quinta-feira, janeiro 12

CAAL com três provas nos nacionais

A divulgação dos calendários para 2012 pelas entidades federativas confirmou a continuidade das três provas organizadas pelo Clube Automóvel do Algarve nos principais campeonatos nacionais de rali e todo-o-terreno.

A primeira prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve (CAAL), será a Baja Carmim, nos dias 17 e 18 de Março. O evento é elegível para o Campeonato de Portugal de Todo o Terreno nas categorias de automóveis, Buggys, Quads e Motos.
No primeiro fim-de-semana de Outubro, nomeadamente nos dias 6 e 7, realizar-se-á a ronda algarvia do Campeonato Open de Ralis - o Rali de Loulé/Casino de Vilamoura. Disputada em pisos de terra, também será pontuável para o Campeonato Regional de Ralis do Sul.
Marcado para 17 e 18 de Novembro, a 41ª edição do Rallye Casinos do Algarve, tem novamente honras de fecho de temporada do Campeonato de Portugal de Ralis, Taça de Portugal de Ralis e também o Campeonato Regional de Ralis do Sul.
Consulte mais informação em www.clubeautomovelalgarve.pt ou na página do Clube Automóvel do Algarve no Facebook.

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Carlos Neves volta a apostar nos clássicos

Não têm sido "tempos" fáceis para os amantes dos Clássicos as ultimas épocas nos ralis, mas ainda há quem resista e ainda se mantenha a disputar um Campeonato que em 2011 passou a designar - se Troféu Nacional de Clássicos Ralis, num competição que sobretudo reúne grandes máquinas, muito do agrado do público em geral.


Carlos Neves e João Reis são um dos pilotos que ainda fazem ralis por gosto aos clássicos e na época que agora terminou disputaram a totalidade das provas com o seu bonito Dastun 1200, mais conhecido pelo «o 1200 dos avós». A dupla da Costa da Caparica teve uma época interessante, lutando prova a prova com adversários bem melhores equipados, mas que mesmo assim não lhes impediu constantemente de lutarem pelos lugares do pódio. Nas sete provas realizadas, a dupla assegurou o vice "campeonato" absoluto, sendo ainda também os segundos na Categoria 2 – Clássicos 75.

Como nos salienta Carlos Neves "o balanço da temporada foi positivo, conseguimos ter o carro em boas condições durante todo o ano, e por outro lado conseguimos ter um ritmo muito bom em quase todas as provas. Com os meios que dispomos a nível de assistência e logística não podemos pedir muito mais, pois sou eu, o meu navegador e minha família que tratamos de tudo. Prova a prova conseguimos andar bastante depressa, em algumas delas exploramos o máximo que o carro nos permitia e foi muito interessante ter conseguido algumas proezas com o Datsun. Acredito que sem um ou outro azar que tivemos que poderíamos ter ido ainda mais além".

Questionado sobre o pior e melhor momento da época, Carlos Neves refere que "o pior momento foi quando prematuramente fomos forçados a desistir no Rali de Montelongo, a primeira prova do ano, num rali que tínhamos todas as condições para garantir um excelente resultado e que acabou por também nos condicionar a época. O melhor foi a vitória à geral no Rali do Medronho, pois foi um rali bem disputado e a vitória teve ainda um significado mais especial. Neste aspecto penso que o Rali Centro de Portugal, também foi uma das provas mais importantes, pois conseguimos impor um ritmo muito forte logo desde o primeiro troço e ganhar alguns troços ao Porsche, ficando a discussão do 1º lugar adiada para o último troço".

Os Clássicos começam já a ser escassos nas listas de inscritos nas provas, pois como nos adianta João Reis "continuamos na mesma situação de sempre. O valor de inscrições cada vez mais caro, o campeonato cada vez com menos visibilidade, pouca promoção e cada vez os pilotos a ter menos vontade de trazer os seus carros para os ralis. Para quem "gere os nossos Campeonatos" os clássicos passaram a ser o parente pobre, esquecendo que em tempos tiveram cerca de mais de 30 clássicos inscritos. Carros há muitos! Estão é todos parados e à espera de melhores dias, e sobretudo à espera que criem condições e propostas que motive aos pilotos regressar ao ralis inseridos numa competição que no momento até campeonato deixo de ser! Acho que todos deverão ter mais respeito por todos os concorrentes independentemente quem seja, pois com mais ou menos dificuldades e apoios, todos queremos fazer Ralis, e com a postura de certos dirigentes essa vontade de fazer ralis acaba por desaparecer. Não percebem que sem pilotos não há ralis..."

Para 2012 Carlos Neves e João Reis irão manter a aposta no Troféu Nacional de Clássicos Ralis. Como nos adianta o piloto do 1200 "gostaria de evoluir para um carro mais competitivo ou até mesmo alinhar no carro mais recente, que nos permitisse andar ainda num ritmo mais alto. Mas não é fácil arranjar apoios e para já vamos manter a aposta no Datsun 1200, esperando que venham nas próximas provas mais concorrentes para os clássicos, para voltarmos a ter um competição ainda mais bem disputada.
Em último, gostava de agradecer a todos os nossos patrocinadores..., mas como não temos...! Os Meus sinceros agradecimentos a toda a família (Pai, Mães, Madrinha, irmãos, Esposas, cunhados e amigos) que incansavelmente vão ver os Ralis e dar apoio. Um especial agradecimento ao nosso Grande Amigo, Mestre e Preparador Aníbal Rolo com quem temos aprendido muito e nos tem ajudado muito em todos os sentidos desenvolvendo incansavelmente o Datsun 1200".


press Nuno Pimenta

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quarta-feira, janeiro 11

Uma visão brasileira sobre o Autódromo do Algarve

Colocado através do Facebook pelo Paulo Alexandre Teixeira, mentor do Continental Circus, não passei a oportunidade de partilhar a descrição do Autódromo Internacional do Algarve feita por Leandro Verde no site Bandeira Verde.


"Eu achava que vocês só gostavam de velharia. É assim mesmo: as músicas kitsch dos anos 80 são inegavelmente melhores do que as do Restart, os carros antigos não eram feitos de plástico, as crianças de outrora eram mais bem educadas e o Faustão era mais engraçado na época do Perdidos na Noite. No automobilismo, a nostalgia é ainda mais forte: a Fórmula 1 antiga, por exemplo, era muito mais legal, é claro. Boa parte das corridas era tão chatas quanto um GP contemporâneo em Abu Dhabi, algumas pistas eram terríveis, havia tantas ordens de equipe como hoje e, de quebra, um e outro morriam eventualmente. Mas era mais legal e ponto, esta é a frase de ordem.

Felizmente, este tipo de raciocínio não é levado a cabo aqui. Embora as pistas antigas tenham aparecido com força nas escolhas dos leitores, aquilo que é bom e moderno não foi deixado de lado. O Calendário do Verde 2011, ignorando solenemente formalidades temporais, debuta em Portugal, terra das mulheres bigodudas e da Galp. Hoje, falo do melhor circuito situado naquele fiapo de território às margens do Oceano Atlântico. Não é ao superestimado Estoril que me refiro, é claro. Com vocês, o Autódromo Internacional do Algarve.

Fundado no final de 2008, Algarve é praticamente um bebê entre os autódromos europeus dos grandes campeonatos. Mesmo assim, os lusos já se deram ao luxo de sediar nove dias de testes da Fórmula 1 entre 2008 e 2009, além de corridas da GP2, da A1GP, da World Series by Renault, da Fórmula 2, da Superleague Formula, da Fórmula 3 britânica e da Fórmula Renault europeia. Hoje em dia, o circuito recebe principalmente corridas do FIA GT, da Fórmula 3 espanhola e da Superbike. Não é o mais movimentado dos palcos, mas está muito longe da marginalidade.

Falemos de Algarve, ora pois. Você não sabe disso, eu não sabia disso, ninguém nunca soube, mas a nome “Algarve” é de origem árabe: Al-Gharb, que significa “ocidental”. Na verdade, o nome completo da região era Al-Gharb Al-Ândalus, ou Andaluzia Ocidental para os mortais. Trata-se de um pedaço de terra localizado na região mais ao sul de Portugal. A região foi tomada pelos árabes entre os séculos VIII e XIII. Durante este período, ela passou por grandes desenvolvimentos econômicos, culturais e tecnológicos. Até hoje, a influência árabe é bastante sentida em Algarve, como pôde ser percebido na gastronomia local, que parece mesclar a culinária ibérica com a do Oriente Médio.

O mundo da velocidade, e isso inclui fãs desavisados como eu, só veio a tomar conhecimento do bucólico Algarve em dezembro de 2007. O engenheiro Paulo Pinheiro, dono da promotora Parkalgar, anunciou que estava criando um complexo automobilístico que reuniria um autódromo de alto padrão, um kartódromo, um parque tecnológico, um polo turístico que incluiria um hotel cinco estrelas e um polo para outros esportes. A brincadeira, de nome Algarve Motor Park, envolveria custos da monta de 195 milhões de euros, algo em torno dos 249 milhões de dólares. O objetivo óbvio era desenvolver as áreas esportiva e tecnológica de Algarve e gerar algo em torno de 600 empregos diretos e 1.300 indiretos. Coisa ambiciosa.

Em 9 de fevereiro de 2008, o Algarve Motor Park foi oficialmente apresentado para consumo internacional. Nesta data, o ministro da Economia Manuel Pinho, o secretário da Juventude e dos Esportes Laurentino Dias, o presidente da Câmara Municipal de Portimão Manuel da Luz e o próprio Paulo Pinheiro não só confirmaram o início da execução das obras como forneceram mais detalhes sobre o que seria o projeto. Que, apesar de tudo, era antigo.

O sonho de Paulo Pinheiro em erguer um espaço adequado para o automobilismo surgiu em junho de 2000. Naquela época, Portugal só dispunha de Estoril, cujos bons dias haviam ficado lá para trás. Ainda assim, Pinheiro teve de rolar muita pedra até poder anunciar a concretização de seu projeto: longas reuniões para resolver problemas ambientais, ampliar o terreno a ser utilizado dos 42 hectares previstos inicialmente para 308 e definir a ideia como sendo de interesse público. O engenheiro precisou de sete anos para resolver tudo isso. Durante este tempo, nada menos que dez traçados foram criados. Felizmente, foi escolhido o melhor.

Em setembro de 2007, os desenhos e os contratos passaram a ganhar contornos reais. O sítio do Encampadinho, localizado na freguesia da Mexilhoeira Grande, em plena Serra da Pereira e a menos de cinco quilômetros da cidade de Portimão, abriu espaço para a limpeza e a terraplanagem dos 308 hectares que dariam lugar ao Algarve Motor Park. Só os primeiros dias das obras contaram com 300 operários e 72 máquinas. Estes números dispararam para mais de três mil operários conforme o tempo passou.

Não sei se todas estas informações são pura propaganda dos promotores do autódromo, mas o fato é que o período de desenvolvimento realmente impressionou. Para começar, 100% da verba utilizada para a construção do Algarve Motor Park veio da iniciativa privada. Ao contrário dos monstruosos circuitos do atual calendário da Fórmula 1, que sugam intermináveis recursos públicos, Algarve conseguiu se desenvolver sem qualquer interferência financeira do Estado. Além disso, a velocidade das obras era notável. O cronograma esteve quase sempre adiantado. Nem parecia Portugal, como ouvi dizer um maledicente comentarista luso.

Aos poucos, o autódromo de Algarve começou a ganhar forma. A pista de 4,6 quilômetros de extensão teria nada menos que 64 configurações diferentes. O paddock seria o maior da Europa, tendo cerca de 82 mil m², e também haveria quinze mil lugares nas arquibancadas, com possibilidade de expansão para até 150 mil lugares. Além disso, Paulo Pinheiro e companhia já estavam correndo atrás de gente graúda para estabelecer suas sedes e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento no parque industrial do Algarve Motor Park. A Ocean Racing Technology, equipe de Tiago Monteiro na GP2, a N. Technology, equipe italiana de turismo, e a organização da A1GP estavam entre os que estabeleceriam bases em Algarve.

Já detalhei demais os detalhes do projeto, então vamos avançar a fita. Foram sete meses de obras até que o autódromo de Algarve ficasse pronto. Tão logo isso aconteceu, os burocratas da FIM apareceram para um chá com bacalhau e homologaram a pista no dia 11 de outubro de 2008. Dois dias depois, apareceram os homens da FIA, que gostaram de tudo e outorgaram a Algarve a classificação 1. Isso significava apenas que o circuito estava apto para sediar até mesmo corridas de Fórmula 1.

A inauguração do autódromo ocorreu no dia 31 de outubro de 2008, com os primeiros treinos da última rodada do Mundial de Superbike. Houve também algumas atrações menos interessantes naqueles primeiros dias de novembro, como Jaime Alguersuari fazendo algumas voltas de exibição com um Fórmula 1 da Toro Rosso e Michael Schumacher testando motos da Ducati e da Yamaha. Até o fim do ano, houve também uma etapa do GT espanhol e mais algumas corridas irrelevantes. Legais mesmo foram as confirmações das corridas de Le Mans Series e do FIA GT em 2009. Além, é claro, das sessões de testes da Fórmula 1.

Entre os dias 15 e 17 de dezembro de 2008, as modestas equipes Ferrari e McLaren se reuniram e testaram versões híbridas de seus carros. Um mês depois, cinco equipes apareceram para realizar seis dias de testes. No dia 21 de janeiro de 2009, o então novato Sébastien Buemi utilizou um velho e competente Toro Rosso ST3 para marcar a volta mais rápida da história de Algarve, a única na casa de 1m27.

A Fórmula 1 nunca esteve lá em um fim de semana de corridas, embora alguns boatos sobre uma incursão a Portugal sempre apareçam. Em compensação, a GP2 realizou a última rodada dupla do ano de 2009 por lá e deveria ter realizado também uma rodada em 2010, mas teve problemas contratuais. Outras categorias de monopostos e protótipos passaram por lá, mas Algarve anda dando mais prioridades às corridas de turismo e de Superbikes. Uma pena. Diante de tantos circuitos novos e insossos, uma adição como esta faria muito bem à Fórmula 1.

Por ser um circuito novo e por ter a classificação 1 da FIA, você pode erroneamente acreditar que Algarve é mais uma das criações malfadadas de Hermann Tilke. Errado! O criador do traçado é o próprio Pedro Pinheiro. Isto explica a ausência de características como as intermináveis áreas de escape asfaltadas, as retas longas, os cotovelos e os trechos largos e pragmaticamente pensados para ultrapassagens. E se vocês querem saber, o resultado ficou excelente.

Uma coisa que me apraz em Algarve é o fato de estarmos falando de um circuito e não de um estacionamento de shopping center em Campinas. Há caixa de brita, zebras pintadas de vermelho e branco, grama, arquibancadas e um asfalto que não é abrasivo, mas também não é uma pista de boliche. Fora isso, o traçado é aquilo que poderíamos chamar de seletivo: subidas, descidas, pontos cegos, curvas de alta, média e baixa velocidade. Não há retas extensas ou curvas de raio muito longo, mas estes trechos não se fazem necessários. Algarve é uma pista bonita mesmo sem abusar da velocidade elevada.

Apesar de Algarve possuir 64 opções de traçado, falo daquele de 4,692 quilômetros, quinze curvas e largura de catorze metros (uma exceção é a reta dos boxes, que possui dezoito metros de largura). Eu, na minha orgulhosa visão obtusa, enxerguei três colheres de Dijon, uma pitada do Kyalami moderno, duas xícaras de Istambul e um pouco de A1-Ring. Estranha a mistura, mas o resultado ficou legal. No entanto, deixo claro uma coisa: não é pista para ultrapassagens. O desafio maior está na pilotagem.

O recorde foi feito pelo suíço Sébastien Buemi com um Toro Rosso ST3 na pré-temporada de 2009: 1m27s987, média de 191,728km/h. Não se impressione: esta média de velocidade foi superada com facilidade por este mesmo carro em Hungaroring e Valência. Como eu disse lá em cima, o atrativo de Algarve é a variedade de desafios oferecida pela sua seletividade. Um carro que se daria bem aqui seria bom de tração e torque, teria molas mais duras e não poderia sair muito de frente.

Estes são os trechos, todos numerados, veja só:

RETA DOS BOXES: Maior reta do autódromo e único trecho que não possui 14m de largura. Chama a atenção por se assemelhar a um tobogã: aclive em seu início e forte declive antes da primeira curva.

1: Primeira curva, oras bolas. Demanda uma pisada razoável no freio e a redução de umas duas marchas, nada muito brusco. Curva feita à direita. Ela sucede o trecho em descida da reta dos boxes e, graças à isso, sua entrada é ligeiramente cega. Ao menos, dá para passar tranquilamente por cima da zebra interna.

3: Estranhou a ausência de uma curva 2? No traçado principal, ela não existe. A curva 3 é uma perna de raio bem longo que é feita à direita. O piloto não precisa desacelerar e só deve esterçar levemente o volante. Trata-se praticamente da continuação de uma reta.

4: Esta curva feita à direita realmente pede uma freada mais forte e a redução para a segunda marcha. Seu formato é parecido com o de um hairpin, mas sua angulação mais aberta torna seu tangenciamento mais fácil.

5: Taí uma curva com a cara de Istambul. Embora curta, ela reúne todas as características que a fazem uma belezinha: raio longo, aclive e visão cega. Ou seja, o piloto simplesmente acelera, esterça bastante para a esquerda e enfrenta todas as forças centrífugas que o aborrecem. Ainda assim, não é difícil completá-la, especialmente porque há uma zebra amiga no lado direito que permite um tangenciamento mais aberto.

6: Curva de baixa velocidade feita à esquerda. O piloto sai de uma reta em descida e reduz até a primeira ou a segunda marcha, esterçando bastante o volante para atravessar o trecho. Como as zebras são baixas e estão presentes nos dois lados, não há grandes dificuldades aqui.

7: Perna quase imperceptível feita à esquerda. O piloto simplesmente vira um pouco o volante e segue acelerando.

8: Inicia-se, aqui, um dos trechos mais legais de Algarve. A curva 8 é feita à direita em descida. O piloto não desacelera muito, mas reduz uma ou duas marchas. Cabe a ele dosar a velocidade que ele deseja perder aqui. Não é um trecho perigoso, mas é bastante passível de erro, especialmente por causa da curva seguinte.

9: Pode-se dizer que é a continuação da curva 8. A curva também é completada à direita, mas seu raio é menor, o que demanda uma freada forte e a redução de umas duas ou três marchas. Se o piloto sai todo desequilibrado da curva 8, dificilmente conseguirá completar a 9 corretamente. O início desta curva é em descida, mas sua saída já é em aclive.

10: Antes de tudo, é interessante mencionar o “tobogã” da reta anterior: o piloto chega em um cume cego e depois segue ladeira baixo. A curva 10 que vem logo a seguir é uma perna de alta velocidade feita à esquerda em aclive novamente. O piloto não precisa desacelerar, mas é importante ter força no braço para esterçar bastante o volante. Mesmo assim, errar aqui é difícil.

11: Curva estranha. E que pode pegar um desavisado sem grandes problemas. Ela é deste tipo que vai mudando de raio conforme o piloto avança: começa aberta e vai se fechando cada vez mais, que nem aquelas curvas do miolo de Sepang. O piloto é obrigado a reduzir marchas e brecar gradativamente até o ápice. Após isso, ele acelera em um trecho em descida.

12: É outra curva de alta velocidade nos moldes das curvas 5 e 10. Ela é cega, muito veloz e feita à direita. Basta ao piloto cravar o pé no acelerador e esterçar bastante o volante sem pestanejar.

13: O problema da curva 12 é que não dá para ficar acelerando durante muito tempo, pois a curva 13 vem logo a seguir. Ela é feita à esquerda em segunda ou terceira marcha e demanda um bom movimento no volante. Fora isso, nada de mais.

14 e 15: Por capricho da organização, decidiram considerar este trecho aqui como uma conjunção de duas curvas. Eu prefiro considerar que temos aí uma única curva de raio médio e angulação de 180° feita à direita. O piloto inicia a parte 14, em descida, desacelera e ao chegar ao ápice, volta a acelerar, sempre esterçando o volante.

16: Temos aí a Paddock Hill Bend do século XXI. É uma curva de raio bastante longo que é feita à direita. O que chama a atenção é a variação de relevo. O piloto inicia o trecho em uma aclive. Por alguns metros, ele não tem visão de nada. Subitamente, o aclive acaba e dá lugar a uma descida. Como o raio é sempre longo, não há necessidade de frear ou reduzir marchas. Basta apenas seguir esterçando e acelerando. É a última curva da pista.

O neozelandês Chris van der Drift em uma volta na World Series by Renault em 2009:


Artigo ORIGINAL

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terça-feira, janeiro 10

Entrega de Prémios do Troféu de Slalons do Sul

Decorre no próximo dia 14 de Janeiro, o jantar de entrega de Prémios do Troféu Regional de Slalons do Sul. O evento será no Restaurante "O Teodósio" na Guia e irá distinguir os melhores concorrentes da edição 2011 organizada pelo CAP.

Para além de consagrar Márcio Marreiros como o vencedor absoluto da competição, também serão premiados:
- Classificação por Classes:
DUAS RODAS MOTRIZES TRACÇÃO Á FRENTE ------- ARMANDO BARRADAS
DUAS RODAS MOTRIZES TRACÇÃO ATRÁS ------- JOÃO MONTEIRO
CLASSIFICAÇÃO DAS SENHORAS ------- ANA SANTOS
CLASSES
1 - TIAGO NUNES
2 - JOSÉ MARTINS
3 - ARMANDO BARRADAS
4 - VALTER MARTINS
5 - MÁRCIO MARREIROS
6 - ANDRÉ MADEIRA

No evento também decorrerá uma homenagem à equipa feminina Nirce Aráujo/Ana Paula Vieira, pelo facto de terem sido a primeira equipa totalmente feminina a terminar um rali na regional sul, nomeadamente o Rali de Vila do Bispo.
O jantar é dia 14 de Janeiro pelas 19:30, com preço por pessoa de 20 euros.
MARCAÇÕES 282 106 130 e 917 810 735

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segunda-feira, janeiro 9

Alexandre Ramos tenta participação no Sata Rally Açores

O piloto e também navegador de Sintra Alexandre Ramos está a ultimar os preparativos para alinhar na edição de 2012 do Sata Rally Açores, prova pontuável para o IRC (Intercontinental Rally Challenge) e para o Campeonato de Portugal de Ralis.

Alexandre Ramos é o habitual navegador de Luís Mota, marcando também presença em algumas provas do Regional Sul, com o Peugeot 106 Gti, sendo navegado por Sandra Ramos, navegadora que o irá acompanhar também neste novo desafio.

Como nos afirmou o piloto “esta é uma prova já algo carismática dos ralis e pelo que demonstra, é sem dúvida um rali fantástico em todos os aspectos. Estamos a tentar garantir a nossa presença, tentando reunir os apoios necessários para viabilizar a nossa participação no rali. O nosso principal objectivo será fazer o melhor resultado possível e essencialmente terminar o rali. A prova tem um grande impacto em termos de retorno na comunicação social, sobretudo por pertencer a uma ronda do IRC com a cobertura televisiva, sendo uma boa aposta para dar visibilidade a todos que apostaram no nosso projecto”.

Alexandre Ramos e Sandra Ramos irão apostar num Peugeot 206 Gti do desafio ModelStand, que ao que tudo indica estará a cargo da estrutura Campeã do Open de Ralis 2011, a SFR Motorsport.

O Sata Rally Açores 2012 disputa-se nos dias 23, 24 e 25 de Fevereiro, em pisos de terra, na Ilha de São Miguel, com o centro nevrálgico em Ponta Delgada.

press Nuno Pimenta in Rallymania

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Eventos motorizados "OEC"/"TAC" para 2012 com inscrições até dia 10

Encontram-se abertas desde dia 5, e até à próxima terça-feira (dia 10), as inscrições para as diversas competições com a chancela da “Olavo Esteves Competições” (OEC), duas delas realizadas em parceria directa com o Terceira Automóvel Clube (TAC), agremiação em cuja sede, das 20 às 22 horas dos dias indicados, vão decorrendo as respectivas adesões de concorrentes a um leque alargado de eventos, que irá ocupar grande parte dos fins-de-semana terceirenses em 2012.

Assim, estão em pleno arranque as inscrições para a terceira edição federada da Taça de Ralis Além Mar do Grupo Central – Açores (TRAMGC), competição que se estenderá este ano por quatro provas, sendo uma delas parte da edição do Rali Além Mar/Ilha Lilás, em Setembro próximo. De resto o certame vai correr-se em Março (2º Rali Cidade Praia da Vitória), Junho (Rali Sprint Sanjoaninas 2012) e Julho (4º Rali Ilha Graciosa), com todas as provas em piso de asfalto.

Novidade é o “Challenge Open Super-Especiais OEC/TAC”, competição que se inicia já no próximo dia 14, com uma primeira prova – em piso de terra – no Centro de Desportos Motorizados da Praia da Vitória (CDM/PV), e que prosseguirá com as super-especiais integrantes do 2º Rali Cidade Praia da Vitória, do 4º Rali Ilha Graciosa e da edição 2012 do “Ilha Lilás”, terminando com mais duas provas em terra nas pistas do CDM/PV.

Ainda para a estrutura sedeada na cidade de Nemésio estão agendadas, e em segunda edição, a Taça Ilha Terceira de Autocross, bem como a Junior Cup da mesma modalidade, assim como o 2º Troféu “Perícias do Passado” e, para as motos e os quads, os Troféus de Motocross OEC/Angra Motos e Quadcross OEC/Angra Motos.

Esta quinta-feira (dia 5) decorreu, na sede do TAC, uma sessão de esclarecimento para todos os eventuais concorrentes e mesmo para o público em geral, um encontro que, segundo Olavo Esteves, foi “bastante participado, tendo-se dado as informações necessárias para que todos usufruam ao máximo da vasta oferta motorizada que se agendou para este ano”.

Segundo o “patrão” da “OEC”, são já “de assinalar alguns regressos de pilotos às provas da taça de ralis do grupo central, assim como se espera um crescimento exponencial no número de participantes para as outras competições, com a grande novidade a ser o challenge de super-especiais, uma competição que permitirá aos pilotos locais fazerem provas também em pisos de terra, num molde mais económico e em alturas em que a competição principal, que é a TRAMGC, estará parada”, concluiu o empresário.

Porto das Pipas press

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domingo, janeiro 8

"Fiat em nós".... em Loulé

O calendário do Troféu "Fiat em nós... e acelera" foi publicado, e a prova do Open organizada pelo Clube Automóvel do Algarve também está contemplada.

Enquanto se aguarda por mais alguns detalhes sobre o Troféu "Fiat(e) em nós e acelera..." a orgnização, a cargo da Reivax Sport, já adiantou o calendário de provas previstas para 2012.

Esta competição, que deverá regressar ao Open deste ano, depois da estreia em 2010, conta com oito provas, com repartição de provas em asfalto e terra.

O calendário de provas do Troféu "Fiat(e) em nós e acelera..." é o seguinte:

18 /02 – Rali de Barcelos
10/03 – Rali Cidade de Castelo Branco
14/04 – Rali Vidreiro
23/06 – Rali de Monção
09/09 – Rali de Oliveira do Hospital
07/10 – Rali de Loulé
27/10 – Rali de Gondomar
25/11 – Rali do Baião

artigo complementar publicado em RalisOnline

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sábado, janeiro 7

Armindo Araújo 'oficial' no Rali de Portugal?

Armindo Araújo não confirma, mas o Autosport inglês avança com a notícia que a MINI já tem previstos os três pilotos que vão guiar o segundo carro oficial, ao lado de Dani Sordo, nas três primeiras provas que a equipa vai disputar no WRC 2012, os ralis de Monte Carlo, Suécia e Portugal, respetivamente Pierre Campana, Patrick Sandell e... Armindo Araújo.


Isto, claro, se a FIA e a BMW/MINI se entenderem relativamente à inscrição no WRC 2012, e o Autosport sabe que a FIA não aceitou a primeira proposta da BMW/MINI e avançou com uma contraproposta Por outro lado, David Richards diz que Kris Meeke não está fora da equipa e irá continuar a trabalhar no desenvolvimento do carro. Se for possível, correrá num terceiro carro.

Caso se confirme a inscrição da equipa e a integração do piloto luso na equipa oficial, durante a prova portuguesa, repete-se uma situação muito pouco comum na história do WRC pós-1973 (nascimento oficial da competição), tendo sido Francisco Romãozinho o primeiro piloto oficial no Rali de Portugal, no caso, correndo pela Citroen em 1973, evento em que foi terceiro classificado. Depois disso houve muito poucos exemplos, e nem todos na categoria principal, como se exemplifica com a participação de José Araújo, com um Nissan Almera Kit Car, no Rali de Portugal 1998, na F2.

Publicado em Autosport

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sexta-feira, janeiro 6

Rali de Almodovar 1999

Outra preciosidade disponivel no Youtube é o Rali de Almodôvar de 1999. Jorge Rodrigues venceu com o Mitsubishi Galant, superiorizando-se a Jorge Brito em Lancia Delta e a António Gago, que com o Peugeot 205 GTi foi o melhor duas rodas motrizes.

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quinta-feira, janeiro 5

Nova data para o Rali de Vila do Bispo

A prova de abertura do regional 2012 foi antecipada três semanas, e será disputada nos dias 24 e 25 de Março, em Vila do Bispo. Fiquei também a conhecer o regulamento da competição, que não apresenta novidades relevantes em relação à temporada anterior.

Previsivelmente já aconteceu uma mudança na data do Rali de Vila do Bispo, prova de abertura do Campeonato Regional de Ralis do Sul. Depois de ter sido avançada a data de 14/15 de Abril, a prova foi antecipada para 24/25 de Março, no fim de semana que antecede o Rali de Portugal. Fica registada a primeira alteração nas datas do CRRS.

CALENDÁRIO

Também já foi aprovado e publicado o regulamente do CRRS 2012, sem que existam diferenças significativas em relação à edição de 2011.

Consulte o REGULAMENTO C.R.R.S. 2012

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“Olavo Esteves Competições” regressa como equipa de ralis

Serão três os pilotos que, em 2012, vão defender as cores da “Olavo Esteves Competições” nos ralis e competições regionais, num regresso da equipa como concorrente moral às provas de estrada e circuitos, a efectivar-se já a partir do próximo dia 14, com a primeira super-especial do ano.

Assim, Ricardo M. Moura (Peugeot 106), Bruno Silva e Fábio Valadão, ambos em Citroen Saxo Cup, serão os volantes que vão publicitar todas as actividades da firma do ex-piloto praiense, “desde as que se realizem no Centro de Desportos Motorizados da Praia da Vitória, bem como todos os outros eventos agendados para este ano”, avançou Olavo Esteves.

O empresário justifica a aposta por achar que “os ralis continuam a ser um excelente veículo de promoção comercial”, assim como pela possibilidade “de poder apoiar três valores em crescendo, o Ricardo M. Moura que é já um piloto consagrado, o Bruno Silva em franca evolução e o Fábio Valadão, que desde a recente estreia já mostrou a sua velocidade”, adiantou.

Recorde-se que a “Olavo Esteves Competições”, hoje uma empresa consagrada na organização e promoção de eventos desportivos e sociais, começou por ser a equipa do ex-piloto praiense, que há algum tempo “tinha a vontade de reeditar a etiqueta como concorrente aos ralis, o que agora aconteceu”, concluiu.

press Porto das Pipas

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quarta-feira, janeiro 4

Diogo Gago sobe para o Desafio Modelstand

Diogo Gago, o vencedor do Troféu Fastbravo 2011, encontra-se a preparar um projecto para em 2012 disputar o Desafio Modelstand com um Peugeot 206 GTi, carro que teve oportunidade de conhecer no ultimo Rali Casinos Algarve.

A novidade foi avançada por Jorge Carvalho, seu navegador, numa entrevista ao Famalicão Motor.

publicado em RallyMania

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terça-feira, janeiro 3

CPC: Parkalgar distintas

A Parkalgar viu-se obrigada a terminar com a sua equipa no Campeonato do Mundo de Superbikes, mas tal decisão não irá impedir a continuidade da Parkalgar Portimão Racing Team no Campeonato de Portugal de Circuitos em 2012.


Paulo Pinheiro tentou de todas as formas encontrar parceiros que permitissem à equipa portuguesa de Superbikes lutar pelo título mundial que por duas vezes lhe escapou, mas os seus esforços não se revelaram suficientes: “Esta foi uma decisão extremamente difícil de tomar, mas a mais acertada, dada a actual conjuntura económica nacional e internacional. Foi um projecto extremamente produtivo enquanto durou. Teve como missão levar o nome do Autódromo Internacional do Algarve aos quatro cantos do mundo e isso foi amplamente conseguido. No entanto, para 2012, sem o apoio de outros parceiros seria insustentável manter o projecto tal como o idealizámos no início: vencedor."

Felizmente, o projecto apoiado pela Parkalgar no automobilismo nacional, parece, por enquanto, a salvo. "São duas coisas completamente distintas e em nada comparáveis. O que terminou foi a participação da Parkalgar no Mundial de Supersport e nada mais", disse fonte próxima do projecto ao SportMotores.com.

A Parkalgar Portimão Racing Team esteve em 2011 no Campeonato de Portugal de Circuitos / GT. José Monroy e Francisco Guedes conduziram o Ferrari 360 Modena da formação algarvia que tão bem se deu na categoria GT4.

publicado em Sportmotores

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segunda-feira, janeiro 2

Breen confirma presença em Portugal

Craig Breen confirmou o seu calendário desportivo para 2012, no que toca ao Campeonato do Mundo de Ralis, onde vai alinhar no S-WRC. O Rali de Portugal faz parte dos planos vencedor do WRC Academy 2011.


Craig Breen - 2012 FIA Super 2000 World Rally Championship
1. January 17-22 — Rallye Monte Carlo
2. February 9-12 — Rally Sweden
3. March 29-April 1 — Rally Portugal
4. August 2-5 — Rally Finland
5. September 13-16 — Rally Great Britain
6. October 4-7 — Rallye de France – Alsace
7. November 8-11 — Rally de Espana

publicado em RallyMania

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domingo, janeiro 1

Votos para 2012

Ano novo, desafios novos, mas hábitos antigos, com o regresso às atualizações deste pequenos "cantinho". O objetivo manté-se o mesmo, promover, divulgar e opinar sobre o desporto motorizado na zona sul, dando particular destaque ao regional.

2012 entra sobre o signo da austeridade, das dificuldades e dos problemas económicos, e com certeza que afetará também os elementos ligados ao desporto motorizado. A filosofia do QMRally continuará a mesma, a de promover, divulgar e por vezes opinar sobre os ralis, slalons, ou mesmo sobre os eventos que decorrem no Autódromo Internacional do Algarve. Como foi hábito, farei algumas crónicas, antevisões, artigos que ache pertinentes, interessantes ou necessários, sempre de forma coerente com a minha interpretação dos dados, e de forma imparcial. Mas, como não existem sempre informações novas aproveitarei artigos publicados noutros orgãos de informação, devidamente identificados ou mesmo colocarei os press-release disponibilzados via facebook ou mail (qmrally@gmail.com).
A prioridade irá para o regional sul, que viu o calendário apresentando mais uniforme e espaçado, e com certeza continuará a ser um, ou O, regional de referência a nível nacional. A informação também passará pelos slalons, pelas provas do AIA, Baja Carmim, o Rali de Portugal, o Rali Vinho Madeira e obviamente as provas do sul do Open e CPR (que decorrem a par com o regional), sem esquecer as colaborações com outros parceiros que publicam os artigos pessoais.
Os votos de um bom ano 2012, a todos os níveis, e boas provas para todos.

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