domingo, abril 8

Citroen pode ser alvo de mais penalizações

Na sequência da desclassificação de Mikko Hirvonen do Voafone Rali de Portugal, e posterior retirada do apelo por parte da Citroen Racing, a equipa francesa arrisca uma posterior penalização já que a FIA, depois de encerrar o assunto face à questão da embraiagem, pode ainda ser castigada devido à ilegalidade no turbo.


Foi detetada uma medida ilegal no diâmetro da turbina, e apesar da equipa e do fabricante já terem vindo a público dizer que isso se deveu a deformação do material devido ao calor, fonte da Ford revelou que apesar de haver um fornecedor comum, a Garrett, existem dúvidas quanto às peças fornecidas.

O Departamento Técnico da FIA vai analisar a questão, e daí podem surgir mais penalizações, dependendo do que eventualmente possa ter acontecido com a peça. A única coisa que é um facto, de momento, é que esta não tem as medidas da ficha de homologação, agora se algo foi feito para as alterar ou isso se deveu somente a sobreaquecimento ou outras razões explicáveis, só mais tarde se saberá.

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sexta-feira, abril 6

Marco Ferreira estreou-se no Rally de Portugal

Uma semana depois do arranque do Regional Sul de Ralis, Marco Ferreira marcou presença no Rally de Portugal, uma prova do Campeonato Mundial de Ralis e que serviu para que o piloto de Santiago do Cacém continuasse a preparar da melhor forma as restantes provas do Campeonato.


"Apesar de tudo considero que o objectivo foi cumprido, pois conseguimos terminar e fizemos mais quilómetros com o carro. Entrámos para Almodôvar com um ritmo cauteloso, onde procurámos não cometer erros, e concluímos a primeira especial com o 16º tempo à geral, o que é muito bom para o pequeno Citroën Saxo.
Contávamos que nas especiais seguintes as coisas corressem da mesma forma, mas não foi isso que aconteceu. Após a passagem pela primeira ribeira do Vascão, o motor começou a falhar tivemos que parar um ou dois minutos. Retomámos o troço, mas fomos obrigados a parar poucos quilómetros depois devido a problemas eléctricos. O carro arrancava, mas parava logo de seguida, situação que se repetiu várias vezes. Não nos demos por vencidos, e depois de quase quinze minutos parados a tentar resolver o problema - o interruptor da ignição avariado - conseguimos voltar à estrada e terminámos o troço. Depois, arrancámos para Loulé algo frustrados, e adoptámos uma toada ainda mais calma, pois pretendíamos terminar a prova, e sabíamos que este último troço era muito duro. Podíamos estar mais contentes, mas cumprimos o objectivo principal
", começou por dizer Marco Ferreira, que nesta prova teve Bruno Portugal como seu navegador.

Sobre os ensinamentos que o Rally de Portugal lhe deu, Marco Ferreira admite que "os troços são claramente diferentes dos que compõem o Regional, principalmente em termos de extensão, e estes quilómetros serviram para perceber melhor o carro e ganhar mais experiência. Este rali foi um desafio enorme para mim, pois era muito técnico, o que aumentou o grau de dificuldade em termos caracterização do terreno para tirar notas e, obviamente, também em termos de condução. De facto, esta prova deu-me mais estofo para conseguir andar um pouco mais rápido nos próximos ralis. Penso que este Rally de Portugal foi um grande ensinamento a vários níveis e uma excelente montra para a divulgação do nome dos meus patrocinadores".

Marco Ferreira vai regressar à competição dentro de um mês, precisamente nos dias 19 e 20 de Maio, aquando da realização do Rali organizado pelo Aeroclube de Beja, segunda prova do Campeonato Regional de Ralis Sul.

press SportsMultimédia

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quinta-feira, abril 5

Rali de Portugal deve sair de Tavira

Carlos Barbosa, presidente do ACP revelou que o Vodafone Rali de Portugal deverá abandonar a zona de Tavira no próximo ano. Ausente da prova portuguesa do Mundial desde 2007, as especiais da zona de Tavira foram as que mais sofreram este ano com a intempérie que se abateu sobre o Sul de país na passada semana, já que as estradas montanhosas da zona são atravessadas por imensas ribeiras, que com a subida das águas tornaram a vida muito complicada aos concorrentes e à organização.

Um morador local confessou-nos que depois de ter estado tanto tempo sem chover, quando chove no Algarve, é a sério, e as ribeiras tendem a encher com rapidez. De modo, para evitar este problema o ACP já terá decidido sair de Tavira, e estradas no Baixo Alentejo é coisa que não falta, basta olhar para troços como o Malhão/Felizes, que este ano não se realizou. É também certo que o ACP tem desde há muito, um levantamento muito grande de todas as hipóteses de troços que podem ser realizados no Baixo Alentejo e Algarve. E são muitos. Portanto, isso será tudo menos um problema.
Carlos Barbosa negou ainda os rumores que referiam a possibilidade do rali voltar ao norte, referindo que o ACP provavelmente reeditará o Fafe Rali Sprint, que foi um êxito, contentando dessa forma os adeptos do norte.

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quarta-feira, abril 4

Qual o segredo do sucesso no Rali de Portugal?

Qual terá sido o segredo do sucesso no Rali de Portugal? Calma? Consistência? Mads Ostberg, Evgeniy Novikov e Mikko Hirvonen, completaram o rali sem obterem uma única vitória em especiais, uma situação estranha que também sucedeu a Latvala quando venceu o Rali da Nova Zelândia em 2010. Mas mais estranho que isso é o facto da Citroen não ter obtido uma única vitória em especiais durante todo o rali.



Já se viu Sébastien Loeb sair violentamente de estrada noutros ralis, mas isso suceder a três dos quatro carros oficiais (ou cinco de seis, se incluirmos a WRC Team MINI Portugal), ainda menos usual é. Latvala bem tentou recuperar, depois de regressar em Rally 2, e Petter Solberg subiu na classificação, terminando em terceiro. Foi sorte? É verdade que o facto de terem sido anuladas três especiais na sexta feira permitiu-lhe ver a sua penalização drasticamente reduzida, mas a verdade é que só Loeb terminou numa posição mais elevada um rali, depois de ter desistido no primeiro dia, no Rali de Monte Carlo 2006, quando foi segundo atrás de Marcus Gronholm. Mas mesmo assim, o francês só perdeu uma especial enquanto Petter Solberg perdeu duas.

Notável MINI

Provavelmente, a mais extraordinária história deste Rali de Portugal foi escrita por Dani Sordo e pela MINI. Um ano depois do começo da carreira do Mini John Cooper Works WRC vimos Dani Sordo somar seis vitórias em especiais, as mesmas que Petter Solberg. Nas três especiais do segundo dia, beneficiando da sua posição na estrada é certo, deixou a concorrência a 57.2s, 48.2s ou 21.8s, diferenças muito pouco vistas, hoje em dia, num troço do WRC. Domínios destes só em ocasiões muito especiais, ou então os dominantes Audi Quattro do início dos anos 80. Terá sido simplesmente a posição na estrada, ou um pouco de duas coisas, talento e melhores condições na estrada?

De acordo com Sordo o MINI JCW WRC está longe da perfeição: “O novo MINI 01B está bom mas precisa de mais tração. Nas especiais mais lentas, perdemos demasiado tempo, pois as rodas patinam muito. Perdemos também quando utilizamos pneus duros, mas na verdade estou contente com o carro”, referiu.

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Paulo Veredas/João Costa apresentam equipa na “Twins”


A equipa Paulo Veredas/João Paulo Costa apresenta na madrugada da próxima sexta-feira o renovado Peugeot 306 GTI, carro com que vão correr já a partir do 31º Rali Sical, a 13 e 14 deste mês.

A dupla terceirense vai receber convidados e amigos na “Twins Club”, em Angra do Heroísmo, onde dará a conhecer o programa da temporada, assim como as novas cores do carro francês.

Apontada como uma das duplas favoritas para as categorias “Open” (campeonato dos Açores) ou “VSH” (taça de ralis do grupo central), Paulo Veredas/João Paulo Costa pretendem bons resultados a esse nível.

A festa na “Twins” estará isenta de consumo mínimo, e o som da noite estará a cargo do DJ D’Jesus, que foi DJ da semana na revista “Portugal Dance”.

Porto das Pipas press

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Citroen retira apelo relativo à exclusão no Rali de Portugal

Na sequência da exclusão de Mikko Hirvonen dos resultados finais do Rali de Portugal, a Citroën Racing, depois de inicialmente ter apelado contra a decisão, decidiu hoje retirar esse apelo junto do Tribunal da FIA, revelando que depois de ter consultado peritos na matéria, concluiu não haver bases para se opor às conclusões dos Comissários Técnicos.

Segundo Yves Matton, Diretor da Citroën Racing: “relativamente à embraiagem, o nosso fornecedor já nos remeteu uma carta de desculpas, reconhecendo a existência dum conjunto de peças diferentes das constantes na ficha de homologação. Esta carta confirma que nunca foi nossa intenção fazer batota. Ao mesmo tempo, esta situação força-nos a rever os nossos procedimentos, uma vez que estas peças não foram verificadas por nós. Relativamente ao segundo ponto referido, o fornecedor único de turbos, aprovado pela FIA, confirmou que existe uma expansão do plástico da roda da turbina, e análises posteriores, certamente confirmarão que tudo se deveu a desgaste do material. Aceitamos a pesada penalização, mas aprendemos a lição, e garantimos que seremos ainda melhor no futuro. Continuamos a liderar ambos os campeonatos embora as margens tenham diminuído.”, referiu Matton.

Quanto a Mikko Hirvonen, está “na boa”: “Obviamente estou desapontado, mas é tudo, porque estas coisas acontecem. Há que aceitar, aprender as lições e seguir em frente. Vamos continuar unidos como equipa, pois ganhamos juntos e perdemos juntos. Este incidente vai tornar-me ainda mais determinado e já estou ansioso por começar a próxima prova.”, referiu.

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terça-feira, abril 3

Furo Impede vitória de Luís Mota no Rally de Portugal OPEN

Já terminou mais uma edição do Vodafone Rally de Portugal 2012, que na presente edição foi fruto de surpresas que acabaram por dar mais algum colorido à prova em pisos de terra.

Para a equipa da Competisport, que alinhou no Rally de Portugal Open, o rescaldo da prova poderia ter sido em pleno, mas um furo veio a comprometer e a marcar a prova da dupla Luís Mota e Alexandre que alinharam com o competitivo Mitsubishi EVO IV.

Mostrando sempre um grande à vontade nos pisos de terra, o piloto do Cartaxo mostrou a razão de já ter alcançado inúmeros títulos, entrando com um ritmo forte que lhe garantiu o segundo tempo da geral logo na primeira especial.

Na passagem pelo troço de Vascão venceram a especial e com isto passam para a liderança do Rali, com 17,2 segundos de vantagem para o segundo classificado.

Apostado em garantir a vitória no Rali, a dupla entrou ainda mais motivada e concentrada para esta ultima especial, mas um furo veio a deitar tudo a perder, com a equipa a atrasar-se mais de cinco minutos e consequentemente entregar de bandeja a vitória no rali ao seu mais directo adversário.

Com o tempo perdido Luís Mota e Alexandre Ramos desceram par a 10a posição da geral, lugar onde terminaram esta segunda edição do Rally de Portugal Open.

Esta participação da Competisport não deixa contudo de ser positiva, pois foi um bom teste para as próximas provas de Terra do open de Ralis, onde a equipa irá utilizar este EVO IV e onde serão certamente uns dos sérios candidatos à vitória.

A dupla prossegue com o Rallye Vidreiro, prova pontuável para o Campeonato Open de Ralis e Campeonato Regional Ralis Centro, no próximo dia 14 de Abril na Marinha Grande.

Nuno Pimenta press

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segunda-feira, abril 2

Algarve Historic Festival: Está para ficar

O maior Festival de Clássicos da Península Ibérica tem, desde 2009, sido presença assídua no Autódromo Internacional do Algarve e em 2012 não será excepção. De 18 a 21 de Outubro, o agora Algarve Classic Festival está de regresso para mais um magnífico evento que certamente ficará na memória de todos.


O Algarve Classic Festival de 2012 irá trazer para o magnifico circuito de Portimão várias corridas como o Troféu Stirling Moss para veículos pré-'61, o Motor Racing Legends Pre-War Sports Car Series, o JD Desafio Classics para carros de turismo de 1966-85, o U2TC para GTs de 2-litros, os '1000km ' pré-'72, GT e Sports Car Cup pre-’66 GTs e pre-’63 sportscars entre outras classes ainda a anunciar.

Para Paulo Pinheiro, Administrador do Autódromo Internacional do Algarve este evento tornou-se uma referência no nosso circuito: "Alguns pilotos e organizadores estavam preocupados com a eventualidade deste evento deixar de se realizar anualmente, mas este não é o caso. Confirmamos que o Algarve Classic Festival é um compromisso fixo para 2012, e será um evento de cariz anual a partir de agora. Temos muito orgulho neste evento. O Algarve Classic Festival está preparado para não ficar por aqui mas para continuar a crescer."

Duncan Wiltshire da Motor Racing Legends, que será responsável por três corridas em Outubro, comenta: "Quando cheguei aqui em 2009, não tínhamos certeza do que os nossos pilotos achariam do circuito, uma vez que o mesmo tem subidas e descidas de cerca de 32 metros o que representa um desafio tecnicamente complicado para os pilotos. Alguns concorrentes adaptaram-se de imediato, enquanto outras ficaram naturalmente apreensivos. Mas no final desse primeiro fim-de-semana só ouvimos elogios. O Algarve passou a ser um dos eventos preferidos dos nossos pilotos".

Por seu lado, Carol Spagg do Historic Motor Racing News e, que dirige o U2TC e os '1000km ', está radiante por o evento anual ter sido relançado como um festival ainda maior e melhor: "Havia rumores sobre o futuro deste evento, mas como já tinha constatado em anos anteriores o optimismo, empenhamento e profissionalismo de toda a equipa por detrás da realização deste evento, incluindo Paulo Pinheiro e todo o seu staff, estou certa de que teremos um leque de corridas muito bom e seremos muito bem recebidos em Portimão. Os pilotos adoram o circuito e já temos mais inscritos para este ano do que em anos anteriores"

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Rali de Portugal: Armindo com prova apagada


Apesar do discurso oficial, o rali de Armindo Araújo revelou-se uma pálida prestação quando comparada com a que rubricou na estreia do Mini em 2011.


As prestações do piloto português têm-se revelado abaixo das expectativas, mas existia a esperança que em Portugal Armindo voltasse a mostrar a vivacidade que evidenciou em 2011 quando correu com a versão S2000 1.6T do carro britânico.

Infelizmente as coisas não começaram bem com um erro assumido pelo piloto logo na noite de 5ª feira. Na 6ª feira, perante condições adversas Armindo conseguiu mostrar um andamento muito consistente. Foi um dia em que ninguém tinha um carro adaptado às condições de piso encontradas, e aí o português conseguiu "mostrar serviço" e dar cartas.

No Sábado, com a ausência da chuva e os pisos a secar, Armindo regressou à prestação apagada sem vivacidade. Os tempos não aparecem, as passagens do piloto são notoriamente mais lentas que as dos adversários, e para isso muito contribuirá um carro que aparenta ser ele menos desenvolto do que, por exemplo, o Mini de Patrik Sandell, carro que supostamente seria igual aquele conduzido pelo português.

O abandono de Sábado, devido à quebra da suspensão, obrigou o piloto a "usar umas suspensões diferentes e o carro ficou com menos tração." Por isso o dia de Domingo foi mais uma vez apagado com tempos lentos. O piloto justificou-se com o facto de "realisticamente ter a noção que não conseguiríamos subir lugares na geral e não fazia sentido arriscar. Mesmo assim ainda furamos na penúltima classificativa. Foi um rali difícil e incaracterístico mas temos ainda muitas provas pela frente e vamos lutar por regressar aos bons resultados”.

Olhando para os tempos, Armindo perde muito tempo para os adversários que fazem parte do lote onde ele se deveria incluir. No entanto, o discurso do piloto português no final dos troços não tem sido o mais adequado às suas prestações, pois a falta de performance é notória e o piloto não apresenta razões para ela.

De um modo geral os adeptos acreditam que o nosso melhor piloto de ralis tem potencial para andar mais, e começam a levantar-se muitas duvidas das razões que justifiquem esta falta de performance. O discurso de evoluir e melhorar nas provas seguintes, tem esbarrado nessa falta de evolução. Apesar dos resultados, a performance não tem sido a desejada, e o carro da Motorsport Itália terá uma dose de culpa.

Esperemos que a chegada da nova evolução do Mini à WRC Team Mini Portugal traga grandes alegrias.

José António Marques publicado em Sportmotores

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Citroen vai apelar da desclassificação de Mikko Hirvonen

Após o Colégio de Comissários da FIA terem decidido anular a vitória de Hirvonen no Rali de Portugal, atribuindo-a a Mads Ostberg, a Citroen resolveu apelar por entender que não houve ganhos ilegais

Depois de ter cruzado a linha de meta como o mais rápido no Vodafone Rally de Portugal 2012, o finlandês Mikko Hirvonen acabou por ser desclassificado pelo Colégio de Comissários depois destes terem encontrado irregularidades na embraiagem do Citroen DS3 de Hirvonen, uma situação que a Citroen já explicou, garantindo que não houve ganhos à margem das leis. Admitindo que o carro de Hirvonen recebeu peças diferentes das homologadas, os responsáveis da Citroen decidiram ainda assim apelar da decisão dos comissários, apenas para deixar claro que as diferenças não permitiram qualquer ganho em termos de performance, até porque, dizem, os novos componentes são mais pesados do que aqueles que estão homologados.

O comunicado do Colégio de Comissários não deixou dúvidas quanto à observação de ilegalidades. Segundo aquele comunicado, Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen foram desclassificados desta edição do Vodafone Rally de Portugal, depois de terem concluído a prova na primeira posição no final das 22 classificativas, tendo a decisão dos Comissários Desportivos surgido na sequência do relatório apresentado pelos Comissários Técnicos que detectaram situações não conformes com a ficha de homologação do Citroen DS 3 WRC.

Em apenas dois pontos, o comunicado dos Comissários Desportivos lia-se da seguinte forma:

"Os comissários após a sua reunião decidiram:
1. Que a embraiagem montada no carro nº 2 não está em conformidade com a Ficha de Homologação A5733 e por isso excluem o carro nº 2 da classificação do evento.
2. Que o turbo (turbina) montado no carro nº 2 parece não estar em conformidade. No entanto, os Comissários suspendem a decisão nesta matéria e pedem ao Delegado Técnico da FIA para proceder a um exame mais detalhado, ficando a aguardar esse relatório para uma futura decisão.
Recorda-se que o concorrente tem direito a apelo."

Com base nesta decisão foi publicada uma nova classificação, na qual Mads Ostberg e Jonas Andersson (Ford Fiesta WRC) foram declarados vencedores, ainda que esta classificação tenha ficado suspensa perante a decisão da marca francesa em apelar da decisão dos Comissários Desportivos. Esta decisão, aliás, foi explicada pelos principais responsáveis da Citroen, nomeadamente Xavier Mestelan-Pinon, director técnico da Citroen Racing, segundo o qual "os comissários identificaram diferenças entre as folhas de homologação do Citroen DS3 e dois dos seus componentes, nomeadamente a embraiagem e o turbocompressor".

"Os mecanismos homologados para o Citroen DS3 WRC para a embraiagem possuem orifícios que aqueles que agora foram utilizados não têm, mas isso porque o nosso fornecedor entregou componentes sem esses orifícios tendo esses componentes sido usados no carro nº3 de Hirvonen. Porém, estas peças não contribuíram em nada para qualquer ganho de performance, até porque são mais pesadas do que as peças que constam dos mapas de homologação", afirmou aquele responsável.

"Sobre o eixo do turbocompressor -- acrescentou Xavier Mestelan-Pinon --, tratando-se de uma peça 'standard' em todos os carros do Mundial de Ralis, verificou-se que as suas dimensões excediam as normas, numa diferença que resulta apenas da dilatação da peça em consequência das elevadas temperaturas a que a mesma está sujeita em condições extremas de competição".

Por seu turno, Yves Matton, o responsável principal pela Citroen Racing Team, acompanhou as palavras do seu director técnico, frisando que "não houve qualquer intenção de fazer batota", tendo a decisão dos comissários sido "exagerada". "Considerando que as diferenças encontradas no nosso carro não nos trouxe qualquer vantagem, decidimos mesmo avançar com o apelo. Para já, o que mais lamento é o resultado desta situação para o Mikko Hirvonen e o Jarmo Lehtinen, que assinaram uma prestação brilhante num rali particularmente difícil e mereciam realmente esta primeira vitória com a Citroen. Pessoalmente, o que posso fazer, em nome de toda a equipa, é apresentar as minhas sinceras desculpas por esta situação ao Mikko e ao Jarmo, a quem desejo que possam voltar ao lugar mais alto do pódio rapidamente”, desejou.

modificado de Lusomotores

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domingo, abril 1

Hirvonen desclassificado, Østberg declarado vencedor

Mikko Hirvonen e Jarmo Lehtinen foram desclassificados desta edição do Vodafone Rally de Portugal, depois de terem concluído a prova na primeira posição no final das 22 classificativas.

A decisão dos Comissários Desportivos surgiu na sequência do relatório apresentado pelos Comissários Técnicos que detetaram situações não conformes com a ficha de homologação do Citroen DS 3 WRC. O teor do comunicado dos Comissários Desportivos é o seguinte:

«Os comissários após a sua reunião decidiram:

1. Que a embraiagem montada no carro nº 2 não está em conformidade com a Ficha de Homologação A5733 e por isso excluem o carro nº 2 da classificação do evento.

2. Que o turbo (turbina) montado no carro nº 2 parece não estar em conformidade. No entanto, os Comissários suspendem a decisão nesta matéria e pedem ao Delegado Técnico da FIA para proceder a um exame mais detalhado, ficando a aguardar esse relatório para uma futura decisão.

Recorda-se que o concorrente tem direito a apelo.»


Com base nesta decisão foi publicada uma nova classificação, na qual Mads Ostberg e Jonas Andersson (Ford Fiesta WRC) foram declarados vencedores

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Rali de Portugal: Hirvonen com o triunfo natural

Depois dos acontecimentos da 1ª etapa, com o abandono de Sebastien Loeb e com os excessos dos homens da Ford, a vitória de Mikko Hirvonen surge como uma consequência natural desses acontecimentos.

Mikko Hirvonen viu-se na frente do rali com dois Ford privados atrás de si. Teve a calma suficiente para passar o dia de 6ª feira sem estragos, e depois no Sábado foi uma questão de controlar a sua vantagem frente ao Mads Ostberg e Evgeny Novikov que lá iam tendo alguns precalços. Com este triunfo Hirvonen passou para a liderança do rali, tendo contando com uma máquina perfeita que não lhe deu nenhum problema.

Mads Ostberg soma a sua terceira presença no degrau intermédio do pódio. Ontem conseguiu desembaraçar-se de Evgeny Novikov e depois foi uma questão de gerir a sua posição para lograr atingir o final. Evgeny Novikov não conseguiu acompanhar Ostberg, mas consegue o primeiro pódio numa prova do mundial.

O russo ontem percebeu que não tinha andamento para Ostberg, e numa prova cada vez mais notória de maturidade optou para pensar no 3º lugar. O "professor" Dennis Giraudet que vai no banco do lado direito tem conseguido fazer um excelente trabalho. Hoje na derradeira secção Novikov ainda apanhou um susto quando se partiu o acelerador, mas tudo correu pelo melhor até ao final.

Petter Solberg acaba por salvar um pouco a face da Ford. Ele e Latvala falharam clamorosamente na 6ª feira, quando em vez de se manterem na estrada, acabaram os dois fora dela e deixaram a Citroen com Hirvonen sozinha rumo a um triunfo. Regressaram e recuperaram até onde foi possível, apesar de no Sábado ter sido o carro de ambos a falhar e atrasá-los um pouco. Solberg consegue o 4º lugar, que o coloca bem melhor no campeonato do que Latvala.

Nasser Al-Attiyah teve um rali muito apagado. No penultimo troço sofreu um furo e perdeu o 5º lugar para Martin Prokop, mas na powerstage o piloto do Qatar mostrou garra pela primeira vez e atacou para recuperar a posição com sucesso. Apesar do andamento moderado, o 5º lugar mostra como neste rali a consistência foi importante, sendo este o melhor lugar de Al-Attiyah numa prova do mundial. Prokop pode lamentar-se do motor do seu Ford Fiesta que ao longo de dois dias lhe deu problemas, sonhou que poderia ser 5º mas isso só foi possível durante um troço, porque na powerstage debaixo de chuva não conseguiu defender-se de Al-Attiyah.

E a mostrar o valor da consistência está o 7º posto de Dennis Kuipers que não é propriamente um piloto rápido, mas conseguiu aguentar-se bem nas difíceis condições de 6ª feira. Atrás dele surge Sebastien Ogier que se mostrou muito apagado nas classificativas da noite e nos lamaçais de 6ª feira. Ogier apenas "acordou" no Sábado, mas a sua prestação em condições adversas dá que pensar.

Thierry Neuville acabou por salvar o seu rali com um 9º lugar final, apesar de dois furos no penultimo troço para apenas um pneu suplente. Jari Ketomaa fechou o "top ten" depois de um rali extremamente problemático em que teve um Ford Fiesta muito pouco colaborante.

Fora dos lugares ponjtuáveis, mas ainda assim com pontos ficaram Daniel Sordo e Jari-Matti Latvala. Sordo estreou a nova evolução do Mini, e se não fosse o problema eléctrico de 6ª feira, a história da luta pelo triunfo seria bem diferente. O espanhol ganhou troços e mostrou a grande perfomance do Mini, tendo conseguido triunfar na powerstage e arrecadar 3 pontos, apesar de um furo no penultimo troço que o levou a perder 4 minutos. Latvala tentou os 3 pontos da Powerstage, mas teve de se contentar em ficar atrás de Sordo num rali que esteve longe de correr bem.

Referência final para dois Mini da evolução antiga, mas que parecem bem diferentes: Patrik Sandell e Armindo Araújo. Sandell capotou na etapa de hoje, sendo a segunda saída de estrada do sueco neste rali. Armindo Araújo teve um rali para esquecer, com alguns problemas mas principalmente com um andamento na 2ª e 3ª etapa que deixa um grande amargo de boca nos seus adeptos. O Mini do piloto português simplesmente não anda, e o discurso de Armindo é muito pouco condizente com o seu andamento.

Por ultimo, Hayden Paddon venceu o SWRC, beneficiando do abandono de Yazeed Al-ARajhi na etapa de hoje. Apesar de ter abandonado no início de 6ª feira, o neo-zelandês campeão de PWRC ainda logrou vencer uma categoria que está muito pouco concorrida este ano.

Classificação final:
1º Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen - Citroen DS3 WRC - 4h19m24,3s
2º Mads Ostberg / Jonas Andersson - Ford Fiesta WRC - a 1m51,8s
3º Evgeny Novikov / Dennis Giraudet - Ford Fiesta WRC - a 3m25,0s
4º Petter Solberg / Chris Patterson - Ford Fiesta WRC - a 3m50,1s
5º Nasser Al-Attiyah / Giovanni Bernacchinni - Citroen DS3 WRC - a 7m57,6s
6º Martin Prokop / Maria Andersson - Mini JCW WRC - a 8m01,0s
7º Dennis Kuypers / Robis Buysmans - Ford Fiesta WRC - a 8m39,1s
8º Sebastien Ogier / Julien Ingrassia - Skoda Fabia S2000 - a 9m00,8s
9º Thierry Neuville / Nicolas Gilsoul - Citroen DS3 WRC - a 10m29,7s
10º Jari Ketomaa / Mika Stenberg - Ford Fiesta WRC - a 11m44,6s
11º Peter Van Merkesteijn / Eddie Chevaillier - Citroen DS3 WRC - a 12m02,8s
12º Daniel Sordo / Carlos del Barrio - Mini JCW WRC - a 14m15,5s
13º Daniel Oliveira / Carlos Magalhães - Ford Fiesta WRC - a 16m54,1s
14º Jari-Matti Latvala / Miika Antilla - Ford Fiesta WRC - a 18m54,4s
15º Ott Tanak / Kundar Sikk - Ford Fiesta WRC - a 19m06,9s

publicada em Spormotores

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Dani Sordo venceu a Power Stage

O Vodafone Rally de Portugal terminou em estilo. A última especial da prova foi excitante até ao último momento. A derradeira classificativa era a Powers Stage, troço que garantia pontos extra para os três mais rápidos. E quem melhor conseguiu lidar com as condições do troço, que começou a ficar muito enlameado à medida que a chuva caía, foi Dani Sordo.

Um dos primeiros na estrada, o espanhol do Mini WRC fez o tempo de 3m10,4s no traçado com 5,8 km de extensão e somou os três pontos correspondentes ao primeiro lugar. Depois da sua passagem, a chuva aumentou de intensidade e Sordo ficou com a vitória praticamente garantida naquele momento.

Jari-Matti Latvala, que tinha passado antes, foi quem ficou mais próximo. Mas os 0,3s que demorou a mais impediram-no de vencer. O finlandês ficou com em segundo e garantiu dois pontos. Ott Tanak foi o terceiro mais rápido e arrecadou o ponto que restava. Com a especial a ficar cada vez mais difícil, nenhum dos pilotos que passou a seguir foi capaz de bater o tempo de Sordo.

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Rali de Portugal - CPR: Meireles totalista

Pedro Meireles e Mário Castro conseguiram no Vodafone Rali de Portugal a pontuação máxima para o Campeonato de Portugal de Ralis, repetindo o resultado do ano passado. A prova contava para o CPR apenas até à 2º etapa.

Problemas com a caixa de velocidades na 5ª feira, e problemas com o desgaste excessivo dos pneus na 2ª secção da etapa de hoje, foram as duas preocupações que deixaram a dupla nortenha do Mitsubishi Lancer Evo X com preocupações, mas no final o resultado surgiu.

Miguel Barbosa com o Mitsubishi Lancer Evo IX foi o 2º a cerca de 12 minutos de Meireles, e terminando o rali com uma transmissão partida. O jovem piloto de Famalicão mostrou mais uma vez uma maturidade assinalável recompensada com uma boa pontuação para o CPR.

Ricardo Moura foi o seguinte na classificação, ainda que só hoje tenha conseguido terminar uma etapa. O campeão em título teve um rali problemático com abandono na 5ª e na 6ª feira. Ivo Nogueira e Paulo Neto foram os que se seguiram na classificação, entre os que estão inscritos no CPR. Fora do CPR Paulo Freire e João Fernado Ramos estão entre os que terminaram o dia de hoje.

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sábado, março 31

Rali de Portugal - 2ª etapa: Hirvonen tranquilo

Sem chuva e com pisos menos escorregadios, a 2ª etapa do Vodafone Rali de Portugal foi bem menos repleta de incidências, mas ainda assim a secção da tarde trouxe muitas movimentações. Os pisos a secar ficaram duros na segunda passagem e foram alguns os pilotos a sofrer problemas com o desgaste dos pneus.


Para Mikko Hirvonen foi quase um passeio, o homem da Citroen tem nas mãos uma máquina perfeita e uma vantagem confortável. Atrás de si Mads Ostberg e Evgeny Novikov lutaram entre si, mas o norueguês foi melhor lamentando apenas a protecção inferior do Fiesta solta no ultimo troço do dia. Novikov teve o mesmo problema mais cedo, mas também teve alguns problemas de ignição. O russo reconheceu que sem os pisos escorregadios não quis arriscar por a condução não ter tanta importância como ontem.

Apesar de estar a fazer um rali bastante apagado, Nasser Al-Attiyah está no 4º posto, beneficiando do abandono de Patrik Sandell por saída de estrada no primeiro troço da tarde, pelos problemas de falta de potência no carro de Martin Prokop e pelos problemas de direcção assistida de Petter Solberg. O homem da Ford chegou ao 4º posto no penultimo troço do dia, mas no seguinte ficou sem direcção assistida e desceu a 5º.

Dennis Kuypers e Peter Van Merkesteijn mantiveram a sua luta particular pelo 6º lugar, mas Kuypers acabou por se distanciar, acabando Sebastien Ogier por subir na classificação até ficar entre os dois pilotos. Atrás deles surge Jari Ketomaa que teve imensos problemas de travões de tarde que quase o levaram à desistência, mas ao lograr terminar o dia fechou o "top ten".

Nota para Daniel Sordo que viu um amortecedor e o escape partirem-se de tarde, o que o levou a perder muito tempo no primeiro troço da tarde. Armindo Araújo estava a fazer uma prova pouco viva até desistir com um braço de suspensão arrancado. Menos bem que Petter Solberg esteve Jari-Matti Latvala que não foi tão rápido como o norueguês, mas ainda teve problemas com a pressão de gasolina que o atrasaram muito.

No CPR Pedro Meireles foi o melhor e arrecadou a pontuação máxima para o campeonato, já que a prova desta competição termina nesta 2ª etapa. No SWRC Yazeed Al-ARajhi mantém-se como o melhor.

Classificação após a 2ª etapa: 1º Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen - Citroen DS3 WRC - 2h59m33,6s
2º Mads Ostberg / Jonas Andersson - Ford Fiesta WRC - a 1m11,9s
3º Evgeny Novikov / Dennis Giraudet - Ford Fiesta WRC - a 1m41,2s
4º Nasser Al-Attiyah / Giovanni Bernacchinni - Citroen DS3 WRC - a 6m10,1s
5º Petter Solberg / Chris Patterson - Ford Fiesta WRC - a 6m29,2s
6º Martin Prokop / Maria Andersson - Mini JCW WRC - a 6m47,5s
7º Dennis Kuypers / Robis Buysmans - Ford Fiesta WRC - a 7m29,8s
8º Sebastien Ogier / Julien Ingrassia - Skoda Fabia S2000 - a 8m00,2s
9º Peter Van Merkesteijn / Eddie Chevaillier - Citroen DS3 WRC - a 8m38,7s
10º Jari Ketomaa / Mika Stenberg - Ford Fiesta WRC - a 11m36,7s
11º Thierru Neuville / Nicolas Gilsoul - Citroen DS3 WRC - a 11m41,1s
12º Daniel Sordo / Carlos del Barrio - Mini JCW WRC - a 12m30,2s
13º Ott Tanak / Kundar Sikk - Ford Fiesta WRC - a 12m46,4s
14º Daniel Oliveira / Carlos Magalhães - Ford Fiesta WRC - a 13m35,0s
15º Yazeed Al-ARajhi / Michael Orr - Ford Fiesta S2000 - a 16m51,8s

publicado em Sportmotores

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