Mostrar mensagens com a etiqueta Algarve. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Algarve. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, novembro 30

Autódromo do Algarve em atividade máxima

Mais um ano que chega ao fim e o Autódromo Internacional do Algarve continua a ser o palco escolhido para a realização dos mais prestigiados eventos e apresentações. Desta vez, foi a conceituada equipa JRM Racing (Nismo) que constrói e comercializa o espetacular Nissan GT-R GT3 para toda a Europa, Médio Oriente e Rússia que escolheu o AIA para, de 25 a 28 de Novembro, apresentar o seu novo modelo de competição para equipas, engenheiros, pilotos e jornalistas de todo o mundo.

Nos dias 29 e 30 de Novembro um Track Day de Motos organizado pela Racing School traz até ao AIA o Campeão do Mundo de Supersport, Kenan Sofuoglu e Fabien Foret para testarem as máquinas da Kawasaki India Team com vista à preparação da época de 2013, que irá, pelo sexto ano consecutivo passar por Portimão, desta feita no mês de Junho.

E a 1 de Dezembro, terá lugar a grande Final Mundial do Rotax Max Challenge, no Kartódromo Internacional do Algarve, que reúne cerca de 300 pilotos. E para que este dia seja repleto de emoção, o AIA abre as suas portas para mais um Open Day das 16h às 17h. Uma boa oportunidade para vir conhecer bem de perto o Circuito de Portimão com o seu próprio carro. Sessões de 10 minutos com passagem pela reta da meta. Mas como a segurança está sempre acima de toda a diversão, a utilização de capacete é obrigatória. Depois das 17h a 2ndSkin.eu vai desenvolver atividades de Arranques e Drift na reta da meta e Paddock.

Os eventos sucedem-se naquele que é referenciado por pilotos e equipas como o melhor e mais bonito circuito da Europa.

Texto e Fotos: Press Release Make News
publicado em PTRadical

Leia Mais

sexta-feira, outubro 26

Galeria de Fotos Algarve Classic Festival

Como é hábito, o parceiro J Manuel Andrade (Osores) disponibiliza um conjunto de imagens, desta feita do Algarve Classic Festival, que decorreu no fim-de-semana passado no Autódromo Internacional do Algarve.

GALERIA 1

GALERIA 2

Mais informações em Fanáticos do Rali

Leia Mais

terça-feira, outubro 23

Algarve Classic Festival encerra debaixo de chuva

A chuva foi a principal protagonista das nove corridas disputadas no Algarve Classic Festival no Autódromo Internacional do Algarve.


E apesar das condições adversas ninguém temeu a entrada em pista para a realização, muito provavelmente, do melhor Festival de Clássicos realizado no AIA.

Mais de 300 pilotos e cerca de 180 carros abrilhantaram um fim-de-semana com 14 corridas distribuídas por nove categorias distintas: JD Classic Challenge, U2TC, Stirling Moss Trophy, GT & Sport Car Cup, Pre-War Sport Cars, Formula Junior, 1000km, IGD (Iberian Gentlemen Drivers) - Portimão Race e o Campeonato Nacional de Clássicos 1300. Pode-se ver em ação carros que fizeram a história do automobilismo mundial e continuam em pista a dar espetáculo como o Lola T70, Ferrari 512, Chevron B8 e B16, BMW 2002, Ford Escort MK2, Alfa Romeo GTAm, Porsche 911, Shelby 350, Ferrari Daytona, Ford GT40, o Pantera, Datsun 240Z Série 1 e muitos, muitos outros.

Para além da competição em pista que deixa todos os apaixonados dos carros clássicos extasiados houve ainda tempo para uma exposição e desfile de clássicos assim como para uma exposição de pintura de D"Assis Cordeiro que trouxe até ao AIA as suas melhores telas de carros históricos.

Mais uma vez o Algarve Classic Festival marcou pela diversidade num evento que continua a ser um dos melhores senão o melhor da Península Ibérica. Para o ano a história certamente que se irá repetir.

publicado em Supermotores

Leia Mais

quarta-feira, outubro 17

Algarve Classic Festival este fim de semana no Autódromo do Algarve

Na próxima sexta-feira, dia 19 de outubro arranca no AIA, o Algarve Classic Festival. Um evento que reúne alguns dos mais espetaculares carros de competição de outros tempos, trazendo para a pista as emoções das corridas que fizeram a história do automobilismo mundial.

Nove categorias num total de 14 corridas preencherão um animado fim de semana. Os bilhetes encontram-se à venda no site e loja do Autódromo do Algarve, com preços a partir de 10€.

JD Classic Challenge, U2TC, Stirling Moss Trophy, GT e Sport Car Cup, Pre-War Sport Cars, Formula Junior, 1000km, IGD (Iberian Gentlemen Drivers) - Portimão Race e o Campeonato Nacional de Clássicos 1300 são as classes que participarão com veículos tão variados como: Lola T70, Ferrari 512, Chevron B8 e B16, além de BMW 2002, Ford Escort MK2, Alfa Romeo GTAm, Porsche 911, Shelby 350, Ferrari Daytona, Ford GT40, o Pantera, Datsun 240Z Série 1, com uma classe especial para os carros de turismo V8 pré-1963.

Para além da competição propriamente dita estarão ainda disponíveis outras atrações como por exemplo a Exposição e Desfile de Viaturas Clássicas: Para aqueles que têm em casa um carro histórico, terão aqui a oportunidade de o mostrar ao público durante os três dias do evento expondo o mesmo na Exposição de Carros Clássicos e ainda participar no Desfile de Carros Clássicos, previsto para Domingo, 21 de Outubro. Para participar basta ter bilhete paddock ou Golden Pass, a máquina ter mais de 25 anos, estar em bom estado de conservação e, claro, terá de circular autonomamente. A inscrição deverá ser feita antecipadamente na loja do AIA.

Na boxe da Racing School (0A) estará patente uma exposição de pintura: Recordar em tela os melhores carros do mundo é o objetivo desta exposição que tem como pintor d'Assis Cordeiro. A entrada é gratuita. Caso as condições climatéricas o permitam no domingo, dia 21, haverá acrobacias aéreas sobre o circuito.

publicado em Autosport

Leia Mais

terça-feira, outubro 9

Algarve Classic Festival: Aposta na "endurance"

O Autódromo Internacional do Algarve vai receber mais um grande evento desportivo, o Algarve Classic Festival de 19 a 21 de Outubro.

Um festival que celebrará as grandes corridas de endurance da época em que os poderosos protótipos lutavam pelas vitórias. O AIA apresenta assim várias corridas de 2 horas que vão colocar à prova a garra de todos os pilotos e as suas máquinas.

Vão estar em pista 9 categorias num total de 14 corridas: JD Classic Challenge, U2TC, Sirtling Moss Trophy, GT e Sport Car Cup, Pre-War Sport Cars, Formula Junior, 1.000Km, IGD (Iberian Gentlemen Drivers) – Portimão Race e o Campeonato Nacional de Clássicos 1300.

Os 1000km é um Campeonato de Endurance que visita algum dos mais prestigiados circuitos da Europa tais como Donington no Reino Unido, Dijon em França ou Monza em Itália.

Irão marcar presença no conceituado circuito de Portimão carros tão variados como Lola T70, Ferrari 512, Chevron B8 e B16, além de BMW 2002, Ford Escort MK2, Alfa Romeo GTAM, Porsche 911, Shelby 350, Ferrari Daytona, Ford GT40, o Pantera, Datsun 240Z Série 1, com uma classe especial para os carros de turismo V8 pré-1963.

Este é o quarto ano que se realiza este grande festival, agora denominado Algarve Classic Festival, o maior e mais importante evento de carros históricos em Portugal.

publicado em Sportmotores

Leia Mais

domingo, setembro 23

Vitórias de Sykes e Laverty em Portimão

Foi dramática a prova portuguesa do Campeonato do Mundo de Superbikes, em Portimão. Tom Sykes (Kawasaki) e Eugene Laverty (Aprilia) dividiram as vitórias mas a queda e lesão de Marco Melandri na primeira corrida, e a desistência de Sykes na segunda deixam Max Biaggi muito próximo de novo título mundial.

Sykes começou por obter uma vitória impressionante na manga inaugural, para a qual já tinha garantido a oitava Superpole da época. Numa corrida disputada em condições difíceis e que foi inclusive interrompida, o grande destaque foi a queda e lesão de Melandri, que se afigurava como o principal adversário de Biaggi na luta pelo título. O italiano da BMW terá sofrido uma lesão nos rins e não alinhou na segunda manga, enquanto a vitória de Sykes o deixava a 14,5 pontos de Biaggi (apenas 4º).

Só que os deuses estiveram com o veterano piloto de Roma. Logo à terceira volta da corrida final, a Kawasaki de Sykes teve problemas de motor e obrigou o britânico a um inglório abandono. Biaggi controlou a partir daí a sua corrida e foi terceiro, apesar de um susto na parte final quando foi tocado pelo seu antigo companheiro de equipa Leon Camier. Só que foi o atual companheiro de Biaggi a triunfar, o nosso 'velho' conhecido Eugene Laverty', que fez uma corrida irrepreensível num circuito que domina como poucos. Nem um ataque final de Jonathan Rea, regressado às Superbikes depois da estreia no MotoGP, fez o irlandês perder o seu primeiro triunfo do ano. Com estes resultado, Biaggi vai para a última prova da época, em Magny-Cours, com uma vantagem de 30,5 pontos sobre Sykes e 38,5 sobre Melandri.

Corrida 1: 1º Tom Sykes (Kawasaki Racing Team), 31m42,011s; 2º Carlos Checa (Althea Racing Ducati), a 0,300s; 3º Sylvain Guintoli (PATA Racing Team), a 2,732s; 4º Max Biaggi (Aprilia Racing Team), a 11,564s; 5º Brett McCormick (Team Effenbert Liberty Racing), a 11,771s.

Corrida 2: 1º Eugene Laverty (Aprilia Racing Team), 38m35,105s; 2º Jonathan Rea (Honda World Superbike Team), a 0,162s; 3º Max Biaggi (Aprilia Racing Team), a 3,766s; 4º Sylvain Guintoli (PATA Racing Team Ducati), a 10,440s; 5º Carlos Checa (Althea Racing Ducati), a 20,153s.

Portugueses fora do top 10

Os dois pilotos portugueses presentes nesta ronda de Portimão estiveram discretos nas respetivas categorias. Miguel Praia, que regressou ao Mundial com uma Honda da Ten Kate depois de ter alinhado este ano no campeonato espanhol, foi 12º na qualificação mas perdeu ritmo na corrida e terminou apenas no 17º lugar. A prova das Supersport foi ganha pelo francês Jules Cluzel (Honda), antigo piloto do Mundial de Moto2, enquanto Kenan Sofuoglu celebrou novo título nas 600cc.

Já Tiago Dias esteve limitado por uma recente lesão, sofrida precisamente quando treinava em Portimão, tendo sido 17º na qualificação da Taça FIM de Superstock 1000. Já na corrida, o jovem piloto da Kawasaki recuperou lugares como é seu hábito e terminou em 14º, numa ronda ganha pelo australiano Bryan Staring, também numa Kawasaki ZX-10R.

publicado em Autosport

Leia Mais

sábado, setembro 22

SBK: Tom Sykes na pole em Portimão

As sessões de qualificação da jornada de Portimão do Campeonato do Mundo de Superbike e Supersport tiveram lugar esta tarde debaixo de temperaturas bastante elevadas que não impediram Tom Sykes (Kawasaki) de alcançar a "pole" como também de registar a melhor volta de sempre de uma Superbike no Autódromo Internacional do Algarve com a marca de 1.41.415.


A melhor volta pertencia a Jonathan Rea com 1.41.712 conseguida em 2011.

Tom Sykes superiorizou-se a Carlos Checa (Ducati) na segunda posição com 1.41.780 e Eugene Laverty (Aprilia) na terceira com 1.41.789. Os líderes do Campeonato, Max Biaggi (Aprilia) foi quinto e Marco Melandri (BMW) quarto. Resultados que permitem antever uma corrida altamente disputada. Não podemos esquecer que esta é a penúltima jornada da temporada e que a luta pelo título está ao rubro.

Nas Supersport, Broc Parkes (Honda) companheiro de equipa de Miguel Praia na Ten Kate Honda foi o mais veloz com 1.45.408 seguido de Fabiel Foret (Kawasaki) e J. Cluzel (Honda). Miguel Praia (Honda) vai largar da 12ª posição da grelha e espera conseguir chegar a um lugar no top 5. Uma tarefa que o mesmo considera difícil mas possível.

Nas Superstock 1000, S. Barrier (BMW) assegurou a pole com a marca de 1.45.487. Tiago Dias (Kawasaki), em representação das cores nacionais foi 17º. Nas Superstock 600 foi o holandês M. VD Mark o mais rápido com 1.48.048.

Amanhã, disputam-se todas as corridas com um sem número de outras atracões para animar todos os presentes, como acrobacias aéreas, etc. A competição propriamente dita tem início a partir das 8.30h. Quem não conseguir deslocar-se a Portimão pode assistir às transmissões no Eurosport e RTP2

Autor: Ricardo Batista - Supermotores

Leia Mais

quarta-feira, setembro 19

Mundial de Superbike é no fim de semana no Algarve

O Autódromo Internacional do Algarve recebe este fim de semana o Campeonato do Mundo de Superbikes. Depois da última ronda em Nurburgring a corrida em Portimão vai ser decisiva na luta pelos títulos. Max Biaggi (Aprilia) lidera nas Superbike e Kenan Sofuoglu (Kawasaki) nas Supersport.

Um fim de semana de muitas corridas com especial destaque para a participação de Miguel Praia que vai entrar em pista com uma Honda CBR 600 RR num circuito que tão bem conhece e onde vai querer ser bem sucedido.

Max Biaggi venceu o Campeonato em 2010 e ambiciona repetir o feito esta época, mas não é o único. O piloto italiano tem quase dez pontos de vantagem sobre Marco Melandri (BMW), uma vantagem pouco significativa se tivermos em conta que até ao final do Campeonato estão 100 pontos em jogo. Assim, torna-se se primordial importância os resultados a conseguir nas duas corridas no circuito algarvio. Certamente que Biaggi e Melandri são os dois grandes candidatos ao cetro porém Carlos Checa (Ducati), atual campeão em título e terceiro classificado, ainda pode matematicamente ser bem sucedido.

Nas Supersport, Kenan Sofuoglu (Kawasaki) pode já cantar vitória no Algarve. O piloto turco tem 38 pontos de vantagem (198) para o segundo classificado, Jalez Cluzel (Honda) com 160. Fabien Foret (Kawasaki) é terceiro com 144 seguido bem de perto de Sam Lowes (Honda) com 141. Miguel Praia, que regressou ao mundial de Supersport no passado fim de semana aposta todos os seus créditos nesta prova. O piloto algarvio que competiu por seis temporadas neste Campeonato alcançou em Portimão como melhor resultado um oitavo lugar e pese embora esteja afastado da competição há largos meses está confiante que conseguirá melhorar essa marca.

Para além do Mundial de Superbike e Supersport entram ainda em pista os pilotos das Superstcok 1000 e 600 e ainda os pilotos do Campeonato Português de Superbike e Supersport. Oito corridas no total estão previstas para Domingo. Os bilhetes encontram-se à venda no site ou na loja do Autódromo do Algarve.

Publicado em Autosport

Leia Mais

terça-feira, julho 17

Parkalgar e FGS & E adiam a jornada do Superstars Series para 2013

Depois do sucesso dos últimos três eventos do Superstars Series realizados no Autódromo Internacional do Algarve em 2009, 2010 e 2011, a Parkalgar e a FGS e E optaram por adiar o evento deste ano. Esta decisão resulta da atual situação económica internacional que não permite que ambas as partes consigam criar as melhores condições para a realização da prova em 2012 e como tal, o adiamento para 2013

O Superstars Series em 2012 voltou a ser bem sucedido não só com um aumento do número de carros na grelha, com máquinas de topo a integrarem a competição mas também com um novo grupo de pilotos de topo que serão certamente as maiores atracões para Setembro de 2013 quando o Campeonato regressar a Portimão.

O Autódromo Internacional do Algarve, desde a sua abertura há 3 anos já recebeu mais de 25 provas de âmbito internacional e no corrente ano já foi palco do GT Open, F2, F3, WTCC, FIA GT1 e FIA GT3 assim como o Iberian Supercars Trophy e Campeonato Nacional de Velocidade e receberá até ao final do ano mais cinco eventos internacionais.

publicado em AIA

Leia Mais

segunda-feira, abril 2

Algarve Historic Festival: Está para ficar

O maior Festival de Clássicos da Península Ibérica tem, desde 2009, sido presença assídua no Autódromo Internacional do Algarve e em 2012 não será excepção. De 18 a 21 de Outubro, o agora Algarve Classic Festival está de regresso para mais um magnífico evento que certamente ficará na memória de todos.


O Algarve Classic Festival de 2012 irá trazer para o magnifico circuito de Portimão várias corridas como o Troféu Stirling Moss para veículos pré-'61, o Motor Racing Legends Pre-War Sports Car Series, o JD Desafio Classics para carros de turismo de 1966-85, o U2TC para GTs de 2-litros, os '1000km ' pré-'72, GT e Sports Car Cup pre-’66 GTs e pre-’63 sportscars entre outras classes ainda a anunciar.

Para Paulo Pinheiro, Administrador do Autódromo Internacional do Algarve este evento tornou-se uma referência no nosso circuito: "Alguns pilotos e organizadores estavam preocupados com a eventualidade deste evento deixar de se realizar anualmente, mas este não é o caso. Confirmamos que o Algarve Classic Festival é um compromisso fixo para 2012, e será um evento de cariz anual a partir de agora. Temos muito orgulho neste evento. O Algarve Classic Festival está preparado para não ficar por aqui mas para continuar a crescer."

Duncan Wiltshire da Motor Racing Legends, que será responsável por três corridas em Outubro, comenta: "Quando cheguei aqui em 2009, não tínhamos certeza do que os nossos pilotos achariam do circuito, uma vez que o mesmo tem subidas e descidas de cerca de 32 metros o que representa um desafio tecnicamente complicado para os pilotos. Alguns concorrentes adaptaram-se de imediato, enquanto outras ficaram naturalmente apreensivos. Mas no final desse primeiro fim-de-semana só ouvimos elogios. O Algarve passou a ser um dos eventos preferidos dos nossos pilotos".

Por seu lado, Carol Spagg do Historic Motor Racing News e, que dirige o U2TC e os '1000km ', está radiante por o evento anual ter sido relançado como um festival ainda maior e melhor: "Havia rumores sobre o futuro deste evento, mas como já tinha constatado em anos anteriores o optimismo, empenhamento e profissionalismo de toda a equipa por detrás da realização deste evento, incluindo Paulo Pinheiro e todo o seu staff, estou certa de que teremos um leque de corridas muito bom e seremos muito bem recebidos em Portimão. Os pilotos adoram o circuito e já temos mais inscritos para este ano do que em anos anteriores"

publicado em Sportmotores

Leia Mais

sexta-feira, março 16

GP2: Autódromo do Algarve atira culpas para o Estado

A administração do Autódromo Internacional do Algarve culpou, através da sua assessoria de imprensa, o Estado português pela situação de incumprimento em que se encontra. De acordo com a edição do Correio da Manhã de ontem, o patrão da Fórmula 1 Bernie Ecclestone terá interposto uma acção de arresto dos bens da Parkalgar, a empresa que gere os direitos do Autódromo Internacional do Algarve, situado em Portimão, por dívidas superiores a 3,2 milhões de euros relativas à realização da prova da GP2 Main Series em 2009.

Sobre a dívida à Formula One Management (FOM), o AIA respondeu ontem à tarde ao jornal Observatório do Algarve e ao Diário de Notícias através da sua assessoria de imprensa: "Há um processo a correr em tribunal. Em causa está o incumprimento de pagamentos relativos à prova de GP2 Series que teve como palco, em Setembro de 2009, o Autódromo Internacional do Algarve [inaugurado em 2008]. O Autódromo tinha acordado o recebimento de verbas por parte do Estado português, mas não as recebeu e acabou por incorrer numa situação de incumprimento".

Recorde-se que uma auditoria do Instituto do Desporto de Portugal (IDT) às contas de 2008 e 2009 da Parkalgar, concluída em Junho de 2011, concluía pela restituição de cerca de 902 mil euros, por a empresa ter apresentado faturas “não elegíveis” relativamente às verbas concedidas pelo IDT para a organização de cinco provas desportivas.

A situação financeira da empresa não é seguramente a melhor e os promotores de eventos no local, segundo o Correio da Manhã, queixam-se até da falta de água nas instalações, que foram inauguradas em 2008 e custaram quase 200 milhões de euros. Contudo, também não é novidade a dificuldade do Estado português em pagar a tempo os apoios prometidos, sendo o melhor exemplo o "braço de ferro" entre o Automóvel Clube de Portugal (ACP) e o Instituto do Desporto de Portugal (IDP), devido aos atrasos nas verbas acertadas para a realização do Rally de Portugal.

Polémicas à parte, o AIA continua a ser um destino preferencial para as várias equipas europeias de velocidade testarem durante o Inverno, mas não só. Nos dias 23 e 24 de Março, o AIA abre as portas aos mais de 40 carros que integram o campeonato brasileiro Porsche GT3 Cup Challenge. Só este ano, serão cerca de uma dezena de eventos de grande prestígio internacional estão na agenda do circuito. O regresso do Le Mans Series europeu e do FIA WTCC, o regresso do mundial de GT, o Campeonato do Mundo de Superbike desta feita em Setembro, numa altura em que se decidem os Campeões do Ano, entre muitas outras provas que vão fazer do AIA destino obrigatório para um sem número de fãs do automobilismo.

publicado em Sportmotores

Leia Mais

terça-feira, março 6

WTCC: Jornada portuguesa regressa ao Algarve

A ronda portuguesa do WTCC de 2012 irá disputar-se no Autódromo Internacional do Algarve, sendo assim o regresso do campeonato à pista algarvia.


O calendário do Campeonato de Portugal de Circuitos e Iberian GT's foi hoje actualizado pela FPAK, sendo colocada a prova da Taça de Portugal de Circuitos a 1 e 3 de Junho incluída no programa do WTCC no Algarve. Além de definição do local da prova, a data é também antecipada em um dia relativamente à que estava originalmente atribuída a Portugal

O promotor do WTCC tentou que a jornada portuguesa se disputasse na Boavista em 2012, tendo para isso proposto condições muito vantajosas à autarquia local. No entanto, Rui Rio manteve-se fiel aos planos iniciais de manter o Circuito da Boavista como bienal.

Aos homens do WTCC só restou sujeitar-se ao Algarve ou Estoril. Acabou por ser o Algarve o contemplado, apesar dos homens do WTCC não terem especial simpatia pela pista de Portimão devido à crónica falta de espectadores.

publicado em Sportmotores

Leia Mais

quarta-feira, fevereiro 15

AIA tem sido palco de testes internacionais

Depois do habitual interregno das competições automóveis e de mais de dois meses de ocupação com a apresentação mundial do novo BMW Série 3, o Autódromo Internacional do Algarve volta a ouvir o ronco dos carros de competição. No passado dia 12 e 13 de Fevereiro estiveram em pista equipas de F2, a Formula Two e de F3, a Autosport SL para preparar o início da temporada 2012.


Mas, com a aproximação do início dos Campeonatos, o AIA começa a ser cada vez mais palco dos grandes testes e eventos desportivos: nos dias 16 e 17 de Fevereiro recebe o Winter Series GT, um evento que com contará com carros de Grande Turismo e de F3 e terá a chancela da GT Sport entidade organizadora do International GT Open.

Nos dias 20 e 21 de Fevereiro é a vez do Iberian Supercars entrar em pista para o primeiro teste oficial da temporada e que marcará o início da temporada. Inscritos no Campeonato e provavelmente em pista neste teste estarão os actuais Campeões, José Pedro Fontes e Miguel Barbosa no Mercedes SLS, César Campaniço/Carlos Vieira no Audi R8 LMS, a Goodsense Racing Team com as duplas Patrick Cunha/José Carlos Ramos e Jorge Queirós/Pedro Lopes aos comandos de Lamborghini Gallardo, Carlos Alonso e Nuno Batista no Ginetta G50 e a equipa mista com Ângela Negrão e Joffrey Didier num Lotus Evora, entre muitos outros.

publicado em Sportmotores

Leia Mais

domingo, janeiro 22

Estreia mundial do Audi Quattro - Algarve 1980

O final da edição semanal da revista Autosport, levou à escolha dos momentos mais marcantes da publicação de desporto motorizado nacional. Inevitavelmente, a estreia do Audi Quattro no Rali do Algarve de 1980 mereceu destaque.



Antes do mais o melhor é recordar a crónica da prova de 1980
RALLY URBIBEL ALGARVE, por José Correia, publicada no fórum Ralis a Sul:


Em 1980 o Rali do Algarve foi disputado em 3 etapas, como era hábito, tendo uma extensão total de 1427 kms de percurso, com 30 Provas Especiais de Classificação, que totalizavam cerca de 487 kms. A prova teve a designação de Rallye Urbibel Algarve, pois a empresa imobiliária Urbibel era o principal patrocinador da prova.
Estavam inscritas 98 equipas, partiram 73 e acabaram 36.
À partida para a prova algarvia, o título europeu de ralis estava em disputa entre o espanhol António Zanini e o francês Bernard Beguin, dois pilotos que tripularam durante toda a época dois Porsche 911 SC, o do Espanhol preparado pelos irmãos Almeras e o do Francês por Meznarie. E ainda antes da partida dá-se o primeiro golpe de teatro, que se veio a revelar decisivo na atribuição do título.
É que António Zanini abdica da participação com o Porsche 911 e passa para o volante do Ford Escort RS 1800 do Team Diabolique, carro habitualmente tripulado pelo José Gonçalves. Por considerar que o Porsche seria um carro demasiado frágil para a dureza dos pisos de terra algarvios, Zanini preferiu não arriscar e jogar pelo seguro, através da fiabilidade e resistência comprovada dos Escorts da Diabolique. Como os regulamentos ( julgo que ainda hoje é assim ) só permitiam a mudança de um dos elementos da equipa, foi o Dr.Miguel de Oliveira ( dono da Diabolique ) que se sentou no lado direito, ficando o habitual navegador de Zanini, Jordi Sabater a seguir a prova como espectador.
No Nacional, o título estava ao alcance de 3 pilotos, Mário Silva ( sim, esse que ainda hoje corre na velocidade e nos clássicos ), que tripulava um Escort RS 1800 de Grupo 4, Carlos Torres ( piloto já falecido e que foi outro dos nomes grandes dos Ralis nacionais das décadas de 70 e 80 ), em carro idêntico e Santinho Mendes, sempre fiel aos Datsun, nesta altura tripulava um 160 J de Grupo 2. Santinho era o piloto em piores condições para conquistar o título, dada a desvantagem pontual que tinha para os outros dois pilotos.
Como se fosse a cereja em cima do bolo, este Rali teve ainda como mestre de cerimónias Hannu Mikkola e o seu navegador Arne Hertz, ao volante do Audi Quattro, que por não estar ainda homologado, participou na prova como carro 0, partindo 15 minutos antes dos concorrentes.
E vamos então começar pelo carro 0. Na época causou sensação o aparato de assistência e um certo “ secretismo “ que a Audi Sport fez questão que acontecesse. O director desportivo era Walter Treser, ainda hoje um conceituado preparador de Audis, e a marca de pneus que equipava o Audi Quattro era a Kléber.
A superioridade do Audi foi tal que, após as 30 PEC, tinha uma vantagem de mais de 29 minutos sobre o vencedor da prova!
Das 30 classificativas, o Audi foi o carro mais rápido em 25 delas e não registou problemas de maior, dado que cumpriu sempre o percurso e o horário do Rali, o que equivale a dizer que, caso estivesse em prova, tinha sido o claro vencedor.

Mas vamos passar à parte competitiva do Rali, não sem antes dizer aos nossos amigos madeirenses que também visitam este Fórum que as duplas Madeirenses Emanuel Pereira / António Castro ( Escort RS de Grupo 1 ), António Rodrigues / Capelo ( Datsun 1600 SSS ) e o Vice Rei do Machico Abel Spínola / M. Câmara ( Honda Civic ) foram 3 dos 23 que estavam inscritos e não compareceram às verificações técnicas.
Na primeira etapa, que entre as 5 classificativas percorridas duas vezes cada, tinha como principal palco duas passagens pelo mítico Santa Catarina, serviu para Beguin mostrar que afinal o Porsche não só era resistente como rápido nos pisos de terra, e convém recordar que esta era a primeira época do piloto francês em ralis de terra, tendo apenas disputado dois até ao Algarve… Beguin dominou claramente Zanini, vencendo 9 dos 10 troços e chegando ao final da 1ª etapa com uma vantagem de 2 minutos e 27 segundos sobre o espanhol.
No que diz respeito aos portugueses, Mário Silva era 3º a 7.53, Santinho Mendes era 4º a 10.54 e em 5º aparecia o melhor algarvio, José Inverno Amaral, que com o Escort RS 2000 do Team Fundador estavam já a 15.31.
Entre as incidências desta 1ª etapa, destaque para a desistência do piloto do Mónaco " Ray ", que capotou o seu Escort RS 1800, o atraso de Carlos Torres, que com problemas eléctricos perdeu cerca de 25 minutos, que o arredavam da luta pelo título nacional e a constante perda de tempo devida ao pó que Inverno sofreu, por partir atrás do Vauxhall Chevette de Rui Lages ( sim, também é esse mesmo que estão a pensar, que agora é autarca em Braga ).
Entre os algarvios, a desistência da dupla Carlos Fontaínhas / Rogério Seromenho devido a um semi eixo partido e os inúmeros problemas de caixa de velocidades do Pedro Cabeçadas, que nesta prova era acompanhado pelo António Pereira.
Na segunda etapa, mais 10 troços, 5 repetidos duas vezes, que foram integralmente dominados pelo Bernard Beguin, que os venceu TODOS! Parecia pois que o francês se encaminhava para uma vitória na prova. Esta segunda etapa incluía o famoso Salir, com 22.6 kms.
Entre os nacionais, a reviravolta aconteceu, pois Mário Silva capotou o seu Escort, perdendo mais de 4 minutos e passando para trás de Santinho, já que o carro ficou algo maltratado no acidente.
Inverno Amaral continuava a manter a sua 5ª posição, mas ganhava um avanço mais substancial para o seu mais directo adversário, Francisco Romaozinho, que tripulava o Citroen Visa que viria a ser anos mais tarde e mais evoluído, o carro do Inverno Amaral… Começava também a subir na classificação outra dupla algarvio, o Dr. Orlando Reis, navegado pelo José Manuel Conde ( na actualidade relações com os concorrentes do CRRS ). Esta equipa, com um Ford Escort RS 2000 de grupo 1, daqueles com a frente inclinada de quatro faróis e tudo, chegaram a comandar o Grupo 1 durante esta etapa.
Mas chegamos à 3ª etapa ainda com tudo em aberto, tanto no Europeu como no Nacional. E esta etapa tinha mais 10 troços, incluindo duas passagens pelo troço de Monchique, com 50,1 kms de extensão, que normalmente deixava marcas na caravana., ainda por cima porque o troço seguinte era Aljezur, com mais 26 kms…
A 1ª passagem por Monchique seria marcada pela vitória no troço de Santinho, notável para quem tripulava um carro de Grupo 2, claramente menos potente que os seus adversários, mas Beguin continuava imperturbável a ganhar segundos a Zanini.
O Dr. Orlando Reis perde a liderança do grupo 1 por ter furado duas vezes, fazendo mais de 12 kms em cima da jante.
Em Aljezur acabava a boa prova de Inverno Amaral, que capotou o Escort e foi obrigado a desistir, pois o FS-51-40 ficou completamente destruído, tendo mesmo sido interrompido o troço para averiguar o estado do piloto e do navegador Joaquim Neto.
As segundas passagens por Monchique e Aljezur não trazem nada de novo, mas é no 28º que tudo fica decidido em relação ao Europeu. Béguin desiste com a correia do alternador partida e daí até ao final a prova foi um passeio para Zanini, que assim recebeu de bandeja a vitória no Rali e no Campeonato Europeu.
Quanto ao Nacional, o ataque de Santinho Mendes também veio a dar frutos, garantindo o Título Nacional de 1980.
Com a desistência de Inverno, o Orlando Reis passou a ser o melhor piloto algarvio e segundo classificado no grupo 1.

A classificação final do Rali ficou assim ordenada:
1º António Zanini / Miguel de Oliveira - Ford Escort RS 1800- 7h02m54s
2º Santinho Mendes / Filipe Lopes- Datsun 160 J- a 7m35s
3º Mário Silva / Pedro de Almeida- Ford Escort RS 1800 - a 13m40s
4º Francisco Romãozinho / Luís Alegria- Citroen Visa Super X- a 20m06s
5º Holger Helle / Ole Hansen - Opel Ascona 2000- a 32m06s
6º Werner Schweizer / Dartsch- Opel Kadett GTE- a 37m04s
7º Jorge Parente / Alfredo Lavrador- Ford Escort RS 2000- a39m49s
8º Orlando Reis / José Manuel Conde- Ford Escort RS 2000- a43m29s
9º Fernando Simões / Campos- Opel kadett GTE- a53m54s
10º Rui Lages / Abel Santos- Vauxhall Chevette 2300 HS- a1h01m58s
19º Pedro Cabeçadas / António Pereira- Ford Escort RS 2000 - a1h30m14s
25º José Moreno / Luís Calafate- Datsun 1200- a2h06m57s
33º Carlos Simões / Jorge Cirne - Citroen Dyane 6- a2h59m15s
35º Alberto Urbano / Ramirez- Datsun 1200 GX- a3h26m50s

CRONICAS E FOTOS DA PROVA

REPORTAGEM AUTOSPORT - JANEIRO 2012 (errata_ 29 minutos e não segundos !!!)


Festival de Goodwood 2008:

Leia Mais

quarta-feira, janeiro 11

Uma visão brasileira sobre o Autódromo do Algarve

Colocado através do Facebook pelo Paulo Alexandre Teixeira, mentor do Continental Circus, não passei a oportunidade de partilhar a descrição do Autódromo Internacional do Algarve feita por Leandro Verde no site Bandeira Verde.


"Eu achava que vocês só gostavam de velharia. É assim mesmo: as músicas kitsch dos anos 80 são inegavelmente melhores do que as do Restart, os carros antigos não eram feitos de plástico, as crianças de outrora eram mais bem educadas e o Faustão era mais engraçado na época do Perdidos na Noite. No automobilismo, a nostalgia é ainda mais forte: a Fórmula 1 antiga, por exemplo, era muito mais legal, é claro. Boa parte das corridas era tão chatas quanto um GP contemporâneo em Abu Dhabi, algumas pistas eram terríveis, havia tantas ordens de equipe como hoje e, de quebra, um e outro morriam eventualmente. Mas era mais legal e ponto, esta é a frase de ordem.

Felizmente, este tipo de raciocínio não é levado a cabo aqui. Embora as pistas antigas tenham aparecido com força nas escolhas dos leitores, aquilo que é bom e moderno não foi deixado de lado. O Calendário do Verde 2011, ignorando solenemente formalidades temporais, debuta em Portugal, terra das mulheres bigodudas e da Galp. Hoje, falo do melhor circuito situado naquele fiapo de território às margens do Oceano Atlântico. Não é ao superestimado Estoril que me refiro, é claro. Com vocês, o Autódromo Internacional do Algarve.

Fundado no final de 2008, Algarve é praticamente um bebê entre os autódromos europeus dos grandes campeonatos. Mesmo assim, os lusos já se deram ao luxo de sediar nove dias de testes da Fórmula 1 entre 2008 e 2009, além de corridas da GP2, da A1GP, da World Series by Renault, da Fórmula 2, da Superleague Formula, da Fórmula 3 britânica e da Fórmula Renault europeia. Hoje em dia, o circuito recebe principalmente corridas do FIA GT, da Fórmula 3 espanhola e da Superbike. Não é o mais movimentado dos palcos, mas está muito longe da marginalidade.

Falemos de Algarve, ora pois. Você não sabe disso, eu não sabia disso, ninguém nunca soube, mas a nome “Algarve” é de origem árabe: Al-Gharb, que significa “ocidental”. Na verdade, o nome completo da região era Al-Gharb Al-Ândalus, ou Andaluzia Ocidental para os mortais. Trata-se de um pedaço de terra localizado na região mais ao sul de Portugal. A região foi tomada pelos árabes entre os séculos VIII e XIII. Durante este período, ela passou por grandes desenvolvimentos econômicos, culturais e tecnológicos. Até hoje, a influência árabe é bastante sentida em Algarve, como pôde ser percebido na gastronomia local, que parece mesclar a culinária ibérica com a do Oriente Médio.

O mundo da velocidade, e isso inclui fãs desavisados como eu, só veio a tomar conhecimento do bucólico Algarve em dezembro de 2007. O engenheiro Paulo Pinheiro, dono da promotora Parkalgar, anunciou que estava criando um complexo automobilístico que reuniria um autódromo de alto padrão, um kartódromo, um parque tecnológico, um polo turístico que incluiria um hotel cinco estrelas e um polo para outros esportes. A brincadeira, de nome Algarve Motor Park, envolveria custos da monta de 195 milhões de euros, algo em torno dos 249 milhões de dólares. O objetivo óbvio era desenvolver as áreas esportiva e tecnológica de Algarve e gerar algo em torno de 600 empregos diretos e 1.300 indiretos. Coisa ambiciosa.

Em 9 de fevereiro de 2008, o Algarve Motor Park foi oficialmente apresentado para consumo internacional. Nesta data, o ministro da Economia Manuel Pinho, o secretário da Juventude e dos Esportes Laurentino Dias, o presidente da Câmara Municipal de Portimão Manuel da Luz e o próprio Paulo Pinheiro não só confirmaram o início da execução das obras como forneceram mais detalhes sobre o que seria o projeto. Que, apesar de tudo, era antigo.

O sonho de Paulo Pinheiro em erguer um espaço adequado para o automobilismo surgiu em junho de 2000. Naquela época, Portugal só dispunha de Estoril, cujos bons dias haviam ficado lá para trás. Ainda assim, Pinheiro teve de rolar muita pedra até poder anunciar a concretização de seu projeto: longas reuniões para resolver problemas ambientais, ampliar o terreno a ser utilizado dos 42 hectares previstos inicialmente para 308 e definir a ideia como sendo de interesse público. O engenheiro precisou de sete anos para resolver tudo isso. Durante este tempo, nada menos que dez traçados foram criados. Felizmente, foi escolhido o melhor.

Em setembro de 2007, os desenhos e os contratos passaram a ganhar contornos reais. O sítio do Encampadinho, localizado na freguesia da Mexilhoeira Grande, em plena Serra da Pereira e a menos de cinco quilômetros da cidade de Portimão, abriu espaço para a limpeza e a terraplanagem dos 308 hectares que dariam lugar ao Algarve Motor Park. Só os primeiros dias das obras contaram com 300 operários e 72 máquinas. Estes números dispararam para mais de três mil operários conforme o tempo passou.

Não sei se todas estas informações são pura propaganda dos promotores do autódromo, mas o fato é que o período de desenvolvimento realmente impressionou. Para começar, 100% da verba utilizada para a construção do Algarve Motor Park veio da iniciativa privada. Ao contrário dos monstruosos circuitos do atual calendário da Fórmula 1, que sugam intermináveis recursos públicos, Algarve conseguiu se desenvolver sem qualquer interferência financeira do Estado. Além disso, a velocidade das obras era notável. O cronograma esteve quase sempre adiantado. Nem parecia Portugal, como ouvi dizer um maledicente comentarista luso.

Aos poucos, o autódromo de Algarve começou a ganhar forma. A pista de 4,6 quilômetros de extensão teria nada menos que 64 configurações diferentes. O paddock seria o maior da Europa, tendo cerca de 82 mil m², e também haveria quinze mil lugares nas arquibancadas, com possibilidade de expansão para até 150 mil lugares. Além disso, Paulo Pinheiro e companhia já estavam correndo atrás de gente graúda para estabelecer suas sedes e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento no parque industrial do Algarve Motor Park. A Ocean Racing Technology, equipe de Tiago Monteiro na GP2, a N. Technology, equipe italiana de turismo, e a organização da A1GP estavam entre os que estabeleceriam bases em Algarve.

Já detalhei demais os detalhes do projeto, então vamos avançar a fita. Foram sete meses de obras até que o autódromo de Algarve ficasse pronto. Tão logo isso aconteceu, os burocratas da FIM apareceram para um chá com bacalhau e homologaram a pista no dia 11 de outubro de 2008. Dois dias depois, apareceram os homens da FIA, que gostaram de tudo e outorgaram a Algarve a classificação 1. Isso significava apenas que o circuito estava apto para sediar até mesmo corridas de Fórmula 1.

A inauguração do autódromo ocorreu no dia 31 de outubro de 2008, com os primeiros treinos da última rodada do Mundial de Superbike. Houve também algumas atrações menos interessantes naqueles primeiros dias de novembro, como Jaime Alguersuari fazendo algumas voltas de exibição com um Fórmula 1 da Toro Rosso e Michael Schumacher testando motos da Ducati e da Yamaha. Até o fim do ano, houve também uma etapa do GT espanhol e mais algumas corridas irrelevantes. Legais mesmo foram as confirmações das corridas de Le Mans Series e do FIA GT em 2009. Além, é claro, das sessões de testes da Fórmula 1.

Entre os dias 15 e 17 de dezembro de 2008, as modestas equipes Ferrari e McLaren se reuniram e testaram versões híbridas de seus carros. Um mês depois, cinco equipes apareceram para realizar seis dias de testes. No dia 21 de janeiro de 2009, o então novato Sébastien Buemi utilizou um velho e competente Toro Rosso ST3 para marcar a volta mais rápida da história de Algarve, a única na casa de 1m27.

A Fórmula 1 nunca esteve lá em um fim de semana de corridas, embora alguns boatos sobre uma incursão a Portugal sempre apareçam. Em compensação, a GP2 realizou a última rodada dupla do ano de 2009 por lá e deveria ter realizado também uma rodada em 2010, mas teve problemas contratuais. Outras categorias de monopostos e protótipos passaram por lá, mas Algarve anda dando mais prioridades às corridas de turismo e de Superbikes. Uma pena. Diante de tantos circuitos novos e insossos, uma adição como esta faria muito bem à Fórmula 1.

Por ser um circuito novo e por ter a classificação 1 da FIA, você pode erroneamente acreditar que Algarve é mais uma das criações malfadadas de Hermann Tilke. Errado! O criador do traçado é o próprio Pedro Pinheiro. Isto explica a ausência de características como as intermináveis áreas de escape asfaltadas, as retas longas, os cotovelos e os trechos largos e pragmaticamente pensados para ultrapassagens. E se vocês querem saber, o resultado ficou excelente.

Uma coisa que me apraz em Algarve é o fato de estarmos falando de um circuito e não de um estacionamento de shopping center em Campinas. Há caixa de brita, zebras pintadas de vermelho e branco, grama, arquibancadas e um asfalto que não é abrasivo, mas também não é uma pista de boliche. Fora isso, o traçado é aquilo que poderíamos chamar de seletivo: subidas, descidas, pontos cegos, curvas de alta, média e baixa velocidade. Não há retas extensas ou curvas de raio muito longo, mas estes trechos não se fazem necessários. Algarve é uma pista bonita mesmo sem abusar da velocidade elevada.

Apesar de Algarve possuir 64 opções de traçado, falo daquele de 4,692 quilômetros, quinze curvas e largura de catorze metros (uma exceção é a reta dos boxes, que possui dezoito metros de largura). Eu, na minha orgulhosa visão obtusa, enxerguei três colheres de Dijon, uma pitada do Kyalami moderno, duas xícaras de Istambul e um pouco de A1-Ring. Estranha a mistura, mas o resultado ficou legal. No entanto, deixo claro uma coisa: não é pista para ultrapassagens. O desafio maior está na pilotagem.

O recorde foi feito pelo suíço Sébastien Buemi com um Toro Rosso ST3 na pré-temporada de 2009: 1m27s987, média de 191,728km/h. Não se impressione: esta média de velocidade foi superada com facilidade por este mesmo carro em Hungaroring e Valência. Como eu disse lá em cima, o atrativo de Algarve é a variedade de desafios oferecida pela sua seletividade. Um carro que se daria bem aqui seria bom de tração e torque, teria molas mais duras e não poderia sair muito de frente.

Estes são os trechos, todos numerados, veja só:

RETA DOS BOXES: Maior reta do autódromo e único trecho que não possui 14m de largura. Chama a atenção por se assemelhar a um tobogã: aclive em seu início e forte declive antes da primeira curva.

1: Primeira curva, oras bolas. Demanda uma pisada razoável no freio e a redução de umas duas marchas, nada muito brusco. Curva feita à direita. Ela sucede o trecho em descida da reta dos boxes e, graças à isso, sua entrada é ligeiramente cega. Ao menos, dá para passar tranquilamente por cima da zebra interna.

3: Estranhou a ausência de uma curva 2? No traçado principal, ela não existe. A curva 3 é uma perna de raio bem longo que é feita à direita. O piloto não precisa desacelerar e só deve esterçar levemente o volante. Trata-se praticamente da continuação de uma reta.

4: Esta curva feita à direita realmente pede uma freada mais forte e a redução para a segunda marcha. Seu formato é parecido com o de um hairpin, mas sua angulação mais aberta torna seu tangenciamento mais fácil.

5: Taí uma curva com a cara de Istambul. Embora curta, ela reúne todas as características que a fazem uma belezinha: raio longo, aclive e visão cega. Ou seja, o piloto simplesmente acelera, esterça bastante para a esquerda e enfrenta todas as forças centrífugas que o aborrecem. Ainda assim, não é difícil completá-la, especialmente porque há uma zebra amiga no lado direito que permite um tangenciamento mais aberto.

6: Curva de baixa velocidade feita à esquerda. O piloto sai de uma reta em descida e reduz até a primeira ou a segunda marcha, esterçando bastante o volante para atravessar o trecho. Como as zebras são baixas e estão presentes nos dois lados, não há grandes dificuldades aqui.

7: Perna quase imperceptível feita à esquerda. O piloto simplesmente vira um pouco o volante e segue acelerando.

8: Inicia-se, aqui, um dos trechos mais legais de Algarve. A curva 8 é feita à direita em descida. O piloto não desacelera muito, mas reduz uma ou duas marchas. Cabe a ele dosar a velocidade que ele deseja perder aqui. Não é um trecho perigoso, mas é bastante passível de erro, especialmente por causa da curva seguinte.

9: Pode-se dizer que é a continuação da curva 8. A curva também é completada à direita, mas seu raio é menor, o que demanda uma freada forte e a redução de umas duas ou três marchas. Se o piloto sai todo desequilibrado da curva 8, dificilmente conseguirá completar a 9 corretamente. O início desta curva é em descida, mas sua saída já é em aclive.

10: Antes de tudo, é interessante mencionar o “tobogã” da reta anterior: o piloto chega em um cume cego e depois segue ladeira baixo. A curva 10 que vem logo a seguir é uma perna de alta velocidade feita à esquerda em aclive novamente. O piloto não precisa desacelerar, mas é importante ter força no braço para esterçar bastante o volante. Mesmo assim, errar aqui é difícil.

11: Curva estranha. E que pode pegar um desavisado sem grandes problemas. Ela é deste tipo que vai mudando de raio conforme o piloto avança: começa aberta e vai se fechando cada vez mais, que nem aquelas curvas do miolo de Sepang. O piloto é obrigado a reduzir marchas e brecar gradativamente até o ápice. Após isso, ele acelera em um trecho em descida.

12: É outra curva de alta velocidade nos moldes das curvas 5 e 10. Ela é cega, muito veloz e feita à direita. Basta ao piloto cravar o pé no acelerador e esterçar bastante o volante sem pestanejar.

13: O problema da curva 12 é que não dá para ficar acelerando durante muito tempo, pois a curva 13 vem logo a seguir. Ela é feita à esquerda em segunda ou terceira marcha e demanda um bom movimento no volante. Fora isso, nada de mais.

14 e 15: Por capricho da organização, decidiram considerar este trecho aqui como uma conjunção de duas curvas. Eu prefiro considerar que temos aí uma única curva de raio médio e angulação de 180° feita à direita. O piloto inicia a parte 14, em descida, desacelera e ao chegar ao ápice, volta a acelerar, sempre esterçando o volante.

16: Temos aí a Paddock Hill Bend do século XXI. É uma curva de raio bastante longo que é feita à direita. O que chama a atenção é a variação de relevo. O piloto inicia o trecho em uma aclive. Por alguns metros, ele não tem visão de nada. Subitamente, o aclive acaba e dá lugar a uma descida. Como o raio é sempre longo, não há necessidade de frear ou reduzir marchas. Basta apenas seguir esterçando e acelerando. É a última curva da pista.

O neozelandês Chris van der Drift em uma volta na World Series by Renault em 2009:


Artigo ORIGINAL

Leia Mais

sexta-feira, dezembro 16

FIA GT: Algarve mantém a sua prova

A FIA e a SRO deverão revelar oficialmente esta semana o calendário do Campeonato do Mundia FIA GT, estando prevista uma passagem pelo Autódromo Internacional do Algarve.


Depois de ter carimbado na semana passada a alteração regulamentar que permitiu a que fossem apenas admitidos GT3 nesta competição, esta semana será divulgado o alinhamento de provas de 2012, mantendo-se o mesmo número de provas, dez, de acordo com alguma informação que tem origem em França.

O campeonato deverá ter o seu início a 8 de Abril em Nogaro, seguindo para Zolder, que se mantém na competição. Também Navarra continua a marcar presença, assim como o Autódromo Internacional do Algarve, que terá o seu evento previsto para 8 de Julho.

A China prossegue com duas provas, antecedendo estas a grande novidade de 2012: a ronda a realizar nos arredores de Moscovo a 16 de Setembro, marcando o regresso da Rússia aos grandes eventos de automobilismo.

San Luis continuará a fechar a temporada, com o seu evento a ser realizado a 25 de Novembro, havendo, no entanto, ainda uma prova por definir, tanto a data como local.

CALENDÁRIO 2012
DATA PISTA
8 de Abril Nogaro
22 de Abril Zolder
27 de Maio Navarra
8 de Julho Portimão
26 de Agosto Pequim
2 de Setembro Ordos
16 de Setembro Rússia
7 de Outubro Zandvoort
25 de Novembro San Luis
Por Divulgar Por Divulgar

publicado em Sportmotores

Leia Mais

terça-feira, novembro 29

Portagens no Algarve a partir de 8 de Dezembro

A partir do próximo dia 8 de Dezembro, as SCUT do Algarve, da Beira Interior, do Interior Norte e da Beira Litoral passam a estar sujeitas ao pagamento de portagens



As concessões SCUT do Algarve, da Beira Interior, do Interior Norte e da Beira Litoral passam a estar sujeitas ao pagamento de portagens a partir do próximo dia 8 de Dezembro, conforme foi publicado esta segunda-feira no Diário da República.

O diploma “sujeita os lanços e sublanços das concessões SCUT do Algarve, da Beira Interior, do Interior Norte e da Beira Litoral/Beira Alta ao regime de cobrança de taxas de portagem aos utilizadores, competindo à EP — Estradas de Portugal, S. A., a gestão do sistema de cobrança de portagem nos mesmos”.

O decreto -lei garante a criação de “um regime de discriminação positiva para as populações e para as empresas locais, em particular das regiões mais desfavorecidas, que beneficiam de um sistema misto de isenções e de descontos nas taxas de portagem”.

publicado em Lusomotores

Leia Mais

quinta-feira, novembro 3

Portugal novamente no calendário da WRC Academy

Já são conhecidas as provas que farão parte da segunda edição do WRC Academy, competição que utiliza os pequenos Ford Fiesta R2 e que serve de rampa de lançamento para jovens pilotos no WRC. Veja em baixo as provas escolhidas.



Portugal (terra)
Grécia (terra)
Finlândia (terra)
Alemanha (asfalto)
França (asfalto)
Espanha (terra/asfalto)

publicado em RallyMania

Leia Mais

terça-feira, novembro 1

Autódromo do Algarve faz três anos

Foi a 2 de Novembro de 2008 que o Autódromo Internacional do Algarve (AIA) abriu portas depois de apenas sete meses de construção. Um projecto de interesse nacional (PIN) que tem levado o nome de Portugal um pouco por todo o mundo e pelas melhores razões. Três anos de muitos eventos desportivos, três anos de muito trabalho, três anos de muita dedicação.


Se em 2008, o Algarve Motor Park apenas se resumia à pista principal, três anos volvidos o projecto continua a ser alvo de investimentos e de crescimento. Desde então entrou em funcionamento a Racing School, a escola de condução do AIA que visa a formação mas também a vivência de experiências únicas.

O Kartódromo Internacional do Algarve um dos maiores e melhores kartódromos da Europa; o Off Road Park, uma pista de todo-o-terreno que se assemelha às especiais das melhores corridas de TT e ralis do mundo; a Central Fotovoltaica, uma infra-estrutura que visa a produção de energia eléctrica.

A Zona Comercial, o Hotel de 5 estrelas da cadeia Radisson e Apartamentos Vista do Falcão que se encontram na recta final de conclusão e que será um projecto âncora, fechando o ciclo dos serviços necessários a qualquer evento e o Parque Tecnológico que vai albergar uma série de empresas ligadas ao sector automóvel.

Numa altura em que a conjuntura económica nacional se tem vindo a agravar, a Parkalgar, entidade que gere o Algarve Motor Park, tem orientado a sua estratégia de actuação para o mercado internacional, o que lhe permite uma elevada taxa de ocupação do circuito ao longo de todo o ano.

Os prémios que foram atribuídos ao Autódromo Internacional do Algarve, os muitos editoriais elogiosos que foram sendo publicados nos quatro cantos do mundo e o seu número de eventos desportivos e apresentações mundiais deixam os responsáveis cientes de que o projecto tem um valor inigualável.

Quando demos início ao projecto não o idealizámos com esta dimensão. Mas à medida que fomos trabalhando, chegámos à conclusão que ele só faria sentido se pudesse ter em funcionamento todas as valências dos desportos motorizados assim como estruturas de apoio.

Na altura pode ter parecido megalómano, mas as várias valências do projecto fizeram com que fosse diferenciador à escala internacional. E os eventos que temos realizado e o grau de satisfação dos nossos clientes mostram-nos que fizemos a escolha certa
”, começou por dizer Paulo Pinheiro, o mentor deste projecto.

Para muitos o AIA é apenas um local onde se realizam corridas de motos ou carros. Puro engano. Esse é um aspecto importante do funcionamento da estrutura, aquele que nos remete para o panorama nacional e internacional dos desportos motorizados, mas não aquele que viabiliza financeiramente o investimento até agora efectuado. Os testes, ‘track days’, eventos ‘corporate’ e outro tipo de acções são o ‘core business’.

A nossa taxa de ocupação desde a abertura do circuito tem sido na ordem dos 85% por ano. Este número reflecte bem o nosso trabalho diário. Temos sido palco, recorrentemente, de apresentações mundiais, de testes sigilosos e de um sem número de outras acções. Estamos sempre em actividade”, continuou.

Para a região do Algarve, em particular de Portimão, o Autódromo Internacional do Algarve tem um papel importante ao nível do sector económico, pois para além de quebrar a sazonalidade própria da região, é uma empresa importante face ao número de empregados que tem, mas também no recurso a serviços de empresas locais:

Por vezes não se dá importância a estes pequenos detalhes, que são, na conjuntura económica actual, de extrema importância. Temos procurado criar uma maior proximidade com a população da região a todos os níveis. Queremos que a região veja o AIA como impulsionador da actividade económica e que se orgulhem do que aqui foi construído”, reforçou Paulo Pinheiro.

A entrar no terceiro ano de actividade as perspectivas são animadoras: “Tendo em conta o período difícil que estamos a atravessar, sentimos que estamos em contra-ciclo. Temos o circuito pré-reservado em cerca de 70% dos dias”, rematou Pinheiro.

Quem é Paulo Pinheiro?

Nasceu a 8 de Outubro de 1971, é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade do Algarve. A sua paixão pelos desportos motorizados vem desde criança. Chegou a ser piloto de motos mas uma lesão obrigou-o ao abandono.

Ciente da lacuna existente na região sul do país deste tipo de infra-estruturas, desde tenra idade que ambicionava construir um Kartódromo no Algarve. Esse pequeno sonho de criança viria a transformar-se em algo maior. Aos 37 anos realiza o sonho de ver materializado o Autódromo Internacional do Algarve. É administrador da Parkalgar, SA, entidade que gere o Algarve Motor Park.

Prémios e Distinções:

• Prémio ‘Motorsport Facility of the Year’ distinguido pelo ‘Professional Motorsport World Expo Awards 2009’, que anualmente premeia as melhores equipas, personalidades, tecnologias e infra-estruturas do mundo automobilístico;
• Prémio Circuito da Década pela ‘Fast Bike Magazine’;
• Prémio Mérito Desportivo 2008 pelo semanário Auto Hoje
• Distinção por parte da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting através do Prémio Prestigio em 2008

Palavras elogiosas:

Lewis Hamilton: “Muito bom. A condução nesta pista é verdadeiramente fantástica”.

Michael Schumacher: “Adoro o circuito. É tecnicamente muito exigente e difícil de conduzir mas ao mesmo tempo muito seguro e bem preparado”.

Pedro de la Rosa: “Excelente. É um desafio tremendo, pois existem muitas subidas e descidas e não é fácil definir os pontos de travagem ideal, bem como desenhar as melhores trajectórias”.

Max Mosley: “É um circuito bonito, muito original, interessante, porque tem mudanças significativas de níveis e curvas cegas, em que durante parte do circuito é necessário estar empenhado para ver onde vamos, por isso é um circuito notável”.

Algumas provas:

- Campeonato do Mundo de Superbike
- Testes de Fórmula 1
- A1GP
- GP2 Series
- Le Mans Series
- FIA GT1 Championship
- Superleague Formula
- Campeonato de Espanha de GT
- International GT Open
- Algarve Historic Festival
- Etc.

Os números:

- 36 meses de actividade
- 7 Meses de Construção
- 195 Milhões de Euros de Investimento
- 20 Provas de Campeonatos Internacionais
- Mais de 1,1 Milhões de Espectadores
- Mais de 1500 pilotos de todo o mundo já visitaram o AIA
- 3200 trabalhadores na construção do AIA
- 50 pessoas de Staff Permanente
- 1.27.880 a volta mais rápida à pista por Pedro de la Rosa em F1 em Janeiro de 2009
- 41 carros – Maior Grelha de Partida no Algarve Historic Festival de 2011

publicado em VelocidadeOnline

Leia Mais

terça-feira, outubro 25

Superstars: Portimão garante continuidade da prova

O Superstars Series tem visita já marcada para o Autódromo Internacional do Algarve no próximo ano, tendo a data sido revelada este fim-de-semana pela entidade organizadora do campeonato italiano, a FG GROUP.

Se o Superstars, sempre acompanhado pelo International GT Sprint Series, visitou Portimão este ano no mês de Maio, em 2012, a pista portuguesa recebe a caravana a 16 de Setembro. A continuidade do campeonato na pista lusa não é uma surpresa dada as boas relações entre o AIA e a organização italiana, a mesma que coordena o mundial de Superbikes.

Este campeonato italiano de carros de Turismo vai tentar em 2012 a sua expansão além-Europa. No final da temporada será realizada uma corrida no circuito de Sentul, na Indonésia.

Este ano, sem nenhum português em pista, as duas corridas em solo algarvio foram ganhas por Thomas Biagi em BMW M3. No International GT Sprint Series foi Giuseppe Ciro (Ferrari F430) a vencer a primeira prova com uma vantagem de 11 segundos para o vencedor da segunda manga, Giacomo Barri também em Ferrari F430.


publicado em Sportmotores

Leia Mais