho 7

Classificações e Dados do Troféu Selénia 2009

Decorrida a quarta ronda do Troféu Selénia e introduzindo os novos dados na Estatística não-oficial do Troféu, temos:
- António Lampreia reforça a liderança, totalizando 38 pontos (em 40 possíveis).
- Com o terceiro posto na Rampa de Querença, Pedro Lança sobe ao segundo posto do Troféu, com metade dos pontos do líder.
- Na Categoria A, Pedro Lança aumenta a vantagem com 18 pontos, o mesmo sucedendo a Vasco Tintim na Categoria N.
- Na Classe I (Categoria S), Nuno Venâncio também aumenta a vantagem. Aqui a novidade está no facto do Pedro Franco ter ultrapassado o João Correia e subido ao 3º posto.
- Na classe II (Categoria S), o abandono de José Coelho permitiu que Nuno Carreira fosse o único a somar pontuação e se aproximasse.
- A grande novidade em termos de vitórias, foi a estreia de Pedro Charneca (a solo) no Troféu, quebrando o domínio total até agora efectuado por Lampreia. Esta é a segunda vitória absoluta do "Gordinho Voador", pois já tinha no currículo a vitória no Rali cidade de Beja em 2006 (pontuável para o Campeonato de Terra), navegado na altura pelo João Penedo, e
- Totalizando cada subida individualmente como uma especial, as vitórias na Rampa de Querença foram distribuidas com 2 para o Charneca, e a última subida o tempo mais rápido foi de António Lampreia.
- Tendo em conta as características da prova, a média foi Baixa. O melhor registo ficou na posse de Pedro Charneca (2ª subida) com 2:07,5, numa média de 59,3Km/h.
- A extensão de prova cronometrada (que contava para as contas da classificação) eram 6,3 quilómetros - 8,4 se contar a de reconhecimento.
- Infelizmente a Rampa de Querença também fica marcada pela diminuição nos participantes. Apesar de ter 14 inscritos, apenas 10 estavam admitidos à partida, e só 8 chegaram ao fim.
- O "líder" dos abandonos do Troféu Selénia é o Félix Rodrigues. Em 3 participações somou outros tantos desaires. Desta vez apesar de admitido à partida nem partiu para a estrada (desconheço as causas). O outro azarado foi o José Coelho, que viu uma transmissão partida colocar um fim à participação na Rampa.
- Jorge Gonçalves voltou a utilizar o Seat Ibiza no Troféu Selénia e contou com a navegação do Emiliano Ciriaco (que o navegou em temporadas anteriores no regional).
- Os números de totalistas também registou importante quebra com as ausências do Paulo Romão, Paté e Zunino (e respectivos navegadores) e também do Ricardo Baptista e do Miguel Gonçalves. Por agora apenas 6 pilotos e 4 navegadores participaram nas 4 provas do Selénia (e só a dupla Lampreia/Assunção acabou todas as provas).
Ficheiro Excel actualizado em:
http://www.ralisasul.com/rali/ESTATISTICA%20Selenia%202009.xls

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domingo, junho 21

Estatística do Campeonato Regional 2009

À semelhança do que foi feito em relação ao Troféu Selénia (e e foi feito no ano passado ao CRRS e CRDR), elaborei os dados estatísticos do campeonato regional do sul 2009. 
Os dados foram disponibilizados oficialmente através dos clubes organizadores das duas provas que já foram disputadas - Beja e Lagos.
Para além da tabela classificativa do CRRS 2009 (de acordo com os dados oficiais FPAK), também podem ser consultados outros valores - vitórias, vitórias em especial, nº de participantes, penalizações, abandonos, trocas de pilotos, navegadores e viaturas, extensão de provas, melhor média entre outros.
FICHEIRO EXCEL ( http://www.ralisasul.com/rali/Estatistica%202009-CRRS.xls )
NOTAS
- Para além do Nuno Pinto averbar 100% de vitórias, também Luís Reis o fez na classe III (embora fosse o único representante da classe)
- A equipa com + vitórias em especiais de classificação é o Pedro Leone/Bruno Ramos onde se impôs por 3 vezes (todas em Beja). Seguem-se Nuno Pinto com 2, e depois o trio João Monteiro, Rui Chaparro e José Neves apenas com uma.
- Na divisão 1 é o Luis Nascimento quem leva mais vitórias, e na classe I o Márcio Marreiros já soma 6 melhores tempos.
- O Troço mais rápido foi o das Neves (Beja) com uma média de 91,4Km/h pratagonizado pelo José Neves (Neves nas Neves). Curiosamente nas 2 rodas motrizes, o melhor registo foi do Luís Nascimento, mas no troço de Bensafrim no Rali de Lagos.
- Quanto às penalizações, o Luís Nascimnento/José Charata ficam na frente - acumulando 5:10 (nas duas provas), seguido do Manuel Ribeiro 5:00 (apenas em Beja)
- Beja foi um pouco mais extensa que Lagos - 40,4 versus 39,58.
- Quanto ao número de participantes, curiosamente estiveram 25 elementos à partida em ambas as provas - embora estivessem mais inscritos (Beja tinha 32). Números muito semelhantes também nos abandonos - 9 contra 10.
- A classe 4 continua a ser a "parente rica" do regional, embora de uma prova para outra se perdessem 3 concorrentes. A classe 3 apenas tem um representante.
- São 3 os concorrentes que abandonaram nas 2 provas. A saber: Pedro Charneca, António Lamúria e Armando Barradas.
- António Lampreia e Luís Reis já experenciaram navegadores diferentes, enquanto que António Lamúria e Armando Barradas trocaram de viatura (infelizmente o resultado foi o mesmo).
- Para já são 40 elementos que efectuaram todas as provas (entre pilotos e navegadores), dos quais apenas 7 pilotos e 6 navegadores lograram finalizar todas.
Imagem:Mondegosport

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