sexta-feira, setembro 18

Magalhães na Frente. Teodósio em 4º

Ricardo Teodósio e Pedro Conde participam no Rali Centro de Portugal com um Mitsubishi Lancer EVO IX, e após o 1º dia, estão na luta pelos lugares do pódio (está em 3º do CPR)."Como habitualmente juntam o forte andamento a um espectáculo sem paralelo nos outros concorrentes".
Depois de 5 especiais disputadas, a equipa algarvia ocupa a 4ª posição, com 4,3 segundos de vantagem sobre Adruzilo Lopes e 4,8 sobre Vitor Pascoal. Tendo em conta os adversários trata-se de uma luta que promete continuar para amanha.
Sem surpresas, Bruno Magalhães lidera a prova acumulando uma vantagem de 33,6 segundos sobre o 2º classificado que é Armindo Araújo. Na estreia do EVO 10 não deixa créditos por mãos alheias e demonstra o potencial da viatura (que até agora não tem deixado muito boa impressão). No entanto o campeão do mundo (esperemos que se confirme) não pontua para o campeonato português. Fernando Peres é o homem que se segue, a 44,5 de Bruno Magalhães.

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quarta-feira, setembro 16

Todos ao Algarve ver a GP2 Series e o FIA GT!

Portimão vai ser no próximo fim-de-semana cenário da derradeira prova do campeonato GP2, num programa que inclui também o campeonato FIA GT, competições onde Álvaro Parente e Miguel Ramos têm uma palavra a dizer relativamente à possibilidade de fazerem soar o hino nacional.
No caso da GP2, a prova portuguesa é a única da época que não se inclui num programa de Fórmula 1, com os participantes a descobrirem um novo e espectacular traçado do Autódromo Internacional do Algarve, pista onde estarão igualmente presentes os homens do FIA GT, o mais importante campeonato de GTs do Mundo.
Portimão é um dos traçados mais curtos do calendário de GP2, mas a sua natureza ondulada, com muitas subidas e descidas, obrigando as equipas a uma afinação com grande aderência. Com muitas curvas, o circuito não é tão rápido como outros já experimentados ao longo da época, mas tem a vantagem de oferecer aos pilotos inúmeros pontos de ultrapassagem. O asfalto nunca antes utilizado por estes carros constituirá um desafio para as configurações aerodinâmicas das equipas.

Íncrivel Hulk já é Campeão na GP2
Nico Hulkenberg (ART Grand Prix) já é o virtual vencedor do campeonato GP2 de 2009, desde a última prova realizada em Monza, mas os restantes lugares e a vitória entre as equipas está ainda por decidir. Muito naturalmente, Álvaro Parente será a atracção principal no Algarve no próximo fim-de-semana, e depois do 'Incrível Hulk' ter assegurado o título em Monza espera-se uma corrida aberta no linda e difícil pista algarvia.

Vitória em casa para ORT e Parente?
A Ocean Racing Technology, equipa estreante na GP2, teve um início de campeonato algo tremido, mas a meio da temporada, a equipa conseguiu dar a volta por cima e alcançou novos níveis de competitividade, rapidamente conquistando os primeiros pontos, o primeiro pódio e, finalmente, a primeira vitória, com um espectacular triunfo de Parente no difícil traçado de Spa-Francorchamps. Parente procura agora a sua segunda vitória do ano.
No Algarve, e para além da ORT e Álvaro Parente, a comunidade angolana terá motivo para ver corridas de automóveis, graças à participação de Ricardo Teixeira, de nacionalidade angolana mas nascido em Portugal, que faz a sua época de estreia na GP2. Isto tudo sem contar também com a presença de uma quase mão-cheia de pilotos brasileiros: Lucas di Grassi, Diego Nunes, Luiz Razia e Alberto Valério.

Miguel Ramos vai vencer no FIA GT?
O Campeonato FIA GT é onde correm as grandes marcas: Porsche, Ferrari, Corvette, Maserati, Saleen. É também aqui que está outro piloto português, Miguel Ramos, que correr com o Maserati da Vitaphone Racing pelo terceiro ano consecutivo. Ramos venceu uma corrida na temporada de 2007 e outra em 2008, mas este ano ainda está à procura do seu primeiro triunfo. Será no Algarve?

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segunda-feira, setembro 14

Primeiras do Rali Cidade de Portimão

Já está disponível o Regulamento do Rali Cidade de Poprtimão, prova que marca o fecho do Campeonato Regional de Ralis do Sul, edição 2009, disputada a 5 e 6 de Dezembro.
A grande novidade reside na mudança do local da Super Especial. Depois das experiências no Porto de Portimão, e no ano passado ter aproveitado o traçado da prova do nacional, a caravana disputa a SE nocturna em Alvor.
Paralelamente ao CRRS, também se disputará uma prova extra com o mesmo itinerário, onde são admitidas todas as viaturas que podem concorrer no Open de Ralis. A inscrição para esta prova-extra é de 221,50€, sendo 50 euros mais económica que a do Regional, o que constituirá uma boa opção para os elementos com VSH que não disputem o campeonato regional.
Sobre o CRRS, faltam apenas informações sobre o Rali de Ourique, a disputar a 7 de Novembro.
REGULAMENTO CIDADE DE PORTIMÃO

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sábado, setembro 12

Baja Cidade de Beja / Montes Alentejanos

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Open de volta ao Algarve

Com estrutura definida, Rali de Loulé, marcado para 03 e 04 de Outubro, mantém Super Especial nocturna que maravilhou espectadores. “O espectáculo está de volta” enfatiza José Manuel Afonso, director do Clube Automóvel do Algarve – organizador do evento.
Esta prova recebe, mais uma vez, concorrentes nacionais do Campeonato Open de Ralis e é mais uma etapa do Troféu Selènia – competição particular do Clube Automóvel do Algarve, patrocinada pela Petronas Lubricants Portugal, com várias provas no sul do país.
O sábado competitivo ficará marcado, pelo segundo ano consecutivo, por uma prova especial disputada de noite na Zona Industrial de Loulé. Um novo traçado mais espectacular está a ser preparado para “repetir a façanha e juntar milhares de espectadores”, sublinha José Manuel Afonso da Comissão Organizadora.
“O Rali de Loulé é um evento estruturante no nosso calendário” afirma JMA que pretende fazer deste evento “uma grande festa dos ralis”.
Os troços de Loulé, S. Brás e Cortelha recebem a competição no domingo, dia 04 de Novembro, onde as equipas terão de realizar uma dupla passagem.
O secretariado e o gabinete de imprensa serão nas instalações do Clube Automóvel do Algarve, o Parque de Assistência no terreno anexo ao centro de inspecção automóvel de Loulé, o Parque Fechado, bem como o pódio, no monumento Eng. Duarte Pacheco.
Mais informações em www.clubeautomovelalgarve.pt.
O evento conta com o patrocínio da Câmara Municipal de Loulé, da Solverde – Casinos do Algarve, da CARMIM – Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, com os vinhos Terras d´El Rei e Monsaraz, da Selénia Motor Oil e o apoio da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel.

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quinta-feira, setembro 10

Armindo um piloto de excepção – Parte 3

Em 2008 voltou a apostar no mundial de produção, mas a fiabilidade da sua viatura nunca permitiu que alcançasse resultados de registo. Numa competição com a dureza das provas do mundial, a aposta na rapidez tem que ser bem doseada com a fiabilidade. 2008 foi um ano para esquecer, foram problemas de diferencial na Suécia, braços de direcção e suspensão na Grécia, suspensão e diferenciais na Turquia caixa de velocidades na Nova Zelândia e uma transmissão no Japão. Aliás na prova nipónica regista-se o momento mais alto da temporada, quando Armindo Araújo venceu uma especial à geral com uma viatura de produção. O feito aconteceu na especial de Obihiro 1 com 1,35 quilómetros, acabando na frente de Dani Sordo, Sebastien Loeb e Mikko Hirvonen. Infelizmente, tal facto não foi valorizado pelos meios de comunicação social, internacional e nacional.
Pelo meio foi convidado a participar no Rally Sharqia, na Arábia Saudita, acabando por não partir para a segunda etapa, quando liderava o rali e “misteriosamente” apareceu areia no depósito do seu Mitsubishi Lancer EVO IX.

Chagados a 2009, e a aposta manteve-se no mundial de produção. Inicialmente seria com um Mitsubishi Lancer EVO 10, mas a falta de garantias de competitivade da viatura, fe-lo manter com o Lancer EVO IX. A novidade passava pela participação com a Ralliart Italia. Com rivais dificeis (Al-Attyah, Brynildsen, Prokop, Arai, Flodin) o maior “perigo” vinha da Suécia, com a presença de Patrik Sandell com um Skoda Fabia S2000.
O arranque deu-se na Irlanda, onde Patrik Sandell obteve a sua primeira vitória. Por seu lado, Armindo Araújo acabou no 4º posto, somando os primeiros 5 pontos. Seguiu-se o Chipre, e o inevitável Sandell valeu-se do Fabia para vencer, mas desta vez Armindo Araújo terminou logo atrás, sendo o melhor dos Grupo N convencionais.
E chegamos ao Rally de Portugal. Em frente ao seu público brilhou... entrou com o pé direito nas especiais de estrada e graças ao conhecimento do terreno assumiu a liderança. No segundo dia, viu-se supreendido por um rapidissimo Flodin, mas um despiste do sueco voltou a colocar o português na rota da vitória. Foi com uma prova inteligente (e com uma grande dose de sorte) que percebeu que podia vencer – viu Sandell bater, Flodin despistar, Bruno Magalhães abandonar, Al-Attyah ter problemas no Subaru no 1ºdia, Prokop e Brynildsen atrasarem-se com problemas nos EVO. A primeira vitória no PWRC apareceu em solo luso, mediante o seu público, que lhe ovacionou de pé ganhando novamente a sua empatia. A exibição valeu-lhe o prémio “Spirit of the Rally” entregue ao elemento que mais se destacou na prova.
Ausente da ronda argentina (que foi ganha por Al-Attyah), o português marcou presença na Sardenha. Sem argumentos para os Subaru de Al-Attyah e Sandell, contentou-se com o 3º posto e contabilizou mais 6 pontos. Na Acropole, voltou a efectuar uma prova inteligente – sempre no sitio certo, arrancou um excelente 2º posto, atrás do local Lambros Athanassoulas, num Skoda Fabia e beneficiando da desclassificação de Al-Attyah (dependente de confirmação). Surpreendentemente, ou não, Armindo estava em excelente posição para vencer o PWRC. Sabendo das dificuldades de pontuar no Rally de Gales, Armindo optou por participar no Rally da Australia, com a Errani Motorsport, onde já podia sair com o título no bolso. Quanto à restante história.....nós já sabemos.
Armindo é um piloto de excepção.

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quarta-feira, setembro 9

Armindo um piloto de excepção – Parte 2

Em 2005 Armindo Araújo deu uma reviravolta na carreira, ao aceitar a proposta da Mitsubishi Portugal para tripular o Lancer EVO VIII MR, mudando de classe e de motrização. Passou da A para N e das duas rodas motrizes para tracção integral. O Rali Casinos da Póvoa tornava-se talismã, pois na estreia somou uma vitória. Venceu também o Rali Centro de Portugal e o Rali Casinos do Algarve, terrenos propícios para os S1600, e conquistou o título nacional de pilotos e marca.
Em 2006, manteve-se na Mitsubishi Portugal. Obteve o 4º triunfo consecutivo no Casinos da Póvoa, e voltou a vencer o Rally de Portugal, desta vez no Algarve e frente a rivais de peso – Janne Tuohino, Patrik Flodin, Daniel Carlsson, Markko Martin. Uma penalização (devido a um erro de calculo) retirou uma vitória justa no Rally do FCP, mas vingou-se nos Açores somando a sua primeira vitória na prova insular. Acabada a fase de terra, a fase de asfalto começou com uma novidade – o Mitsubishi Lancer EVO IX. No primeiro confronto com os S2000, foi batido por um Super Basso na Madeira, mas alcançou um excelente 2º posto – a melhor classificação até hoje na prova madeirense. Somou por vitórias as restantes provas, e sem surpresas acabou o ano com mais um título nacional. Tudo isto num ano que teve a rivalidade “aberta” de Miguel Campos num competitivo Subaru Impreza. Como prometido, Carlos Barbosa, presidente do ACP concedeu um teste num Ford Focus da M-Sport, efectuando primeiro contacto com um WRC.
Também em 2006 participou em duas provas de TT, com um Mitsubishi Strakar, mas abandonou em ambas quando liderava destacado – a viatura não aguentava o ritmo diabólico... (voltou a repetir a presença na Baja de Monchique em 2007, mas também ficou-se pelo prólogo).
Portugal já não oferecia desafios a Armindo Araújo e o futuro passava pela internacionalização. A custo montou um projecto com a Mitsubishi/TMN GALP, e concorreu com um EVO IX no Campeonato do Mundo de Produção de 2007. A preparação para o mundial passou pela presença no Rally Artic Lapland, onde alcançou um honroso 10º posto. A estreia no mundial foi no Rally da Suécia, acabando no 4º lugar, atrás de Oscar Svedlund, Anton Alen e Kristian Sohlberg. Seguia-se o Rally de Portugal...
A presença de Armindo Aráujo no mundial promoveu o interesse na sua participação no Rally de Portugal, que regressava ao mundial. A especulação tomou conta dos dias antecedentes à prova, mas lá veio a confirmação que iria participar num Mitsubishi Lancer WRC. Armindo foi foco de todas as atenções, existindo mesmo quem quisesse lutas pela vitória.
E foi aqui que começou a “fase negra”. No shakedown de Vale Judeu, após uma lomba, o piloto tirsense perdeu o controlo do Mitsubishi atropelando alguns fotografos mal colocados. O rali começava mal, mas piorava quando no duelo da Super Especial de Abertura perdia contra o “mediano” Gareth MacHale. Perante o seu público, e no mesmo dia, dois percalços que prejudicavam a imagem. O Rali passou para a estrada e protagonizou um animado duelo com o “puto” de 17 anos Andreas Mikkelsen, num Ford Focus WRC e com Matthew Wilson. Apesar de não andar próximo do pelotão do mundial, contou com um impressionante apoio do público português... mas tudo acabou com um despiste na última especial de estrada, que antecedia o SE do Estádio de fecho do rali. Foi um fim de presença no WRC, que certamente não deixa boas recordações a Armindo, e também aos seus seguidores.
A participação no PWRC de 2007 prosseguiu na Grécia, onde Armindo abandonou com o motor partido. Na Nova Zelandia finalizou no sexto posto, a que se seguiu uma desqualificação (irregularidades mecânicas) no Rali do Japão, onde tinha acabado no segundo lugar. No Rally da Irlanda protagonizou um violento despiste, quando liderava, e acabou a temporada com um modesto 7º posto no Rali de Gales. A primeira temporada no PWRC foi de aprendizagem, mas sentiu pela primeira vez o sabor da derrota – Pela primeira vez na carreira acabou o ano sem vitórias, nem títulos.

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Armindo um piloto de excepção – Parte 1

Os ralis voltaram a ter destaque graças ao feito de Armindo Aráujo, de conquistar o título mundial (provisório) de Produção. Um feito extraordinário, que foi conseguido quando muitos duvidam das suas capacidades.
Armindo nasceu para vencer. Desde os tempos do motocross que demonstrava um espírito verdadeiramente competitivo e alma de campeão. Mas foi nos ralis que obteve notariedade. Em 2000 estreou-se no Rali Montelongo / Fafe num Renault Clio, navegado por Pedro Queirós, e alcançou um surpreendente 2º posto à geral. Na segunda prova, Armindo apostou num Citroën Saxo alugado à Competisport, e venceu o Rali Portas do Rodão. A rapidez não era fruto do acaso, e adquiriu um Saxo: o 66-57-VJ,somando mais 4 vitórias, e sagrando-se campeão nacional de Promoção no ano de estreia.
Começava um ciclo vitorioso impressionante. Em 2001, Armindo Araújo dá o salto para o campeonato nacional de ralis disputando o competitivo Troféu Saxo. Foi neste ano que começou a parceria com Miguel Ramalho. Das 6 provas do troféu venceu quatro e conquistou 2 segundos lugares, somando o segundo troféu em outro tantos anos. A sua prestação não passou despercebida pela equipa oficial Citroën Portugal, que contratou para piloto oficial.
Em 2002, Armindo Araújo tripulou o Citroën Saxo Kit Car dominando de forma impressionante a categoria F3 (2 rodas motrizes 1.600), e acabando no 3º posto do nacional, atrás dos inalcançaveis WRC.
Com a proibição dos WRC nos campeonatos nacionais, Armindo tinha a oportunidade de lutar pelo título nacional. Venceu a sua primeira prova à geral – Casinos da Póvoa de 2003, e somou nova vitória do Rally de Portugal (que não pontuava para o mundial). Surpreendentemente a rivalidade veio de Fernando Peres no “velhinho” Ford Escort Cosworth, que venceu o FCP e nos Açores. Mas a fase de asfalto retirou quaisquer duvidas – Armindo venceu as três últimas provas e somou o primeiro campeonato nacional de ralis. Também ganhou a F3.
Arrancou 2004 com duas vitórias (Casinos da Póvoa e Portugal), mas as vitórias à geral nessa temporada finalizaram aqui. O Citroën Saxo Kit Car tinha um rival à altura, o Peugeot 206 S1600, com Miguel Campos ao volante. O piloto da Peugeot Sport teve uma fase de terra para esquecer, mas venceu as três últimas provas do nacional. Nesse ano Armindo valeu-se da regularidade, e dos valiosos pódios que permitiram somar o segundo título nacional de ralis. Também venceu a F3 e o Grupo de Turismo. Despediu-se da Citroën estreando o C2 S1600 no Rali Casinos do Algarve.

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domingo, setembro 6

Baja de Beja: Campos continua a vencer

Filipe Campos / Jaime Batista tiveram na Baja TT Beja / Montes Alentejanos um triunfo menos dificil do que inicialmente pensariam, facto que permite a Campos ficar a 2 pontos do líder Carlos Sousa no campeonato.
Depois de ser ver batido na super-especial por Miguel Barbosa, Campos ganhou 30 segundos e ascendeu à liderança até CP1 do 1º Sector Selectivo. Na segunda parte do SS um furo encarregou-se no BMW de Miguel Barbosa encarregou-se de decidir a luta pelo triunfo. O homem da Yser Racing Team imprimiu um ritmo forte de manhã, mas de tarde já não tinha essa necessidade. Apesar disso, explicou que "a fase final da prova, nomeadamente o segundo sector foi penoso para nós. Depois do avanço que havíamos conquistado na especial da manhã, na tirada seguinte sabíamos que nos bastava controlar o andamento. A verdade é que essa é uma posição que acaba por me desagradar, já que se torna muito fácil perder a concentração e, assim cometer erros." Apesar de tudo, A verdade é que o resultado final não podia ser melhor e vai exactamente ao encontro dos nossos objectivos."
Miguel Barbosa vinha apostado em vencer, mas o furo do 1º SS retirou-lhe as esperanças. Apesar de tudo "era importante acabar esta e quebrar um ciclo de azares que nos vêm perseguindo," referiu Barbosa que ainda mantém chances matemáticas de chegar ao título. Quem retirou maior partido desta prova foi Luís Ramalho, que navegou Barbosa e reforçou a sua liderança no campeonato de navegadores.
Pedro Grancha fechou o pódio desta prova, apesar de alguns problemas de alimentação na Nissan Pick Up Off Road. Bernardo Moniz da Maia terminou no 4º posto e já a pensar na deslocação a Espanha onde defenderá a liderança do Troféu Ibérico de TT.
Entre os T8 Henrique Marques foi o vencedor, ao passo que nos T2 Nuno Matos venceu e já garantiu o título do agrupamento.
Classificação final:
1º T1 - Filipe Campos / Jaime Baptista - BMW X3 - 3h28m15,6s
2º T1 - Miguel Barbosa / Luis Ramalho - BMW X3 - 4m55,0s
3º T1 - Pedro Grancha / Paulo Primaz - Nissan Navara Off-Road 06 - a 11m46,1s
4º T1 - Bernardo Moniz da Maia / Joana Sotto-Mayor - BMW X3 - a 20m57,2s
5º T1 - José Gameiro / António Saraiva - Nissan Navara Off-Road 06 - a 31m37,8s
6º T1 - Eduardo Rodrigues / António Nunes - Proto SRTeam - a 32m50,0s
7º T8 - Henrique Marques / João Santos - Nissan Navara - a 34m51,3s
8º T8 - José Camilo Martins / António Magalhães - Nissan Navara - a 45m17,5s
9º T2 - Nuno Matos / Jaimes Cortes - Isuzu D-Max - a 48m13,2s
10º T2 - Carlos Almeida / Ricardo Mendonça - Nissan Navara - a 50m49,7s
in Sportmotores

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A crónica do milagre do Armindo

À entrada da última etapa do Rali da Austrália, Armindo Araújo e Miguel Ramalho estavam na 5ª posição, a apenas 4,5 segundos do 4º posto que lhes garantiria (até ver) o desejado título mundial de Produção. Esta hipótese real, promoveu o interesse dos afficionados portugueses, que depois de mais um desaire da selecção nacional (1-1- com a Dinamarca e provável afastamento do mundial) desejvam celebrar uma vitória – pelo menos aqueles que gostam de ralis, e desportos motorizados em geral. Seja em fóruns, em sites ou comunidades, como o Twitter, foram muitos os que acompanhavam pelos tempos, rádio oficial, ou testemunhos de outros adeptos o Rali da Austrália.
Numa prova que mais parecia rallysprint, tal o número de especiais 35, a maioria das quais com quilometragem reduzida – entre 5 a 10 km de extensão, as diferenças entre os concorrentes não eram muito siginificativas, embora, no compto geral permitiam que se gerassem fossos numa definição.
Martin Prokop liderava seguido por Richard Mason (concorrente patrocinado pelo qatar Nasser All-Attyah), e Cody Crocker que fechava o pódio. Os australianos não disputavam normalmente o mundial, mas somavam pontos, o mesmo será dizer retiravam preciosos pontos ao Armindo Araújo.
A solução era ultrapassar Toshi Arai, que tinha uma vantangem de 4,6 segundos. Mas, contrariamente ao esperado, Armindo perde tempo na primeira especial do dia, e na seguinte, e na outra e foi aumentando a distância. Exceptuando uma especial (onde fizeram o mesmo tempo, e que o japonês confessou estar “a dormir”) a diferança começava a ser elevada, praticamente impossível de recuperar. Na frente continuava tudo na mesma – Prokop, Mason e Crocker distanciavam-se e estavam “satisfeitos” com as posições. Armindo afirmou que a viatura estava com problemas de motor, que não apresentava maior rendimento, e que o melhor era guardar a posição e os 4 pontos respectivos.
Estava inerente que apenas um problema com um dos 4 concorrentes que antecidiam lhe permitiam revoler favoravelmente a questão do título. Para piorar as coisas, no que diz respeito ao acompanhamento da prova, os tempos parciais e finais deixaram de funcionar, deixando os adeptos completamente “às cegas”. Um ou outro elemento encontrava um site finlandês, ou australiano que ainda funcionava – mas apenas com tempos finais, e num ápice passou das 22:30 às 5 da manhã e chegamos à ultima especial do rali. A opção de acompanhar o rali, passou pelo Twitter, onde tive a companhia do João Cosme durante toda a noite – apenas os resistentes que acreditavam num milagre.
Na última especial os parciais voltaram, mas existiam alguns problemas com alguns aparelhos dos concorrentes – por vezes não registavam tempos, e outros não usavam, como eram o caso de Cody Crocker. Martin Prokop finalizou a prova, seguiram-se Richard Mason e Cody Crocker. Estranhamente os parciais de Arai deixaram de aparecer – seria um abandono ou um problema técnico. O tempo passava e Arai não aparecia na classificação... nem Armindo. Algo se passava, o suspense, a dúvida, a sensação de que “a estrelinha da sorte” tinha aparecido. De repente aparece o tempo de Arai e Armindo no site oficial – tinha perdido um minuto exacto para Armindo e acabavam separados por 0,1 segundos (o português não chegava ao título por uma décima) – era inacreditável. Mas... Armindo no flash interview refere que viu Arai parado e que acabara de se sagrar campeão. Como? A organização erradamente atribuiu o tempo de Armindo a Arai... pois o japonês não tinha finalizado o troço, vitima de problemas de transmissão (ou caixa) no Subaru. O certo é que nos últimos quilometros, da últimas especial, o “milagre” aconteceu e Armindo chegou ao 4º posto do PWRC, o tal que lhe permitia chegar ao título de campeão mundial de produção (em princípio). Para confirmar o título apenas falta o recurso sobre a desclassificação do piloto do Qatar, Al-Attiyah, do Rali da Grécia, a 6 de Outubro. Para já tudo indica que a FIA não voltará atrás na decisão, que seria um precedente em casos semelhantes.
Era imposível não demonstrar a satisfação da conquista de um título mundial de um português, e em ralis. Melhor só o facto de ter honras de abertura do Jornal da Tarde da RTP1. A escolha da redação da RTP foi surpreendente e positiva, principalmente porque estavamos em pelo período de campanha eleitoral e com notícias da Gripe A. Há muito que uma notícia de ralis não abria um telejornal, para mais por não ter um cariz negativo, como acidentes, mortes ou atropelamentos como muitas vezes aconteceu. Aqui também a RTP está de parabéns.
Parabéns Armindo (e Miguel), independentemente do desfecho, és um verdadeiro campeão.

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Temos Campeão

ARMINDO ARAUJO/MIGUEL RAMALHO - Campeões do Mundo de Produção 2009

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Autódromo do Algarve recebe Europeu de GT3 a 12 e 13 de Setembro

Depois do interregno para férias, a competição internacional prossegue no Autódromo Internacional do Algarve. No próximo fim-de-semana de 12 e 13 de Setembro Portimão recebe o Europeu de GT3 com a participação dos portugueses César Campaniço no Audi R8 LMS e Manuel Rodrigues com o Aston Martin DBRS9. É a primeira vez que a competição pisa solo nacional.
Na liderança do Campeonato estão Thomas Accary e Julien Rodrigues (Aston Martin DBRS9) seguidos por Manuel Rodrigues e Frederic Makowiecki no segundo posto. A dupla franco-portuguesa que já subiu ao pódio uma vez esta temporada está determinada em brilhar em solo português. O mesmo acontece com César Campaniço/Nicolas Armindo que ocupam o terceiro lugar do Campeonato e que chegam a Portimão em máxima força.
O piloto português já conhece o circuito português pelo que lhe poderá conferir alguma vantagem face aos seus adversários. Campaniço/Armindo já subiram por três vezes esta época aos lugares do pódio e seria certamente muito gratificante consegui-lo uma vez mais em Portugal.
As hostilidades só começam no Sábado dia 12 de Setembro com as sessões de treinos livres e qualificação. No Domingo terão lugar as duas corridas.
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sábado, setembro 5

Rali de Loulé 2007 - 2 parte

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quinta-feira, setembro 3

Rali de Loulé 2007 - 1 parte

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quarta-feira, setembro 2

Motor Show de Beja

Decorreu no passado fim-de-semana o Motor Show de Beja, evento que contou com o apoio da autarquia local, e que contou com uma prova reservada a concorrentes com viaturas de rali. Não querendo perder a oportunidade de disputar um evento “em casa”, António Lampreia, Pedro Charneca e João Luis Palma tiveram a rivalidade de Ricardo Teodósio e José Neves, entre outros. Os primeiros trouxeram as viaturas com que disputam os regionais, mas também tiraram o pó do Fiat Ritmo Abarth e do Escort MK II. Já Teodósio participou com um Mazda MX-5, enquanto que Neves voltou a deixar “marcas” no EVO 4.
A reportagem fotográfica do blog Aldeagar permite ver alguns dos melhores momentos.
GALERIA FOTOGRÁFICA

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